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ACONTECEU NA ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

Quando da realização do seu Curso de Administração de Polícia, nos Estados Unidos da América, no ano de 1963, o Coronel José Ortiga a partir de uma visão holística da formação de Polícia Militar, referiu-se ao Departamento de Instrução (DI) da Polícia Militar de Minas Gerais como “Military Police Academy”. Visão que se materializou através da Lei nº 7.625, de 21 de dezembro de 1979, onde não o Departamento de Instrução (DI), mas a sua evolução, a Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Oficiais (EsFAO), da Polícia Militar de Minas Gerais, passou à denominação de Academia de Polícia Militar (APM), naquela oportunidade o seu Comandante era o Coronel Dorgival Olavo Guedes Júnior. Não apenas transformar-se na Academia de Polícia Militar, mas evoluir para algo maior, já pensado no ano de 1975, onde o ingresso no Curso de Formação de Oficiais (CFO) se daria apenas para os possuidores do ensino de 2º grau, atual ensino médio. No entanto, tal requisito, efetivamente só se tornou condição obrigatória para os ingressos no Curso de Formação de Oficiais, Período Profissional, do ano de 1979, com a primeira turma formada no ano de 1981, com a duração do curso em três anos. No ano de 1977 aconteceu o primeiro ano do Curso de Formação de Oficiais, Período Básico, com os ingressos possuindo apenas o 1º grau completo e realizando os estudos de 2º grau em dois anos e, posteriormente, ingressando no Período Profissional, juntamente com os possuidores do ensino de 2º grau, selecionados para ingresso em 1979 e com formatura no ano de 1981. Cumpriram-se as determinações legais, já expressa na legislação da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, do ano de 1970, que definia que as funções de oficial da Polícia Militar eram de nível superior da Administração Pública. Era preciso avançar, não apenas exigir o ensino de 2º grau, era necessário que a formação decorrente do Curso de Formação de Oficiais (CFO), atendesse aos requisitos do sistema civil de ensino e através do Parecer nº 237/83, do então Conselho Federal de Educação, reconheceu-se a equivalência aos cursos superiores de graduação, para efeito no sistema civil, a partir de 1970, do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. Isso aconteceu no dia 10 de junho do ano de 1983, através de um despacho do Gabinete do Ministro da Educação e Cultura. Naquela oportunidade o Comandante da Academia de Polícia Militar era o Coronel José Braga Júnior. A retroatividade dos efeitos do Parecer nº 237/83, do então Conselho Federal de Educação, foram dirimidos pelo Parecer nº 624/85, do então Conselho Federal de Educação, que alcançou os formandos do Curso de Formação de Oficiais a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, turma de Aspirantes de 1973. O Parecer nº 237/83, do então Conselho Federal de Educação, eleva a Academia de Polícia Militar ao patamar de Instituição de Educação Superior e não apenas uma Instituição de Ensino Superior. Seu principal curso, naquele momento, um curso com reconhecimento e equivalência aos cursos superiores de graduação, para efeito no sistema civil, cumpre o papel de proporcionar status e alcances múltiplos, pois ao ser reconhecido como curso superior de graduação, permitiu a aplicação da Resolução nº 12/83, do então Conselho Federal de Educação, permitiu a hipótese de se elevar os cursos de Aperfeiçoamento de Oficiais e Superior de Polícia, ao patamar de pós-graduação lato sensu. A Academia de Polícia Militar, através do Curso de Formação de Oficiais, Período Básico, fornecia o ensino de 2º grau. Através do Curso de Formação e Oficiais, Período Profissional fornecia o ensino de 3º grau. Através dos Cursos de Aperfeiçoamento de Oficiais e Superior de Polícia, fornecia o ensino de 3º grau como especialização. Através dos demais cursos livres para oficiais, fornecia o ensino de 3º grau como aperfeiçoamento. Através dos diversos cursos de formação de praças e dos demais cursos livres para as praças fornecia o ensino profissionalizante da atividade de segurança pública. A Academia de Polícia Militar, através das diversas ações junto à comunidade e eventos acadêmicos e desportivos voltados para o público interno e externo, proporcionava as atividades de extensão, na sua relação com a comunidade e públicos-alvo. A Academia de Polícia Militar, para cumprir o seu papel de irradiadora de doutrina e divulgação da capacidade intelectual dos seus membros, na interpretação da máxima de que o valor agregado da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, é o capital intelectual dos seus homens e mulheres, durante o Comando do Coronel José Braga Júnior, sob a égide do Chefe da Divisão de Ensino daquele educandário, Major Euro Magalhães, recria, com o número 1, em 1983, a Revista “O Alferes”, que fora criada pela Resolução nº 628, de 30 de janeiro de 1979, assinada pelo Comandante-Geral da PMMG, Coronel Carlos Augusto da Costa. Tudo que se possa dizer e contestar, perpassa pelo dia 10 de junho de 1983, pois aconteceu na Academia de Polícia Militar, no seu dia mais significativo, o dia em que se eleva a Academia de Polícia Militar à condição de Instituição de Educação Superior e eu estava lá. Foi há poucos meses além de 40 anos.

 HAVERÁ A 3ª GRANDE GUERRA MUNDIAL?

   “Se queres a paz, prepara-te para a guerra” Provérbio Latino  Há alguma causa? No ano de 1919, após o fim da Primeira Grande Guerra Mundial, o economista inglês John Maynard Keynes publicou a sua obra-prima, intitulada: “As Consequências Econômicas da Paz”.  Naquela obra, onde estão abordadas as penalidades impostas aos alemães pelo Tratado de Versalhes, John Maynard Keynes estava ciente de que um cenário crítico, se avizinhava, pois, caso o acordo fosse cumprido à risca, a Alemanha não teria outro futuro senão o de se tornar cada vez mais pobre, gerando ressentimento, raiva e ódio e por consequência, mais conflitos no futuro.  A comunidade internacional fechou os olhos a tudo isso, mesmo impondo condições econômicas pesadas à Alemanha, não se despertou para o soerguimento bélico alemão. Era a Europa, era um dos povos que formaram a nação americana, era a necessidade de fazer crescer a economia, ledo engano, o final todos sabemos.  As análises das Agências de Inteligência das várias nações não perceberam o perigo, os institutos de guerra e as universidades, não perceberam isso, afinal os anglo-saxões, com a sua raça e origens comuns, não poderiam permitir que os seus fossem prejudicados. Mais tarde surge um conceito comum de tudo isso o WASP.  Não, não estamos falando da Alemanha, não estamos falando do WASP, não estamos falando de economia, estamos falando de gente, estamos falando da humanidade!  Existem pretextos, de sobra? Nos documentos originais oficiais, da segunda reunião da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, vamos encontrar a Resolução nº 181, adotada a partir do relatório da Comissão Ad Hoc encarregada da questão Palestiniana.  Citada resolução contém um Plano de Partilha da região conhecida como Palestina. Deve-se ter em mente, que muitos países, hoje com fronteiras definidas, não existiam até poucos anos atrás, seja na Europa, seja na Ásia, seja na África, seja na Oceania, ou ainda, na América. A configuração geopolítica e os limites territoriais, são coisas relativamente recente na história da povos. A título de exemplo, as colônias portuguesas na África, só alcançaram a independência na década de 1970.  O Plano de Partilha da Região da Palestina determinava as suas fronteiras e uma união econômica, com dois Estados e uma cidade em Particular. Um Estado Árabe, um Estado Judeu e a Cidade de Jerusalém. Os Estados não tinham nomes, apenas origem nos povos árabes e judeus.  O Estado Árabe com 45,5% do território, o Estado Judeu com 53,4% do território e os outros 1,1% pertenciam à Cidade de Jerusalém, por ser ela a sede comum das três grandes religiões monoteístas. O judaísmo com o seu livro: Torá; o cristianismo com o seu livro: Bíblia; e o islamismo com o seu livro: Corão.  Rapidamente o fluxo migratório e de capitais, permitiu que o Estado Judeu fosse implantado, permitiu crescer o capital intelectual e a ocupação das áreas definidas pela ONU. Havia povo, território, nação e soberania, o Estado Judeu estava instalado nas terras demarcadas pela ONU.  O Estado Árabe, não sabemos com qual propósito, não se instalou. O certo é que o Islamismo tem separações radicais, desde a sua essência, entre xiitas e sunitas. São questões próprias deles, assim como o são entre Cristãos católicos, protestantes, cooptas e várias outras designações do mesmo ramo do Cristianismo.  As religiões, muito mais do que a simples palavra escrita nos seus livros sagrados, carregam outros sentimentos mais profundos. A Torá não é apenas um livro religioso, é um livro de Estado, assim como O Corão. Ambos carregam não só a religião, mas o sentimento de família, propriedade e Estado. Sentimento que não se expressa no Cristianismo.  Durante a ocupação árabe mulçumana na Península Ibérica, séculos VIII a XV, os mulçumanos permitiam aos cristãos e judeus três hipóteses: se converter ao islamismo; morrer pela crença; ou pagar o dízimo e continuar a praticar a sua religião. Após a expulsão dos árabes mulçumanos, os cristãos, no movimento de purificação, permitiam apenas duas formas de convivência: morrer ou se converter.  Assim o foi com os judeus e com todos os demais não cristãos. Surgiram os Cristãos-novos. Há na cidade de Tuí, na Espanha, às margens do Rio Minho, um local onde até hoje existem as placas dos judeus convertidos, trata-se da Oficina de Turismo de Tuí. Uma analogia à passagem do Anjo, onde as soleiras das portas deveriam estar lavadas com o sangue, as placas que não estavam marcadas de vermelho, os seus moradores não eram convertidos e deveriam morrer.  A utilização da imagem religiosa é uma apropriação comum a todas as religiões monoteístas. Assim o foi para os judeus, assim o foi para os cristãos e assim o é para o Islamita. O que difere são as formas de propaganda. A máquina de doutrinação. Vão se valer de instrumentos para justificar as ações do Estado de Israel, coisa desnecessária, não há nada de novo em massacrar povos, basta ler os livros sagrados das religiões monoteístas. Os povos não diferem, o tempo é linear, mas o tempo da humanidade é cíclico. Giambattista Vico já o disse e, eu, já o citei vária vezes.  A humanidade está doente e os agentes oportunistas vão se valer da doença para atacar. O universo se reproduz no ambiente macro e micro, são corpos, sujeitos às mesmas leis.  Quais são os erros? Quem errou? A humanidade errou. Os serviços de inteligência erraram. Os governantes erraram. O povo errou, o povo elegeu ou permitiu que o governo lá esteja. Todos erramos e continuaremos a errar. Perdemos a nossa concentração difusa.  Estamos superalimentados por informações desnecessárias e não nos prendemos ao essencial: a manutenção da vida humana no planeta. Guerra também é uma afronta à Ecologia, mata aquele que foi criado para dar significado ao planeta.  O homem nunca acabará com o planeta Terra, o planeta sobreviverá mesmo estéril, faz parte de um arranjo que um dia colapsará, mas não pela vontade do homem, outros animais continuarão a viver.  Considerações finais Voltando à Guerra, ao oportunismo, ao descaso com a humanidade, aos erros dos serviços de inteligência e,

V ENCONTRO NACIONAL DAS ACADEMIAS DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES.

No período de 3 a 5 de outubro próximo-passado, foi realizado, em Brasília-DF, o V ENCONTRO NACIONAL DAS ACADEMIAS DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES. O Evento Foi patrocinado pelas Academias de Letras, Ciências e Artes do Brasil (ALCABs) e a Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA). A ilustre Escritora Gacy Simas, da Academia de Letras do Brasil, Seção Distrito Federal, ALB – DF, conduziu brilhantemente as atividades desenvolvidas. Às atividades programadas, compareceu o Major Veterano Carlos Alberto da Silva Santos Braga, da Polícia Militar de Minas Gerais e Acadêmico-Correspondente da Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares – AMCLAM. Carlos Braga, que é articulista do Espaço Virtual PontoPM, participou daquele Sodalício, por honra e deferência do Senhor Acadêmico-Presidente da AMCLAM, representando a mencionada Academia Maranhense. Na reunião plenária do Comitê Nacional com Comitê Estadual e convidados, após o Credenciamento, decidiu-se sobre a realização dos próximos eventos. O de 2024, ocorrerá, na cidade de São Paulo-SP, nos dias 18/19/20 Outubro, e o de 2025, com data a ser definida, será no Estado do Paraná. Ficou decidido, naquele plenário, o período de 3 dias sequenciais, para a realização de ambos os eventos. A Abertura oficial do encontro de Brasília-DF, foi abrilhantada com a Palestra Magna: O desafio das Letras, Ciências e Artes frente às futuras gerações. Proferida pelo Insigne Jornalista e Escritor Marcos Linhares, evidenciando: a importância de todos os membros de uma Academia estarem presentes no lançamento das obras dos demais confrades e confreiras, bem como conhecê-las, o que torna público o lançamento e a dimensão da obra; A questão do Chat GPT e os prejuízos para a propriedade intelectual; A necessidade e o compromisso das Academias na indicação de novos escritores, inclusive os pequenos e futuros escritores; A independência financeira e a disponibilidade de recursos públicos para financiamento das atividades, argumentando que o foco das Academias é a produção intelectual nacional, assim seus patronos devem ser escritores da terra ou da nacionalidade. No dia 04 de outubro, as atividades foram marcadas por significados e objetivos diferenciados, que se sucederam através de: mesa-redonda – O papel das Academias de Letras nos dias atuais.Mediadora: Professora, advogada e escritora Basilina Pereira; palestra – Formação de leitores no mundo digital. Palestrante: Pedagogo e Mestre em educação Rodolfo Medeiros Cunha Fortes; oficina I: Introdução ao Haicai. Oficineira: Presidente da ALT/PR Escritora Lucrecia Welter; e oficina II: Escrita criativa em Cordel. Oficineiro: Mourão. Além de atividades musicais e lançamentos de livros. Na quinta-feira, dia 05 de outubro, foi realizada a mesa-redonda: O mundo e a futura geração de escritores e de leitores. Atuou como mediadora a Dra. Vânia Diniz, Escritora, Poeta e Humanista. Nessa atividade acadêmica, houve a participação especial do Escritor Roberto klotz, que já conquistou mais de 30 prêmios literários. Durante a mesa-redonda, o Major Veterano Carlos portou a réplica da Medalha relativa ao Prêmio Coronel Alvim de Menezes. Tal Comenda materializa e Chancela o Notório Saber das Ciências Militares da Polícia Ostensiva. Foi conferida, no ano de 2023, pela Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano – MesaMariano.    

LANÇAMENTO DO LIVRO POLÍCIA E FUTURO

Lançamento do Livro: Polícia e Futuro – Identidade Orientada Para Cenários e Desenvolvimento Organizacional.  Conforme anunciado neste PontoPM, no dia 28 de setembro de 2023, das 19h30 às 23h, foi realizado o lançamento do livro Realizado no Salão Diamante do Clube dos Oficiais Militares Mineiros COMM), o autor Sérgio Henrique Soares Fernandes contou com apoio da Liderança executiva da entidade e de vários membros da Academia de Letras João Guimarães Rosa (ALJGR). Familiares e amigos e muitos colegas de Farda, da ativa e veteranos, prestigiaram aqueles momentos alegres de encontros e reencontros. Sobre a organização do acontecimento e singularidade da obra para os policiólogos mineiros, falou o Presidente do Clube dos Oficiais — Coronel Veterano José Guilherme do Couto e agradeceu as distintas presenças de membros das lideranças do Corpo de Bombeiros Militares e da Polícia Militar, Instituições Militares Mineiras. Sérgio Fernandes manifestou sua alegria pela nova conquista e por ter sido privilegiado pelo público presente. Seguiram-se os momentos com músicas, ao som dos violinos, bate-papos amigáveis e autógrafos de Sérgio Fernandes. Opiniões descritas na Obra lançada. O prefácio do Novo Livro de Sérgio Fernandes coube a — Nuno Caetano Lopes de Barros Poiares —, Prof. Doutor e Oficial Superior da Polícia de Segurança Pública de Portugal. Num primeiro momento, o prefaciador afirma que a obra é produto de uma investigação que foi desenvolvida enquanto requisito parcial para a obtenção do grau acadêmico de doutor em História, Estudos de Segurança e Defesa pelo prestigiado Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL).  As manifestações descritas na segunda capa são da autoria de Ricardo Balesteros e Rodrigo Foureaux. Segundo o ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, o estudo realizado por Sérgio Fernandes, é transversal multidisciplinar, pois transita por diversas áreas do conhecimento e emerge como uma importante contribuição para as Ciências Policiais. O nominado Juiz de Direito descreveu que a obra é de alta vali para policiais em todo o mundo, pois, conforme apurado pela própria pesquisa, “o ser policial possui uma cultura universal e não tem fronteiras”. A Equipe do Ponto PM aplaude e endossa as manifestações faladas e descritas sobre — e na — Obra lançada. Estima muitos sucessos ao Amigo e Escritor Sérgio Henrique Soares Fernandes. São extensivos aos leitores de Polícia e Futuro: Identidade Orientada Para Cenários e Desenvolvimento Organizacional. Veja, em seguida, as imagens dos momentos marcantes do lançamento do Livro.

LANÇAMENTO DO LIVRO: POLÍCIA E FUTURO

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Polícia e Futuro: Identidade Orientada Para Cenários e Desenvolvimento Organizacional é o novo Livro de Sérgio Henrique Soares Fernandes. Premiado Policiólogo é Coronel Veterano da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Publicou também o Livro Fundamentos do Planejamento Prospectivo Aplicados à Polícia Militar. Na PMMG, Sérgio Fernandes realizou os Cursos de Graduação e Pós-graduação, em Segurança Pública e Gestão Estratégica de Segurança Pública, na Academia da Polícia Militar (APM), onde foi Professor e Orientador dos militares matriculados nos cursos citados. É também Bacharel e Mestre, em Administração, e Doutor em História, Estudos de Segurança e Defesa pelo Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE). É Pesquisador Integrado do Centro de Investigação do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ICPOL) – Lisboa-PT. Eis as informações do lançamento do Livro Polícia e Futuro: Identidade Orientada Para Cenários e Desenvolvimento Organizacional: Leia mais informações sobre Sérgio Fernandes: CONHECIMENTO NÃO TEM PÁTRIA. DOUTORANDO NO INSTITUTO UNIVERSTÁRIO DE LISBOA.

STF julga os primeiros réus do 8 de Janeiro.

Publica-se o vídeo de primeiro dia de julgamento do STF. Assim vocês, estimados leitora e leitor, conhecerão todos os momentos do Julgamento dos denominados “golpistas do 8 de janeiro” de 2023. Vamos acompanhar… A despeito de marcar duração de 7h47min9s, tem duas partes. A primeira tem a duração aproximada de 2h20min18s. A segunda parte, inicia-se às 4h27min3s e vai até às 6h, com o proferimento da Sentença do RÉU. Após intervalo, inicia-se, novamente, às 7h  e encerra-se, até às 7h46min18s, aproximadamente. Em consequência, assista, também, ao vivo, o segundo dia de julgamento do STF.

O CONTINGENCIALISMO – O NOVO MODELO POLÍTICO-ECONÔMICO PATROCINADO PELO ESTABELECIMENTO.

Carlos Alberto da Silva Santos Braga Meus caros Leitores e minhas caras Leitoras, apresento a vocês o tema O CONTINGENCIALISMO – O NOVO MODELO POLÍTICO-ECONÔMICO PATROCINADO PELO ESTABELECIMENTO. A minha produção literária é um recorte sobre as relações internacionais, os atores invisíveis e as várias manifestações do conceito de sociedade estruturadas no mundo contemporâneo. É uma ilação construída com elementos empíricos de validação e que aborda o casuísmo e as imperfeições do saber. Está estruturado em oito partes e aborda a economia; a doutrinação; o controle da vida; o poder; a construção do pensamento; a gênese da contradição; a propaganda; e por fim, a apropriação. Convido a todos para nos deleitarmos com os argumentos e esperemos a leitura da última palavra que compõe a última parte dos textos, para nos posicionarmos sobre o tema. Não é necessário ler os textos apenas na plataforma digital, você poderá baixar o arquivo em formato pdf e fazer a leitura na forma como se apresentar mais cômodo a você. Faça um bom proveito.

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES.

Carlos Alberto da Silva Santos Braga Amanheceu. Como todos os dias, como todos os cidadãos do mundo contemporâneo, como todos os homens e mulheres, nos levantamos e nos damos ao luxo de buscar as novas notícias sobre nós mesmos, nossos familiares, nossos amigos, nossa cidade, nosso Estado, nosso País e nosso Mundo. São temas que agradam a cada um, a partir daquilo que melhor impactua no seu humor, nas suas expectativas, nas suas ansiedades, nas suas frustações e sobretudo na sua educação. Educação um tema tão grandioso e ao mesmo tempo tão desprezado, sinto saudades das terras de além-mar, onde as primeiras palavras eram: – “Olá, bom-dia! E então?” – “Com licença, bom-dia! Por favor….” – “Obrigado, com licença, continuação.” – “Cumprimentos, com licença.” Ao abrir os aplicativos sociais do meu smartphone, veem-me uma enxurrada de mensagens. Muitas reencaminhadas, mas que desejam um bom-dia e eu, educadamente, respondo-as com as mesmas imagens ou palavras, ou seja, a quem me enviou imagens, respondo com imagens, a quem me enviou textos, respondo com palavras, a quem me manifestou fé, respondo com fé. Há também aquelas mensagens enviadas, que se revestem de política, de futebol e de problemas da sociedade, para os mais próximos, desejo um bom- dia, para os outros, sou indiferente, creio que estava ativado o modo “robot” e provavelmente ele nem sabe que a mensagem foi enviada. Mas o que fazer? São estas as manifestações da atual sociedade, dessa sociedade contemporânea, que em determinado momento foi rotulada de sociedade da informação e que nada mais é do que a sociedade que replica as informações de interesse do “estabelecimento”, dos algoritmos que tudo fazem para manter as pessoas exatamente no mundo em que elas querem viver. Se o meu mundo é da política contestatória ao governo estabelecido, receberei inúmeras mensagens, já previamente construídas e na quase totalidade não revestida das verdades, para que eu possa me iludir e pensar que o meu modo “robot” de mim mesmo está fazendo a coisa acertada e sigo feliz, escutando o canto dos cisnes. Não sei por que, mas me lembrei da obra A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Se o meu mundo é do entretenimento, esse é o mais fácil de todos, doutrinação e relativização a todo-vapor. Doutrinação e relativização de quem? Para doutrinar e relativizar é necessário que o sujeito conheça o outro lado da moeda, se não o conhece, vem outra obra, O Mito da Caverna, de Platão. Se o meu mundo é o mundo dos esportes, genial, o novo circo, agora com a atualização da tecnologia para retornar aos aspectos invisíveis aos olhos humanos e retornar ao passado, não para corrigir, mas para garantir que os incautos permaneçam ligados ao “estabelecimento”, demonstrem a sua alegria, prendam-se aos conceitos e se mostrem prontos a adquirir produtos, serviços e prazeres inimagináveis. Mais uma obra maravilhosa me veio à mente, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Se o meu mundo é a sociedade, a sua falta de educação, a sua demanda por conhecimento, não há com que me ocupar, os aplicativos fornecem uma imensidade de textos preparados especialmente para você, sobre o assunto que você quiser, você não precisará saber ler, não precisa entender o significado das palavras, as imagens e os sons te encantarão. Não é necessário nada físico, não é necessário um dicionário, você é dono do seu conhecimento e enquanto você trabalha poderá ouvir o seu tema preferido, sentir o conhecimento fluir através de ondas. Não há necessidade de uma biblioteca, um museu, ou mesmo um arquivo físico, digite a primeira palavra e tudo acontecerá, isso o prometo, assim se manifesta o Algoritmo, a fase mais recente do “estabelecimento”. Me cheira a queimado, com certeza é Farenheit 451, de Ray Bradbury. Até aqui, parece-nos, tanto a mim quanto a você, meu leitor ou minha leitora, que só manifestei distopias, que a minha vida é muito presa ao Conhecimento, sim grafado com letra maiúscula, como na língua germânica, para expressar os substantivos, que eu deveria ser mais flexível e não sofrer tanto, afinal estou me valendo dos mesmos aplicativos que os demais se valem. Aí meu caro e minha cara leitora, se manifesta o título do artigo “Para não dizer que não falei das flores”, falarei das flores, sou católico praticante, recebi todos os sacramentos de iniciação, serviço e cura, sim os de cura também, sempre que me vejo numa situação de vulnerabilidade física ou espiritual, não contemplada pela confissão, me valho do sacramento da cura. Realmente a fé é algo que não se discute, vive-se. Não discutir, viver e, assim vivo. O sacramento do batismo me tornou sacerdote, profeta e rei. Justamente por me tornar um profeta, me obrigo a manifestar aquilo que não se encontra estruturado dentro das verdades necessárias, aquelas verdades que existem desde o sempre e fazem fluir o bem, a vida e o amor. São elas que nos elevam da barbárie ao progresso. Para manifestar a preocupação e agir como um profeta, me valho das mesmas ferramentas do mal, mas na estratégia do bem. Aquilo que já está estabelecido não será modificado pela vontade de um, mas pela ação de muitos e não será divulgando mensagens construídas pelo próprio “estabelecimento” que se modificará o todo. As mensagens devem ser construídas com as ferramentas do Conhecimento e não com as ferramentas da mentira. No entanto, querer que pessoas desprovidas de educação encontrem as ferramentas do Conhecimento, é o mesmo que descrever as cores da parede para um cego, não tem significado algum, os demais sentidos que ele utiliza sentem o perfume da rosa, mas não percebem a sua cor; sentem o sabor da maça, mas não percebem a sua tonalidade; sentem o calor do fogo, mas não percebem o brasil, a transformação da madeira em brasas, a cor do cerne do pau-brasil e que deu origem ao nome do nosso País; ouvem o som emitido pelo pavão, mas não veem a beleza da sua plumagem. É óbvio que vivemos um mundo melhor, é óbvio que ocorreram

UMA REFLEXÃO SOBRE O PENSAMENTO DE CARLOS BRAGA

“Ao lutar contra o mal, necessariamente, você utiliza as armas do mal, questão de compatibilidade, no entanto, a estratégia tem de ser do bem. Somente a verdade necessária – aquela que exprime a razão do universo – prevalecerá. CARLOS ALBERTO DA SILVA SANTOS BRAGA” O uso de armas do mal na luta contra o mal poderá ser ética e moralmente defensável, embora discutível na perspectiva da retórica do politicamente correto num mundo cada vez mais social-democrata, esquerdizado e idiotizado. Benjamim Disraeli, escritor, primeiro-ministro inglês na Inglaterra imperialista e fundador do Partido Conservador moderno, terá concitado em alto e bom tom que “o momento exige que os homens de bem tenham audácia dos canalhas”. Certamente na “Solução Disraeli” se admitirá o uso das armas do mal na perspectiva do bem comum e na legítima defesa da verdade universal. Essa solução, aliás, terá peso do “bom combate” das Escrituras e portanto contará com as bênçãos dos Céus, do Criador e do Senhor dos Exércitos. Porém, não será fácil combater os canalhas, segundo duas profecias do melhor frasista brasileiro, o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues… Não será fácil porque os canalhas são muitos e vão dominar o mundo: “Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”… Segundo porque os canalhas hoje estão liderando, são os dominantes e os homens de bem os dominados: “Hoje, tudo é possível, tudo. Há idiotas liderando povos, fazendo história e fazendo lendas.”… A messe é grande e os trabalhadores são poucos. Difícil será retomar a normalidade social, se é que algum dia isso seja novamente possível… Sigo pessimista…

O PROCESSO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL.

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Quando se quer dominar o conhecimento, transformamos todas as formas físicas de produção intelectual em formas digitais, destruímos as fontes materiais e, depois, criamos algoritmos para que as pessoas só acessem aquilo que entendemos que elas devam saber.CARLOS ALBERTO DA SILVA SANTOS BRAGA Ao longo da história, a partir do momento em que se criam formas de se registrar os atos, fatos, eventos, inventos, produção intelectual e acontecimentos, a guerra mais importante travada, é a guerra pelo domínio do conhecimento. São as passagens históricas que nos mostram as formas como os povos, ditos mais avançados, se relacionaram com os novos mundos, as novas culturas e os novos povos – seja na África, na Ásia, na América, ou ainda, na Oceania. O que prevalece, desde então, é a manutenção de um conhecimento a partir da verdade europeia. Uma verdade onde aquilo que não conhecido, é desconstruído, é devastado, é destruído ou reconstruído a partir da verdade e do conhecimento dominado por eles próprios. Dominar o conhecimento sempre se mostrou como uma oportunidade de negócios, de domínios intelectuais, de geração de riqueza e, sobretudo, da exploração dos outros – os não europeus. Aqui não se incluem, aqueles que atendam ao conceito de branco, anglo-saxão e protestante. Não se iludam, por mais que se estruture num discurso ideológico de inclusão, respeito, direitos humanos e igualdade, tudo isso são algoritmos – conjunto de regras e procedimentos lógicos perfeitamente definidos que levam a solução de um problema em número finito de etapas – construídos para dominar a retórica e construir a subserviência ideológica. O processo de estruturação de tudo isso atinge o seu ápice com a Inteligência Artificial, realmente uma composição de palavras que expressa exatamente o que é: uma inteligência criada artificialmente. Não são registros automáticos de memória – as sinapses, que guiam a construção do conhecimento, não são as vivências, as informações, as situações criadas ao longo da vida que cria a sua capacidade de resposta, mas única e exclusivamente um algoritmo. Dentro da Inteligência Artificial, os estruturadores de textos que resolvem um problema, que criam uma redação, que elaboram uma dissertação, que planejam uma aula, que na essência fazem aquilo que a grande maioria das pessoas, na atualidade, não consegue fazer: pensar. E as tornam no que são: incautas. Todas as redes sociais, todos os jogos digitais ao ar livre, todos os jogos on-line, todos enigmas criados e partilhados de forma digitalizada, têm um propósito: validar um algoritmo. Demonstrar a capacidade e o domínio do meio digital, revelar o poder criador e a capacidade de gerar riquezas para uma pessoa, um pequeno grupo de pessoas, ou ainda uma ideologia, nunca gerará riqueza para uma comunidade, nem mesmo na forma de arrecadação de impostos. No entanto, aos meros utilizadores dos meios informatizados, o que importa? Às custas de uma pseudo-facilidade, entregam todas as suas informações, tudo que há de registros públicos, privados ou audiovisuais à respeito da sua pessoa. Mesmo assim, são felizes, não precisam de manifestar aquilo que realmente não possuem: inteligência, somos incautos. Não mensuramos o valor de nós próprios e vivemos uma distopia, uma sociedade que entrega o seu futuro ao algoritmo. O processo já está avançado, não há retorno, muito já se destruiu e a única forma de acesso é na forma digitalizada. Quando se quer dominar o conhecimento, transformamos todas as formas físicas de produção intelectual em formas digitais, destruímos as fontes materiais e, depois, criamos algoritmos para que as pessoas só acessem aquilo que entendemos que elas devam saber. Ajudamos as pessoas na relação com o meio digital, você não precisa saber exatamente o quer, nós nos incumbimos de criar atalhos para você. Digite apenas a primeira sílaba e nós ofertaremos diversas sugestões de nomes. Demonstre o que você sente, através de uma palavra e nós ofertaremos inúmeras respostas ao seu questionamento, à sua ânsia, ao seu desejo. Não se preocupe, ninguém se importará com a origem do seu conhecimento. Ninguém se importará com a veracidade da sua informação. Ninguém questionará a sua ideia. Afinal a grande expectativa é de que o meio digital nos torne iguais, inclusos, respeitosos e felizes com a nossa própria ignorância, onde estar conectado e receber a ração de cada dia será o grande mérito. Mas como tudo, há a antítese, o lado sombrio do algoritmo, a deepweb, o submundo, a podridão, o lodo movediço que tudo engole, este é o pari passu com a luz, onde as informações deixam de ter ética, legalidade e moralidade. Onde se rastreiam os resultados de exames tendentes às necessidades fisiológicas, nos mais estúpidos e imorais fins. Onde as imagens e os sons deixam de guardar correlação com a verdade do mundo. Onde vemos, mas não enxergamos. Particularmente eu não tenho medo do homem que criou o algoritmo e, nem tampouco do homem que domina o computador, o meu medo é do homem que poderá desligar tudo isso e, como validador, não dispondo das fontes primárias – tempestivamente destruídas para validar a Inteligência Artificial – tenha que voltar às trevas e reconstruir tudo novamente num ambiente de pura barbárie.

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