O São João de Braga.
Braga é a mais antiga cidade de Portugal. Criada antes de Cristo, pelos Romanos, que a dedicaram a Augusto César, está localizada no norte de Portugal, na Região do Minho em alusão ao Rio homônimo que divide Portugal e Espanha. É uma região com uma paisagem verdejante, terra do Vinho Verde e de romarias seculares onde o povo reza, canta e dança com uma alegria contagiante. Nela, o povo é carinhosamente conhecido por Minhoto ( que, para Caldas Aulete, é a “pessoa nascida ou que vive no Minho”. Assim, em Braga, os minhotos celebram, anualmente, a festa de São João de Braga. Nas muitas tradições, evidenciam-se os usos e costumes, Sobre eles, muito se poderia dizer, assim como dos trajes: os famosos trajes Minhotos — particularmente os das mulheres — sem esquecer os “lenços dos namorados”. Braga, além de ser a mais antiga cidade de Portugal, é, também, a terra onde se brinca o Vira, a Chula (Minhota) e o Malhão, entre outras danças populares e tradicionais. Em 1144, a Santa Sé, através do Papa Lúcio II, pela bula Devotionem tuam, de 1 de Maio de 1144, aceita a vassalagem, o censo e a doação do território e dá a D. Afonso Henriques, o título de “dux Portugallensis“, sendo portador da Carta, Dom João Peculiar, Bispo de Braga. Contam as tradições da Igreja Católica em Braga que as distâncias entre a Santa Sé e a cidade de Braga no, norte de Portugal, foram vencidas por Dom João Peculiar e que no dia de São João, 24 de junho daquele mesmo ano, foi entregue a D. Afonso Henriques o documento da Santa Sé que antecede à Carta da Criação do Estado Português, que se deu em 1179, sendo considerado o mais antigo Estado do mundo . Surge a partir de então, um sentimento de reverência ao Santo da Igreja Católica, que nas palavras de Cristo é o maior Homem nascido de Mulher. São João é o único Santo da Igreja Católica que se comemora a data de nascimento – 24 de junho – e a data do martírio – 29 de agosto. A festa de São João de Braga difere das restantes festas sanjoaninas de Portugal pela sua história, tão antiga, grandiosa e memorável, feita pelas pessoas da sua comunidade. Uma festa que preserva e revitaliza a identidade histórica e social dos festejos sanjoaninos de Braga, promovendo e afirmando as tradições e a etnografia da cidade como reflexo da alma bracarense. Nascidas em 1150, data em que é fundada uma igreja dedicada ao São João na cidade de Braga, foi ao longo dos tempos as festividades que se afirmaram como uma das festas de São João que mais pessoas envolvia, sobretudo em número de espectadores. As festas de São João de Braga são conhecidas pelo seu caráter de romaria, evidenciado na noite de 23 de junho. A maior noite do ano arranca com um cortejo, que em tempos era sinônimo da espontaneidade da comunidade bracarense. Em 1893 foram unificados os dois festejos sanjoaninos existentes até então na cidade: os do São João da Ponte e do São João do Souto. Se o primeiro tinha como característica principal a realização de uma feira franca, que acontecia na envolvente capela de São João, o segundo juntava às habituais celebrações religiosas uma procissão, onde o cortejo sanjoanino com a Dança do Rei David e o Carro dos Pastores eram os protagonistas. Com atividades onde o profano se fundia com o religioso, a Corrida do Porco Preto converteu-se num dos momentos mais importantes do calendário sanjoanino de Braga, a que se juntaram, já no século XVIII, os mascarados e bailes bíblicos. Em tempos, os romeiros da cidade, vindos das zonas mais rurais de Braga, juntavam-se no centro histórico de Braga e rumavam, por entre cantares e danças, até ao Parque da Ponte, onde, como devotos que eram, rendiam homenagem ao São João. A caminhada festiva era feita por homens e mulheres trajados dos pés à cabeça, com oferendas que levavam ao Santo Precursor e nem os instrumentos musicais ficavam para trás. Atualmente, recriando a tradição, o cortejo das Rusgas – Grupos Folclóricos que mantêm a tradição das danças, músicas e trajes da Região do Minho – tem-se o Desfile Etnográfico da Festa de São João de Braga com a sua concentração no Campo da Hortas e saindo da zona do Arco da Porta Nova segue depois pela rua D. Diogo de Sousa e rua do Souto, terminando na Avenida Central o epicentro da romaria, juntando os mais diversos grupos culturais da cidade no arranque da noitada de São João onde as marteladas e os alhos porros não faltam. As festas de São João de Braga acabaram por se confirmar como as festas maiores da cidade de Braga, vendo o número de eventos, de instituições, de pessoas envolvidas e de espectadores crescer ano após ano. Veja mais fotos: Fontes consultadas: Arquivo Nacional Torre do Tombo. Associação das Festas de São João de Braga. Igreja Católica em Braga
A Força Pública no Nordeste Mineiro – 3ª Parte
3.2.5 Gestão Estratégica para Resultados da Paz Social: a partir de 2011… Do Controle Científico da Polícia Militar nasce a Gestão Estratégica para Resultados da Paz Social, ao longo de Minas Gerais, com assento no profissionalismo policial-militar resultante do esmero, autenticidade, legitimidade e espírito público, e pronto para a produção de serviços públicos de proteção e socorro sociais à Comunidade e ao Cidadão. Somente se obteve esse grau de desempenho policial-militar confiável e eficaz, mercê da Educação de Polícia Militar, em todos os níveis da Qualificação Tecnoprofissional de habilitação coerente com capacitação profícua e objetivamente mensurável, de acordo com os parâmetros garantidos pela pujança humanística, metodológica e estratégico-pedagógica do Ensino, Pesquisa, Extensão e Treinamento, sob a certeira batuta da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro. Nessa fase da Gestão Estratégica para Resultados da Paz Social, o Nordeste Mineiro, gerido pela 15ª Região de Polícia Militar, ganhou a 14ª Companhia de Polícia Militar Independente, sediada em Araçuaí. Além de todas essas conquistas de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, a Força Pública Mineira — Polícia Militar de Minas Gerais — representa outras vantagens socioculturais ao Nordeste Mineiro. 3.2.6 Vantagens Socioculturais da Polícia Militar ao Nordeste Mineiro. 3.2.6.1 Banda de Música. Em dezembro de 1987, o então Tenente-Coronel Jaime Gotelipe Júnior (oriundo do Sétimo Batalhão de Polícia Militar/Bom Despacho), Comandante do Décimo Nono Batalhão de Polícia Militar, recebeu na Sede de sua Unidade, em Teófilo Otoni, para ministrar aulas de música aos Militares interessados em compor a Banda de Música do ainda jovem “Sentinela do Nordeste Mineiro”, dois Sargentos-Músicos: João Jorge dos Santos, do 10º BPM/Montes Claros, e Guilherme Figueiredo, do 2º BPM/Juiz de Fora. A partir de 5 de junho de 1988, quando recebeu instrumentos musicais Weril, doados pela Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni, os dois mencionados Militares-Regentes começaram, em regime de tempo integral, a ministrar aulas de prática instrumental a vinte outros Militares da Unidade matriculados na promissora Banda Musical. Em 7 de setembro de 1988, para as Festividades do Dia da Pátria, a pequena mas garbosa Banda de Música do 19º BPM saiu, pela primeira vez, às ruas, para execução do Hino Nacional Brasileiro, Canções Heroicas, Dobrados Militares e outras peças do Patrimônio Musical do Brasil. À tarde do mesmo dia cívico, a valorosa Banda abrilhantou as Cerimônias de Abertura da Exposição Agropecuária de Teófilo Otoni. Em 2005, inaugurou-se a Sala dessa relevante Banda abençoada por Santa Cecília, em favor da Arte de Enterpe, sob o zelo militar, em Teófilo Otoni e Vales do Mucuri, São Mateus e Baixo-Jequitinhonha. Em 2007, a Banda de Música do 19º BPM passa a integrar a Estrutura da Assessoria de Comunicação Organizacional da Décima Quinta Região de Polícia Militar. Assim, os benefícios socioculturais e estéticos oferecidos por essa já experiente e cativante Banda de Música podem chegar, mais facilmente, às diversas Unidades Policial-Militares, Cidades e Distritos dos Vales constitutivos do histórico e folclórico Nordeste Mineiro. 3.2.6.2 Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Teófilo Otoni. A Unidade Escolar do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Teófilo Otoni representa valioso apoio educacional de até Ensino Médio a Militares e respectivos Dependentes dos Quadros de Pessoal da 15ª Região de Polícia e suas Unidades, com malha curricular eficaz e arejada pelos fluidos melhores do respeito, disciplina, dedicação aos estudos, postura cívica, etiqueta e compromisso com a decência, humanização, dignidade, honestidade, compostura, liberdade sem libertinagem e vontade de automelhoramento integral do Indivíduo e Agregados Sociais. Vagas disponíveis, se as houver, serão cedidas a Pessoas da Comunidade Civil. 3.2.6.3 Orientação de Crianças e Adolescentes Contra o Uso de Drogas Ilícitas. Dádiva grandiosa é o PROERD ̶ Programa de Prevenção e Erradicação do Uso de Drogas desenvolvido por Militares Especialistas nessa Campanha Educativa na 15ª Região de Polícia Militar e respectivas Unidades, em favor da Tranquilidade Pública, no seio das Famílias, Escolas, Entidades Socioeducativas e, prioritariamente, entre Crianças e Adolescentes. O PROERD desenvolvido pela Polícia Militar de Minas Gerais é considerado um dos melhores e mais efetivos do Mundo. 3.2.6.4 Ações Sociais em prol da População Civil e Militar do Nordeste Mineiro. Campanhas de vulto social são desencadeadas por Policiais Militares no Nordeste Mineiro, como distribuição de alimentos e medicamentos a Civis e Militares. O ponto alto dessas Campanhas, em Teófilo Otoni e Nordeste Mineiro, pela 15ª Região de Polícia Militar e respectivas Unidades, é o desempenho qualificado, proativo e confiável de Oficiais e Praças do Quadro de Saúde da Polícia Militar integrantes dos Núcleos de Assistência Integral à Saúde, em favor da Família Militar. Extensivamente a Civis, os mesmos Profissionais Militares de Saúde proferem palestras e ministram ensinamentos sobre hábitos saudáveis e atitudes indispensáveis à melhor qualidade de vida e à preservação da saúde. Dessas ações importantes de cunho social, fora de aquartelamento, a Banda de Música Militar participa e ilumina a imagem institucional da Polícia Militar, nos seguintes projetos: a) Musicoterapia: tocata em hospitais e casas-lares; b) Em Favor do Ser: tocata em presídios e casas de recuperação; c) Sonata Familiar: homenagem externa a Militares recém-transferidos para a inatividade; d) Banda nas Escolas: estímulo aos Alunos para compostura cívica e apreciação de hinos e canções patrióticos; e) Sons do Mucuri: formação musical de Crianças e Adolescentes de bairros periféricos, pela positiva exploração do Folclore e Cancioneiro do Nordeste Mineiro; f) Celebra 100: homenagem a aniversariantes centenários; g) Praça Feliz: tocata em Praças Públicas de Teófilo Otoni e Região. 4 CONCLUSÃO A Polícia Militar — Força Pública Estadual — de Minas Gerais sempre cuidou da Felicidade Pública do Norte Mineiro, com a missão de garantir, como Força do Povo, com abnegação, disciplina, hierarquia, respeitabilidade, coragem, sacrifício, espírito de corpo, devoção ao bem contra o mal e preparo profissional e tecnocientífico elevado e compatível com os recursos tecnológicos, técnicos e educacionais de cada época histórica de sua existência, a Paz Social, pela efetiva Polícia Ostensiva e zelosa Preservação da Ordem Pública, em todo e qualquer Município ou Distrito da Região, ao Cidadão e sua Família, em favor da liberdade, propriedade, segurança e resistência contra a opressão,
A Força Pública no Nordeste Mineiro – 2ª Parte
3 A PROTEÇÃO PÚBLICA EM TEÓFILO OTONI, NO VALE DO MUCURI E ADJACÊNCIAS. 3.1 Antes do 19º BPM e 15ª RPM Dos primórdios do século XVIII, permeados pelo Período Imperial, ao fim da República Velha, no Brasil, quando ainda se impunha o Código do Sertão, raros Destacamentos de Polícia cuidavam da segurança de Minas Gerais. O Serviço Público de Policiamento Fardado nos Vales do Rio Doce, Mucuri, São Mateus e Baixo-Jequitinhonha, a partir da Nova República e Estado Novo, sob as luzes da Revolução Liberal de 1930 e da Revolução Constitucionalista de 1932, até meados de 1982, era realizado, empiricamente, pela Força Pública de Minas Gerais, por meio dos Destacamentos e Contingentes Policiais integrantes dos 3º, 6º e 10º Batalhões sediados, respectivamente, em Diamantina, Governador Valadares e Montes Claros, e Delegacias Especiais de Captura confiadas a Oficiais da mencionada Força (principalmente contra matadores profissionais pagos os tenebrosos pistoleiros, ladrões de gado, salteadores de fazenda e malfeitores de garimpo e garimpagem). Dentre esses Delegados Especiais de Captura às vezes, concomitantemente, nomeados para o cargo de Delegado Especial de Polícia, sobressaem dois dignos Oficiais: Coronel José Geraldo Leite Barbosa (autor de duas preciosidades: POLÍCIA EDUCATIVA e ASPECTO POLICIAL DE MANTENA), em Ataleia e cercanias, e Coronel Pedro Ferreira dos Santos, o Desbravador do Vale do Rio Doce, com épicas incursões no Nordeste Mineiro (Vales dos Rios Mucuri, São Mateus e Jequitinhonha), ambos formados nas primeiras Turmas do Curso de Formação de Oficiais do Departamento de Instrução do Prado Mineiro (fruto do Curso da Escola de Sargentos do Tenente José Carlos de Campos Cristo, de 1927, do Curso Militar e Propedêutico do Professor-Complementar-Capitão João Batista Mariano, de 1929-1932). Em 3 de março de 1934, inaugurava-se o Departamento de Instrução. Em minhas eras de pré-adolescente, na Vila Militar do Machado de Prata (o Sétimo Batalhão, ainda de Infantaria), em Bom Despacho-MG,ouvi, exatamente em 1961, da sábia e empolgada boca do então Capitão Fleuri da Silva Ribeiro homéricas narrativas sobre as diligências do valente e impetuoso Capitão Pedro Ferreira dos Santos, desassombrado e assombroso Delegado Especial de Polícia e imbatível Delegado Especial de Capturas, ao longo de Figueira do Rio Doce hoje, Governador Valadares e Nordeste de Minas Gerais, de Ataleia por Itambacuri e Teófilo Otoni, aos escabrosos rincões fronteiriços de Minas Gerais com Espírito Santo e Bahia. Fleuri contava-me passagens várias do Capitão Pedro Ferreira dos Santos o futuro Coronel Pedro, ora jocosas, ora tétricas, ora heroicas. Em sua fala cativante e verossímil, o narrador cuidou de uma quadra heptassilábica acerca dos feitos do bravo civilizador e famoso Policial Mineiro Capitão Pedro, lá pelas bandas de São Domingos do Araçuaí. Eu já lera, àquela época, no Cancioneiro Nordestino, a mesma quadra sobre as proezas do Capitão Virgulino Ferreira da Silva na épica vastidão das Caatingas: “Lampião vêiu? Num vêi não! Pruquê num vêiu? Num sei não!” Segundo o Capitão Fleuri, naqueles tempos saudosos do laço-húngaro nos galões, na calçada do Bangalô 13 da dita Vila Militar de Bom Despacho, onde morávamos (Ele morava com sua esposa Dona Eva no Bangalô 15), a quadra famosa não se referia a Lampião, o Comandante-Supremo do Cangaço Nordestino, mas ao insuperável Capitão Pedro, o Delegado de Capturas de todos os Vales do Nordeste Mineiro, incluídas as Plagas de São Domingos do Rio dos Chapéus: “Capitão Pedro vêiu? Num vêi não! Pruquê num vêiu? Num sei não!” Muitos anos após isso, li, já em 1990, em Antônio Dó, tratado de Etnopoliciologia do Antropólogo-Coronel Saul Alves Martins (2ª ed. — Belo Horizonte: Interlivros, 1979, página 61), decorrente de sua Dissertação de Mestrado em Ciências Sociais na Universidade Federal de Minas Gerais, os mesmos quatro versos, acrescidos de outros dois, mais longos, sobre as trapalhadas urdidas pelo Alferes Félix Rodrigues da Silva, o terrível e impiedoso Alferes Felão. Sobre as diligências desse Oficial dos 1º e 3º Batalhões de nossa Força Mineira, especialmente aquelas desencadeadas nas Veredas do Urucuia, Médio-São Francisco, Carinhanha e Alto-Jequitinhonha, eis trecho da dita página 61 de Antônio Dó, de Saul Alves Martins: “Sim, era verdade. Com a fama [do Alferes Felão], que já corria há tempos nas veredas do sertão, apareceu a cantiga em torno de seu nome e de seus atos. O vulgo sabe castigar os opressores e premiar os generosos. Em todos os lugares e culturas há registros de bons exemplos da força da sabedoria popular. (…) Assim dispostos e estimulados por uma taca de couro cru, a roda girava [de Urucuia a São Felipe…], lenta e cadenciada, ao ritmo de pancadas no assento de uma cadeira de tampo de sola, à guisa de tambor, batidas por um dos soldados que se colocara ao centro, enquanto a assistência, em coro, ia cantando: Felão vêiu? Num vêi não! Pruquê num vêiu? Num sei não! Felão, Felão, Felão, O Alfere da Maldição!” Na página 352 de Serrano de Pilão Arcado: a saga de Antônio Dó (de Petrônio Braz: romance histórico, Editora Saramandaia, 2ª ed., 2011), lê-se: Todos de mãos dadas — ordenou o Alferes [Félix Rodrigues da Silva, o Felão]. Comecem a cantar. Houve um silêncio. Até os soldados pararam de rir. — O que é que tão esperando? Sacou o revólver e atirou no meio do grupo. (…) — Andar em roda, um atrás do outro, cantando. Um tiro fez todos obedecerem. Cantaram: Felão veio? Não veio, não. Por que é que não veio? Não sei, não. Espora no pé tá tinindo. Foguete no ar tá zunindo. Felão, Felão, Felão, O Alferes da maldição. (…) Felão sentia um prazer mórbido. Sua exaltação aumentava cada vez mais. (…)”. Com tanta repetição dessa cantiga sobre valentões, sinto mais bafejos de verdade nos textos de Saul Alves Martins e Petrônio Braz. Não sei se o bravo labutador e estrategista Caçador de Pistoleiros, o Capitão Pedro Ferreira dos Santos, da Força Pública Mineira, em São Domingos do Araçuaí ou em qualquer outro recanto de suas peregrinas diligências de Delegado Especial de Polícia e Delegado Especial de Capturas, tenha motivado tais versos ou deles tenha merecido alguma paródia. Delegado
A Força Pública no Nordeste Mineiro – 1ª Parte
1 INTRODUÇÃO. Sob os parâmetros da Metodologia Historiográfica, pouco se pesquisou e escreveu sobre a História da Polícia Militar no Nordeste Mineiro. Convidado pelo operoso Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri — de cujos Quadros faço parte, como também dos da Academia de Letras de Teófilo Otoni — para ocupar algumas páginas de sua Revista a ser publicada ao fim deste primeiro semestre de 2019, com um texto sobre a Polícia Militar no Mucuri e em Teófilo Otoni, decidi atender-lhe com este Ensaio A FORÇA PÚBLICA NO NORDESTE MINEIRO. Escrevi-o com base em nichos eletrônicos da 15ª Região de Polícia Militar e 19º Batalhão de Polícia Militar da PMMG, escorados em algumas de minhas reflexões interpretativas, poucos Escritores e importantes notícias narradas por Oficiais de nossa respeitável Corporação da Paz Social Mineira.
Os Números e Quantificações: Falácias e Retóricas.
Não raras vezes ouvimos alguém expressando o significado dos números e quantificações. Invariavelmente, de forma não compatível com a sua real estrutura, que se origina nas conceituações concebidas a partir de enunciados, teoremas, axiomas e corolários. Um número tem um significado quantitativo e atende à ciência matemática e também é utilizado por outras ciências como uma das formas de descrever o espaço a partir de algoritmos que validam uma informação. Os números expressam exatamente a medida do resultado das suas várias combinações, não admitindo quantitativamente, outras interpretações que não sejam a lógica estrutural de suas concepções. Os números não têm início em “0” pois o número “0” só se reveste de valor significativo quando acompanha outro número diferente dele próprio, seja como condição posterior ao número “9”, ou ainda, quando antecedendo um número natural que sucede após uma vírgula. Assim, o seu valor não é “0” mesmo que tenda a “0”, ele já ocupa um espaço quantitativo na cadeia de valores, não sendo o caso da língua portuguesa, mas em outras línguas de origem gramatical latina, o seu significado é nulo, o seu nome não é zero e sim nulo. Dentre vários elementos derivados da Engenharia de Trânsito, temos um conceito que expressa com oportunidade o número “0”, trata-se do conceito técnico de Congestionamento = Grande concentração de veículos numa determinada área com deslocamento zero e velocidade nula. O número “0” no tempo, só precede ao evento, antes do seu início, imaginando uma partida desportiva, onde o cronômetro é fundamental, segundos após o início, havendo um ponto este deve ser lançado na súmula no minuto “1”, pois aqueles segundos fazendo parte do minuto “1”, não existe o tempo “0” o calendário utilizado não teve início no tempo “0”, não existiu a data 01/01/0000 e nem tampouco a data 31/12/0000, pois esse conjunto de datas faz parte do ano “1”. Outras demonstrações práticas da vida, que demonstram a inexistência do número “0” no tempo, podem ser extraídas da religião judaico-cristã, onde em passagens do Livro são descritas essas quantificações do tempo a partir do momento presente: “ao terceiro dia ressurgiu dos mortos”; “em três dias reconstruirei esse Templo”; e “ficou três dias na barriga da baleia”. Não diz três dias depois, não diz 72:00 horas após, quantifica claramente no terceiro dia, conta-se a partir do dia presente, hoje, amanhã e depois de amanhã. Outra situação é o sétimo dia da morte, onde se conta a semana da morte e não a semana seguinte, ou a próxima semana, se o fato se dá na terça-feira a semana se encerra na segunda-feira, haja vista, ser a próxima terça-feira parte da semana seguinte. Se alguém é contratado para trabalhar a partir do dia 16 e considerando que o mês civil tem 30 dias para fins do soldo devido, esse alguém tem direito ao soldo de 15 dias e não de 14 dias, afinal a conta se estrutura em (30 – 15 = 15), pois iniciando o contrato no dia 16, deixou de trabalhar os 15 dias que antecedem ao fato, que se quantifica no dia 16. As quantificações são consequências da necessidade de se dar sentido aos números, um número só expressa o valor até o limite da sua quantificação, o número 30 por exemplo só tem valor até ele próprio, pode ser utilizado para quantificar valores inferiores, pois o seu espaço quantitativo absorve todos os possíveis números até o limite da sua quantificação. Qualquer valor que se agregue ao número 30, já não pertence ao espaço quantitativo do número 30. Por hipótese, utilizando a moeda corrente de um País, $ 30,15 pertence ao espaço quantitativo do número 31, em moeda $ 31, e não mais ao número 30, em moeda $ 30. Pense bem, se um minuto ( 1’) de telefonia custa $ 0,15 e a tarifação se dá a cada minuto dois segundos ( 2”) nada custam? Obviamente que sim, custa o equivalente a 1’. Se um mês de aluguel custa $ 300,00, se eu me mudar antes nada devo? Obviamente que deve o proporcional dos dias que habitou o imóvel. Se um litro de determinado líquido custa $ 4,00, e se for consumido 1.002 ml será pago $ 4,00? Obviamente que não, será pago o valor de um litro mais o proporcional que pertence ao segundo litro. Isso vale para qualquer situação de quantificação. Tudo, por mais fora de propósito que possa parecer, tem um sentido, que é validar a quantificação. Uma falácia muitas vezes trabalhada como direito são as chamadas horas mensais de trabalho. Apresenta-se como uma falácia porque não existe em qualquer legislação a figura das horas mensais de trabalho, no caso brasileiro a Constituição Federal trata das horas diárias e horas semanais, isto porque seria impossível saber quantos dias não-úteis teria o mês; demandaria que os meses tivessem a mesma duração; demandaria que a quantidade de dias úteis fosse a mesma; demandaria a mesma estrutura dos dias da semana, enfim algo impossível. Por isso só encontramos nas legislações as horas diárias e horas semanais de trabalho, havendo países onde a remuneração se dá semanalmente, independente do mês, ou meses, que compõem aquela semana. Afinal tanto para o trabalhador como para o fisco, o relevante é a circulação da moeda. Obviamente que as profissões onde não podem haver solução de continuidade e as horas trabalhadas se dão por escala, fogem à regra geral, sem no entanto aceitarem uma lógica das horas mensais pela dinâmica que estrutura a composição das escalas e os rodízios necessários à produtividade, bem como pela quantidade de dias dos meses. Mas tudo isso deságua na retórica dos números, que é a sua utilização para atender a interesses setoriais, muitas vezes amparados pelo direito e pelas decisões dos tribunais, sem no entanto representarem efetivamente as quantificações até aqui descritas. Se determinada previsão estabelece um limite de idade para usufruir de determinado direito – como hipótese 24 anos a idade limite para a situação de dependência perante o fisco – pelas quantificações descritas
15ª Região da Polícia Militar Mineira recebeu homenagens em Teófilo Otoni
Numa sessão solene, a Academia de Letras de Teófilo Otoni e Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri homenagearam a Décima Quinta Região de Polícia Militar. Trata-se de Unidade Tática e Integrativa de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, com responsabilidade territorial naquela Região do Nordeste Mineiro. Para discursar em nome das Entidades de Cultura Literofilológica e Historiográfica, foi distinguido um dos seus membros, o Professor e Tenente-Coronel PM João Bosco de Castro, Jornalista deste Pontopm. A evocação encomiástica foi realizada no Plenário da Câmara Municipal de Teófilo Otoni, às 19h30min de 15 de junho de 2019. Na ocasião, João Bosco evidenciou os Doze Anos de Criação, Instalação e Desempenho daquela 15ª RPM da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ressaltou, também, sua responsabilidade territorial de polícia ostensiva e preservação da ordem pública e das Unidades Operacionais subordinadas, naqueles territórios mineiros. Veja as fotos seguintes que destacaram os momentos naquela noite. A cerimônia solene foi abrilhantada com a participação dos policiais militares músicos. Os presentes aproveitaram momentos de enlevo musical. Vejam e ouçam trechos musicais — da Canção do Expedicionário e do Hino de Minas Gerais — mostrados nos seguintes vídeos: No seu Discurso, João Bosco de Castro enfatizou a importância da 15ª RPM. Salientou que, na constituição operacional daquela Unidade, há o 19º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Teófilo Otoni; 44º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Almenara; 24ª Companhia de Polícia Militar Independente, com sede Nanuque; 26ª Companhia de Polícia Militar Independente, com sede em Itaobim e a 15ª Companhia de Polícia Militar Independente de Meio-Ambiente e de Trânsito, urbano e rodoviário. Desse modo, as ações de polícia ostensiva e preservação da ordem pública convergem à proteção das pessoas e das comunidades residentes naqueles Vales Mineiros!
O Espectro da Direita no Brasil
(…) é a aliança espúria entre os que escrevem e não aparecem com os que aparecem e não escrevem (…). W. Waak Publicado no último dia 9 (domingo) e divulgado, no portal Gazeta do Povo, “O Espectro da Direita no Brasil” é um excelente convite à reflexão de temas atuais. Por isso, vale a pena assistir ao vídeo mostrado abaixo. Nele Luiz Felipe Pondé, do canal Democracia na Veia, conversa, descontraidamente, com seu convidado, o jornalista político William Waak. São trinta minutos de lições a muitos profissionais e muitos deles (eram 1941, até o fechamento desta postagem) firmaram seus comentários. Daqueles comentários, destacamos: Os que foram mais apoiados: Finalmente alguém falou da Globo com a propriedade de quem esteve dentro. (962 gostaram e nenhum contrário); Poderia ficar escutando por horas. O nível é muito alto, muito legal a entrevista. Parabéns! (341 gostaram e nenhum contra); Adoro ouvir vida inteligente no planeta Terra. Está escasso aqui no Brasil. (212 gostaram e nenhum contra). Outros comentários: (…)Ótima entrevista, parabéns, porém tenho algumas ressalvas: 1) O Zeitgeist esquerdista foi manipulado, fato simples que prova isso é o Brasil ter uma população de maioria conservadora ter apoiado ideais de esquerda autodestrutivas durante tanto tempo, e o mesmo Zeigeist ter aparecido em todo o Oeste e ao mesmo tempo com pouquíssimas variações. 2) Nunca houve jornalismo parcial, a única coisa que tínhamos era um jornalismo inquestionável por falta de ferramental para tal, isso acabou, o cristal quebrou e isso é bom a médio e longo prazo. 3) O mundo ocidental de tempos em tempos sempre desafia suas grandes instituições, sempre foi assim, 3 movimentos no mínimos são necessários para encontrar a síntese. 4) A imprensa americana de hoje não é mais anglo saxônia a muito tempo, isso talvez explique a falta de compromisso com os fatos da CNN (conspiracy national network “CNN’s Ratings Plummet 33%” ) e isso está acontecendo c WP ,NYT e por aí vai. 5) O mundo é e sempre foi tribal, aceite assim como você aceita os fatos, pois é apenas mais um. 6) Creio que você confunde a noção de Estado com Nação e este é um dos pontos de críticas da direita aos liberais “globalistas”, nação é identidade e se baseia em (tradições, religião, etnia, instituições, história, geografia … ) o Estado não tem a obrigação de conservar nada disso. Brilhante análise sobre os desacertos e incompreensões do Grupo Globo diante da guerra cultural e da imensa onda político-social que se avolumava desde 2013. É notório que o Grupo Globo perdeu o rumo da história e se apequenou perante a sociedade. A direita acha que a Globo é de esquerda e a esquerda acha que a Globo é de direita… Enquanto não superar essa visão vai ficar nesse embate. Mas quando é noticiado um fato por essa mesma mídia que convém ao indivíduo, este faz questão de compartilhar. Aí que está a hipocrisia. Se não gosta, procura outro veículo de comunicação e pare de se prender ou depender só da Globo. Sou de esquerda e tenho um profundo respeito por esses gigantes que deveriam ter mais voz no debate democrático. Essa é a direita que eu respeito e que está escassa no momento. Estão de parabéns pelo programa, mais um inscrito. Abraço! (…) No portal evidenciado acima, encontra-se o seguinte comentário: Um excelente bate-papo entre Luiz Felipe Pondé e William Waack sobre as diferenças dentro da direita brasileira, a perda de credibilidade da nossa imprensa e os imbecis que transformam as redes sociais em guerra tribal sem espaço para qualquer debate inteligente.(…) Você, caro leitor, poderá concordar ou discordar das opiniões destacadas e compreender melhor o posicionamento, do entrevistador e do entrevistado, sobre “O espectro da direita no Brasil”. Conforme foi destacado naquele portal “Vale muito dedicar 30 minutos do seu tempo para acompanhar os insights de ambos: “. Eis, então, nossa sugestão: se possível, assista ao vídeo abaixo! Depois, deixe tua opinião! Com as informações dos portais: Democracia na Teia e Gazeta do Povo.
A era dos drones serviçais
Numa conferência de tecnologia, realizada em Las Vegas, a Amazon, por intermédio de Jeff Wilke — da divisão de consumo global daquela empresa — revelou uma novidade de atendimento aos clientes. Proximamente, um drone, conforme é mostrado no vídeo abaixo, será utilizado na entrega de produtos. Para Gur Kimchi, vice-presidente da Amazon Prime Air, a inovação ao atendimento aos clientes, atenderá a demanda com celeridade e segurança. Desse modo, serão observadas as exigências legais aos deslocamentos das aeronaves pilotadas remotamente. A normalização operacional de drones, nos espaços aéreos, nos Estados Unidos, são da responsabilidade Administração Federal de Aviação (FAA) . A prestação de serviços, com a utilização de drones (vide neste Pontopm) é ampliada significativamente. Produtos da Indústria 4.0, essa realidade tem sido observada na #Polícia4.0, com a finalidade de proteger as pessoas e suas respectivas comunidades. Nesse caso, específico, há uma postagem publicada nesse sentido.
Laetitia et Ordo
Imagens ilustrativas da terra natal do Monsenhor e Tenente-Coronel Capelão Luiz De Marco Filho. Na minha curta existência material – no exercício do presente que alcanço a cada novo amanhecer – posso perceber que a base filosófica que sempre me conduz é o Estoicismo e por isso, a custa de todos os julgamentos externos, creio que muito me custou e ainda custa, manter uma rigidez estoica. Esse conformismo que parece inabalável, é o que me sustenta e ampara na análise dos dias passados. Não sou melhor do que eu fui e assim, não me ocupo apenas das palavras, mas em procurar dar sentido a elas e possibilitar que essas mesmas palavras se concretizem em ações. O meu dia é o presente, é o dia de hoje e encontro nas línguas dos povos germânicos, a expressão que tudo simboliza: “Heute, Morgen? Na, Ja.” O hoje pertence ao presente, o amanhã é esperança de um presente manifesto no tempo oportuno. Somos responsáveis por tudo aquilo que acumulamos na interpretação das situações propostas, nas decisões tomadas e nas consequências assumidas, mesmo que o assessoramento não tenha sido eficiente, a eficácia da solução adotada é o que se registra como um ato personalíssimo, cujas responsabilidades são de quem tem o poder de decisão. Creio, ao olhar para trás, que desde o meu sempre me fiz parte de uma Ordem. No início meus pais me apresentaram como uma parte integrante de uma Ordem Religiosa Terceira, seguindo nos dogmas, vivenciei os seus mandamentos e a cada dia recebia um novo Conhecimento como parte dos Dons apresentado por aquele que materializa o Verbo. Na essência da Ordem que se apresentava como norma de valor imperativo moral, acreditava sem impor condicionantes, afinal o Verbo é Amor e filosoficamente, não existe um só lugar do espaço onde não haja Amor. N’Ele sempre acredito, me formo e procuro formar aos meus. Já adulto, encontro uma nova Ordem, uma Ordem que se constrói sobre os valores da verdade, da justiça, da legalidade, do amor ao próximo e sobretudo ao servir e proteger, curiosamente, os mesmos valores que a Ordem Religiosa Terceira já me apresentava e os mesmos valores que os meus pais me faziam vivenciar. Uma Ordem cuja tradição e os valores são tão essenciais como os Dogmas da Ordem Religiosa Terceira, mas ao se aprofundar nessa Ordem que passo a conviver, incorporo Conhecimentos para então compreender a similaridade entre os valores, os serviços e a esperança. Compreendendo tudo isso, num exercício de validação histórica, a partir de várias outras ciências, percebe-se que ambas sempre estiveram juntas e voltadas à defesa de si próprias. A Ordem Religiosa coroava o Rei e este jurava defender a Ordem Religiosa pela espada, através da Ordem Militar. A mais pragmática Ordem Militar uma materialização, criada pela Ordem Religiosa juntamente com o Estado Português, vai estabelecer em Santa Maria do Tomar a Diocese do Novo Mundo, onde hoje temos o Castelo Templário de Cristo, a sede da Ordem de Cristo – Ordo Christi. Uma Ordem que absorveu os antigos Cavaleiros Templários, seus recursos e seus Conhecimentos e que vão construir hipóteses para as descobertas de novos mundos. O exercício da fé dentro da Ordem Militar na atualidade e como no passado, não se subordina à Igreja Secular, desde os Cavaleiros Templários os seus religiosos são subordinados às normas gerais específicas do Vaticano, conhecidos como Vicariatos Castrenses. Como a Ordem Religiosa, a Ordem Militar forma os seus próprios quadros, segundo o mesmo princípio, que se manifesta como a manutenção da Ordem. E assim, fui formado. Na construção dessa formação, recebia os Conhecimentos de um Capelão Militar e com ele, me emprestava ao serviço do Altar, foram cinco anos, todo o tempo em que frequentei o Curso de Formação de Oficiais. Com esse ícone da formação acadêmica, a minha balança para o julgamento das situações futuras foi sendo aferida, os pesos foram sendo construídos com senso de justiça e a espada moldada em espírito de sacrifício e abnegação. Com esse ícone me formei Oficial, conheci a História da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais e com ele, um ator participante da história, vislumbrei o Museu da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. Com esse ícone vivenciei muitas experiências e vivendo passo a construir hipóteses que me permitem validar o que hoje conheço. Aprendi a apreender, reter, validar, construir e entender. Levo comigo, como expectativa de um novo homem, a certeza de um novo ser. Hoje compreendo claramente, a função daquele Ícone e com certeza afirmo: A sua função é me transferir Conhecimento, com o verbo no tempo presente, pois o corpo não existindo e seu espírito sendo elevado, fica a alma que nos revela como homens. Na Alegria da Ordem, posso perceber que as palavras foram sábias e inúmeros Conhecimentos que até então não dispunham de elementos de validação, hoje compreendo claramente. Obviamente que tudo isso só pode ser construído a partir de uma visão suportada por um Conhecimento, que possibilitou ao homem uma lógica estruturante, essa lógica é fruto de uma outra Ordem, a Ordem Filosófica. A mesma Ordem que na Antiga Grécia encontra filósofos capazes de conviver com Conhecimentos distintos, respeitando a lógica na construção deles e entendendo o homem como a força motriz de sua própria transformação. Os Conhecimentos herdados dessa Ordem Filosófica suportam as expressões que hoje podemos estruturar, e sobretudo permitem a nós transformar o Conhecimento e não apenas fazer a sua adequação à realidade. Compreendi a Alegria da Ordem e percebi o quanto esse Ícone da minha formação me tornou uma pessoa melhor, me mostrou o sentido que se deve buscar e a essência que se deve extrair de cada novo Conhecimento. Esse Ícone tem um nome e mesmo que eu tenha me valido de mim mesmo, para poder expressar até o dia presente da minha vida, o objetivo não se centra em mim, nem nos meus atos e muito menos sobre as minhas ideias. Ao descrever o meu acúmulo de informações, o fiz como Conhecimento para nominar esse
O Processo de Legitimação do Conhecimento – Objetivos Construtivos x Objetivos de Manutenção
A legitimação do Conhecimento é um processo pedagógico que atende a questionamentos próprios e são a essência de uma formulação científica que passa por um problema, um julgamento e uma conclusão. Essa formulação científica é o método, é ele que garante o emprego da retórica na construção e legitimação do Conhecimento, pois tese, antítese e síntese nada mais são do que a expressão material do problema, do julgamento e da conclusão. Os objetivos construtivos no processo de legitimação do Conhecimento, recomendam ao homem que se estruture adequadamente um problema para dar respostas às necessidades de crescimento enquanto observador participante de um mundo em transformação. Não de algo que se vislumbre no futuro, mas algo que vivenciado a partir do hoje, em qualquer momento se torne o presente, algo que deve ser trabalhado, valorizado, responsabilizado e que confrontando a realidade, torne o presente factível. Os objetivos construtivos não se prendem ao momento, eles são a base informativa das conclusões e das novas construções que são possibilitadas pelas várias hipóteses construtivas que agregam Conhecimento ao problema. Esses Conhecimento alimentam o problema e permitem ao observador crescer. O problema é uma descrição da forma como o Conhecimento necessita ser complementado, respondido, construído, reconstruído e legitimado. O problema sofre influências de variáveis independentes e dependentes e demanda hipóteses de enfrentamento que, alimentadas por objetivos bem construídos, permitem ao observador avançar para a fase seguinte, manifestada como o julgamento. O problema, em muitas das vezes, tende a algo já falado, escrito, debatido, mas não exaurido. Há algo que alimenta o problema e esse algo é justamente a pessoalidade, a vivência, a prática e a pedagogia própria de um novo observador. Um novo homem capaz de perceber arestas não aparadas, compreender a dinâmica de transformação dessas arestas e ao final acrescentar uma nova informação que leve ao novo Conhecimento. O problema é o ponto de partida para a legitimação dos Objetivos Construtivos, a partir dele vamos agregar julgamentos, que são amparados por teorias e referenciais teóricos e ao final chegamos à conclusão aflorada pelo correto emprego das informações alocadas, interpretadas, confrontadas e que validam o novo Conhecimento. O julgamento é a arte da estratégia, ele é a capacidade de adequadamente escolher o Conhecimento pretérito que melhor valide a sua estratégia, ele é a tênue linha que separa a escolha correta entre a teoria de base e o referencial teórico. O julgamento demanda ser alimentado por informações confiáveis e requer que todo Conhecimento pretérito, já materializado, torne-se elemento de validação e não de dúvidas. No julgamento, as informações alocadas pelo observador têm o escopo de validação, sem no entanto, serem objetos de manutenção de hipóteses não comprovadas, não permitindo interpretações diferentes dos elementos identificados na formulação do problema, admitindo a possibilidade da não coerência entre o problema e o julgamento e por consequência uma conclusão confrontante com o problema previamente estruturado. O julgamento é a medição entre todas as informações produzidas anteriormente e sistematizadas de forma a construir uma resposta ao problema formulado e dessa forma permitir uma conclusão coerente com o problema, a teoria e a verdade conhecida. O julgamento demanda uma retórica de construção, deve ser amparado pelo Conhecimento disponível e alimentar a humanidade na busca da verdade. O julgamento não atende aos critérios de vaidade, ele é parte da ciência, não pertence ao observador, mas ao compromisso dele no processo de legitimação do Conhecimento, processo que se materializa nas conclusões. A conclusão é a incorporação ao Conhecimento de novas verdades informativas, tem como objetivo possibilitar o confrontamento de ideias que tendem ao crescimento da humanidade, podem e o são em alguns casos, a negação do problema em princípio estruturado. A conclusão requer do observador a capacidade de diferenciar as informações construídas em relação às falácias interpretativas, erro próprio de quem não lê adequadamente as informações produzidas. A conclusão potencializa os Objetivos Construtivos, ela é fruto de um aprendizado que produz efeitos no presente. A conclusão não é definitiva, ela é apenas a verdade construída a partir das informações disponíveis no universo de análise no mundo presente. Os Objetivos Construtivos no processo de legitimação do Conhecimento são dinâmicos, não atendem ao futuro, atendem ao presente, foram construídos ao longo de todo o tempo, mas efetivamente só produzem efeitos no presente, mesmo que parte tenha sido construída num passado, entender que a materialização acontecerá num futuro é uma falácia interpretativa. Os Objetivos Construtivos do Conhecimento são fruto do presente, mesmo que em outra época, à frente do dia de hoje, a materialização se dará no presente daquele tempo, não existe o futuro, existiu um passado, existe um presente e a materialização porvir se dará no tempo presente de um novo observador. As nações ricas em Conhecimento, agregam riqueza material, capital intelectual e valores e o multiplicam não com o argumento de que se constrói para o futuro, mas sim para o presente das gerações, a época em que vivemos, a época em que produzimos Conhecimento. O discurso de produzir para o futuro é o discurso dos Objetivos de Manutenção na situação atual, geralmente amparado pela falta de riqueza material, pelo parco capital intelectual e pela ausência de valores no seio da sociedade. Apenas para ilustrar a falácia de interpretação entre viver o presente e construir o futuro, algo entre Objetivos Construtivos e Objetivos de Manutenção, vamos abordar uma questão reinante nos debates do Conhecimento: As mudanças climáticas. Para tanto vamos abordar a questão de uma represa que produz energia elétrica. Se determinado governo resolve vender uma Usina Hidrelétrica de Energia e o fazendo o comprador passa a ter direito sobre o lago e a água disponível para a produção de energia. Com as intempéries prolongadas, haverá excesso de água no lago e parte dessa água será apenas água e não força motriz. Para manter o caudal do rio, impõe-se uma vazão e também formas para que as espécies aquáticas possam manter o fluxo de reprodução. Até o momento tudo isso são Objetivos Construtivos, são frutos do Conhecimento. Mas o que serão os Objetivos de Manutenção?
