Homenagens ao Alferes Tiradentes
Joaquim José da Silva Xavier — O Alferes Tiradentes – foi lembrado neste Pontopm, em diversas postagens. Todas ressaltando seus feitos e as homenagens recebidas Brasil afora. Neste ano, o Dia 21 de Abril, dia em que se comemora a morte do Alferes da Polícia Militar de Minas Gerais, coincide com o dia que a cristandade celebra o Domingo de Páscoa. Por este motivo, a Tradicional cerimônia do 21 de abril terá mudanças importantes em 2019. Realizada anualmente, na Praça Tiradentes, em Ouro Preto, um dos destaques cerimonioso é a entrega da Medalha da Inconfidência. Entre os agraciados, o Presidente Jair Messias Bolsonaro foi distinguido com o Grande Colar. Não veio a Minas Gerais. Agradeceu a distinção e justificou sua ausência, com a seguinte mensagem. O início das homenagens ao Alferes Tiradentes No Brasil, as homenagens ao Alferes Tiradentes começaram após a instituição da República. Oficialmente, com a edição do Decreto-Lei 9.208 de 29 de abril de 1946, com os seguintes dizeres: Considerando que entre os grandes da história pátria que se empenharam pela manutenção da ordem interna, a vulta a figura heróica de Alferes Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) o qual, anteriormente aos acontecimentos que foram base de nossa Independência, prestara à segurança pública, quer na esfera militar quer na vida civil, patrióticos serviços assinalados em documentos do tempo e de indubitável autenticidade; Considerando que a ação do indômito protomártir da Independência, como o soldado da Lei e da Ordem, deve constituir um paradigma para os que hoje exercem funções de defesa da segurança pública, como sejam as polícias civis e militares, às quais incumbe a manutenção da ordem e resguardo das instituições: Usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição,DECRETA: Artigo único. Fica instituído o Dia das Polícias Civis e Militares que será, comemorado todos os anos a 21 de Abril, data em que as referidas corporações em todo o país realizarão comemorações cívicas que terão como patrono o grande vulto da Inconfidência Mineira.Rio de Janeiro, 29 de Abril de 1946, 125º da Independência e 58º da República.EURICO G. DUTRACarlos Coimbra da Luz. A coincidência das datas e o “feriado de páscoa” mobilizaram, certamente, considerável efetivo das polícias militares brasileiras, responsáveis pela polícia ostensiva e a preservação da ordem pública, nos 5.570 municípios brasileiros. Essa situação prejudicou a comemoração do Dia da Morte do Alferes Tiradentes, patrono daquelas instituições militares estaduais (IME). A despeito disso, algumas IME reverenciaram-no, a exemplo do que aconteceu com as polícias militares dos estados de Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina. Algumas controvérsias sobre o Alferes Tiradentes O Herói mineiro tornou-se conhecido em todo o Brasil. Seu nome é utilizado em várias unidades das IME, notadamente nas escolas dos ensinos, fundamental e médio, que administram. Mas, a imagem o Alferes Tiradentes é motivo de controvérsias. Registros históricos, subliminares à mensagem oficial, vigente à época da prisão e após a morte sentenciada, idealizaram uma imagem degradante, com a finalidade de marginalizá-lo. A resposta à pergunta colocada na legenda da imagem é direta e simples. O Alferes Tiradentes não tinha bigode, barba ou pelos na cabeça, asseguram-nos dois ilustres historiadores. O primeiro, é o saudoso coronel Leozítor Floro, da Polícia Militar de Minas Gerais, com os textos extraídos de sua magnífica obra A POLÍCIA MILITAR ATRAVÉS DOS TEMPOS — DOS PRIMÓRDIOS AO REGIMENTO REGULAR DE CAVALARIA (volume I), de 2013. As “controvérsias sobre o Alferes”, desse autor, estão publicadas neste Pontopm. O outro, é Mário Caldonazo, autor de “A Defesa dos Inconfidentes: Justiça ainda que tardia a um digno advogado” , conforme noticiou o G1, em 2014. Naquela reportagem, encontramos: Caldonazo ficou surpreso ao descobrir que a versão contada nas escolas e as imagens impressas em livros didáticos são diferentes. “Nada mais é do que um marketing feito pela Corte Portuguesa na tentativa de eleger um herói nacional. Não existe nenhuma imagem de como ele era. Não havia fotografia naquela época e nenhum historiador confirma as reproduções. Eu questiono a aparência porque era proibido usar barba e cabelo comprido no período em que a história aconteceu. Por isso, acredito que ele, como os outros, tenha sido enforcado com a cabeça e a barba raspadas”, contou. (…) O apelido de “Tiradentes” veio da profissão de dentista que ele exercera. No entanto, o ofício que mais o promoveu foi o de soldado, que o levou ao movimento da Inconfidência Mineira, que buscava a libertação do Brasil diante da monarquia portuguesa no final do século XVIII. Há suficiente plausibilidade, aos argumentos ora expostos. Ambos conviventes e registrados historicamente.
Extraindo o Conhecimento Intrínseco à Informação – Parte II
Na Parte I deste mesmo Tema, procurou-se descrever o Conhecimento intrínseco à informação, a partir de um conjunto de informações visuais. Aprofundando na análise delas, foram construídas três situações hipotéticas de tratamento para esclarecer o perfeito emprego do Conhecimento na rotina do homem contemporâneo em sua demanda por informação. O Conhecimento a ser abordado é uma descrição do emprego da Ciência Matemática no dia-a-dia das informações construídas, difundidas e assimiladas por vários segmentos sociais e que são recepcionados no cotidiano das pessoas, sem no entanto, corresponder ao exato sentido que se expressa na informação. A compreensão dos termos descritos com a coerente informação que se produz só surte efeito a partir da sua transformação num Conhecimento validado por uma Ciência. Assim vamos analisar a seguinte informação hipotética: “O Governo do Estado de Minas Gerais, concederá reajuste aos seus servidores a partir de Abril de 2019, na mesma taxa de inflação acumulada nos 12 meses imediatamente anteriores. O reajuste de 4,5754% será dividido em 12 parcelas fixas.” Construir uma hipótese, suportada pelas Ciências Econômicas, requer mais do que simplesmente saber calcular, é preciso compreender a essência das informações e sistematizando, encontrar a resposta adequada para a hipótese de solução construída. Buscamos com a análise dessa situação hipotética encontrar a estruturação pela qual o nosso cérebro, aplicando Conhecimento à informação, determinará a taxa mensal de reajuste. Primeiramente vamos conhecer uma calculadora disponível ao alcance de todos: o seu smartphone. As figuras abaixo são as visualizações de dois modelos de calculadoras: a primeira é a tradicional, com as quatro operações fundamentais e a seguinte uma calculadora científica. Para transformar a calculadora de operações fundamentais para científica, o modo varia de sistema operacional (Android e iOS). Vamos trabalhar com o mais acessível, o sistema Android. Sistema operacional Android Para se determinar a taxa mensal de reajuste, temos as informações tempo – 12 meses – e percentual do reajuste – 4,5754%. Já sabemos que não é apenas a divisão pura e simples, trata-se, portanto, de juros compostos. Na primeira abordagem sobre o assunto, aprendemos a somar juros compostos e aqui, devemos encontrar a taxa a ser aplicada mensalmente para, ao final das 12 parcelas fixas, atingir o reajuste de 4,5754%. Pela lógica já demonstrada, percentual do reajuste dividido por 100 e acrescenta o número 1. Assim teremos: Mas como encontrar a taxa mensal? Isso é possível com uma função exponencial onde a base da função é 1,045754 e o expoente o inverso do tempo, ou seja 1/12. Eis a função: Para confirmar a exatidão da taxa mensal, basta elevar a taxa encontrada aos meses de incidência. Eis a função: Isso é o mesmo que multiplicar o número 1,003735138, por ele mesmo, 11 vezes. Visualmente: Por que multiplicar por 11 e não por 12, que é o expoente? Porque no primeiro mês a taxa de reajuste é o próprio valor expresso, não sofrendo incidência de atualização, o que só ocorrerá a partir do segundo mês. Encontrando o resultado 1,003735138, subtraímos o número 1, e chegamos ao número 0,003735138, em seguida, multiplicamos por 100 e a taxa mensal de reajuste é: 0,3735138%, incidindo por 12 meses e perfazendo ao final 4,5754% de reajuste. Nesta Parte II, do Tema em construção, tratou-se de analisar as informações da situação hipotética concernente ao reajuste que o Estado de Minas Gerais concede aos seus servidores. Optou-se por uma estruturação visual suportada pelos recursos tecnológicos mais acessíveis ao homem contemporâneo, neste caso a tecnologia que o conecta ao mundo e a infinidade de aplicativos disponíveis nele. A lógica para a Extração do Conhecimento Intrínseco à Informação, que foi construída nesta Parte II, servirá de base para a perfeita interpretação das demais situações hipotéticas que serão abordadas na Parte III do Tema, sem no entanto, utilizar a estruturação visual aqui apresentada, por entender que o Conhecimento já foi transmitido. A lógica não se altera, podendo o leitor complementar a estruturação do Conhecimento a partir da especulação própria e necessária à formação de um novo parâmetro que permita construir um novo Conhecimento.
Extraindo o Conhecimento Intrínseco à Informação – Parte I
É natural, dentro da sociedade contemporânea, a produção de informações que alimentam a demanda do homem pela atualização das relações sociais, econômicas e políticas. Essas informações não configuram Conhecimento, mesmo que a lógica para a sua produção tenha sido construída através de uma ciência. O que transforma a informação no Conhecimento é justamente a capacidade que o homem tem, a partir de um conjunto de Conhecimentos pretéritos, de extrair a construção do pensamento que levou à informação. Muitas das informações produzidas e disponibilizadas na sociedade, são produtos de uma relação estatística referente a determinado período da história e quantificados segundo uma lógica estrutural, sendo tratados a partir do entendimento de quem se presta a produzir a informação. O grave risco que decorre do tratamento estatístico está na falácia da interpretação, está na incapacidade de corretamente conhecer a lógica estrutural que se pretende transmitir como verdade. Para exemplificar, vamos acessar um endereço disponível na Web e a partir da análise do conjunto de informações visuais hospedadas neste endereço, extrair o Conhecimento intrínseco à informação. A imagem disponibilizada, com o conjunto de informações relevantes, pode ser observada a seguir: Para tratar adequadamente a informação disponível no gráfico e transformá-la num Conhecimento, vamos ordenar as informações num quadro e em seguida transformar os parâmetros de tal forma, que agregando Conhecimento, seja melhor compreendida a sua forma estrutural.
Normativa e tratados sobre terrorismo
O Ministério Público Federal lançou, no ano passado, uma coletânea de tratados internacionais aplicáveis ao Brasil sobre terrorismo. Na postagem indicativa do lançamento, cuidou-se de ressaltar que a coletânea constitui “o 6º volume da coleção MPF Internacional”. Nela, encontram-se consolidados “os tratados internacionais e os decretos e leis correspondentes na legislação nacional que dão base para a atuação de países e órgãos de controle no acompanhamento e combate desse tipo de crime. “ A apresentação da coletânea é da autoria de Vladimir Aras Procurador Regional da República em Brasília Ex-secretário de Cooperação Internacional (2013-2017) . Naquele documento foi, então, evidenciado que: A presente publicação faz parte da iniciativa da Secretaria de Cooperação Internacional (SCI), da Procuradoria-Geral da República, de lançar uma coletânea de livros com temas e tratados relacionados à cooperação jurídica internacional, como parte das celebrações dos 10 anos da unidade de cooperação internacional do Ministério Público Federal (MPF), completados em 2015. Criada como Centro de Cooperação Jurídica Internacional, em 3 de fevereiro de 2005, por meio da Portaria PGR nº 23, na gestão de Cláudio Fonteles, o antigo CCJI teve sua denominação alterada para Assessoria de Cooperação Jurídica Internacional em 2010, e passou à condição de Secretaria em 17 de setembro de 2013, pela Portaria PGR/MPF nº 650, no início da gestão de Rodrigo Janot Monteiro de Barros. Esta publicação, organizada pelo procurador da República Rodrigo Leite Prado e por mim, reúne os tratados do marco global e regional antiterrorismo aplicáveis ao Brasil. Com a entrada em vigor da Lei nº 13.260/2016, o terrorismo e seu financiamento passaram a ser crimes na legislação brasileira, o que torna ainda mais importante conhecer e difundir os tratados nessa matéria, para que o Ministério Público Federal e outros órgãos do Sistema de Justiça Criminal estejam prontos, ao menos no plano legislativo, para reagir a esta que é a mais grave ameaça deste século. No conteúdo da coletânea, há convenções, protocolo e decretos promulgadores selecionados da: 1.Da ONU 1.1 Da Secretaria Geral : “Prevenção e Punição de Crimes Contra Pessoas que Gozam de Proteção Internacional, inclusive Agentes Diplomáticos”; “Tomada de Reféns”; “Segurança do Pessoal das Nações Unidas e Pessoal Associado”; “Supressão de Atentados Terroristas com Bombas”; “Supressão do Financiamento do Terrorismo” e “Supressão de Atos de Terrorismo Nuclear”. Convenções e decretos promulgadores sobre a: 1.2 Da Aviação Civil Internacional: “Relativa às Infrações e a Certos Outros Atos Cometidos a Bordo de Aeronaves”; “Repressão ao Apoderamento Ilícito de Aeronaves”; “Repressão aos Atos ilícitos Contra a Segurança da Aviação Civil”; “Repressão de Atos Ilícitos de Violência em Aeroportos que Prestem Serviços à Aviação Civil Internacional” e “Marcação de Explosivos Plásticos para Fins de Detecção”. 1.3 Da Marítima Internacional “Supressão de Atos Ilícitos contra a Segurança da Navegação Marítima” e “Supressão de Atos Ilícitos contra a Segurança de Plataformas Fixas Localizadas na Plataforma Continental”. 1.4 Da Agência Internacional de Energia Atômica “Proteção Física do Material Nuclear”. 2 Da OEA “Prevenir e Punir os Atos de Terrorismo Configurados em Delitos Contra as Pessoas e a Extorsão Conexa, Quando Tiverem Eles Transcendência Internacional” e “Interamericana contra o Terrorismo (Convenção de Barbados)”. Para acessar ao conteúdo da “coletânea de tratados internacionais aplicáveis ao Brasil sobre terrorismo”, Clique aqui.
Parâmetros Para Balizar o Conhecimento
Qualquer atividade a que submetemos nosso cérebro na construção do Conhecimento, requer parâmetros ⎯ anteriormente construídos, validados e entendidos como legítimos dentro do processo de formação e estruturação do Conhecimento ⎯ que permitam ao nosso cérebro balizar o caminho que se percorre para tornar esse novo Conhecimento num Conhecimento legítimo. Normalmente, através de processos estruturados e validados anteriormente, nosso cérebro tende a buscar uma rotina que permita a ele o conforto necessário para emitir uma opinião. A partir dessa opinião construir uma verdade que seja aceita, assimilada, compreendida e difundida como verdade crítica com base nos elementos de validação conhecidos até aquele ponto. O caminho que o cérebro busca para balizar a estruturação do conhecimento é muito semelhante a uma estrada, que tem um pavimento. No leito do pavimento estão instaladas as informações horizontais ⎯ que são as pinturas ⎯ e às margens do pavimento, as informações verticais ⎯ que são as placas e sinais luminosos colocados ao longo da via. Essas informações instaladas ao longo da via servem como parâmetros para uma direção segura, para um deslocamento compatível com a estrutura que se construiu, objetivando o deslocamento com segurança entre os pontos de partida e de chegada. Esse caminho disponibiliza informações segundo uma escala de cores, que universalmente, permite a qualquer pessoa a perfeita interpretação da mensagem, independente do idioma, exigindo dela, o conhecimento pretérito das cores, dentro de uma formação com parâmetros objetivos, previamente discutidos e reconhecidos por uma codificação comum aos países que adotaram aquela convenção. A escala das cores atende aos parâmetros de segurança e vai desde o branco até o preto, passando pelo vermelho, amarelo, azul, verde e marrom. Quando mais incidente a cor, mais importante é a informação e mais determinante é o cumprimento da recomendação nela codificada. Estamos trabalhando o processo de balizamento do Conhecimento com um modelo calcado numa via pavimentada, pois é a forma de balizamento mais utilizada em deslocamentos no nosso planeta. A balizamento do Conhecimento é sim um processo em deslocamento. Para cada informação que se agrega a um Conhecimento, é necessário um processo de validação que permita a legitimação desse novo Conhecimento. Ao trazer para o exemplo da via pavimentada, o que se pretende é justamente demonstrar que os parâmetros para balizar um conhecimento não são nada mais além do que interpretar os significados de cada imagem que se forma a partir de Conhecimentos pretéritos. Esses são Conhecimentos já legitimados dentro de um ambiente de validação que comporte teorias, enunciados, tratados, leis e convenções, dentre outros meios amplamente reconhecidos e aceitos como verdades, que no âmbito do Conhecimento também é alcançado pelo significado do óbvio ululante. O ponto de partida e o ponto de chegada numa via pavimentada, demonstra que a pessoa utilizou a via segundo os critérios de segurança informados horizontal e verticalmente e que de forma segura chegou ao seu objetivo a partir do ponto de partida previamente estruturado. O Conhecimento é o mesmo processo: a pessoa se vê frente a um problema; estrutura um questionamento; e então enfrenta o desconhecido. Dá partida no cruzamento de informações pretéritas, nas variáveis que interferem no julgamento da informação, nas hipóteses alocadas à decisão, chegando às inferências e conclusões que permitam um julgamento acertado e uma tomada de decisão compatível com o Conhecimento que se estrutura. Quando da condução de um veículo numa via pavimentada, o condutor se cerca de todas as informações necessárias à condução do veículo, confere a parte mecânica e insumos necessários ao deslocamento do veículo; confere os seus documentos e do veículo; faz o planejamento das vias a utilizar e as rotas alternativas. Nesse processo, o condutor está se cercando de todas as hipóteses que interferem na sua condução, que são os aspectos de engenharia, de educação e de esforço legal. Na construção de parâmetros para balizar um Conhecimento, algo similar deve ser feito por quem pretende agregar um novo significado ao Conhecimento. É preciso que ele tenha acesso às teorias e aos referenciais teóricos que permitam a quem se propõe construir um novo Conhecimento a capacidade para estruturar um problema; conhecer as variáveis e as possibilidades de interferência nessas variáveis; as hipóteses de validação de seu Conhecimento e as informações pretéritas que estruturam esse Conhecimento até o momento presente. Lembrando que o Conhecimento é algo que pode ser transformado, validado, reconstruído o seu enunciado ou simplesmente descartado pela irrelevância de suas conclusões dentro da abordagem que se pretende legitimar. Dentre todos os parâmetros para balizar um Conhecimento, talvez os mais difíceis de serem empregados buscando a legitimação do Conhecimento sejam os que conhecemos como teorias de bases. Isto porque uma teoria, como seu próprio nome diz, é significativo sem contudo ser explicativo. Uma teoria é uma especulação que tende à impossibilidade de se comprovar em laboratório. Tender à impossibilidade é o mesmo que, na matemática, ter um limite de 1 dividido por x, com x tendendo a zero, em que o resultado não é inexistente e nem é zero. Quer dizer apenas que na atualidade do Conhecimento, com os mecanismos e processos de validação existentes, além dos equipamentos disponíveis, não se é possível materializar a hipótese descrita naquela Teoria, não sendo necessário aprofundamento sobre as variáveis que interferem na busca da validação, haja vista a complexidade do tema. A partir de uma análise, relativamente recente na história da humanidade, vamos ter três grandes teorias a comprovar. Duas são iluministas ⎯ pensamento reinante onde a comprovação teórica se dá pela ciência e pelo materialismo ⎯ a Teoria da Evolução e a Teoria da Relatividade. A terceira é religiosa – pensamento reinante que não demanda comprovação científica, sendo uma aceitação pela fé ⎯ a Teoria do Criacionismo. Por mais que se discuta, são teorias, não se tem o objetivo de construir um Conhecimento que valide ou descarte qualquer delas. O objetivo é apontar a sua existência como construção de um Conhecimento que vigorou até certo momento da história. As suas narrativas, assertivas, histórias, passagens, retóricas e verdades servem apenas para balizar o processo de formação
Manifestação de apreço e agradecimento
Ao Pontopm, chegou a seguinte notícia: um aluno decidiu homenagear seu Professor de Português, escrevendo-lhe uma Ode. Na manifestação de apreço e agradecimento, pelo que aprendeu e conforme se verá abaixo, o autor afirma “ser muito ousado em ousar a lhe homenagear pela escrita (…) “. Então, assim escreveu: Justo, uma das pessoas mais interessantes que conheci!Orgulho de suas filhas e de todos de sua família ele é!Autoridade máxima no comando da polícia mineira ele é!Origem do maior saber da língua portuguesa existente! Beneficiado pela didática, oratória e saber inigualáveis!Ouve a todos com uma escuta diferenciada e consciente!Sabedoria, desconheço um que tenha igual à dele!Carismático, carinhoso, culto, ético, líder nato sempre foi!Outro dia o achava inacessível, hoje lhe tenho amizade! Digno de todos méritos recebidos até hoje pelo seu saber!Elegante sempre entra e sai de qualquer lugar com classe! Competia a ele analisar tudo que nossa polícia escrevia!Amante do português, foi um de meus maiores mestres!Simples, com toda genialidade é de grande simplicidade!Totalmente à frente de todos de sua geração sempre foi!Rico em valores, em virtudes, saber, em amor aos seus!Orgulho e agradecimento tenho eu por conhecer o senhor! Coronel João Bosco de Castro, acho eu ser muito ousado em ousar a lhe homenagear pela escrita. Tenho pelo senhor admiração por tudo que contigo aprendi, destrinchar minhas redações, quando com o senhor estudei, me explicando que isso vinha do latim, isso do grego, isso do espanhol e de mais sei lá onde, só me fez aumentar ainda mais, a admiração que sempre tive pelo senhor e reconhecer realmente todo seu saber! Se hoje me arrisco a produzir alguns textos, alguns acrósticos, como esse que quis ao senhor homenagear, é pela segurança que adquiri com o senhor quando meu preceptor foi, em um curso de redação. Tenho muito agradecimento ao senhor, primeiro por ter me ofertado gratuitamente este curso, que muito acrescentou ao meu saber, segundo por sempre ter me aceito em sua casa, mantendo sempre as portas delas abertas à mim e pela confiança de deixar eu ter convivido com a Gracinha e com suas filhas Jana Záhida, Débora Lis Mota, Ana Lívia Azevedo Castro e Bruna Dáphne, que muito me ensinaram, todos vocês, o lado do bem da vida! Quero que saiba, que terei sempre uma eterna dívida de gratidão ao senhor, à Graça e às meninas por tudo que aprendi com vocês e pelas inúmeras vezes que vocês me acolheram e me respeitaram indiferente de tudo que alguns diziam de mim, momentos em que precisava realmente apenas disto, acolhimento e respeito. Saibam que o senhor e as meninas poderão sempre contar comigo, não sei se terei muito a lhes oferecerem frente à tudo que recebi de vocês , mas tenham a certeza, serei pelo menos presença verdadeira, sempre que sentir que qualquer um de vocês, estejam a precisar, nem que seja de uma presença! Do seu eterno aluno que muito aprendeu com seu saber, com seus exemplos e com sua forma harmônica de encarar a vida! Aroldo Dos Santos Rosa. Em consideração àquele autor, João Bosco de Castro, jornalista e Professor deste Pontopm, retribuiu assim o apreço e agradecimento: Aroldo dos Santos Rosa, respeitável Psicólogo, muito obrigado por sua expressiva e calorosa homenagem prestada a mim em seu excelente e afetivo acróstico enriquecido por manifestações em prosa de profunda estima por mim e minha Família: minhas Filhas Débora, Janahina, Bruna e Ana Lívia, e nossa extraordinária e adorável Maria das Graças Azevedo Castro. Deus lhe pague, Amigo! Você não foi ousado na exposição de meus supostos méritos. Nessa empreitada calorosa, Você foi, como é e será, generoso para com o Amigo, em contagiante mistura de razão com fluxo emocional ou sentimental. Isso é magnífico e inegociável. Muito obrigado, Aroldo! Boa-sorte!…
Não comemorar o 31 de Março por quê?
Há muito rebuliço, e não é de agora, com a perspectiva de distorcer fatos históricos. Um deles é o episódio circundante ao 31 de Março de 1964. Ora, se não há justificativa para a comemoração daquela data histórica, onde se encontram as do 21 de Abril, 7 de Setembro, 15 de Novembro e outras datas históricas. Estas nos levam a memorizar fatos aparatosos. É procedimento comum de cidadãos civilizados e que amam sua pátria. Não soa falsamente : “Brasil, Pátria Educadora”? Mas, o que se vê, nos últimos anos, é uma flagrante tendência de rumar ao caos. Isso porque, ao contrário de educar, fazem de tudo para que o nível de incivilidade — recrudescente na infância e juventude brasileira — aumente. Não têm família, as mães os ignoram, não têm pátria… E a Escola? Nessa sexta-feira (29), chamou atenção, um texto divulgado pela emissora de rádio, ao destacar que: Arthur Xexéo e Astrid Fontenelle criticam a intenção do presidente Jair Bolsonaro de comemorar o golpe de 1964. Eles avaliam que, apesar de ele ter voltado atrás, o estrago já tinha sido feito. “Presidente conseguiu o que queria, que eram as pessoas dizerem nas redes sociais que não houve golpe. […] Hoje estamos aí ouvindo versões de que não houve ditadura”. Os dois ressaltam a importância de lembrarmos do que aconteceu para tentar não repetir. “O que o presidente fez foi descredibilizar o acontecimento”. O(a) caro leitor(a) poderá ouvir o que foi dito pelos comentaristas (lembrando que a jornalista nasceu três dias antes o episódio em questão; o escritor em 1951): Muitas notícias, nesse diapasão, foram publicadas pelos diversos órgãos da rede de comunicações. Porém, não se sabe ao certo, quem descredibiliza os fatos históricos? Quando e por que foram descredibilizados? Empreendeu-se, então, numa pesquisa, on line, em busca das informações publicadas. Primeiros, nos dois jornais de maior circulação no Brasil. Depois, nas duas revistas, com igualdade daqueles dimensionamentos. Sobre o 31 de Março de 1964, há muitas informações publicadas, nos jornais — O GLOBO e Folha de S. Paulo — e nas revistas — O Cruzeiro e Manchete.Em seguida, encontrou-se, naquelas agências de notícias: No Jornal O GLOBO No acervo de O GLOBO, há fatos incontestes publicados nos dias 31 de março, 1º e 2 de abril de 1964. Dia 31 de março de 1964 No editorial do último dia de março, foi publicado A Nação Unida às Forças. Nele, há o reconhecimento da real situação que permeava a Pátria Brasileira, prestes a se tornar uma nação comunista, no sentido esdrúxulo e repugnante. Felizmente, brasileiros valorosos se posicionaram em defesa do Brasil. Dia 1º de abril de 1964 No dia seguinte ao 31 de Março de 1964, não houve a impressão de O GLOBO, segundo as explicações descritas na imagem seguinte: Dia 2 de abril de 1964 Na publicação do dia 2 de abril, há, de fato, informações sobre as duas publicações citadas anteriormente. Em a Violência contra “O Globo”, há informações da chegada de 30 fuzileiros navais comandados capitão-tenente. Segundo a notícia, era “Educado, mal ocultando o seu constrangimento em cumprir a ordem absurda. Depois, aconteceu a chegada do — cognominado truculento — almirante Aragão. Do mesmo modo, publicou-se o Ressurge a Democracia! Mas, o Editorial previsto e não publicado no dia 1º de abril de 1964, foi publicado no dia seguinte. Denominado A Decisão da Pátria, encontra-se na terceira página de O GLOBO do dia 2 de abril de 1964, conforme apresentado em seguida. Grosso modo, o Editorial “imposto” e o elaborado pelo matutino são divergentes apenas nas palavras usadas. Têm igual teor. Ambos enaltecem a pronta ação para dar um basta na incompetência que rondava a Presidência da República Federativa do Brasil, prestes a ruir. Jornal Folha de S. Paulo São expostos, em seguida, da Folha de S. Paulo, as publicações do dia 1º de abril de 1964. Primeira publicação No Rio de Janeiro, no dia seguinte ao 31 de Março de 1964, houve violência generalizada, publicou O GLOBO. No Jornal Folha de S. Paulo, no dia 1º de abril de 1964, publicava-se: Calma é completa no Estado de São Paulo e Não há Separatismo em Minas, diz Magalhães. Publicaram, então. sem qualquer constrangimento, outras notícias sobre o acontecimento Segunda publicação Em consequência disso, quanto destaca a Politica na opinião alheia, a Folha de S. Paulo não menciona O GLOBO. Nas opiniões, há convergência de pensamentos, inclusive, nos destaques do Discurso infeliz; Brasil continua e Confiança, apesar de tudo. Neles, há sintonia fina, com as notícias divulgadas pelo jornal carioca. Terceira publicação Aos fatos expostos, acrescem-se os apresentados na imagem seguinte, onde se vê mais considerações sobre os desmandos do Presidente da República daquela época. Contra as situações descabidas e indesejáveis, o Presidente forçou a tomada de decisão do Comandante da 4ª Região Militar – general de divisão Olímpio Mourão Filho, que se declarou “o mais humilde soldado”, a serviço da Pátria Brasileira. E, na mesma direção, o The New York Times publicara sobre a Política do Brasil à Beira do caos. Na Revista O Cruzeiro Os fatos publicados pelo O Cruzeiro não descredibiliza aquilo que foi publicado pelos jornais citados. Há porém, um artigo citado numa postagem deste Pontopm, que é direcionado, ao que parece, com a finalidade de descredibilizar aquela Revista. Daquele artigo, transcreve-se o seguinte: Durante a análise do discurso da revista O Cruzeiro, foi possível identificar sentidos que se reproduzem, se repetem, se (re)significam ainda hoje, através dos grandes meios de comunicação. As forças políticas que agiram ativamente na deposição do presidente João Goulart atuavam em benefício do capital estrangeiro, criando um distanciamento moral com aqueles que se atreviam a questionar esse modelo de sociedade. O discurso de O Cruzeiro que, além de conservador, na maior parte dos casos, se mostrou preconceituoso e agressivo, resulta de uma memória discursiva na qual o mundo estaria dividido em dois extremos – de um lado o capitalismo (sistema político considerado ideal) e, de outro, o comunismo (considerado antidemocrático e, portanto, prejudicial). É o que a doutrina persa
Marinha do Brasil e Polícia Militar Baiana: juntas na proteção integrada
Ações de proteção integrada estão na Ordem do Dia da Marinha do Brasil (MB) e a Polícia Militar da Bahia (PMBA). Nesse sentido, os Comandos do 2º Distrito Naval e da PMBA firmaram, na última segunda-feira (25), um Acordo de Cooperação Técnica. A diretriz definida naquele documento tem “o propósito de estabelecer apoios mútuos voltados à coordenação e ações integradas no tocante ao desenvolvimento de novas tecnologias no âmbito da Defesa”. Outras orientações implementadoras do Acordo de Cooperação, encontram-se definidas na imagem do Convite abaixo, divulgada no portal Tecnologia&Defesa. A proteção integrada é desejada e esperada pelos cidadãos e suas comunidades. Consiste no esforço dos órgãos de defesa e segurança, preconizado nas orientações da #Polícia4.0. Indispensável ao desenvolvimento e atividades dos empreendimentos da Indústria 4.0, a proteção integrada, de modo semelhante, terá suas ações suplementadas pela tecnologia. Vejam o exemplo dos grandes eventos realizados nos últimos anos, nas principais localidades brasileiras! Com efeito, as corporações militares citadas dão bom exemplo. Demonstram-se compromissadas com a proteção integrada. Buscam resoluções de problemas comuns, a fim de protegerem as pessoas e comunidades baianas. Neste gesto singular, avançam a liderança gestora. Viabilizam mais e melhores apoios aos liderados, responsáveis pela execução. Isso porque, conforme descrito no convite citado, aqueles comandantes, acordaram desenvolver uma: estruturação de uma logística de produção e otimização dos processos, com foco nos avanços tecnológicos na área de prevenção e repressão a ilícitos penais (…) voltados às áreas de logística, comunicação, recursos humanos, inteligência, tecnologia da informação, modelagem computacional, mecatrônica, materiais e tecnologias autônomas, entre outras. Veja nas fotos seguintes, os momentos registrados na celebração do Acordo de Cooperação Técnica de proteção integrada. Com as informações do portal Tecnologia&Defesa.
“Turnê Clube da Esquina”
As canções nasceram em terras mineiras. Foram buriladas, no Clube da Esquina, desde os idos de 1972. Novamente, os belorizontinos — ou você que se encontra na cidade — poderá ouvi-las. São canções dos “álbuns ‘Minas’ e ‘Gerais’ cantadas pelos notáveis do Clube da Esquina. As apresentações, conduzidas por Milton Nacimento,o Bituca, ocorrerão no Palácio das Artes nos 28, 30 e 31 de março. para apresentar a turnê inédita “Clube da Esquina”. A apresentação desta quinta-feira (28) será às 21h30min. As de sábado (30) e domingo (31)ocorrerão respectivamente às 21h e 19h, no Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537 – Centro. Na semana passada, o espetáculo do Clube da Esquina foi em Juiz de Fora. Lá, onde iniciou a Turnê Clube da Esquina, o cantor afirmou, numa entrevista ao Jornal Estado de Minas que: Começar um show novo nunca é uma coisa tão simples.Mas confesso que nunca me senti tão bem no início de uma turnê como estou me sentido agora. Todo mundo estava na mesma sintonia e a coisa funcionou tão bem que não vamos mudar praticamente nada.Outro lance muito importante neste início foi a presença do Samuel Rosa no primeiro show. Além de ter feito uma participação surpresa, ele deu o maior apoio para a gente. O Samuel Rosa não existe, é um cara muito especial. Nesse caso, Milton ressaltava as músicas — Trem azul e Paula e Bebeto — cantadas por Samuel Rosa, vocalista e guitarrista do Skank, que assim manifestou: Ter sido chamado me mobilizou emocionalmente ainda mais para uma estreia de uma turnê tão importante, que joga luz num ponto tão primordial da carreira do Milton. Foi catártico, um dos principais momentos da minha carreira. A turnê Clube da Esquina continua, então, nesses três dias, em Belo Horizonte. Assim, o público que comparecer, no Palácio das Artes, ouvirá Milton Nascimento com o seu primoroso repertório.
A FOGUEIRA DAS VAIDADES
Brasil acima de tudo! Não é apenas uma exclamação com viés patriótico ou publicitário, mas uma imposição para todos nós. A população foi às ruas pedir mudanças, votou e conseguiu mudar radicalmente o executivo, no legislativo a câmara teve a segunda maior renovação de sua história, 52% de novos deputados e no senado, nunca houve uma mudança deste porte, de cada 4 senadores que tentaram a reeleição, 3 não conseguiram ou seja 82%. O judiciário vem se tornando a “bola da vez” nos protestos de rua, mais por decisões de cunho corporativista, que inapetência judicial. Aqueles que buscam corrigir os rumos jurídicos através de decisões políticas açodadas, concorrem ainda mais para a instabilidade administrativa. O lema Brasil acima de tudo acaba sendo atropelado em função de uma quebra de braço entre poderes constituídos. Projetos urgentes e de interesse inquestionável deixam de tramitar, questionamentos jurídicos se amontoam nos tribunais, imprensa ativa e cobrando as mudanças prometidas, ameaças de greves e intolerância de todas os lados. Para as novas gerações, aquilo que Jânio Quadros chamou de forças ocultas, salta aos olhos da nação com personagens bem definidos em todos os poderes e identificados pela população porque buscam, a todo momento, usar de prerrogativas afim de impedir conquistas para muitos em detrimento de poucos. A harmonia entre os poderes é fundamental para a governabilidade e desenvolvimento da nação. Deixo para reflexão a advertência feita há 160 anos pelo presidente dos EUA o republicano Abraham Lincoln: O campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer.
