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Extraindo o Conhecimento Intrínseco à Informação – Parte II

Na Parte I deste mesmo Tema, procurou-se descrever o Conhecimento intrínseco à informação, a partir de um conjunto de informações visuais. Aprofundando na análise delas, foram construídas três situações hipotéticas de tratamento para esclarecer o perfeito emprego do Conhecimento na rotina do homem contemporâneo em sua demanda por informação.

O Conhecimento a ser abordado é uma descrição do emprego da Ciência Matemática no dia-a-dia das informações construídas, difundidas e assimiladas por vários segmentos sociais e que são recepcionados no cotidiano das pessoas, sem no entanto, corresponder ao exato sentido que se expressa na informação. A compreensão dos termos descritos com a coerente informação que se produz só surte efeito a partir da sua transformação num Conhecimento validado por uma Ciência.

Assim vamos analisar a seguinte informação hipotética: “O Governo do Estado de Minas Gerais, concederá reajuste aos seus servidores a partir de Abril de 2019, na mesma taxa de inflação acumulada nos 12 meses imediatamente anteriores. O reajuste de 4,5754% será dividido em 12 parcelas fixas.” Construir uma hipótese, suportada pelas Ciências Econômicas, requer mais do que simplesmente saber calcular, é preciso compreender a essência das informações e sistematizando, encontrar a resposta adequada para a hipótese de solução construída.

Buscamos com a análise dessa situação hipotética encontrar a estruturação pela qual o nosso cérebro, aplicando Conhecimento à informação, determinará a taxa mensal de reajuste.

Primeiramente vamos conhecer uma calculadora disponível ao alcance de todos: o seu smartphone. As figuras abaixo são as visualizações de dois modelos de calculadoras: a primeira é a tradicional, com as quatro operações fundamentais e a seguinte uma calculadora científica. Para transformar a calculadora de operações fundamentais para científica, o modo varia de sistema operacional (Android e iOS). Vamos trabalhar com o mais acessível, o sistema Android.

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C:\Users\Melissa\Pictures\carlos\WhatsApp Image 2019-04-14 at 19.45.26 (1).jpeg

Sistema operacional Android


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Sistema operacional iOS


Para se determinar a taxa mensal de reajuste, temos as informações tempo – 12 meses – e percentual do reajuste – 4,5754%. Já sabemos que não é apenas a divisão pura e simples, trata-se, portanto, de juros compostos. Na primeira abordagem sobre o assunto, aprendemos a somar juros compostos e aqui, devemos encontrar a taxa a ser aplicada mensalmente para, ao final das 12 parcelas fixas, atingir o reajuste de 4,5754%.

Pela lógica já demonstrada, percentual do reajuste dividido por 100 e acrescenta o número 1. Assim teremos:

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Mas como encontrar a taxa mensal? Isso é possível com uma função exponencial onde a base da função é 1,045754 e o expoente o  inverso do tempo, ou seja 1/12. Eis a função:

C:\Users\Melissa\Pictures\carlos\WhatsApp Image 2019-04-14 at 19.45.22.jpeg

Para confirmar a exatidão da taxa mensal, basta elevar a taxa encontrada aos meses de incidência. Eis a função:

Isso é o mesmo que multiplicar o número 1,003735138, por ele mesmo, 11 vezes. Visualmente:

Por que multiplicar por 11 e não por 12, que é o expoente? Porque no primeiro mês a taxa de reajuste é o próprio valor expresso, não sofrendo incidência de atualização, o que só ocorrerá a partir do segundo mês.

Encontrando o resultado 1,003735138, subtraímos o número 1, e chegamos ao número 0,003735138, em seguida, multiplicamos por 100 e a taxa mensal de reajuste é: 0,3735138%, incidindo por 12 meses e perfazendo ao final 4,5754% de reajuste.

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Nesta Parte II, do Tema em construção, tratou-se de  analisar as informações da situação hipotética concernente ao reajuste que o Estado de Minas Gerais concede aos seus servidores. Optou-se por uma estruturação visual suportada pelos recursos tecnológicos mais acessíveis ao homem contemporâneo, neste caso a tecnologia que o conecta ao mundo e a infinidade de aplicativos disponíveis nele.

A lógica para a Extração do Conhecimento Intrínseco à Informação, que foi construída nesta Parte II, servirá de base para a perfeita interpretação das demais situações hipotéticas que serão abordadas na Parte III do Tema, sem no entanto, utilizar a estruturação visual aqui apresentada,  por entender que o Conhecimento já foi transmitido. A lógica não se altera, podendo o leitor complementar a estruturação do Conhecimento a partir da especulação própria e necessária à formação de um novo parâmetro que permita construir um novo Conhecimento.

6 Responses

  1. Interessante o raciocínio lógico apresentado.

    Apesar de ainda continuar complexo, principalmente para quem não é da área de exatas, a visualização das informações com apoio da calculadora científica facilita o processo.

    Parabéns Dr Carlos

    1. Obrigado meu amigo Valter Braga do Carmo, seus comentários no Pontopm são sempre oportunos.

  2. Bem interessante a construção, inclusive para orientar quem tem dificuldades com temas que envolva cálculos.

    1. Antônio Roberto Sá, muito obrigado pela abordagem, é um estímulo à produção. O espaço virtual Pontopm nos brinda com manifestações próprias de pessoas ímpares.

  3. Mais um contributo de informação para o aprendizado de uma geração que simplesmente usa dados informativos e, sequer conhece sua formação de origem.
    Parabéns, amigo!

    1. Sr Robson Maciel, as vossas observações, construídas a partir da vivência e do seu conhecimento como engenheiro civil, cá em Braga – Portugal, agrega em muito a abrangência do espaço virtual Pontopm, pois corroboram o objetivo deste texto que é transmitir a dinâmica da construção do Conhecimento. Obrigado pela assiduidade.

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Sobre o(a) Autor(a):

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Carlos Alberto da Silva Santos Braga

Major PM Carlos Alberto da Silva Santos Braga, natural de Bom Despacho - MG é Aspirante-a-Oficial da Turma de 1987. Ingressou na PMMG no ano de 1982, no Batalhão de Polícia de Choque, onde fez o Curso de Formação de Soldados PM. É Especialista em Trânsito pela Universidade Federal de Uberlândia e Especialista em Segurança Pública pela Fundação João Pinheiro. Durante o serviço ativo como Oficial na PMMG - 1988 a 2004 - participou de todos os processos estruturantes do Ensino, Pesquisa e Extensão. Nos anos de 1989 e 1990 participou da formação profissional da Polícia Militar do então Território Federal de Roraima durante o processo de efetivação da transformação em Estado. Foi professor da Secretaria Nacional de Segurança Pública nos Cursos Nacionais de Polícia Comunitária. A partir de 2005, na Reserva da PMMG, trabalhou como Vice-Diretor da Academia de Polícia Integrada de Roraima - Projeto da SENASP - foi Membro do Conselho Estadual de Trânsito de Roraima, Membro do Conselho Diretor da Fundação de Educação Superior de Roraima - Universidade do Estado de Roraima, Coordenador do Curso Superior de Segurança e Cidadania da Universidade do Estado de Roraima. Foi Superintendente Municipal de Trânsito de Boa Vista, Superintendente da Guarda Civil Municipal de Boa Vista, Assessor de Inteligência da Prefeitura Municipal de Boa Vista e professor nos diversos cursos daquela Prefeitura. Como reconhecimento aos serviços prestados ao Município de Boa Vista e ao Estado de Roraima foi agraciado com o Título de Cidadão Honorário de Boa Vista - RR e com a Medalha do Mérito do Forte São Joaquim do Governo do Estado de Roraima. Com dupla nacionalidade - brasileira e portuguesa - no período de fevereiro de 2016 a outubro de 2022, residiu em Braga - Portugal onde desenvolveu projetos de estudos na área do Conhecimento. Acadêmico-Correspondente da Academia Maranhense de Ciências Letras e Artes Militares - AMCLAM.