Os Números e Quantificações: Falácias e Retóricas.
Não raras vezes ouvimos alguém expressando o significado dos números e quantificações. Invariavelmente, de forma não compatível com a sua real estrutura, que se origina nas conceituações concebidas a partir de enunciados, teoremas, axiomas e corolários. Um número tem um significado quantitativo e atende à ciência matemática e também é utilizado por outras ciências como uma das formas de descrever o espaço a partir de algoritmos que validam uma informação. Os números expressam exatamente a medida do resultado das suas várias combinações, não admitindo quantitativamente, outras interpretações que não sejam a lógica estrutural de suas concepções. Os números não têm início em “0” pois o número “0” só se reveste de valor significativo quando acompanha outro número diferente dele próprio, seja como condição posterior ao número “9”, ou ainda, quando antecedendo um número natural que sucede após uma vírgula. Assim, o seu valor não é “0” mesmo que tenda a “0”, ele já ocupa um espaço quantitativo na cadeia de valores, não sendo o caso da língua portuguesa, mas em outras línguas de origem gramatical latina, o seu significado é nulo, o seu nome não é zero e sim nulo. Dentre vários elementos derivados da Engenharia de Trânsito, temos um conceito que expressa com oportunidade o número “0”, trata-se do conceito técnico de Congestionamento = Grande concentração de veículos numa determinada área com deslocamento zero e velocidade nula. O número “0” no tempo, só precede ao evento, antes do seu início, imaginando uma partida desportiva, onde o cronômetro é fundamental, segundos após o início, havendo um ponto este deve ser lançado na súmula no minuto “1”, pois aqueles segundos fazendo parte do minuto “1”, não existe o tempo “0” o calendário utilizado não teve início no tempo “0”, não existiu a data 01/01/0000 e nem tampouco a data 31/12/0000, pois esse conjunto de datas faz parte do ano “1”. Outras demonstrações práticas da vida, que demonstram a inexistência do número “0” no tempo, podem ser extraídas da religião judaico-cristã, onde em passagens do Livro são descritas essas quantificações do tempo a partir do momento presente: “ao terceiro dia ressurgiu dos mortos”; “em três dias reconstruirei esse Templo”; e “ficou três dias na barriga da baleia”. Não diz três dias depois, não diz 72:00 horas após, quantifica claramente no terceiro dia, conta-se a partir do dia presente, hoje, amanhã e depois de amanhã. Outra situação é o sétimo dia da morte, onde se conta a semana da morte e não a semana seguinte, ou a próxima semana, se o fato se dá na terça-feira a semana se encerra na segunda-feira, haja vista, ser a próxima terça-feira parte da semana seguinte. Se alguém é contratado para trabalhar a partir do dia 16 e considerando que o mês civil tem 30 dias para fins do soldo devido, esse alguém tem direito ao soldo de 15 dias e não de 14 dias, afinal a conta se estrutura em (30 – 15 = 15), pois iniciando o contrato no dia 16, deixou de trabalhar os 15 dias que antecedem ao fato, que se quantifica no dia 16. As quantificações são consequências da necessidade de se dar sentido aos números, um número só expressa o valor até o limite da sua quantificação, o número 30 por exemplo só tem valor até ele próprio, pode ser utilizado para quantificar valores inferiores, pois o seu espaço quantitativo absorve todos os possíveis números até o limite da sua quantificação. Qualquer valor que se agregue ao número 30, já não pertence ao espaço quantitativo do número 30. Por hipótese, utilizando a moeda corrente de um País, $ 30,15 pertence ao espaço quantitativo do número 31, em moeda $ 31, e não mais ao número 30, em moeda $ 30. Pense bem, se um minuto ( 1’) de telefonia custa $ 0,15 e a tarifação se dá a cada minuto dois segundos ( 2”) nada custam? Obviamente que sim, custa o equivalente a 1’. Se um mês de aluguel custa $ 300,00, se eu me mudar antes nada devo? Obviamente que deve o proporcional dos dias que habitou o imóvel. Se um litro de determinado líquido custa $ 4,00, e se for consumido 1.002 ml será pago $ 4,00? Obviamente que não, será pago o valor de um litro mais o proporcional que pertence ao segundo litro. Isso vale para qualquer situação de quantificação. Tudo, por mais fora de propósito que possa parecer, tem um sentido, que é validar a quantificação. Uma falácia muitas vezes trabalhada como direito são as chamadas horas mensais de trabalho. Apresenta-se como uma falácia porque não existe em qualquer legislação a figura das horas mensais de trabalho, no caso brasileiro a Constituição Federal trata das horas diárias e horas semanais, isto porque seria impossível saber quantos dias não-úteis teria o mês; demandaria que os meses tivessem a mesma duração; demandaria que a quantidade de dias úteis fosse a mesma; demandaria a mesma estrutura dos dias da semana, enfim algo impossível. Por isso só encontramos nas legislações as horas diárias e horas semanais de trabalho, havendo países onde a remuneração se dá semanalmente, independente do mês, ou meses, que compõem aquela semana. Afinal tanto para o trabalhador como para o fisco, o relevante é a circulação da moeda. Obviamente que as profissões onde não podem haver solução de continuidade e as horas trabalhadas se dão por escala, fogem à regra geral, sem no entanto aceitarem uma lógica das horas mensais pela dinâmica que estrutura a composição das escalas e os rodízios necessários à produtividade, bem como pela quantidade de dias dos meses. Mas tudo isso deságua na retórica dos números, que é a sua utilização para atender a interesses setoriais, muitas vezes amparados pelo direito e pelas decisões dos tribunais, sem no entanto representarem efetivamente as quantificações até aqui descritas. Se determinada previsão estabelece um limite de idade para usufruir de determinado direito – como hipótese 24 anos a idade limite para a situação de dependência perante o fisco – pelas quantificações descritas
15ª Região da Polícia Militar Mineira recebeu homenagens em Teófilo Otoni
Numa sessão solene, a Academia de Letras de Teófilo Otoni e Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri homenagearam a Décima Quinta Região de Polícia Militar. Trata-se de Unidade Tática e Integrativa de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, com responsabilidade territorial naquela Região do Nordeste Mineiro. Para discursar em nome das Entidades de Cultura Literofilológica e Historiográfica, foi distinguido um dos seus membros, o Professor e Tenente-Coronel PM João Bosco de Castro, Jornalista deste Pontopm. A evocação encomiástica foi realizada no Plenário da Câmara Municipal de Teófilo Otoni, às 19h30min de 15 de junho de 2019. Na ocasião, João Bosco evidenciou os Doze Anos de Criação, Instalação e Desempenho daquela 15ª RPM da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ressaltou, também, sua responsabilidade territorial de polícia ostensiva e preservação da ordem pública e das Unidades Operacionais subordinadas, naqueles territórios mineiros. Veja as fotos seguintes que destacaram os momentos naquela noite. A cerimônia solene foi abrilhantada com a participação dos policiais militares músicos. Os presentes aproveitaram momentos de enlevo musical. Vejam e ouçam trechos musicais — da Canção do Expedicionário e do Hino de Minas Gerais — mostrados nos seguintes vídeos: No seu Discurso, João Bosco de Castro enfatizou a importância da 15ª RPM. Salientou que, na constituição operacional daquela Unidade, há o 19º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Teófilo Otoni; 44º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Almenara; 24ª Companhia de Polícia Militar Independente, com sede Nanuque; 26ª Companhia de Polícia Militar Independente, com sede em Itaobim e a 15ª Companhia de Polícia Militar Independente de Meio-Ambiente e de Trânsito, urbano e rodoviário. Desse modo, as ações de polícia ostensiva e preservação da ordem pública convergem à proteção das pessoas e das comunidades residentes naqueles Vales Mineiros!
O Espectro da Direita no Brasil
(…) é a aliança espúria entre os que escrevem e não aparecem com os que aparecem e não escrevem (…). W. Waak Publicado no último dia 9 (domingo) e divulgado, no portal Gazeta do Povo, “O Espectro da Direita no Brasil” é um excelente convite à reflexão de temas atuais. Por isso, vale a pena assistir ao vídeo mostrado abaixo. Nele Luiz Felipe Pondé, do canal Democracia na Veia, conversa, descontraidamente, com seu convidado, o jornalista político William Waak. São trinta minutos de lições a muitos profissionais e muitos deles (eram 1941, até o fechamento desta postagem) firmaram seus comentários. Daqueles comentários, destacamos: Os que foram mais apoiados: Finalmente alguém falou da Globo com a propriedade de quem esteve dentro. (962 gostaram e nenhum contrário); Poderia ficar escutando por horas. O nível é muito alto, muito legal a entrevista. Parabéns! (341 gostaram e nenhum contra); Adoro ouvir vida inteligente no planeta Terra. Está escasso aqui no Brasil. (212 gostaram e nenhum contra). Outros comentários: (…)Ótima entrevista, parabéns, porém tenho algumas ressalvas: 1) O Zeitgeist esquerdista foi manipulado, fato simples que prova isso é o Brasil ter uma população de maioria conservadora ter apoiado ideais de esquerda autodestrutivas durante tanto tempo, e o mesmo Zeigeist ter aparecido em todo o Oeste e ao mesmo tempo com pouquíssimas variações. 2) Nunca houve jornalismo parcial, a única coisa que tínhamos era um jornalismo inquestionável por falta de ferramental para tal, isso acabou, o cristal quebrou e isso é bom a médio e longo prazo. 3) O mundo ocidental de tempos em tempos sempre desafia suas grandes instituições, sempre foi assim, 3 movimentos no mínimos são necessários para encontrar a síntese. 4) A imprensa americana de hoje não é mais anglo saxônia a muito tempo, isso talvez explique a falta de compromisso com os fatos da CNN (conspiracy national network “CNN’s Ratings Plummet 33%” ) e isso está acontecendo c WP ,NYT e por aí vai. 5) O mundo é e sempre foi tribal, aceite assim como você aceita os fatos, pois é apenas mais um. 6) Creio que você confunde a noção de Estado com Nação e este é um dos pontos de críticas da direita aos liberais “globalistas”, nação é identidade e se baseia em (tradições, religião, etnia, instituições, história, geografia … ) o Estado não tem a obrigação de conservar nada disso. Brilhante análise sobre os desacertos e incompreensões do Grupo Globo diante da guerra cultural e da imensa onda político-social que se avolumava desde 2013. É notório que o Grupo Globo perdeu o rumo da história e se apequenou perante a sociedade. A direita acha que a Globo é de esquerda e a esquerda acha que a Globo é de direita… Enquanto não superar essa visão vai ficar nesse embate. Mas quando é noticiado um fato por essa mesma mídia que convém ao indivíduo, este faz questão de compartilhar. Aí que está a hipocrisia. Se não gosta, procura outro veículo de comunicação e pare de se prender ou depender só da Globo. Sou de esquerda e tenho um profundo respeito por esses gigantes que deveriam ter mais voz no debate democrático. Essa é a direita que eu respeito e que está escassa no momento. Estão de parabéns pelo programa, mais um inscrito. Abraço! (…) No portal evidenciado acima, encontra-se o seguinte comentário: Um excelente bate-papo entre Luiz Felipe Pondé e William Waack sobre as diferenças dentro da direita brasileira, a perda de credibilidade da nossa imprensa e os imbecis que transformam as redes sociais em guerra tribal sem espaço para qualquer debate inteligente.(…) Você, caro leitor, poderá concordar ou discordar das opiniões destacadas e compreender melhor o posicionamento, do entrevistador e do entrevistado, sobre “O espectro da direita no Brasil”. Conforme foi destacado naquele portal “Vale muito dedicar 30 minutos do seu tempo para acompanhar os insights de ambos: “. Eis, então, nossa sugestão: se possível, assista ao vídeo abaixo! Depois, deixe tua opinião! Com as informações dos portais: Democracia na Teia e Gazeta do Povo.
A era dos drones serviçais
Numa conferência de tecnologia, realizada em Las Vegas, a Amazon, por intermédio de Jeff Wilke — da divisão de consumo global daquela empresa — revelou uma novidade de atendimento aos clientes. Proximamente, um drone, conforme é mostrado no vídeo abaixo, será utilizado na entrega de produtos. Para Gur Kimchi, vice-presidente da Amazon Prime Air, a inovação ao atendimento aos clientes, atenderá a demanda com celeridade e segurança. Desse modo, serão observadas as exigências legais aos deslocamentos das aeronaves pilotadas remotamente. A normalização operacional de drones, nos espaços aéreos, nos Estados Unidos, são da responsabilidade Administração Federal de Aviação (FAA) . A prestação de serviços, com a utilização de drones (vide neste Pontopm) é ampliada significativamente. Produtos da Indústria 4.0, essa realidade tem sido observada na #Polícia4.0, com a finalidade de proteger as pessoas e suas respectivas comunidades. Nesse caso, específico, há uma postagem publicada nesse sentido.
Laetitia et Ordo
Imagens ilustrativas da terra natal do Monsenhor e Tenente-Coronel Capelão Luiz De Marco Filho. Na minha curta existência material – no exercício do presente que alcanço a cada novo amanhecer – posso perceber que a base filosófica que sempre me conduz é o Estoicismo e por isso, a custa de todos os julgamentos externos, creio que muito me custou e ainda custa, manter uma rigidez estoica. Esse conformismo que parece inabalável, é o que me sustenta e ampara na análise dos dias passados. Não sou melhor do que eu fui e assim, não me ocupo apenas das palavras, mas em procurar dar sentido a elas e possibilitar que essas mesmas palavras se concretizem em ações. O meu dia é o presente, é o dia de hoje e encontro nas línguas dos povos germânicos, a expressão que tudo simboliza: “Heute, Morgen? Na, Ja.” O hoje pertence ao presente, o amanhã é esperança de um presente manifesto no tempo oportuno. Somos responsáveis por tudo aquilo que acumulamos na interpretação das situações propostas, nas decisões tomadas e nas consequências assumidas, mesmo que o assessoramento não tenha sido eficiente, a eficácia da solução adotada é o que se registra como um ato personalíssimo, cujas responsabilidades são de quem tem o poder de decisão. Creio, ao olhar para trás, que desde o meu sempre me fiz parte de uma Ordem. No início meus pais me apresentaram como uma parte integrante de uma Ordem Religiosa Terceira, seguindo nos dogmas, vivenciei os seus mandamentos e a cada dia recebia um novo Conhecimento como parte dos Dons apresentado por aquele que materializa o Verbo. Na essência da Ordem que se apresentava como norma de valor imperativo moral, acreditava sem impor condicionantes, afinal o Verbo é Amor e filosoficamente, não existe um só lugar do espaço onde não haja Amor. N’Ele sempre acredito, me formo e procuro formar aos meus. Já adulto, encontro uma nova Ordem, uma Ordem que se constrói sobre os valores da verdade, da justiça, da legalidade, do amor ao próximo e sobretudo ao servir e proteger, curiosamente, os mesmos valores que a Ordem Religiosa Terceira já me apresentava e os mesmos valores que os meus pais me faziam vivenciar. Uma Ordem cuja tradição e os valores são tão essenciais como os Dogmas da Ordem Religiosa Terceira, mas ao se aprofundar nessa Ordem que passo a conviver, incorporo Conhecimentos para então compreender a similaridade entre os valores, os serviços e a esperança. Compreendendo tudo isso, num exercício de validação histórica, a partir de várias outras ciências, percebe-se que ambas sempre estiveram juntas e voltadas à defesa de si próprias. A Ordem Religiosa coroava o Rei e este jurava defender a Ordem Religiosa pela espada, através da Ordem Militar. A mais pragmática Ordem Militar uma materialização, criada pela Ordem Religiosa juntamente com o Estado Português, vai estabelecer em Santa Maria do Tomar a Diocese do Novo Mundo, onde hoje temos o Castelo Templário de Cristo, a sede da Ordem de Cristo – Ordo Christi. Uma Ordem que absorveu os antigos Cavaleiros Templários, seus recursos e seus Conhecimentos e que vão construir hipóteses para as descobertas de novos mundos. O exercício da fé dentro da Ordem Militar na atualidade e como no passado, não se subordina à Igreja Secular, desde os Cavaleiros Templários os seus religiosos são subordinados às normas gerais específicas do Vaticano, conhecidos como Vicariatos Castrenses. Como a Ordem Religiosa, a Ordem Militar forma os seus próprios quadros, segundo o mesmo princípio, que se manifesta como a manutenção da Ordem. E assim, fui formado. Na construção dessa formação, recebia os Conhecimentos de um Capelão Militar e com ele, me emprestava ao serviço do Altar, foram cinco anos, todo o tempo em que frequentei o Curso de Formação de Oficiais. Com esse ícone da formação acadêmica, a minha balança para o julgamento das situações futuras foi sendo aferida, os pesos foram sendo construídos com senso de justiça e a espada moldada em espírito de sacrifício e abnegação. Com esse ícone me formei Oficial, conheci a História da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais e com ele, um ator participante da história, vislumbrei o Museu da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. Com esse ícone vivenciei muitas experiências e vivendo passo a construir hipóteses que me permitem validar o que hoje conheço. Aprendi a apreender, reter, validar, construir e entender. Levo comigo, como expectativa de um novo homem, a certeza de um novo ser. Hoje compreendo claramente, a função daquele Ícone e com certeza afirmo: A sua função é me transferir Conhecimento, com o verbo no tempo presente, pois o corpo não existindo e seu espírito sendo elevado, fica a alma que nos revela como homens. Na Alegria da Ordem, posso perceber que as palavras foram sábias e inúmeros Conhecimentos que até então não dispunham de elementos de validação, hoje compreendo claramente. Obviamente que tudo isso só pode ser construído a partir de uma visão suportada por um Conhecimento, que possibilitou ao homem uma lógica estruturante, essa lógica é fruto de uma outra Ordem, a Ordem Filosófica. A mesma Ordem que na Antiga Grécia encontra filósofos capazes de conviver com Conhecimentos distintos, respeitando a lógica na construção deles e entendendo o homem como a força motriz de sua própria transformação. Os Conhecimentos herdados dessa Ordem Filosófica suportam as expressões que hoje podemos estruturar, e sobretudo permitem a nós transformar o Conhecimento e não apenas fazer a sua adequação à realidade. Compreendi a Alegria da Ordem e percebi o quanto esse Ícone da minha formação me tornou uma pessoa melhor, me mostrou o sentido que se deve buscar e a essência que se deve extrair de cada novo Conhecimento. Esse Ícone tem um nome e mesmo que eu tenha me valido de mim mesmo, para poder expressar até o dia presente da minha vida, o objetivo não se centra em mim, nem nos meus atos e muito menos sobre as minhas ideias. Ao descrever o meu acúmulo de informações, o fiz como Conhecimento para nominar esse
O Processo de Legitimação do Conhecimento – Objetivos Construtivos x Objetivos de Manutenção
A legitimação do Conhecimento é um processo pedagógico que atende a questionamentos próprios e são a essência de uma formulação científica que passa por um problema, um julgamento e uma conclusão. Essa formulação científica é o método, é ele que garante o emprego da retórica na construção e legitimação do Conhecimento, pois tese, antítese e síntese nada mais são do que a expressão material do problema, do julgamento e da conclusão. Os objetivos construtivos no processo de legitimação do Conhecimento, recomendam ao homem que se estruture adequadamente um problema para dar respostas às necessidades de crescimento enquanto observador participante de um mundo em transformação. Não de algo que se vislumbre no futuro, mas algo que vivenciado a partir do hoje, em qualquer momento se torne o presente, algo que deve ser trabalhado, valorizado, responsabilizado e que confrontando a realidade, torne o presente factível. Os objetivos construtivos não se prendem ao momento, eles são a base informativa das conclusões e das novas construções que são possibilitadas pelas várias hipóteses construtivas que agregam Conhecimento ao problema. Esses Conhecimento alimentam o problema e permitem ao observador crescer. O problema é uma descrição da forma como o Conhecimento necessita ser complementado, respondido, construído, reconstruído e legitimado. O problema sofre influências de variáveis independentes e dependentes e demanda hipóteses de enfrentamento que, alimentadas por objetivos bem construídos, permitem ao observador avançar para a fase seguinte, manifestada como o julgamento. O problema, em muitas das vezes, tende a algo já falado, escrito, debatido, mas não exaurido. Há algo que alimenta o problema e esse algo é justamente a pessoalidade, a vivência, a prática e a pedagogia própria de um novo observador. Um novo homem capaz de perceber arestas não aparadas, compreender a dinâmica de transformação dessas arestas e ao final acrescentar uma nova informação que leve ao novo Conhecimento. O problema é o ponto de partida para a legitimação dos Objetivos Construtivos, a partir dele vamos agregar julgamentos, que são amparados por teorias e referenciais teóricos e ao final chegamos à conclusão aflorada pelo correto emprego das informações alocadas, interpretadas, confrontadas e que validam o novo Conhecimento. O julgamento é a arte da estratégia, ele é a capacidade de adequadamente escolher o Conhecimento pretérito que melhor valide a sua estratégia, ele é a tênue linha que separa a escolha correta entre a teoria de base e o referencial teórico. O julgamento demanda ser alimentado por informações confiáveis e requer que todo Conhecimento pretérito, já materializado, torne-se elemento de validação e não de dúvidas. No julgamento, as informações alocadas pelo observador têm o escopo de validação, sem no entanto, serem objetos de manutenção de hipóteses não comprovadas, não permitindo interpretações diferentes dos elementos identificados na formulação do problema, admitindo a possibilidade da não coerência entre o problema e o julgamento e por consequência uma conclusão confrontante com o problema previamente estruturado. O julgamento é a medição entre todas as informações produzidas anteriormente e sistematizadas de forma a construir uma resposta ao problema formulado e dessa forma permitir uma conclusão coerente com o problema, a teoria e a verdade conhecida. O julgamento demanda uma retórica de construção, deve ser amparado pelo Conhecimento disponível e alimentar a humanidade na busca da verdade. O julgamento não atende aos critérios de vaidade, ele é parte da ciência, não pertence ao observador, mas ao compromisso dele no processo de legitimação do Conhecimento, processo que se materializa nas conclusões. A conclusão é a incorporação ao Conhecimento de novas verdades informativas, tem como objetivo possibilitar o confrontamento de ideias que tendem ao crescimento da humanidade, podem e o são em alguns casos, a negação do problema em princípio estruturado. A conclusão requer do observador a capacidade de diferenciar as informações construídas em relação às falácias interpretativas, erro próprio de quem não lê adequadamente as informações produzidas. A conclusão potencializa os Objetivos Construtivos, ela é fruto de um aprendizado que produz efeitos no presente. A conclusão não é definitiva, ela é apenas a verdade construída a partir das informações disponíveis no universo de análise no mundo presente. Os Objetivos Construtivos no processo de legitimação do Conhecimento são dinâmicos, não atendem ao futuro, atendem ao presente, foram construídos ao longo de todo o tempo, mas efetivamente só produzem efeitos no presente, mesmo que parte tenha sido construída num passado, entender que a materialização acontecerá num futuro é uma falácia interpretativa. Os Objetivos Construtivos do Conhecimento são fruto do presente, mesmo que em outra época, à frente do dia de hoje, a materialização se dará no presente daquele tempo, não existe o futuro, existiu um passado, existe um presente e a materialização porvir se dará no tempo presente de um novo observador. As nações ricas em Conhecimento, agregam riqueza material, capital intelectual e valores e o multiplicam não com o argumento de que se constrói para o futuro, mas sim para o presente das gerações, a época em que vivemos, a época em que produzimos Conhecimento. O discurso de produzir para o futuro é o discurso dos Objetivos de Manutenção na situação atual, geralmente amparado pela falta de riqueza material, pelo parco capital intelectual e pela ausência de valores no seio da sociedade. Apenas para ilustrar a falácia de interpretação entre viver o presente e construir o futuro, algo entre Objetivos Construtivos e Objetivos de Manutenção, vamos abordar uma questão reinante nos debates do Conhecimento: As mudanças climáticas. Para tanto vamos abordar a questão de uma represa que produz energia elétrica. Se determinado governo resolve vender uma Usina Hidrelétrica de Energia e o fazendo o comprador passa a ter direito sobre o lago e a água disponível para a produção de energia. Com as intempéries prolongadas, haverá excesso de água no lago e parte dessa água será apenas água e não força motriz. Para manter o caudal do rio, impõe-se uma vazão e também formas para que as espécies aquáticas possam manter o fluxo de reprodução. Até o momento tudo isso são Objetivos Construtivos, são frutos do Conhecimento. Mas o que serão os Objetivos de Manutenção?
Os Conhecimentos Inerte, Latente e Aflorado
Tudo que foi tratado sobre o tema Conhecimento até o momento, tem o objetivo de levar o leitor ao questionamento do nascimento das possibilidades de adequadamente construir hipóteses que respondam à essência do quanto se busca conceituar e tornar como uma verdade o tema Conhecimento. Pode ser facilmente verificado pelo leitor, que acompanha essa série de textos, que a palavra Conhecimento foi grafada com a inicial maiúscula, como o é nas línguas germânicas de origem na gramática latina, ao se referir ao substantivo agrega um número considerável de sinônimos e outros não insignificantes de sentidos. O Conhecimento não é apenas a capacidade do homem de entender e interpretar o ambiente a partir de informações, fatos, atos, acontecimentos, bases, fundamentos e noções que se fazem construir num ambiente de validação, o Conhecimento é também o sentir, a familiaridade, o trato, a relação e o domínio do ambiente onde o observador se faz presente e participa do processo de transformação e construção do Conhecimento. Não é admissível que um observador participante se desassocie do ambiente e não consiga sentir a transformação e a função do Conhecimento. Por gênese cada componente de informação do Conhecimento pertence ao conjunto maior das funcionalidades para o qual foi estruturado. O Conhecimento inerte será sempre o que é, não mudará por si só, é um arranjo estrutural físico e requer muita energia para se sustentar, o homem numa atividade de ócio durante o iluminismo procurou dar respostas a esse Conhecimento e mesmo com todos os avanços tecnológicos, pouco ou quase nada avançou, isso se justifica pelo fato de ser uma interpretação especulativa pela impossibilidade de se criar em laboratórios as condições que permitam a sua validação, diferentemente dos Conhecimentos Latente e Aflorado – próprios dos seres vivos, que possuem um código genético. Seria como interpretar um analema na relação espacial bidimensional, é uma visão incompleta da realidade e não é a mais apropriada para descrever o fenômeno, requer que o observador saia do seu espaço e se posicione distante dos pontos observados, a observação e registros apenas num ponto fixo do planeta, pelos movimentos próprios decorrentes da velocidade no vácuo e nas órbitas gravitacionais, aliada à inclinação do planeta Terra, só pode ser validada com um analema contrário. Apenas como contributo de especulação, imagine a água doce, ela tem a propriedade de congelar, mas ela se transforma antes de congelar, com o objetivo de manter a vida. Basta ver uma imagem de um lago congelado e os nativos fazem buracos no gelo e pescam no lago. Isso ocorre porque a água doce com 4ºC expande se tornando menos densa e com o ar frio congela-se na superfície e sendo o gelo um isolante térmico, a água doce mais abaixo não se congela. Como a luz passa pelo gelo, os processos da vida se mantêm. A água não existe desde o sempre, mas é parte das condições de vida no planeta Terra, como o são os gases e a luz. O primeiro Conhecimento se revela inerte, a função estrutural é apenas física, existe desde o sempre e pelo sempre existirá até que num processo de entropia tende à morte, esse Conhecimento inerte estrutura todo o arranjo físico que comporta o materialismo universal, sua função é a harmonia e por mais que se busque respostas ao arranjo estrutural, elas tendem ao desconhecimento pois os registros históricos disponíveis são incompletos para uma perfeita compreensão do universo. O Conhecimento que se revela como latente tem dupla função, proteger o planeta Terra – Conhecimento Inerte – e suportar a vida dos demais seres – Conhecimento Aflorado. O Conhecimento latente se reproduz, pode ser analisado geneticamente e suporta cruzamentos voltados à melhoria da produtividade e resistência aos agentes danosos da natureza. O Conhecimento latente não existe desde o sempre, é produto de um espaço de tempo, não muito grande como se supõe, existem exemplares seculares, mas não milenares. A sua existência sobre o planeta Terra atende a eras remotas, mas se transforma e se renova em suas espécies e espécimes. Algumas espécies se petrificaram quando a sua seiva se transformou e existem como madeiras petrificadas e não mais como vida. O Conhecimento latente pode ser transportado pelos gases, pela água e pelos demais seres para outros pontos do planeta Terra e se reproduzir, gerar vida e atender à demanda do Conhecimento aflorado, mas não é capaz de fugir à devastação causada pelas mudanças que ocorrem no planeta, sejam elas de ordem natural, sejam elas consequências das ações menos sensatas dos homens O Conhecimento latente, como produto de transformação, pode e acaba por interferir na realidade do planeta Terra, uma vez modificado geneticamente, a sua herança tende a modificar a estrutura original do arranjo construído, incorporando informações genéticas no novo ser, sem contudo, o homem se inteirar completamente das consequências na vida futura. Para imaginar a devassidão decorrente da manipulação genética imagine uma plantação de determinado produto alimentício que foi modificado geneticamente – as chamadas sementes transgênicas, o simples fato de poder ser transportado pelos gases, pela água e pelos demais seres para outros pontos do planeta Terra acaba por interferir geneticamente nas demais espécies afastando a pureza e a capacidade reprodutiva dessas espécies. O Conhecimento Aflorado é decorrente da capacidade de se locomover, buscar novos espaços, compreender os perigos, sentir o ambiente e adotar uma resposta compatível com o objetivo e com o sentido de manutenção da vida ele é a manifesta razão da vida animal. Qualquer animal tem essa faculdade intrínseca à sua vida. O fato do homem moderno pertencer à uma sociedade que codifica as suas informações, não o afasta do homem animal, isso pode ser perfeitamente entendido quando se estuda tribos ainda não contatadas e que vivem em áreas de difícil acesso. Por questões de manutenção da vida dessas populações, o contato é evitado. Pois tal qual a semente transgênica, o homem moderno recebeu insumos orgânicos em forma de vacinas que o tornam geneticamente mais forte e menos vulnerável aos microrganismos o que não acontece com os autóctones aborígenes.
A língua órgão, escrita e a oralidade nas fake news.

As conquistas das tecnologias das informações e comunicações, na história da civilização humana, são incontáveis. Começaram com a língua órgão, na articulação da língua falada, e multiplicada, segundo o episódio bíblico da Torre de Babel. Passou pela língua escrita, evidenciada, por Peter Drucker, como a primeira revolução da informação. Depois, da complexidade das línguas escrita e falada, houve o favorecimento à oralidade. Esta, tem-se ampliada, com o uso intensivo daquelas tecnologias, vias das fake news, nesses tempos de pós-modernidade. A língua órgão, escrita e falada são objetos de estudos da ciência A língua órgão é indispensável à falada A língua, enquanto órgão, é estudada pela Anatomia. É “órgão muscular situado na cavidade bucal que serve aos processos de mastigação, deglutição e articulação dos sons da fala.” Tem singular importância na pronúncia, ou fonética, destacada como “disciplina que estuda e descreve os sons das língua naturais na sua realização concreta (articulação, características físicas e percepção), independentemente da sua função dentro de um ou mais sistemas linguísticos”. A língua falada é propagada pela escrita A língua falada e escrita são nomes femininos. Compõem a linguagem humana expressada de várias formas, inclusive, pela linguagem figurada. Esta, segundo Massaud Moisés, “diz-se dos processos linguísticos de alteração das palavras ou do pensamento, por meio da mudança na disposição usual dos membros da frase, ou da transformação semântica dos vocábulos.” A língua falada e escrita são explicadas pela Linguística, e assim conceituadas: “1. ciência que tem por objeto de estudo a linguagem humana, desde o plano da língua até ao plano do discurso” “2. estudo comparativo das línguas humanas nos seus aspectos científico e histórico”. Então, a língua falada1 tornou-se oralidade, descrita como a “qualidade daquilo que é falado”. A língua escrita2, por sua vez, tornou-se “modalidade de realização da língua que recorre a um suporte gráfico e exige adequação discursiva que tenha em conta o facto de o destinatário estar ausente no tempo e no espaço”. Aplicações da língua órgão, escrita e oralidade nas fake news Há muitos registros, em documentos antigos, sobre a língua órgão, escrita e oralidade. Nos textos bíblicos, a exemplo do que foi citado anteriormente, encontram-se 141 referências, ora de uma, ora de outra. São 109 citações no conteúdo veterotestamentário e 32 no conteúdo neotestamentário. Na Epístola escrita por Tiago, de modo específico, há um alerta sobre o “tropeço na palavra” e o efeito danoso da língua órgão, conforme destacado a seguir: Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo. Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniquidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim.Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.” (Tiago 3:1-12) Na história da humanidade, o tempo testemunhou a evolução da língua falada e escrita. Registrou as muitas tragédias consequentes da comunicação indesejável, a despeito da limitação dos meios de propagação. Porém, nos tempos atuais, ainda, circulam mensagens indevidas e em grande quantidade. A maioria delas tem conotação destrutiva. Não importa os efeitos danosos causados. São denominadas de fake news. Com as informações das fontes destacadas.
Governar ou conchavar, eis o desafio
Efeitos de uma mensagem publicada pelo WhatsApp. O desafio de governar ou conchavar surge de uma postagem do Estadão, assinada por Tânia Monteiro, nesta sexta-feira (17). Comunicou que o Presidente divulgara “em diversos grupos de WhatsApp um texto de ‘autor desconhecido’ que trata das dificuldades que ele estaria enfrentando para governar.” Das explicações da jornalista, verifica-se que: O texto diz que o presidente está sofrendo pressões de todas as corporações, em todos os Poderes e afirma que o País “está disfuncional”, não por culpa de Bolsonaro, mas que “até agora (o presidente) não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou”. Naquela postagem, constou que o presidente explicou, “por meio do porta-voz”, quando “procurado pelo Estado [sic] para comentar sobre a mensagem”. Então, foi publicado o seguinte texto: “Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Infelizmente os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o País de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!” Outras considerações daquela postagem, destacadas entre aspas nesta postagem: governar ou conchavar, teriam sido buscadas com interlocutores e outras fontes, são evidenciadas a seguir: (…) Ao compartilhar o texto, o presidente escreveu: “Um texto no mínimo interessante. Para quem se preocupa em se antecipar aos fatos sua leitura é obrigatória. Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: Essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões.” (…) consideram o desabado reproduzido como “muito grave” e “preocupante”. (…) o presidente está se deixando tomar pelas “teorias de conspiração” (…) No final da postagem, o convite à leitura do seguinte “da forma como o presidente compartilhou em grupos de WhatsApp: TEXTO APAVORANTE – LEITURA OBRIGATÓRIAAlexandre SznTemos muito para agradecer a Bolsonaro.Bastaram 5 meses de um governo atípico, “sem jeito” com o congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores. Sejam eles de esquerda ou de direita.Desde a tal compra de votos para a reeleição, os conchavos para a privatização, o mensalão, o petrolão e o tal “presidencialismo de coalizão”, o Brasil é governado exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público.Não só políticos, mas servidores-sindicalistas, sindicalistas de toga e grupos empresariais bem posicionados nas teias de poder. Os verdadeiros donos do orçamento. As lagostas do STF e os espumantes com quatro prêmios internacionais são só a face gourmet do nosso absolutismo orçamentário.Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado. Na próxima eleição, tudo poderia mudar. Infelizmente não era isso, não era pontual. Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável.Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto.Nem uma simples redução do número de ministérios pode ser feita. Corremos o risco de uma MP caducar e o Brasil ser OBRIGADO a ter 29 ministérios e voltar para a estrutura do Temer.Isso é do interesse de quem? Qual é o propósito de o congresso ter que aprovar a estrutura do executivo, que é exclusivamente do interesse operacional deste último, além de ser promessa de campanha?Querem, na verdade, é manter nichos de controle sobre o orçamento para indicar os ministros que vão permitir sangrar estes recursos para objetivos não republicanos. Historinha com mais de 500 anos por aqui.Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? Até o momento, como todas as suas ações foram ou serão questionadas no congresso e na justiça, apostaria que o presidente não serve para NADA, exceto para organizar o governo no interesse das corporações. Fora isso, não governa.Se não negocia com o congresso, é amador e não sabe fazer política. Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos “ana(lfabe)listas políticos”?A continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra e aprovar o mínimo para que o Brasil não quebre, apenas para continuarem mantendo seus privilégios.O moribundo-Brasil será mantido vivo por aparelhos para que os privilegiados continuem mamando. É fato inegável. Está assim há 519 anos, morto, mas procriando. Foi assim, provavelmente continuará assim.Antes de Bolsonaro vivíamos em um cativeiro, sequestrados pelas corporações, mas tínhamos a falsa impressão de que nossos representantes eleitos tinham efetivo poder de apresentar suas agendas.Era falso, FHC foi reeleito prometendo segurar o dólar e soltou-o 2 meses depois, Lula foi eleito criticando a política de FHC e nomeou um presidente do Bank Boston, fez reforma da previdência e aumentou os juros, Dilma foi eleita criticando o neoliberalismo e indicou Joaquim Levy. Tudo para manter o cadáver procriando por múltiplos de 4 anos.Agora, como a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente NENHUMA corporação (pelo jeito nem dos militares), o sequestro fica mais evidente e o cárcere começa a se mostrar sufocante.Na hipótese mais provável, o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações. Que sempre venceram. Daremos adeus Moro, Mansueto e Guedes. Estão atrapalhando as corporações, não terão lugar por muito tempo.Na pior hipótese ficamos ingovernáveis e os agentes econômicos, internos e externos, desistem do Brasil. Teremos um orçamento destruído, aumentando o desemprego, a inflação e com calotes generalizados. Perfeitamente plausível. Claramente possível.A hipótese nuclear é uma ruptura institucional irreversível, com desfecho imprevisível. É o Brasil sendo zerado, sem direito para ninguém e sem dinheiro para nada. Não se sabe como será reconstruído. Não é impossível, basta olhar para a Argentina e para a Venezuela. A economia destes países não é funcional. Podemos chegar lá, está longe de ser impossível.Agradeçamos a Bolsonaro, pois em menos de 5 meses provou de forma inequívoca que o Brasil só é governável se atender o interesse das corporações.
Alteração da Lei Maria da Penha
O Pontopm comunica — aos profissionais brasileiros de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, notadamente aqueles que atuam nas rondas especiais de proteção à mulher — que foi publicada a Lei 13.827, de 13 de maio de 2019, alterando “a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), para autorizar, nas hipóteses que especifica, a aplicação de medida protetiva de urgência, pela autoridade judicial ou policial, à mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou a seus dependentes, e para determinar o registro da medida protetiva de urgência em banco de dados mantido pelo Conselho Nacional de Justiça.” Assista ao vídeo abaixo, onde se vê e ouve opiniões de autoridades atuantes e entendidas na Lei Maria da Penha. Com as informações das fontes citadas.
