“Voto no Sapucaí”

Referência: SANTOS, Gilmar Luciano dos, Prática Forense para o Juiz Militar,2013. Bom Despacho-MG, 8 de setembro de 2022. Prezado Major PMAC Neri: Saúde e Paz! Encontrei, há muitos anos, a menção “Voto no Sapucaí”… ─ atribuída ao Senador Imperial Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias ─ em vetustos papéis avulsos existentes, até então, no Museu Histórico da Polícia Militar de Minas Gerais, sob o título de “Registros do Senado Imperial do Brasil”, cuja autoria desconheço. Naquela página impressa, velhíssima, havia anotações manuscritas, em nome de Djalma Andrade (suponho seja do então Capitão-Professor do Departamento de Instrução ─ D.I. ─ atual Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro ─ Djalma de Assis Andrade: médico, advogado, jornalista…). O citado Museu Histórico da PMMG ─ até então integrante da Estrutura do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação da APM/PMMG ─ transformou-se em Museu dos Militares Mineiros, na década de 2010-2020, e saiu do Prado Mineiro para o Bairro dos Funcionários/ Belo Horizonte-MG. Fui lá, uma vez, em busca de fontes bibliográfico-documentais, em 2014, mas nada consegui. Segundo um Funcionário de tal Museu, todas as fontes bibliográfico-documentais do antigo Acervo tranferiram-se para o Arquivo Público Mineiro, onde as procurei, sem nenhum sucesso, naquela época, pois ainda estavam encaixotadas. Professor João Bosco de Castro; 37.999027699, Oficial Superior Veterano da PMMG. Imagem destacada: FaceBook – Duque de Caxias – Patrono do Exército.
HISTORIOGRAFIA POLICIAL-MILITAR DE ALTO FÔLEGO:

Homenagem a Duas Historiógrafas, com Crítica Textual aplicada às Ciências Militares da Polícia Ostensiva e Análise Filológica. João Bosco de Castro. Referência: 40 Anos da Mulher na Polícia Militar de Minas Gerais:uma história de pioneiras (da Coronela Lívia Neide de Azevedo Alves e Capitã Veterana Denise dos Santos Gonçalves). A Historiografia de Polícia Militar, na seara da História da Polícia Militar de Minas Gerais, ganha riqueza bibliográfica e alento especial com a publicação ─ pela Editora Universitária Academia do Prado Mineiro ─ do importante Livro 40 Anos da Mulher na Polícia Militar de Minas Gerais: uma história de pioneiras, coescrito pela Coronela Lívia Neide de Azevedo Alves e Capitã Veterana Denise dos Santos Gonçalves. Esta valiosa Obra vasculha a proativa presença da Mulher Fardada nas atividades várias da Polícia Ostensiva, Preservação da Ordem Pública e Defesa Social, Interna e Territorial, em Minas Gerais, desde seus primórdios de 1981, e documenta esta transformadora dádiva de humanização e respeitabilidade feminina em ambiência policial-militar, no quartel, vida social e teatro operacional, com recursos pesquísicos e metodológicos cheios de autenticidade e legitimidade, como procedimentos analíticos, estatístico-descritivos, bibliográfico-referenciais e fotográficos, para oferecer à Comunidade Ledora e Epistêmica, prioritariamente aos Segmentos Policial-Militares, a Verdade nua e crua dos tormentos enfrentados e glórias alcançadas por nossas bem-qualificadas e zelosas Policialas Fardadas, ao longo das últimas quatro décadas. Tudo isso, mediante prosa erudita, clara, convincente e amena, segundo os ofícios tecnolinguísticos dos engenhos dissertativos e narrativos imprescindíveis à mais escorreita elaboração historiográfica. Este Livro tem de compor as melhores Referências das Malhas Curriculares e Estratégico-Pedagógicas da História da Polícia Militar de Minas Gerais ministrada aos Cursos e Programas de Qualificação de Oficiais e Praças planejados, ministrados e geridos pela Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro e respectivas Unidades Educadoras, além de também ter de ser amplamente mostrado à Sociedade Civil pelos Meios Internos e Externos da Comunicação de Massas e da Tutoração Metodológico-Científica, para a Verdade Histórica desfazer as arrrogâncias do machismo, anular os preconceitos de gênero, enfatizar a supremacia estatal e comunitarista da Polícia Militar e ensinar o Brasileiro a respeitar a dignidade, a sensatez feminil e a coragem ôntica e tecnoprofissional da Mulher Fardada na Polícia Militar de Minas Gerais. Verdade Histórica é aquela Verdade louvada por José Bento Monteiro Lobato, em seu “A Onda Verde”, sobre a postura e compostura de Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha como jornalista-repórter da Campanha de Canudos: motivo de “Os Sertões”. Felizmente, meu Espaço Camões: Oficina de Saberes, Letras e Artes ─ ECOSLA, em Bom Despacho-MG, e a Biblioteca Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro, da Fundação Guimarães Rosa e Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano ─ MesaMariano (da qual sou Presidente), em Belo Horizonte/Venda Nova-MG, receberam, cada uma, das atenciosas Coautoras um exemplar deste notável Livro, cujo destino grandioso é realçar as qualidades pessoais, éticas, deontológicas e tecnoprofissionais da Mulher Fardada nos Teares da Polícia Ostensiva, Preservação da Ordem Pública e Defesa Social, Interna e Territorial, em favor da Comunidade Mineira, para engrandecimento meritório da Corporação do Alferes Tiradentes, a mais antiga das Forças Públicas (Polícias Militares) do Mundo. Por isso, a Coronela Lívia Azevedo e a Capitã Veterana Denise Gonçalves merecem de todos Nós as melhores manifestações de parabéns e gratidão. Seu Trabalho de Historiografia condiz com a excelência prestada à Corporação e ao Estado pelos serviços de nossa Mulher Fardada. Os Homens Fardados da Corporação, particularmente, reflitam sobre a importância de sua profissão, aperfeiçoem-se e façam o melhor de sua parte, pois as Mulheres, fardadas ou não, já têm dado sobejas provas de ser plenamente capazes de orientar, planejar, comandar e executar programas e empreendimentos de elevada monta. Nossas Mulheres Fardadas, nessas quatro décadas, já se mostram altaneiras e eficientíssimas nos quefazeres de planejamento, orientação, comando, controle e execução das Ações e Operações da Polícia Ostensiva, Preservação da Ordem Pública e Defesa Social, Interna e Territorial. Eficiência e espírito crítico, inteligência e vontade de ser útil à Comunidade, à Família e ao Estado, organização e disciplina, coragem e devoção ao dever (Consciência Eticodeontológica) são virtudes comuns ao Macho e à Fêmea. A Mulher Fardada da Polícia Militar de Minas Gerais tem e aplica, diuturnamente, esse inteiro Cabedal de Virtudes, com sensatez e autodignidade. Contudo, essa Mulher de consistência insuperável ainda não tem coragem de autodesignar-se verdadeiramente Fêmea, autenticamente Mulher, pelo menos em âmbito policial-militar, pois não somente aceita ser tratada com designativos masculinos ─ em substantivação e adjetivação (Coronel Lívia, em vez de Coronela Lívia; Capitão Denise, em vez de Capitã Denise; Soldado Helena, em vez de Soldada Helena….) ─, mas também se trata a Si Mesma, com espontânea e inexplicável autodepreciação, como se a Policiala Fardada não fosse Mulher ou como se Ela não tivesse legitimidade feminil, para fazer-se respeitar, com a merecida e ajustada Flexão para o Gênero Feminino, sem coragem de sair das malhas do Comum de Dois Gêneros e ─ ainda mais degradante ─ do Epiceno. Ela já sabe, ou já devia saber, disso, porém não ousa aplicar a Si Mesma nem às Companheiras de Farda os engalanadores femininos de denominação funcional, contidos no riquíssimo Léxico da Língua Portuguesa: Oficiala (a Oficial), Marechala, Generala, Almiranta, Brigadeira, Coronela, Majora ( ou a Major), Capitã (ou Capitoa), Tenenta (ou a Tenente), Furriela, Sargenta, Caba, Soldada, Chefa (a Chefe), Comandanta (a Comandante)… Isto mesmo! Em vez de Sargento Priscila ou Sargento P.Fem. Priscila: pecha lamentável, deselegante e desrespeitosa!… Isso é Epiceno! Coisa feia e inaplicável à Mulher Fardada! Todos os vocábulos indicativos da especificação militar do Homem ─ adequada e corretamente empregados no gênero masculino ─ têm de flexionar-se em gênero com a especificação militar da Mulher ─ adequada e corretamente transfigurados no gênero feminino ou, como real e particularíssima opção, no comum de dois gêneros. Jamais no Epiceno (vocábulo originário do Sânscrito): uso do adjetivo feminino (abreviado para fem.), acopladamente com o designativo da Mulher (Soldado Feminino Maria, sd.fem.Maria, Cabo Feminino Gláucia, cb.fem.Gláucia, Sargento Feminino Angélica, Sgt.fem.Angélica), hediondo e lamentável expediente reservado à indicação do gênero de alguns irracionais ( bichos
Febo, Minerva e Hino da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro.

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FORMA DE DATAÇÃO ANNO DOMINI EM PORTUGAL

Há 600 anos em Portugal, por Decreto do Rei D. João I, passou-se a utilizar a forma de datação Anno Domini – AD, em substituição à forma de datação Ab Vrbe Condita ou Ab Urbe Condita (AVC ou AUC) – desde a condição de cidade, se referindo à fundação da cidade ou ocupação romana – que se referia à era de César ou hispânica e que fora introduzida na Península Ibérica no século V para recordar a conquista da península por Caio Júlio César Augusto no ano 38 a.C. Era o ano de 1460 AVC e no dia 15 de agosto daquele ano, volta-se ao ano 1422 AD, ou Era Cristã. De acordo com essa indicação, em Portugal, as datas 2060 (AVC) e 2022 (AD) – Anno Domini – serão equivalentes. Ainda que o Anno Domini já fosse comum no século IX, a designação “antes de Cristo”, ou outra equivalente, só se tornou vulgar a partir do final do século XV. Originariamente (AVC ou AUC) referia-se a fundação da cidade de Roma. Segundo os cálculos do Monge Dionísio Pequeno em 532 AD, o nascimento de Cristo havia ocorrido em 753 AVC, no dia 25 de dezembro. Assim o atual ano de 2022 AD é equivalente ao ano de 2775 AVC ou AUC da fundação de Roma. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • Casaca, J. M. (2009). História breve do calendário. Lisboa: LNEC. • Catecismo da Igreja Católica (1993). (1a Edição). Coimbra: Gráfica de Coimbra. •Lopes, Maria do Céu (2012). O Calendário Atual. História, algoritmos e observações. Millenium, 43 (junho/dezembro). Pp. 107-125
A dança dos números!
EM BUSCA DE MIM MESMO

Marcílio Fernandes Catarino (*) No parágrafo final do meu último artigo, escrito em setembro de 2021 e intitulado Silêncio Construtivo, registrei minha decisão de, por algum tempo, “silenciar minha pena” para, numa profunda reflexão, buscar uma visão mais clara da realidade que ora nos cerca e, quem sabe, vislumbrar o real propósito desta jornada terrena. Realidade que está a nos apresentar uma profusão de fenômenos em todos os campos da vida humana, sobretudo os de natureza energética que, embora invisíveis, são captados pelos nossos sentidos, capazes de gerar consequências deletérias para a saúde e harmonia dos nossos corpos físicos, mentais e emocionais. Presenciamos, entristecidos, o desrespeito e a desvalorização do bem mais sublime que nos foi legado pelo Criador Supremo: o dom da Vida; a derrocada dos valores éticos e morais, substituídos por comportamentos iníquos, apoiados e festejados por cidadãos, muitos dos quais ostentando o manto de intelectuais, ou envergando togas, antes considerados livres de quaisquer suspeitas. Tempos estranhos, tumultuados e desafiadores de Transição Planetária! Ao refletir sobre tantos acontecimentos e fenômenos extraordinários que vêm ocorrendo mundo afora, impossível não se lembrar do “início das dores”, narrados em Mateus 24:6-8. De igual forma, tais acontecimentos nos remetem ao último livro da Bíblia, de autoria do “Exilado da Ilha de Patmos”, na Grécia Antiga, contendo o que seriam as revelações do Inolvidável Rabi Galileu para os “tempos do fim”. Revelações proféticas e de difíceis interpretações, que eram, ao mesmo tempo, um alerta para as grandes tribulações por que passaria a humanidade, e uma mensagem de esperança e confiança na vitória final do Bem sobre o Mal. Não menos difíceis têm-se mostrado as análises e interpretações do momento presente, diante de tanta mentira, manipulação e ânsia de poder e dominação. Mentiras que no Brasil, embora sem cominação legal no arcabouço jurídico do país, se transformaram em crimes, sob a incompreensível chancela da Suprema Corte do país e aplausos de parte da grande mídia nacional, cooptada por elites inescrupulosas e corruptas. Ao que parece, tudo para atender a interesses políticos e ideológicos inconfessáveis. Mergulhado nesse torvelinho de falsidade e contradições, julguei mais prudente e acertado submeter tudo ao crivo da minha própria razão, atento às ressonâncias que cada situação provocaria na intimidade do meu ser. Compreendi que, na verdade, passara a buscar o aprimoramento do meu próprio senso crítico, nesse grande e desafiador esforço do conhecer-se a si mesmo, expresso na lendária frase encontrada sobre o portal do Templo de Apolo, em Delfos, na Grécia Antiga, atribuída ao enigmático filósofo ateniense Sócrates: “Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”. Esse é o incessante esforço do homem para encontrar-se com o seu “Eu Superior”, ainda sufocado por sistemas de crenças limitantes com que, por dezenas, centenas, ou talvez milhares de anos, vimos sendo manipulados e escravizados. Subjugados por esse controle draconiano, nos esquecemos da nossa origem divina, como fractais que somos da Eterna Fonte Criadora – Deus, trazendo, em potencial, na nossa constituição espiritual, todos os seus atributos, assim como estão gravadas na nossa Consciência, desde a criação, as perfeitas, sábias e imutáveis Leis Naturais que regem o Universo e a Vida. “Vós sois deuses”, ressaltou o Sublime Peregrino Nazareno, há mais de dois milênios, essa frase contida no Salmo 82:6, e complementando: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que essas…! (João 14:12) Ele não mentiu! (*) Coronel Veterano PMMG – Aspirante 1970.
OS OITENTA E OITO ANOS DA NOBRE ESCOLA DO PRADO MINEIRO: RELEMBRANÇAS E DECLARAÇÕES.

João Bosco de Castro. A Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro completou seus oitenta e oito anos de criação, em 3 de março de 2022, mas só os comemorou, em razão de protocolos anticovídicos, na Formatura Vespertina de 12 de abril de 2022, com pauta necessariamente extensa, tal a diversidade riquíssima de seu conteúdo histórico, policial-militar, sociocultural, político, educacional, epistêmico e cívico-militar. Em referida Cerimônia, conferiram-se a muitos Agraciados certificação, medalhas e a Moeda Comemorativa da Escola Aniversariante, em categorias diversas, como homenagem e reconhecimento de mérito. Dentre os Integrantes do PontoPMMindBR ─ Portal dedicado às Forças Públicas de Países Lusófonos, prioritariamente à querida Polícia Militar de Minas Gerais ( a mais antiga do mundo) ─, fomos laureados eu ─ Jornalista-Coordenador de tão relevante Veículo de Comunicação ─, com o Título de Professor Emérito da Nobre Escola do Prado Mineiro e o Coronel Veterano Isaac de Oliveira e Souza ─ CEO (Gestor Principal) do mesmo Portal ─, como Colaborador Benemérito de nossa Casa do Saber e da Doutrina. A Historiografia do Sistema de Educação Tecnoprofissional Policial-Militar de Minas Gerais é pujante e respeitável, segundo registros lavrados, a partir de 1912, pelas portentosas lições de Roberto Drexler (Capitão suíço comissionado no posto de Coronel da Corporação) e seu filho Rodolfo Drexler (Tenente helvético também, e comissionado como nosso Capitão), criadores da Escola de Instrução e Corpo Escola, instalados já no Prado Mineiro; em 1927, pela valorosa Escola de Sargentos do Tenente José Carlos de Campos Christo, colocado à disposição da Força Pública por nosso Exército Nacional, também instalada no Prado Mineiro, em favor da qualificação de Sargentos para exercício do Oficialato, com promoção ao posto de Segundo-Tenente, na forma do Decreto 7.712/1927, do Presidente do Estado, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada; e, em 1929-1933, pela criação do Curso Militar e Propedêutico (1932), graças à Didática Magistral do Professor João Batista Mariano ─ o qual, por dadivosa colaboração, lecionava, de graça, no Quartel do 5º BCM/Belo Horizonte/Santa Teresa , a Oficiais e Sargentos Noções de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Conhecimentos Gerais (com prática de Redação) e Cartotopografia, até ser surpreendido, no dito Quartel, em 15 de maio de 1932, pelo Presidente-General Olegário Dias Maciel ( Corifeu do Poder Executivo Mineiro), e ser por ele nomeado Professor Complementar da Força Pública, e dele receber encargos de elaboração de programas e estudos para institucionalização, criação e instalação de Escola Militar indispensável à melhor qualificação dos Quadros da Força Pública, principalmente de Sargentos e Oficiais. O tal Curso Militar e Propedêutico, juntamente com o citado Curso de Cartotopografia Militar, e as relevantes Disciplinas ensinadas no Quartel do 5º BCM, estruturaram o Instituto Propedêutico da Força Pública Mineira, instalado, também, no Prado Mineiro, por Maciel, em 1932, e consolidado por atividades curriculares, logo após a Revolução Constitucionalista, mais efetivamente no início de 1933, como embrião do D.I. , parte integrante dos anseios militares e políticos do Chefe do Palácio da Liberdade. O emblemático Departamento de Instrução ─ D.I. ─, do qual é honorável precursor o Professor João Batista Mariano, seria criado e instalado pelo próprio Olegário Dias Maciel ─ o verdadeiro Arquiteto da elevada Sistematização de nossos Cursos e Programas de Qualificação de Oficiais e Sargentos, pensados e desenhados pelo futuro Capitão-Professor João Batista Mariano. Todo esse progresso educacional revigorava-se pelo entusiasmo e adesão do Professor-Comandante-Geral Gustavo Capanema Filho e muitos Oficiais, como os Coronéis José Vargas da Silva, Alvino Alvim de Menezes, José Gabriel Marques, Octávio Campos do Amaral, Edmundo Lery Santos e Luiz de Oliveira Fonseca. Infelizmente, Maciel ─ colhido por morte súbita, aos setenta e oito anos de idade, no banheiro do Palácio da Liberdade, em 5 de setembro de 1933 ─ não teve o gosto de realizar seu majestático projeto de criar e implementar a por ele sonhada e encomendada Escola Militar. Isso coube ao Interventor Federal no Governo Mineiro, o patafufo Benedicto Valadares Ribeiro, por meio do Decreto nº 11.252, de 3 de março de 1934. Em 16 de abril do mesmo ano, já instalado, e sob o comando do ínclito e impertérrito Coronel José Vargas da Silva ( o primeiro Oficial Combatente da Corporação a titular-se em Educação Superior Civil, como graduado em Direito, em 1933, na Universidade de Minas Gerais, atual UFMG, na gloriosa Turma de nosso Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro), o Departamento de Instrução do Prado Mineiro iniciava suas atividades educacionais com a primeira Turma do Curso de Formação de Oficiais ─ C.F.O. ─, sob orientação técnica gerida pelo Alemão Henrique Schmidtz ─ Supervisor Pedagógico da Escola Normal de Dores do Indaiá, transferido para os Quadros do incipiente Educandário Militar, guindado a Tenente-Coronel da Força Pública. O 3 de Março de 1934 reluz, em plena vida seivosa do Exército Estadual das Alterosas, como Almenara da Educação de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública de Minas Gerais. Isso é motivo de honra e alegria para quem enverga a Farda Bege dos Guerreiros da Felicidade Pública e Defesa Social. Contudo, minhas asas historiológicas voam para os píncaros iluministas do dia 1º de julho de 1775, quando se instalou, efetivamente, em Cachoeira do Campo de Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar, nossa Corporação atuante e heroica, então rotulada de Regimento Regular de Cavalaria da Capitania Real das Minas do Ouro, criado, em 24 de janeiro de 1775, em Lisboa ─ Salvaterra dos Magos ─, Capital da Monarquia Portuguesa. Naquela data de instalação e naquele abençoado Chão da Liberdade, esta nossa Corporação ─ formada de jovens Mineiros, inclusive o respectivo Comandante, Tenente-Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, com seus vibrantes vinte e quatro anos ─ acolhia o único português de seu efetivo, madurão de quarenta e nove anos e Oficial do Exército Lusitano: o Sargento-Mor (correspondente ao Major de nossos dias) Pedro Affonso Galvão de São Martinho, designado Subcomandante do Regimento e bem-versado nas Ciências Militares e Técnicas Militares urdidas e ensinadas pelo General anglo-alemão Conde de Lippe (Frederico Guilherme Ernesto de Eschaumburgo-Lipa), a serviço do Exército Português, por ato do Primeiro-Ministro Sebastião José de
88º Aniversário da Academia Militar do Prado Mineiro.

O Sistema de Ensino da Polícia Militar de Minas Gerais – SE-PMMG – comemorou o 88º aniversário da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro (APM-PM). Naquele evento magnânimo, foram homenageados o nosso Gestor Principal – Coronel PM Veterano Isaac de Oliveira e Souza – e o Jornalista e Professor – Tenente Coronel Veterano João Bosco de Castro. Distinguidos com a Moeda Comemorativa de referida Escola Policial-Militar, esses oficiais superiores veteranos receberam, respectivamente os certificados de Colaborador Benemérito e de Professor Emérito. A APM-PM, organizou uma Formatura Vespertina Militar muito expressiva e rica de Conteúdo Histórico, Filosófico, Educacional e Humanístico digno de apreço e respeito. Para Isaac de Oliveira e Souza, “a inesquecível confraternização favoreceu a reunião festiva dos membros – dos níveis: estratégico, tático e operacional do SE-PMMG – que se uniram aos convidados e familiares queridos. Celebraram a grandiosidade e importância da Unidade Mater Educacional (de Formação, Especialização, Pós-Graduação e do Treinamento Policial-Militar), na comemoração do comemorou do 88º aniversário da Academia de Polícia Militar. Honra-me sobremaneira ser incluído, entre os valorosos agraciados, e homenageados na condição de Colaboradores Beneméritos.É justa a distinção aos militares mineiros – homens e mulheres –, professores e profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. É a certeza da missão cumprida, ao longo das últimas cinco décadas, na Bicentenária Corporação de Tiradentes.” “Estou valorizado com tudo, especialmente com o Título de Professor Emérito da Escola Superior à qual ofereci, ao longo de quatro décadas, meus efetivos serviços de Docência e Pesquisa, com sistematização e produção de Conhecimento, a par da eficaz e esmerada Qualificação Tecnoprofissional de Oficiais, Sargentos e Soldados. Sinto-me feliz e plenamente realizado em duas Profissões importantíssimas: a de Oficial da Polícia Militar e Professor”, disse João Bosco de Castro. Destacamos com Nota Dez com Tinta Azul: ao Coronel Eugênio Pascoal da Cunha Valadares, Comandante da Nobre Escola do Prado Mineiro, pelo discurso proferido, em elegância formal, densidade comunicativa, expressividade e Conteúdo assombrosamente relevante e indispensável à História de nossa Força Pública e à de nossa Insuperável Escola do Prado Mineiro! Na ocasião, ficaram evidentes a erudição ampla e notável preparo tecnoprofissional, a revivescência dos altos feitos de Próceres deste Educandário Militar, como Drexler, Campos Cristo e Mariano, José Vargas da Silva, Edmundo Lery Santos e Egydio Benício de Abreu, Henrique Schmidtz (Alemão Supervisor Pedagógico da Escola Normal de Dores do Indaiá, trazido para a melhor saúde propedêutica do novel D.I. Tutor-Decano…), Oswaldo de Carvalho Monteiro e Saul Alves Martins, Alberto Teixeira dos Santos Filho, Nivaldo Reis e Augusto César Brina Vidal…; ao surpreendente e garboso Desfile Militar Misto de Ativos (dentre os quais Diretores e Comandantes) e Veteranos, sob o Comando dos Comandante-Geral, Chefe do Estado-Maior e Chefe do Gabinete Militar, como homenagem aos Veteranos! Expressão de Humanização Policial-Militar…; ao Comandante-Geral, Coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, por sua belíssima e espontânea Oração! Ele ainda, ao microfone, regeu e cantou o “Parabéns a Você…” aos Oitenta e Oito Anos da Nobre Escola, com acerto boa-afinação. Espetacular… Destacamos, ainda, Nota Zero com Tinta Roxa, à ausência da Canção da Academia de Polícia Militar… na pauta musculosa da Formatura Vespertina!
Primeira Feira Literária de Bom Despacho

Na manhã de hoje, 9.4.2022, participei da Primeira Feira Literária de Bom Despacho, com vários de meus Livros, em companhia de muitos Colegas Escritores. Não sou dado a Feiras e Eventos dessa espécie, porque, em várias deles, impera a sanha do vedetismo com lucrismo, além da desorganização e apatia do Poder Público e Sociedade em relação à importância do Livro e ao incentivo à Produção Literária. Nesta Primeira Feira Literária de Bom Despacho, tive a alegria de assistir ao contrário a tudo isso. Evento bem-organizado e cheio da coparticipação virtuosa de Escritores, Povo — Crianças em sadio espírito de curiosidade e interesse nas Coisas de Humanidades — Escolas, Representantes do Comércio e Indústria, Poder Público Municipal — especialmente pelos Quadros de Pessoal da Secretaria de Cultura e Turismo — e Academia Bom-Despachense de Letras, em prol de expressiva e grandiosa Festa do Livro, nesta abençoada Cidade-Sorriso. Pela primeira vez, gostei de uma Feira Literária. Minha modesta coparticipação contou com o esforço e entusiasmo proativo de Beatriz Campos de Paulo e Castro, minha querida Esposa e Companheira. Parabéns, Bom Despacho e respectivos Escritores, pelo alto nível de sua Primeira Feira Literária! Parabéns e muito obrigado ao Prefeito Bertolino Costa e à Secretária Municipal de Cultura e Turismo, Doutora Rosimeire Cássia dos Santos, e a todos os Servidores Municipais empenhados em tão importante Trabalho de Transformação de Pessoas e Valorização de Talentos! Veja almas fotos do Evento Literário.
POLIGAMIA!

(João Bosco de Castro). Às Cinco Mulheres Minhas, Que Ainda As Posso Ter. DÉBORA, és a abelha LIS, a operária De vida vária e de cabeça afeita À vontade virtuosa e ao trabalho!… JANAHINA: a boa ZÁHIDA, de cabeça e de bons modos, Cheia de Apolo e de Dionísio, sem aviso, Que ligas o Mar bramoso ao Paraíso!… BRUNA, que tens o ar inquieto de uma DÁPHNE E do campeão: um vencedor fremente, Que jamais cansou os ossos e não cansa a mente!… ANA, a cordeirinha ̶ tão LÍVIA, a qualquer hora, todo dia, Muito manhosa e coberta de ingresia, Nesta feliz alegoria de soberba: Porque são todas ̶ todas e todas! ̶ Cheias de vida e embevecidas Desta GRAÇA, a mãe DAGÁ, forte guarida, A grande Obreira, audaz e muito arteira, Mas serena, exigente e convencida De que a Vida vale esta vida! ̶ E valerá?!… Oh! Se valerá!… ̶ Oh! Se valeu, inda vale e valerá, Porque me propelem as Cinco à labuta diuturna De trabalho ao trabalho, suor e malho, Peças gentis dum mosaico de retalho!… Filhas e Mãe, a quem amo e amarei, A meu modo travesso e silencioso Aos ouvidos, e ao coração, loquaz, Que refuta a guerra e guarda a paz, Dote capaz de tornar o Homem homem, Neste mercado infeliz de lobisomem!…, Mundo sutil, que ablui o corpo imundo, Para fazê-lo mais são e mais fecundo, Ainda que lhe não respeitem o direito De ser um humano Mundo!… Filhas e Mãe, de quem gosto e gostarei, Deste meu jeito, que rejeito, Pois as amo e amo, tanto, Tanto e tanto, que o meu acalanto Não passa, às vezes, de silentes suspiros, Que não lhes dizem, mas lhes falam uma verdade! E a Verdade fala: Enquanto houver Amor, a Vida exala O hálito perene e tão solene: Que não é mais que a própria vida, Esta nossa, que é só nossa, e a Outra Vida! Bafejo real ou sopro incerto de quimera, Esta Vida une o Outono à Primavera! Belo Horizonte, MG, 12 de setembro de 1.987. JOÃO BOSCO DE CASTRO.
