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EM BUSCA DE MIM MESMO

                                                                                   Marcílio Fernandes Catarino (*)

No parágrafo final do meu último artigo, escrito em setembro de 2021 e intitulado Silêncio Construtivo, registrei minha decisão de, por algum tempo, “silenciar minha pena” para, numa profunda reflexão, buscar uma visão mais clara da realidade que ora nos cerca e, quem sabe, vislumbrar o real propósito desta jornada terrena.

Realidade que está a nos apresentar uma profusão de fenômenos em todos os campos da vida humana, sobretudo os de natureza energética que, embora invisíveis, são captados pelos nossos sentidos, capazes de gerar consequências deletérias para a saúde e harmonia dos nossos corpos físicos, mentais e emocionais.

Presenciamos, entristecidos, o desrespeito e a desvalorização do bem mais sublime que nos foi legado pelo Criador Supremo: o dom da Vida;  a derrocada dos valores éticos e morais, substituídos por comportamentos iníquos, apoiados e festejados por cidadãos, muitos dos quais ostentando o manto de intelectuais, ou envergando togas, antes considerados livres de quaisquer suspeitas. Tempos estranhos, tumultuados e desafiadores de Transição Planetária!

Ao refletir sobre tantos acontecimentos e fenômenos extraordinários que vêm ocorrendo mundo afora, impossível não se lembrar do “início das dores”, narrados em Mateus 24:6-8. De igual forma, tais acontecimentos nos remetem ao último livro da Bíblia, de autoria do “Exilado da Ilha de Patmos”, na Grécia Antiga, contendo o que seriam as revelações do Inolvidável Rabi Galileu para os “tempos do fim”.

Revelações proféticas e de difíceis interpretações, que eram, ao mesmo tempo, um alerta para as grandes tribulações por que passaria a humanidade, e uma mensagem de esperança e confiança na vitória final do Bem sobre o Mal.

Não menos difíceis têm-se mostrado as análises e interpretações do momento presente, diante de tanta mentira, manipulação e ânsia de poder e dominação. Mentiras que no Brasil, embora sem cominação legal no arcabouço jurídico do  país, se transformaram em crimes, sob a incompreensível chancela da Suprema Corte do país e aplausos de parte da grande mídia nacional, cooptada por elites inescrupulosas e corruptas. Ao que parece, tudo para atender a interesses políticos e ideológicos inconfessáveis.

Mergulhado nesse torvelinho de falsidade e contradições, julguei mais prudente e acertado submeter tudo ao crivo da minha própria razão, atento às ressonâncias que cada situação provocaria na intimidade do meu ser. Compreendi que, na verdade, passara a buscar o aprimoramento do meu próprio senso crítico, nesse grande e desafiador esforço do conhecer-se a si mesmo, expresso na lendária frase encontrada sobre o portal do Templo de Apolo, em Delfos, na Grécia Antiga, atribuída ao enigmático filósofo ateniense Sócrates: “Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”.

Esse é o incessante esforço do homem para encontrar-se com o seu “Eu Superior”, ainda sufocado por sistemas de crenças limitantes com que, por dezenas, centenas, ou talvez milhares de anos, vimos sendo manipulados e escravizados.

Subjugados por esse controle draconiano, nos esquecemos da nossa origem divina, como fractais que somos da Eterna Fonte Criadora – Deus, trazendo, em potencial, na nossa constituição espiritual, todos os seus atributos, assim como estão gravadas na nossa Consciência, desde a criação, as perfeitas, sábias e imutáveis Leis Naturais que regem o Universo e a Vida.

“Vós sois deuses”, ressaltou o Sublime Peregrino Nazareno,  há mais de dois milênios, essa frase contida no Salmo 82:6, e complementando: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que essas…! (João 14:12)

 Ele não mentiu!

(*) Coronel Veterano PMMG – Aspirante 1970.

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Sobre o(a) Autor(a)

Marcílio Fernandes Catarino, Coronel Veterano

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