A língua órgão, escrita e a oralidade nas fake news.

As conquistas das tecnologias das informações e comunicações, na história da civilização humana, são incontáveis. Começaram com a língua órgão, na articulação da língua falada, e multiplicada, segundo o episódio bíblico da Torre de Babel. Passou pela língua escrita, evidenciada, por Peter Drucker, como a primeira revolução da informação. Depois, da complexidade das línguas escrita e falada, houve o favorecimento à oralidade. Esta, tem-se ampliada, com o uso intensivo daquelas tecnologias, vias das fake news, nesses tempos de pós-modernidade. A língua órgão, escrita e falada são objetos de estudos da ciência A língua órgão é indispensável à falada A língua, enquanto órgão, é estudada pela Anatomia. É “órgão muscular situado na cavidade bucal que serve aos processos de mastigação, deglutição e articulação dos sons da fala.” Tem singular importância na pronúncia, ou fonética, destacada como “disciplina que estuda e descreve os sons das língua naturais na sua realização concreta (articulação, características físicas e percepção), independentemente da sua função dentro de um ou mais sistemas linguísticos”. A língua falada é propagada pela escrita A língua falada e escrita são nomes femininos. Compõem a linguagem humana expressada de várias formas, inclusive, pela linguagem figurada. Esta, segundo Massaud Moisés, “diz-se dos processos linguísticos de alteração das palavras ou do pensamento, por meio da mudança na disposição usual dos membros da frase, ou da transformação semântica dos vocábulos.” A língua falada e escrita são explicadas pela Linguística, e assim conceituadas: “1. ciência que tem por objeto de estudo a linguagem humana, desde o plano da língua até ao plano do discurso” “2. estudo comparativo das línguas humanas nos seus aspectos científico e histórico”. Então, a língua falada1 tornou-se oralidade, descrita como a “qualidade daquilo que é falado”. A língua escrita2, por sua vez, tornou-se “modalidade de realização da língua que recorre a um suporte gráfico e exige adequação discursiva que tenha em conta o facto de o destinatário estar ausente no tempo e no espaço”. Aplicações da língua órgão, escrita e oralidade nas fake news Há muitos registros, em documentos antigos, sobre a língua órgão, escrita e oralidade. Nos textos bíblicos, a exemplo do que foi citado anteriormente, encontram-se 141 referências, ora de uma, ora de outra. São 109 citações no conteúdo veterotestamentário e 32 no conteúdo neotestamentário. Na Epístola escrita por Tiago, de modo específico, há um alerta sobre o “tropeço na palavra” e o efeito danoso da língua órgão, conforme destacado a seguir: Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo. Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniquidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim.Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.” (Tiago 3:1-12) Na história da humanidade, o tempo testemunhou a evolução da língua falada e escrita. Registrou as muitas tragédias consequentes da comunicação indesejável, a despeito da limitação dos meios de propagação. Porém, nos tempos atuais, ainda, circulam mensagens indevidas e em grande quantidade. A maioria delas tem conotação destrutiva. Não importa os efeitos danosos causados. São denominadas de fake news. Com as informações das fontes destacadas.
Dia Internacional do Livro: dos pergaminhos aos e-[áudios]books
Há registros, na Wikipedia, sobre o Dia Internacional do Livro. O primeiro evento comemorativo, ocorrera “na Catalunha (Espanha), em 05 de abril de 1926, dia do nascimento do escritor espanhol Miguel de Cervantes.” Depois, a data “foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.” No final do Século XX, ocorreu nova modificação, assim definida naquela fonte: em 1995, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) instituiu em 23 de abril o “Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor“,[2] afim de estimular a reflexão sobre a leitura, a indústria de livros e a propriedade intelectual.[3] Além de Cervantes, nesta data ocorreu o falecimento de outros escritores, como o escritor catalão Josep Pla e o dramaturgo inglês William Shakespeare.[1] Mas, o que dizer, neste dia, sobre o Livro , ou melhor, sobre a Leitura, considerando-o como uma das revoluções da informação que é ? Assim, se é verdade que há muita informação divulgação pelos livros, não é menos verdade que há leitura de menos. A comprovação dessa afirmativa pode ser verificada nos dados da Fundação Lemann, inclusive, naqueles que mostram a Evolução da Média do Brasil no Pisa da Leitura. Desde os pergaminhos até os e-[áudios]books, a humanidade percorreu extenso caminho. Ambos são lembrados, no Dia Internacional do Livro, principalmente a inegável essencialidade das informações que carreiam: Ensinar! Ensinar! Ensinar! Nas citações seguintes, há indicativos de que o pergaminho [pele de carneiro, cabra, ovelha ou cordeiro preparada para nela se escrever] foi utilizado para propagar a informação. Isso aconteceu, no Século VII antes de Cristo e no Século I da Era Cristã, segundo os seguintes textos: (…) Todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um pergaminho; todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e a folha da figueira Isaías 34:4 (ARA).(…) Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos 2Timóteo 4:13 (ARA) (…) e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar Apocalipse 6:14 (ARA). (…) Na era moderna, o Livro — comemorado neste Dia Internacional do Livro — é materializado com o advento da terceira revolução da informação, segundo as Lições de História para os revolucionários de hoje, de Peter F. Drucker, em Dominando Gestão da Informação. Aquele autor explica que a revolução da informação [ como a conhecemos nos dias atuais] é efetivamente a quarta do gênero na história humana. As outras três, nas lições daquele Mestre, encontram-se assim descritas: A primeira foi a invenção da escrita entre 5 mil e 6 mil anos atrás na Mesopotâmia — independentemente, mas milhares de anos depois —, na China; e, ainda, cerca de 1.500 anos ainda mais tarde, com os maias na América Central. A segunda revolução foi acarretada pela invenção dos livros escritos; primeiro, na China, talvez já no ano 1300 a.C; e, independentemente 800 anos mais tarde, na Grécia, quando Pisístrato, o tirano de Atenas, mandou em forma de livro os épicos de Homero — até então recitados. A terceira revolução da informação foi lançada pela invenção da xilografia e da imprensa e tipos móveis de Gutenberg entre 1450 e 2455. Quase não temos documentos as duas primeiras revoluções, embora saibamos que o impacto do livro escrito foi enorme na Grécia e em Roma, assim como na China. Mas, sobre a terceira revolução da informação, a imprensa e a xilografia, temos material abundante. E o Mestre da Gestão avaliou e expôs a importância da terceira revolução, comparada à quarta revolução, quanto às reduções de custos e ao preço, mediante as seguintes considerações: Na época em que Gutenberg inventou a imprensa, havia uma substancial indústria de informação na Europa. (…) era a que mais empregava pessoas naquele continente. Consistia em centenas de mosteiros, e muitos deles abrigavam quantidades enormes de monges altamente habilitados. Cada um trabalhava da madrugada ao anoitecer, seis dias por semana, copiando livros manualmente. Um monge industrioso e bem-treinado podia fazer quatro páginas por dia, ou 25 páginas durante a semana de seis dias, e ter um resultado de 1.200 a 1.300 páginas por ano. (…) As reduções de custo e preço da terceira revolução da informação foram pelo menos tão grandes quanto aquelas da atual, a quarta revolução da informação. Peter F. Drucker faleceu em 11 de novembro de 2015. Ouviu falar, ou viu algum dispositivo tecnológico caracterizador de um e-book. Se não, foi, certamente, professor de muitos dos idealizadores dos livros áudios-eletrônicos.
Manifestação de apreço e agradecimento
Ao Pontopm, chegou a seguinte notícia: um aluno decidiu homenagear seu Professor de Português, escrevendo-lhe uma Ode. Na manifestação de apreço e agradecimento, pelo que aprendeu e conforme se verá abaixo, o autor afirma “ser muito ousado em ousar a lhe homenagear pela escrita (…) “. Então, assim escreveu: Justo, uma das pessoas mais interessantes que conheci!Orgulho de suas filhas e de todos de sua família ele é!Autoridade máxima no comando da polícia mineira ele é!Origem do maior saber da língua portuguesa existente! Beneficiado pela didática, oratória e saber inigualáveis!Ouve a todos com uma escuta diferenciada e consciente!Sabedoria, desconheço um que tenha igual à dele!Carismático, carinhoso, culto, ético, líder nato sempre foi!Outro dia o achava inacessível, hoje lhe tenho amizade! Digno de todos méritos recebidos até hoje pelo seu saber!Elegante sempre entra e sai de qualquer lugar com classe! Competia a ele analisar tudo que nossa polícia escrevia!Amante do português, foi um de meus maiores mestres!Simples, com toda genialidade é de grande simplicidade!Totalmente à frente de todos de sua geração sempre foi!Rico em valores, em virtudes, saber, em amor aos seus!Orgulho e agradecimento tenho eu por conhecer o senhor! Coronel João Bosco de Castro, acho eu ser muito ousado em ousar a lhe homenagear pela escrita. Tenho pelo senhor admiração por tudo que contigo aprendi, destrinchar minhas redações, quando com o senhor estudei, me explicando que isso vinha do latim, isso do grego, isso do espanhol e de mais sei lá onde, só me fez aumentar ainda mais, a admiração que sempre tive pelo senhor e reconhecer realmente todo seu saber! Se hoje me arrisco a produzir alguns textos, alguns acrósticos, como esse que quis ao senhor homenagear, é pela segurança que adquiri com o senhor quando meu preceptor foi, em um curso de redação. Tenho muito agradecimento ao senhor, primeiro por ter me ofertado gratuitamente este curso, que muito acrescentou ao meu saber, segundo por sempre ter me aceito em sua casa, mantendo sempre as portas delas abertas à mim e pela confiança de deixar eu ter convivido com a Gracinha e com suas filhas Jana Záhida, Débora Lis Mota, Ana Lívia Azevedo Castro e Bruna Dáphne, que muito me ensinaram, todos vocês, o lado do bem da vida! Quero que saiba, que terei sempre uma eterna dívida de gratidão ao senhor, à Graça e às meninas por tudo que aprendi com vocês e pelas inúmeras vezes que vocês me acolheram e me respeitaram indiferente de tudo que alguns diziam de mim, momentos em que precisava realmente apenas disto, acolhimento e respeito. Saibam que o senhor e as meninas poderão sempre contar comigo, não sei se terei muito a lhes oferecerem frente à tudo que recebi de vocês , mas tenham a certeza, serei pelo menos presença verdadeira, sempre que sentir que qualquer um de vocês, estejam a precisar, nem que seja de uma presença! Do seu eterno aluno que muito aprendeu com seu saber, com seus exemplos e com sua forma harmônica de encarar a vida! Aroldo Dos Santos Rosa. Em consideração àquele autor, João Bosco de Castro, jornalista e Professor deste Pontopm, retribuiu assim o apreço e agradecimento: Aroldo dos Santos Rosa, respeitável Psicólogo, muito obrigado por sua expressiva e calorosa homenagem prestada a mim em seu excelente e afetivo acróstico enriquecido por manifestações em prosa de profunda estima por mim e minha Família: minhas Filhas Débora, Janahina, Bruna e Ana Lívia, e nossa extraordinária e adorável Maria das Graças Azevedo Castro. Deus lhe pague, Amigo! Você não foi ousado na exposição de meus supostos méritos. Nessa empreitada calorosa, Você foi, como é e será, generoso para com o Amigo, em contagiante mistura de razão com fluxo emocional ou sentimental. Isso é magnífico e inegociável. Muito obrigado, Aroldo! Boa-sorte!…
SESSÃO FESTIVA DA MESAMARIANO.
A Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano – MesaMariano realizou marcante Sessão Festiva, no Auditório da Fundação Guimarães Rosa – FGR (Rua das Chácaras, nº 210, Bairro Mantiqueira / Venda Nova, Belo Horizonte-MG), às 10h de 22 de fevereiro de 2019. A pauta de referida reunião epistêmica celebrou dois núcleos relevantes: a comemoração do Nono Aniversário de Instalação da MesaMariano e a posse do Jornalista-Acadêmico Renato Fragoso – da Academia Bom-Despachense de Letras e Editor do Cidade’s.com – na categoria epistêmica de Acadêmico-Honorário do dito Silogeu de Erudição e Humanidades. Conduzida pelo Acadêmico Epistêmico-Fundador João Bosco de Castro e cerimonializada pela Secretária e Mestra de Cerimônias Fernanda Ramos Amâncio, a Sessão obedeceu a parâmetros cívicos e socioliterários compatíveis com os dois citados núcleos relevantes. Ao Expediente Epistêmico João Bosco de Castro acrescentou pedido de apoio à Fundação Guimarães Rosa para a realização de Sessão Festiva de Homenagem da MesaMariano ao Cinquentenário de Formatura dos Aspirantes a Oficial de 1969 titulados pelo Curso de Formação de Oficiais do Departamento de Instrução (atual Academia de Polícia Militar) do Prado Mineiro. O Superintendente-Geral da Fundação Guimarães Rosa e Presidente do Conselho-Diretor da MesaMariano, Acadêmico Epistêmico Pedro Seixas da Silva, acolheu o pedido apresentado por João Bosco de Castro, para execução no calendário festivo da mencionada Turma de Aspirantes, coparticipativamente com programação capitaneada pelo Acadêmico Epistêmico José Xisto da Silva Barros. Juramentado e empossado Acadêmico-Honorário da MesaMariano, o Jornalista-Editor Renato Fragoso, adequadamente diplomado e condecorado, assinou Termo Academial de Posse e proferiu discurso elegante e sumoso, em cujo conjunto morfossintático excelente se constatam ideias bem-tecidas e adequadas ao nível de erudição exigível aos Integrantes da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano. O texto admirável de Renato Fragoso condensa domínio filosófico e histórico-sociológico da realidade acoplado à maciez poética da vida bom-despachense e à metaforização pictórica de vultos populares da Cidade-Sorriso, como João Sapato, Romeu das Latinhas e outros Encantadores das Cercanias da Biquinha. Em tal fala também sobressaiu a linguagem afetiva de Fragoso, o Bruxo Bom-Despachense, a respeito de seus Familiares e Amigos, a par das amáveis referências ao Sétimo Batalhão de nossa Força Pública, a cujos misteres se dedicaram seu Pai, Sargento Davi Fragoso, seus Irmãos, Tenente-Músico Juraci Campos Soares e Cabo-Corneteiro Pedro Fragoso, e seu Vizinho notável, o Cabo Belmiro Alves de Oliveira, exímio Fotógrafo e Pai do Coronel Daniel Alves de Oliveira. No coroamento magistral de seu Discurso de Posse, Renato Fragoso confessou-se laureado de poder compor um Sodalício Epistêmico da envergadura da MesaMariano e reafirmou-se comprometido com honrar a autenticidade e o renome academiais de referida Oficina de Saberes e Humanidades. Clique aqui, para ler o Discurso de Posse do Acadêmico Rentao Fragoso. O Presidente João Bosco de Castro tomou a palavra em prol da celebração do Nono Aniversário de Instalação da MesaMariano e deu relevo justo aos Próceres da Fundação dessa Casa de Construção Epistêmica e Literária: Coronéis Márcio Antônio Macedo Assunção, Ricardo Santos Ribeiro e Álvaro Antônio Nicolau, ombreados com o Tenente-Coronel-Capelão Samuel Sérgio Drumond. Nas Efemérides Epistêmicas, João Bosco de Castro louvou o insigne Vulto do Filólogo e Folclorólogo Ayres da Matta Machado Filho e do Poeta-Príncipe da Lusofonia Luís Vaz de Camões, cujas Obras consolidam o viço gramatical, estilístico e estético da Língua Portuguesa. O Presidente João Bosco de Castro agradeceu a todos os Copartícipes dessa Festiva Sessão Epistêmica – especialmente aos Filhos do novo Acadêmico-Honorário Davi Renato e Luana Fragoso, à Odontóloga Beatriz Campos de Paulo e Castro, ao Coronel Wínston Coelho Costa, às ativas Neide Corgozinho e Fernanda Ramos Amâncio, e aos Acadêmicos e Acadêmicas do Quadro Epistêmico – e encerrou os trabalhos da vigorosa Oficina Epistêmica de Mesa vinculada à Fundação Guimarães Rosa. Belo Horizonte-MG, 22 de março de 2019.
Porque optei por ser um articulista da equipe Pontopm
Não foi por questões econômicas, afinal o fazemos por opção de estilo de vida e não temos qualquer compensação financeira para tal. Ainda na questão econômica, felizmente, a minha reforma permite, a mim e a minha família, uma qualidade de vida ímpar. Assim, a contrapartida financeira não se manifesta como essencial e podemos escrever livremente, pois estaremos presos apenas às nossas ideias, aos nossos princípios e às nossas verdades, que entendemos ser o conjunto de valores e virtudes que se encerram na humanidade. Mas isso só é possível porque ao longo da vida, optamos pelas hipóteses que acumulando conhecimento, nos permitem neste momento, descrever as transformações de um mundo virtual em constante mutações de ideias, demandando estratégias de comunicações e de disponibilidade de verdades necessárias ao homem de bem, o homem bom, aquele que é antítese de Dale Wimbrow na sua obra: ” O homem no Espelho”. O fazemos e o fazendo agregamos moral, valores, virtudes e ética. Por isso, peço a sua permissão para dar a conhecer quem é o articulista Maj PM Carlos Alberto da Silva. Mineiro, de Bom Despacho e Oficial da Turma de Aspirante-a-Oficial da PMMG de 1987, fui um aluno que não se prendia aos materiais, mas às memórias e as fotografias dos momentos em sala de aula, poucos livros, poucos cadernos, mas muitas memórias e muitas imagens formadas para a construção de hipóteses de enfrentamento das situações surgidas. Rápido nas avaliações, destaque no seio da turma com homenagens ao final dos anos letivos e grau de manobra invejável, apesar de nunca se ocupar em ser o primeiro em quantificação de pontos e sim em empatia, afinal nos valemos dela na vida política de sociedade, afinal somos partes de um processo de assimilação dos elementos sócioculturais do nosso meio. Em 1989, emprestei-me ao projeto do Governo do então Território Federal de Roraima e tive a oportunidade de formar Oficiais e Praças daquele Território Federal que perdurou durante os anos de 1989 e 1990 na cidade de Boa Vista – RR. Em 1992 fiz na Universidade Federal de Uberlândia a Pós-Graduação Lato-Sensu em Trânsito com partes do curso frequentado na La Preventión Routiérre em Paris; na Universidade de Valência na homóloga cidade Espanhola; no Instituto para Segurança do Trânsito em Viena – Áustria e no Instituto Federal do Meio-Ambiente em Berlim na Alemanha. No ano de 1993, na Academia de Polícia Militar fui encarregado de elaborar A História da Academia de Polícia Militar: Uma Abordagem Através dos Seus Vários Comandos, obra finalizada em 1998 e que, obviamente, não retrata a vaidade dos comandos e nem a retórica daqueles que não foram, mas se acham no direito de o ser, afinal: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Em 1994, tivemos a oportunidade, como responsável pelas publicações doutrinárias da Polícia Militar de Minas Gerais, de visitar a Universidade de São Paulo e levar ao Núcleo de Estudos da Violência as obras da PMMG, sobejamente a Revista de Doutrina ” O Alferes” Em 1995, trabalhamos com a Universidade do Estado de Minas Gerais um projeto amplo de conhecimento de admiração do ensino superior, sobejamente junto à Reitoria de Planejamento daquela IES, usamos o conhecimento para transformar num trabalho de conclusão do Curso de Especialização em Segurança Pública, aquilo que torna no embrião de uma obra maior que foi a Comissão que em 1997 fez a completa reformulação dos cursos da PMMG, comissão da qual fiz parte. Em 1998 passei a fazer parte do programa de Mestrado em Administração Pública da Fundação João Pinheiro, tendo que me retirar por questões de saúde em 1999, em mais um episódio de Pneumotórax Espontâneo, já era o terceiro episódio. Em 2001 frequentei o Curso Nacional de Polícia Comunitária da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, sendo escolhido, pelos alunos e pela Equipe Coordenadora da SENASP como Professor para ministrar os cursos no ano de 2002. Em 2005, já na situação de reserva, participei como Coordenador Pedagógico e posteriormente como vice-diretor da Academia de Polícia Integrada de Roraima – englobando a formação da Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiro Militar, Guarda Municipal e DETRAN – projeto pioneiro da SENASP, fazendo parte do Conselho Diretor da Fundação de Ensino Superior do Estado de Roraima – Universidade do Estado de Roraima, haja vista funcionar nas mesmas instalações da Academia o Instituto Superior de Segurança e Cidadania, do qual fui professor, que oferta o Curso Superior em Segurança Pública. No ano de 2006, participei como Diretor-Geral de uma Unidade do Sistema Penitenciário do Estado de Minas Gerais de um Projeto de Polícia Comunitária para inserção dos condenados na Revitalização dos Espaços Públicos da Cidade de Carmo do Paranaíba – MG, cujos princípios se acham publicados numa Revista do Sistema Penitenciário de Minas Gerais. Ainda no ano de 2006 retorno à cidade de Boa Vista – RR, permanecendo até o ano de 2008, onde fui Superintendente da Guarda Municipal de Boa Vista; Superintendente Municipal de Trânsito da Prefeitura Municipal de Boa Vista; Presidente da JARI; Membro do Conselho Estadual de Trânsito de Roraima; Assessor de Inteligência da Prefeitura Municipal de Boa Vista; Professor da Fundação AJURI da Universidade Federal de Roraima; Professor de Cursos Preparatórios para Concursos na Área de Trânsito; e Professor de Cursos da SENASP. Por questões de saúde e restrições previdenciárias, me afastei das atividades remuneradas e hoje vivo do prazer em transformar em Conhecimento o conjunto de informações em transformações que acumulei ao longo do tempo. Não se trata de matéria com contrapartida financeira é única e exclusivamente uma atividade lúdica, onde os propósitos maiores é o prazer, a capacidade de ver e transformar em informações o espaço circundante, a possibilidade de construindo Conhecimento, fazer crescer o espaço virtual Pontopm não apenas como um ponto de reunião e debate, mas um ponto virtual de construção do Conhecimento que nos permite pensar uma sociedade afastada do ideologismo e que possibilita a construção de ideias calcadas em hipóteses que nos levem ao bem-estar social que possibilite ao cidadão se defender do Estado Tirano,
Nono Aniversário de Fundação da MesaMariano.
Às 10h de 14 de dezembro de 2018, no Auditório da Fundação Guimarães Rosa ̶ FGR (Rua das Chácaras, nº 210, Bairro Mantiqueira / Venda Nova, em Belo Horizonte-MG), a Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano ̶ MesaMariano comemorou, com pauta enriquecida pelo Hino Nacional Brasileiro e Invocação Acadêmica, o nono aniversário de sua fundação como Associação dedicada à discussão espontânea e ao estudo metodológico do Conhecimento em favor do domínio teórico e prático da Religião, Filosofia, Ciência, Técnica, Arte e outras quaisquer formas de Erudição, em favor do preceituário eticomoral, desenvolvimentista, cidadanizante e indispensável ao vigor dos direitos humanos e do respeito à dignidade da pessoa, e à Fraternidade Universal. Em 14 de dezembro de 2009, do Gabinete do Subcomandante da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro à Superintendência-Geral da Fundação Guimarães Rosa, com base nos protocolos de idealização firmados — no mesmo Gabinete, na manhã de 8 de julho de 2008 —, os Oficiais Márcio Antônio Macedo Assunção, Ricardo Santos Ribeiro, João Bosco de Castro, Samuel Sérgio Drumond, Álvaro Antônio Nicolau e José Antônio Borges assinaram o Termo de Fundação e a Carta Constitutiva da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano — MesaMariano, como homenagem ao Educador-Mor de cujos empreendimentos humanitários e planejamento estratégico-pedagógico, amadurecidos no Curso Militar e Propedêutico, nasceu o sublime Departamento de Instrução da Força Pública — hoje denominada Polícia Militar — de Minas Gerais, no Prado Mineiro de Belo Horizonte, em 3 de março de 1934, transfeito na Academia de Polícia Militar, a pujante Universidade da Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública de Minas Gerais, para a qualificação tecnoprofissional dos Artífices e Gestores fardados da mais sublime Essência de Estado em ambiência democrática: a Tranquilidade Pública nutrida pelas seivas da Paz Social. Patroneada pelas poderosas luzes civis do Professor João Batista Mariano (guindado à situação de Professor-Complementar por ato do Presidente-General Olegário Dias Maciel e promovido ao posto de Capitão-Professor pelo Interventor Benedito Valadares Ribeiro), a Casa Epistêmica ora laureada abre-se à dignidade e aos esforços de Pessoas, militares ou civis, engajadas nos melhores propósitos de humanização pela produção e exercício dos Saberes e Sabedoria sem os quais não se desenvolve o Complexo Sociojurídico da Felicidade Pública nem se consolida o propósito maiúsculo da Ética e Deontologia Policial-Militar como suporte da Ordem e do Progresso. Dos fluidos constitutivos da Comemoração Epistêmica assentados no expediente academial, pela fala do Acadêmico-Epistêmico-Fundador João Bosco de Castro — Presidente da MesaMariano —, sobressaiu a palavra GRATIDÃO estendida a Acadêmicos e Acadêmicas, a Servidores aprestados ao sucesso do Ideário Epistêmico, à Fundação Guimarães Rosa, a Convidados e Convidadas à Ágapa Intelectual, e ao Pontopm por seus dadivosos misteres de divulgação dos feitos da referida MesaMariano como Oficina da Razão e Sensibilidade. Gema celebratória da Sessão, a palestra O CAPITÃO GERALDO WÁLTER DA CUNHA , militar devotado à palavra poética e patrono da Biblioteca da Academia de Polícia Militar, a Todos sensibilizou e agradou, mercê do elevado grau de seu conteúdo e da aguda e inteligente argumentação do respectivo Palestrante, Acadêmico Epistêmico José Xisto da Silva Barros. O Ato de 14 de Dezembro de 2009 foi tratado pelo Presidente João Bosco de Castro com a propriedade e o ardor imprescindíveis à preservação da dignidade acadêmica e decoro acadêmico da MesaMariano, cuja História reverbera a Grandeza Humana, a Educação de Polícia Militar, o desempenho dos Integrantes da Casa e a prestimosa coparticipação da Fundação Guimarães Rosa em favor da Realização Epistêmica. Nas Efemérides Epistêmicas, João Bosco de Castro enfocou a notoriedade intelectual e magisterial do Coronel Saul Alves Martins — falecido em 10 de dezembro de 2009 — e do Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro — nascido em 29 de dezembro de 1908. Ainda na pauta de louvação a dezembro, João Bosco evidenciou a descaracterização mercantilista e lucrista do Natal, festejado no dia 25, e apresentou seu Poema FARPAS DE UM NATAL!, lavrado em 10 de dezembro de 1987. Como reconhecimento de sua relevância acadêmica, entregou-se ao Acadêmico Epistêmico-Fundador Márcio Antônio Macedo Assunção o Diploma de Idealizador da MesaMariano. Fizeram uso da palavra o Acadêmico Epistêmico Pedro Seixas da Silva sobre a importância da MesaMariano e a notável qualidade epistêmica da Palestra proferida por Xisto; o Major Carlos Alberto da Silva, residente na Cidade portuguesa de Braga, sobre sua alegria de participar dos trabalhos epistêmicos e entregar o Diploma ao Idealizador da MesaMariano; o Acadêmico-Epistêmico-Fundador Márcio Antônio Macedo Assunção sobre suas preocupações epistêmicas e filosófico-tecnológicas a respeito das quais encaminhará rol de referências aos Acadêmicos, por mensagem-eletrônica à Secretaria do Sodalício. Márcio Assunção também agradeceu à Casa a conferição de seu Diploma. O Acadêmico-Honorário Eduardo César Reis trouxe de Lisboa, Capital da República Portuguesa, um presentão a João Bosco de Castro: a BIOGRAFIA DO ALMIRANTE PEDRO ÁLVARES CABRAL. Encerrou-se, festivamente, a Trigésima Terceira Reunião da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano ̶ MesaMariano, às 12h10min da mesma data do exórdio, com agradecimentos a Todos — principalmente à Fundação Guimarães Rosa pelo oferecimento de lauto lanche aos Coparticipantes da Sessão, e à Senhora Neide Corgozinho, servidora da FGR, por haver-se desempenhado muito bem do encargo de Secretária da MesaMariano. A Odontóloga Beatriz Campos de Paulo e Castro, Esposa do Presidente da MesaMariano, declamou o Poema FARPAS DE UM NATAL!, do qual se entregou uma cópia a cada Participante da Reunião Epistêmica. Eis a íntegra de tal Poema!…: Farpas de um Natal! João Bosco de Castro. Um dia, tanto pecado Deste Mundo tão boçal Fez nascer um Menininho — Assinzinho, qual mindinho —, Nas estivas dum curral, Muito frio e emborrascado! Era, uma vez, um Menino!… Era, uma vez, um minúsc’lo!… Era, uma vez, um Divino Que, sempre, será Maiúsc’lo!… Nasceu, ali, entre reses, Longe de plumas e painas, E deu asilo aos pastores, Amáveis contempladores, E reanimou-lhes as fainas Diárias,com bons jaezes! Enfrentou grandes torpezas, Cultivou dotes gentis Não adulou as riquezas, Mas perdoou gentes vis! Coisou de cabras montesas, Engalanou bem-te-vis, Fez prodígios de proezas: Amou verdugos hostis! Ensinou a reis minazes,
Efeméride de Natal!
Farpas de um Natal! João Bosco de Castro. Um dia, tanto pecado Deste Mundo tão boçal Fez nascer um Menininho — Assinzinho, qual mindinho —, Nas estivas dum curral, Muito frio e emborrascado! Era, uma vez, um Menino!… Era, uma vez, um minúsc’lo!… Era, uma vez, um Divino Que, sempre, será Maiúsc’lo!… Nasceu, ali, entre reses, Longe de plumas e painas, E deu asilo aos pastores, Amáveis contempladores, E reanimou-lhes as fainas Diárias, com bons jaezes! Enfrentou grandes torpezas, Cultivou dotes gentis, Não adulou as riquezas, Mas perdoou gentes vis! Coisou de cabras montesas, Engalanou bem-te-vis, Fez prodígios de proezas: Amou verdugos hostis! Ensinou a reis minazes, Com seus verbos muito amáveis, E enxotou ladrões vorazes, Com chibatadas placáveis — Pra que, na Paz, haja pazes E momentos memoráveis!… —, Em favor da Inteligência, Contra qualquer violência! Mas não pregou a discórdia, Nem sustentou a injustiça, Nem adotou a incúria, Sequer a falácia e a injúria! Não fez a mentira nem a preguiça, Mas semeou a rosa da concórdia, Da tolerância e do amor: Da autodoação desinteressada! Refutou hosanas e pilatarias, Améns e quaisquer vilanias. Não inventou a ganância E a discriminação materialistas E lucristas deste Natal faraônico, Enganoso e antiCristo, Que não Lhe pode ser a Festa De Sua Santa Nascença, Por injusta e por funesta, Porque nos traz a descrença E porque mutila a alegria De milhões e milhões de criancinhas Pobres e abandonadas, A se mirrarem… Vexame!… : “Eli! Eli! Lamma Sabactani!”, Travos de vinagre e fel Que espinham o coração e a vontade Recôndita do mísero proletário, Contra o vinho e o fino mel, Que mais assanham ao onzenário A cupidez marginalizadora E esgorjante do poder econômico! Um dia, todo o pecado Desta Terra tão boçal Fez nascer um Menininho — Assinzinho, qual mindinho —, Em borrascas, num curral, Que tentou curar o Mundo, Pestiloso, podre e imundo, Mas não criou o Natal! Belo Horizonte-MG, 10 de dezembro de 1987.
Posse de João Bosco de Castro na Academia de Letras de Teófilo Otoni e no Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri.
Às 19h de 24 de novembro de 2018, no Plenário da Câmara Municipal de Teófilo Otoni-MG, nosso Sócio João Bosco de Castro, Tenente-Coronel Reformado residente em Bom Despacho-MG, tomou posse, em expressiva Cerimônia Histórico-Literária, na Academia de Letras de Teófilo Otoni e Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri, conforme postagem deste Pontotpm. A Esposa do Empossado — Odontóloga Beatriz Campos de Paulo e Castro — acompanhou-o à Filadélfia Brasileira, Princesa do Mucuri, em todos os momentos e atos da Sessão Solene destinada à efetivação das citadas e prestigiosas posses, cuja relevância dignifica as Letras Lusófonas e a Produção Historiográfica no Vale do Mucuri e respectivo Centro Sociocultural das Pedras Preciosas. Em seu discurso de posse, João Bosco de Castro enfatizou, particularmente em favor do Mucuri e Teófilo Otoni, seu efetivo compromisso com a Língua Portuguesa e respectivas Literaturas — enfaticamente pela Etimologia, Filologia Românica e Literatura Comparada — , além de com a Historiografia de Polícia Militar ̶ particularmente da História da Polícia Militar de Minas Gerais, acopladamente com seus doze Livros, dezenas de Ensaios — prioritariamente sobre Conteúdos Camonológicos e Policiológicos — e seus quatrocentos e sessenta e nove prêmios obtidos em concursos literários ou epistêmicos, destacadamente na forma de contos, poemas, resenhas, recensões e análise de conteúdo em favor do melhor discurso. No campo da Literatura Brasileira, o Empossado marcou-se com seu romance O Mandachuva e seu poema épico de vinte e oito recitações Elogio à Criação. Na Ensaística sobressaíram Glorioso Tormentório e Louros sob Espinhos: mentefatos de Literatura Comparada a serviço das Ciências Policiais, Ciências Militares da Polícia Ostensiva, Políticas Públicas e Preservação da Ordem Pública, e da Crítica Literária. Como representante do Núcleo da União dos Militares de Minas Gerais sediado em Teófilo Otoni, compareceu a tão notável Evento o jovem Secretário Ian Lisboa, não somente para congratular-se com João Bosco de Castro, mas também para apoiá-lo com serviços de filmagem e fotografia. Após os Trabalhos Histórico-Literários, João Bosco de Castro, Acadêmicos e Historiadores, acompanhados de Beatriz e Ian, confraternizaram-se em requintada Churrascaria Gaúcha de Teófilo Otoni. No vídeo publicado pela Academia de Letras de Teófilo Otoni, encontram-se registrados todos os momentos do Magnificente Sodalício. Vê-se que foi realizado com diligente cerimonialismo e muito esmero. São dignos de nota, todas as ações realizadas pelos gestores daquela Casas de Saberes, das Letras e dos Registros históricos e Geográficos. Veja, também, algumas fotos do Evento da ALTO e IGHM.
Presepe
Presepe. João Bosco de Castro. “Venite, adoremus, …” Louvor à mansidão das lerdas reses Que não mugem mentira nem amém! Hosana à boa-sorte que convém Às dadivosas mãos dos camponeses! Louvor à primazia da humildade, Monumento singelo e inimitável À voz de Deus, suprema e venerável, Que esparrama esperança e caridade No mistério da fé, o dom maior Que se refaz em pão e gesto amigo Ao preso e ao flagelado sem-abrigo, De quem foge o baú de Belquior! Hosana ao pegureiro pequenino Que abriu palhas de amor ao Rei-Menino! Soneto premiado na 5ª Coletiva de Arte da PMPE/1991.
98º Aniversário de Clarice Lispector

Cansados do dia, felizes em não discordar, tão dispostos a não ver defeitos. Riam-se de tudo, com o coração bom e humano. As crianças cresciam admiravelmente em torno deles. E como a uma borboleta, Ana prendeu o instante entre os dedos antes que ele nunca mais fosse seu. Clarice Lispector (Laços de Família). O Google, destaca, neste 10 de dezembro, o 98º aniversário da Escritora e Jornalista, Romancista, Contista e Ensaísta — Clarice Lispector . Nascida Chaya Pinkhasovna, em Chechelnyk — uma pequena cidade da região de Oblast de Vinnitsa República Popular da Ucrânia— na Ucrânia, naturalizou-se brasileira, tornando-se “uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka.” Clarice era filha de Pinkhas Lispector e Mania Krimgold Lispector e irmã de Elisa Lispector e Tanya Lispector. Foi casada com Maury Gurgel Valente, com quem teve os filhos: Paulo Gurgel Valente e Pedro Gurgel Valente. Veio para o Brasil no ano de 1922 e “dizia não ter nenhuma ligação com a Ucrânia – ‘Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo’ – e que sua verdadeira pátria era o Brasil. Morou em Maceió-AL e no Recife-PE, até se mudar com a família para o Rio de Janeiro. Na cidade Maravilhosa, concluiu o Curso de Direito, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Por ocasião do 98º aniversário de Clarice Lispector, o Jornal El País publicou: Clarice Lispector é considerada, junto com Guimarães Rosa, a grande escritora brasileira da segunda metade do século XX, graças ao seu estilo, entre a poesia e a prosa. Uma marca que enchia os detalhes cotidianos de espiritualidade e que se caracterizava por utilizar a primeira pessoa na narrativa. Não se parecia com ninguém, e sua visão não recorda nenhum movimento, embora pertença à terceira fase do modernismo brasileiro, da chamada Geração de 45. (…) Era, além disso, uma jovem culta, que conhecia e lia com assiduidade os autores nacionais e estrangeiros de maior relevância, como Machado de Assis, Rachel de Queiroz, Eça de Queiroz, Jorge Amado e Fiodor Dostoievski. No vídeo abaixo, há a última entrevista de Clarice Lispector, concedida à TV Cultura: Última entrevista de Clarice Lispector. Foi concedida à TV Cultura em 1977. Outra homenagem ainda mais significativa, associada à que foi destacada acima, foi destacada pelo IDGNOW, ao publicar que: O doodle do Google ganhou uma referência ainda mais especial nesta data, pois quem assina a arte é a designer Mariana Valente, neta de Clarice. Segundo a artista, o processo de criação do doodle começou ao procurar fotografias no acervo da família e recortando alguns livros com fotos e documentos de Clarice e sua família. “Digitalizei algumas imagens e texturas e tive a ideia de mostrar ela saindo com a família lá da Ucrânia e chegando ao Brasil, começando a trabalhar como jornalista, e depois se direcionando para o próprio trabalho de escrita”, afirma. Com as informações do Google, Wikipédia, El País e IDGNOW.
