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SESSÃO ESPECIAL DA ACADEMIA EPISTÊMICA MESAMARIANO!

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LANÇAMENTO DO LIVRO INIMÁ QUERINO — UM PRODUTOR RURAL BEM-SUCEDIDO, DO ACADÊMICO-HONORÁRIO ISAAC DE OLIVEIRA E SOUZA.

João Bosco de Castro*.

1. NÚCLEO ACADEMIAL DA SESSÃO ESPECIAL MESA-MARIANIANA.

Após um ano e dez meses de seu obrigatório e penoso afastamento de reuniões e fainas literocientíficas, nossa profícua e respeitável Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano — MesaMariano rompeu o lamentoso e desagradável silêncio anticovídico — sem abandonar as precauções indispensáveis à respectiva proteção antiviral —, para falar alto e bonito, às 20h de 17 de dezembro de 2021, no Salão Diamante do Clube dos Oficiais Mineiros.

Exatamente isto! Às 20h de 17 de dezembro de 2021, no citado Salão Diamante (Rua Diábase, nº 200, Prado, em Belo Horizonte), realizamos a Sessão Especial Mesa-Marianiana, sob específica pauta acadêmica dirigida pela Confreira Epistêmica Beatriz Campos de Paulo e Castro — titular de nossa Cadeira nº 2 —, para lançamento oficial e cerimonioso do Livro INIMÁ QUERINO — um PRODUTOR RURAL BEM-SUCEDIDO, de nosso Confrade MesaMarianiano Isaac de Oliveira e Souza, Professor e Coronel Veterano da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Trata-se de Obra Biográfica importante: bem-fundada em pesquisas e bem-redigida, sob os mais rigorosos parâmetros da Metodologia Científica, além de tutelada por sábias e convincentes falas do Biografado, severo Oralizador da própria História de Vida. Em tal Publicação, atuei como Revisor, Prefaciador e Editor — mediante auspiciosos ofícios de meu Espaço Camões: Oficina de Saberes, Letras e Artes — ECOSLA (Bom Despacho — MG).

O Produtor Rural Bem-Sucedido adubou e fez viçar o melhor sucesso de nossa Reunião Epistêmica, apoiada pelo Clube dos Oficiais e prestigiada por um Quarteto de Cordas da inigualável Orquestra Sinfônica da PMMG, pelo próprio Biografado — com seus Familiares e Amigos, inclusive da Cidade de Jequitibá —, Esposa, Filha e Namorado, Filho, Irmãs, Irmãos, e muitos outros Parentes e Amigos do Biógrafo Isaac de Oliveira e Souza, Acadêmicos Cláudio Cassimiro Dias e Ana Maria Matos Nascimento — da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PMMG —, nossos Confrades e Confreiras Álvaro Antônio Nicolau, Pedro Seixas da Silva (Presidente de nosso Conselho-Diretor, envolvido também nas festividades de seus cinquenta anos de formatura no Curso de Formação de Oficiais — Turma de Aspirantes de 1971: Recipiendária, naquela mesma noite da sumosa e expressiva Medalha Coronel José Vargas da Silva), Gleisa Calixto Antunes, Antônio Carlos Cabral Aguiar e Beatriz Campos de Paulo e Castro — desta Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano (MesaMariano) —, de meu Neto Arthur Azevedo Castro Mota, Major Carlos Alberto da Silva Braga (Articulista do PontoPM/GrupoMindBR, residente em Braga-Portugal), pelo Fotógrafo Silas Calebe e Colaboradores do Bufê do Nem (de cuja atenciosa presteza matamos a sede com providenciais refrigerantes e saboreamos quitutes e salgadinhos).

Nossa aprazível Sessão Especial Mesa-Marianiana foi honrada pelo épico Hino Nacional Brasileiro, cantado por Todos, aos acordes do maravilhoso e já mencionado Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica da PMMG, antes da ritualística Invocação Acadêmica do Areópago Epistêmico, proferida pelo Biógrafo Isaac de Oliveira e Souza.

Como Presidente da Casa Academial, cuidei do Expediente com boas-vindas a Convidados, Acadêmicos, Músicos, Biógrafo e Biografado, cumpri a Ordem do Dia — como apresentador-prefaciador do Livro aqui lançado — e entreguei ao Coronel Isaac de Souza o Certificado por méritos a ele conferido, em 12 de dezembro de 2021, pela Diretoria da Rádio FM10 de Bom Despacho-MG.

O Quarteto de Cordas da Orquestra SInfônica da PMMG, como homenagem ao Biografado Inimá Querino, executou “O Menino da Porteira”, clássico memorável de nosso Cancioneiro Sertanejo.

O Biógrafo Isaac de Oliveira e Souza, após breve interrupção dos autógrafos, usou a palavra em agradecimento a Pessoas e Entidades envolvidas no processo de publicação e burilamento de seu precioso Livro, oferecido, gratuitamente, a todos os prestigiadores desta Sessão Especial Mesa-Marianiana de Lançamento da Biografia de Inimá Querino – um Produtor Rural Bem-Sucedido.

Retornei ao atril, para falar das Efemérides Socioliterárias de Dezembro, das quais escolhi os dias 16 e 28 — dedicados ao Príncipe de nossa Poesia Parnasiana, o magistral Olavo Brás Martins dos Gumarães Bilac, de cuja agrégia autoria declamei o Soneto LÍNGUA PORTUGUESA.

Encerrei a Sessão Especial Mesa-Marianiana de Lançamento de Livro, na forma regimental, com felicitações e agradecimentos ao Biógrafo, Biografado, Músicos, Representantes de Sodalícios, Convidados e Amigos da MesaMariano, e Familiares de Isaac de Souza e Inimá Querino.

2. SOBRE A BIOGRAFIA, O BIÓGRAFO E O BIOGRAFADO.

Do Livro ora festivamente lançado, de indiscutível utilidade sociocultural e função historiográfica elevada, transcrevo de meu Prefácio dois núcleos analíticos, aliás os escolhidos por Isaac de Oliveira e Souza, com propriedade e sabedoria, para a composição da contracapa e das duas orelhas da mesma obra.

Ei-los!

2.1 BIOGRAFIA AUTÊNTICA E LEGÍTIMA.

João Bosco de Castro.

Este Livro historia o Senhor Inimá Querino da Costa, desde antes de seu nascimento, na Primavera de 1935, em Venda Nova, Distrito de Santa Luzia-MG, com assentamentos de andanças de nossos antepas­sados, prioritariamente dos ancestrais dele, “os aborígines livres e legí­timos senhores da Terra do Pau-Brasil”, ao longo da bela, dificultosa e hostil América Portuguesa, dos Puris de Muriaé aos Cataguás e Kaxixós de Bom Despacho, Martinho Campos e cercanias, em Minas Gerais, na união dos Costas e Querinos, para a saga da primeira infância e primeira escola do Oralizador da Própria História de Vida, e sua adolescência, vida adulta e muito trabalho, por aqui e alhures, e suas peregrina­ções aventureiro-empresariais, particularmente em busca da Produção Rural, mais concentrada na Pecuária de Corte de Bovinos e Suínos, Açougues, Frigoríficos e muitas outras incursões laborais de Homem Ativo, Trabalhador e Ambicioso, de olho na posse de bons milhares de cabeças de gado bovino, pelas Bandas dos Crucifixos Dourados, Região da Tríplice Fronteira, e de Divinópolis, Belo Horizonte até Jequitibá, neste Estado das Alterosas, afora suas heroicas e amalucadas ações de Desbravador do Estado do Pará, como dono e gestor das Fazendas Ma­ravilha, Santo Antônio e São José, na imensidão de Paragominas, pelas abençoadas aguadas de ribeiras das Bacias do Rio Capim e Rio Gurupi.

A Vida de Inimá Querino da Costa é compacta e rica aula de res­peito, prudência, bravura, honestidade, amor, carinho, coragem, Fé em Deus, devotamento à Família e dedicação ao Trabalho. Proveitosa e apreciável Escola de Decência, iluminada pela Canção de Louvor ao Criador (Salmo 104) e resumida na Súmula Ética dos Trinta Provérbios dos Sábios: aqueles constantes do Livro dos Provérbios da Bíblia Sagra­da, nos Capítulos 22, 23 e 24.

Por meio de Aula Magna de Sabedoria ministrada pela Profes­sora Elza de Moura, Decana da Arcádia de Minas Gerais, estou seguro de haver bem-classificado Isaac de Olieira e Souza como Biógrafo­-Pesquisador, e Inimá Querino da Costa como Oralizador da própria História de Vida, no papel de Memorialista.

2.2 SIGNIFICADO DE INIMÁ QUERINO.

João Bosco de Castro.

 A propósito de Virtu­des Humanas, as le­tras maiores do título deste Livro, na respectiva Capa, ostentam o nome do Ora­lizador da própria História de Vida INIMÁ QUERI­NO: vivíssima vitrina de tais Virtudes. Para ver isto, basta-nos analisar a origem e o real significado de cada integrante desse Antropô­nimo Composto, dentre os quais, INIMÁ, o primeiro deles, de boa e bonita arti­culação, é raríssimo e bem­-desconhecido. Inimá vem de fontes linguísticas tupi e cariba (ou caribe, ou caraí­ba), ambas de ancestralidade sumérica ou suméria (antiga Civilização do Sul da Meso­potâmia): inĩ = algodão, fibra da qual se fiam novelos de linha têxtil apropriada ao fabrico de mantas e da rede de dormir = a própria rede de dormir… + imã (imá), com dois significados tupis (o primeiro é desgastado, muito velho; o segundo é compositor, construtor, cultor, fazedor, formador, plasmador). Como eu prestigio mais os significados mais lógicos e expressivos, considero Inimá, em bom e comunicativo Português, sinônimo tupi e caraíba de tecedor de rede de dormir, fazedor ou formador de rede de dormir, construtor da cama pênsil (a cama de colo, suspensa ou pendura­da, engenhosamente criada e fabricada pelos tupis, com as fibras de resistente vegetal ou com fibras do algodão.

Para ornamentar a altivez semântica de Inimá, aparece o alonome Querino, como deformação fonética de Quirino (do Latim Quirínus, deus dos Sabinos – um dos apelidos gloriosos de Marte ou Mavorte = deus romano da sabedoria e da guerra, por via de quíris = lança, dardo, arma de arremesso). Por isso, Quirino (ou Querino) é aquele indivíduo habili­doso no manejo da lança, o guerreiro.

Bom Despacho-MG, 1º de janeiro de 2022.

* João Bosco de Castro (1947—) é Oficial Superior Veterano da Polícia Militar de Minas Gerais. Jornalista dos sites do Grupo MindBR. Policiólogo, Crítico Textual, Crítico Literário, Teórico da Ética e da Deontologia Policial-Militar, e Professor Titular Emérito da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Patrocínio-MG e da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro. Tupinólogo: Fundador da Comissão Permanente de Indiologia Brasílica (Indiologia Geral e do Brasil, Tupinologia, Guaranilogia e Linguística Aplicada) do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais com Saul Alves Martins e Wílson Veado (1998  e 2001). É Presidente da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano — MesaMariano.

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Sobre o(a) Autor(a)

João Bosco de Castro, Jornalista e Professor

João Bosco de Castro, Jornalista e Professor

(1947 ____) é Oficial Superior Veterano da PMMG. Poeta, contista e ensaísta, romancista, cronista e heraldista, jornalista profissional, tupinólogo e filólogo honóris-causa, palestrante, comunicólogo e inscultor-escultor, crítico literário, redator-revisor, camonólogo e carpinteiro. Professor de Línguas e Literaturas Românicas. Professor Titular e Emérito da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro. Pesquisador Benemérito Notável da PMMG. Especialista em Polícia Militar, em Gestão Estratégica da Segurança Pública, em Linguística Geral e em Comunicação Social (CEPEB). Policiólogo: Mestre, Doutor e Livre-docente, por Notório Saber, em Ciências Militares da Polícia Ostensiva e em Historiografia de Polícia Militar (História da Polícia Militar de Minas Gerais), de acordo com as páginas 49-65 do BGPM/PMMG nº 70, de 13 de setembro de 2012. Publicou doze Livros (escreveu outros vinte e sete) e mais de duzentos Ensaios (dentre filológicos, policiológicos e críticos). Tem quinhentos e vinte quatro prêmios obtidos em concursos literários e epistêmicos. Integra trinta e oito Academias (ou Institutos) de Letras, História e Cultura. Presidente Ad-Vitam da Academia de Letras Capitão-Médico João Guimarães Rosa da PMMG, Presidente da Alliance Française de Belo Horizonte (2010-2011) e Presidente da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano ─ MesaMariano.