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BISTRÔ DO CÉU: Amor-Filia!

  João Bosco de Castro.   Eu e Beatriz, minha Esposa, estivemos fora de Bom Despacho, por nove dias. Ontem, pelas 11h, saímos de Belo Horizonte, de volta ao ninho e aos teares da vida. Viagem-família: passeio feliz! Chegamos à Cidade-Sorriso, em torno das 14h, famintos. Não era mais hora de marmita. Ainda na Estrada do Pica-pau, eu disse a Beatriz: ─ Algum arrozinho branco, bem-simples, com ovos fritos, em emergência… Hum!… ─ e lambi os beiços. Ela respondeu-me: ─ Não deixamos nada pronto nem temos ovos na geladeira!… Retruquei-lhe: ─ Tenho certeza de alguns ovos na geladeira!… ─ Então, cuidarei do arroz, caso não encontremos nada no Rua do Céu Bistrô ─ completou Beatriz. Entramos na Cidade pela Rua do Céu ─ nome lírico, abençoado, folclórico, melodioso, quase divino, preferível ao do Favuca, em minha modesta opinião. No ponto certo, Beatriz desceu do carro, à procura de marmitas. A Dona do Rua do Céu Bistrô ─ Esposa de conhecido Sargento Veterano do Machado de Prata ─ e seus dois Rapazes, educadíssimos, já se preparavam para fechar o emblemático Estabelecimento. Nossa fome tinia e retinia. ─ Oh! Perdoem-me o atraso! Não são horas de procurar almoço, mas, até agora na estrada, eu e João Bosco não conseguimos chegar aqui, antes. Estamos varados… Muito agradecida! Em casa, tentarei fazer algo rápido. Um arrozinho com ovos fritos!… Desculpem-me o incômodo! ─ disse Beatriz à Senhora. Muito cordial, a Dona do Bistrô acenou-lhe para esperar um pouco.  Reentrou na Loja. Em poucos minutos, saiu de lá com duas marmitas. ─ Sei como é estrada… Consegui, apenas, um pouco de arroz com carne-moída. Isso pode ajudá-la… ─ falou assim, e entregou a Beatriz as duas marmitas. Satisfeita e acalentada pela gentil Senhora, Beatriz, com as marmitas às mãos, quis pagar-lhe a refeição… E a Dona do Bistrô, com largo sorriso de felicidade nos lábios: ─ Não vou cobrar-lhe nada. Arranjei só o possível. O fundinho de panela… Isso não é nada! ─ Posso pagar-lhe ─ ajuizou Beatriz. ─ Não! Pode levar… Quero dar esta comida a Você! ─ categorizou a prestimosa e amável Senhora. Em casa, com o estômago na goela a varar a nuca, após subir com a bagagem, saciamo-nos, maravilhosamente, com o mais providencial e substancioso banquete: aquele arrozinho com carne-moída, mais quatro ovos de galinha fritos por Beatriz!!! Comemos o mais saboroso e apreciável almoço!… Quanto regalo! Verdadeira ágapa! O melhor almoço: almoço-amor, almoço-doação, almoço-irmão, almoço-amigo, almoço-bênção, almoço-desapego, almoço-desinteresse ─ banquete-fraternidade!… Almoço-Filia: Bondade de Deus, pela sorridente autodoação imensurável e sincera da Dona do Rua do Céu Bistrô!!! Sua Copa-Cozinha não somente alimenta o corpo, mas nutre e renutre, acima de tudo, a alma. Copa-Cozinha da mais saborosa Gentileza-Transformação!… Tomara me permitissem mudar os nomes das coisas! Eu transformaria o do Rua do Céu Bistrô em Bistrô do Céu. Assim, a lendária Rua e o adorável Bistrô até se irmanariam nas Delícias da Morada de Deus, dentre as quais o Almoço-Fraterno! Bom Despacho-MG, 8 de junho de 2021.   João Bosco de Castro ( 1947 ─ ) é Oficial Superior Veterano da PMMG, Professor de Línguas e Literaturas Românicas. Poeta, contista, romancista, policiólogo, camonólogo e ensaísta. Publicou doze Livros. Mora em Bom Despacho-MG.

UM SONHO UTÓPICO?

Marcílio Fernandes Catarino (*) Eu tenho um sonho…! Eu sonho que toda a humanidade se estreite num abraço fraterno. Que os homens, embora se diferenciem quanto à raça, cultura, credos religiosos, cor da pele, possam se igualar nos sublimes ideais da Vida Maior. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que os ricos devam existir para combater a miséria, estendendo mãos solidárias aos pobres. Que a fome, a miséria, os preconceitos, a injustiça, a violência e as guerras não sejam mais fontes de dor e sofrimento para a humanidade. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que a natureza, “esse grande livro escrito e colorido pela mão de Deus” receba de todos nós o tratamento e o respeito que lhe são devidos. Que os animais, como seres em evolução, possam viver livres, servindo ao homem e sendo por ele servido. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que os homens vivam o presente, buscando sempre antever o futuro, mas sem jamais esquecer as lições do passado. Que os avanços da ciência e da tecnologia se destinem tão somente à sublimação da vida humana, indistintamente. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que a humanidade sinta tanto quanto está pensando. Que o orgulho e o egoísmo, fonte maior de todos os males, sejam extirpados de dentro de cada um de nós. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que os homens busquem, sinceramente, entender e internalizar o real significado das Leis Naturais que regem o Universo, para melhor vislumbrarem o verdadeiro sentido da Vida. Que os homens, Espíritos Eternos criados à imagem e semelhança do Supremo Criador, devem contribuir para com a grandeza da Sua obra, fazendo brilhar sua Luz Interior para que possam espargir-se as trevas que nos envolvem. Que a Humanidade, enfim, seja uma única e grande família, convivendo e evoluindo em paz e harmonia.                                                                                                                               (*) Coronel Veterano PMMG – Aspirante 1970

Reaprenda a prática da leitura.

Em reaprenda a prática da leitura, você verificará que nada na sua vida será registrado em sua mente, como arquivos em movimentos ou arquivos sonoros. Tudo se armazena no seu cérebro através de imagens estáticas – aquilo que comumente chamamos de memória fotográfica. Quantos de nós não temos conhecidos assim? Aqueles que não tinham livros ou cadernos, não estudavam e eram os primeiros a terminarem os exames. Aqueles que não se importavam com a nota e sim na certeza de que  sabendo, a todos encantavam. A capacidade que o ser humano tem, de registar as suas emoções como memórias fotográficas, tem no mundo do conhecimento o nome de Registro Automático da Memória, é algo que acontece no nosso cérebro onde o acúmulo das informações se dá através dos nossos terminais sensoriais – visão, olfato, audição, paladar e tato – acostumados a conjugar tudo isso, sem que percebamos, nosso cérebro cruza todas informações pretéritas e face a qualquer imprevisto nos dá uma possibilidade de resposta. Quando nos propomos a trabalhar em grupo, nos comprometemos a sermos fiéis  ao Grupo, nos comprometemos à defesa dos interesses coletivos e nos obrigamos ao objetivo do Grupo. Devemos ser fiéis aos propósitos que nos unem. Devemos obediência moral ao todo e fidelidade com aquele com o qual nos propusemos a seguir o caminho. Aquilo que nos une, nos recomenda a nós o foco e imbuídos de tudo isso nos alerta sobre os percalços. Às vezes, optamos por ouvir – uma música, uma mensagem ou uma aula, em outras optamos por ver – um filme, uma campanha publicitária ou até mesmo uma aula. Infelizmente, preterimos o ler. Não, o ler caracterizado por uma mensagem de auto-ajuda, uma mensagem de bom-dia ou uma mensagem furtiva. Preterimos ler o conhecimento, preferimos ouvir, ver e nem sempre ler. Ouvir, ver e não ler, permitem a qualquer um ocupar-se de outras ideias, algo que a leitura reduz bastante pois nos recomenda  ficar preso ao texto na busca da essência do conhecimento, ou seja, encontrar a resposta, achar a hipótese que conjugada à sua demanda produza uma solução compatível com o seu questionamento. Devemos reaprender a ler, devemos produzir uma posição crítica ao texto apresentado e não apenas aceitar as palavras como imposição de ideias por encantarmo-nos com a voz, com a imagem, com os recursos audiovisuais, com os sons, com a beleza artificial que tem um único objetivo: fazer com que você aceite a ideia do outro, que você se prenda   aos objetivos que nem sempre são os seus e que você  se convença que tudo quanto foi dito, cantado, encenado, sentido e transmitido seja a única verdade. Reaprender a ler é ter a possibilidade de formar a sua própria história em relação ao fato, ao ato, ao conhecimento e ao presente. É se permitir ao contraditório, contrapor às imagens, formar a sua própria convicção, buscar o significado para uma palavra desconhecida e acima de tudo controlar o que realmente importa, informa, constrói, aproxima, exprime e acrescenta no seu aprendizado de vida. Reaprender a ler é ter a oportunidade de voltar no texto,  sublinhar uma palavra, destacar um pensamento, interpretar uma ideia, sonhar com as imagens que poderiam se encaixar numa metáfora, compreender o sentimento de quem se propõe à construção da mensagem  e tudo mais quanto seja agradável num texto e principalmente aprender. Não se furte da oportunidade de ler, não se prenda às encenações, não se deixe levar pela sonoridade da voz que procura retirar do seu horizonte o encantamento das imagens que o seu cérebro possa construir. Viva o conhecimento que você acumulou durante todo o seu aprendizado e transforme as palavras de um texto numa experiência construída por você mesmo e não por uma voz ou uma imagem construída por terceiros. A cada memória fotográfica que criamos a partir da leitura de um texto, inúmeras janelas se abrem com informações cruciais para a nossa tomada de decisão. Estar centrado no texto nos permite ir além, nos permite compreender o processo, criar as nossas próprias memórias fotográficas, desvendar os enigmas do conhecimento, alimentar a nossa própria imaginação, referendar as experiências, comparar modelos, compreender a nossa importância na solução do problema, evitar a repetição de erros e nos possibilita ousar. Só através da leitura as memórias fotográficas serão construídas por sua própria opção, você poderá retornar ao texto infinitas vezes sem perder a essência, poderá pausar a leitura para dar atenção à uma pessoa e retornar sem necessidade de comprometer o aprendizado,  poderá parar por alguns instantes – imaginar, sonhar, retroagir nas memórias, avançar nas hipóteses futuras e depois retornar onde estava sem perder o nexo. Reaprenda a prática da leitura, ela será uma opção para diferenciar comportamentos individualizados dos comportamentos autômatos, diferenciar aquele que realmente sabe o significado das palavras daquele que apenas as repete, diferenciar quem tem responsabilidade de grupo daquele que usufrui da responsabilidade do grupo para os interesses próprios.

INTERNET, REDES SOCIAIS E OS LIVRES PENSADORES

Marcílio Fernandes Catarino (*) Nunca, como nos tempos hodiernos, tem sido importante a efetiva participação, em todos os setores da vida social, de pessoas dotadas de senso crítico (que não se confunde com criticismo mórbido), capazes de pensar com a própria cabeça. Sobretudo, a partir do advento do que hoje vem sendo denominado como Sociedade da Informação, integrada pela Internet e as poderosas redes sociais que, simplesmente, pulverizaram o monopólio da informação, há décadas controlado e manipulado pela grande mídia. O papel preponderante das citadas redes na eleição do presidente norte-americano, Donald Trump, foi superado pela emblemática eleição do presidente brasileiro, Jair Messias Bolsonaro, nas eleições majoritárias de outubro de 2018. Mesmo dispondo de ínfimos oito segundos de tempo na televisão e limitados recursos financeiros, o candidato Bolsonaro superou seu adversário, que dispunha do apoio maciço da grande mídia brasileira e expressivo suporte financeiro, divulgando suas propostas e programas de governo com o uso inteligente das redes sociais. Foi eleito com quase 70% dos votos válidos, na mais barata campanha presidencial do Brasil. Todos os esforços desenvolvidos pela grande mídia nacional, inclusive com a disseminação inescrupulosa de Fake News (notícias falsas), no intuito de desmoralizar e desacreditar o candidato vencedor, não foram capazes de neutralizar a eficácia do trabalho desenvolvido nas redes sociais. Com a Internet e as mencionadas redes estabeleceram-se novos padrões culturais e de sociabilidade, de produção e divulgação de informações, em que as notícias circulam entre os usuários, em tempo real e sem intermediários, onde quer que cada um esteja. Podemos destacar, nesse alvissareiro episódio, quatro aspectos fundamentais que, na nossa ótica, sinalizam o início de um novo tempo na divulgação das informações em particular, e nas campanhas políticas em geral, no território brasileiro: Inquestionável enfraquecimento das grandes mídias e do seu poder de manipulação das informações e da “opinião pública”. A situação falimentar do jornalismo autêntico, comprometido e deturpado, tendenciosamente, pelos órgãos da grande imprensa, a troco de benesses de grupos políticos que detêm o domínio do poder temporal. Sensível redução dos custos financeiros das campanhas políticas, sempre bancados pelo erário. Aumento do despertar dos “livres pensadores”. Inquestionavelmente, este último se destaca, segundo a nossa modesta compreensão, como o principal fator a indicar uma profunda transformação da sociedade brasileira que, no exercício e manifestação do pensamento independente deixa, cada vez mais, de ser simplesmente “massa de manobra”. Imperativo alertar, no entanto, que a liberdade criada pela Internet e as redes sociais abriu espaço enorme a um novo tipo de manipulação, muitas vezes sutil e de difícil identificação: a sofisticada elaboração e disseminação das tão alardeadas Fake News, capazes de construir, modificar ou destruir; de confundir, desorientar ou induzir os mais incautos. De qualquer forma, o livre pensar é libertador, conforme nos asseverou, há mais de dois milênios, o inolvidável Rabi Galileu: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32), o que revelou a sua preocupação em lutar, na sua jornada messiânica, contra esse grande mal que ainda assola a nossa sociedade: a ignorância. Avante Brasil!                                                            (*) Coronel Reformado PMMG/Asp1970

Antes de ser um, sou três.

Mesmo antes do início, quando tudo não estava, faltava a memória e o livre-arbítrio para dizer que antes de ser um, sou três. Quando um e um não serão dois, mais apenas um, antes de ser um, sou três. Muito fácil de dizer e mais ainda de se explicar, quando na essência do que sou, não sou eu apenas um, mas três. Se o homem e a mulher se uniram e eu nasci, não são apenas um mais um, sendo eu um, assim, os três um, são três. Nas ciências são fáceis as explicações do porquê, de sendo eu um, antes sou três. Se qualquer número que se eleva a zero o resultado é um, sendo eu fruto de uma função exponencial de base dois e expoente zero, existo como um e em suma sou três, a soma de uma revolução genética, onde parte vem de um a outra parte de outro um e no fim, sou um, como parte de um, de outro um, me torno um, na soma de tudo isso sou três. Se venho de um casamento, de uma concepção e de um nascimento, mesmo sendo um, sou três, são três datas de nascimento, de um, de outro um e do um que sou eu. Sou um, mas mesmo antes de ser um, sou três. Geneticamente só sou um, porque derivando de uma meiose, uma mitose e uma gestação, sou um processo de três um, pois sendo um, sou fruto da soma de um e outro um, antes de ser um, sou três. Filosoficamente é uma verdade necessária e por mais que metafisicamente sejam dadas opções de proselitismo, uma verdade contingencial não supera a verdade do princípio, pois tudo é idealização da verdade única do idealizador. Antes de servir na Instituição que me aposentei – servindo e protegendo o destinatário final da minha força de trabalho – vendi a minha força de trabalho a dois outros destinatários finais do capital acumulado que se construiu no eu que sou um. Antes de servir na Instituição que me aposentei, morei em três cidades e na maior delas me construí no eu que sou um. Na formação profissional dentro da Instituição que me aposentei, no meu primeiro curso fui o terceiro colocado e de todos que tiveram origem, na mesma Unidade que a minha, fui dentre eles, o terceiro colocado no principal curso da Instituição que me aposentei. Quando a Instituição que me aposentei, foi chamada a promover a formação profissional de uma outra Instituição congênere, fui o terceiro colocado entre os três que foram enviados para representar, dignificar e compartilhar o conhecimento acumulado a partir do principal curso da Instituição que me aposentei. No exame de aptidão profissional aplicado aos formandos no principal curso da Instituição que me aposentei, fui o terceiro colocado dentre todos os meus pares que da Turma de Aspirantes, tem a minha origem como um Oficial. Em outra oportunidade, de formação superior, numa Universidade Pública, em curso de pós-graduação patrocinado pelo Governo Federal, com três vagas destinadas à Instituição que me aposentei, fui o terceiro colocado e mais uma vez estava entre os escolhidos, para a minha Instituição representar. Mas como tudo que se inicia, um dia chega ao fim, existindo como um Oficial, em seus três círculos: Oficial subalterno, Oficial intermediário e Oficial superior, chegou o dia de se ir ao encontro de novas oportunidades e de se poder colocar em prática toda a alegria construída. Novamente – apesar da pouca idade e do pouco tempo servindo e protegendo – fui o terceiro a me aposentar, pois já haviam ocorridas duas outras aposentadorias, mas na infelicidade da vida profissional, as duas anteriores foram por mortes. O exercício da atividade profissional transato, após o servir e proteger na Instituição que me aposentei, se deu apenas para três entes federativos e após o qual tudo se encerra em termos de venda da força de trabalho que se encerra no capital intelectual acumulado ao longo de uma vida. Como tudo que se equilibra e sendo o fiel da balança, algo tinha que não bastava, pois o um que me tornará, não se subsistia só, pelo acúmulo de homônimos, que no mundo abundava e novamente faltava, algo que apenas em um me sacramentava. Haveria a oportunidade de um novo nome construir, não apenas como homenagem a parte de um, mais a parte do outro um, acrescida do um que já sou. De um nome composto se incorporam três nomes de família, sendo dois toponímicos e um patronímico. Curiosamente, como se nasce da junção de um, somando-se a outro um, tem-se o um que me tornei, pois novamente antes de ser apenas um, sou três. Para se construir um novo nome a esse um, que sou eu, fez-se necessária a via judicial. Como uma gestação, que se inicia com a concepção e termina com o nascimento, assim também, se conduziu a retificação do meu nome. Na forma processual temos três fases: o início do processo – a petição, o fim do  processo – a expedição do Mandado de Retificação do Nome, e a efetivação do direito – o  cumprimento do Mandado de Retificação de Nome, que é a expedição, pelo cartório, dos novos documentos de registro civil. De forma aleatória essas três fases, que são o início, o fim e a efetivação do direito, ocorreram em três datas significativas. A petição junto à Justiça se dá no dia do aniversário do nascimento da minha mãe. A expedição do Mandado de Retificação do Nome se dá no dia do aniversário do nascimento do meu pai. O meu novo registro civil se dá no dia em que se comemora a minha função típica de Estado. Até aqui, tudo que filosoficamente tenho pensado, às custas de um entendimento estoico, me conduzem à uma verdade trina, de ordenamentos, conhecimentos e virtudes. Verdades estas que balizam a minha construção enquanto homem, cidadão e Estado, pois antes de ser um, sou três.

A ética do Conhecimento como argumento da validação histórica.

O espaço virtual PontoPM recepcionou uma publicação de minha autoria intitulada A validação histórica como motivação ao Conhecimento., e que neste momento, após conversar com vários mentores intelectuais, pude perceber que algo de suma importância demanda um aprofundamento. Esse algo é a ética do Conhecimento como argumento da validação histórica. Na busca de uma verdade definitiva e mesmo com todas os recursos disponíveis, os argumentos estruturais sobre determinado fato ou evento que se possam contrapor num exercício de validação histórica, recomendam a exata compreensão das verdades intrínsecas, que o primeiro investigador construiu, como hipótese de abordagem especulativa sobre aquele fato ou evento. É notório que a vaidade do investigador que sucede ao proto-histórico é um fator corrosivo nos processos de validação histórica. O homem nos seus instrumentos de supremacia intelectual utiliza a desconsideração pelo trabalho precursor e primevo como arma de evitar o questionamento à parte do todo que desconhece. Processo claro de enfrentamento e desconsideração pelas hipóteses que afrontam o seu ego. Compreender a dinâmica estrutural do investigador  primitivo e dar sentido e significado, ao que historicamente se propõe interpretar, recomenda ao investigador-validador contemporâneo identificar com clareza o objeto e os seus objetivos, as informações visuais e o momento vivido pelo primeiro autor que se propôs a discutir o fato ou evento, a correlação da realidade de quem produziu as informações e o ânimo daquele que procurava alcançar uma interpretação insofismável restrita aos seus domínios bibliográficos, materiais, instrumentais e comportamentais. Obviamente que a capacidade de ler e interpretar cumulativamente fatos ou eventos, só terá significado e valor, para aquele que observa, na hipótese de ser ele dotado de conhecimentos passados compatíveis com o objeto de seu estudo, onde a transformação em palavras, na observação de fatos ou eventos, não é retórica e nem tampouco aceita tal descrição como hipótese, porque mesmo sendo ideias, palavras e emoções exige o respeito ao conhecimento. Sentir-se motivado na busca do conhecimento e a verdade mais próxima que se possa construir sobre o objeto da análise de um fato ou evento histórico, torna-se uma contemplação quando de forma ética nos é permitido compreender, através de uma investigação participativa, conviver com o autor dos primeiros estudos e ouvir desse autor os seus óbices, as suas dificuldades e as suas alegrias decorrentes da nova verdade apresentada. Compartilhar com o investigador que o precede na busca da fresta perfeita e poder chegar o mais próximo possível de uma verdade insofismável é o que se manifesta como o instrumento de validação ético, respeitar o caminho que se busca e que não será o definitivo pois a interpretação compartilhada com quem primeiro se propôs na revelação histórica do fato ou evento é incorporada ao somatório do conjunto das experiências que se acumulam e permite ao conjunto do conhecimento produzir efeitos provocadores que variam em função do primitivo investigador e das suas possibilidades e daquele que tem a oportunidade de validar como se fosse um efeito auditor e corregedor dos caminhos  que tornam a interpretação histórica do fato ou evento cada vez mais credível. As falácias interpretativas que possam levar ao falseamento interpretativo da realidade primitiva do primeiro investigador e mesmos as construções inacabadas decorrentes de uma validação imprópria  que careciam de um aprofundamento metodológico, não se traduzem em verdades acabadas, o novo investigador não se pode deixar consumir-se  por variáveis equivocadas que interferem na forma como ele descortina parte do todo e conjugando com as informações produzidas primitivamente, eleva-se de uma inferência circunstancial para uma verdade mais próxima do acerto. Conjugar o respeito e a admiração ética pelo trabalho primevo de uma validação histórica é uma arte de aplicação do conhecimento que permite ao investigador contemporâneo se reescrever na medida em que associando às novas frestas a realidade descrita pelo investigador primitivo, se apropria de novas imagens e as aprofundando metodologicamente, as torna compatíveis com os relatos, fatos e eventos abordados durante o processo de validação que de forma ética compartilha com o investigador primitivo, descortinando saberes, conhecimentos e detalhes antes despercebidos, decorrentes de uma experiência defensiva resultante da opção em evitar afrontar o novo. Quando se opta pela ética como argumento de validação histórica, respeitando a memória e o peso do investigador primitivo, tem-se uma motivação que não se encerra no seu objeto, que faz crescer o respeito na mente de outros investigadores e cada vez mais aproxima-se da verdade insofismável, evitando-se o descrédito, o infortúnio, que conduzindo ao zelo nas informações transversais permite em síntese observações mais acertadas sobre a validação histórica de determinado fato ou evento. Assim o emprego da ética do conhecimento como argumento de uma validação histórica é um exercício de resiliência e respeito aos argumentos proto-históricos, do investigador primitivo e aos registros primevos que permitem avançar na verdade insofismável do novo conhecimento que se busca transformar.

Doenças, epidemias e desconhecimento.

A ciência que nada sabe se vale do desconhecimento para construir uma realidade inepta, calcada na retórica dos meios de comunicação cooptados pelas ideologias do politicamente correto e do falseamento público como ferramenta do caos, cuja validação histórica do discurso se encontra na obra Curso e Recurso do filósofo italiano Giambatista Vico (1668-1774). Numa época de caos epidemiológico, cujo epicentro tem origem na China e a sua disseminação a partir das estações de esqui nos Alpes Italianos, podemos comprovar o quanto a ciência pouco sabe e muito contribui para menos se saber sobre determinada epidemia. A situação epidemiológica da COVID-19 tende ao pior cenário possível pela conjugação de quatro fatores, sendo eles densidade demográfica, concentração, temperatura e circulação do ar. Qualquer cientista, mesmo míope, sabe que o inverno no hemisfério norte gera chuvas intensas no hemisfério sul e que o verão no hemisfério norte gera sequidão, fogos e quedas bruscas na umidade do ar no hemisfério sul. Isso porque a maior parte da superficie terrestre não coberta por água está no hemisfério norte, fazendo com que física e quimicamente o inverno e o verão no hemisfério norte tenha os extremos de temperaturas cada vez mais distantes. Fato que não ocorre no hemisfério sul, pelo motivo de ser a àgua um regulador térmico. Com a proximidade do inverno no hemisfério norte, a concentração de pessoas no mesmo espaço físico tende a aumentar, ao passo em que a temperatura diminuindo, impossibilita que as moradias sofram ação da ventilação natural pela restrição imposta pelas chuvas, nevascas, nevões, frio e vento gélido, ambiente propício às doenças do trato respiratório. No hemisfério sul, algo similar também acontecerá, chuvas intensas, restrições de ventilação natural e facilitação ao ambiente de sauna, semelhantes aos propícios elementos de transmissão da legionela, uma bacteria altamente letal. Também no hemisfério sul acontecerá a concentração de pessoas no mesmo espaço, basta verificar o que aconteceu na região de florestas durante o período de verão nos meses de maio a julho deste ano. Pela primeira vez, dese o início da pandemia, teremos a mesma condicionante de agravamento da situação epidemiológica em todo o Planeta –  vapor de àgua em suspensão – que na conjugação dos outros quatro fatores – densidade demográfica, concentração, temperatura e circulação do ar – multiplicará os casos de infecções e mortes. A situação epidemiológica, desde o início é e continua sendo apenas uma questão estatística, a ciência nada fez. São apenas números de testes, números de contaminados, números de internados, números de internados em cuidados intensivos e números de mortos. A forma de manipulação do povo e da situação de terror decorrente do caos epidemiológico é inerente ao alinhamento ideológico, enquanto governos que desejam demonstrar que a doença existente é uma seleção natural, apostam na testagem em massa e na correlação inversa de doentes e mortos tendendo a menos de 0,3 e outros preferem o caos e o desespero, implementam restritas medidas de testagem o que faz com que a correlação de doentes e mortos tenda a 1.  Assim as pessoas nestas economias logo pensam: “adoecerei e morrerei”, quando na verdade o vírus está no meio-ambiente em menor ou maior grau de contaminação, estaremos em contato com o vírus e tal qual uma fruta sã – que mantêm as suas características –  e outra com algum defeito que sofre os efeitos deletérios da contaminação, assim somos nós, alguns nada terão, outros alguns sintomas, outros mais serão internados, uma parte em cuidados intensivos, mas nem todos morrerão. Não há muito o que fazer, a humanidade terá que superar a doença, geneticamente teremos que sofrer uma transgênese através de alguma vacina para nos adaptar ao novo mal, o homem não é um ser geneticamente puro, já é transgênico há muito tempo, desde a primeira vacinação em massa, a prova disso é que a expectativa de vida no Brasil no início dos anos 1900 era de 37 anos e hoje já supera os 70 anos. Não há culpa ou erro, não há decisão certa ou errada, pois culpa ou erro, certo ou errado, decorre de protocolos eficazes, que no momento inexistem. Pois doenças, epidemias e desconhecimento é tudo o que temos neste momento.

Apenas um presente.

Por alguns instantes veio à minha memória o tempo do meu Aspirantado no 7° Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, na cidade de Bom Despacho, no ano de 1988, naquela oportunidade um novo Capelão se apresentou na Unidade para assumir o serviço religioso da Ordem Militar, um egresso da Ordem Religiosa Secular que ingressava na carreira militar e, conjugando a Ordem Militar com a Ordem Religiosa, deixava de ser secular e passava ao Ordinariato Militar, subordinando-se não mais ao Bispo da Igreja Católica Secular e sim ao Bispo vinculado diretamente ao Vaticano. Seu nome Sebastião Fernandes Pereira e seu posto 2° Tenente Capelão da Polícia Militar de Minas Gerais. Sorridente, feliz, mais puro do que um recruta, um neófito que ao novo apresentado, um novo mundo de relações construiu. Particularmente, uma recíproca forma de crescimento filosófico nos uniu, o meu casamento foi o primeiro casamento militar, com cúpula de aço por ele celebrado, e que ocorreu em 21 de janeiro de 1989 na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Despacho, na cidade sorriso. Convivendo com o Cap Capelão Sebastião Fernandes Pereira, já em dias mais recentes, falávamos das verdades necessárias e das verdades contigenciais, ria-se muito e também aprendia-se muito, ele em Bom Despacho, na casa da Vila Militar de frente para a Igreja de Santa Efigênia dos Militares e eu em Braga – Portugal, contemplando a Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho em Cervães, Vila Verde, Distrito de Braga, que da sala da minha morada podia-se visualizar. Numa dessas oportunidades, o nosso Padre Tiãozinho, tratamento carinhoso da comunidade espiritual com o seu Pastor, pediu-me a mim que trouxesse para a mãe dele uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, no dia 18 de Outubro passado, saí de Braga, passei por Fátima, comprei a imagem e solicitei a bênção na Capela das Aparições de Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria, no Santuário Mariano de Nossa Senhora da Imaculada Conceição do Rosário de Fátima. Segui para Lisboa e de lá no dia 19 de Outubro partia para São Paulo, chegando a Belo Horizonte no dia 20 de Outubro próximo passado. Trazendo comigo o esperado presente. No dia 21 de Outubro liguei para o Padre Tiãozinho relatando a minha chegada e a disponibilidade relativa ao Presente para a sua amada Mãe. Ele me relatou que não estava bem, com os pulmões comprometidos mais de 50% e tinha recebido orientação do médico que o acompanhava, para ficar em isolamento domiciliar. No outro dia iria fazer novas radiografias e pediu-me a mim orações. Disse-lhe a ele que voltaria a ligar no dia seguinte e que no dia 3 de novembro, após a minha quarentena epidemiológica,  iria estar com ele em Bom Despacho para entregar o presente e ele me disse que talvez estaria internado. Tentei confortar o amigo de forma filosófica, no dia 22 de Outubro liguei e não consegui falar com ele. No dia 23 de Outubro fiquei sabendo do seu internamento. No dia de hoje, 25 de Outubro fui informado da sua morte. O presente que eu trouxe, não pertence a mim, mas às memórias e espero entregar à amada Mãe do Padre Tiãozinho. O Cap Capelão Sebastião Fernandes Pereira já não está. No entanto a minha obrigação com a sua memória não se resume em “Apenas um presente” Obrigado Senhor Padre Tiãozinho, aprendi muito consigo, não só na fé, na esperança e na caridade, mas sobretudo na filosofia metafísica. Deus é conosco até no nosso último e eterno encontro.

A validação histórica como motivação ao Conhecimento.

A História é como um muro intransponível e mesmo com todas os recursos disponíveis, que se possam conjugar na busca de uma verdade definitiva, o tempo longe de apagar as dúvidas estruturadas, sobre determinado fato ou evento, só as fazem aumentar.  Para dar sentido e significado, ao que historicamente se propõe interpretar, faz-se necessário aliar o objeto aos seus objetivos, as informações visuais e o momento vívido, a realidade  de quem produz as informações e o ânimo daquele que procura alcançar uma interpretação insofismável. A capacidade de ler e interpretar objetivamente cada um desses fatos ou eventos, reside no acúmulo dos elementos de validação que se estruturam com o correto confrontamento das informações disponíveis, sua corroboração contemporânea e o seu significado no contexto das demais realidades adjacentes, seja do ponto de vista material – as obras – e imaterial – as ideias. O muro pode ser galgado e por cada fresta que se possa descortinar uma faceta tênue, surge um turbilhão de informações que só terão significado e valor, para aquele que observa, na hipótese de ser ele dotado de conhecimentos passados compatíveis com o objeto de seu estudo. Galgar o muro é uma prospecção que exige comprometimento do objeto e do autor, daquele que motiva e do que é motivado, daquele que é a essência e daquele que é transformação em palavras, com a máxima de que não é retórica porque exige o respeito ao conhecimento, apesar de ser ideias, palavras e emoções.  Galgar o muro é emoção por se sentir motivado a buscar o conhecimento e a verdade mais próxima que se possa construir sobre o objeto de uma análise histórica, um corpo, uma ideia, um sentido, uma imagem, um significado expresso num código e que por fim demanda especulações. Galgar o muro, encontrar a fresta perfeita e poder chegar o mais próximo possível de uma verdade insofismável é o caminho que se busca e que não será o definitivo pois a interpretação é o somatório do conjunto das experiências que se acumulam e que só produzem efeito em resposta a uma provocação que varia em função do observador e das possibilidades  que  cada qual pode identificar como o caminho mais factível e ao mesmo tempo o mais credível. Não há erros falseados por hipóteses autoconfirmadoras, há construções inacabadas decorrentes de uma validação imprópria e que carecendo de um aprofundamento metológico, se consome por variáveis equivocadas levando o observador a descortinar parte do todo e que ao final revela-se apenas como mais uma informação, uma inferência curcunstancial que não se traduz em verdade acabada. Uma validação histórica é uma arte de aplicação do conhecimento que permite ao observador se reescrever na medida em que descobrindo novas frestas, se apropria de novas imagens e as decodificando as torna compatíveis com os relatos, fatos e eventos contemporâneos, mostrando ao próprio conhecimento detalhes antes despercebidos, quer seja pela infelicidade de classificá-los como óbvio ululante ou ainda pela experiência defensiva de nāo afrontar o novo. Avançar por uma validação histórica é uma motivação que não se encerra no seu objeto, ao contrário, apenas possibilita uma interpretação momentânea, algo que deve aquecer a mente de outros observadores e cada vez mais se aproximar da verdade insofismável. Nāo há descrédito, não há infortúnios e nem tampouco há falta de zelo quando outras informações transversais permitem observações mais acertadas sobre determinado fato ou evento. Uma validação histórica não é uma fórmula matemática é sim um exercício de prospecção e que admite novas visões, novas informações e novas hipóteses de descrição material e imaterial, cabe ao observador especular, sentir-se motivado e se comprometer com o novo conhecimento que se quer produzir.

O Conhecimento: As Verdades Incompletas

Este é o último texto da série O Conhecimento, não é uma conclusão, na realidade é um elenco de verdades que demandam um aprofundamento ou o continuar das especulações. A tônica na produção do Conhecimento deve ser elementos de validações e verdades insofismáveis. E o ânimo: a busca por novos elementos de validações, novas verdades insofismáveis, que poderão validar, refutar ou ser indiferente à determinada hipótese construída. Especificamente sobre as hipóteses de se trabalhar determinado Conhecimento, quanto mais informações acertadas são disponibilizadas e de forma correta estruturadas estas informações, aumentamos o estoque de Conhecimento, podendo a dúvida tender a “0” e a certeza tender ao ∞.  No lado inverso, poderá a dúvida tender ao ∞ e a nossa certeza tender a “0”.  Pode ocorrer a indiferença, onde tanto a certeza como a dúvida tendem a “0”, ou seja, o estoque de informações é insuficiente para validar ou refutar uma hipótese.  Algo que pode parecer confuso ao trabalhar com certezas e dúvidas, na verdade é de simples interpretação, vamos partir da hipótese que um indivíduo deve deslocar-se do ponto A para o ponto B o seu deslocamento vai se dar com um veículo novo, esse indivíduo não apresenta restrições à direção do veículo e guarda perícia, técnica e conhecimento sobre o veículo e a via. Numa hipótese positiva ou “1”, a via está em excelente estado de conservação, existem postos de reabastecimento de combustível e não estão previstas intempéries, interrupções da via por motivos de obras ou manifestações e há uma rede de socorrimento para atendimento dos usuários da via. Neste caso a probabilidade de se chegar ao ponto B apresenta a dúvida tendendo a “0” e a certeza tendendo ao ∞.  Numa hipótese negativa ou “-1” a via é não-pavimentada, está em péssimo estado de conservação, não existem postos de reabastecimento de combustível, estão previstas intempéries o que pode causar interrupções da via por motivos de obras ou manifestações das comunidades pela ausência de uma rede de socorrimento para atendimento dos usuários da via. Neste caso a probabilidade de se chegar ao ponto B apresenta a dúvida tendendo ao ∞ e a certeza tendendo a “0”. Numa hipótese neutra ou indiferente ou ainda “0” a via é comumente utilizada, não se sabendo o estado de conservação, existem postos de reabastecimento de combustível, mas não se sabe se haverá disponibilidade de combustível,  nada se sabe sobre intempéries ou interrupções da via por motivos de obras ou manifestações das comunidades, há a ausência de uma rede de socorrimento para atendimento dos usuários da via. Assim a probabilidade de se chegar ou não ao ponto B apresenta a dúvida tendendo a “0” e a certeza também tendendo a “0”. Neste caso, o estoque de informações é insuficiente para validar ou refutar uma hipótese. A nossa formação no Conhecimento encontra, nas séries iniciais, uma especulação imensurável sobre o nosso planeta Terra. Desde sempre o conhecemos a partir do modelo construído por Gerardus Mercator (1512-1594) onde as vastas terras e as suas representações gráficas nos apresentam o formato do planeta e a disposição dos países neste globo terrestre. A representação é um formato bidimensional e assim sendo forma em nosso cérebro uma correlação que não necessariamente guarda correlação com a realidade. Com os recursos disponíveis atualmente associado ao estoque de informações produzidas, um modelo mais recente, dessa ideia planificada do planeta Terra, construído por Karl Brandan Mollweide (1774-1825) apresenta uma correlação cartográfica mais próxima da realidade.  Este modelo evita a falácia interpretativa de algumas áreas em distorções a outras, onde os espaços, quando medidos com os instrumentos de precisão atuais, desacreditam por completo toda a nossa percepção de espaço apresentada no modelo construído por Gerardus Mercator (1512-1594). Não diferente disso, o ensino da órbita do planeta Terra, também traz essa incongruência interpretativa do modelo de Johannes Kepler (1571-1630), construído a partir das verdades disponíveis naquele momento. Obviamente que os recursos tecnológicos e as possibilidades de ver o planeta Terra a partir de um ângulo externo a ele próprio, levaram o homem às conclusões mais acertadas sobre a órbita do planeta, como o trabalho recente de João Batista Garcia Canalle (2003). O Mito da Caverna, na obra A República, Platão (Século VI AC) e O Método do Jardineiro, são duas referências que qualificam os nossos erros interpretativos em função de uma didática considerada como a mais acertada. Se não houvesse uma inclinação em relação ao seu eixo, na órbita gravitacional em torno do Sol, o planeta Terra, seria puramente um corpo. Sua órbita, em função da concentricidade do planeta em relação ao Sol, também, seria apenas uma órbita sem estações do ano definidas. A parte mais próxima da linha do Equador seria sempre quente e a medida que tende para os trópicos esfriaria e dos trópicos para os polos, o frio eterno. A inclinação do planeta permite que a órbita do planeta Terra apresente uma elipse em relação aos trópicos e uma circunferência em relação à linha do Equador, dessa forma valida o Método do Jardineiro, com as estações do ano bem definidas.  O Equinócio é a hipótese de comprovação da inclinação em relação ao seu eixo, na órbita gravitacional em torno do Sol, o dia e a noite com a mesma duração e a mesma temperatura nas mesmas estações do ano.  Sendo o planeta Terra um corpo esférico e havendo a necessidade de uma padronização dos horários, uma vez que a medição do tempo pelo homem, em situação estacionária gerava incompreensões de determinados fenômenos, optou-se pelo Tempo Médio de Greenwich ou Greenwich Mean Time (GMT), adotado pelo Reino Unido em 1847, como o padrão mundial do fuso-horário. Em 1972 o GMT foi substituído pelo Tempo Universal Coordenado (UTC) que é baseado no Tempo Atômico Internacional. O GMT é um dos nomes conhecidos do fuso horário UTC+0 da Inglaterra e de Portugal.  O extremo oriental GMT +12 está em Auckland – na Nova Zelândia. E próximo ao extremo ocidental, em Honolulu – no Havaí, temos o GMT –10. Isso quer dizer que em determinado dia civil do ano, não se adotando horário de verão, Auckland e Honolulu estarão vivendo o mesmo

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