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Uma História de Vida Num Centro de Gestão de Documentos

Durante muitos anos – parte significativa da minha vivência profissional na Polícia Militar de Minas Gerais – me vali dos registros históricos como construção do conhecimento, afinal eles são a essência de tudo quanto, amigo da história, produzo. Particularmente me classifico como um validador, cujas referências são o grande bibliófilo e bibliográfo português Joaquim Martins de Carvalho, natural de Coimbra, nascido em 1822 e falecido em 1898, que produziu uma obra literária de intervenção cívica com ênfase nas liberdades públicas e nos interesses locais. Outro nome singular na validação histórica e que muito acrescenta ao meu método de validação é do genealogista e historiador francês Jean-Baptiste-Pierre Julien, Le Chevalier de Courcelles, nascido em 1759 e falecido em 1834, que em sua obra publicada na década de 1820: A Arte de Verificar as Datas, antes e após Jesus Cristo, conjuntamente com o também francês, Marquis de Fortia d’Urban, se tornam os primeiros à escreverem sobre a ocorrência de uma Rebelião em Minas Gerais e da existência de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Completa a tríade de referenciais o genealogista e historiador português Anselmo Braamcap Freire, nascido em 1849 e falecido em 1921 que escreveu sobre os Brasões da Sala de Sintra, um registro histórico dos brasões de armas das famílias portuguesas de origem. Os registros históricos movem a minha produção e acrescentam mais valia aos meus conhecimentos. Na minha visão de amigo da história, compreender a história é como galgar um muro e olhar por cada fresta que se apresenta e, juntando todas as imagens, construir uma narrativa própria e fiável do ponto de vista da memória que se quer perpetuar. Particularmente as minhas obras demandam pesquisas nas fontes primárias, visitas aos locais abordados, conversas com as pessoas e, sobretudo, um debruçar sobre as imagens formadas e a interpretação acumulativa de anos de viagens, conversas, leituras, manuseios de materiais históricos, contemplações e o constante reescrever a partir de uma nova informação que se percebe de forma aleatória e que quase se faz desentendida. É justamente o acaso quem move aquele que manuseia um documento em arquivo, tem-se que estar pronto para o improvável, o inusitado, a peça que faltava para completar o quebra-cabeças pode aparecer a qualquer momento. Uma das minhas pesquisas é sobre a História (in)Completa da Academia de Polícia Militar de Minas Gerais – Símbolos, Ideais e Conhecimentos, onde as informações disponibilizadas pelo Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais foram relevantes no processo de validação de nomes, datas, atos, fatos, eventos e exemplos. Com certeza o Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais é um espaço que permite ao pesquisador não apenas acessar a fonte primária, mas de forma responsável, perceber o processo de construção de uma história singular que se caracteriza pelos registros da vida de cada um dos homens e mulheres que construíram, constroem e, em permanente reconstrução, tornam atual o significado da Polícia Militar de Minas Gerais. Mas tudo isso é pontual, talvez pessoal, ou ainda atenda ao propósito próprio de alguém que se vale das informações em arquivo, para atender pura e exclusivamente à uma questão de família, segundo a lei de acesso à informação. No entanto, para um pesquisador o contato com a fonte primária é a mais sublime das oportunidades de se construir a sua própria hipótese de validação histórica, de ser único, alguém a ser contradito e ao mesmo tempo respeitado pelos seus pares. Recentemente escrevi sobre a gênese de um nome, cujo o título é “Gontijo – Origem do Nome de Família” como topônimo e ao mesmo tempo antropônimo, com origem em Braga – Portugal, muito provavelmente incorporado para reforçar a origem familiar, uma pesquisa que me obrigou no aprofundamento histórico e na imersão em arquivos públicos do Brasil, de Portugal e da Espanha. Escrever sobre a gênese de um nome, me conduziu na busca da genealogia da minha família materna e como Organizador do projeto denominado “Raízes do Coração – Uma História Familiar”, onde é relatada a importância do 3o Sgt Galdino Antônio dos Santos, no contexto do que somos e nos tornamos, são as informações disponíveis nos arquivos do Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais que nos permitem avançar além da história familiar e compreender as dificuldades de uma família, cujo patriarca ingressou na então Força Pública do Estado de Minas Gerais em 02 de fevereiro de 1933, com 42 anos de idade e, cuja a pensionista, sua filha solteira, recebeu pensão até o mês de seu falecimento, em agosto de 2017. Os arquivos do Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais, para quem se propõe à pesquisa, pode revelar algumas informações significativas da vida da própria Corporação e dos seus integrantes e que ainda podem ser validados por outros arquivos de interesse da Corporação, caso do Instituto de Previdência dos Servidores Militares e do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais. Nos arquivos do Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais vamos descobrir que o Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais, só foi considerado como equivalente ao ensino fundamental no ano de 1953. Que no ano de 1955, se torna equivalente ao ensino médio e que no dia 10 de junho de 1983, torna-se equivalente aos cursos superiores do sistema civil de ensino, retroagindo seus efeitos aos formandos do ano de 1973, isso há exatos 40 anos. São os arquivos do Centro de Gestão Documental da Polícia Militar de Minas Gerais que vão nos revelar que um Oficial da PMMG, no início da década de 1950, se torna destaque em projetos de educação da ONU, junto às Escolas Caio Martins. São os mesmos arquivos que nos permitem entender a grandeza da Corporação quando chamada à formação da Polícia Militar do Estado de Rondônia e também da Polícia Militar do Estado de Roraima, nas décadas de 1980 e 1990. São nos mesmos arquivos que vamos ter o relato das Missões de Paz da ONU

TELAS MENTAIS.

Carlos Alberto da Silva Santos Braga. Todas as organizações aspiram pelas melhores mentes e buscam construir hipóteses. Testando-as, procuram melhores oportunidades de alcançar os seus objetivos. A maximização dos objetivos é o que eleva a humanidade ao patamar seguinte de evolução e conhecimento. Todas as organizações são sistemas de conhecimentos e aprendem a partir do estoque de informações acumuladas ao longo das eras. As organizações não são apenas instituições com fins ou propósitos específicos. Não são apenas empresas ou conglomerados, ou apenas espaços de educação continuada e ensino. As organizações são corpos que funcionam a partir do fluxo de informações e impulsos e que são validadas pelo conjunto de conhecimentos pretéritos, registrados ou não, construídos dentro dela própria ou a partir da vivência no chamado mercado – local onde se busca os melhores profissionais, as melhores ideias, os melhores produtos e sobretudo a melhor hipótese futura de sucesso. As organizações são de ordem material e imaterial. Seu patrimônio é o conjunto construído a partir do capital intelectual. Sua estrutura é o somatório de experiências, conflitos, resoluções de problemas, feed-back, aperfeiçoamento de processos e utilização de insumos adequados para a consecução dos objetivos. As organizações podem se estruturar sobre modelos econômicos, clubes de serviços, associações comunitárias e, principalmente, sobre modelos de ordens. Afinal, o conceito de administração deriva de um modelo de ordem específica, a ordem militar. As ordens têm funções diferentes no contexto das organizações, elas subsistem, em tese, pelo acatamento ao princípio – a verdade necessária. Essa é a ideia de concepção de uma ordem. No entanto, a compreensão da verdade necessária se, não de conhecimento geral, pode ser desvirtuada e levada à verdade contingencial – a retórica. O uso prosélito da verdade contribui para o afastamento do princípio e a consecução de objetivos diferentes dos objetivos primários, da essência ou da construção da ordem. As ordens se classificam em religiosas, filosóficas e militares. Seu arcabouço é a hierarquia, a sua subsistência é a disciplina, a sua perenidade é o acatamento à norma e o seu fim é a perpetuação da verdade necessária que se estrutura desde sempre. Seus pressupostos de realização da função conceptiva, podem ser baseados em bulas, cânones, regimentos, dogmas, sofismas, enunciados, teorias e ainda tratados baseados na ética, na moral e na legalidade. A verdade necessária, aquela que se estrutura desde sempre, pode ter o nome que você quiser – idealizador, Deus, criador, predecessor, iniciador, guru, mestre, ídolo, cientista, Big Bang – não nos interessa, desde que ela se sustente pela razão do universo e não pela razão da humanidade. Há um jardim, na cidade de BudaPeste, na Hungria, do lado de Buda, com dois lados. Referem-se às duas tribos que ocupavam os lados opostos do Rio Danúbio e que posteriormente vão dar origem à cidade. Localizado numa colina, recebeu o nome de “O Jardim dos Filósofos”. É uma obra com os referenciais religiosos do mundo, contemplando uma esfera, como se estivessem à zelar pela unidade do planeta terra e ajudar no entendimento mútuo entre as distintas culturas. Naquele jardim, contemplando a esfera, estão as esculturas de Abraão; Echnaton; Jesus; Buda; e Lao Tsé. Ao lado, encontram-se outras três esculturas, a de São Francisco de Assis, Mahatma Gandhi e Daruma Taishi, personagens que também influenciaram o desenvolvimento espiritual da humanidade. Diferenciar a verdade necessária, do uso prosélito da verdade, deve ser o objetivo de quem faz parte da ordem. Mas, isso só acontecerá, se aquele que da ordem se nutre, conheça o que da ordem se espera. Pois, se da ordem se vale, dela não se espera a verdade necessária, apenas o proselitismo. A ordem não deve ser uma forma de ascensão e nem tampouco de locupletar, a ordem é a essência da vida como organização e modelo de constância na persecução dos objetivos da iniciação. A ordem é a manutenção do universo, a sustentação do equilíbrio das órbitas, as ondas inaudíveis que fluem pelo espaço e que de forma quântica, permitem a sua percepção e o crescimento da humanidade. Nem todos conhecem a essência, nem todos ascenderam ao cume do obelisco, nem todos comungaram das faces do poliedro. Eventualmente, um ou outro, se elevará. Mas somente aquele que se eleva sabe os motivos e a sua missão, pois a quem muito é dado, muito será exigido. A elevação difere do comando, estar no ápice como atividade política de sustentação da ordem, não quer dizer que se encontrou o caminho, diz apenas que há necessidade de uma cabeça e que a cabeça pode ser apenas uma forma de proteger o conhecimento, de agregar, de permitir que se encontre aquele que imergiu e, depois de conhecer o recôndito de si mesmo, elevar-se aos objetivos que transcendem o entendimento desse mundo. Como uma grande batalha, onde somente um será o vencedor, assim nos procedemos na busca da verdade necessária. Só um ascenderá e esse um, mesmo ele, não saberá quem é. Somos de uma realidade, vivemos uma dimensão e nos estruturamos segundo o modelo dessa dimensão. Os nossos registros são telas mentais construídas a partir dessa dimensão, qualquer outra – que sabemos existir – não será alcançada pelos olhos e conhecimentos dessa dimensão. Assim como a onda transpassa a partícula, a energia supera a matéria e a verdade necessária se impõe perante a verdade contingencial. É pela natureza da essência que a Ordem subsiste e não será pela impureza prosélita que permanecerá. Pois o livre-arbítrio é o que, nas palavras de Giambatista Vico, nos impulsiona ao progresso e à barbárie. No processo de continua aprendizagem acumulamos o conhecimento a partir de imagens, todas as vezes que nos elevamos e aprendemos algo, aquela imagem é associada a outra e a tela se aperfeiçoa, a nitidez nos permite avançar, proporciona novas associações, permite que escrevamos mais e melhor, não há necessidade de pensar, a nitidez da tela proporcionará inúmeras interpretações, cada qual mais ajustada e necessária ao ambiente. O momento atual de compulsão pelo improvável, pelo insano, pelo desprezo e pela volúpia, corroborado pelo alinhamento ideológico que transpassando

NÃO VOU FALAR SOBRE RACISMO E SIM SOBRE HISTÓRIA.

  A vivência na Europa, em período recente da humanidade, permitiu-me a mim, entender um pouco mais sobre a história das colonizações como um processo de exploração econômica. Não se iluda, em momento algum se tratou de um processo de ocupação para povoamento, foi e continua a ser dentro de um contexto puramente econômico. Alguém poderá dizer que as colonizações não existem mais e que a minha afirmação está errada. Poderia o ser, se e somente se, na hipótese de ser a abordagem, baseada na ocupação do espaço, ela vai além disso. Quando se trata do pacto mundial pelas migrações, não estamos falando de geração de renda para os países de onde provém aqueles que optam pela migração, como alternativa de vida. É e continua a ser – o pacto mundial pelas migrações – uma colonização para fins de exploração econômica. A maioria daqueles que compõem a corrente migratória é capacitada, no entanto, não vai ser inserida no mercado de trabalho qualificado, mesmo que seja inserida no mercado regular, fará parte da classe de serviços gerais não qualificados, ou seja, trabalharão nos restaurantes, bares, cafés, hotéis e serviços marítimos de travessias – os chamados navios de cruzeiros. Se alguém falar que trabalharão na construção pesada, estes certamente terão um salário melhor – é um serviço qualificado. O processo da exploração econômica qualificada, funciona com base na situação nativa, primeiramente os nativos do próprio país, depois os nativos da Europa Ocidental, em seguida os nativos da Europa Oriental, para em sequência os melhores qualificados brancos e só depois os melhores qualificados não brancos. O resto não conta. Os serviços da previdência social dos países europeus sabem que um trabalhador migrante qualificado tende a buscar melhores oportunidades e, portanto, vai gerar receita para os cofres previdenciários e raramente gerará despesas. Em muitas situações – observação própria da realidade – os migrantes não são registrados e a polícia administrativa dos órgãos trabalhistas faz vistas grossas. O nativo geralmente tem direito a determinado valor salarial, os não-nativos registrados outro valor e os migrantes, a par de um argumento de solidariedade e preocupação no acolhimento, além do não-registro funcional, recebem bem menos. Quase todos os países europeus que partiram para colonizações, como atividade de exploração econômica, tinham colônias na África Subsaariana, ou seja, onde há a incidência da raça negra. Para esses países o contato e as relações sociais com os negros fazia parte da vida em sociedade, mesmo que infelizmente, na forma como cativos. A raça negra fez, faz e continuará a fazer parte da formação da população daqueles países europeus e de suas ex-colônias, com exceção de um país: a Espanha. Infelizmente a Espanha é um país que não tem relação com a raça negra como formação da sua população endógena. Isso é visual, basta andar pelas ruas da Espanha, ou avance para mais distante e veja a quantidade de negros que existem nas ex-colônias espanholas na América. O máximo de miscigenação que ocorreu na Espanha, decorre dos séculos de ocupação moura. A Espanha é um conjunto de regiões com línguas nativas diversas, com uma língua oficial imposta e com viés antagônico em relação a eles próprios, onde o referencial de uma determinada região é uma afronta a outra e a adoção de ícones de forma negativa ou pejorativa é uma das manifestações da realidade da Espanha. Nem todos os espanhóis pensam assim, no entanto, a história demonstra o que vivenciamos nesse momento histórico e reforçando: NÃO FALEI SOBRE RACISMO E SIM SOBRE HISTÓRIA.

Ao Tio Adelfo – Uma homenagem póstuma.

Um dia eu me levantei e percebi que tudo quanto eu mais amava deixou de existir. Não existe mais materialmente, virou energia, a mesma energia que no café da manhã na minha casa, se transformava num dobrado. A energia que relatava com pormenores os fatos da vida e os vivia intensamente. A energia que era sempre gratidão, nunca se revoltava ou o mal dizia, esperava e acreditava que algo seria melhor, é apenas o momento, não é a rotina. A energia que agradecia a cada momento ao Criador e que amava a cada um dos seus. A energia que cresceu, batalhou, recebeu, ajudou, se fez presente e nunca se esqueceu de nós. A energia que brincava, sorria, cantava, tocava o seu instrumento e em essência, encantava. A energia que mesmo não completamente amparada – não falo da sua esposa, era alegre, pensava e agia de forma positiva. A energia que relatava os tempos passados, falava de amor e procurava entregar o que de melhor havia em seu coração. A energia que nunca será esquecida e enquanto um de nós, que convivemos com ele, se lembrar, estará presente em nossas memórias, nas nossas alegrias e nos nossos corações. Hoje meu tio Adelfo, levantei-me e só há uma palavra a dizer – saudade. Meu tio Adelfo, aplaine os nossos caminhos, faça o que sempre fez, deixe o ambiente com o mesmo amor, paz e graça que dedicou aos seus pais, irmãos, filhos, sobrinhos, cunhados e sogros e de forma diferenciada o seu padrasto e irmãos de criação. No meu coração, a luz da sua presença nunca se apagará, porque a Estrela que me guia é o Amor que demonstrou em toda a sua vida. Te amo meu tio, jamais me esquecerei de ti. Que Deus conforte o coração de todos nós e nos proporcione a paz e o entendimento do que se passa neste momento. Essas são as palavras que o seu sobrinho, Carlinhos da Maria do Galdino, encontra para agradecer o pouco tempo de convivência e as alegrias das memórias que se farão presença. Deus é conosco.

 GONTIJO: ORIGEM DO NOME DE FAMÍLIA

   Carlos Alberto da Silva Santos Braga Contato: carlosbraga1962@gmail.com    Sou natural da cidade de Bom Despacho, Estado de Minas Gerais, no Brasil e residi na cidade de Braga, Portugal no período de fevereiro de 2016 a outubro de 2022, oportunidade em que fiz uma pesquisa sobre a História da Família Braga da Silva. A história da construção do nome e a cidade de Bom Despacho no Estado de Minas Gerais no Brasil, (BRAGA, 2023). Na referida história relato sobre os topônimos – ou seja, tem origem num nome geográfico, refere-se a um lugar – e os antropônimos – ou seja, é um nome próprio ou nome de batismo, como os nomes ligados à minha família: Rodrigues, Braga, Silva, Couto e Freitas.  Viajando pela Península Ibérica, me debrucei sobretudo na história das cidades da Galícia Romana: Braga, Astorga e Lugo e as dimensões das fronteiras daquelas possessões Romanas resultantes do processo de urbanização e criação das cidades citadas que ocorreram nos anos de 16-15 a.C. O curso d`água principal naquela região, que foi de domínio romano, é o Rio Minho, cuja nascente é num pedregal de rochas glaciares denominado de Pedregal de Irimia, na Serra da Meira no Concelho homônimo, naquela parte da Galícia, na Espanha, (BRAGA, 2022). A fronteira sul da Galícia Romana com a Lusitânia vai ser o Rio Douro, (CORREIA, 2020).  O idioma oficial da Galicia é o galego, há uma obra do linguista Fernando Venâncio, intitulada: Assim Nasceu uma Língua, onde de forma suave narra o nascimento da língua portuguesa a partir da junção de múltiplas influências – dos celtas aos árabes, passando pelo alemão, indo mais longe ao pôr o português como descendente direto do galego e não o latim.  Na convivência com a língua portuguesa, em Portugal e nos países de língua oficial portuguesa, com independência tardia, podemos perceber a sonoridade da língua e a sua entonação própria como a ênfase germânica – seca, diferentemente de nós brasileiros, onde a entonação é mais próxima do francês – mais arrastada, o que nos leva, em alguns casos, à não compreensão adequada do que se está falando.  Historicamente a proximidade entre os povos da Galícia Romana, sejam em Portugal ou na Espanha, vai subsistir mesmo com o fim da ocupação romana e ter continuidade com a ocupação dos Suevos e Visigodos, povos germânicos, que influenciaram na língua e na formação das características físicas dos povos. Ainda hoje, quando se refere à uma pessoa branca, de cabelos claros e olhos claros, se diz que é um Galego.  Os conselhos de Braga em 561 e 572 fornecem muitos detalhes sobre a Igreja durante a presença Sueva. O terceiro concílio de Braga em 675 e o décimo Concílio de Toledo (656) iluminam a ação da Igreja no Reino Visigótico hispânico após a conquista dos Suevos em 585. Para além do fim do Reino Suevo em 585, a Igreja continuou com muito vigor sob os visigodos. (DIAZ, 2011 apud FERRERO, 20–)  A Hispânia era toda a região onde hoje conhecemos como Península Ibérica, o que ocorreu a partir da reconquista da península por Caio Júlio César Augusto no ano 38 a.C., foi a divisão em várias províncias e a parte noroeste recebeu o nome de Galécia Romana, (CORREIA, 2020). Posteriormente com a expansão do cristianismo, o Arcebispado Primaz da Hispânia, se estabelece na cidade de Braga em Portugal, onde se mantém até os dias de hoje. Sendo o seu Arcebispo, na época do Couto de Braga, Senhor da diocese Primaz da Hispânia, (SOARES, 2011, p. 539).  Uma das características do idioma Galego é a não utilização da letra “J”, que vai ser substituída pela letra “X”, assim a grafia da palavra hoje, é hoxe, de José, é Xosé, de Javier, é Xavier – daí deriva o nome de família do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, nome que se mantém no português, haja visto a Galícia, como formação histórica ser um território cujas fronteiras eram o rio Douro.  Não apenas a grafia com a letra “J”, em Justiça, grafada com Xustiça, vai ser substituída pela letra “X”, acontece também com as palavras escritas com a letra “G” e com o som de “J”, como em Gerais, que se escreve Xerais. De forma cômica na grafia de Gente, se escreve Xente, Oh Xente!. Ou ainda, Girar, que se escreve Xirar. Em viagens pela Espanha, em locais onde não se fala o Galego, a Prefeitura, no Brasil, cujo homônimo em Portugal é Câmara Municipal, é conhecida como Junta e na Galícia como Xunta, o Diário Oficial da Galícia é produzido pela Xunta de Galicia, (XUNTA DE GALICIA, 2023).  Toda essa narrativa se tornou obrigatória para esclarecer um dado sobre a origem de um nome de família muito comum na minha cidade, esse nome tem uma relação de muitas memórias de infância, pois emprestava o nome à uma fazenda aonde sempre ia nas minhas férias escolares, que está situada quase no centro da cidade de Bom Despacho e na entrada de um bairro, conhecido como vila e com o mesmo nome. É o nome Gontijo.  Algumas pessoas dizem que é um nome de família com origem geográfica proveniente da Espanha, inclusive, uma obra publicada como Dicionário das Famílias Brasileiras, o diz. Outros o mencionam como origem na cidade de Braga, Portugal na Freguesia de São Victor e outros ainda, mencionam um local chamado Dume, em Braga, Portugal.  Sem nos ocuparmos dos nomes das primeiras pessoas a utilizarem o nome de Família Gontijo, vamos nos ater ao essencial, que se manifesta em afirmar sobre a origem geográfica do nome Gontijo.  Para quem não teve a oportunidade de conhecer adequadamente a Galícia e a história da formação daquele território a partir dos aspectos econômicos, políticos, sociais e religiosos, é muito fácil correlacionar a utilização do termo galego e hispânia como sendo apenas território espanhol. Não o é, a sede do Arcebispado Primaz da Hispânia é em Braga, Portugal, desde tempos Galécios, (ARQUIDIOCESE DE BRAGA, 20–).  A correlação galega e hispânia ao território apenas da

A quarta geração de Tiradentes

No dia de hoje, 21 de abril, data em que se comemora o Suplício do Protomártir da Independência do Brasil e ícone da Inconfidência Mineira, fiz uma visita à Maria Amélia Gonzaga Braga, a quarta geração de Tiradentes após o salgar a casa. Salgar a casa, nos dizeres de Costa Val e Viana (2008), é por sua vez uma simbologia de não permitir que sobressaiam vestígios do condenado e de seus atos, ressaltados pelo erguimento dos padrões que representavam a condenação. Após a condenação de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, pelo Tribunal de Alçada, nos termos da sentença aplicou-se o salgar a casa, o apagamento da memória do supliciado. Com o apagamento da memória, não há que se falar em herdeiros e, conforme o direito da época os bens passariam ao Estado, o Juízo do Fisco e da Inconfidência, foi instaurado para se fazer o levantamento dos bens do supliciado. Não era mais permitido usar o nome XAVIER pelos descendentes de Tiradentes, os quais passaram a assinar o nome GONZAGA. A família GONZAGA fixou residência na localidade da Boa Vista, atualmente um distrito do município de Martinho Campos, próximo aos Rios Lambari e Capivari, na bacia hidrográfica do Baixo Rio Pará. Uma das mulheres da família Gonzaga contraiu matrimônio com um dos homens da família Braga da Silva, que residia na trabanda do Rio Capivari em Córrego Areado e Barreiro no município de BomDespacho. O nome da mulher é Maria Amélia Gonzaga Braga, esposa do meu primo José Braga Sobrinho, filho da minha tia Alice Braga da Silva. Na pessoa de Maria Amélia Gonzaga Braga, fica a minha reverência e respeito ao nome TIRADENTES.

Espaços públicos e significados.

Largo, Larguinho, Campo, Praça, Rotunda e Praceta são alguns espaços públicos e significados divergentes, nos lugares que falam o Português. Sem desmerecer e, muito menos ainda, desconhecer os esforços dos nobres pares que, passando por vários significados viários, julgam ser a mesma coisa, aquilo que conceitualmente não o é. Por muitos anos, até residir em Portugal, me perguntava “O por quê de Larguinho?” aquilo que para mim era uma pequena praça, que existe na minha Bom Despacho, no Estado de Minas Gerais, atualmente conhecida como Praça Altino Teodoro. Como especialista em mobilidade urbana sabia que conceitualmente o “larguinho” ou o pequeno largo, também não poderia ser praça, haja vista ser a “praça” um encontro de várias ruas ou avenidas, que a cortam diametral ou radialmente, ou ainda um espaço ladeado por três ou quatro ruas ou avenidas diferentes, permitindo a circulação em todo o seu perímetro, ou de veículos, ou de pessoas ou de animais. Em Braga – Portugal, eu residia numa Praceta, conceitualmente uma pequena praça acessada apenas por uma via de entrada e saída, quase um condomínio fechado. Pouco acima estava o Campo das Hortas, uma praça maravilhosa e pouco mais à esquerda o Campo das Vinhas, outra magnífica praça, estava alargado o meu entendimento de “praças”. Abaixo da minha morada, na via de acesso à Praceta, havia uma Rotunda, ou seja, uma rotatória, um artifício da engenharia de trânsito para redução de conflitos e fluidez do tráfego. Mas e o Larguinho, o pequeno Largo? Bom, como o próprio nome o diz, algo que se torna óbvio quando se vive a criação romana de antes de Cristo, um Largo ou Larguinho, é um espaço público, ao largo da via, na lateral da via, com acesso apenas pela lateral daquela via, não há encontro de outras vias e nem tampouco cruzamentos e que adentra ao perímetro do quarteirão ou quadra – conforme a linguagem local. Como diziam os povos de antanho: “Passei ao largo”, que quer dizer“passei pelo comprimento do lado”. Ou ainda, como reforço de linguagem, um grande veículo com a inscrição em espanhol “veiculo largo” veiculo comprido. Assim, eu posso cruzar uma Praça, adentrar à uma Praceta, confluir num Campo, fazer uma manobra na circulação de uma Rotunda, mas nunca poderei executar tais operações de trânsito, como as descritas, num Largo ou Larguinho, pois o objetivo de ambos é o acesso a um espaço público com circulação de veículos, pessoas ou animais de forma condicionada. Depois de anos, percebo que o Larguinho, na minha Bom Despacho, pode ter sido edificado com o sentido de origem, no entanto, hoje é uma Praça e só romanticamente é considerado como um Largo. Espero ter ajudado.

Qual é a nossa geração dentro do conceito temporal?

Ao se indagar qual é a nossa geração dentro do conceito temporal, verifica que se encontra nas bases do pensamento econômico, sustentadas pelos estudos de Adam Smith. Definiu-se, então, como regra para determinar as gerações e a recomposição da força de trabalho um quarto de século. Assim, até hoje, quando se fala em gerações o limite temporal que nos vem à nossa mente é de 25 anos. Isso não quer dizer que quem nasceu há 25 anos passados já não pertence à geração atual, pois passado um dia dos 25 anos do limite temporal, a geração atual é outra. Isso é um equívoco interpretativo, ou seja, uma falácia. A minha, a sua, a nossa geração não se define como a minha, a sua, ou a nossa classe de formatura, um ano é um marco e não uma geração. Dar nomes, criar esteriótipos, ou ainda, qualificar uma geração pelas ferramentas disponíveis num mundo do conhecimento é a maior das hipocrisias, só faz sentido para quem formulou o conceito e os pares que o validaram num mundo de pura retórica, contingenciada pela necessidade de atribuir um nome. Uma geração, do ponto de vista de geração de riqueza e reposição da força de trabalho, como argumento conceitual da riqueza das nações é sim de 25 anos, mas não se aplica ao momento atual porque a sua concepção conceitual foi numa época de condições de trabalho, vida e salubridade eram próprias daquele momento. A nossa geração sob o prisma tempo conceitual é aquela que passa pelos mesmos dilemas, enfrentando-os com os mesmos conhecimentos, com as mesmas habilidades e com as mesmas ferramentas, encontrando ao final uma mesma lógica na sua solução. Facilmente explicável quando se aborda algo comum a todos nós, como por exemplo a formação para a vida. Numa imagem simples, vamos admitir como hipótese a vida escolar, com os nove anos do ensino fundamental e os três anos do ensino médio. Nesses 12 anos, tanto o entrante como o finalista vivem o mesmo modelo de produção do conhecimento, com as mesmas regras, os mesmos recursos e o mesmo direcionamento construído a partir das políticas públicas de educação. Mesmo sendo uma instituição particular, as diretrizes são estabelecidas pelo poder público, pois o objetivo é a qualificação para o ensino superior. Ao ingressar no ensino superior, ou mesmo no ensino profissionalizante, o foco será vencer aquela fase de formação, encontrar um bom estágio, ser reconhecido no estágio e acessar o mercado de trabalho e enfim ser um profissional, onde o mérito decorre não mais das políticas públicas de educação, nem do intercâmbio mercado de trabalho e escola e nem tampouco dos processos, mas sim da sua capacidade de entender o mundo – habilidade e competência. Não é um processo fácil e acaba por consumir outra parte das nossas vidas, de forma clara e ao olhar para os nossos lados perceberemos que já não são apenas 25 anos, a idade já se passou e ainda não reproduzimos, as estatísticas dizem isso, os censos reforçam isso e a história oral de cada um de nós confirma isso. Sim, 25 anos não definem mais as gerações, o que as definem são os problemas próprios de cada sociedade em lugares, condições de desenvolvimento, capacidade de manutenção da vida e do capital intelectual, respeito pela natureza e produção de alimentos e principalmente com o ser humano, algo muito complexo num mundo das informações que, invariavelmente, não se preocupa com a verdade necessária – aquela que filosoficamente trata da origem. As gerações de hoje são produtos do momento que vivemos, obviamente que os não-esclarecidos, os incapazes, os não habilitados ao conjunto das informações e os cerceados de direito de aprendizagem, não têm culpa das consequências decorrentes, exceto se o fazem por manipulação ideológica, por manipulação dos meios de comunicação social, ou ainda por procurar usufruir vantagens que desconsideram a humanidade e validam apenas a sua mais-valia, outra abordagem do pensamento econômico. Em suma, para qualquer direção que se tende analisar as gerações, dentro do contexto temporal, o ingrediente do Homo Economicus será o cerne da análise, afinal o homem é produto do meio e a barbárie e o progresso são como a roda do tempo, indiscutivelmente, retornaremos à barbárie, para assim alcançar um estágio de progresso mais avançado, com esta abordagem manifestava-se Giambattista Vico no século XVIII, ou seja, nada é novo.

Uma Mulher e seus parentes militares.

Nos seus oitenta e oito anos de vida, Graciosa teve esplêndida convivência com muitas pessoas, familiares ou não. Mas, na sua vida, conviveu muito com os militares mineiros. Tornou-se então, uma mulher e seus parentes militares. Neste Dia Internacional da Mulher, conheça a homenageada, desde o nascimento, infância, adolescência, casamento, família e o parentesco com militares e suas atividades acadêmico-literárias. O nascimento e a infância de uma mulher e seus parentes militares. Graciosa veio ao mundo, no dia 10 de setembro, no ano de 1929. Em seguida, veio uma das Primaveras mais floridas de Itapecerica, cidade aprazível da Região Geográfica Imediata de Divinópolis. Os anos passaram, dia após dia, naquele tempo festivo e aumentava a alegria dos pais, irmãos, tios e primos. Tempos depois, Graciosa mudou-se, com os queridos familiares, para Bom Despacho. Nessa cidade, edificaram-se as instalações da Estrada de Ferro Paracatu (EFP), que tornou-se o Ramal Paracatu da Rede Mineira de Viação (RMV), criada em 1931. Naquele ano, editou-se o Decreto-Lei n° 9.969, de 09 de Julho, criando o 7° Batalhão de Caçadores Mineiros da Força Pública do Estado de Minas Gerais, atual 7º BPM. Um de seus tios ingressou nessa unidade, tornando-se sobrinha de militar. Na infância, Graciosa viveu momentos de alegria, com as outras duas irmã. Houve, porém, um momento de tristeza, com o falecimento de uma delas. Veio-lhes, no entanto, o tempo de conquistas! Ambas as irmãs realizaram o Ensino Primário no Grupo Escolar de Bom Despacho. Não houve, contudo, a continuidade dos estudos, na Escola Normal, própria para moças daquela época. Isso implicaria na mudança de cidade e custeios elevados. A adolescência e o casamento uma mulher e seus parentes militares. Novo tempo de conquistas chegou às irmãs adolescentes da Cidade-Sorriso. Qualificaram-se para o acesso ao trabalho, na Companhia Industrial Aliança Bom-despachense (CIAB), fundada em 1938. Graciosa e a irmã trabalharam, naquele empreendimento, conhecido pelos Bom-despachenses de “fábrica de tecidos”. Sentiram-se, novamente, vencedoras. Alcançaram a possibilidade de independência, com os ganhos financeiros, ainda que pequenos. Às moças e aos moços abastados, favoreciam-lhes as escolas internas, nas cidades maiores das cercanias. Aos filhos dos ferroviários, da RMV, e dos militares, do 7º BPM, restavam-lhes, tão somente, alcançar uma das vagas disponíveis, na carreira ferroviária ou militar. A família de uma mulher e seus parentes militares. Primeira e segunda gerações de militares Além do seu tio, um de seus irmãos ingressou naquela Unidade da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). De igual modo, aquele que seria seu esposo, ingressou-se no 4º Batalhão de Uberaba. Com isso, Graciosa — que era sobrinha de militar — tornou-se irmã e mulher de militar, após se casar, no dia 8 de fevereiro de 1947, na Assembleia de Deus de Bom Despacho. Possivelmente, o Tu és divina e Graciosa…, do cancioneiro popular, som do clarinete, tocado pelo jovem esposo, soava-lhe melodicamente. A música uniu o jovem casal. Tornaram-se músicos e apaixonados e tementes da Deus. Foram abençoados, com a chegada dos filhos. Alcançaram, pois, nova conquista, com o ingresso do irmão do esposo e e marido de sua irmã, na PMMG. Graciosa se tornou cunhada , por duas vezes, e prima-irmã de militares, após um de seus primos-irmãos ingressar, no 7º BPM, e um outro matricular-se no Curso de Formação de Oficiais, no Departamento de Instrução (DI – da PMMG). Terceira Geração de militares O tempo passava e Graciosa ousou ir mais longe. Mudou-se com os filhos, a Belo Horizonte. Ficaria perto do esposo que, na Capital do Estado, realizava o Curso de Formação de Oficiais de Administração. Depois, mais uma vez, prima-irmã e tia de militares, um primo-irmão e um de seus sobrinhos ingressarem na PMMG. Seguiram-lhes, na carreira militar, outro primo-irmão e seus dois filhos mais velhos. Graciosa tornou-se, respectivamente, pela primeira vez, prima-irmã e tia e mãe de militares. Pouco tempo depois, a filha mais velha casou. O genro de Graciosa era Repórter da ex-Rádio Guarani, mas ingressou-se, também, na PMMG. Pela ela primeira vez, foi sogra de militar. Depois, Graciosa tornou-se, numa terceira vez, cunhada de militar. Contudo, outros dois sobrinhos, seguiram os exemplos dos pais — um irmão e outro cunhado de Graciosa. Tornou-se, pela primeira vez, tia de militares. Novamente, foi prima em segundo grau e mãe e tia de militares, após os filhos de dois dos seus primos-irmãos e mais um de seus filhos, e dois sobrinhos, e uma de suas filhas ingressarem na PMMG. Quarta geração de militares De igual modo, Graciosa ficou muito feliz, quando soube que um de seus sobrinho-neto e um de seus netos e o esposo de uma de suas sobrinhas-netas ingressaram, também, na PMMG. Um de seus netos casou uma militar. Foi pela primeira vez, avó e tia-avó de militares. Depois, uma de suas filhas casou-se com um militar. Graciosa se tornou sogra de militar, pela segunda vez.O casal foi abençoado por Deus. Geraram dois filhos. Esses seguiram os passos dos pai, ingressaram no Corpo de Bombeiros Militares — CBM-MG. Assim, Graciosa foi, pela segunda e terceira vezes, avó de militares. Foi, ainda, pela segunda e terceira vez, tia-avó de militar. Profissionalização e despedida deste mundo Em meio a tais acontecimentos, no princípio da Década de 90, Graciosa cursou o Ensino Supletivo dos 1º e 2º graus. Aprovada no Concurso do Vestibular, graduou-se em Pedagogia, na Faculdade Belo Horizonte, atual Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Especializou-se em Supervisão Escolar e escreveu os Livros Adolescentes Bem-Sucedidos e Vitoriosos e A História de Henrique (no prelo). Após uma vida de muitas lutas e de conquistas, a Vitoriosa Graciosa, denominada — mais de uma vez e publicamente — de Mulher Virtuosa, deixou-nos. Partiu ao encontro do Deus Único e Vivo que ela creu, e ensinou isso aos seus queridos familiares. Em suma, deixou-nos, no final da manhã do dia 18 de janeiro de 2018. Encontrava-se internada, no Hospital da Polícia Militar, onde ganhara os cinco filhos caçulas. Eis, afinal, o porquê da Homenagem do PontoPM, neste Dia Internacional da Mulher, à uma mulher e seus parentes militares.

MINHA ANTEVÉSPERA DE 2023.

Muitas coisas em minha vida só passaram a ter sentido quando tive a oportunidade de sair das páginas dos livros e realmente viver a História, seus lugares, suas personagens, seus nomes, seus povos e, sobretudo, suas ideias. Não que os livros fossem incapazes de transmitir a ideia do que se apresentava a mim como o conjunto de informações de uma civilização, particularmente aquela afeta à minha origem, que é a História de Portugal. Acumulei e continuo a acumular grande potencial de conhecimento por meio dos livros e, de forma exponencial, tenho expandido este conhecimento pelos sentidos relativos à visão e à audição, pois, lendo e ouvindo, vejo, percebo, entendo e, por fim, compreendo que tudo quanto se produz é fruto de um diálogo muito bem-estruturado entre o passado e o presente, habilmente descrito pelos argumentos daqueles que se propõem ao diálogo. Sabedor de que o momento histórico é fruto da capacidade de transformação das ideias e da correta compreensão delas, sei também que o acúmulo de imagens é resultado das interações sinápticas em nosso cérebro, cujo sucesso na interpretação dos fatos, atos ou eventos decorre da habilidade e manifestação da verdade, principalmente quando se juntam saberes, ofícios, prazeres e compromisso com valores e virtudes. Creio que muitos, e agora todos, sabem que minha origem como ser é a Cidade de Bom Despacho, no Estado de Minas Gerais, Brasil, e minha origem como família é a Cidade de Braga, em Portugal, onde fixei residência por quase sete anos. Braga, como origem de família, é um toponímico do qual provêm vários outros patronímicos e toponímicos existentes em Bom Despacho, dentre eles podemos citar: Rodrigues, Oliveira, Fidélis, Silva, Couto, Coutinho, Gontijo, Sousa e Rates. Nesta viagem na qual se aglutinam informações e imagens, percebo e compreendo aquilo que me é possível entender e, de forma responsável, busco complementar o entendimento que leva à compreensão, por meio do diálogo com mentes capazes não só de me obrigar ao questionamento, mas, sobretudo, ao dobramento perante o conjunto de elementos probatórios e configurativos de minhas indagações. Na Cidade de Bom Despacho, minha essência de ser, curvo-me perante o Espaço Camões, não apenas pelo conteúdo que nele se construiu, mas, e principalmente, por seu preceptor e não menos mecenas que gentilmente se dispõe a dialogar, sorrir, contemplar e rememorar sobre a Cultura e a História do Povo Lusitano. Seu idealizador e gestor é Profissional circunspecto a seu estilo de vida, comprometido com a única verdade existente e avesso à retórica desconstrutiva dos valores e das virtudes. Ler e, muitas vezes, encontrar posições antagônicas é algo normal em nossa vida, mas, quando se trata da História, principalmente daquela em que se busca a compreensão de um nome, reservo-me o direito e obrigação de, ao menos, minimizar o potencial ofensivo de um erro e, quando isso acontece, socorro-me do preceptor do Espaço Camões, que, na figura do Professor João Bosco de Castro, Militar, Historiador e Profícuo Entendedor da Língua de Camões e da produção literária deste, tenho a certeza de encontrar aquilo para o qual me preparei: culturalmente viver minha antevéspera de 2023. Fiz isso com a sensata revisão elaborada pelo preceptor do Espaço Camões: Oficina de Saberes, Letras e Artes – ECOSLA.

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