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EM BUSCA DE MIM MESMO

                                                                                   Marcílio Fernandes Catarino (*) No parágrafo final do meu último artigo, escrito em setembro de 2021 e intitulado Silêncio Construtivo, registrei minha decisão de, por algum tempo, “silenciar minha pena” para, numa profunda reflexão, buscar uma visão mais clara da realidade que ora nos cerca e, quem sabe, vislumbrar o real propósito desta jornada terrena. Realidade que está a nos apresentar uma profusão de fenômenos em todos os campos da vida humana, sobretudo os de natureza energética que, embora invisíveis, são captados pelos nossos sentidos, capazes de gerar consequências deletérias para a saúde e harmonia dos nossos corpos físicos, mentais e emocionais. Presenciamos, entristecidos, o desrespeito e a desvalorização do bem mais sublime que nos foi legado pelo Criador Supremo: o dom da Vida;  a derrocada dos valores éticos e morais, substituídos por comportamentos iníquos, apoiados e festejados por cidadãos, muitos dos quais ostentando o manto de intelectuais, ou envergando togas, antes considerados livres de quaisquer suspeitas. Tempos estranhos, tumultuados e desafiadores de Transição Planetária! Ao refletir sobre tantos acontecimentos e fenômenos extraordinários que vêm ocorrendo mundo afora, impossível não se lembrar do “início das dores”, narrados em Mateus 24:6-8. De igual forma, tais acontecimentos nos remetem ao último livro da Bíblia, de autoria do “Exilado da Ilha de Patmos”, na Grécia Antiga, contendo o que seriam as revelações do Inolvidável Rabi Galileu para os “tempos do fim”. Revelações proféticas e de difíceis interpretações, que eram, ao mesmo tempo, um alerta para as grandes tribulações por que passaria a humanidade, e uma mensagem de esperança e confiança na vitória final do Bem sobre o Mal. Não menos difíceis têm-se mostrado as análises e interpretações do momento presente, diante de tanta mentira, manipulação e ânsia de poder e dominação. Mentiras que no Brasil, embora sem cominação legal no arcabouço jurídico do  país, se transformaram em crimes, sob a incompreensível chancela da Suprema Corte do país e aplausos de parte da grande mídia nacional, cooptada por elites inescrupulosas e corruptas. Ao que parece, tudo para atender a interesses políticos e ideológicos inconfessáveis. Mergulhado nesse torvelinho de falsidade e contradições, julguei mais prudente e acertado submeter tudo ao crivo da minha própria razão, atento às ressonâncias que cada situação provocaria na intimidade do meu ser. Compreendi que, na verdade, passara a buscar o aprimoramento do meu próprio senso crítico, nesse grande e desafiador esforço do conhecer-se a si mesmo, expresso na lendária frase encontrada sobre o portal do Templo de Apolo, em Delfos, na Grécia Antiga, atribuída ao enigmático filósofo ateniense Sócrates: “Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”. Esse é o incessante esforço do homem para encontrar-se com o seu “Eu Superior”, ainda sufocado por sistemas de crenças limitantes com que, por dezenas, centenas, ou talvez milhares de anos, vimos sendo manipulados e escravizados. Subjugados por esse controle draconiano, nos esquecemos da nossa origem divina, como fractais que somos da Eterna Fonte Criadora – Deus, trazendo, em potencial, na nossa constituição espiritual, todos os seus atributos, assim como estão gravadas na nossa Consciência, desde a criação, as perfeitas, sábias e imutáveis Leis Naturais que regem o Universo e a Vida. “Vós sois deuses”, ressaltou o Sublime Peregrino Nazareno,  há mais de dois milênios, essa frase contida no Salmo 82:6, e complementando: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que essas…! (João 14:12)  Ele não mentiu! (*) Coronel Veterano PMMG – Aspirante 1970.

OS OITENTA E OITO ANOS DA NOBRE ESCOLA DO PRADO MINEIRO: RELEMBRANÇAS E DECLARAÇÕES.

João Bosco de Castro. A Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro completou seus oitenta e oito anos de criação, em 3 de março de 2022, mas só os comemorou, em razão de protocolos anticovídicos, na Formatura Vespertina de 12 de abril de 2022, com pauta necessariamente extensa, tal a diversidade riquíssima de seu conteúdo histórico, policial-militar, sociocultural, político, educacional, epistêmico e cívico-militar. Em referida Cerimônia, conferiram-se a muitos Agraciados certificação, medalhas e a Moeda Comemorativa da Escola Aniversariante, em categorias diversas, como homenagem e reconhecimento de mérito. Dentre os Integrantes do PontoPMMindBR ─ Portal dedicado às Forças Públicas de Países Lusófonos, prioritariamente à querida Polícia Militar de Minas Gerais ( a mais antiga do mundo) ─, fomos laureados eu ─ Jornalista-Coordenador de tão relevante Veículo de Comunicação ─, com o Título de Professor Emérito da Nobre Escola do Prado Mineiro e o Coronel Veterano Isaac de Oliveira e Souza ─ CEO (Gestor Principal) do mesmo Portal ─, como Colaborador Benemérito de nossa Casa do Saber e da Doutrina. A Historiografia do Sistema de Educação Tecnoprofissional Policial-Militar de Minas Gerais é pujante e respeitável, segundo registros lavrados, a partir de 1912, pelas portentosas lições de Roberto Drexler (Capitão suíço comissionado no posto de Coronel da Corporação) e seu filho Rodolfo Drexler (Tenente helvético também, e comissionado como nosso Capitão), criadores da Escola de Instrução e Corpo Escola, instalados já no Prado Mineiro; em 1927, pela valorosa Escola de Sargentos do Tenente José Carlos de Campos Christo, colocado à disposição da Força Pública por nosso Exército Nacional, também instalada no Prado Mineiro, em favor da qualificação de Sargentos para exercício do Oficialato, com promoção ao posto de Segundo-Tenente, na forma do Decreto 7.712/1927, do Presidente do Estado, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada; e, em 1929-1933, pela criação do Curso Militar e Propedêutico (1932), graças à Didática Magistral do Professor João Batista Mariano ─ o qual, por dadivosa colaboração, lecionava, de graça, no Quartel do 5º BCM/Belo Horizonte/Santa Teresa , a Oficiais e Sargentos Noções de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Conhecimentos Gerais (com prática de Redação) e Cartotopografia, até ser surpreendido, no dito Quartel, em 15 de maio de 1932, pelo Presidente-General Olegário Dias Maciel ( Corifeu do Poder Executivo Mineiro), e ser por ele nomeado Professor Complementar da Força Pública, e dele receber encargos de elaboração de programas e estudos para institucionalização, criação e instalação de Escola Militar indispensável à melhor qualificação dos Quadros da Força Pública, principalmente de Sargentos e Oficiais. O tal Curso Militar e Propedêutico, juntamente com o citado Curso de Cartotopografia Militar, e as relevantes Disciplinas ensinadas no Quartel do 5º BCM, estruturaram o Instituto Propedêutico da Força Pública Mineira, instalado, também, no Prado Mineiro, por Maciel, em 1932, e consolidado por atividades curriculares, logo após a Revolução Constitucionalista, mais efetivamente no início de 1933, como embrião do D.I. , parte integrante dos anseios militares e políticos do Chefe do Palácio da Liberdade. O emblemático Departamento de Instrução ─ D.I. ─, do qual é honorável precursor o Professor João Batista Mariano, seria criado e instalado pelo próprio Olegário Dias Maciel ─ o verdadeiro Arquiteto da elevada Sistematização de nossos Cursos e Programas de Qualificação de Oficiais e Sargentos, pensados e desenhados pelo futuro Capitão-Professor João Batista Mariano. Todo esse progresso educacional revigorava-se pelo entusiasmo e adesão do Professor-Comandante-Geral Gustavo Capanema Filho e muitos Oficiais, como os Coronéis José Vargas da Silva, Alvino Alvim de Menezes, José Gabriel Marques, Octávio Campos do Amaral, Edmundo Lery Santos e Luiz de Oliveira Fonseca. Infelizmente, Maciel ─ colhido por morte súbita, aos setenta e oito anos de idade, no banheiro do Palácio da Liberdade, em 5 de setembro de 1933 ─ não teve o gosto de realizar seu majestático projeto de criar e implementar a por ele sonhada e encomendada Escola Militar. Isso coube ao Interventor Federal no Governo Mineiro, o patafufo Benedicto Valadares Ribeiro, por meio do Decreto nº 11.252, de 3 de março de 1934. Em 16 de abril do mesmo ano, já instalado, e sob o comando do ínclito e impertérrito Coronel José Vargas da Silva ( o primeiro Oficial Combatente da Corporação a titular-se em Educação Superior Civil, como graduado em Direito, em 1933, na Universidade de Minas Gerais, atual UFMG,  na gloriosa Turma de nosso Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro), o Departamento de Instrução do Prado Mineiro iniciava suas atividades educacionais com a primeira Turma do Curso de Formação de Oficiais ─ C.F.O. ─, sob orientação técnica gerida pelo Alemão Henrique Schmidtz ─ Supervisor Pedagógico da Escola Normal de Dores do Indaiá, transferido para os Quadros do incipiente Educandário Militar, guindado a Tenente-Coronel da Força Pública. O 3 de Março de 1934 reluz, em plena vida seivosa do Exército Estadual das Alterosas, como Almenara da Educação de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública de Minas Gerais. Isso é motivo de honra e alegria para quem enverga a Farda Bege dos Guerreiros da Felicidade Pública e Defesa Social. Contudo,  minhas asas historiológicas voam para os píncaros iluministas do dia 1º de julho de 1775, quando se instalou, efetivamente, em Cachoeira do Campo de Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar, nossa Corporação atuante e heroica, então rotulada de Regimento Regular de Cavalaria da Capitania Real das Minas do Ouro, criado, em 24 de janeiro de 1775, em Lisboa ─ Salvaterra dos Magos ─, Capital da Monarquia Portuguesa. Naquela data de instalação e naquele abençoado Chão da Liberdade, esta nossa Corporação ─ formada de jovens Mineiros, inclusive o respectivo Comandante, Tenente-Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, com seus vibrantes vinte e quatro anos ─ acolhia o único português de seu efetivo, madurão de quarenta e nove anos e Oficial do Exército Lusitano: o Sargento-Mor (correspondente ao Major de nossos dias) Pedro Affonso Galvão de São Martinho, designado Subcomandante do Regimento e bem-versado nas Ciências Militares e Técnicas Militares urdidas e ensinadas pelo General anglo-alemão Conde de Lippe (Frederico Guilherme Ernesto de Eschaumburgo-Lipa), a serviço do Exército Português, por ato do Primeiro-Ministro Sebastião José de

88º Aniversário da Academia Militar do Prado Mineiro.

O Sistema de Ensino da Polícia Militar de Minas Gerais – SE-PMMG – comemorou o 88º aniversário da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro (APM-PM). Naquele evento magnânimo, foram homenageados o nosso Gestor Principal – Coronel PM Veterano Isaac de Oliveira e Souza – e o Jornalista e Professor – Tenente Coronel Veterano João Bosco de Castro. Distinguidos com a Moeda Comemorativa de referida Escola Policial-Militar, esses oficiais superiores veteranos receberam, respectivamente os certificados de Colaborador Benemérito e de Professor Emérito. A APM-PM, organizou uma Formatura Vespertina Militar muito expressiva e rica de Conteúdo Histórico, Filosófico, Educacional e Humanístico digno de apreço e respeito. Para Isaac de Oliveira e Souza, “a inesquecível confraternização favoreceu a reunião festiva dos membros – dos níveis: estratégico, tático e operacional do SE-PMMG – que se uniram aos convidados e familiares queridos. Celebraram a grandiosidade e importância da Unidade Mater Educacional (de Formação, Especialização, Pós-Graduação e do Treinamento Policial-Militar), na comemoração do comemorou do 88º aniversário da Academia de Polícia Militar. Honra-me sobremaneira ser incluído, entre os valorosos agraciados, e homenageados na condição de Colaboradores Beneméritos.É justa a distinção aos militares mineiros – homens e mulheres –, professores e profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. É a certeza da missão cumprida, ao longo das últimas cinco décadas, na Bicentenária Corporação de Tiradentes.” “Estou valorizado com tudo, especialmente com o Título de Professor Emérito da Escola Superior à qual ofereci, ao longo de quatro décadas, meus efetivos serviços de Docência e Pesquisa, com sistematização e produção de Conhecimento, a par da eficaz e esmerada Qualificação Tecnoprofissional de Oficiais, Sargentos e Soldados. Sinto-me feliz e plenamente realizado em duas Profissões importantíssimas: a de Oficial da Polícia Militar e Professor”, disse João Bosco de Castro. Destacamos com Nota Dez com Tinta Azul: ao Coronel Eugênio Pascoal da Cunha Valadares, Comandante da Nobre Escola do Prado Mineiro, pelo discurso proferido, em elegância formal, densidade comunicativa, expressividade e Conteúdo assombrosamente relevante e indispensável à História de nossa Força Pública e à de nossa Insuperável Escola do Prado Mineiro! Na ocasião, ficaram evidentes a erudição ampla e notável preparo tecnoprofissional, a revivescência dos altos feitos de Próceres deste Educandário Militar, como Drexler, Campos Cristo e Mariano, José Vargas da Silva, Edmundo Lery Santos e Egydio Benício de Abreu, Henrique Schmidtz (Alemão Supervisor Pedagógico da Escola Normal de Dores do Indaiá, trazido para a melhor saúde propedêutica do novel D.I. Tutor-Decano…), Oswaldo de Carvalho Monteiro e Saul Alves Martins, Alberto Teixeira dos Santos Filho, Nivaldo Reis e Augusto César Brina Vidal…; ao surpreendente e garboso Desfile Militar Misto de Ativos (dentre os quais Diretores e Comandantes) e Veteranos, sob o Comando dos Comandante-Geral, Chefe do Estado-Maior e Chefe do Gabinete Militar, como homenagem aos Veteranos! Expressão de Humanização Policial-Militar…; ao Comandante-Geral, Coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, por sua belíssima e espontânea Oração! Ele ainda, ao microfone, regeu e cantou o “Parabéns a Você…” aos Oitenta e Oito Anos da Nobre Escola, com acerto boa-afinação. Espetacular… Destacamos, ainda, Nota Zero com Tinta Roxa, à ausência da Canção da Academia de Polícia Militar… na pauta musculosa da Formatura Vespertina!

Primeira Feira Literária de Bom Despacho

Na manhã de hoje, 9.4.2022, participei da Primeira Feira Literária de Bom Despacho, com vários de meus Livros, em companhia de muitos Colegas Escritores. Não sou dado a Feiras e Eventos dessa espécie, porque, em várias deles, impera a sanha do vedetismo com lucrismo, além da desorganização e apatia do Poder Público e Sociedade em relação à importância do Livro e ao incentivo à Produção Literária. Nesta Primeira Feira Literária de Bom Despacho, tive a alegria de assistir ao contrário a tudo isso. Evento bem-organizado e cheio da coparticipação virtuosa de Escritores, Povo — Crianças em sadio espírito de curiosidade e interesse nas Coisas de Humanidades — Escolas, Representantes do Comércio e Indústria, Poder Público Municipal — especialmente pelos Quadros de Pessoal da Secretaria de Cultura e Turismo — e Academia Bom-Despachense de Letras, em prol de expressiva e grandiosa Festa do Livro, nesta abençoada Cidade-Sorriso. Pela primeira vez, gostei de uma Feira Literária. Minha modesta coparticipação contou com o esforço e entusiasmo proativo de Beatriz Campos de Paulo e Castro, minha querida Esposa e Companheira. Parabéns, Bom Despacho e respectivos Escritores, pelo alto nível de sua Primeira Feira Literária! Parabéns e muito obrigado ao Prefeito Bertolino Costa e à Secretária Municipal de Cultura e Turismo, Doutora Rosimeire Cássia dos Santos, e a todos os Servidores Municipais empenhados em tão importante Trabalho de Transformação de Pessoas e Valorização de Talentos! Veja almas fotos do Evento Literário.

POLIGAMIA!

                                                                                     (João Bosco de Castro). Às Cinco Mulheres Minhas, Que Ainda As Posso Ter.   DÉBORA, és a abelha LIS, a operária De vida vária e de cabeça afeita À vontade virtuosa e ao trabalho!… JANAHINA: a boa ZÁHIDA, de cabeça e de bons modos, Cheia de Apolo e de Dionísio, sem aviso, Que ligas o Mar bramoso ao Paraíso!… BRUNA, que tens o ar inquieto de uma DÁPHNE E do campeão: um vencedor fremente, Que jamais cansou os ossos e não cansa a mente!… ANA, a cordeirinha  ̶  tão LÍVIA, a qualquer hora, todo dia, Muito manhosa e coberta de ingresia, Nesta feliz alegoria de soberba: Porque são todas  ̶  todas e todas!   ̶  Cheias de vida e embevecidas Desta GRAÇA, a mãe DAGÁ, forte guarida, A grande Obreira, audaz e muito arteira, Mas serena, exigente e convencida De que a Vida vale esta vida! ̶  E valerá?!… Oh! Se valerá!…  ̶ Oh! Se valeu, inda vale e valerá, Porque me propelem as Cinco à labuta diuturna De trabalho ao trabalho, suor e malho, Peças gentis dum mosaico de retalho!… Filhas e Mãe, a quem amo e amarei, A meu modo travesso e silencioso Aos ouvidos, e ao coração, loquaz, Que refuta a guerra e guarda a paz, Dote capaz de tornar o Homem homem, Neste mercado infeliz de lobisomem!…, Mundo sutil, que ablui o corpo imundo, Para fazê-lo mais são e mais fecundo, Ainda que lhe não respeitem o direito De ser um humano Mundo!… Filhas e Mãe, de quem gosto e gostarei, Deste meu jeito, que rejeito, Pois as amo e amo, tanto, Tanto e tanto, que o meu acalanto Não passa, às vezes, de silentes suspiros, Que não lhes dizem, mas lhes falam uma verdade! E a Verdade fala: Enquanto houver Amor, a Vida exala O hálito perene e tão solene: Que não é mais que a própria vida, Esta nossa, que é só nossa, e a Outra Vida! Bafejo real ou sopro incerto de quimera, Esta Vida une o Outono à Primavera! Belo Horizonte, MG, 12 de setembro de 1.987. JOÃO BOSCO DE CASTRO.

Alegre e Camarada, Bem-Te-Vi!

bem-te-vi-alegre-e-camarada

Naquela manhã do Verão de 2022, passaram-se os dias chuvosos e muito nublados. Ouvi — de o Bem-Te-Vi — seu alegre e camarada e denunciador piado! O som manifesto e ouvido, traduzia e indicava sua aproximada presença. Abri a janela devagarinho, a fim de não espantá-lo. No entanto, lá estava, alegre e camarada, o amigo! Posso chamá-lo assim, pois, pelo seu piado – bem te vi – identifico seu gênero. Li, também, no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa que, segundo suas espécies, pode ser chamado de Bem-Te-VI: “arapongas”; “assobiador”; “barulhento”; “cabeça-de-estacas”; “carijó”; “carrapateiro”; “cartola”; “cavaleiro”; “cinza”; “de igreja”; “do-bico-chato”; “de-cabeça-rajada”; “de-coroa”; “de-coroa-vermelha”; “de-gamela”; “de-três-riscas”; “do-brejo”; “do-chão”; “do-gado”;  “do-mato”; “do-mato-virgem”; “escuro”;  “gameleiro”; “miúdo”; “pato”;  “peitica”; “pequeno”; “pintado”;  “pirata”; “preto”; “rajado”;  “riscado”; “solitário”; “verdadeiro”;  “zinho”; “zinho-de-asa-ferrugínea”; “zinho-de-penacho-vermelho”;  “zinho-do-brejo”; “zinho-ladrão”; “zinho-rajado” e “zinho-riscado”. De aparência juvenil, todo faceiro, o alegre e camarada brincava tranquilamente. Parecia um Bem-Te-Vizinho! Porém, isso nunca, não era! Nunquinha, para ser exato! Tinha janeiros passados. Esquecia-se disso, a julgar pelas brincadeiras descabidas aos Bem-Ti-Vis adultos! Esperto, fotografei-o, usando a câmera do mobile! Fui cuidadoso, ao afastar as bandas da cortina decorativa da janela do quarto. Mantive-a semiabertas, em silêncio, pois, qualquer descuido, visual e sonoro, o menor que fosse, seria o suficiente a afastá-lo. Teria destino e pouso certeiros. Desfrutaria, mais uma vez, da largueza dos benefícios da Amendoeira localizada do outro lado da rua onde moro.   Naquela Amendoeira, judiada pelos poluentes abundantes da Urbe, sentia-se feliz! Nela, por certo, passara bons momentos, na companhia do casal de Bem-Te-Vis que o criaram. Era fruto natural e consequente da Criação Divina e da união do Bem-Te-Vi macho e da Bem-Te-Vi fêmea. Agora jovem ou adulto, experienciava a liberdade plena. Voava, despreocupado e sozinho, longe das vistas dos genitores, e brincava de ser um passarinho! Sim! Um bem-te-vizinho treteiro! Ali, na frente de minha câmera, encontrava-se, o alegre e camarada! Tranquilo, como se fosse o dono de tudo, em meio aos arbustos verdejantes que se mostravam enfastiados, pelo excesso das chuvas, e, pela ausência do Sol, carecidos de sustância clorofiliana. Em pouco tempo, as folhas ficariam amareladas, da mesma cor da parte posterior dos Bem-Te-Vis! Com o tempo, arrisquei um assovio suspeito e humanizado: bem-te-vi!!! Repeti, uma, duas vezes. O resultado foi muito favorável. O Alegre e Camarada Bem-Te-Vi voou para mais perto da janela, pousando no último lugar possível. Teria a expectativa de algum contato entendível? Como saber? Talvez os ornitólogos, especializados em Bem-Te-Vi, saibam… Percebi a insistência daquele Bem-Te-Vi, distante menos de quatro metros, na tentativa de localizar visualmente o autor do bem-te-vi imitatório. Tomei a iniciativa. Mostrei-me a ele que, espavorido, voou rumo à Amendoeira!  Por que o Bem-Te-Vi fugiu, se há pouco mostrava-se solícito à aproximação amigável? Ao meu pensamento vieram duas magníficas cenas descritas no Livro de Gênesis, da Bíblia Sagrada. A primeira, do homem, no Éden, com o domínio sobre os seres vivos (Gênesis 1:26-27; 2:19-20) e com a orientação de guardar e cultivar a Terra (Gênesis 2:15). A outra cena, ressai, igualmente, da Narrativa Bíblica, do diálogo de Deus com Noé, na Aliança Pós-Diluviana: “E será o vosso temor e o vosso pavor sobre todo animal da terra e sobre toda ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar na vossa mão são entregues” (Gênesis 9:2).  Dos Bem-Te-Vis, sei muito pouco! Do temor e do pavor entre os seres vivos, mais por conta daqueles ditos inteligentes, tenho muita certeza!

ENCONTRO NO CÉU…

À memória de Nair Maria [Eleutério] dos Santos ─ minha Primeira-Sogra e minha Outra-Mãe ─ e em homenagem a outros cinco Vultos da Paz! João Bosco de Castro. Vó-Nair partiu pro Céu,Quando eu fiz setenta e cinco…Voou envolta no véuDe quem amou com afinco! Beirava os noventa e nove,Tinha prosa divertida,Eis então Deus a removeDesta para a eterna-vida. Ao vê-la, o Bom-Pedro abriuA ela semblante ameno…Abraçou-a e sorriu,Não a deixou ao sereno. A Casa é sua, ó Nair, Dela aufira bom-proveito. Dê claridade ao porvir, Descanse, aqui, a seu jeito. Ela fitou no GestorDaquela amável Morada,Com bons-modos de louvor:Ficha-Limpa, Alma-Lavada! Quis notícias do Marido,Netos, Filho e da Caquim,Lançou o olhar tão compridoÀ bela Amplidão sem fim. Entre!…Você os verá!(Disse-lhe o Porteiro-Santo)…Você veio para cá:Lugar de pio acalanto. Eles estão muito bem, Segundo o Eterno-Juízo,E querem tê-la, também,Nas Glórias do Paraíso. Entre, Nair bem-amada!Você merece esta Paz…Não se faça de rogada!Seu passado satisfaz Às Leis do Mor-Criador.Com fé na Santa-Bonança,Você tem alto penhor!Ela encheu-se de esperança E entrou na Mansão dos Bons,Onde Márcio e Jão-’Zevedo,Juninho e Carlos ─ co’os tonsDo vastíssimo arvoredo E aos sons do dó-ré-mi-fáDos Cantos da Eternidade ─ Agregaram-se à Dagá: Maestrina da Bondade!… Nair transfundiu-se, limpa,Aos Mirandas-Eleutério ─ Eta Família supimpa!…─,Nas Glórias do Refrigério… Ela, agora, está no Céu,Ungida de Amor e Paz,Onde não há escarcéu Nem tretas de Satanás! Festeje bem, ó Nair,O encontro com seus Amados,Respire os ares de Ofir,Não nos deixe ser coitados… Nosso abraço ao Jão-’Zevedo,Juninho e ao Márcio Amaral…À Vó-Graça, o riso ledo;Ao Carlos, voz triunfal! O Céu é paz com vitória,Lugar de Luz e Louvor,Sacro Palácio da Glória:Fé-Poema ao Esplendor! Pelos Cinco embevecida,Celebrada com carinho,Nair tem sua outra-vidaNo “outro lado do caminho”: Estrada da SantidadePor onde se acertam passos, Escola da Caridade, qual se apagam fracassos, Cujo Mestre vem de Hipona,O Sábio Santo Agostinho,Com quem Nair, boa Dona,Aprendeu, bem-direitinho, A mais ditosa CartilhaDa vida singela e santa,E praticou a partilhaDe tudo quanto se planta E colhe, co’a nobre Mão,Como, na vasta Isidoro,Fizeram Nair e João:Roça farta, água sem cloro… Ela criava galinhas,Tecia couves no chão,Primorava ladainhasEm prol do arroz e feijão! Nair nos ensinará,Lá das Cátedras Celestes,O amorável bê-á-bá:Doação de amor e vestes… Sua figura bondosa,Junto co’a Virgem Maria ─ Almenara Dadivosa!… ─,É Luz de Fé e Alegria! Bom Despacho-MG, 3 de fevereiro de 2022.

SESSÃO ESPECIAL DA ACADEMIA EPISTÊMICA MESAMARIANO!

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LANÇAMENTO DO LIVRO INIMÁ QUERINO — UM PRODUTOR RURAL BEM-SUCEDIDO, DO ACADÊMICO-HONORÁRIO ISAAC DE OLIVEIRA E SOUZA. João Bosco de Castro*. 1. NÚCLEO ACADEMIAL DA SESSÃO ESPECIAL MESA-MARIANIANA. Após um ano e dez meses de seu obrigatório e penoso afastamento de reuniões e fainas literocientíficas, nossa profícua e respeitável Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano — MesaMariano rompeu o lamentoso e desagradável silêncio anticovídico — sem abandonar as precauções indispensáveis à respectiva proteção antiviral —, para falar alto e bonito, às 20h de 17 de dezembro de 2021, no Salão Diamante do Clube dos Oficiais Mineiros. Exatamente isto! Às 20h de 17 de dezembro de 2021, no citado Salão Diamante (Rua Diábase, nº 200, Prado, em Belo Horizonte), realizamos a Sessão Especial Mesa-Marianiana, sob específica pauta acadêmica dirigida pela Confreira Epistêmica Beatriz Campos de Paulo e Castro — titular de nossa Cadeira nº 2 —, para lançamento oficial e cerimonioso do Livro INIMÁ QUERINO — um PRODUTOR RURAL BEM-SUCEDIDO, de nosso Confrade MesaMarianiano Isaac de Oliveira e Souza, Professor e Coronel Veterano da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Trata-se de Obra Biográfica importante: bem-fundada em pesquisas e bem-redigida, sob os mais rigorosos parâmetros da Metodologia Científica, além de tutelada por sábias e convincentes falas do Biografado, severo Oralizador da própria História de Vida. Em tal Publicação, atuei como Revisor, Prefaciador e Editor — mediante auspiciosos ofícios de meu Espaço Camões: Oficina de Saberes, Letras e Artes — ECOSLA (Bom Despacho — MG). O Produtor Rural Bem-Sucedido adubou e fez viçar o melhor sucesso de nossa Reunião Epistêmica, apoiada pelo Clube dos Oficiais e prestigiada por um Quarteto de Cordas da inigualável Orquestra Sinfônica da PMMG, pelo próprio Biografado — com seus Familiares e Amigos, inclusive da Cidade de Jequitibá —, Esposa, Filha e Namorado, Filho, Irmãs, Irmãos, e muitos outros Parentes e Amigos do Biógrafo Isaac de Oliveira e Souza, Acadêmicos Cláudio Cassimiro Dias e Ana Maria Matos Nascimento — da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PMMG —, nossos Confrades e Confreiras Álvaro Antônio Nicolau, Pedro Seixas da Silva (Presidente de nosso Conselho-Diretor, envolvido também nas festividades de seus cinquenta anos de formatura no Curso de Formação de Oficiais — Turma de Aspirantes de 1971: Recipiendária, naquela mesma noite da sumosa e expressiva Medalha Coronel José Vargas da Silva), Gleisa Calixto Antunes, Antônio Carlos Cabral Aguiar e Beatriz Campos de Paulo e Castro — desta Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano (MesaMariano) —, de meu Neto Arthur Azevedo Castro Mota, Major Carlos Alberto da Silva Braga (Articulista do PontoPM/GrupoMindBR, residente em Braga-Portugal), pelo Fotógrafo Silas Calebe e Colaboradores do Bufê do Nem (de cuja atenciosa presteza matamos a sede com providenciais refrigerantes e saboreamos quitutes e salgadinhos). Nossa aprazível Sessão Especial Mesa-Marianiana foi honrada pelo épico Hino Nacional Brasileiro, cantado por Todos, aos acordes do maravilhoso e já mencionado Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica da PMMG, antes da ritualística Invocação Acadêmica do Areópago Epistêmico, proferida pelo Biógrafo Isaac de Oliveira e Souza. Como Presidente da Casa Academial, cuidei do Expediente com boas-vindas a Convidados, Acadêmicos, Músicos, Biógrafo e Biografado, cumpri a Ordem do Dia — como apresentador-prefaciador do Livro aqui lançado — e entreguei ao Coronel Isaac de Souza o Certificado por méritos a ele conferido, em 12 de dezembro de 2021, pela Diretoria da Rádio FM10 de Bom Despacho-MG. O Quarteto de Cordas da Orquestra SInfônica da PMMG, como homenagem ao Biografado Inimá Querino, executou “O Menino da Porteira”, clássico memorável de nosso Cancioneiro Sertanejo. O Biógrafo Isaac de Oliveira e Souza, após breve interrupção dos autógrafos, usou a palavra em agradecimento a Pessoas e Entidades envolvidas no processo de publicação e burilamento de seu precioso Livro, oferecido, gratuitamente, a todos os prestigiadores desta Sessão Especial Mesa-Marianiana de Lançamento da Biografia de Inimá Querino – um Produtor Rural Bem-Sucedido. Retornei ao atril, para falar das Efemérides Socioliterárias de Dezembro, das quais escolhi os dias 16 e 28 — dedicados ao Príncipe de nossa Poesia Parnasiana, o magistral Olavo Brás Martins dos Gumarães Bilac, de cuja agrégia autoria declamei o Soneto LÍNGUA PORTUGUESA. Encerrei a Sessão Especial Mesa-Marianiana de Lançamento de Livro, na forma regimental, com felicitações e agradecimentos ao Biógrafo, Biografado, Músicos, Representantes de Sodalícios, Convidados e Amigos da MesaMariano, e Familiares de Isaac de Souza e Inimá Querino. 2. SOBRE A BIOGRAFIA, O BIÓGRAFO E O BIOGRAFADO. Do Livro ora festivamente lançado, de indiscutível utilidade sociocultural e função historiográfica elevada, transcrevo de meu Prefácio dois núcleos analíticos, aliás os escolhidos por Isaac de Oliveira e Souza, com propriedade e sabedoria, para a composição da contracapa e das duas orelhas da mesma obra. Ei-los! 2.1 BIOGRAFIA AUTÊNTICA E LEGÍTIMA. João Bosco de Castro. Este Livro historia o Senhor Inimá Querino da Costa, desde antes de seu nascimento, na Primavera de 1935, em Venda Nova, Distrito de Santa Luzia-MG, com assentamentos de andanças de nossos antepas­sados, prioritariamente dos ancestrais dele, “os aborígines livres e legí­timos senhores da Terra do Pau-Brasil”, ao longo da bela, dificultosa e hostil América Portuguesa, dos Puris de Muriaé aos Cataguás e Kaxixós de Bom Despacho, Martinho Campos e cercanias, em Minas Gerais, na união dos Costas e Querinos, para a saga da primeira infância e primeira escola do Oralizador da Própria História de Vida, e sua adolescência, vida adulta e muito trabalho, por aqui e alhures, e suas peregrina­ções aventureiro-empresariais, particularmente em busca da Produção Rural, mais concentrada na Pecuária de Corte de Bovinos e Suínos, Açougues, Frigoríficos e muitas outras incursões laborais de Homem Ativo, Trabalhador e Ambicioso, de olho na posse de bons milhares de cabeças de gado bovino, pelas Bandas dos Crucifixos Dourados, Região da Tríplice Fronteira, e de Divinópolis, Belo Horizonte até Jequitibá, neste Estado das Alterosas, afora suas heroicas e amalucadas ações de Desbravador do Estado do Pará, como dono e gestor das Fazendas Ma­ravilha, Santo Antônio e São José, na imensidão de Paragominas, pelas abençoadas aguadas de ribeiras das Bacias do Rio Capim e Rio Gurupi. A Vida de Inimá

SILÊNCIO CONSTRUTIVO

                                                                       Marcílio Fernandes Catarino (*) Vivemos tempos estranhos, desafiadores e, para muitos, sombrios. De repente, começamos a perceber que os ensinamentos que nos foram transmitidos como verdades, passaram a ser considerados errados e as palavras começaram a perder a força e o seu significado real. Há algum tempo, infeliz daquele que carregasse a pecha de vagabundo, de maconheiro ou de ladrão, por exemplo. Além do isolamento social a que era naturalmente submetido, via sua vida e seu futuro profissional inteiramente comprometidos. Mas, isso são coisas de um passado que, na verdade, já vai distante. Nos dias atuais presenciamos, constrangidos e perplexos, pessoas que carregam sobre os ombros acusações muito mais graves, que vão desde corrupção a pedofilia, de vultosos desvios de recursos públicos a assassinato, ocupando altos postos no primeiro escalão de governos, ou como ministros de Cortes Judiciais. O apodrecimento ético e moral desse modelo de sociedade que construímos, em que impera a maldade e a mentira, a manipulação e a ânsia de poder e dominação, nos cai sobre os ombros como um fardo extremamente pesado, que já não é mais possível e justo carregar. Silenciado e oprimido por uma Corte Suprema despótica, em que impera o ativismo político-ideológico, a corrupção e a afronta total às liberdades e garantias constitucionais, o cidadão de bem se vê oprimido, violentado e completamente desamparado, enquanto se blinda e protege os chefões do crime organizado, numa dolorosa e incompreensível inversão de valores. Em meio a esse ambiente adoecido e tóxico, a democracia -se é que se pode chamar assim esse regime em que vivemos- se esvai e a Justiça claudica desacreditada e desmoralizada. A ninguém é permitido o direito inalienável de criticar ou manifestar suas opiniões, consolidado, em cláusula pétrea, na Carta Magna da Nação. Como disse grande jornalista brasileiro, anos atrás, “no faroeste brasileiro, falar a verdade tornou-se perigoso.” E as prisões vão se aumentando de “criminosos de opinião”, de “suspeitos de divulgarem fakes News”, ou de cometerem “atos antidemocráticos”, delitos não tipificados em qualquer lei do país e que ninguém sabe definir ou  conceituar exatamente o que tais “crimes” significam. E o autor dos mandados de prisão é exatamente um ministro do STF, atropelando as prerrogativas do Ministério Público Federal e que, em junho de 2018, deixou  registrado em parecer de sua autoria:  “Quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado, fique em casa. Não seja candidato, não se ofereça para exercer cargos políticos. Essa é uma regra que existe desde que o mundo é mundo. Querer evitar isso por meio de uma ilegítima intervenção estatal na liberdade de expressão é absolutamente inconstitucional.” Em decisões teratológicas, inteira e claramente inconstitucionais, o supremo ministro vem se revelando, a um só  tempo, como vítima, presidente do inquérito, investigador e julgador, diante do “ensurdecedor” silêncio de grande parte dos órgãos da imprensa brasileira e da postura omissa do Senado Federal, a quem cabe, privativamente, processar e julgar os Ministros da Suprema Corte, nos crimes de responsabilidade, nos termos do Artigo 52 – Inciso II, da Constituição Federal. Ao longo do tempo, tenho me aventurado (para não dizer ousado) a compartilhar minhas reflexões, através de modestas crônicas sobre esses temas e outros do cotidiano, que nos incomodam ou, de alguma forma, nos afetam. E, à medida em que correm os dias, vamos percebendo entristecidos que os ingentes esforços para se consolidar uma verdadeira democracia no Brasil, estão escorrendo ralo abaixo. Tomada de indignação, a sociedade vem se mobilizando em manifestações públicas cada vez mais intensas, que se eclodem por todo o país, clamando por justiça e liberdade. Fenômeno, aliás, que se verifica e se repete em vários países, diante dos ímpetos tirânicos de governantes que insistem em submeter toda a população à tutela absoluta do Estado. Uma espécie de “elite secreta”, com uma agenda globalista voltada para o domínio do mundo, através de um governo hegemônico (NOM), visando, dentre outros aspectos, manter a humanidade como uma manada dócil e obediente. Em paralelo, assistimos a intensificação das manifestações e fenômenos climáticos e geofísicos, cada vez mais poderosas e incontroláveis, como se o próprio planeta Terra estivesse, não apenas mostrando o seu protesto, mas alertando à humanidade para os enormes riscos a que está exposta, diante dos abusos e excessos de toda a ordem que, a centenas de anos, vem cometendo. Certamente, todos os que já se libertaram dos sistemas de crenças limitantes e manipuladores, de modo particular os de cunho religioso, aos quais a humanidade vem sendo submetida ao longo do tempo, estão percebendo tais fenômenos. Percebemos, finalmente, que vivemos um tempo de Revelações, em que os “fantasmas” estão saindo das sombras para mostrar, surpreendentemente, suas horripilantes faces e revelando novos cenários que ainda se nos apresentam incertos e obscuros. O momento nos convida à uma profunda reflexão introspectiva, em busca de uma visão mais clara da nova realidade que nos cerca. Assim considerando, julgo prudente “silenciar minha pena”, por algum  tempo, me mergulhando no Silêncio Construtivo. Que eu possa retornar com mais experiência e sabedoria.                                                                                                           Set/2021.                                                (*) Coronel Veterano PMMG – Aspirante 1970.

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