A era dos drones serviçais
Numa conferência de tecnologia, realizada em Las Vegas, a Amazon, por intermédio de Jeff Wilke — da divisão de consumo global daquela empresa — revelou uma novidade de atendimento aos clientes. Proximamente, um drone, conforme é mostrado no vídeo abaixo, será utilizado na entrega de produtos. Para Gur Kimchi, vice-presidente da Amazon Prime Air, a inovação ao atendimento aos clientes, atenderá a demanda com celeridade e segurança. Desse modo, serão observadas as exigências legais aos deslocamentos das aeronaves pilotadas remotamente. A normalização operacional de drones, nos espaços aéreos, nos Estados Unidos, são da responsabilidade Administração Federal de Aviação (FAA) . A prestação de serviços, com a utilização de drones (vide neste Pontopm) é ampliada significativamente. Produtos da Indústria 4.0, essa realidade tem sido observada na #Polícia4.0, com a finalidade de proteger as pessoas e suas respectivas comunidades. Nesse caso, específico, há uma postagem publicada nesse sentido.
O Processo de Legitimação do Conhecimento – Objetivos Construtivos x Objetivos de Manutenção
A legitimação do Conhecimento é um processo pedagógico que atende a questionamentos próprios e são a essência de uma formulação científica que passa por um problema, um julgamento e uma conclusão. Essa formulação científica é o método, é ele que garante o emprego da retórica na construção e legitimação do Conhecimento, pois tese, antítese e síntese nada mais são do que a expressão material do problema, do julgamento e da conclusão. Os objetivos construtivos no processo de legitimação do Conhecimento, recomendam ao homem que se estruture adequadamente um problema para dar respostas às necessidades de crescimento enquanto observador participante de um mundo em transformação. Não de algo que se vislumbre no futuro, mas algo que vivenciado a partir do hoje, em qualquer momento se torne o presente, algo que deve ser trabalhado, valorizado, responsabilizado e que confrontando a realidade, torne o presente factível. Os objetivos construtivos não se prendem ao momento, eles são a base informativa das conclusões e das novas construções que são possibilitadas pelas várias hipóteses construtivas que agregam Conhecimento ao problema. Esses Conhecimento alimentam o problema e permitem ao observador crescer. O problema é uma descrição da forma como o Conhecimento necessita ser complementado, respondido, construído, reconstruído e legitimado. O problema sofre influências de variáveis independentes e dependentes e demanda hipóteses de enfrentamento que, alimentadas por objetivos bem construídos, permitem ao observador avançar para a fase seguinte, manifestada como o julgamento. O problema, em muitas das vezes, tende a algo já falado, escrito, debatido, mas não exaurido. Há algo que alimenta o problema e esse algo é justamente a pessoalidade, a vivência, a prática e a pedagogia própria de um novo observador. Um novo homem capaz de perceber arestas não aparadas, compreender a dinâmica de transformação dessas arestas e ao final acrescentar uma nova informação que leve ao novo Conhecimento. O problema é o ponto de partida para a legitimação dos Objetivos Construtivos, a partir dele vamos agregar julgamentos, que são amparados por teorias e referenciais teóricos e ao final chegamos à conclusão aflorada pelo correto emprego das informações alocadas, interpretadas, confrontadas e que validam o novo Conhecimento. O julgamento é a arte da estratégia, ele é a capacidade de adequadamente escolher o Conhecimento pretérito que melhor valide a sua estratégia, ele é a tênue linha que separa a escolha correta entre a teoria de base e o referencial teórico. O julgamento demanda ser alimentado por informações confiáveis e requer que todo Conhecimento pretérito, já materializado, torne-se elemento de validação e não de dúvidas. No julgamento, as informações alocadas pelo observador têm o escopo de validação, sem no entanto, serem objetos de manutenção de hipóteses não comprovadas, não permitindo interpretações diferentes dos elementos identificados na formulação do problema, admitindo a possibilidade da não coerência entre o problema e o julgamento e por consequência uma conclusão confrontante com o problema previamente estruturado. O julgamento é a medição entre todas as informações produzidas anteriormente e sistematizadas de forma a construir uma resposta ao problema formulado e dessa forma permitir uma conclusão coerente com o problema, a teoria e a verdade conhecida. O julgamento demanda uma retórica de construção, deve ser amparado pelo Conhecimento disponível e alimentar a humanidade na busca da verdade. O julgamento não atende aos critérios de vaidade, ele é parte da ciência, não pertence ao observador, mas ao compromisso dele no processo de legitimação do Conhecimento, processo que se materializa nas conclusões. A conclusão é a incorporação ao Conhecimento de novas verdades informativas, tem como objetivo possibilitar o confrontamento de ideias que tendem ao crescimento da humanidade, podem e o são em alguns casos, a negação do problema em princípio estruturado. A conclusão requer do observador a capacidade de diferenciar as informações construídas em relação às falácias interpretativas, erro próprio de quem não lê adequadamente as informações produzidas. A conclusão potencializa os Objetivos Construtivos, ela é fruto de um aprendizado que produz efeitos no presente. A conclusão não é definitiva, ela é apenas a verdade construída a partir das informações disponíveis no universo de análise no mundo presente. Os Objetivos Construtivos no processo de legitimação do Conhecimento são dinâmicos, não atendem ao futuro, atendem ao presente, foram construídos ao longo de todo o tempo, mas efetivamente só produzem efeitos no presente, mesmo que parte tenha sido construída num passado, entender que a materialização acontecerá num futuro é uma falácia interpretativa. Os Objetivos Construtivos do Conhecimento são fruto do presente, mesmo que em outra época, à frente do dia de hoje, a materialização se dará no presente daquele tempo, não existe o futuro, existiu um passado, existe um presente e a materialização porvir se dará no tempo presente de um novo observador. As nações ricas em Conhecimento, agregam riqueza material, capital intelectual e valores e o multiplicam não com o argumento de que se constrói para o futuro, mas sim para o presente das gerações, a época em que vivemos, a época em que produzimos Conhecimento. O discurso de produzir para o futuro é o discurso dos Objetivos de Manutenção na situação atual, geralmente amparado pela falta de riqueza material, pelo parco capital intelectual e pela ausência de valores no seio da sociedade. Apenas para ilustrar a falácia de interpretação entre viver o presente e construir o futuro, algo entre Objetivos Construtivos e Objetivos de Manutenção, vamos abordar uma questão reinante nos debates do Conhecimento: As mudanças climáticas. Para tanto vamos abordar a questão de uma represa que produz energia elétrica. Se determinado governo resolve vender uma Usina Hidrelétrica de Energia e o fazendo o comprador passa a ter direito sobre o lago e a água disponível para a produção de energia. Com as intempéries prolongadas, haverá excesso de água no lago e parte dessa água será apenas água e não força motriz. Para manter o caudal do rio, impõe-se uma vazão e também formas para que as espécies aquáticas possam manter o fluxo de reprodução. Até o momento tudo isso são Objetivos Construtivos, são frutos do Conhecimento. Mas o que serão os Objetivos de Manutenção?
Os Conhecimentos Inerte, Latente e Aflorado
Tudo que foi tratado sobre o tema Conhecimento até o momento, tem o objetivo de levar o leitor ao questionamento do nascimento das possibilidades de adequadamente construir hipóteses que respondam à essência do quanto se busca conceituar e tornar como uma verdade o tema Conhecimento. Pode ser facilmente verificado pelo leitor, que acompanha essa série de textos, que a palavra Conhecimento foi grafada com a inicial maiúscula, como o é nas línguas germânicas de origem na gramática latina, ao se referir ao substantivo agrega um número considerável de sinônimos e outros não insignificantes de sentidos. O Conhecimento não é apenas a capacidade do homem de entender e interpretar o ambiente a partir de informações, fatos, atos, acontecimentos, bases, fundamentos e noções que se fazem construir num ambiente de validação, o Conhecimento é também o sentir, a familiaridade, o trato, a relação e o domínio do ambiente onde o observador se faz presente e participa do processo de transformação e construção do Conhecimento. Não é admissível que um observador participante se desassocie do ambiente e não consiga sentir a transformação e a função do Conhecimento. Por gênese cada componente de informação do Conhecimento pertence ao conjunto maior das funcionalidades para o qual foi estruturado. O Conhecimento inerte será sempre o que é, não mudará por si só, é um arranjo estrutural físico e requer muita energia para se sustentar, o homem numa atividade de ócio durante o iluminismo procurou dar respostas a esse Conhecimento e mesmo com todos os avanços tecnológicos, pouco ou quase nada avançou, isso se justifica pelo fato de ser uma interpretação especulativa pela impossibilidade de se criar em laboratórios as condições que permitam a sua validação, diferentemente dos Conhecimentos Latente e Aflorado – próprios dos seres vivos, que possuem um código genético. Seria como interpretar um analema na relação espacial bidimensional, é uma visão incompleta da realidade e não é a mais apropriada para descrever o fenômeno, requer que o observador saia do seu espaço e se posicione distante dos pontos observados, a observação e registros apenas num ponto fixo do planeta, pelos movimentos próprios decorrentes da velocidade no vácuo e nas órbitas gravitacionais, aliada à inclinação do planeta Terra, só pode ser validada com um analema contrário. Apenas como contributo de especulação, imagine a água doce, ela tem a propriedade de congelar, mas ela se transforma antes de congelar, com o objetivo de manter a vida. Basta ver uma imagem de um lago congelado e os nativos fazem buracos no gelo e pescam no lago. Isso ocorre porque a água doce com 4ºC expande se tornando menos densa e com o ar frio congela-se na superfície e sendo o gelo um isolante térmico, a água doce mais abaixo não se congela. Como a luz passa pelo gelo, os processos da vida se mantêm. A água não existe desde o sempre, mas é parte das condições de vida no planeta Terra, como o são os gases e a luz. O primeiro Conhecimento se revela inerte, a função estrutural é apenas física, existe desde o sempre e pelo sempre existirá até que num processo de entropia tende à morte, esse Conhecimento inerte estrutura todo o arranjo físico que comporta o materialismo universal, sua função é a harmonia e por mais que se busque respostas ao arranjo estrutural, elas tendem ao desconhecimento pois os registros históricos disponíveis são incompletos para uma perfeita compreensão do universo. O Conhecimento que se revela como latente tem dupla função, proteger o planeta Terra – Conhecimento Inerte – e suportar a vida dos demais seres – Conhecimento Aflorado. O Conhecimento latente se reproduz, pode ser analisado geneticamente e suporta cruzamentos voltados à melhoria da produtividade e resistência aos agentes danosos da natureza. O Conhecimento latente não existe desde o sempre, é produto de um espaço de tempo, não muito grande como se supõe, existem exemplares seculares, mas não milenares. A sua existência sobre o planeta Terra atende a eras remotas, mas se transforma e se renova em suas espécies e espécimes. Algumas espécies se petrificaram quando a sua seiva se transformou e existem como madeiras petrificadas e não mais como vida. O Conhecimento latente pode ser transportado pelos gases, pela água e pelos demais seres para outros pontos do planeta Terra e se reproduzir, gerar vida e atender à demanda do Conhecimento aflorado, mas não é capaz de fugir à devastação causada pelas mudanças que ocorrem no planeta, sejam elas de ordem natural, sejam elas consequências das ações menos sensatas dos homens O Conhecimento latente, como produto de transformação, pode e acaba por interferir na realidade do planeta Terra, uma vez modificado geneticamente, a sua herança tende a modificar a estrutura original do arranjo construído, incorporando informações genéticas no novo ser, sem contudo, o homem se inteirar completamente das consequências na vida futura. Para imaginar a devassidão decorrente da manipulação genética imagine uma plantação de determinado produto alimentício que foi modificado geneticamente – as chamadas sementes transgênicas, o simples fato de poder ser transportado pelos gases, pela água e pelos demais seres para outros pontos do planeta Terra acaba por interferir geneticamente nas demais espécies afastando a pureza e a capacidade reprodutiva dessas espécies. O Conhecimento Aflorado é decorrente da capacidade de se locomover, buscar novos espaços, compreender os perigos, sentir o ambiente e adotar uma resposta compatível com o objetivo e com o sentido de manutenção da vida ele é a manifesta razão da vida animal. Qualquer animal tem essa faculdade intrínseca à sua vida. O fato do homem moderno pertencer à uma sociedade que codifica as suas informações, não o afasta do homem animal, isso pode ser perfeitamente entendido quando se estuda tribos ainda não contatadas e que vivem em áreas de difícil acesso. Por questões de manutenção da vida dessas populações, o contato é evitado. Pois tal qual a semente transgênica, o homem moderno recebeu insumos orgânicos em forma de vacinas que o tornam geneticamente mais forte e menos vulnerável aos microrganismos o que não acontece com os autóctones aborígenes.
A Interpretação do Conhecimento Adjacente às Informações Visuais – Parte I
Nos textos anteriores [Partes 1, 2 e 3], quando se construiu as hipóteses de extração do Conhecimento Intrínseco à Informação. Neles, ficou evidente que a informação transformadora, no Conhecimento, é justamente a capacidade que o homem tem, a partir de um conjunto de Conhecimentos pretéritos, de extrair a construção do pensamento que levou à informação. Ruma-se, então, à interpretação do conhecimento adjacente às informações visuais. As imagens adjacentes às informações visuais disponibilizadas, principalmente na natureza, são um conjunto de informações relevantes. E permitem conclusões voltadas ao perfeito Conhecimento do espaço material descrito em fenômenos físicos, regidos por leis, teorias, tratados e enunciados. Esse conjunto de informações de natureza material demanda uma compreensão das relações tempo e espaço aprofundadas e que serão tratadas neste texto. Com certeza a mais relevante de todas as transformações da Interpretação do Conhecimento Adjacente às Informações Visuais é a expressão quantificativa do tempo em anos e a demonstração desse Conhecimento é uma tarefa muito simples. A cronologia que se utiliza, atualmente, adota o sistema de datação originário a partir do pensamento judaico-cristão, com efetiva regulação pela aceitação dos instrumentos construídos, no momento da história regido pela vinculação do poder dos governantes, ao Poder Religioso, com origem na Igreja Católica Apostólica Romana. Não nos interessam os nomes e nem tampouco os motivos originários dessa construção. O que nos interessa, no texto, é a comprovação física de um fenômeno que se processa no vácuo, sem interveniência do atrito. Manifestando-se num movimento curvilíneo uniforme, com velocidade constante, sujeito ao arranjo permanente do Universo. Assim se manterá estruturado, até que haja uma interveniência externa ou uma entropia conhecida como buraco negro. O ano regular inicia-se em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro. Tem 365 dias e, a cada 4 anos, um dia a mais, ou seja, 366 dias. O que determina esse dia a mais é o ajuste que se faz para que as estações do ano sejam nas mesmas épocas ano após ano. Mas, por que esse ajuste é necessário e por que esse dia a mais? Para responder ao questionamento é preciso entender o deslocamento do planeta Terra na sua órbita gravitacional em relação ao Sol. Para percorrer a sua órbita gravitacional – lembrando aqui, do texto que se fala da velocidade do Planeta Terra, onde o deslocamento se dá no vácuo – primeiro é necessário conhecer a expressão física que a determina e se manifesta como: Órbita Gravitacional = 2πR. Entendendo o funcionamento de um relógio com mecanismo analógico, fica mais fácil entender a evidência do ano de 366 dias. Imagine que você tenha um relógio com esse tipo de mecanismo e que a cada dia ele atrasa 15 segundos, um tempo insignificante e que não permite a você acertar aqueles segundos de atraso. Então você espera e no quarto dia você acerta o relógio, haja vista que no quarto dia totaliza 1 minuto de atraso e se torna possível o acerto da estrutura mecânica de visualização da hora. Com o ano de 366 dias, algo muito similar acontece e isso decorre da relação entre a Órbita Gravitacional que o planeta Terra descreve em relação ao Sol e o tempo que ele gasta para cumprir o deslocamento de toda a extensão da sua Órbita Gravitacional. Para estar alinhado com a posição exata entre a incidência do Sol e a posição na órbita em relação ao mesmo dia do ano anterior, o planeta Terra consome em seu deslocamento na Órbita Gravitacional 365 dias e 6 horas. Assim, no quarto ano ele necessita de 24 horas a mais para alcançar a mesma posição que deveria estar no primeiro ano da medição, por isso a cada 4 anos faz-se necessário o ajuste. Mas como no caso do relógio com mecanismo analógico – onde se adianta o relógio em 1 minuto para que ele apresente a hora real – o ajuste se dá com um dia a mais no calendário de datação utilizado como padronização e convencionalmente adotados pelos governos no planeta Terra. Mas esse ajustamento no modelo de datação é essencial? Sim, ele é essencial para alinhar a posição do planeta Terra com o Sol e dessa forma, ano após ano, as estações e os períodos de seca e chuva, permitem uma interpretação correta das necessidades dos homens em relação às contingências naturais do planeta Terra – produção de alimentos, ações de defesa civil, armazenamento de materiais relevantes à sobrevivência das populações, previsão do tempo, dentre outras. É tão essencial o alinhamento, que se adotou o ano de 366 dias, que numa hipótese aventada da sua não empregabilidade pela humanidade, simplesmente, não seria possível à humanidade o gerenciamento da vida no planeta Terra a partir de um modelo de datação e isso se comprova matematicamente. É o que se vai comprovar aqui. Vai-se utilizar a data de hoje – 28 de abril de 2019. O ano bissexto, ano no qual o calendário tem o dia 366, acontece a cada 4 anos. Assim:: ano corrente = 2019; ano bisexto = a cada 4 anos; desde o ano 1, temos 504 anos bissextos, pois 2019 / 4 = 504. Ainda no pensamento matemático, hoje não seria 28 de abril de 2019, mas 504 dias a frente do dia de hoje. Matematicamente descrevendo: 504 dias – 365 dias = 139 dias. A data de hoje seria no ano de 2020 e mais 139 dias. Hoje no modelo de não alinhamento seria o dia 14 de setembro de 2020. Nesta hipótese, pergunta-se: as condições de produção de alimentos, ações de defesa civil, armazenamento de materiais relevantes à sobrevivência das populações, previsão do tempo, dentre outras, no ponto fixo – manifestado pela posição geométrica estática – onde se encontra o leitor do texto seriam as mesmas para o modelo de datação com o alinhamento do ano bissexto? Obviamente que a resposta é não. Assim não é preciso aprofundar na interpretação desse Conhecimento, apenas agregar informações que o validam como uma essência natural das informações visuais na interpretação adjacente ao Conhecimento. Como
Extraindo o Conhecimento Intrínseco à Informação – Parte III
Esta é a Parte III do Tema ora apresentado. Na Partes I e II, trabalhamos a partir de um número apurado com base em Conhecimentos Pretéritos e já determinado pela análise pura e simples do conjunto de informações claramente manifestadas. Nas análises das situações hipotéticas que se seguem, vamos perceber novas variáveis, que se manifestam como metas. É preciso compreender a dinâmica da construção e estruturação dos pensamentos que vão incidir na solução dos problemas. Já não serão as mesmas lógicas. Primeiramente vamos entender a informação: “A Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, num arrojado esforço operacional pretende reduzir os índices de criminalidade violenta em todo o Estado, nos próximos cinco anos, em 50%.” Trata-se de encontrar um coeficiente que permita sair de 1 e chegar a 0,5 na mesma proporção em que transformamos esse coeficiente numa taxa. Não nos interessa o número absoluto, o que interessa é que a incidência tende à esquerda, ou seja, o índice multiplicador é menor do que 1 e tende a zero e a taxa é uma taxa negativa. O tempo são cinco anos. Será uma função exponencial onde a base da função é 0,5 e o expoente o tempo em anos, inverso, ou seja 1/5. Eis a função: Para confirmar a exatidão do coeficiente, basta elevar o coeficiente encontrado pelos anos de incidência. Eis a função: É fácil perceber que neste caso, para encontrar a taxa de redução, não vamos subtrair o número encontrado de 1, na verdade, vamos manter o número e diminuir 1, ou seja: Esse número negativo será multiplicado por 100 e determinará a taxa anual a ser buscada como meta para a redução das taxas de criminalidade violenta. Podemos, para hipótese aventada, construir duas evidências visuais que comprovam a exatidão da taxa de incidência e do coeficiente. No quadro à esquerda do observador, tratamos da taxa anual de redução, onde as colunas devem ser lidas e entendidas na seguinte ordem: o ano; o Percentual de Redução no Ano Corrente (PRC), o Valor Final no Ano Corrente (VFC). O ano 0 é ano que antecede à intervenção, sua incidência final é a totalidade do problema a ser tratado. A partir dos anos subsequentes, o PRC é quantificado pelo resultado da multiplicação do Valor Final no Ano Anterior (VFA) pela Taxa Anual de Redução (TAR), convertida em número. O Valor Final no Ano Corrente (VFC) é o resultado do VFA + PRC. Lembrando que a taxa de –12,9449437, corresponde ao mesmo PRC no Ano 1, por se tratar da primeira intervenção. Para converter a TAR em número, basta dividi-la por 100, assim: No Ano 1, o VFC será VFA + PRC, em termos numéricos, assim se expressa: No Ano 3, o VFC o resultado será VFA + PRC, ou seja: No quadro à direita do observador, tratamos da aplicação do coeficiente, onde as colunas devem ser lidas e entendidas na seguinte ordem: o ano; Valor de Redução no Ano Corrente (VRC); e o Valor Final no Ano Corrente (VFC). O VRC é o resultado da subtração entre o VFA e VFC. O VFC é o produto do Valor Final do Ano Anterior (VFA) entre Coeficiente Multiplicador Anual (CMA). Neste caso específico, estamos demonstrando na prática o que foi observado na Parte I do Tema, quando descrevemos o processo de transformação do percentual num número parametrizado que permitisse a multiplicação sem alterar a essência do resultado. Naquele ponto explicamos que a multiplicação com números iniciais em 0 tendem a 0. A escala de valor de 1 para 0, na hipótese tratada aqui, comprova isso. Iniciamos em 1 e na medida que aplicamos o coeficiente a tendência é se aproximar de 0. Vê-se nos quadros abaixo, que explicam as construções teóricas, a evidência que valida a utilização de parâmetros diferentes, ao mesmo tempo complementares, incidindo nos mesmos resultados: Taxa de –12,9449437% Coeficiente 0,8705505633 Anos Percentual de redução no ano corrente Valor final ano corrente Anos Valor de redução no ano corrente Valor final ano corrente 0 – 100% 0 – 1 1 –12,944944% 87,055056% 1 –0,12944944 0,87055056 2 –11,269228% 75,785828% 2 –0,11269228 0,75785828 3 –9,8104329% 65,975395% 3 –0,098104329 0,65975395 4 –8,54047777% 57,434917% 4 –0,08540477 0,57434917 5 –7,434917% 50% 5 –0,07434917 0,5 A terceira situação hipotética é o coroamento das duas outras hipóteses tratadas, guarda semelhança a ambas. Ela é também um deslocamento na escala de valores, sem necessariamente estar vinculada a números absolutos, o que torna a sua abordagem muito simples quando já se acumulou níveis de Conhecimento. Ela recomenda a construção de elementos de validação que determinem a taxa anual de investimentos para alcançar o objetivo descrito em: “O Estado de Minas Gerais pretende dobrar os investimentos na área de saúde nos próximos 15 anos.” Temos o tempo – 15 anos – e temos também o percentual de crescimento ao final de 15 anos – 100%. Assim, passamos de 1 para 2 na escala de valores e podemos construir a função exponencial de base 2 e expoente 1/15, conforme se vê: Para confirmar a exatidão da taxa anual de investimentos, basta elevar a taxa encontrada aos anos de incidência. Isso é o mesmo que multiplicar o número 1,0472941228, por ele mesmo, 14 vezes. Eis a função: Encontrando o resultado 1,0472941228 subtraímos o número 1, e chegamos ao número 0,0472941228, em seguida, multiplicamos por 100 e a taxa anual de investimentos apurado é 4,72941228%, incidindo por 15 anos e perfazendo ao final 100% de investimentos na área de saúde. Descrevendo o tratamento que se deve dar à informação – “O Estado de Minas Gerais pretende dobrar os investimentos na área de saúde nos próximos 15 anos.” – permite a quem a acessa, a possibilidade de visualmente entendê-la como uma função da Ciência Matemática. Estas três hipóteses tratadas são o balizamento para o tratamento de qualquer questão colocada em termos percentuais, mesmo que os valores não estejam explicitamente constantes na informação, mas que permite, pelo acúmulo de Conhecimentos pretéritos, Extrair o Conhecimento Intrínseco à Informação.
Extraindo o Conhecimento Intrínseco à Informação – Parte II
Na Parte I deste mesmo Tema, procurou-se descrever o Conhecimento intrínseco à informação, a partir de um conjunto de informações visuais. Aprofundando na análise delas, foram construídas três situações hipotéticas de tratamento para esclarecer o perfeito emprego do Conhecimento na rotina do homem contemporâneo em sua demanda por informação. O Conhecimento a ser abordado é uma descrição do emprego da Ciência Matemática no dia-a-dia das informações construídas, difundidas e assimiladas por vários segmentos sociais e que são recepcionados no cotidiano das pessoas, sem no entanto, corresponder ao exato sentido que se expressa na informação. A compreensão dos termos descritos com a coerente informação que se produz só surte efeito a partir da sua transformação num Conhecimento validado por uma Ciência. Assim vamos analisar a seguinte informação hipotética: “O Governo do Estado de Minas Gerais, concederá reajuste aos seus servidores a partir de Abril de 2019, na mesma taxa de inflação acumulada nos 12 meses imediatamente anteriores. O reajuste de 4,5754% será dividido em 12 parcelas fixas.” Construir uma hipótese, suportada pelas Ciências Econômicas, requer mais do que simplesmente saber calcular, é preciso compreender a essência das informações e sistematizando, encontrar a resposta adequada para a hipótese de solução construída. Buscamos com a análise dessa situação hipotética encontrar a estruturação pela qual o nosso cérebro, aplicando Conhecimento à informação, determinará a taxa mensal de reajuste. Primeiramente vamos conhecer uma calculadora disponível ao alcance de todos: o seu smartphone. As figuras abaixo são as visualizações de dois modelos de calculadoras: a primeira é a tradicional, com as quatro operações fundamentais e a seguinte uma calculadora científica. Para transformar a calculadora de operações fundamentais para científica, o modo varia de sistema operacional (Android e iOS). Vamos trabalhar com o mais acessível, o sistema Android. Sistema operacional Android Para se determinar a taxa mensal de reajuste, temos as informações tempo – 12 meses – e percentual do reajuste – 4,5754%. Já sabemos que não é apenas a divisão pura e simples, trata-se, portanto, de juros compostos. Na primeira abordagem sobre o assunto, aprendemos a somar juros compostos e aqui, devemos encontrar a taxa a ser aplicada mensalmente para, ao final das 12 parcelas fixas, atingir o reajuste de 4,5754%. Pela lógica já demonstrada, percentual do reajuste dividido por 100 e acrescenta o número 1. Assim teremos: Mas como encontrar a taxa mensal? Isso é possível com uma função exponencial onde a base da função é 1,045754 e o expoente o inverso do tempo, ou seja 1/12. Eis a função: Para confirmar a exatidão da taxa mensal, basta elevar a taxa encontrada aos meses de incidência. Eis a função: Isso é o mesmo que multiplicar o número 1,003735138, por ele mesmo, 11 vezes. Visualmente: Por que multiplicar por 11 e não por 12, que é o expoente? Porque no primeiro mês a taxa de reajuste é o próprio valor expresso, não sofrendo incidência de atualização, o que só ocorrerá a partir do segundo mês. Encontrando o resultado 1,003735138, subtraímos o número 1, e chegamos ao número 0,003735138, em seguida, multiplicamos por 100 e a taxa mensal de reajuste é: 0,3735138%, incidindo por 12 meses e perfazendo ao final 4,5754% de reajuste. Nesta Parte II, do Tema em construção, tratou-se de analisar as informações da situação hipotética concernente ao reajuste que o Estado de Minas Gerais concede aos seus servidores. Optou-se por uma estruturação visual suportada pelos recursos tecnológicos mais acessíveis ao homem contemporâneo, neste caso a tecnologia que o conecta ao mundo e a infinidade de aplicativos disponíveis nele. A lógica para a Extração do Conhecimento Intrínseco à Informação, que foi construída nesta Parte II, servirá de base para a perfeita interpretação das demais situações hipotéticas que serão abordadas na Parte III do Tema, sem no entanto, utilizar a estruturação visual aqui apresentada, por entender que o Conhecimento já foi transmitido. A lógica não se altera, podendo o leitor complementar a estruturação do Conhecimento a partir da especulação própria e necessária à formação de um novo parâmetro que permita construir um novo Conhecimento.
Extraindo o Conhecimento Intrínseco à Informação – Parte I
É natural, dentro da sociedade contemporânea, a produção de informações que alimentam a demanda do homem pela atualização das relações sociais, econômicas e políticas. Essas informações não configuram Conhecimento, mesmo que a lógica para a sua produção tenha sido construída através de uma ciência. O que transforma a informação no Conhecimento é justamente a capacidade que o homem tem, a partir de um conjunto de Conhecimentos pretéritos, de extrair a construção do pensamento que levou à informação. Muitas das informações produzidas e disponibilizadas na sociedade, são produtos de uma relação estatística referente a determinado período da história e quantificados segundo uma lógica estrutural, sendo tratados a partir do entendimento de quem se presta a produzir a informação. O grave risco que decorre do tratamento estatístico está na falácia da interpretação, está na incapacidade de corretamente conhecer a lógica estrutural que se pretende transmitir como verdade. Para exemplificar, vamos acessar um endereço disponível na Web e a partir da análise do conjunto de informações visuais hospedadas neste endereço, extrair o Conhecimento intrínseco à informação. A imagem disponibilizada, com o conjunto de informações relevantes, pode ser observada a seguir: Para tratar adequadamente a informação disponível no gráfico e transformá-la num Conhecimento, vamos ordenar as informações num quadro e em seguida transformar os parâmetros de tal forma, que agregando Conhecimento, seja melhor compreendida a sua forma estrutural.
Parâmetros Para Balizar o Conhecimento
Qualquer atividade a que submetemos nosso cérebro na construção do Conhecimento, requer parâmetros ⎯ anteriormente construídos, validados e entendidos como legítimos dentro do processo de formação e estruturação do Conhecimento ⎯ que permitam ao nosso cérebro balizar o caminho que se percorre para tornar esse novo Conhecimento num Conhecimento legítimo. Normalmente, através de processos estruturados e validados anteriormente, nosso cérebro tende a buscar uma rotina que permita a ele o conforto necessário para emitir uma opinião. A partir dessa opinião construir uma verdade que seja aceita, assimilada, compreendida e difundida como verdade crítica com base nos elementos de validação conhecidos até aquele ponto. O caminho que o cérebro busca para balizar a estruturação do conhecimento é muito semelhante a uma estrada, que tem um pavimento. No leito do pavimento estão instaladas as informações horizontais ⎯ que são as pinturas ⎯ e às margens do pavimento, as informações verticais ⎯ que são as placas e sinais luminosos colocados ao longo da via. Essas informações instaladas ao longo da via servem como parâmetros para uma direção segura, para um deslocamento compatível com a estrutura que se construiu, objetivando o deslocamento com segurança entre os pontos de partida e de chegada. Esse caminho disponibiliza informações segundo uma escala de cores, que universalmente, permite a qualquer pessoa a perfeita interpretação da mensagem, independente do idioma, exigindo dela, o conhecimento pretérito das cores, dentro de uma formação com parâmetros objetivos, previamente discutidos e reconhecidos por uma codificação comum aos países que adotaram aquela convenção. A escala das cores atende aos parâmetros de segurança e vai desde o branco até o preto, passando pelo vermelho, amarelo, azul, verde e marrom. Quando mais incidente a cor, mais importante é a informação e mais determinante é o cumprimento da recomendação nela codificada. Estamos trabalhando o processo de balizamento do Conhecimento com um modelo calcado numa via pavimentada, pois é a forma de balizamento mais utilizada em deslocamentos no nosso planeta. A balizamento do Conhecimento é sim um processo em deslocamento. Para cada informação que se agrega a um Conhecimento, é necessário um processo de validação que permita a legitimação desse novo Conhecimento. Ao trazer para o exemplo da via pavimentada, o que se pretende é justamente demonstrar que os parâmetros para balizar um conhecimento não são nada mais além do que interpretar os significados de cada imagem que se forma a partir de Conhecimentos pretéritos. Esses são Conhecimentos já legitimados dentro de um ambiente de validação que comporte teorias, enunciados, tratados, leis e convenções, dentre outros meios amplamente reconhecidos e aceitos como verdades, que no âmbito do Conhecimento também é alcançado pelo significado do óbvio ululante. O ponto de partida e o ponto de chegada numa via pavimentada, demonstra que a pessoa utilizou a via segundo os critérios de segurança informados horizontal e verticalmente e que de forma segura chegou ao seu objetivo a partir do ponto de partida previamente estruturado. O Conhecimento é o mesmo processo: a pessoa se vê frente a um problema; estrutura um questionamento; e então enfrenta o desconhecido. Dá partida no cruzamento de informações pretéritas, nas variáveis que interferem no julgamento da informação, nas hipóteses alocadas à decisão, chegando às inferências e conclusões que permitam um julgamento acertado e uma tomada de decisão compatível com o Conhecimento que se estrutura. Quando da condução de um veículo numa via pavimentada, o condutor se cerca de todas as informações necessárias à condução do veículo, confere a parte mecânica e insumos necessários ao deslocamento do veículo; confere os seus documentos e do veículo; faz o planejamento das vias a utilizar e as rotas alternativas. Nesse processo, o condutor está se cercando de todas as hipóteses que interferem na sua condução, que são os aspectos de engenharia, de educação e de esforço legal. Na construção de parâmetros para balizar um Conhecimento, algo similar deve ser feito por quem pretende agregar um novo significado ao Conhecimento. É preciso que ele tenha acesso às teorias e aos referenciais teóricos que permitam a quem se propõe construir um novo Conhecimento a capacidade para estruturar um problema; conhecer as variáveis e as possibilidades de interferência nessas variáveis; as hipóteses de validação de seu Conhecimento e as informações pretéritas que estruturam esse Conhecimento até o momento presente. Lembrando que o Conhecimento é algo que pode ser transformado, validado, reconstruído o seu enunciado ou simplesmente descartado pela irrelevância de suas conclusões dentro da abordagem que se pretende legitimar. Dentre todos os parâmetros para balizar um Conhecimento, talvez os mais difíceis de serem empregados buscando a legitimação do Conhecimento sejam os que conhecemos como teorias de bases. Isto porque uma teoria, como seu próprio nome diz, é significativo sem contudo ser explicativo. Uma teoria é uma especulação que tende à impossibilidade de se comprovar em laboratório. Tender à impossibilidade é o mesmo que, na matemática, ter um limite de 1 dividido por x, com x tendendo a zero, em que o resultado não é inexistente e nem é zero. Quer dizer apenas que na atualidade do Conhecimento, com os mecanismos e processos de validação existentes, além dos equipamentos disponíveis, não se é possível materializar a hipótese descrita naquela Teoria, não sendo necessário aprofundamento sobre as variáveis que interferem na busca da validação, haja vista a complexidade do tema. A partir de uma análise, relativamente recente na história da humanidade, vamos ter três grandes teorias a comprovar. Duas são iluministas ⎯ pensamento reinante onde a comprovação teórica se dá pela ciência e pelo materialismo ⎯ a Teoria da Evolução e a Teoria da Relatividade. A terceira é religiosa – pensamento reinante que não demanda comprovação científica, sendo uma aceitação pela fé ⎯ a Teoria do Criacionismo. Por mais que se discuta, são teorias, não se tem o objetivo de construir um Conhecimento que valide ou descarte qualquer delas. O objetivo é apontar a sua existência como construção de um Conhecimento que vigorou até certo momento da história. As suas narrativas, assertivas, histórias, passagens, retóricas e verdades servem apenas para balizar o processo de formação
A Velocidade Como Componente do Conhecimento

Estamos acostumados a descrever a velocidade na relação distância e tempo, mas a velocidade não necessariamente é a resultante da distância percorrida pelo tempo gasto para percorrer essa mesma distância, esta é uma definição de velocidade que implica apenas quando se trata de deslocamento. Esse processo é bem mais complexo e a resultante da distância percorrida em determinado espaço de tempo, por mais absurda que possa parecer, é uma informação que nos remete pura e unicamente aos referenciais de tempo e espaço como os conhecemos. A velocidade para percorrer uma distância em determinado tempo não se mede apenas pelos elementos de validação como os construímos, pois, esses elementos são os visíveis aos olhos e fazem parte daquilo que foi abordado no primeiro capítulo sobre o Conhecimento. Um acúmulo de informações pretéritas a partir da exposição do cérebro às experiências dos nossos terminais sensoriais, quais sejam: audição, visão, olfato, tato e paladar. O cérebro cruza estas informações e nos possibilita descrever a velocidade como uma experiência que extrapola a relação tempo e espaço. A velocidade é também uma relação de destreza, uma relação de percepção, uma relação do pensamento com as possibilidades de experiências que se podem acumular. A velocidade permite ao homem extrapolar o seu limite de resposta aos eventos apresentados e nessa busca por resposta mais rápida aos questionamentos, permitiu também, o aprendizado transformado em tecnologia, um Conhecimento que cruza variáveis, incorpora novas informações, constrói hipóteses e ao final possibilita um novo Conhecimento que correlaciona as informações pretéritas de espectro mais alargado conjugado à exposição do cérebro às experiências dos nossos terminais sensoriais e assim sendo manifesta-se como um Conhecimento do homem e não da tecnologia. O homem ao usar o Conhecimento para produzir instrumentos da percepção da velocidade, o faz tendo como referencial as suas necessidades e não as apresentadas pelo Universo. O homem não interfere na forma como o Universo se desloca no espaço, o homem pode sim interferir no seu processo de deslocamento a partir do acúmulo de informações, mas nada além disso. As distâncias a percorrer e o tempo que se consome – exatamente, se consome, pois não retorna – nos dão a sensação da velocidade a partir de elementos próprios do nosso planeta e que em atmosferas diferentes, mesmo que se valha das mesmas medidas de distância e tempo, bem como as mesmas especificações do conjunto motriz, não necessariamente teremos as mesmas velocidades, pois o que se construiu em termos de Conhecimento só se valida no espaço físico onde o Conhecimento foi produzido. Quando se prende ao conceito de velocidade, como o conhecemos, uma relação de espaço percorrido e tempo consumido, necessariamente, para aumentar a velocidade temos de diminuir o atrito; reduzir as possibilidades de um acidente; eliminar os pontos de conflitos; produzir força motriz compatível com a via que suporta o veículo; utilizar o combustível mais apropriado; criar uma aerodinâmica compatível com a velocidade e a força de atrito a ser rompida, tudo isso sem se esquecer da segurança que permita ao veículo se deslocar e fazer chegar o homem, do ponto A ao ponto B. Com essas informações que levam ao Conhecimento e a partir dele uma nova tecnologia, o homem foi capaz de desenvolver um veículo, que pudesse utilizar as vias aéreas. Esse veículo nos remete à relação mais próxima do que seja o deslocamento do Universo, do que seja o deslocamento do planeta Terra na sua órbita gravitacional em relação ao Sol, sem contudo deslocar nas mesmas condições que o planeta Terra desloca no Universo. Ao Universo não se aplica o atrito, o Universo se desloca no vácuo, a velocidade de deslocamento é a mesma desde sempre e assim se manterá enquanto for o arranjo da sua estruturação. Perceber a ausência do atrito no deslocamento de um veículo não é uma inferência difícil de se construir, de certa forma é muito simples e chega a ser um exercício lúdico, tal a simplicidade dos arranjos no Universo, mas que determina uma série de informações pretéritas que construíram o Conhecimento, consumiram o tempo e a capacidade de muitos cientistas – Isaac Newton, Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, dentre outros. Transformar em ação o movimento, a imagem que caracteriza o deslocamento do planeta Terra na sua órbita gravitacional, como dissemos, é um exercício lúdico que pode ser realizado em qualquer ambiente, basta apenas conhecimento pretérito sobre a Lei de Atrações dos Corpos e a disponibilidade para brincar, isso mesmo, divertir-se. A atividade é muito simples, duas pessoas são o suficiente, a vontade de apreender é a essência, a ação é a força motora da atividade. As duas pessoas se seguram pelas mãos e com os braços estendidos, sendo que uma delas mantém o seu ponto de apoio fixo, mas não estático, e a outra pessoa correrá em volta dela, ambas se seguram, uma pessoa no centro da circunferência que ficticiamente se forma pelo movimento da outra que se mantém em movimento curvilíneo uniforme. A pessoa do centro se movimenta de forma a garantir que a pessoa que está na periferia possa manter o seu movimento e a distância entre ambas. Os braços estendidos, com as mãos dadas, representam as forças tratadas pela Lei de Atrações dos Corpos. Existe uma força centrífuga e uma força centrípeta, essas forças são as condicionantes da estruturação da órbita que ficticiamente se formou, mas que na prática estruturam o movimento de qualquer corpo que se desloca no espaço. Se a pessoa que está no centro, que representa o Sol, soltar a mão da pessoa que representa o planeta Terra e está na periferia, pelos enunciados físicos, essa pessoa seria lançada pela tangente – lembrando que uma circunferência é uma sucessão de retas e que a tangência é um ponto de início de uma reta – em relação à curva que representa a sua órbita hipotética, se afastando em movimento retilíneo uniforme indefinidamente e infinitamente do ponto que a se sustentava no espaço, isto porque no espaço não há atrito, há predominância do vácuo e por consequência, a velocidade
Conhecimento Consequente da Produção das Informações
O Conhecimento acumulado ao longo do tempo, permitiu ao homem criar instrumentos de validação das ciências, através das quantificações das informações disponibilizadas e adequadamente tratadas no ambiente científico. Favorece-lhe inferências capazes de construir um novo Conhecimento, inclusive, validar um Conhecimento já existente, e descartar, a partir de novas evidências, aquilo que até então era conhecido como uma possibilidade. A quantificação na produção das informações As formas quantificativas das informações são mecanismos matemáticos que permitem o agrupamento de informações congêneres criando estatisticamente os mecanismos denominados “intervalos de classes”. Esses mecanismos amplamente utilizados dentro da Ciência Estatística é uma vertente matemática que permite inferências a partir de um conjunto de probabilidades que adequadamente tratadas, conduzem à racionalidade da ideia pelo agrupamento de informações periféricas que validam a estruturação de um novo Conhecimento. Obviamente que uma verdade matemática, que estrutura a possibilidade de um novo Conhecimento, se cerca do conjunto de informações disponibilizadas e que influenciam diretamente as possibilidades de acertos em determinado tratamento estatístico. Essa verdade é construída pelas informações que validam o Conhecimento e que são aceitas como condicionantes do pensamento recorrente num determinado momento da ciência, sem ser necessariamente, definitivo. Os “intervalos de classes” representam as informações quantitativas de determinado evento, não sendo portanto Conhecimento, o que faz as informações que neles se manifestam como verdadeiras é a capacidade de associar informações pretéritas, criar um Conhecimento que torne coerente com a realidade o argumento que se busca construir. A utilização desse recurso estatístico é de forma recorrente em todas as ciências, onde os parâmetros de conclusões, são calcados na realidade métrica mediana daquilo que se construiu como informação e daquilo que, cruzadas as hipóteses, permite à Ciência um diagnóstico adequado de um determinado quadro, anteriormente já construído pelas evidências e correlações afetas à análise específica. Muitas informações produzidas pelo Conhecimento dão-nos apenas o retrato fiel da sua medição, nada mais além disso, para se chegar a conclusões acertadas sobre determinado evento, temos a obrigação de construir os elementos essenciais à sua validação, é preciso e de forma clara, descrever aquilo que está acontecendo, que determina uma intervenção e que efetivamente demonstre a existência daquilo que se denomina: problema, ou seja, é preciso que identifiquemos a real necessidade de atuação para reparação de uma demanda emergente, precisamos descrever objetivamente o nosso problema – pois só se busca solução ao novo enfrentamento, cujas informações pretéritas carecem de aprofundamento. A construção de possibilidades que nos permitam descrever o problema e atacá-lo, são as nossas hipóteses de sucesso, para além de objetivamente descrever o problema que se é apresentado, mesmo de forma empírica, temos a obrigação de construir as hipóteses que se mostram, a partir do acúmulo de informações pretéritas, as mais apropriadas ao problema que nos atinge. As hipóteses, como na real definição da palavra, são as possibilidades de enfrentamento do problema a partir dos caminhos e dos Conhecimentos pretéritos de validação que agregando novas informações possam interferir de forma positiva, ou de forma negativa, ou ainda sendo irrelevante, na resposta ao problema apresentado. Ao construir uma hipótese é preciso saber dimensionar adequadamente as variáveis que podem interferir na validação da hipótese, é preciso saber se conhecemos adequadamente as variáveis e se somos capazes de interferir no ambiente onde as variáveis se manifestam. É preciso saber se as variáveis dependem de informações pretéritas que possam levar ao êxito de uma determinada hipótese, é preciso saber se controlamos adequadamente o ambiente e o impacto das variáveis construídas para atacar o problema, devemos saber o grau de dependência ou mesmo independência da variável na estruturação da hipótese, precisamos ter certeza que as variáveis não nos conduzem a erros interpretativos que possam colocar em descrédito o Conhecimento que pretende construir. Obviamente que as condicionantes para a perfeita definição do problema, a elaboração estratégica das hipóteses e influência das variáveis no êxito de uma teoria, são um conjunto de informações pretéritas que criaram a possibilidade de atualização do Conhecimento, esse mesmo conjunto de informações só tem validade no período em que se estrutura e nos instrumentos de medição que são utilizados para tal. A ciência evolui e com ela o Conhecimento, a forma de compreender o mundo, a forma de quantificar as informações, os instrumentos utilizados para a medição das informações que levam à construção do Conhecimento, por serem passivos de transformação e por agregarem novas tecnologias que permitem seu aperfeiçoamento, permitem também ao Conhecimento se refazer, se refundar, se transformar e sobretudo se atualizar em relação ao novo. O Conhecimento que se adquire com o enfrentamento de um novo problema, novas hipóteses e novas variáveis, pode redundar em conclusões e inferências próprias ao modelo de época, ou seja, o Conhecimento é uma verdade determinada pelas informações disponíveis naquele momento, não são o fim em si mesmo, mas uma possibilidade de enfrentamento de uma questão apresentada no tempo presente. Para quantificar as informações produzidas e assim chegar às conclusões ou inferências voltadas à solução do problema proposto, podemos utilizar várias técnicas para coleta das informações que se vão quantificar, que podem ser: entrevistas; roteiros; questionários; palavras-chaves; gravações; filmagens; orientações de conduta em ambientes controlados; advertências sobre utilização de determinado equipamento; correta utilização de equipamentos de medição; dentre outros que o pesquisador possa utilizar e descrever a forma de emprego. As conclusões sempre são frutos de uma relação de causalidade, em suma – acontecendo isso, a consequência é esta. As conclusões são lógicas, não permitem interpretação diferente, ou seja, são o efeito visual de uma imagem, 2 + 2 : 4. As conclusões não permitem tergiversação, aceitam apenas uma única interpretação, que é aquela que se apresenta pela leitura pura e simples do ambiente. As inferências, essas sim, nos permitem sair do estado estático do fato e buscar interpretações que nos permitem dizer que 2 + 2 podem ser 4, mas podem ser qualquer número, as inferências são como a matemática, agregam outras possibilidades de interpretação, nospermitem ver o invisível, ouvir o inaudível e sentir o borbulhar do Conhecimento à nossa volta. A qualificação na produção das informações No nosso dia-a-dia, podemos ver a interferência da

