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Qual é a nossa geração dentro do conceito temporal?

Ao se indagar qual é a nossa geração dentro do conceito temporal, verifica que se encontra nas bases do pensamento econômico, sustentadas pelos estudos de Adam Smith. Definiu-se, então, como regra para determinar as gerações e a recomposição da força de trabalho um quarto de século. Assim, até hoje, quando se fala em gerações o limite temporal que nos vem à nossa mente é de 25 anos. Isso não quer dizer que quem nasceu há 25 anos passados já não pertence à geração atual, pois passado um dia dos 25 anos do limite temporal, a geração atual é outra. Isso é um equívoco interpretativo, ou seja, uma falácia. A minha, a sua, a nossa geração não se define como a minha, a sua, ou a nossa classe de formatura, um ano é um marco e não uma geração. Dar nomes, criar esteriótipos, ou ainda, qualificar uma geração pelas ferramentas disponíveis num mundo do conhecimento é a maior das hipocrisias, só faz sentido para quem formulou o conceito e os pares que o validaram num mundo de pura retórica, contingenciada pela necessidade de atribuir um nome. Uma geração, do ponto de vista de geração de riqueza e reposição da força de trabalho, como argumento conceitual da riqueza das nações é sim de 25 anos, mas não se aplica ao momento atual porque a sua concepção conceitual foi numa época de condições de trabalho, vida e salubridade eram próprias daquele momento. A nossa geração sob o prisma tempo conceitual é aquela que passa pelos mesmos dilemas, enfrentando-os com os mesmos conhecimentos, com as mesmas habilidades e com as mesmas ferramentas, encontrando ao final uma mesma lógica na sua solução. Facilmente explicável quando se aborda algo comum a todos nós, como por exemplo a formação para a vida. Numa imagem simples, vamos admitir como hipótese a vida escolar, com os nove anos do ensino fundamental e os três anos do ensino médio. Nesses 12 anos, tanto o entrante como o finalista vivem o mesmo modelo de produção do conhecimento, com as mesmas regras, os mesmos recursos e o mesmo direcionamento construído a partir das políticas públicas de educação. Mesmo sendo uma instituição particular, as diretrizes são estabelecidas pelo poder público, pois o objetivo é a qualificação para o ensino superior. Ao ingressar no ensino superior, ou mesmo no ensino profissionalizante, o foco será vencer aquela fase de formação, encontrar um bom estágio, ser reconhecido no estágio e acessar o mercado de trabalho e enfim ser um profissional, onde o mérito decorre não mais das políticas públicas de educação, nem do intercâmbio mercado de trabalho e escola e nem tampouco dos processos, mas sim da sua capacidade de entender o mundo – habilidade e competência. Não é um processo fácil e acaba por consumir outra parte das nossas vidas, de forma clara e ao olhar para os nossos lados perceberemos que já não são apenas 25 anos, a idade já se passou e ainda não reproduzimos, as estatísticas dizem isso, os censos reforçam isso e a história oral de cada um de nós confirma isso. Sim, 25 anos não definem mais as gerações, o que as definem são os problemas próprios de cada sociedade em lugares, condições de desenvolvimento, capacidade de manutenção da vida e do capital intelectual, respeito pela natureza e produção de alimentos e principalmente com o ser humano, algo muito complexo num mundo das informações que, invariavelmente, não se preocupa com a verdade necessária – aquela que filosoficamente trata da origem. As gerações de hoje são produtos do momento que vivemos, obviamente que os não-esclarecidos, os incapazes, os não habilitados ao conjunto das informações e os cerceados de direito de aprendizagem, não têm culpa das consequências decorrentes, exceto se o fazem por manipulação ideológica, por manipulação dos meios de comunicação social, ou ainda por procurar usufruir vantagens que desconsideram a humanidade e validam apenas a sua mais-valia, outra abordagem do pensamento econômico. Em suma, para qualquer direção que se tende analisar as gerações, dentro do contexto temporal, o ingrediente do Homo Economicus será o cerne da análise, afinal o homem é produto do meio e a barbárie e o progresso são como a roda do tempo, indiscutivelmente, retornaremos à barbárie, para assim alcançar um estágio de progresso mais avançado, com esta abordagem manifestava-se Giambattista Vico no século XVIII, ou seja, nada é novo.

MINHA ANTEVÉSPERA DE 2023.

Muitas coisas em minha vida só passaram a ter sentido quando tive a oportunidade de sair das páginas dos livros e realmente viver a História, seus lugares, suas personagens, seus nomes, seus povos e, sobretudo, suas ideias. Não que os livros fossem incapazes de transmitir a ideia do que se apresentava a mim como o conjunto de informações de uma civilização, particularmente aquela afeta à minha origem, que é a História de Portugal. Acumulei e continuo a acumular grande potencial de conhecimento por meio dos livros e, de forma exponencial, tenho expandido este conhecimento pelos sentidos relativos à visão e à audição, pois, lendo e ouvindo, vejo, percebo, entendo e, por fim, compreendo que tudo quanto se produz é fruto de um diálogo muito bem-estruturado entre o passado e o presente, habilmente descrito pelos argumentos daqueles que se propõem ao diálogo. Sabedor de que o momento histórico é fruto da capacidade de transformação das ideias e da correta compreensão delas, sei também que o acúmulo de imagens é resultado das interações sinápticas em nosso cérebro, cujo sucesso na interpretação dos fatos, atos ou eventos decorre da habilidade e manifestação da verdade, principalmente quando se juntam saberes, ofícios, prazeres e compromisso com valores e virtudes. Creio que muitos, e agora todos, sabem que minha origem como ser é a Cidade de Bom Despacho, no Estado de Minas Gerais, Brasil, e minha origem como família é a Cidade de Braga, em Portugal, onde fixei residência por quase sete anos. Braga, como origem de família, é um toponímico do qual provêm vários outros patronímicos e toponímicos existentes em Bom Despacho, dentre eles podemos citar: Rodrigues, Oliveira, Fidélis, Silva, Couto, Coutinho, Gontijo, Sousa e Rates. Nesta viagem na qual se aglutinam informações e imagens, percebo e compreendo aquilo que me é possível entender e, de forma responsável, busco complementar o entendimento que leva à compreensão, por meio do diálogo com mentes capazes não só de me obrigar ao questionamento, mas, sobretudo, ao dobramento perante o conjunto de elementos probatórios e configurativos de minhas indagações. Na Cidade de Bom Despacho, minha essência de ser, curvo-me perante o Espaço Camões, não apenas pelo conteúdo que nele se construiu, mas, e principalmente, por seu preceptor e não menos mecenas que gentilmente se dispõe a dialogar, sorrir, contemplar e rememorar sobre a Cultura e a História do Povo Lusitano. Seu idealizador e gestor é Profissional circunspecto a seu estilo de vida, comprometido com a única verdade existente e avesso à retórica desconstrutiva dos valores e das virtudes. Ler e, muitas vezes, encontrar posições antagônicas é algo normal em nossa vida, mas, quando se trata da História, principalmente daquela em que se busca a compreensão de um nome, reservo-me o direito e obrigação de, ao menos, minimizar o potencial ofensivo de um erro e, quando isso acontece, socorro-me do preceptor do Espaço Camões, que, na figura do Professor João Bosco de Castro, Militar, Historiador e Profícuo Entendedor da Língua de Camões e da produção literária deste, tenho a certeza de encontrar aquilo para o qual me preparei: culturalmente viver minha antevéspera de 2023. Fiz isso com a sensata revisão elaborada pelo preceptor do Espaço Camões: Oficina de Saberes, Letras e Artes – ECOSLA.

Quo Vadis – o caminhante.

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O que faz a diferença para um bom entendedor é a capacidade de não se deixar influenciar pelo ambiente externo, de não sofrer a ação da comoção na análise do que se apresenta como uma verdade. Sucumbir ao desejo desenfreado de tentar antecipar uma resposta, quando na verdade a própria pergunta já se apresenta como um argumento de resposta, não nos obriga à formação ou a apresentação de um juízo de valor particular a nós, mas sim os necessários a quem nos provoca. Despir-se da obrigação de formar uma opinião e de a apresentar como forma de inserção dentro de um grupo ou de uma sociedade é tudo quanto um previdente deve ter como princípio e convicção no trato de uma informação. Manter-se no caminho e seguir as suas convicções com a certeza de que o futuro é um conjunto de impressões forjadas num passado onde o acúmulo e a compatibilidade das informações permitiram construir um conhecimento mais propício ao entendimento do mundo em que vivemos. Caminhar como a figura do deus Janus, com uma face voltada para o passado e com a outra a descortinar os saberes que se apresentam à nossa frente e a partir de uma nova seara que exige de nós a correta interpretação daquilo que os nossos olhos percebem no ambiente e que validados pela nossa audição nos permitem o entendimento mais próximo da verdade insofismável. O caminhante não refuta o caminho e nem se desvia dele, ao contrário, tenta compreender a sua jornada e encontrar nela a essência da sua própria existência. Não a faz simplesmente pela consecução de um objetivo e sim porque sendo parte do caminho, através das próprias marcas no solo, não deixa apenas o seu rastro, mas o conjunto de análises criteriosas dos percalços e das mais favoráveis atitudes a adotar. Em suma mantenha-se no caminho.

Ame o seu cérebro

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Ame o seu cérebro, proporcione a ele viver aquilo para o qual foi concebido. O seu cérebro não foi feito simplesmente para dar uma resposta, ou simplesmente para responder estímulos. O seu cérebro foi estruturado para construir conhecimento, e analisar todas as hipóteses possíveis de entendimento e clarificar a compreensão possível de determinado fato, ato ou evento que se apresenta a ele. Se você se acostumar apenas à emissão de uma resposta, ao que lhe é apresentado, que mérito há? Qualquer buscador na internet, através de um algoritmo já o faz. Você foi criado para analisar através de todos os sentidos e de forma dinâmica construir um entendimento também dinâmico e fluido da contemporaneidade dos fatos, atos e eventos. Pensar é uma ação dinâmica através de sinapses, onde se cruzam conhecimentos pretéritos e incorporam-se novas informações, com releitura do ambiente e ajustamento ao momento presente com o intuito de apresentar a hipótese de compreensão mais factível e crível ao ser interlocutor. Pense sobre o assunto.

i9-PMMG na IIª Feira de Inovação Tecnológica

Divulgação Realização-Eventos A i9-2022 é realizada pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), mediante ações gerenciais da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro (APM-PM). Os espaços destinados à abertura do evento e exposição dos produtos estão localizados nas Escolas de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos (EFAS) e de Formação de Soldados (EFSD). Participantes Autoridades, convidados, expositores e visitantes, entre os quais, incluem-se, a (o)s: Reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — Sandra Regina Goulart Almeida ; Capitão dos Portos da Capitania Fluvial de Minas Gerais, da Marinha do Brasil — Capitão de Mar e Guerra Washington Luiz Vieira de Barros; Deputado Federal — Luiz Gonzaga; Vice-Governador eleito — Mateus Simões; Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico — Fernando Passalio de Avelar; Comandante-Geral da PMMG — Coronel Rodrigo Rodrigues de Souza; Chefe do Gabinete Militar do Governador – Coronel  Osvaldo de Souza Marques Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) — Paulo Sérgio Lacerda Beirão Militares Federais e Estaduais Brasileiros, da ativa e veteranos, dos diversos postos e graduações; Policiais civis e penais e Guardas municipais, das diversas categorias; Cerimônia de Abertura Realizada, nesta quinta-feira (24), no auditório da EFA. Foi um evento marcante e agradável ao público presente. As pessoas que ali compareceram desfrutaram de momentos: de reflexão (sobre a Missão do(a) Policial Militar); alegres e descontraídos (apresentações de ilusionismo e teatrais); premiações e reconhecimento das parcerias na i9-2022 e lançamento das BodyCams para os policiais militares mineiros. Ambiente das exposições – Stands Foram instalados no pátio frontal das edificações que sediam as escolas citadas anteriormente. Ali, os participantes da Feira de Inovação Tecnológica — i9-PMMG/2022 — conheceram muitas novidades significativas e favoráveis à proteção das pessoas e suas comunidades. O Gestor Principal do Grupo MindBR, mantenedor deste PontoPM, compareceu e participou das atividades programadas. Deixa, aqui, os agradecimentos aos participantes e organizadores, na pessoa do Comandante da APM-PM — Coronel PM Eugênio Pascoal da Cunha Valadares. Com as informações da PMMG. Imagens do Slider. Outras mais, você encontrará aqui.

Educação ou Ensino? O dilema do entendimento.

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É natural que algumas pessoas tenham dificuldade em diferenciar de forma coerente os significados dos termos educação e ensino. Isto porque a diferenciação é resultado do entendimento de algo muito maior e que se manifesta na forma contínua da acumulação do conhecimento. Como o estoque de conhecimento produzido ao longo da vida permite a qualquer um de nós entender adequadamente um termo, aí se manifesta o significado do termo educação – processo de aprendizagem que se inicia ao nascer e numa dinâmica de maturação até o final da nossa vida, nos permite encontrar respostas compatíveis com o entendimento do mundo, das pessoas, das ideias e das novas manifestações do pensar que se constroem rotineiramente. Educação é portanto algo que se constitui dos níveis de ensino que são compatíveis com a carga de ensinamentos passados e o grau de maturidade próprio que se exige daquele que sofre o efeito do ensino. No nível fundamental do ensino procura-se proporcionar à pessoa o conhecimento do mundo circundante, o porque das manifestações da natureza, dos números, da vida e da sociedade. Uma vez aprofundado neste nível e aprovado na construção teórica dele a pessoa está apta ao aperfeiçoamento e crescimento em outro nível do conhecimento. Avançando no processo de educação, estará ela apta ao aprofundamento dos estudos no nível médio. No nível médio do ensino, onde o pressuposto para a sua frequência é a capacidade de discernir além do sentido expresso nas palavras, números e imagens, entende-se o universo a partir da especulação e aprofundamento das informações tratadas no nível fundamental. Já não apenas se aborda o mundo circundante e sim a dinâmica da construção das interpretações e visões da realidade que proporcionou uma nova perspectiva do saber. No nível médio do ensino, a partir do entendimento filosófico estoico, à pessoa se exige a compreensão de que nem tudo que foi falado é um fato e sim uma opinião construída com o conjunto das informações disponíveis até aquele momento e que nem tudo que se vê é a realidade e sim uma perspectiva de interpretação do mundo que demanda a associação de novas informações. Tentar avançar para além da compreensão do fato e da realidade é uma perspectiva de aprofundamento teórico que se constrói no nível de ensino superior. Superior de graus do conhecimento e não superior do aprofundamento filosófico. O nível de ensino superior está invariavelmente ligado à dinâmica do saber-fazer, ou seja, de saber o que se discute e fazer acontecer exatamente aquilo que se constrói teoricamente a partir do acúmulo das experiências, expectativas e opiniões que permitiram maturar o conhecimento e maturando, faz crescer um novo conhecimento. A partir do que se construiu até aqui, fica a pergunta: Uma instituição de educação é uma instituição de ensino ? Obviamente que a resposta é sim. Em qualquer situação uma instituição de educação é uma instituição de ensino. Isto porque a educação além dos níveis fundamental, médio e superior ainda contempla outras tipologias. No movimento contrário nem toda instituição de ensino será uma instituição de educação porque o ensino é um nível da educação. Obviamente que uma Instituição de Ensino Superior que contempla o ensino fundamental, o ensino médio, a pesquisa, a extensão e as relações com a comunidade, principalmente em ações de engajamento social, é por excelência uma Instituição de Educação. Se analisarmos a Polícia Militar de Minas Gerais, que tem a formação profissional endógena e os ensinos fundamental e médio na estrutura do Colégio Tiradentes da PMMG, poderemos dizer que ela é uma Instituição de Educação no conjunto de suas unidades que ofertam o ensino fundamental, o ensino médio, o ensino superior, as relações com a comunidade através das extensões e a pesquisa nos cursos de pós-graduação. Há um hiato entre a estruturação antiga da Lei de Educação da PMMG e a lei em vigor, que se trata da ruptura em preparar para os quadros da Corporação, isto porque a legislação atual exige o curso superior como condição de acesso e não mais o ensino médio – produto do Colégio Tiradentes da PMMG. Há como mudar isso? Sim, basta apenas alterar a legislação e o Colégio Tiradentes da PMMG fornecer um Curso Tecnólogo compatível com o conceito de segurança pública e cidadania, de curta duração, que equivale ao ensino superior. Em essência existir efetivamente como um conceito de College da legislação americana. Afinal, como tudo que se escreve são opiniões, o fato pode ser a transformação a partir da vontade institucional.

A Construção da Segunda Cidadania

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Carlos Braga recebeu, em Portugal, sua segunda cidadania. Tornou-se Cidadão Português. Major Veterano da Polícia Militar de Minas Gerais, o oficial é, também, historiador e colaborador do PontoPM. Assim, foi convidado, recentemente, a compartilhar, com a Equipe do PontoPM, suas experiências vividas no outro lado do Atlântico. Carlos Braga, entregou-nos, gentilmente, o texto denominado A CONSTRUÇÃO DA SEGUNDA CIDADANIA – A MINHA EXPERIÊNCIA. Após leitura desta breve entrevista, faça o download de uma cópia. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga como se deu esse processo? Major Carlos Braga: O processo de concessão da Nacionalidade Portuguesa, no meu caso em particular, se deu por naturalização em decorrência do tempo vivido de forma legal em Portugal. Há outras formas previstas na Lei da Nacionalidade e atende aos casos concretos. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga como se caracteriza o tempo vivido de forma legal em Portugal? Major Carlos Braga: O tempo vivido de forma legal em Portugal é caracterizado pela residência legal em Portugal, com a emissão do Título de Residência, que até os cinco anos se caracteriza como Título de Residência Temporária e se renova em períodos de tempo – um ou dois anos. A partir dos cinco anos de residência legal é emitido o Título de Residência Permanente e renovável de cinco em cinco anos. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga qualquer pessoa pode seguir o mesmo caminho percorrido por você? Major Carlos Braga: O processo de concessão da Nacionalidade Portuguesa é muito objetivo, o meu caso é uma das formas onde se adquire por tempo, há os casos de consanguinidade – filhos e netos de pais portugueses nascidos em Portugal, que é um processo bem mais simples e pode ser feito em qualquer representação diplomática de Portugal espalhada pelo mundo. O meu caso só se faz na Conservatória do Registro Civil em Portugal e a minha escolha foi por Braga, cidade na qual eu residia. A Lei da Nacionalidade explica claramente o trâmite. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga como se acessa à Lei da Nacionalidade Portuguesa? Major Carlos Braga: É muito simples. Basta digitar o termo em qualquer buscador e o algoritmo apresenta a resposta de imediato. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga o que pode ser dito para esclarecer aos nossos leitores sobre o processo de construção da dupla cidadania ou da busca por uma segunda cidadania? Major Carlos Braga: Para se construir um entendimento simples e objetivo é apresentado o texto a seguir que resgata de forma simples a minha história desde a ideia inicial até a emissão do documento português, inclusive com os trâmites anteriores à residência legal que são iniciados no Consulado de Portugal no Brasil. Leia, reflita e se posicione. Mas não se esqueça que essa é a minha história, não é exemplo ou roteiro e tampouco uma cartilha. Tenha discernimento. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga a Equipe PontoPM agradece a sua disponibilidade e ao apresentar o texto no link abaixo, espera que os nossos leitores o leiam e reflitam sobre a viabilidade na construção de um direito que é particularmente próprio e singular a cada pessoa. Major Carlos Braga: Agradeço ao espaço virtual PontoPM e a todos que o compõem pela oportunidade de apresentar um texto que possa balizar as expectativas dos nossos leitores. Desejo a todos uma boa leitura e sorte. Clique e baixe: A CONSTRUÇÃO DA SEGUNDA CIDADANIA – A MINHA EXPERIÊNCIA

Os invisíveis sociais das Forças de Segurança Pública.

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A atividade de segurança pública torna-nos escravos das leis, regulamentos e jornadas e em muitos casos priva-nos do convívio com a nossa família. No entanto a nossa família sabe que tudo o quanto fazemos é para construir um futuro favorável à ela. Durante o serviço ativo passamos mais tempo junto dos nossos companheiros de jornadas do que propriamente junto dos nossos filhos, irmãos, pais, esposos e esposas. Esporadicamente mantemos um convívio entre as nossas famílias e as famílias dos nossos companheiros da jornada operacional, mas ao fim da jornada, voltamos para nossa casa e estamos com os nossos. E assim seguimos na vida. Este seria o melhor dos mundos, mas existe uma parcela significativa de operadores das forças de segurança pública que não vivem essa realidade, são os invisíveis sociais, os nossos companheiros que estão sozinhos no mundo, que perderam seus entes queridos, ou que nunca constituíram uma família, pois a única família era a Força de Segurança Pública, que mesmo tendo uma família, foram abandonados, perdidos dentro de uma sociedade que tudo dele exigiu e nada deu em contrapartida. Os nossos companheiros que silenciosamente retornavam para a sua solidão e nada exigiam, são os invisíveis sociais das forças de segurança pública do nosso País. O nosso compromisso para com eles obriga-nos a construir estratégias que busquem resgatar o sentido de pertencimento e o compromisso com aquele que se doou em vida para a Paz Social em nossa Pátria e para essas pessoas há que se ter um projeto próprio, pensado, estruturado é factível com a realidade de cada Estado do nosso País. Um projeto onde a forma de apoio, o local e as condições para efetivação desta estratégia de resgate do sentido de pertencimento deve ser construído a partir da própria Instituição, respeitando seus valores, as suas culturas e as suas realidades, afinal um País Continente, não se permite à construção de um modelo e tão somente referenciais que balizem a tomada de decisão mais favorável à cada Instituição. Com certeza todos nós conhecemos um companheiro operador da força de segurança pública nesta situação, quer seja ativo ou inativo, fato que nos impede de jamais fechar os olhos e esquecer a realidade, pois acreditamos que abandonar alguém à própria sorte é antagônico ao SERVIR E PROTEGER

FORMA DE DATAÇÃO ANNO DOMINI EM PORTUGAL 

Há 600 anos em Portugal, por Decreto do Rei D. João I, passou-se a utilizar a forma de datação Anno Domini – AD, em substituição à forma de datação Ab Vrbe Condita ou Ab Urbe Condita (AVC ou AUC)  – desde a condição de cidade, se referindo à fundação da cidade ou ocupação romana – que se referia à era de César ou hispânica e que fora introduzida na Península Ibérica no século V para recordar a conquista da península por Caio Júlio César Augusto no ano 38 a.C. Era o ano de 1460 AVC e no dia 15 de agosto daquele ano, volta-se ao ano 1422 AD, ou Era Cristã. De acordo com essa indicação, em Portugal, as datas 2060 (AVC) e 2022 (AD) – Anno Domini – serão equivalentes. Ainda que o Anno Domini já fosse comum no século IX, a designação “antes de Cristo”, ou outra equivalente, só se tornou vulgar a partir do final do século XV. Originariamente (AVC ou AUC) referia-se a fundação da cidade de Roma. Segundo os cálculos do Monge Dionísio Pequeno em 532 AD, o nascimento de Cristo havia ocorrido em 753 AVC, no dia 25 de dezembro. Assim o atual ano de 2022 AD é equivalente ao ano de 2775 AVC ou AUC da fundação de Roma. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • Casaca, J. M. (2009). História breve do calendário. Lisboa: LNEC. • Catecismo da Igreja Católica (1993). (1a Edição). Coimbra: Gráfica de Coimbra. •Lopes, Maria do Céu (2012). O Calendário Atual. História, algoritmos e observações. Millenium, 43 (junho/dezembro). Pp. 107-125

UM SONHO UTÓPICO?

Marcílio Fernandes Catarino (*) Eu tenho um sonho…! Eu sonho que toda a humanidade se estreite num abraço fraterno. Que os homens, embora se diferenciem quanto à raça, cultura, credos religiosos, cor da pele, possam se igualar nos sublimes ideais da Vida Maior. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que os ricos devam existir para combater a miséria, estendendo mãos solidárias aos pobres. Que a fome, a miséria, os preconceitos, a injustiça, a violência e as guerras não sejam mais fontes de dor e sofrimento para a humanidade. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que a natureza, “esse grande livro escrito e colorido pela mão de Deus” receba de todos nós o tratamento e o respeito que lhe são devidos. Que os animais, como seres em evolução, possam viver livres, servindo ao homem e sendo por ele servido. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que os homens vivam o presente, buscando sempre antever o futuro, mas sem jamais esquecer as lições do passado. Que os avanços da ciência e da tecnologia se destinem tão somente à sublimação da vida humana, indistintamente. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que a humanidade sinta tanto quanto está pensando. Que o orgulho e o egoísmo, fonte maior de todos os males, sejam extirpados de dentro de cada um de nós. Eu tenho um sonho…! Eu sonho que os homens busquem, sinceramente, entender e internalizar o real significado das Leis Naturais que regem o Universo, para melhor vislumbrarem o verdadeiro sentido da Vida. Que os homens, Espíritos Eternos criados à imagem e semelhança do Supremo Criador, devem contribuir para com a grandeza da Sua obra, fazendo brilhar sua Luz Interior para que possam espargir-se as trevas que nos envolvem. Que a Humanidade, enfim, seja uma única e grande família, convivendo e evoluindo em paz e harmonia.                                                                                                                               (*) Coronel Veterano PMMG – Aspirante 1970

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