TELAS MENTAIS.

Carlos Alberto da Silva Santos Braga. Todas as organizações aspiram pelas melhores mentes e buscam construir hipóteses. Testando-as, procuram melhores oportunidades de alcançar os seus objetivos. A maximização dos objetivos é o que eleva a humanidade ao patamar seguinte de evolução e conhecimento. Todas as organizações são sistemas de conhecimentos e aprendem a partir do estoque de informações acumuladas ao longo das eras. As organizações não são apenas instituições com fins ou propósitos específicos. Não são apenas empresas ou conglomerados, ou apenas espaços de educação continuada e ensino. As organizações são corpos que funcionam a partir do fluxo de informações e impulsos e que são validadas pelo conjunto de conhecimentos pretéritos, registrados ou não, construídos dentro dela própria ou a partir da vivência no chamado mercado – local onde se busca os melhores profissionais, as melhores ideias, os melhores produtos e sobretudo a melhor hipótese futura de sucesso. As organizações são de ordem material e imaterial. Seu patrimônio é o conjunto construído a partir do capital intelectual. Sua estrutura é o somatório de experiências, conflitos, resoluções de problemas, feed-back, aperfeiçoamento de processos e utilização de insumos adequados para a consecução dos objetivos. As organizações podem se estruturar sobre modelos econômicos, clubes de serviços, associações comunitárias e, principalmente, sobre modelos de ordens. Afinal, o conceito de administração deriva de um modelo de ordem específica, a ordem militar. As ordens têm funções diferentes no contexto das organizações, elas subsistem, em tese, pelo acatamento ao princípio – a verdade necessária. Essa é a ideia de concepção de uma ordem. No entanto, a compreensão da verdade necessária se, não de conhecimento geral, pode ser desvirtuada e levada à verdade contingencial – a retórica. O uso prosélito da verdade contribui para o afastamento do princípio e a consecução de objetivos diferentes dos objetivos primários, da essência ou da construção da ordem. As ordens se classificam em religiosas, filosóficas e militares. Seu arcabouço é a hierarquia, a sua subsistência é a disciplina, a sua perenidade é o acatamento à norma e o seu fim é a perpetuação da verdade necessária que se estrutura desde sempre. Seus pressupostos de realização da função conceptiva, podem ser baseados em bulas, cânones, regimentos, dogmas, sofismas, enunciados, teorias e ainda tratados baseados na ética, na moral e na legalidade. A verdade necessária, aquela que se estrutura desde sempre, pode ter o nome que você quiser – idealizador, Deus, criador, predecessor, iniciador, guru, mestre, ídolo, cientista, Big Bang – não nos interessa, desde que ela se sustente pela razão do universo e não pela razão da humanidade. Há um jardim, na cidade de BudaPeste, na Hungria, do lado de Buda, com dois lados. Referem-se às duas tribos que ocupavam os lados opostos do Rio Danúbio e que posteriormente vão dar origem à cidade. Localizado numa colina, recebeu o nome de “O Jardim dos Filósofos”. É uma obra com os referenciais religiosos do mundo, contemplando uma esfera, como se estivessem à zelar pela unidade do planeta terra e ajudar no entendimento mútuo entre as distintas culturas. Naquele jardim, contemplando a esfera, estão as esculturas de Abraão; Echnaton; Jesus; Buda; e Lao Tsé. Ao lado, encontram-se outras três esculturas, a de São Francisco de Assis, Mahatma Gandhi e Daruma Taishi, personagens que também influenciaram o desenvolvimento espiritual da humanidade. Diferenciar a verdade necessária, do uso prosélito da verdade, deve ser o objetivo de quem faz parte da ordem. Mas, isso só acontecerá, se aquele que da ordem se nutre, conheça o que da ordem se espera. Pois, se da ordem se vale, dela não se espera a verdade necessária, apenas o proselitismo. A ordem não deve ser uma forma de ascensão e nem tampouco de locupletar, a ordem é a essência da vida como organização e modelo de constância na persecução dos objetivos da iniciação. A ordem é a manutenção do universo, a sustentação do equilíbrio das órbitas, as ondas inaudíveis que fluem pelo espaço e que de forma quântica, permitem a sua percepção e o crescimento da humanidade. Nem todos conhecem a essência, nem todos ascenderam ao cume do obelisco, nem todos comungaram das faces do poliedro. Eventualmente, um ou outro, se elevará. Mas somente aquele que se eleva sabe os motivos e a sua missão, pois a quem muito é dado, muito será exigido. A elevação difere do comando, estar no ápice como atividade política de sustentação da ordem, não quer dizer que se encontrou o caminho, diz apenas que há necessidade de uma cabeça e que a cabeça pode ser apenas uma forma de proteger o conhecimento, de agregar, de permitir que se encontre aquele que imergiu e, depois de conhecer o recôndito de si mesmo, elevar-se aos objetivos que transcendem o entendimento desse mundo. Como uma grande batalha, onde somente um será o vencedor, assim nos procedemos na busca da verdade necessária. Só um ascenderá e esse um, mesmo ele, não saberá quem é. Somos de uma realidade, vivemos uma dimensão e nos estruturamos segundo o modelo dessa dimensão. Os nossos registros são telas mentais construídas a partir dessa dimensão, qualquer outra – que sabemos existir – não será alcançada pelos olhos e conhecimentos dessa dimensão. Assim como a onda transpassa a partícula, a energia supera a matéria e a verdade necessária se impõe perante a verdade contingencial. É pela natureza da essência que a Ordem subsiste e não será pela impureza prosélita que permanecerá. Pois o livre-arbítrio é o que, nas palavras de Giambatista Vico, nos impulsiona ao progresso e à barbárie. No processo de continua aprendizagem acumulamos o conhecimento a partir de imagens, todas as vezes que nos elevamos e aprendemos algo, aquela imagem é associada a outra e a tela se aperfeiçoa, a nitidez nos permite avançar, proporciona novas associações, permite que escrevamos mais e melhor, não há necessidade de pensar, a nitidez da tela proporcionará inúmeras interpretações, cada qual mais ajustada e necessária ao ambiente. O momento atual de compulsão pelo improvável, pelo insano, pelo desprezo e pela volúpia, corroborado pelo alinhamento ideológico que transpassando
NÃO VOU FALAR SOBRE RACISMO E SIM SOBRE HISTÓRIA.

A vivência na Europa, em período recente da humanidade, permitiu-me a mim, entender um pouco mais sobre a história das colonizações como um processo de exploração econômica. Não se iluda, em momento algum se tratou de um processo de ocupação para povoamento, foi e continua a ser dentro de um contexto puramente econômico. Alguém poderá dizer que as colonizações não existem mais e que a minha afirmação está errada. Poderia o ser, se e somente se, na hipótese de ser a abordagem, baseada na ocupação do espaço, ela vai além disso. Quando se trata do pacto mundial pelas migrações, não estamos falando de geração de renda para os países de onde provém aqueles que optam pela migração, como alternativa de vida. É e continua a ser – o pacto mundial pelas migrações – uma colonização para fins de exploração econômica. A maioria daqueles que compõem a corrente migratória é capacitada, no entanto, não vai ser inserida no mercado de trabalho qualificado, mesmo que seja inserida no mercado regular, fará parte da classe de serviços gerais não qualificados, ou seja, trabalharão nos restaurantes, bares, cafés, hotéis e serviços marítimos de travessias – os chamados navios de cruzeiros. Se alguém falar que trabalharão na construção pesada, estes certamente terão um salário melhor – é um serviço qualificado. O processo da exploração econômica qualificada, funciona com base na situação nativa, primeiramente os nativos do próprio país, depois os nativos da Europa Ocidental, em seguida os nativos da Europa Oriental, para em sequência os melhores qualificados brancos e só depois os melhores qualificados não brancos. O resto não conta. Os serviços da previdência social dos países europeus sabem que um trabalhador migrante qualificado tende a buscar melhores oportunidades e, portanto, vai gerar receita para os cofres previdenciários e raramente gerará despesas. Em muitas situações – observação própria da realidade – os migrantes não são registrados e a polícia administrativa dos órgãos trabalhistas faz vistas grossas. O nativo geralmente tem direito a determinado valor salarial, os não-nativos registrados outro valor e os migrantes, a par de um argumento de solidariedade e preocupação no acolhimento, além do não-registro funcional, recebem bem menos. Quase todos os países europeus que partiram para colonizações, como atividade de exploração econômica, tinham colônias na África Subsaariana, ou seja, onde há a incidência da raça negra. Para esses países o contato e as relações sociais com os negros fazia parte da vida em sociedade, mesmo que infelizmente, na forma como cativos. A raça negra fez, faz e continuará a fazer parte da formação da população daqueles países europeus e de suas ex-colônias, com exceção de um país: a Espanha. Infelizmente a Espanha é um país que não tem relação com a raça negra como formação da sua população endógena. Isso é visual, basta andar pelas ruas da Espanha, ou avance para mais distante e veja a quantidade de negros que existem nas ex-colônias espanholas na América. O máximo de miscigenação que ocorreu na Espanha, decorre dos séculos de ocupação moura. A Espanha é um conjunto de regiões com línguas nativas diversas, com uma língua oficial imposta e com viés antagônico em relação a eles próprios, onde o referencial de uma determinada região é uma afronta a outra e a adoção de ícones de forma negativa ou pejorativa é uma das manifestações da realidade da Espanha. Nem todos os espanhóis pensam assim, no entanto, a história demonstra o que vivenciamos nesse momento histórico e reforçando: NÃO FALEI SOBRE RACISMO E SIM SOBRE HISTÓRIA.
Ao Tio Adelfo – Uma homenagem póstuma.

Um dia eu me levantei e percebi que tudo quanto eu mais amava deixou de existir. Não existe mais materialmente, virou energia, a mesma energia que no café da manhã na minha casa, se transformava num dobrado. A energia que relatava com pormenores os fatos da vida e os vivia intensamente. A energia que era sempre gratidão, nunca se revoltava ou o mal dizia, esperava e acreditava que algo seria melhor, é apenas o momento, não é a rotina. A energia que agradecia a cada momento ao Criador e que amava a cada um dos seus. A energia que cresceu, batalhou, recebeu, ajudou, se fez presente e nunca se esqueceu de nós. A energia que brincava, sorria, cantava, tocava o seu instrumento e em essência, encantava. A energia que mesmo não completamente amparada – não falo da sua esposa, era alegre, pensava e agia de forma positiva. A energia que relatava os tempos passados, falava de amor e procurava entregar o que de melhor havia em seu coração. A energia que nunca será esquecida e enquanto um de nós, que convivemos com ele, se lembrar, estará presente em nossas memórias, nas nossas alegrias e nos nossos corações. Hoje meu tio Adelfo, levantei-me e só há uma palavra a dizer – saudade. Meu tio Adelfo, aplaine os nossos caminhos, faça o que sempre fez, deixe o ambiente com o mesmo amor, paz e graça que dedicou aos seus pais, irmãos, filhos, sobrinhos, cunhados e sogros e de forma diferenciada o seu padrasto e irmãos de criação. No meu coração, a luz da sua presença nunca se apagará, porque a Estrela que me guia é o Amor que demonstrou em toda a sua vida. Te amo meu tio, jamais me esquecerei de ti. Que Deus conforte o coração de todos nós e nos proporcione a paz e o entendimento do que se passa neste momento. Essas são as palavras que o seu sobrinho, Carlinhos da Maria do Galdino, encontra para agradecer o pouco tempo de convivência e as alegrias das memórias que se farão presença. Deus é conosco.
A Coragem do Jornalista!

João Bosco de Castro, Jornalista Profissional — Registro MG 6788 MTbE.
MÃE FANTÁSTICA!

João Bosco de Castro. À sempre-viva Maria Ramos de Castro, minha Mãe! O Rosto de Mamãe palpita em mim!Sua Sabedoria: Luz da Ética─ Amansia do Não, Farol do Sim! ─:Energia do Amor, com voz poética! Mãe ─ domínio do aqui e do sem-fim ─,Sua sábia Lição, firme e profética,É sublime Riqueza (ouro e marfim…),Sem a qual não existo! Catequética Mão ─ polegar bendito, Fonte SantaDo Sublime Fazer-Bem: Luz e Ser,Mesmo longe das tretas da Gramática… Sua Escola de Vida até suplantaO primor de meus Mestres: bom Saber!Você inda me ensina, Mãe Fantástica!… Bom Despacho-MG, 14 de maio de 2023,
GONTIJO: ORIGEM DO NOME DE FAMÍLIA

Carlos Alberto da Silva Santos Braga Contato: carlosbraga1962@gmail.com Sou natural da cidade de Bom Despacho, Estado de Minas Gerais, no Brasil e residi na cidade de Braga, Portugal no período de fevereiro de 2016 a outubro de 2022, oportunidade em que fiz uma pesquisa sobre a História da Família Braga da Silva. A história da construção do nome e a cidade de Bom Despacho no Estado de Minas Gerais no Brasil, (BRAGA, 2023). Na referida história relato sobre os topônimos – ou seja, tem origem num nome geográfico, refere-se a um lugar – e os antropônimos – ou seja, é um nome próprio ou nome de batismo, como os nomes ligados à minha família: Rodrigues, Braga, Silva, Couto e Freitas. Viajando pela Península Ibérica, me debrucei sobretudo na história das cidades da Galícia Romana: Braga, Astorga e Lugo e as dimensões das fronteiras daquelas possessões Romanas resultantes do processo de urbanização e criação das cidades citadas que ocorreram nos anos de 16-15 a.C. O curso d`água principal naquela região, que foi de domínio romano, é o Rio Minho, cuja nascente é num pedregal de rochas glaciares denominado de Pedregal de Irimia, na Serra da Meira no Concelho homônimo, naquela parte da Galícia, na Espanha, (BRAGA, 2022). A fronteira sul da Galícia Romana com a Lusitânia vai ser o Rio Douro, (CORREIA, 2020). O idioma oficial da Galicia é o galego, há uma obra do linguista Fernando Venâncio, intitulada: Assim Nasceu uma Língua, onde de forma suave narra o nascimento da língua portuguesa a partir da junção de múltiplas influências – dos celtas aos árabes, passando pelo alemão, indo mais longe ao pôr o português como descendente direto do galego e não o latim. Na convivência com a língua portuguesa, em Portugal e nos países de língua oficial portuguesa, com independência tardia, podemos perceber a sonoridade da língua e a sua entonação própria como a ênfase germânica – seca, diferentemente de nós brasileiros, onde a entonação é mais próxima do francês – mais arrastada, o que nos leva, em alguns casos, à não compreensão adequada do que se está falando. Historicamente a proximidade entre os povos da Galícia Romana, sejam em Portugal ou na Espanha, vai subsistir mesmo com o fim da ocupação romana e ter continuidade com a ocupação dos Suevos e Visigodos, povos germânicos, que influenciaram na língua e na formação das características físicas dos povos. Ainda hoje, quando se refere à uma pessoa branca, de cabelos claros e olhos claros, se diz que é um Galego. Os conselhos de Braga em 561 e 572 fornecem muitos detalhes sobre a Igreja durante a presença Sueva. O terceiro concílio de Braga em 675 e o décimo Concílio de Toledo (656) iluminam a ação da Igreja no Reino Visigótico hispânico após a conquista dos Suevos em 585. Para além do fim do Reino Suevo em 585, a Igreja continuou com muito vigor sob os visigodos. (DIAZ, 2011 apud FERRERO, 20–) A Hispânia era toda a região onde hoje conhecemos como Península Ibérica, o que ocorreu a partir da reconquista da península por Caio Júlio César Augusto no ano 38 a.C., foi a divisão em várias províncias e a parte noroeste recebeu o nome de Galécia Romana, (CORREIA, 2020). Posteriormente com a expansão do cristianismo, o Arcebispado Primaz da Hispânia, se estabelece na cidade de Braga em Portugal, onde se mantém até os dias de hoje. Sendo o seu Arcebispo, na época do Couto de Braga, Senhor da diocese Primaz da Hispânia, (SOARES, 2011, p. 539). Uma das características do idioma Galego é a não utilização da letra “J”, que vai ser substituída pela letra “X”, assim a grafia da palavra hoje, é hoxe, de José, é Xosé, de Javier, é Xavier – daí deriva o nome de família do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, nome que se mantém no português, haja visto a Galícia, como formação histórica ser um território cujas fronteiras eram o rio Douro. Não apenas a grafia com a letra “J”, em Justiça, grafada com Xustiça, vai ser substituída pela letra “X”, acontece também com as palavras escritas com a letra “G” e com o som de “J”, como em Gerais, que se escreve Xerais. De forma cômica na grafia de Gente, se escreve Xente, Oh Xente!. Ou ainda, Girar, que se escreve Xirar. Em viagens pela Espanha, em locais onde não se fala o Galego, a Prefeitura, no Brasil, cujo homônimo em Portugal é Câmara Municipal, é conhecida como Junta e na Galícia como Xunta, o Diário Oficial da Galícia é produzido pela Xunta de Galicia, (XUNTA DE GALICIA, 2023). Toda essa narrativa se tornou obrigatória para esclarecer um dado sobre a origem de um nome de família muito comum na minha cidade, esse nome tem uma relação de muitas memórias de infância, pois emprestava o nome à uma fazenda aonde sempre ia nas minhas férias escolares, que está situada quase no centro da cidade de Bom Despacho e na entrada de um bairro, conhecido como vila e com o mesmo nome. É o nome Gontijo. Algumas pessoas dizem que é um nome de família com origem geográfica proveniente da Espanha, inclusive, uma obra publicada como Dicionário das Famílias Brasileiras, o diz. Outros o mencionam como origem na cidade de Braga, Portugal na Freguesia de São Victor e outros ainda, mencionam um local chamado Dume, em Braga, Portugal. Sem nos ocuparmos dos nomes das primeiras pessoas a utilizarem o nome de Família Gontijo, vamos nos ater ao essencial, que se manifesta em afirmar sobre a origem geográfica do nome Gontijo. Para quem não teve a oportunidade de conhecer adequadamente a Galícia e a história da formação daquele território a partir dos aspectos econômicos, políticos, sociais e religiosos, é muito fácil correlacionar a utilização do termo galego e hispânia como sendo apenas território espanhol. Não o é, a sede do Arcebispado Primaz da Hispânia é em Braga, Portugal, desde tempos Galécios, (ARQUIDIOCESE DE BRAGA, 20–). A correlação galega e hispânia ao território apenas da
Minas Gerais homenageia o Alferes Xavier!

Nesse 21 de abril de 2023, comemorou-se, mais uma vez, o dia da morte do Alferes do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais (RCMG). Realizaram-se, em diversas localidades brasileiras, muitas homenagens ao inesquecível Soldado-Herói Brasileiro. De igual modo, as Minas Gerais homenageia o Alferes Xavier! Homenagem da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). O Alferes Xavier, que serviu no RCMG, foi homenageado pelos colegas de farda. Participaram, mais uma vez, das atividades operacionais protetivas do Povo Mineiro, que tem a PMMG como um de seus valiosos patrimônios. Participaram, também, das diversas cerimônias memorativas , nas diversas localidades mineiras. O Comandante-Geral da PMMG — Coronel PM Rodrigo Piassi do Nascimento —, expediu Nota Oficial alusiva ao Alferes Xavier. Lembrou aos seus comandados que o ato heroico do Alferes deve ser honrado: Homenagem do Governo do Estado de Minas Gerais (GEMG). A cerimônia oficial foi realizada, em Ouro Preto, em dois momentos, conforme destacado no Portal do GEMG: […] “O primeiro, na Praça Tiradentes, foi marcado pelas honras militares. Reverenciando a memória de Tiradentes, Zema e o ex-presidente, Michel Temer, homenageado de 2023 com o Grande Colar, depositaram uma coroa de flores junto ao monumento à Tiradentes.” […] O segundo momento foi marcado pelas condecorações no centro de convenções da Ufop. Além do Grande Colar, foram entregues 170 condecorações: 40 Grandes Medalhas, 58 Medalhas de Honra e 72 Medalhas da Inconfidência. […] Durante o seu discurso, Zema afirmou que a cada vez que retorna a Ouro Preto para deixar a coroa de flores no busto de Tiradentes e entregar a Medalha da Inconfidência, ele aprofunda o senso de dever e de responsabilidade de ser um defensor da liberdade.[…] Veja, em seguida, o vídeo — Semana da Inconfidência Mineira — publicado pela PMMG. Fonte: Imagem e Vídeo.
A quarta geração de Tiradentes

No dia de hoje, 21 de abril, data em que se comemora o Suplício do Protomártir da Independência do Brasil e ícone da Inconfidência Mineira, fiz uma visita à Maria Amélia Gonzaga Braga, a quarta geração de Tiradentes após o salgar a casa. Salgar a casa, nos dizeres de Costa Val e Viana (2008), é por sua vez uma simbologia de não permitir que sobressaiam vestígios do condenado e de seus atos, ressaltados pelo erguimento dos padrões que representavam a condenação. Após a condenação de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, pelo Tribunal de Alçada, nos termos da sentença aplicou-se o salgar a casa, o apagamento da memória do supliciado. Com o apagamento da memória, não há que se falar em herdeiros e, conforme o direito da época os bens passariam ao Estado, o Juízo do Fisco e da Inconfidência, foi instaurado para se fazer o levantamento dos bens do supliciado. Não era mais permitido usar o nome XAVIER pelos descendentes de Tiradentes, os quais passaram a assinar o nome GONZAGA. A família GONZAGA fixou residência na localidade da Boa Vista, atualmente um distrito do município de Martinho Campos, próximo aos Rios Lambari e Capivari, na bacia hidrográfica do Baixo Rio Pará. Uma das mulheres da família Gonzaga contraiu matrimônio com um dos homens da família Braga da Silva, que residia na trabanda do Rio Capivari em Córrego Areado e Barreiro no município de BomDespacho. O nome da mulher é Maria Amélia Gonzaga Braga, esposa do meu primo José Braga Sobrinho, filho da minha tia Alice Braga da Silva. Na pessoa de Maria Amélia Gonzaga Braga, fica a minha reverência e respeito ao nome TIRADENTES.
FÉ – CRENÇA OU CONVICÇÃO?

Marcílio Fernandes Catarino (*) Apresentar uma reflexão sobre a FÉ é, sem sombras de dúvidas, uma enorme ousadia para quem, como eu, está apenas a balbuciar as primeiras letras do alfabeto espiritual. Esse extenso e profundo assunto, que está muito além dos nossos sentidos físicos, foi registrado na literatura espiritualista através de estudos e tratados da lavra de eminentes e inspirados pensadores. Obviamente, para os propósitos desta reflexão que ousamos apresentar, faremos uma brevíssima abordagem sobre o tema, para ensejar um melhor entendimento do texto e sua finalidade. Para os cristãos, de modo especial e particular, o significado da FÉ adquire conotação mais profunda, pois não se trata tão somente de ACREDITAR, mas de CERTEZA sobre aquilo em que se crê. Em Hebreus 11:1 está registrado: “Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se veem”. Em Habacuque 2:4 e Romanos 1:17, encontramos: “… O justo viverá pela fé”. (destaques nossos) A motivação que nos levou a esta reflexão sobre o tema, teve origem em observação pessoal ao longo últimos anos, em que via manifestações de inúmeros “cristãos”, ao bater no peito e bradar com eloquência, num pretenso arroubo de fé: “não se preocupem, Deus está no controle”, ou “não temam, Jesus está no comando”. No entanto, esses mesmos “cristãos”, ao primeiro encontro com as adversidades da vida, em que viram ameaçadas a sua estabilidade social e política, a sua segurança pessoal, material, econômica e financeira, ou até mesmo por questões ideológicas, são os primeiros a caírem em desespero, a soltarem imprecações e apontarem os dedos para todos os lados, à procura de culpados. Colocam-se sempre na posição de vítimas de tudo e de todos. Que tipo de fé é essa que dizem professar, questiono? Invariavelmente, partem para as críticas ácidas, a fazerem julgamentos, na maioria das vezes distorcidos da realidade fática, cujas nuances desconhecem, buscando alhures as causas de seus infortúnios. Talvez, quem sabe, apenas para a satisfação do seu ego inflado, ou atraírem a comiseração social. No afã de demonstrarem um conhecimento que de fato não possuem, se lançam nas redes sociais divulgando textos/notícias e vídeos de autoria e origens duvidosas, muitos dos quais falsos, que a própria natureza, redação e forma de divulgação por si sós revelam. Atitude que contribui tão somente para com a disseminação da dúvida, do desalento, do medo, do pânico e da cizânia, no meio social em que vivem; a incitar a revolta, o ódio e o esmaecimento da fé naqueles que, apesar de tudo, a mantém viva em seus corações. Incapazes sequer de imaginar a extensão do mal que estão alimentando, seguem formando à sua volta uma egrégora extremamente destrutiva, com a qual alimentam e potencializam as investidas e os propósitos macabros dos Senhores da Escuridão. Creio firmemente que aqueles que carregam dentro de si a FÉ verdadeira, de que o Criador Supremo está no controle de tudo e que o Rabi Nazareno é o timoneiro do barco da Vida, não têm por que se desesperar, se revoltar, ou a que temer. Por compreendem, finalmente, que a realidade em que vivem nada mais é do que a colheita obrigatória da semeadura infeliz feita ao longo da vida. Com todo o respeito às naturais divergências – que certamente surgirão – entendo que, muito mais do que um recurso de retórica, a fé verdadeira se sustenta e se revela nas atitudes e se demonstra, efetivamente, não nos momentos de paz e benesses, mas nos torvelinhos das dores e adversidades, quando tudo parece perdido. (*)Coronel Veterano/PMMG – Aspirante 1970
Segunda Feira Literária de Bom Despacho.

A Secretaria de Cultura e Turismo — da Prefeitura Municipal de Bom Despacho-MG realizou a Segunda Feira Literária de Bom Despacho. A exemplo do que foi registrado pelo Ponto PM, o Evento Literário e sociocultural de elevado nível aconteceu, na manhã festiva deste 15 de abril de 2023, no Mineirinho da Praça da Matriz de Nossa Senhora do Bom Despacho. Ali, os participantes tiveram a oportunidade de apreciar a Arte da Metáfora Escrita da Bacia do Picão e prestigiar diversos Escritores Bom-Despachenses. 0 Senhor Coronel PM João Bosco de Castro, Acadêmico-Presidente da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano – MesaMariano e Curador do Prêmio Coronel Alvim, aproveitou a oportunidade para agraciar-me com o Diploma de Prócere Magistral em Ciências Militares da Polícia Ostensiva. O Referido Diploma é a Chancela de Notório Saber Ciências Militares da Polícia Ostensiva, com suporte no Parecer número 1295/2001, da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE). Acompanhando o diploma, recebi de igual modo a Medalha dele homônima e a respectiva réplica. A premiação é consequência do reconhecimento do meu livro: História (In)completa da Academia de Polícia Militar de Minas Gerais: Símbolos, Ideais e Conhecimento, considerado Obra de excelência e importância para o desenvolvimento e consolidação das Ciências Militares da Polícia Ostensiva. Participaram da premiação: 1 – O Senhor Coronel PM João Bosco de Castro, Acadêmico-Presidente da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano – MesaMariano e Curador do Prêmio Coronel Alvim, e Gestor Principal do Espaço Camões: Oficina de Saberes Letras e Artes da cidade de Bom Despacho, Estado de Minas Gerais; 2 – A Senhora Beatriz Campos de Paulo e Castro, esposa do Presidente do Sodalício e Confreira MesaMariano, que na Sessão Solene do Sodalício recebeu o Premio em meu nome, procedendo a entrega do Diploma à minha pessoa; 3- A Senhora Juliana Jaber, vice-prefeita da cidade de Bom Despacho, que procedeu à entrega da Medalha homônima ao Diploma, e 4 – A minha esposa Rosângela Maria Ferreira Silva, que procedeu à aposição da réplica da Medalha. Carlos Alberto da Silva Santos Braga. Acadêmico-Correspondente da Academia Maranhense de Ciências Letras e Artes Militares.
