Quo Vadis – o caminhante.

O que faz a diferença para um bom entendedor é a capacidade de não se deixar influenciar pelo ambiente externo, de não sofrer a ação da comoção na análise do que se apresenta como uma verdade. Sucumbir ao desejo desenfreado de tentar antecipar uma resposta, quando na verdade a própria pergunta já se apresenta como um argumento de resposta, não nos obriga à formação ou a apresentação de um juízo de valor particular a nós, mas sim os necessários a quem nos provoca. Despir-se da obrigação de formar uma opinião e de a apresentar como forma de inserção dentro de um grupo ou de uma sociedade é tudo quanto um previdente deve ter como princípio e convicção no trato de uma informação. Manter-se no caminho e seguir as suas convicções com a certeza de que o futuro é um conjunto de impressões forjadas num passado onde o acúmulo e a compatibilidade das informações permitiram construir um conhecimento mais propício ao entendimento do mundo em que vivemos. Caminhar como a figura do deus Janus, com uma face voltada para o passado e com a outra a descortinar os saberes que se apresentam à nossa frente e a partir de uma nova seara que exige de nós a correta interpretação daquilo que os nossos olhos percebem no ambiente e que validados pela nossa audição nos permitem o entendimento mais próximo da verdade insofismável. O caminhante não refuta o caminho e nem se desvia dele, ao contrário, tenta compreender a sua jornada e encontrar nela a essência da sua própria existência. Não a faz simplesmente pela consecução de um objetivo e sim porque sendo parte do caminho, através das próprias marcas no solo, não deixa apenas o seu rastro, mas o conjunto de análises criteriosas dos percalços e das mais favoráveis atitudes a adotar. Em suma mantenha-se no caminho.
Ame o seu cérebro

Ame o seu cérebro, proporcione a ele viver aquilo para o qual foi concebido. O seu cérebro não foi feito simplesmente para dar uma resposta, ou simplesmente para responder estímulos. O seu cérebro foi estruturado para construir conhecimento, e analisar todas as hipóteses possíveis de entendimento e clarificar a compreensão possível de determinado fato, ato ou evento que se apresenta a ele. Se você se acostumar apenas à emissão de uma resposta, ao que lhe é apresentado, que mérito há? Qualquer buscador na internet, através de um algoritmo já o faz. Você foi criado para analisar através de todos os sentidos e de forma dinâmica construir um entendimento também dinâmico e fluido da contemporaneidade dos fatos, atos e eventos. Pensar é uma ação dinâmica através de sinapses, onde se cruzam conhecimentos pretéritos e incorporam-se novas informações, com releitura do ambiente e ajustamento ao momento presente com o intuito de apresentar a hipótese de compreensão mais factível e crível ao ser interlocutor. Pense sobre o assunto.
i9-PMMG na IIª Feira de Inovação Tecnológica

Divulgação Realização-Eventos A i9-2022 é realizada pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), mediante ações gerenciais da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro (APM-PM). Os espaços destinados à abertura do evento e exposição dos produtos estão localizados nas Escolas de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos (EFAS) e de Formação de Soldados (EFSD). Participantes Autoridades, convidados, expositores e visitantes, entre os quais, incluem-se, a (o)s: Reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — Sandra Regina Goulart Almeida ; Capitão dos Portos da Capitania Fluvial de Minas Gerais, da Marinha do Brasil — Capitão de Mar e Guerra Washington Luiz Vieira de Barros; Deputado Federal — Luiz Gonzaga; Vice-Governador eleito — Mateus Simões; Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico — Fernando Passalio de Avelar; Comandante-Geral da PMMG — Coronel Rodrigo Rodrigues de Souza; Chefe do Gabinete Militar do Governador – Coronel Osvaldo de Souza Marques Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) — Paulo Sérgio Lacerda Beirão Militares Federais e Estaduais Brasileiros, da ativa e veteranos, dos diversos postos e graduações; Policiais civis e penais e Guardas municipais, das diversas categorias; Cerimônia de Abertura Realizada, nesta quinta-feira (24), no auditório da EFA. Foi um evento marcante e agradável ao público presente. As pessoas que ali compareceram desfrutaram de momentos: de reflexão (sobre a Missão do(a) Policial Militar); alegres e descontraídos (apresentações de ilusionismo e teatrais); premiações e reconhecimento das parcerias na i9-2022 e lançamento das BodyCams para os policiais militares mineiros. Ambiente das exposições – Stands Foram instalados no pátio frontal das edificações que sediam as escolas citadas anteriormente. Ali, os participantes da Feira de Inovação Tecnológica — i9-PMMG/2022 — conheceram muitas novidades significativas e favoráveis à proteção das pessoas e suas comunidades. O Gestor Principal do Grupo MindBR, mantenedor deste PontoPM, compareceu e participou das atividades programadas. Deixa, aqui, os agradecimentos aos participantes e organizadores, na pessoa do Comandante da APM-PM — Coronel PM Eugênio Pascoal da Cunha Valadares. Com as informações da PMMG. Imagens do Slider. Outras mais, você encontrará aqui.
Educação ou Ensino? O dilema do entendimento.

É natural que algumas pessoas tenham dificuldade em diferenciar de forma coerente os significados dos termos educação e ensino. Isto porque a diferenciação é resultado do entendimento de algo muito maior e que se manifesta na forma contínua da acumulação do conhecimento. Como o estoque de conhecimento produzido ao longo da vida permite a qualquer um de nós entender adequadamente um termo, aí se manifesta o significado do termo educação – processo de aprendizagem que se inicia ao nascer e numa dinâmica de maturação até o final da nossa vida, nos permite encontrar respostas compatíveis com o entendimento do mundo, das pessoas, das ideias e das novas manifestações do pensar que se constroem rotineiramente. Educação é portanto algo que se constitui dos níveis de ensino que são compatíveis com a carga de ensinamentos passados e o grau de maturidade próprio que se exige daquele que sofre o efeito do ensino. No nível fundamental do ensino procura-se proporcionar à pessoa o conhecimento do mundo circundante, o porque das manifestações da natureza, dos números, da vida e da sociedade. Uma vez aprofundado neste nível e aprovado na construção teórica dele a pessoa está apta ao aperfeiçoamento e crescimento em outro nível do conhecimento. Avançando no processo de educação, estará ela apta ao aprofundamento dos estudos no nível médio. No nível médio do ensino, onde o pressuposto para a sua frequência é a capacidade de discernir além do sentido expresso nas palavras, números e imagens, entende-se o universo a partir da especulação e aprofundamento das informações tratadas no nível fundamental. Já não apenas se aborda o mundo circundante e sim a dinâmica da construção das interpretações e visões da realidade que proporcionou uma nova perspectiva do saber. No nível médio do ensino, a partir do entendimento filosófico estoico, à pessoa se exige a compreensão de que nem tudo que foi falado é um fato e sim uma opinião construída com o conjunto das informações disponíveis até aquele momento e que nem tudo que se vê é a realidade e sim uma perspectiva de interpretação do mundo que demanda a associação de novas informações. Tentar avançar para além da compreensão do fato e da realidade é uma perspectiva de aprofundamento teórico que se constrói no nível de ensino superior. Superior de graus do conhecimento e não superior do aprofundamento filosófico. O nível de ensino superior está invariavelmente ligado à dinâmica do saber-fazer, ou seja, de saber o que se discute e fazer acontecer exatamente aquilo que se constrói teoricamente a partir do acúmulo das experiências, expectativas e opiniões que permitiram maturar o conhecimento e maturando, faz crescer um novo conhecimento. A partir do que se construiu até aqui, fica a pergunta: Uma instituição de educação é uma instituição de ensino ? Obviamente que a resposta é sim. Em qualquer situação uma instituição de educação é uma instituição de ensino. Isto porque a educação além dos níveis fundamental, médio e superior ainda contempla outras tipologias. No movimento contrário nem toda instituição de ensino será uma instituição de educação porque o ensino é um nível da educação. Obviamente que uma Instituição de Ensino Superior que contempla o ensino fundamental, o ensino médio, a pesquisa, a extensão e as relações com a comunidade, principalmente em ações de engajamento social, é por excelência uma Instituição de Educação. Se analisarmos a Polícia Militar de Minas Gerais, que tem a formação profissional endógena e os ensinos fundamental e médio na estrutura do Colégio Tiradentes da PMMG, poderemos dizer que ela é uma Instituição de Educação no conjunto de suas unidades que ofertam o ensino fundamental, o ensino médio, o ensino superior, as relações com a comunidade através das extensões e a pesquisa nos cursos de pós-graduação. Há um hiato entre a estruturação antiga da Lei de Educação da PMMG e a lei em vigor, que se trata da ruptura em preparar para os quadros da Corporação, isto porque a legislação atual exige o curso superior como condição de acesso e não mais o ensino médio – produto do Colégio Tiradentes da PMMG. Há como mudar isso? Sim, basta apenas alterar a legislação e o Colégio Tiradentes da PMMG fornecer um Curso Tecnólogo compatível com o conceito de segurança pública e cidadania, de curta duração, que equivale ao ensino superior. Em essência existir efetivamente como um conceito de College da legislação americana. Afinal, como tudo que se escreve são opiniões, o fato pode ser a transformação a partir da vontade institucional.
A Construção da Segunda Cidadania

Carlos Braga recebeu, em Portugal, sua segunda cidadania. Tornou-se Cidadão Português. Major Veterano da Polícia Militar de Minas Gerais, o oficial é, também, historiador e colaborador do PontoPM. Assim, foi convidado, recentemente, a compartilhar, com a Equipe do PontoPM, suas experiências vividas no outro lado do Atlântico. Carlos Braga, entregou-nos, gentilmente, o texto denominado A CONSTRUÇÃO DA SEGUNDA CIDADANIA – A MINHA EXPERIÊNCIA. Após leitura desta breve entrevista, faça o download de uma cópia. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga como se deu esse processo? Major Carlos Braga: O processo de concessão da Nacionalidade Portuguesa, no meu caso em particular, se deu por naturalização em decorrência do tempo vivido de forma legal em Portugal. Há outras formas previstas na Lei da Nacionalidade e atende aos casos concretos. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga como se caracteriza o tempo vivido de forma legal em Portugal? Major Carlos Braga: O tempo vivido de forma legal em Portugal é caracterizado pela residência legal em Portugal, com a emissão do Título de Residência, que até os cinco anos se caracteriza como Título de Residência Temporária e se renova em períodos de tempo – um ou dois anos. A partir dos cinco anos de residência legal é emitido o Título de Residência Permanente e renovável de cinco em cinco anos. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga qualquer pessoa pode seguir o mesmo caminho percorrido por você? Major Carlos Braga: O processo de concessão da Nacionalidade Portuguesa é muito objetivo, o meu caso é uma das formas onde se adquire por tempo, há os casos de consanguinidade – filhos e netos de pais portugueses nascidos em Portugal, que é um processo bem mais simples e pode ser feito em qualquer representação diplomática de Portugal espalhada pelo mundo. O meu caso só se faz na Conservatória do Registro Civil em Portugal e a minha escolha foi por Braga, cidade na qual eu residia. A Lei da Nacionalidade explica claramente o trâmite. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga como se acessa à Lei da Nacionalidade Portuguesa? Major Carlos Braga: É muito simples. Basta digitar o termo em qualquer buscador e o algoritmo apresenta a resposta de imediato. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga o que pode ser dito para esclarecer aos nossos leitores sobre o processo de construção da dupla cidadania ou da busca por uma segunda cidadania? Major Carlos Braga: Para se construir um entendimento simples e objetivo é apresentado o texto a seguir que resgata de forma simples a minha história desde a ideia inicial até a emissão do documento português, inclusive com os trâmites anteriores à residência legal que são iniciados no Consulado de Portugal no Brasil. Leia, reflita e se posicione. Mas não se esqueça que essa é a minha história, não é exemplo ou roteiro e tampouco uma cartilha. Tenha discernimento. Equipe PontoPM – Major Carlos Braga a Equipe PontoPM agradece a sua disponibilidade e ao apresentar o texto no link abaixo, espera que os nossos leitores o leiam e reflitam sobre a viabilidade na construção de um direito que é particularmente próprio e singular a cada pessoa. Major Carlos Braga: Agradeço ao espaço virtual PontoPM e a todos que o compõem pela oportunidade de apresentar um texto que possa balizar as expectativas dos nossos leitores. Desejo a todos uma boa leitura e sorte. Clique e baixe: A CONSTRUÇÃO DA SEGUNDA CIDADANIA – A MINHA EXPERIÊNCIA
Os invisíveis sociais das Forças de Segurança Pública.

A atividade de segurança pública torna-nos escravos das leis, regulamentos e jornadas e em muitos casos priva-nos do convívio com a nossa família. No entanto a nossa família sabe que tudo o quanto fazemos é para construir um futuro favorável à ela. Durante o serviço ativo passamos mais tempo junto dos nossos companheiros de jornadas do que propriamente junto dos nossos filhos, irmãos, pais, esposos e esposas. Esporadicamente mantemos um convívio entre as nossas famílias e as famílias dos nossos companheiros da jornada operacional, mas ao fim da jornada, voltamos para nossa casa e estamos com os nossos. E assim seguimos na vida. Este seria o melhor dos mundos, mas existe uma parcela significativa de operadores das forças de segurança pública que não vivem essa realidade, são os invisíveis sociais, os nossos companheiros que estão sozinhos no mundo, que perderam seus entes queridos, ou que nunca constituíram uma família, pois a única família era a Força de Segurança Pública, que mesmo tendo uma família, foram abandonados, perdidos dentro de uma sociedade que tudo dele exigiu e nada deu em contrapartida. Os nossos companheiros que silenciosamente retornavam para a sua solidão e nada exigiam, são os invisíveis sociais das forças de segurança pública do nosso País. O nosso compromisso para com eles obriga-nos a construir estratégias que busquem resgatar o sentido de pertencimento e o compromisso com aquele que se doou em vida para a Paz Social em nossa Pátria e para essas pessoas há que se ter um projeto próprio, pensado, estruturado é factível com a realidade de cada Estado do nosso País. Um projeto onde a forma de apoio, o local e as condições para efetivação desta estratégia de resgate do sentido de pertencimento deve ser construído a partir da própria Instituição, respeitando seus valores, as suas culturas e as suas realidades, afinal um País Continente, não se permite à construção de um modelo e tão somente referenciais que balizem a tomada de decisão mais favorável à cada Instituição. Com certeza todos nós conhecemos um companheiro operador da força de segurança pública nesta situação, quer seja ativo ou inativo, fato que nos impede de jamais fechar os olhos e esquecer a realidade, pois acreditamos que abandonar alguém à própria sorte é antagônico ao SERVIR E PROTEGER
FORMA DE DATAÇÃO ANNO DOMINI EM PORTUGAL

Há 600 anos em Portugal, por Decreto do Rei D. João I, passou-se a utilizar a forma de datação Anno Domini – AD, em substituição à forma de datação Ab Vrbe Condita ou Ab Urbe Condita (AVC ou AUC) – desde a condição de cidade, se referindo à fundação da cidade ou ocupação romana – que se referia à era de César ou hispânica e que fora introduzida na Península Ibérica no século V para recordar a conquista da península por Caio Júlio César Augusto no ano 38 a.C. Era o ano de 1460 AVC e no dia 15 de agosto daquele ano, volta-se ao ano 1422 AD, ou Era Cristã. De acordo com essa indicação, em Portugal, as datas 2060 (AVC) e 2022 (AD) – Anno Domini – serão equivalentes. Ainda que o Anno Domini já fosse comum no século IX, a designação “antes de Cristo”, ou outra equivalente, só se tornou vulgar a partir do final do século XV. Originariamente (AVC ou AUC) referia-se a fundação da cidade de Roma. Segundo os cálculos do Monge Dionísio Pequeno em 532 AD, o nascimento de Cristo havia ocorrido em 753 AVC, no dia 25 de dezembro. Assim o atual ano de 2022 AD é equivalente ao ano de 2775 AVC ou AUC da fundação de Roma. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • Casaca, J. M. (2009). História breve do calendário. Lisboa: LNEC. • Catecismo da Igreja Católica (1993). (1a Edição). Coimbra: Gráfica de Coimbra. •Lopes, Maria do Céu (2012). O Calendário Atual. História, algoritmos e observações. Millenium, 43 (junho/dezembro). Pp. 107-125
OS OITENTA E OITO ANOS DA NOBRE ESCOLA DO PRADO MINEIRO: RELEMBRANÇAS E DECLARAÇÕES.

João Bosco de Castro. A Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro completou seus oitenta e oito anos de criação, em 3 de março de 2022, mas só os comemorou, em razão de protocolos anticovídicos, na Formatura Vespertina de 12 de abril de 2022, com pauta necessariamente extensa, tal a diversidade riquíssima de seu conteúdo histórico, policial-militar, sociocultural, político, educacional, epistêmico e cívico-militar. Em referida Cerimônia, conferiram-se a muitos Agraciados certificação, medalhas e a Moeda Comemorativa da Escola Aniversariante, em categorias diversas, como homenagem e reconhecimento de mérito. Dentre os Integrantes do PontoPMMindBR ─ Portal dedicado às Forças Públicas de Países Lusófonos, prioritariamente à querida Polícia Militar de Minas Gerais ( a mais antiga do mundo) ─, fomos laureados eu ─ Jornalista-Coordenador de tão relevante Veículo de Comunicação ─, com o Título de Professor Emérito da Nobre Escola do Prado Mineiro e o Coronel Veterano Isaac de Oliveira e Souza ─ CEO (Gestor Principal) do mesmo Portal ─, como Colaborador Benemérito de nossa Casa do Saber e da Doutrina. A Historiografia do Sistema de Educação Tecnoprofissional Policial-Militar de Minas Gerais é pujante e respeitável, segundo registros lavrados, a partir de 1912, pelas portentosas lições de Roberto Drexler (Capitão suíço comissionado no posto de Coronel da Corporação) e seu filho Rodolfo Drexler (Tenente helvético também, e comissionado como nosso Capitão), criadores da Escola de Instrução e Corpo Escola, instalados já no Prado Mineiro; em 1927, pela valorosa Escola de Sargentos do Tenente José Carlos de Campos Christo, colocado à disposição da Força Pública por nosso Exército Nacional, também instalada no Prado Mineiro, em favor da qualificação de Sargentos para exercício do Oficialato, com promoção ao posto de Segundo-Tenente, na forma do Decreto 7.712/1927, do Presidente do Estado, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada; e, em 1929-1933, pela criação do Curso Militar e Propedêutico (1932), graças à Didática Magistral do Professor João Batista Mariano ─ o qual, por dadivosa colaboração, lecionava, de graça, no Quartel do 5º BCM/Belo Horizonte/Santa Teresa , a Oficiais e Sargentos Noções de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Conhecimentos Gerais (com prática de Redação) e Cartotopografia, até ser surpreendido, no dito Quartel, em 15 de maio de 1932, pelo Presidente-General Olegário Dias Maciel ( Corifeu do Poder Executivo Mineiro), e ser por ele nomeado Professor Complementar da Força Pública, e dele receber encargos de elaboração de programas e estudos para institucionalização, criação e instalação de Escola Militar indispensável à melhor qualificação dos Quadros da Força Pública, principalmente de Sargentos e Oficiais. O tal Curso Militar e Propedêutico, juntamente com o citado Curso de Cartotopografia Militar, e as relevantes Disciplinas ensinadas no Quartel do 5º BCM, estruturaram o Instituto Propedêutico da Força Pública Mineira, instalado, também, no Prado Mineiro, por Maciel, em 1932, e consolidado por atividades curriculares, logo após a Revolução Constitucionalista, mais efetivamente no início de 1933, como embrião do D.I. , parte integrante dos anseios militares e políticos do Chefe do Palácio da Liberdade. O emblemático Departamento de Instrução ─ D.I. ─, do qual é honorável precursor o Professor João Batista Mariano, seria criado e instalado pelo próprio Olegário Dias Maciel ─ o verdadeiro Arquiteto da elevada Sistematização de nossos Cursos e Programas de Qualificação de Oficiais e Sargentos, pensados e desenhados pelo futuro Capitão-Professor João Batista Mariano. Todo esse progresso educacional revigorava-se pelo entusiasmo e adesão do Professor-Comandante-Geral Gustavo Capanema Filho e muitos Oficiais, como os Coronéis José Vargas da Silva, Alvino Alvim de Menezes, José Gabriel Marques, Octávio Campos do Amaral, Edmundo Lery Santos e Luiz de Oliveira Fonseca. Infelizmente, Maciel ─ colhido por morte súbita, aos setenta e oito anos de idade, no banheiro do Palácio da Liberdade, em 5 de setembro de 1933 ─ não teve o gosto de realizar seu majestático projeto de criar e implementar a por ele sonhada e encomendada Escola Militar. Isso coube ao Interventor Federal no Governo Mineiro, o patafufo Benedicto Valadares Ribeiro, por meio do Decreto nº 11.252, de 3 de março de 1934. Em 16 de abril do mesmo ano, já instalado, e sob o comando do ínclito e impertérrito Coronel José Vargas da Silva ( o primeiro Oficial Combatente da Corporação a titular-se em Educação Superior Civil, como graduado em Direito, em 1933, na Universidade de Minas Gerais, atual UFMG, na gloriosa Turma de nosso Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro), o Departamento de Instrução do Prado Mineiro iniciava suas atividades educacionais com a primeira Turma do Curso de Formação de Oficiais ─ C.F.O. ─, sob orientação técnica gerida pelo Alemão Henrique Schmidtz ─ Supervisor Pedagógico da Escola Normal de Dores do Indaiá, transferido para os Quadros do incipiente Educandário Militar, guindado a Tenente-Coronel da Força Pública. O 3 de Março de 1934 reluz, em plena vida seivosa do Exército Estadual das Alterosas, como Almenara da Educação de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública de Minas Gerais. Isso é motivo de honra e alegria para quem enverga a Farda Bege dos Guerreiros da Felicidade Pública e Defesa Social. Contudo, minhas asas historiológicas voam para os píncaros iluministas do dia 1º de julho de 1775, quando se instalou, efetivamente, em Cachoeira do Campo de Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar, nossa Corporação atuante e heroica, então rotulada de Regimento Regular de Cavalaria da Capitania Real das Minas do Ouro, criado, em 24 de janeiro de 1775, em Lisboa ─ Salvaterra dos Magos ─, Capital da Monarquia Portuguesa. Naquela data de instalação e naquele abençoado Chão da Liberdade, esta nossa Corporação ─ formada de jovens Mineiros, inclusive o respectivo Comandante, Tenente-Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, com seus vibrantes vinte e quatro anos ─ acolhia o único português de seu efetivo, madurão de quarenta e nove anos e Oficial do Exército Lusitano: o Sargento-Mor (correspondente ao Major de nossos dias) Pedro Affonso Galvão de São Martinho, designado Subcomandante do Regimento e bem-versado nas Ciências Militares e Técnicas Militares urdidas e ensinadas pelo General anglo-alemão Conde de Lippe (Frederico Guilherme Ernesto de Eschaumburgo-Lipa), a serviço do Exército Português, por ato do Primeiro-Ministro Sebastião José de
88º Aniversário da Academia Militar do Prado Mineiro.

O Sistema de Ensino da Polícia Militar de Minas Gerais – SE-PMMG – comemorou o 88º aniversário da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro (APM-PM). Naquele evento magnânimo, foram homenageados o nosso Gestor Principal – Coronel PM Veterano Isaac de Oliveira e Souza – e o Jornalista e Professor – Tenente Coronel Veterano João Bosco de Castro. Distinguidos com a Moeda Comemorativa de referida Escola Policial-Militar, esses oficiais superiores veteranos receberam, respectivamente os certificados de Colaborador Benemérito e de Professor Emérito. A APM-PM, organizou uma Formatura Vespertina Militar muito expressiva e rica de Conteúdo Histórico, Filosófico, Educacional e Humanístico digno de apreço e respeito. Para Isaac de Oliveira e Souza, “a inesquecível confraternização favoreceu a reunião festiva dos membros – dos níveis: estratégico, tático e operacional do SE-PMMG – que se uniram aos convidados e familiares queridos. Celebraram a grandiosidade e importância da Unidade Mater Educacional (de Formação, Especialização, Pós-Graduação e do Treinamento Policial-Militar), na comemoração do comemorou do 88º aniversário da Academia de Polícia Militar. Honra-me sobremaneira ser incluído, entre os valorosos agraciados, e homenageados na condição de Colaboradores Beneméritos.É justa a distinção aos militares mineiros – homens e mulheres –, professores e profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. É a certeza da missão cumprida, ao longo das últimas cinco décadas, na Bicentenária Corporação de Tiradentes.” “Estou valorizado com tudo, especialmente com o Título de Professor Emérito da Escola Superior à qual ofereci, ao longo de quatro décadas, meus efetivos serviços de Docência e Pesquisa, com sistematização e produção de Conhecimento, a par da eficaz e esmerada Qualificação Tecnoprofissional de Oficiais, Sargentos e Soldados. Sinto-me feliz e plenamente realizado em duas Profissões importantíssimas: a de Oficial da Polícia Militar e Professor”, disse João Bosco de Castro. Destacamos com Nota Dez com Tinta Azul: ao Coronel Eugênio Pascoal da Cunha Valadares, Comandante da Nobre Escola do Prado Mineiro, pelo discurso proferido, em elegância formal, densidade comunicativa, expressividade e Conteúdo assombrosamente relevante e indispensável à História de nossa Força Pública e à de nossa Insuperável Escola do Prado Mineiro! Na ocasião, ficaram evidentes a erudição ampla e notável preparo tecnoprofissional, a revivescência dos altos feitos de Próceres deste Educandário Militar, como Drexler, Campos Cristo e Mariano, José Vargas da Silva, Edmundo Lery Santos e Egydio Benício de Abreu, Henrique Schmidtz (Alemão Supervisor Pedagógico da Escola Normal de Dores do Indaiá, trazido para a melhor saúde propedêutica do novel D.I. Tutor-Decano…), Oswaldo de Carvalho Monteiro e Saul Alves Martins, Alberto Teixeira dos Santos Filho, Nivaldo Reis e Augusto César Brina Vidal…; ao surpreendente e garboso Desfile Militar Misto de Ativos (dentre os quais Diretores e Comandantes) e Veteranos, sob o Comando dos Comandante-Geral, Chefe do Estado-Maior e Chefe do Gabinete Militar, como homenagem aos Veteranos! Expressão de Humanização Policial-Militar…; ao Comandante-Geral, Coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, por sua belíssima e espontânea Oração! Ele ainda, ao microfone, regeu e cantou o “Parabéns a Você…” aos Oitenta e Oito Anos da Nobre Escola, com acerto boa-afinação. Espetacular… Destacamos, ainda, Nota Zero com Tinta Roxa, à ausência da Canção da Academia de Polícia Militar… na pauta musculosa da Formatura Vespertina!
Homenagem aos Pais!


