pontopm
Generic selectors
Somente correspondências exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors
"><font dir="auto" style="vertical-align: inherit
"><font dir="auto" style="vertical-align: inherit

MARCHA ALUSIVA AO 48.° ANIVERSÁRIO DA PNSTP.

Eis o convite da Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe: Cara(o) cidadã(o), No âmbito das atividades alusivas ao 48.° Aniversário da PNSTP, que se comemorará no dia 27 de Agosto de 2023, cujo lema para este ano é “MODERNIZAR PARA MELHOR SERVIR E PROTEGER A SOCIEDADE”, temos a honra convidá-la(o) a participar na Marcha alusiva à efeméride, agendada para o dia 05 de Agosto de 2023, sábado, com concentração às 06h00, no Comando Distrital de Água Grande. Desde já, agradecemos a vossa colaboração e participação! Sabemos onde estamos e onde pretendemos chegar: UMA POLÍCIA FORTE, HOLÍSTICA, PRÓXIMA E DE CONFIANÇA! Avante, PNSTP!

Uma História de Vida Num Centro de Gestão de Documentos

Durante muitos anos – parte significativa da minha vivência profissional na Polícia Militar de Minas Gerais – me vali dos registros históricos como construção do conhecimento, afinal eles são a essência de tudo quanto, amigo da história, produzo. Particularmente me classifico como um validador, cujas referências são o grande bibliófilo e bibliográfo português Joaquim Martins de Carvalho, natural de Coimbra, nascido em 1822 e falecido em 1898, que produziu uma obra literária de intervenção cívica com ênfase nas liberdades públicas e nos interesses locais. Outro nome singular na validação histórica e que muito acrescenta ao meu método de validação é do genealogista e historiador francês Jean-Baptiste-Pierre Julien, Le Chevalier de Courcelles, nascido em 1759 e falecido em 1834, que em sua obra publicada na década de 1820: A Arte de Verificar as Datas, antes e após Jesus Cristo, conjuntamente com o também francês, Marquis de Fortia d’Urban, se tornam os primeiros à escreverem sobre a ocorrência de uma Rebelião em Minas Gerais e da existência de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Completa a tríade de referenciais o genealogista e historiador português Anselmo Braamcap Freire, nascido em 1849 e falecido em 1921 que escreveu sobre os Brasões da Sala de Sintra, um registro histórico dos brasões de armas das famílias portuguesas de origem. Os registros históricos movem a minha produção e acrescentam mais valia aos meus conhecimentos. Na minha visão de amigo da história, compreender a história é como galgar um muro e olhar por cada fresta que se apresenta e, juntando todas as imagens, construir uma narrativa própria e fiável do ponto de vista da memória que se quer perpetuar. Particularmente as minhas obras demandam pesquisas nas fontes primárias, visitas aos locais abordados, conversas com as pessoas e, sobretudo, um debruçar sobre as imagens formadas e a interpretação acumulativa de anos de viagens, conversas, leituras, manuseios de materiais históricos, contemplações e o constante reescrever a partir de uma nova informação que se percebe de forma aleatória e que quase se faz desentendida. É justamente o acaso quem move aquele que manuseia um documento em arquivo, tem-se que estar pronto para o improvável, o inusitado, a peça que faltava para completar o quebra-cabeças pode aparecer a qualquer momento. Uma das minhas pesquisas é sobre a História (in)Completa da Academia de Polícia Militar de Minas Gerais – Símbolos, Ideais e Conhecimentos, onde as informações disponibilizadas pelo Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais foram relevantes no processo de validação de nomes, datas, atos, fatos, eventos e exemplos. Com certeza o Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais é um espaço que permite ao pesquisador não apenas acessar a fonte primária, mas de forma responsável, perceber o processo de construção de uma história singular que se caracteriza pelos registros da vida de cada um dos homens e mulheres que construíram, constroem e, em permanente reconstrução, tornam atual o significado da Polícia Militar de Minas Gerais. Mas tudo isso é pontual, talvez pessoal, ou ainda atenda ao propósito próprio de alguém que se vale das informações em arquivo, para atender pura e exclusivamente à uma questão de família, segundo a lei de acesso à informação. No entanto, para um pesquisador o contato com a fonte primária é a mais sublime das oportunidades de se construir a sua própria hipótese de validação histórica, de ser único, alguém a ser contradito e ao mesmo tempo respeitado pelos seus pares. Recentemente escrevi sobre a gênese de um nome, cujo o título é “Gontijo – Origem do Nome de Família” como topônimo e ao mesmo tempo antropônimo, com origem em Braga – Portugal, muito provavelmente incorporado para reforçar a origem familiar, uma pesquisa que me obrigou no aprofundamento histórico e na imersão em arquivos públicos do Brasil, de Portugal e da Espanha. Escrever sobre a gênese de um nome, me conduziu na busca da genealogia da minha família materna e como Organizador do projeto denominado “Raízes do Coração – Uma História Familiar”, onde é relatada a importância do 3o Sgt Galdino Antônio dos Santos, no contexto do que somos e nos tornamos, são as informações disponíveis nos arquivos do Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais que nos permitem avançar além da história familiar e compreender as dificuldades de uma família, cujo patriarca ingressou na então Força Pública do Estado de Minas Gerais em 02 de fevereiro de 1933, com 42 anos de idade e, cuja a pensionista, sua filha solteira, recebeu pensão até o mês de seu falecimento, em agosto de 2017. Os arquivos do Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais, para quem se propõe à pesquisa, pode revelar algumas informações significativas da vida da própria Corporação e dos seus integrantes e que ainda podem ser validados por outros arquivos de interesse da Corporação, caso do Instituto de Previdência dos Servidores Militares e do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais. Nos arquivos do Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais vamos descobrir que o Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais, só foi considerado como equivalente ao ensino fundamental no ano de 1953. Que no ano de 1955, se torna equivalente ao ensino médio e que no dia 10 de junho de 1983, torna-se equivalente aos cursos superiores do sistema civil de ensino, retroagindo seus efeitos aos formandos do ano de 1973, isso há exatos 40 anos. São os arquivos do Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais que vão nos revelar que um Oficial da PMMG, no início da década de 1950, se torna destaque em projetos de educação da ONU, junto às Escolas Caio Martins. São os mesmos arquivos que nos permitem entender a grandeza da Corporação quando chamada à formação da Polícia Militar do Estado de Rondônia e também da Polícia Militar do Estado de Roraima, nas décadas de 1980 e 1990. São nos mesmos arquivos que vamos ter o relato das Missões de Paz da ONU

Desafios da Polícia 5.0 ao combate do CiberCrime

Mediante as experiências de Chris Lynam [1], aprende-se um pouco mais sobre as funcionalidades da Polícia 5.0 ao combate do CiberCrime. Conta sobre suas atividades iniciais na RCMP “(…) no espaço político e, então, comecei a ver como a RCMP poderia lidar melhor com o cibercrime”. Depois, de sua liderança no “Centro Nacional de Coordenação de Crimes Cibernéticos (NC3)”[2]. Segundo a narrativa de Brittani Schroeder, há considerações sobre o papel da polícia no combate ao cibercrime, a performance tática e tecnológica dos cibercriminosos, a disponibilidade das novas tecnologias, as arcerias estratégicas e a higienização cibernética. O papel da polícia no combate ao cibercrime. A respeito de O papel da polícia no combate ao cibercrime, as explicações não se restrigem às técnicas, téaticas e estratégias de Polícia. Enfatiza, contudo, os desafios da Polícia 5.0 no contexto da sociedade A vitimização dos “indivíduos, empresas ou qualquer tipo de organização”. Isso porque as ações danosas aprimoram-se com o tempo, ficando cada vez “mais complexos e impactantes do que antes”. Lynam exemplifica situações práticas, do ponto de vista da seriedade e violação do “site AshleyMadison.com”, em 2015, citando que: “Em muitos casos, o que costumávamos considerar um crime cibernético sério alguns anos atrás, agora não os consideraríamos tão sérios.”; “Na época, isso parecia o maior tipo de violação, mas quando você avança para agora e vê o Toronto Sick Kids Hospital sendo atingido por um ataque de ransomware pouco antes do Natal que afetou seus sistemas, vemos o quanto o espaço cibernético afetou mudou e evoluiu ao longo dos anos.”   Para Lynam, a Polícia 5.0 é desafiada, ainda mais, devido à “natureza sem fronteiras do cibercrime”. Destaca que as vítimas podem ser os residente do “Canadá, mas os perpetradores geralmente estão em outros países do mundo. Então, “Encontrar dados ou evidências para construir sua investigação para outra jurisdição é extremamente difícil, e nos deparamos com um desafio multijurisdicional que nosso modelo tradicional de policiamento não foi criado para enfrentar.” Eis, então, o principal fundamento da criação do “NC3 da RCMP”: propiciar sinergia às ações da Polícia 5.0. Lynam, assim, comenta: “Queríamos tentar movê-los todos em uma direção semelhante e capacitá-los para realizar investigações com a ajuda de ferramentas e inteligência especializadas e parcerias. Essas parcerias atingem todo o país, é claro, mas também alcançam nossos vizinhos do sul nos EUA, na Europa, em qualquer país que pense da mesma forma, para que possamos ter uma abordagem de equipe para perseguir os cibercriminosos.” A performance tática e tecnológica dos cibercriminosos. Nos últimos tempos, cresceu a performance tática e tecnológica dos cibercriminosos, segundo Lynam“:   Lynam enfatiza a Operation Cookie Monster, derrubada pelas autoridades no “Genesis Market, um mercado online que oferecia acesso às contas online das pessoas”: “Isso não fornecia apenas às pessoas credenciais roubadas; também fornecia a capacidade de emular o dispositivo ou computador de alguém. Por exemplo, o Market colocaria malware em seu computador, coletaria informações e depois venderia o acesso às suas várias contas online para outras pessoas. Você nem saberia que eles se conectaram como você e poderiam fazer o que quisessem. (…) as equipes de aplicação da lei se uniram para derrubar o mercado e apreender sua infraestrutura e domínios. Como outro passo, o NC3 – em parceria com outras organizações policiais canadenses – perseguiu os usuários que estavam comprando as credenciais roubadas. (…) Nesta investigação, trabalhamos com 28 diferentes serviços policiais em todo o país para executar nove mandados de busca e nove prisões. Foram mais de 60 ocorrências em que os policiais foram à casa de um usuário suspeito e pediram para falar com a pessoa em questão. Em alguns casos, eles descobriram que o usuário quase não tinha ideia no que estava se metendo (…). conseguimos mostrar a eles que eles realmente não querem se envolver nesse tipo de atividade e talvez os tenhamos evitado de se tornarem criminosos cibernéticos hardcore no futuro.” A disponibilidade das novas tecnologias. A disponibilidade das novas tecnologias, como é o caso da “AI (inteligência artificial) e novas plataformas como o ChatGPT” é procurada pelos cibercriminosos que se especializam em adotá-las. Assim, Lynam esclarece que “É muito importante mantermo-nos atualizados e tentarmos adotar as tecnologias mais recentes, o quanto pudermos.” Indagado “sobre a taxa de sucesso na prisão de cibercriminosos, ele respondeu que, infelizmente, não é uma resposta tão simples (…). No entanto, há esforços conjugados, a fim de: “(…) afastar da simples métrica de sucesso proveniente de quantos criminosos são presos e acusados. Nosso mandato é reduzir a ameaça e o impacto do crime cibernético sobre os canadenses e, portanto, estamos usando uma abordagem muito mais holística para reduzir esses aspectos”. (…) Numa extremidade do espectro está o trabalho preventivo: é aqui que a aplicação da lei faz o trabalho de desvio e se concentra nos próprios infratores, e eles fornecem o máximo de informações às vítimas em potencial para que possam permanecer seguras online. No outro extremo do espectro, estão as apreensões, prisões, indiciamento de indivíduos por meio de investigações, etc. Mas o mais importante é o que a polícia está fazendo cada vez mais, que é o espaço de disrupção. “É difícil algemar um cibercriminoso localizado em outro país, mas podemos trabalhar com nossos parceiros internacionais para interromper suas atividades, apreendendo a infraestrutura que eles usam, derrubando seus domínios, ajudando a interditar o fluxo de dinheiro ou criptomoedas e ajudando as vítimas obter algum do seu dinheiro de volta.”   Parcerias estratégicas e higienização cibernética. A Polícia 5.0 contém, em seu conceito básico, a integralização de todos rumo ao resultado comum. Nenhuma instituição, entidade ou agência de serviço soluciona sozinha o problema de proteção, física ou virtual, nos espaços, público ou privado. O trabalho é de todos! Nesse entendimento, Lynam ratifica: “Todos, desde o setor privado e setores não-governamentais, ao meio acadêmico, escritórios jurídicos e gigantes da tecnologia – precisamos que todos trabalhem juntos. Gastamos muito tempo e esforço construindo esses relacionamentos e descobrindo maneiras de colaborar.” A maioria das pessoas, físicas ou jurídicas, quando vítimas, relutam “em denunciar à polícia” esclarece Lynam, e explica: “O que muita

TELAS MENTAIS.

Carlos Alberto da Silva Santos Braga. Todas as organizações aspiram pelas melhores mentes e buscam construir hipóteses. Testando-as, procuram melhores oportunidades de alcançar os seus objetivos. A maximização dos objetivos é o que eleva a humanidade ao patamar seguinte de evolução e conhecimento. Todas as organizações são sistemas de conhecimentos e aprendem a partir do estoque de informações acumuladas ao longo das eras. As organizações não são apenas instituições com fins ou propósitos específicos. Não são apenas empresas ou conglomerados, ou apenas espaços de educação continuada e ensino. As organizações são corpos que funcionam a partir do fluxo de informações e impulsos e que são validadas pelo conjunto de conhecimentos pretéritos, registrados ou não, construídos dentro dela própria ou a partir da vivência no chamado mercado – local onde se busca os melhores profissionais, as melhores ideias, os melhores produtos e sobretudo a melhor hipótese futura de sucesso. As organizações são de ordem material e imaterial. Seu patrimônio é o conjunto construído a partir do capital intelectual. Sua estrutura é o somatório de experiências, conflitos, resoluções de problemas, feed-back, aperfeiçoamento de processos e utilização de insumos adequados para a consecução dos objetivos. As organizações podem se estruturar sobre modelos econômicos, clubes de serviços, associações comunitárias e, principalmente, sobre modelos de ordens. Afinal, o conceito de administração deriva de um modelo de ordem específica, a ordem militar. As ordens têm funções diferentes no contexto das organizações, elas subsistem, em tese, pelo acatamento ao princípio – a verdade necessária. Essa é a ideia de concepção de uma ordem. No entanto, a compreensão da verdade necessária se, não de conhecimento geral, pode ser desvirtuada e levada à verdade contingencial – a retórica. O uso prosélito da verdade contribui para o afastamento do princípio e a consecução de objetivos diferentes dos objetivos primários, da essência ou da construção da ordem. As ordens se classificam em religiosas, filosóficas e militares. Seu arcabouço é a hierarquia, a sua subsistência é a disciplina, a sua perenidade é o acatamento à norma e o seu fim é a perpetuação da verdade necessária que se estrutura desde sempre. Seus pressupostos de realização da função conceptiva, podem ser baseados em bulas, cânones, regimentos, dogmas, sofismas, enunciados, teorias e ainda tratados baseados na ética, na moral e na legalidade. A verdade necessária, aquela que se estrutura desde sempre, pode ter o nome que você quiser – idealizador, Deus, criador, predecessor, iniciador, guru, mestre, ídolo, cientista, Big Bang – não nos interessa, desde que ela se sustente pela razão do universo e não pela razão da humanidade. Há um jardim, na cidade de BudaPeste, na Hungria, do lado de Buda, com dois lados. Referem-se às duas tribos que ocupavam os lados opostos do Rio Danúbio e que posteriormente vão dar origem à cidade. Localizado numa colina, recebeu o nome de “O Jardim dos Filósofos”. É uma obra com os referenciais religiosos do mundo, contemplando uma esfera, como se estivessem à zelar pela unidade do planeta terra e ajudar no entendimento mútuo entre as distintas culturas. Naquele jardim, contemplando a esfera, estão as esculturas de Abraão; Echnaton; Jesus; Buda; e Lao Tsé. Ao lado, encontram-se outras três esculturas, a de São Francisco de Assis, Mahatma Gandhi e Daruma Taishi, personagens que também influenciaram o desenvolvimento espiritual da humanidade. Diferenciar a verdade necessária, do uso prosélito da verdade, deve ser o objetivo de quem faz parte da ordem. Mas, isso só acontecerá, se aquele que da ordem se nutre, conheça o que da ordem se espera. Pois, se da ordem se vale, dela não se espera a verdade necessária, apenas o proselitismo. A ordem não deve ser uma forma de ascensão e nem tampouco de locupletar, a ordem é a essência da vida como organização e modelo de constância na persecução dos objetivos da iniciação. A ordem é a manutenção do universo, a sustentação do equilíbrio das órbitas, as ondas inaudíveis que fluem pelo espaço e que de forma quântica, permitem a sua percepção e o crescimento da humanidade. Nem todos conhecem a essência, nem todos ascenderam ao cume do obelisco, nem todos comungaram das faces do poliedro. Eventualmente, um ou outro, se elevará. Mas somente aquele que se eleva sabe os motivos e a sua missão, pois a quem muito é dado, muito será exigido. A elevação difere do comando, estar no ápice como atividade política de sustentação da ordem, não quer dizer que se encontrou o caminho, diz apenas que há necessidade de uma cabeça e que a cabeça pode ser apenas uma forma de proteger o conhecimento, de agregar, de permitir que se encontre aquele que imergiu e, depois de conhecer o recôndito de si mesmo, elevar-se aos objetivos que transcendem o entendimento desse mundo. Como uma grande batalha, onde somente um será o vencedor, assim nos procedemos na busca da verdade necessária. Só um ascenderá e esse um, mesmo ele, não saberá quem é. Somos de uma realidade, vivemos uma dimensão e nos estruturamos segundo o modelo dessa dimensão. Os nossos registros são telas mentais construídas a partir dessa dimensão, qualquer outra – que sabemos existir – não será alcançada pelos olhos e conhecimentos dessa dimensão. Assim como a onda transpassa a partícula, a energia supera a matéria e a verdade necessária se impõe perante a verdade contingencial. É pela natureza da essência que a Ordem subsiste e não será pela impureza prosélita que permanecerá. Pois o livre-arbítrio é o que, nas palavras de Giambatista Vico, nos impulsiona ao progresso e à barbárie. No processo de continua aprendizagem acumulamos o conhecimento a partir de imagens, todas as vezes que nos elevamos e aprendemos algo, aquela imagem é associada a outra e a tela se aperfeiçoa, a nitidez nos permite avançar, proporciona novas associações, permite que escrevamos mais e melhor, não há necessidade de pensar, a nitidez da tela proporcionará inúmeras interpretações, cada qual mais ajustada e necessária ao ambiente. O momento atual de compulsão pelo improvável, pelo insano, pelo desprezo e pela volúpia, corroborado pelo alinhamento ideológico que transpassando

NÃO VOU FALAR SOBRE RACISMO E SIM SOBRE HISTÓRIA.

  A vivência na Europa, em período recente da humanidade, permitiu-me a mim, entender um pouco mais sobre a história das colonizações como um processo de exploração econômica. Não se iluda, em momento algum se tratou de um processo de ocupação para povoamento, foi e continua a ser dentro de um contexto puramente econômico. Alguém poderá dizer que as colonizações não existem mais e que a minha afirmação está errada. Poderia o ser, se e somente se, na hipótese de ser a abordagem, baseada na ocupação do espaço, ela vai além disso. Quando se trata do pacto mundial pelas migrações, não estamos falando de geração de renda para os países de onde provém aqueles que optam pela migração, como alternativa de vida. É e continua a ser – o pacto mundial pelas migrações – uma colonização para fins de exploração econômica. A maioria daqueles que compõem a corrente migratória é capacitada, no entanto, não vai ser inserida no mercado de trabalho qualificado, mesmo que seja inserida no mercado regular, fará parte da classe de serviços gerais não qualificados, ou seja, trabalharão nos restaurantes, bares, cafés, hotéis e serviços marítimos de travessias – os chamados navios de cruzeiros. Se alguém falar que trabalharão na construção pesada, estes certamente terão um salário melhor – é um serviço qualificado. O processo da exploração econômica qualificada, funciona com base na situação nativa, primeiramente os nativos do próprio país, depois os nativos da Europa Ocidental, em seguida os nativos da Europa Oriental, para em sequência os melhores qualificados brancos e só depois os melhores qualificados não brancos. O resto não conta. Os serviços da previdência social dos países europeus sabem que um trabalhador migrante qualificado tende a buscar melhores oportunidades e, portanto, vai gerar receita para os cofres previdenciários e raramente gerará despesas. Em muitas situações – observação própria da realidade – os migrantes não são registrados e a polícia administrativa dos órgãos trabalhistas faz vistas grossas. O nativo geralmente tem direito a determinado valor salarial, os não-nativos registrados outro valor e os migrantes, a par de um argumento de solidariedade e preocupação no acolhimento, além do não-registro funcional, recebem bem menos. Quase todos os países europeus que partiram para colonizações, como atividade de exploração econômica, tinham colônias na África Subsaariana, ou seja, onde há a incidência da raça negra. Para esses países o contato e as relações sociais com os negros fazia parte da vida em sociedade, mesmo que infelizmente, na forma como cativos. A raça negra fez, faz e continuará a fazer parte da formação da população daqueles países europeus e de suas ex-colônias, com exceção de um país: a Espanha. Infelizmente a Espanha é um país que não tem relação com a raça negra como formação da sua população endógena. Isso é visual, basta andar pelas ruas da Espanha, ou avance para mais distante e veja a quantidade de negros que existem nas ex-colônias espanholas na América. O máximo de miscigenação que ocorreu na Espanha, decorre dos séculos de ocupação moura. A Espanha é um conjunto de regiões com línguas nativas diversas, com uma língua oficial imposta e com viés antagônico em relação a eles próprios, onde o referencial de uma determinada região é uma afronta a outra e a adoção de ícones de forma negativa ou pejorativa é uma das manifestações da realidade da Espanha. Nem todos os espanhóis pensam assim, no entanto, a história demonstra o que vivenciamos nesse momento histórico e reforçando: NÃO FALEI SOBRE RACISMO E SIM SOBRE HISTÓRIA.

Ao Tio Adelfo – Uma homenagem póstuma.

Um dia eu me levantei e percebi que tudo quanto eu mais amava deixou de existir. Não existe mais materialmente, virou energia, a mesma energia que no café da manhã na minha casa, se transformava num dobrado. A energia que relatava com pormenores os fatos da vida e os vivia intensamente. A energia que era sempre gratidão, nunca se revoltava ou o mal dizia, esperava e acreditava que algo seria melhor, é apenas o momento, não é a rotina. A energia que agradecia a cada momento ao Criador e que amava a cada um dos seus. A energia que cresceu, batalhou, recebeu, ajudou, se fez presente e nunca se esqueceu de nós. A energia que brincava, sorria, cantava, tocava o seu instrumento e em essência, encantava. A energia que mesmo não completamente amparada – não falo da sua esposa, era alegre, pensava e agia de forma positiva. A energia que relatava os tempos passados, falava de amor e procurava entregar o que de melhor havia em seu coração. A energia que nunca será esquecida e enquanto um de nós, que convivemos com ele, se lembrar, estará presente em nossas memórias, nas nossas alegrias e nos nossos corações. Hoje meu tio Adelfo, levantei-me e só há uma palavra a dizer – saudade. Meu tio Adelfo, aplaine os nossos caminhos, faça o que sempre fez, deixe o ambiente com o mesmo amor, paz e graça que dedicou aos seus pais, irmãos, filhos, sobrinhos, cunhados e sogros e de forma diferenciada o seu padrasto e irmãos de criação. No meu coração, a luz da sua presença nunca se apagará, porque a Estrela que me guia é o Amor que demonstrou em toda a sua vida. Te amo meu tio, jamais me esquecerei de ti. Que Deus conforte o coração de todos nós e nos proporcione a paz e o entendimento do que se passa neste momento. Essas são as palavras que o seu sobrinho, Carlinhos da Maria do Galdino, encontra para agradecer o pouco tempo de convivência e as alegrias das memórias que se farão presença. Deus é conosco.

MÃE FANTÁSTICA!

João Bosco de Castro. À sempre-viva Maria Ramos de Castro,     minha Mãe! O Rosto de Mamãe palpita em mim!Sua Sabedoria: Luz da Ética─ Amansia do Não, Farol do Sim! ─:Energia do Amor, com voz poética! Mãe ─ domínio do aqui e do sem-fim ─,Sua sábia Lição, firme e profética,É sublime Riqueza (ouro e marfim…),Sem a qual não existo! Catequética Mão ─ polegar bendito, Fonte SantaDo Sublime Fazer-Bem: Luz e Ser,Mesmo longe das tretas da Gramática… Sua Escola de Vida até suplantaO primor de meus Mestres: bom Saber!Você inda me ensina, Mãe Fantástica!… Bom Despacho-MG, 14 de maio de 2023,

 GONTIJO: ORIGEM DO NOME DE FAMÍLIA

   Carlos Alberto da Silva Santos Braga Contato: carlosbraga1962@gmail.com    Sou natural da cidade de Bom Despacho, Estado de Minas Gerais, no Brasil e residi na cidade de Braga, Portugal no período de fevereiro de 2016 a outubro de 2022, oportunidade em que fiz uma pesquisa sobre a História da Família Braga da Silva. A história da construção do nome e a cidade de Bom Despacho no Estado de Minas Gerais no Brasil, (BRAGA, 2023). Na referida história relato sobre os topônimos – ou seja, tem origem num nome geográfico, refere-se a um lugar – e os antropônimos – ou seja, é um nome próprio ou nome de batismo, como os nomes ligados à minha família: Rodrigues, Braga, Silva, Couto e Freitas.  Viajando pela Península Ibérica, me debrucei sobretudo na história das cidades da Galícia Romana: Braga, Astorga e Lugo e as dimensões das fronteiras daquelas possessões Romanas resultantes do processo de urbanização e criação das cidades citadas que ocorreram nos anos de 16-15 a.C. O curso d`água principal naquela região, que foi de domínio romano, é o Rio Minho, cuja nascente é num pedregal de rochas glaciares denominado de Pedregal de Irimia, na Serra da Meira no Concelho homônimo, naquela parte da Galícia, na Espanha, (BRAGA, 2022). A fronteira sul da Galícia Romana com a Lusitânia vai ser o Rio Douro, (CORREIA, 2020).  O idioma oficial da Galicia é o galego, há uma obra do linguista Fernando Venâncio, intitulada: Assim Nasceu uma Língua, onde de forma suave narra o nascimento da língua portuguesa a partir da junção de múltiplas influências – dos celtas aos árabes, passando pelo alemão, indo mais longe ao pôr o português como descendente direto do galego e não o latim.  Na convivência com a língua portuguesa, em Portugal e nos países de língua oficial portuguesa, com independência tardia, podemos perceber a sonoridade da língua e a sua entonação própria como a ênfase germânica – seca, diferentemente de nós brasileiros, onde a entonação é mais próxima do francês – mais arrastada, o que nos leva, em alguns casos, à não compreensão adequada do que se está falando.  Historicamente a proximidade entre os povos da Galícia Romana, sejam em Portugal ou na Espanha, vai subsistir mesmo com o fim da ocupação romana e ter continuidade com a ocupação dos Suevos e Visigodos, povos germânicos, que influenciaram na língua e na formação das características físicas dos povos. Ainda hoje, quando se refere à uma pessoa branca, de cabelos claros e olhos claros, se diz que é um Galego.  Os conselhos de Braga em 561 e 572 fornecem muitos detalhes sobre a Igreja durante a presença Sueva. O terceiro concílio de Braga em 675 e o décimo Concílio de Toledo (656) iluminam a ação da Igreja no Reino Visigótico hispânico após a conquista dos Suevos em 585. Para além do fim do Reino Suevo em 585, a Igreja continuou com muito vigor sob os visigodos. (DIAZ, 2011 apud FERRERO, 20–)  A Hispânia era toda a região onde hoje conhecemos como Península Ibérica, o que ocorreu a partir da reconquista da península por Caio Júlio César Augusto no ano 38 a.C., foi a divisão em várias províncias e a parte noroeste recebeu o nome de Galécia Romana, (CORREIA, 2020). Posteriormente com a expansão do cristianismo, o Arcebispado Primaz da Hispânia, se estabelece na cidade de Braga em Portugal, onde se mantém até os dias de hoje. Sendo o seu Arcebispo, na época do Couto de Braga, Senhor da diocese Primaz da Hispânia, (SOARES, 2011, p. 539).  Uma das características do idioma Galego é a não utilização da letra “J”, que vai ser substituída pela letra “X”, assim a grafia da palavra hoje, é hoxe, de José, é Xosé, de Javier, é Xavier – daí deriva o nome de família do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, nome que se mantém no português, haja visto a Galícia, como formação histórica ser um território cujas fronteiras eram o rio Douro.  Não apenas a grafia com a letra “J”, em Justiça, grafada com Xustiça, vai ser substituída pela letra “X”, acontece também com as palavras escritas com a letra “G” e com o som de “J”, como em Gerais, que se escreve Xerais. De forma cômica na grafia de Gente, se escreve Xente, Oh Xente!. Ou ainda, Girar, que se escreve Xirar. Em viagens pela Espanha, em locais onde não se fala o Galego, a Prefeitura, no Brasil, cujo homônimo em Portugal é Câmara Municipal, é conhecida como Junta e na Galícia como Xunta, o Diário Oficial da Galícia é produzido pela Xunta de Galicia, (XUNTA DE GALICIA, 2023).  Toda essa narrativa se tornou obrigatória para esclarecer um dado sobre a origem de um nome de família muito comum na minha cidade, esse nome tem uma relação de muitas memórias de infância, pois emprestava o nome à uma fazenda aonde sempre ia nas minhas férias escolares, que está situada quase no centro da cidade de Bom Despacho e na entrada de um bairro, conhecido como vila e com o mesmo nome. É o nome Gontijo.  Algumas pessoas dizem que é um nome de família com origem geográfica proveniente da Espanha, inclusive, uma obra publicada como Dicionário das Famílias Brasileiras, o diz. Outros o mencionam como origem na cidade de Braga, Portugal na Freguesia de São Victor e outros ainda, mencionam um local chamado Dume, em Braga, Portugal.  Sem nos ocuparmos dos nomes das primeiras pessoas a utilizarem o nome de Família Gontijo, vamos nos ater ao essencial, que se manifesta em afirmar sobre a origem geográfica do nome Gontijo.  Para quem não teve a oportunidade de conhecer adequadamente a Galícia e a história da formação daquele território a partir dos aspectos econômicos, políticos, sociais e religiosos, é muito fácil correlacionar a utilização do termo galego e hispânia como sendo apenas território espanhol. Não o é, a sede do Arcebispado Primaz da Hispânia é em Braga, Portugal, desde tempos Galécios, (ARQUIDIOCESE DE BRAGA, 20–).  A correlação galega e hispânia ao território apenas da

Minas Gerais homenageia o Alferes Xavier!

semana-da-inconfidencia

Nesse 21 de abril de 2023, comemorou-se, mais uma vez, o dia da morte do Alferes do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais (RCMG). Realizaram-se, em diversas localidades brasileiras, muitas homenagens ao inesquecível Soldado-Herói Brasileiro. De igual modo, as Minas Gerais homenageia o Alferes Xavier! Homenagem da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). O Alferes Xavier, que serviu no RCMG, foi homenageado pelos colegas de farda. Participaram, mais uma vez, das atividades operacionais protetivas do Povo Mineiro, que tem a PMMG como um de seus valiosos patrimônios. Participaram, também, das diversas cerimônias memorativas , nas diversas localidades mineiras. O Comandante-Geral da PMMG — Coronel PM Rodrigo Piassi do Nascimento —, expediu Nota Oficial alusiva ao Alferes Xavier. Lembrou aos seus comandados que o ato heroico do Alferes deve ser honrado: Homenagem do Governo do Estado de Minas Gerais (GEMG). A cerimônia oficial foi realizada, em Ouro Preto, em dois momentos, conforme destacado no Portal do GEMG: […] “O primeiro, na Praça Tiradentes, foi marcado pelas honras militares. Reverenciando a memória de Tiradentes, Zema e o ex-presidente, Michel Temer, homenageado de 2023 com o Grande Colar, depositaram uma coroa de flores junto ao monumento à Tiradentes.” […] O segundo momento foi marcado pelas condecorações no centro de convenções da Ufop. Além do Grande Colar, foram entregues 170 condecorações: 40 Grandes Medalhas, 58 Medalhas de Honra e 72 Medalhas da Inconfidência. […] Durante o seu discurso, Zema afirmou que a cada vez que retorna a Ouro Preto para deixar a coroa de flores no busto de Tiradentes e entregar a Medalha da Inconfidência, ele aprofunda o senso de dever e de responsabilidade de ser um defensor da liberdade.[…] Veja, em seguida, o vídeo — Semana da Inconfidência Mineira — publicado pela PMMG. Fonte: Imagem e Vídeo.

erro: Conteúdo Protegido!