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O Tempo e a Validação do Conhecimento

O Tempo é a dimensão mais própria à validação do Conhecimento, o Tempo é uma criação do homem para comprovar a sua própria existência, o Tempo só é necessário ao homem, pois ao Universo a dimensão Tempo não é essencial, as leis do Universo se equilibram pelos arranjos físicos e químicos que evitam a sua falência, ao contrário do homem que apenas com os arranjos físicos e químicos não se sustenta. O Tempo, na descrição como o entendemos, só tem validade para o homem, a partir do referencial estático, ou seja, quando perguntamos a alguém quantas horas dura um dia, certamente esse alguém responderá que o dia dura 24:00 horas. Do ponto de vista da lógica, a resposta é correta, no entanto, do ponto de vista do ser humano alocado no planeta Terra, o dia não dura penas 24:00 horas, o dia dura 47:00 horas. Mas como isso é possível? Tomemos como exemplo o dia 01 de janeiro de um ano qualquer, esse dia civil no mundo, não dura apenas as 24:00 horas de um dia para alguém que se encontra em posição estática, basta lembrar que o planeta Terra é uma esfera, que fisicamente podemos dizer que tem 360⁰, que a duração de um dia, na posição estática do ser humano, dura 24:00 horas, que dividindo 360/24, teremos 15⁰, isso quer dizer que a cada 15⁰ de distância de um meridiano para o outro, teremos 01:00 hora de distância, ou seja, o planeta Terra tem 24 posições de nascer do Sol, que começa na posição 00:00 hora e vai até a posição 23:00 horas, pois a posição 24:00 horas é coincidente com a posição 00:00 hora o fim de um dia e o nascimento do dia seguinte. Assim, na posição 23:00 horas em relação ao dia que teve início na posição 00:00 hora estará nascendo o mesmo dia 01 de janeiro de um ano qualquer e que dali a 01:00 hora, estará terminando o dia 01 de janeiro de um ano qualquer que começou na posição 00:00 hora alusiva ao nosso primeiro meridiano. Somando as 23:00 horas que o dia 01 de janeiro de um ano qualquer ainda terá pela frente, em relação ao meridiano 23:00 hora, concluímos que o dia civil terá 47:00 horas e isso é apenas para informar ao seu cérebro que a sua análise do tempo é apenas uma interpretação estática do mundo, que o dia e a noite só existem porque existe a luz e que a luz é o resultado de um processo físico-químico de radiação solar, que o seu cérebro constrói essa descrição do ambiente para validar a sua existência, para datando, comprovar que existe passado, presente e futuro. O Tempo influencia diretamente na sua capacidade de produzir Conhecimento, o seu cérebro só consegue produzir um novo conhecimento quando tem o tempo necessário para observar o ambiente e cruzando as novas informações assimiladas com as informações pretéritas já acumuladas é capaz de apropriar-se de um conjunto de informações que possam entender como um novo Conhecimento que permitirá ao homem uma interpretação mais adequada ao evento apresentado e a tomada de decisão mais acertada. Efetivamente, como isso pode ser demonstrado? Como na prática, podemos de forma prática, permitir que uma simulação demonstre a influencia do Tempo na capacidade de produzir Conhecimento? Pode até parecer difícil o exercício, mas não o é. Seria a diferença entre a lógica e a matemática, entre o acúmulo de informação e a tomada de decisão, entre pensamento e ação, entre segundos e milésimos de segundos. Basta apenas que pensemos na objetiva de uma máquina fotográfica e o zoom dessa mesma máquina, quando temos um ponto no horizonte e em milésimos de segundos aproximamos esse ponto do nosso cérebro com o zoom da máquina fotográfica, focamos única e exclusivamente no ponto e desconsideramos todas as informações periféricas. Seria como se dirigindo uma viatura aumentado a velocidade de deslocamento deixamos de levar em consideração as informações à nossa volta, buscando apenas o ponto no infinito. O ponto no infinito não nos permitir validar as informações que medeiam o nosso espaço pois o nosso cérebro não consegue descrever objetivamente o ambiente observado no nosso entorno e, portanto, passa a desprezar informações essenciais. Ao desprezar informações essenciais, o nosso cérebro age de forma lógica e não produz conhecimento e não produzindo conhecimento, corre o risco de incorrer em interpretação equivocada do ambiente causando sério dano ao Conhecimento e mais grave corre o risco de validar uma informação a partir de um referencial teórico espaço-tempo não apropriado. Mas o que vem a ser o referencial teórico espaço-tempo não apropriado? É quando criamos no nosso cérebro uma informação – não validada – sobre determinada realidade. Por exemplo: quando levamos as pessoas para um ambiente fictício e vamos condicionar as pessoas a determinadas atividades que demandam conhecimento de espaço, tempo e mobilidade, sem, no entanto, proporcionar às pessoas essas condicionantes pretéritas. É como levar uma criança para uma cidade fictícia e ensiná-la a atravessar a rua, num ambiente totalmente controlado, com dimensões não compatíveis com as vias urbanas, com os veículos estruturalmente diferentes e as velocidades desenvolvidas monitoradas. Essa criança, ao desenvolver a sua capacidade de travessia da via, com base no seu tempo, seu espaço e sua mobilidade, construídos na cidade fictícia, corre sério risco de óbito ao se ver em ambiente real, pois as condicionantes da cidade fictícia não são compatíveis com o ambiente real. Os ambientes fictícios não permitem ao homem construir conhecimento, mas apenas condicionar a determinada situação, desde que esse ambiente seja compatível com o ambiente que será presentada durante a sua vida. Não adianta ao homem treinar para uma maratona num ambiente virtual e depois ir para a rua para efetivamente realizar a sua prova. O ambiente virtual está deslocado das condições físico-químicas além do distanciamento da questão fisiológica do homem. Lembre-se: O que torna o homem capaz de se superar, criar novas tecnologias, agregar informações e ao final produzir um novo Conhecimento é o Tempo, a única

Noite de Homenagens e Posses em Teófilo Otoni

A Academia de Letras de Teófilo Otoni e o Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri  realizarão, no próximo sábado (24), uma Noite de Homenagens e Posses em Teófilo Otoni. Serão dois momentos cerimoniosos. No primeiro, ocorrerá a entrega da Medalha Conselheiro João da Matta Machado. No segundo, a posse dos Sócios Correspondentes daquela Academia. Cerimônia de Entrega da Medalha Os agraciados relacionados no Convite Oficial (foto abaixo), receberão suas medalhas durante a solenidade de homenagens, prevista para este ano de 2018. A Comenda Conselheiro João da Matta Machado é outorgada “em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri, a cada ano,” e “tem como finalidade: homenagear pessoas naturais com idade igual ou superior a 70 anos que se tenham dedicado ao desenvolvimento cultural, econômico, social, desportivo, cívico, educacional, científico e/ou religioso na cidade de Teófilo Otoni e região do Vale do Mucuri.” Posse dos Sócios Correspondentes Outro momento singular daquele Sodalício será a Posse dos Sócios Correspondentes, entre os quais se encontra João Bosco de Castro, Jornalista deste Pontopm. Os Sócios Correspondentes ora empossados são considerados Novos Acadêmicos porque se encontram na categoria das:   “personalidades que exercem atividade de reconhecido valor intelectual com a distinção nas letras, artes plásticas, ciências, educação, dramaturgia, música e na imprensa em vários municípios brasileiros, bem como em outros países.” A Equipe deste Pontopm sente-se honrada com a nova conquista obtida por João Bosco de Castro e publicará, na oportunidade, o Discurso de Posse proferido pelo Poeta e Escritor. 

A Aplicação do Conhecimento

Inicialmente descrita a potencialidade Conhecimento, podemos adentrar aos mecanismos de mais-valia que a humanidade se apropriou para construir novos conhecimentos voltados à sua premente necessidade de justificar a sua existência, sua sobrevivência, sua evolução e sua luta para viver mais a cada geração. A humanidade no processo de transformar o Conhecimento em qualidade de vida – longevidade, saúde, paz, espiritualidade e tolerância – mesmo que de forma não contemplativa, se vale de elementos quaternários. A verdade quaternária está presente em qualquer ser vivo. É possível a medição de um ser vivo em altura, largura, comprimento e conteúdo. Conteúdo? Sim, conteúdo. É ele quem define a vida, é o conteúdo que valida a existência do ser e esse conteúdo é fruto do Conhecimento. O conteúdo é a essência do ser, a sua funcionalidade, a sua origem, a sua destinação, a sua composição e sobretudo a sua inserção nas múltiplas hipóteses que contemplam o arranjo do universo. O conteúdo é Conhecimento acumulado. Para descrever a verdade quaternária na vida do homem, tomemos por base os quatro elementos essenciais – precisamente é uma interpelação à crítica, do ponto de vista químico, sabemos que os elementos descritos numa tabela periódica são muitos e com hipóteses de novas descobertas na medida que se aperfeiçoam os instrumentos de medição, que são frutos de Conhecimentos pretéritos.  Numa demonstração simples, voltada à essencialidade do experimento, tomemos os quatro elementos essenciais à vida no Planeta Terra: terra – aqui compreendido o solo e suas composições; água; vento – gases essenciais à vida; e fogo – luz. Para que esses elementos existam foi preciso um acúmulo de informações passadas que ao longo de eras, tornassem possíveis à geração da vida. As teorias evolucionistas de Charles Darwin, claramente validam essa informação e a transformam num Conhecimento. Não existe, no Planeta Terra, um único ser vivo que não esteja diretamente ligado a ele e não existem hipóteses de um ser vivo, viver sem que o Planeta Terra esteja vivo. Apenas como uma evidência, cita-se o vegetal, quando se corta a sua ligação ao solo, transforma-se em matéria em deterioração, pode vir a ser um alimento, um combustível, um móvel, deixará de ser um ser vivo e passa a ser apenas transformação de matéria, aquilo que descreveu Antoine Laurent de Lavoisier. Um vegetal precisa do solo – para se fixar e dele extrair a essência da sua alimentação e crescimento; da água para, no processo de osmose, se alimentar e  se alimentando transforma em alimento; precisa do vento para polinizar e desse mesmo vento retendo o gás carbônico, o transforma em oxigênio, gerando vida; e da luz, que gera calor e possibilita o processo da fotossíntese, essencial à sua própria existência e à existência do Planeta Terra. O objetivo não é descrever a vida, mas a mais-valia, parte do processo do Conhecimento. A mais-valia é a capacidade do ser humano de criar, a partir de informações pretéritas, instrumentos que possam proporcionar à humanidade, qualidade de vida. A informação na construção de novas tecnologias, são na verdade a correta aplicação de conjugação de tecnologias passadas, ou seja, do ponto de vista econômico, seriam trabalhos pretéritos associados a trabalhos atuais, um novo Conhecimento produzido e que de forma equivocada é tratado como um novo invento – frise-se não existiu e nem existirá invento, tudo já existe, desde a criaçãodo Planeta Terra – o que se tem é uma nova tecnologia, uma nova transformação do trabalho pretérito em trabalho atual, um Conhecimento que sofre o acúmulo de novas informações e no cruzamento das hipóteses criadas, testadas, descartadas e assimiladas, chega-se ao novo Conhecimento e não uma invenção, pode ser sim,uma descoberta, uma criação, uma nova funcionalidade da matéria já conhecida. Para provar a funcionalidade da matéria já conhecida, tomemos como exemplo uma paixão do ser humano: o automóvel. O coração, a pujança, a vida de um automóvel é o seu motor. A criação do motor é uma nova funcionalidade da matéria já conhecida. Como? Explico: para construir o motor, citemos o trabalho de Rudolf Diesel, o criador do motor a diesel. Para chegar a esse motor, que funciona com o produto derivado da quebra do petróleo, foi preciso que inicialmente o homem dominasse a tecnologia de quebra do petróleo, ou seja, refinar o petróleo a fim de extrair dele, os seus subprodutos necessários ao funcionamento da criação de Rudolf  Diesel. Para se chegar ao subproduto óleo diesel, foi necessário, compreender que o petróleo era um combustível; foi necessário criar mecanismos de extração do petróleo; foi necessário criar mecanismo para refinar o petróleo; foi necessário que num processo de várias eras geológicas, o Planeta Terra, num processo mais dinâmico procedesse à decomposição da matéria prima, que o homem dará o nome de petróleo. Ou seja, muito antes de Rudolf Diesel criar o seu motor, tudo já existia. Tudo já existia, para Rudolf Diesel, o combustível só se transforma em rotação do motor porque outras criações, outros produtos, outros Conhecimentos Pretéritos, criaram partes mecânicas, que uma vez testadas, assimiladas, aperfeiçoadas e/ou descartadas, propiciaram um arranjo, que associado ao Conhecimento em transformação, produzido por Rudolf Diesel, foi possível criar uma parte mecânica que transformada em força de atrito com o Planeta Terra, fosse possível fazer com que os rolamentos impingissem um atrito que empurrasse o Planeta Terra para trás e numa força contrária e de sentido oposto o Planeta Terra empurrasse a criação mecânica para a frente – Leonardo Da Vinci e Isaac Newton –  e somente assim: Conhecimentopretérito, mais valia, Conhecimento atual, vontade de transformar, cruzar informações, gerar novas possibilidades, que naquele momento a capacidade criativa se concretizou. Leia também: Construindo a Descrição do Conhecimento Clarificando o Conhecimento Validação do Conhecimento O Tempo e a Validação do Conhecimento O Conhecimento, a Descrição Teórica e Operacional e a Relação Tempo e Espaço Conhecimento Consequente da Produção das Informações

Policiais militares mineiros na proteção da infância e da juventude

O município de Ituiutaba — no Triângulo Mineiro — é sede do 54º Batalhão da Polícia Militar da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ali, os profissionais de polícia ostensiva e preservação de ordem pública prestam serviços de proteção aos cidadãos e comunidades. De modo especial, envolvem-se com a proteção da infância e da juventude, pois estão comprometidos com o desenvolvimento das futuras gerações. A exemplo do que afirmado anteriormente,  foi a realização de mais um Projeto Patrulheiro Mirim de proteção à infância e juventude ituiutabense. Nesse projeto, com “a duração de oito meses, contou com aulas diversificadas”, ministradas pelos “policiais militares e voluntários”, com o foco na seguinte temática: filosofia infantil; canto; capoeira; natação; educação e segurança no trânsito;  prevenção às drogas; direitos da criança e adolescente; contação de história; educação financeira; ordem unida; educação moral e cívica e artes plásticas.  Após o encerramento das atividades daquele projeto, foi realizada,  no dia 12 de novembro,  “a formatura da 5ª Turma do Projeto Patrulheiro Mirim” e a solene cerimônia “aconteceu no Palácio Ponto Alto Festas e foi prestigiada por várias autoridades e familiares das crianças envolvidas no projeto.” Mas, o ponto singular daquela solenidade, e que deixou os participantes emocionados, foi o “momento em que as crianças, em demonstração do aprendizado, realizaram o juramento do Patrulheiro, comprometendo a se manterem longe da violência e serem sempre respeitosos e disciplinados.” Com as informações da PMMG

Globalismo é ideologia, globalização é sociedade de mercado distante da burocracia

Após a escolha do Embaixador Ernesto Fraga Araújo para conduzir a política externa brasileira, no governo de Jair Bolsonaro, houve uma inquietação geral. Muitos jornalistas e comentaristas políticos da grande mídia protagonizaram estrondoso espetáculo de ignorância e incultura, na tentativa de analisar as credenciais “anti-globalistas” do futuro ministro. Confundindo globalismo com globalização, fingiram enxergar — ou tentaram fabricar — um suposto antagonismo entre Ernesto e Paulo Guedes, futuro Ministro da Economia. Segundo as ilustradíssimas inteligências que povoam a grande mídia, não há diferença entre o anti-globalismo e a anti-globalização, embora estas duas posturas não sejam apenas distintas como opostas uma à outra. Para evitar que erros, desinformações e bobagens dessa natureza se alastrem, partilho com os leitores do Senso Incomum uma breve conceituação, fruto dos meus estudos pessoais e parte de um projeto que não demorará a se tornar um livro: O globalismo é a ideologia que preconiza a construção de um aparato burocrático — de alcance global, centralizador e pouco transparente — capaz de controlar, gerir e guiar os fluxos espontâneos da globalização de acordo com certos projetos de poder. Não há, portanto, nenhum motivo plausível para confundir uma coisa com a outra. A globalização econômica consiste no fluxo global e espontâneo dos agentes econômicos que não só não necessita da interferência de burocratas, como funciona melhor na ausência de interferências burocráticas e é prejudicado por elas. O globalismo, por outro lado, é a tentativa de instrumentalização político-ideológica da globalização com a finalidade de promover uma transferência do eixo de poder das nações para um corpo difuso de burocratas cosmopolitas e apátridas, que respondem não às comunidades nacionais, mas a um restrito conjunto de agentes de influência com acesso privilegiado a esses burocratas — o que, no limite, significa a substituição das democracias representativas por um regime tecnocrático e pouco transparente, no qual o poder decisório está concentrado nas mãos de alguns poucos privilegiados. Ao que tudo indica, o Chanceler Ernesto Fraga Araújo não terá apenas uma função diplomática, mas também uma função pedagógica e de esclarecimento das nossas elites sobre a centralidade do embate entre o soberanismo e o globalismo na atual conjuntura global. Afinal, em que pese esse ser o tema central dos debates nos EUA e na Europa, os cosmopolitas provincianos da grandes mídia ainda vêem o tema com muito estranhamento.

Validação do Conhecimento

Diferenciar uma imagem de um código requer múltiplos acúmulos pretéritos de informações, é necessário não se deixar enganar pelo cérebro, é necessário distinguir criteriosamente o ponto focal, é necessário conhecer a tênue linha que separa a lógica da matemática, ou mesmo, que separa a linguagem da escrita, é necessária sagacidade e acima de tudo capacidade que clarifique o Conhecimento.  Quando alguém diz que 2 + 2 são 4, tanto na lógica como na matemática, a observação é validada de forma correta, realmente 2 + 2, são 4. Na lógica não existe outra possibilidade, 2 + 2 são 4, ponto. Na matemática nem sempre 2 + 2 são 4, podem ser várias outras possibilidades de respostas, porque a matemática admite outras informações periféricas não compatíveis com a lógica. A matemática nessa questão que se discute, tem enunciados próprios que validam outras possibilidades de respostas. O mesmo raciocínio pode ser observado em relação às palavras que são grafadas de forma idêntica, mas que em idiomas diferentes recomendam compatibilizar informações pretéritas. Pensemos numa pessoa cujo idioma nativo é o português e que conhece o idioma alemão e em viagem pela Alemanha, ao avistar determinada palavra estando em situação de automatismo funcional, o seu cérebro imediatamente a lê e a decodifica como no seu país de origem, sem se aperceber que o código de validação daquela imagem deve ser alterado para o ambiente onde se encontra.Essa forma não apropriada de automatismo funcional é evidenciada quando nos deparamos com um texto traduzido de outro idioma e que recomenda o Conhecimento de elementos culturais próprios de uma determinada época ou região. O tradutor– não obstante a sua capacidade técnica – por não vivenciar a cultura nativa do texto a traduzir, ou mesmo por não conhecer os valores atribuídos ao texto – incorpora à tradução, juízos de valores incompatíveis com o texto, o traduz a partir das suas experiências, dos seus conhecimentos e dos seus valores,distanciando da realidade que buscava transmitir o produtor original do texto. O Conhecimento quando identifica essa vulnerabilidade na intermediação da informação que se pretende acrescentar aos seus conhecimentos pretéritos, recomenda a sua não validação, pois o prejuízo decorrente da apropriação inadequada de um conjunto de imagens e códigos, podem desacreditar toda uma ordem, fazer fluir o caos e desestabilizar a confiança daqueles que o buscam. O Conhecimento é tese, antítese e síntese, é positivo, neutro e negativo. É amor, ordem e progresso. É fé, esperança e caridade. É corpo, alma e espírito. É igualdade, liberdade e fraternidade. É união, amor e independência. É hipótese, variável e conclusão. É comburente, combustível e calor. É princípio, meio e fim.  O Conhecimento é em si a verdade, refuta a  vaidade, corrompe a mentira, trabalha a inteligência, busca o crescimento da humanidade, constrói pontes para a paz, é tolerante, ampara, assiste, distingue e acima de tudo permite ao homem compreender sua missão no universo, sua responsabilidade com o próximo, com as coisas, com os feitos, com a posteridade e com o presente. O Conhecimento que se manifesta como o conjunto de informações pretéritas, hoje produzidas,permitirão à humanidade tomada de decisões acertadas e compatíveis com a grandeza do homem que compreende o seu ambiente mediato e imediato. O Conhecimento trabalhado a partir de uma plataforma digital, num mundo onde a matriz da produção do conhecimento é fruto de um algoritmo, por mais que se empreguem conhecimentos de manipulação humana na construção do algoritmo, onde se buscou informações necessárias à construção do programa, o que se produz não é conhecimento, pelo contrário é apenas mais uma informação. Um autómato, por si só, produz apenas informações, só teremos Conhecimento quando aquelas informações puderem ser traduzidas de acordo com a sensibilidade sensorial que norteia a produção do Conhecimento. As informações digitais, sejam imagens, sons, códigos ou ondas, mensuráveis sob o ponto de vista quântico, não substituem a capacidade humana de cruzar informações e definir objetivamente estratégias a aplicar para que o conjunto dessas informações se transformem em Conhecimento. As informações digitais ajudam a definir com objetividade e minimização de erros os Conhecimento produzidos.Essas informações, quando agrupadas e com tratamentos estatísticos objetivos,permitem elaborar hipóteses mais favoráveis ao Conhecimento.  A tecnologia é fruto de Conhecimento, os bens e produtos decorrentes da tecnologia são frutos do Conhecimento, os serviços decorrentes da tecnologia também são frutos do Conhecimento, mas a tecnologia em si não é conhecimento, ela é um instrumento para se chegar ao Conhecimento,ela é uma matriz que corretamente trabalhada, permite àquele que cruza as suas informações transformar os bens, produtos e serviços em Conhecimento. O Conhecimento, por ser uma relação direta com o ambiente, não aceita outra premissa senão a especulativa. É observação em constante contradição com a estabilidade. Demanda informações pretéritas na mesma intensidade que cria novas hipóteses, influenciadas por variáveis dinâmicas  que demandaram validações contemporâneas. O processo de validação é fruto de informações pretéritas em constante mutação, a verdade anterior poderá ser ampliada, revista, ou simplesmente abandonada, assim o Conhecimento não é uma essência em si mesmo, mas o caminho que clarifica o entendimento.     Ao longo dos tempos a humanidade encontrou formas de decifrar as informações pretéritas deixadas como registros do Conhecimento das várias civilizações e isso só foi possível porque os registros tinham uma lógica, eram imagens e códigos, com sequências e repetições que faziam presumir o que se propunha exprimir. Mas apesar da escrita ainda ser uma realidade recente em relação à história da humanidade, as informações fornecidas, durante épocas distintas a partir da sua inserção no cotidiano da humanidade, passaram a ser Conhecimento exclusivo de algumas ordens. O maior risco que corre o Conhecimento é se transformar numa linguagem não-material, ou seja se transformar em algo a ser transmitido em formato diferente de código ou imagem,algo a ser transmitido em meios que demandem utilização de tecnologia dependente de fontes de energia e leitores apropriados a modelos computacionais. Se transformando em linguagem diferente da compatível com o processo de interpretação dos nossos terminais sensoriais, ela de nada valerá. No mundo como o conhecemos hoje, há uma supremacia

Em Chapecó, Santa Catarina, um encontro de cidadãos protegidos e protetores

Um evento realizado, no último sábado (10), em Chapecó, Santa Catarina, marcou um encontro de cidadãos protegidos e protetores. Realizado nas instalações do aquartelamento do 2º Batalhão de Polícia Militar, unidade operacional de fronteira (2ºBPM/Fron), da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). A finalidade  precípua do significativo encontro visou à aproximação dos membros das comunidades chapecoenses: aqueles que protegem — integrantes dos órgãos da segurança pública — e os que são protegidos: os cidadãos e suas respectivas comunidades. Denominado “Quartel aberto”, este foi a terceira edição dessa iniciativa vitoriosa  que privilegia o encontro de cidadãos protegidos e protetores. Nessas oportunidades, os membros dos órgãos das forças de segurança, além da aproximação necessária para conquistar a confiança dos cidadãos, têm oportunidades de mostrar-lhes o que fazem, como fazem e o que usam para protegê-los, em todo o tempo. No encontro de cidadãos protegidos e protetores, além dos policiais militares do 2ºBPM/Fron, participaram, também, os bombeiros-militares, outros policiais civis e militares, guardas municipais, agentes penitenciários e agentes de trânsito das seguintes unidades, órgãos e entidades: 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental e das unidades do “Canil, Pelotão de Patrulhamento Tático, Cavalaria e Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (Rocam)”; 6º Batalhão de Bombeiros Militar; Polícia Civil; Fórum de Chapecó; Instituto Geral de Perícias (IGP); Secretaria de Justiça e Cidadania, através do Presídio e Penitenciária de Chapecó; Secretaria de Defesa do Cidadão, através da Guarda Municipal e Agentes de Trânsito. Entre as diversas atividades desenvolvidas no encontro dos cidadãos protegidos e protetores, destacaram-se : “o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd)”; Rede Catarina de Proteção à Mulher”; “mini pista de tiro com Air Soft para os pequenos”; “uma exposição de armamentos e equipamentos”; “passeios nos cavalos e nas motocicletas”; “apresentações do Canil, Bombeiros e Banda do Colégio Marechal Bormann”; funcionalidades do “complexo prisional de Chapecó”; “o interior de uma viatura de socorro dos Bombeiros e noções de primeiros socorros”; “helicóptero do Serviço Aeroespacial de Fronteira (Saer/Fron) da Polícia Civil” e a “pista ecológica, exposição e orientações” dos cidadãos protetores aos protegidos. Diante dos resultados positivos alcançados pelas atividades desenvolvidas e aprovadas com unanimidade pelos participantes do IIIº “Quartel Aberto”, o “comando do 2ºBPM/Fron já sinalizou a realização da 4ª edição do evento, que deve ser realizada em outubro de 2019”. Com as informações da PMSC.

Clarificando o Conhecimento

Passadas as explicações preliminares, buscamos clarificar o Conhecimento, como componente da descrição da inteligência da humanidade. Para clarificar o processo da construção do Conhecimento naqueles que se propõem a isso se permitir; devem, reportar-se a algo que fizeram ou fazem cotidianamente. Tais ações correspondem a ler um livro, assistir a um filme, ir a uma peça de teatro ou assistir a uma partida de futebol, coisas do prazer; ou mesmo para aqueles que professam uma religião, ir à missa, assistir ao culto ou ler o seu livro sagrado. Quando iniciamos estas ações, o primeiro minuto é parte do tempo que mais demora a passar. Isso porque estamos recebendo informações atualizadas pelo nosso cérebro. Então, na medida que o tempo passa, menos nos apercebemos dele porque o nosso cérebro está processando as informações buscando antecipar as conclusões finais. Na verdade, todos os minutos se passam na mesma intensidade de tempo. O nosso cérebro, com menos informações a processar e no estado de ócio, deixa se influenciar pelo tempo. Em síntese, a única dimensão que prova a nossa existência. Na medida que o tempo passa criamos uma relação com essa dimensão que cada vez mais nos empurra para distante do início da especulação do Conhecimento. Criamos a falsa ideia de que há um passado, um presente e um futuro. Na verdade, só temos o presente, as informações pretéritas fazem parte de um conjunto de experiências que só têm validade no tempo presente. O tempo que virá, quando vivido, não se classifica como futuro, mas o presente de uma possibilidade trabalhada e sustentada por informações pretéritas. A base de formação de todo o Universo, sustenta-se pela perenidade que só se manifesta naquilo como conhecemos. Isso ocorre nos reinos animal, vegetal e mineral. No reino mineral, susceptível de fluidez passada e futura, isto é, somente aqueles minerais que possam ser transformados inúmeras vezes. São excluídos, nesse caso, os minerais fruíveis e irreversíveis, como a água, o petróleo, o mercúrio, os radioativos, dentre outros. Os vegetais e animais não guardam as características da perenidade pela vulnerabilidade de suas composições. A produção do Conhecimento é uma função própria do homem porque pressupõe a validação das informações sensoriais. A partir desse Conhecimento o homem cria mecanismos de difusão e perpetuação do que se conhece. As formas primárias de difusão do conhecimento se manifestam, nos dias de hoje, onde tribos ainda não civilizadas e nem mesmo contatadas — como é o caso da Amazônia Sul-americana — utilizam a pintura rupestre como informação dos locais de caça, pesca e agricultura. O Conhecimento da humanidade sobre o planeta em que vive é algo distante das potencialidades. Distante das informações disponíveis, dos acessos necessários à compreensão do ambiente, pois demanda compreensões sobre o ainda não compreendido. Requer maturidade para saber ler as informações do ambiente e sentir o que o planeta tem a dizer. É necessário ao ser humano o nível de sensibilidade próprio daqueles cujo a transmissão do Conhecimento se faz pela via genética. É preciso ao ser humano algo não disponível em registros históricos e que no presente momento pela necessidade de digitalizar as informações, afasta-se cada vez mais da perpetuação da informação. O homem criou mecanismos para decifrar códigos antigos e se viu capaz de criar mecanismos de comunicações com gerações sucessoras. O homem criou máquinas para difundir o Conhecimento Criou os meios para perpetuar o conhecimento acumulado e transmissível de geração em geração. No entanto, o homem contemporâneo vem perdendo essa capacidade de transmissão do Conhecimento na forma física, quando cria mecanismos digitais de arquivo das relações sociais. Assim, o homem põe, à mercê das probabilidades, a perpetuação do Conhecimento. Perde-se o registro histórico, perde-se a história oral, perde-se a compreensão do mundo e retorna-se à barbárie. O Conhecimento, por ser um processo que tem a capacidade de se transformar, aperfeiçoar, atualizar e reconstruir, precisa de ser constantemente alimentado. Seja pela especulação, pelo discurso, pela praxe, pela retórica, pelo proselitismo e principalmente pela negação como instrumento de controle da vaidade. O Conhecimento deve prover à sua existência que é fazer crescer a humanidade e não encontrar fora disso qualquer outra destinação. O  Conhecimento não pode ser vaidade, aquele que busca o Conhecimento deve saber que é apenas um instrumento para o crescimento da humanidade. Deve compreender que aquilo que acumulou nada mais é do que a sua visão do problema, que ele não é essencial, o essencial é o Conhecimento, que o seu fim é criar condições para que outro desenvolva uma visão mais acertada, condizente, factível e necessária ao crescimento da humanidade naquele momento. Dar a Conhecer é um exercício que encerra um conjunto de valores — próprio das relações entre os homens — e de virtudes próprias da relação entre aquele que almeja o Conhecimento e o Conhecimento que se estrutura. O Conhecimento não é uma futilidade porque não é apenas uma questão de apropriação. É uma essencialidade, pois requer ser alimentado pelo prazer das construções e reflexões do pensamento. Requer que o ócio próprio de quem a ele possa contribuir não seja consumido por questões pessoais, mas por questões que busquem confortar a humanidade, que busquem criar alternativas para, de alguma forma, melhorar o ambiente que se vive, acima de tudo buscar um novo homem. O Conhecimento não deve ser fruto do confronto. Deve ser fruto de um pensamento limpo, desprovido de raiva, ira, maldade. Deve ser livre de qualquer outra confrontante que leve à perda do senso crítico. Que influencie ou tencione distorcer o caráter de pureza que lhe permeia. O Conhecimento não coloca em dúvidas a validade do que se pretende construir. Não se revela falho pela não observância de princípios construtivos da criticidade, da razoabilidade, da factibilidade e da aplicabilidade que se busca como acúmulo de informações preteridas validadas e condizentes com uma resposta propícia ao crescimento da humanidade. O embate não constrói, ao contrário destrói o Conhecimento. Temos a obrigação de compartilhar o Conhecimento e a obrigação — não só moral, como também ética — de compartilhar como condicionante de

A descoberta de Uma Joia Bem Guardada

Aconteceu, nesta terça-feira (13), a localização de Uma Joia, que se encontrava entre as bem-guardadas joias de nosso Jornalista João Bosco de Casto. E, foi a Senhora Beatriz Campos de Paulo e Castro, a autora da descoberta de uma joia bem guardada . Após a descoberta, a autora não se conteve. Leu o conteúdo de Poligamia. Depois narrou a descoberta, e, declamou a Poligamia, às pessoas queridas de seu querido esposo. Poligamia – Uma Joia Bem Guardada  “Poligamia. (João Bosco de Castro) Às Cinco Mulheres Minhas, Que Ainda As Posso Ter. DÉBORA, és a abelha LIS, a operária De vida vária e de cabeça afeitaÀ vontade virtuosa e ao trabalho!…JANAHINA: a boa ZÁHIDA, de cabeça e de bons modos,Cheia de Apolo e de Dionísio, sem aviso,Que ligas o Mar bramoso ao Paraíso!…BRUNA, que tens o ar inquieto de uma DÁPHNEE do campeão: um vencedor fremente.Que Jamais cansou os ossos e não se cansa a mente!…ANA, a cordeirinha — Tão LÍVIA, a qualquer hora, todo o dia.Muito manhosa e coberta de inglesia,Nesta feliz alegoria de soberba:Porque são todas — todas e todas! —Cheias de vida e embevecidasDesta GRAÇA, a mãe DAGÁ, forte guarida,A grande Obreira, audaz e muito arteira.Mas serena, exigente e convencidaDe que a Vida vale esta vida!— E valerá?!… Oh! Se valerá!… —Oh! Se valeu, inda vale e valerá.Porque me propelem as Cinco à labuta diuturnaDe trabalho ao trabalho, suor e malho,Peças gentis dum mosaico de retalho!…Filhas e Mãe, a quem amo e amarei,A meu modo travesso e silenciosoAos ouvidos, e ao coração, loquaz,Que refuta a guerra e guarda a paz,Dote capaz de tornar o Homem homem,Neste mercado infeliz de lobisomem!…,Mundo sutil, que ablui o corpo imundo,Para fazê-lo mais são e mais fecundo,Ainda que lhe não respeitem o direitoFilhas e Mãe, de quem gosto e gostarei,De ser um humano Mundo!…Filhas e Mãe, de quem gosto e gostarei,Deste meu jeito, que rejeito,Pois as amo e amo, tanto,Tanto e tanto, que o meu acalantoNão passa, às vezes, de silentes suspiros, Que não lhes dizem, mas lhes falam uma verdade!E a verdade fala:Enquanto houver Amor, A Vida exalaO hálito perene e tão solene:Que não é mais que a própria vida,Esta nossa, que é só nossa, e a Outra Vida!Bafejo real ou sopro incerto de quimera,Esta vida une o Outono à Primavera! Belo Horizonte, MG, 12 de setembro de 1.987. JOÃO BOSCO DE CASTRO“ A Declamação da Joia bem Guardada Coube, à Senhora Beatriz Campos de Paulo e Castro, compartilhar, com os queridos familiares e amigos do Poeta João Bosco de Castro uma declamação da Joia Bem Guardada. Ouça, por favor, o seguinte áudio:

Construindo a Descrição do Conhecimento

Conhecimento é um processo de validação da informação que chega ao nosso cérebro. Consiste numa análise de informações pretéritas acumuladas a partir da exposição do cérebro às experiências dos nossos terminais sensoriais. E favorecem a(o) audição, visão, olfato, tato e paladar. Assim, o cérebro cruza as informações obtidas, e, possibilita muitas conclusões, a partir do estoque de experiências acumuladas. As experiências acumuladas não se encerram nos simples fatos de seus registros. Mas, a partir dos terminais sensoriais, multiplicam-se, em progressão geométrica. Procuram respostas ao infinito cruzamento de variáveis que se processa no nosso cérebro. E encontram respostas para todos os fenômenos que são observados e/ou sentidos na natureza. O nosso cérebro precisa de estímulos, para produzir o Conhecimento.Na medida que nos distanciamos dos estímulos, nos distanciamos do Conhecimento. Dar a Conhecer é uma função adquirida pelo correto emprego dos estímulos. Cruzar informações, numa velocidade não medida, favorece o aumento do estoque de Conhecimento. Como qualquer outra função que se busque aperfeiçoar, o Conhecimento é uma oportunidade de crescimento. E remete-nos a outro nível de compreensão e de entendimento do universo circundante. O Conhecimento, por ser um processo dinâmico, demanda aceitação e especulação e não é propício àqueles que demonstram preguiça mental. O Conhecimento, por ser cruzamento de variáveis, impõe a quem dele se aproprie, constante exercício da atividade mental. O Conhecimento não pode ser entendido como dual, pois, se assim o fosse, o seu entendimento morreria, em si só, e não seria conhecimento. Seria apenas descrição do estado natural, ou seja, sentido o fenômeno, a informação seria arquivada e não gravitaria em torno dela as especulações necessárias, para a produção do Conhecimento. É isso, na verdade, o que difere a matemática da lógica. Na matemática construímos uma expressão para validar uma informação, na lógica procuramos entender o pensamento que constrói a informação. Em outras palavras, na matemática nos cercamos de teorias, enunciados, fórmulas, ou seja, informações pretéritas, para construir uma expressão que valide uma informação. Na lógica, nos concentramos no pensamento simples, sem deixar se influenciar pelas informações periféricas. Nela, devemos nos distanciar das informações sensoriais e nos centrar nas informações descritivas do fato em si, não se traduzindo, portanto, em conhecimento. Na lógica, não nos é facultado especular. A nós é recomendado apenas centrar no cerne da questão. Isso é muito semelhante aos espetáculos de ilusionismos, onde ocorre a busca de informações para validar a arte do profissional. Nesse caso, nosso cérebro desconsidera informações primitivas e, finalmente, engana-se. O Conhecimento, em muitos casos é confrontado com a realidade. Leva nosso cérebro a formular conclusões errôneas do ambiente. Cita-se, à guisa de exemplo clássico, o caso de rampas descendentes opostas, que se cruzam ou mesmos e encontram num ponto qualquer. Tem-se, então, a impressão de que o veículo liberado se desloca em marcha à ré. Dando-se a impressão de que estivesse subindo a rampa que descia, quando na verdade ela desce em relação ao veículo que vem na rampa oposta. Porém, essa rampa sobe em relação ao veículo que nela trafega, deixando-nos a impressão de que sobe, em marcha à ré. E o conjunto das informações visuais não permite ao cérebro uma conclusão apropriada do evento observado. Pois bem, se o Conhecimento não é potencialidade dual, então pode-se classificá-lo como potencialidade tríplice. Isso porque necessita de uma construção objetiva, uma especulação subjetiva e um entendimento clarificado. Necessita ser uma hipótese em tese, uma compreensão em antítese para ser ao final um Conhecimento em síntese. Necessita o Conhecimento de uma positividade, ou seja, uma afirmação deque aquela realidade é a mais factível e verossímil. E tem de suplantar a negatividade do discurso que busca desqualificar as suas bases e não se deixar  influenciar pela neutralidade do óbvio ululante. O Conhecimentonão é algo a ser dado, é algo a ser construído, algo a ser escolhido. Quem busca a Conhecer deve primeiro ser conhecido. Deve primeiro ser aceito. Deve primeiro permitir que o seu cérebro encontre a fertilidade necessária para crescer, se transformar, se cobrar, pois a quem é dado a Conhecer, mais responsável se tornará e mais se cobrará. Leia também: Clarificando o Conhecimento Validação do Conhecimento A Aplicação do Conhecimento O Tempo e a Validação do Conhecimento O Conhecimento, a Descrição Teórica e Operacional e a Relação Tempo e Espaço Conhecimento Consequente da Produção das Informações

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