Solidariedade aos policiais militares capixabas!
Há momentos de muitas dificuldades para os profissionais capixabas de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. É muito singular a importância desse profissional, em cada uma das cidades capixabas, onde prestam os serviços de proteção das comunidades. É um momento de reflexão, com muito profissionalismo. Que haja entendimento entre os comandantes e comandados. Que prevaleça a consciência das questões maiores, em meio aos episódicos desafios, que os motivaram a se tornarem guardiães das pessoas humanas e respectivos bens patrimoniais. Que não deixem, em nenhum momento, prevalecer o descontentamento ou a desconfiança dos cidadãos, a respeito da indispensável segurança profissional devida, em cada espaço público daquele Estado. É tempo de buscar muita sabedoria! Seja para as ações, ou para as decisões, individuais e coletivas. Que a razão prevaleça sobre os sentimentos afoitos e calorosos do coração! É tempo de observância das normas, com elevado senso de profissionalismo e austero sentimento de dever, para com o serviço a ser prestado. A exemplo do que aconteceu, nos últimos dois séculos de existência institucional, a Lei e a Ordem são imperativas! É tempo de pensar, muito, antes e agir. E de agir somente após pensar muito! Os profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública constituem uma das mais sérias e proativas instituições capixabas. A grandeza da Instituição Militar Estadual é proporcional ao compromisso, dedicação e zelo dos homens e mulheres que decidiram tornar-se seus legítimos membros. São responsáveis não apenas pela proteção elencada, nos respectivos territórios de responsabilidades, mas, sobretudo das tradições, honradez e altivez da Corporação admirada por todos que a conhece, principalmente os cidadãos espírito-santenses. Que Deus abençoe a cada um dos valorosos profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública do Estado do Espírito Santo, nesse tempo de dificuldades.
Polícia de Nova York reduzirá abordagens, após acordo judicial.
Notícia publicada no Jornal The News York Times, na última quinta-feira (2), da autoria de Benjamin Mueller, informa sobre a possibilidade de o Departamento de Polícia de Nova York (NYDP) deixar de abordar as pessoas, nas imediações e nos interiores dos milhares de edifícios de apartamentos privados daquela Metrópole. A suspensão dessa prática, técnico tática, de iniciativa policial, seria consequência de um acordo anunciado naquela data. Isso cessará uma série de processos judiciais e ocasionará mudanças para a abordagem de prevenção e combate da criminalidade de rua. As abordagens nos espaços descritos ocorrerão sempre que houver os proprietários solicitarem a presença de policiais para ações preventivas ou repressivas necessárias. O acordo firmado proíbe as abordagens praticadas anteriormente, contra as pessoas que estiverem nas proximidades ou nos interiores das edificações e obrigam os policiais a aplicar as mesmas proteções constitucionais devidas em qualquer espaço da cidade. Consta que alguns advogados de direitos civis teriam afirmado que a prática da abordagem, no âmbito do programa de declaração de culpa, seria um procedimento pernicioso, principalmente quando conduzida contra pessoas nos próprios apartamentos ou de amigos ou de parentes. Segundo os advogados, muitas pessoas teriam sido suspeitas de serem invasores mesmo aquelas que se encontravam nas portarias aguardando a inscrição de registro para o acesso à edificação. Para o Diretor jurídico associado e principal advogado da União das Liberdades Civis – Chistopher Dunn -, no entendimento dos policiais nova-iorquinos todas as pessoas, nas proximidades ou no interior dos edifícios poderiam ser interrompidas para uma abordagem. Com as novas regras, os policiais não poderão mais proceder dessa maneira, declarou aquele advogado. O Programa denominado corredores limpos, sobre a abordagem nas edificações do Bronx, foi ressaltado na decisão judicial, considerado inconstitucional. Para a Juíza do Tribunal Distrital Federal em Manhattan – Shira A. Scheindlin – a abordagem dos policiais, sem qualquer razoabilidade justificável, a pessoas suspeitas, cruza sistematicamente a linha entre o que é atividade constitucional e inconstitucional. O que chama atenção, segundo a notícia, é que as abordagens diminuíram desde o início das demandas judiciais. Mesmo assim, a totalização dos registros da criminalidade, em geral, continuou diminuindo. Para as organizações dos direitos civis, as ações de abordagens visavam principalmente os moradores, negros e latinos de baixa renda, em alguns bairros do Bronx. Para o Departamento Jurídico da cidade de Nova York, o acordo equilibra adequadamente o interesse público em efetiva aplicação da lei, respeitando os direitos constitucionais dos moradores e convidados. O Porta voz do Departamento de Polícia, Stephen P. Davis, disse que a polícia continuará trabalhando no interior dos prédios para que haja a aplicação da lei e segurança pública. Conforme firmado no acordo, o Tribunal Federal do Distrito de Manhattan acompanhará o cumprimento do que foi acordado durante três anos e mais dois anos adicionais pelos advogados dos queixosos. Johanna Steinberg, Diretora do Litigation Practice Impact do Bronx Defenders, e parte do processo, afirmou que o acordo criará responsabilidade e melhor treinamento e supervisão para garantir que as mudanças sejam significativas, sistemáticas e duradoras.
Louros sob espinhos…
Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele o teu coração, e cada manhã o visites, e cada momento o proves? Jó 7.17 Com humildade, conhecimento e sabedoria, o Professor, Jornalista e Tenente-Coronel PM João Bosco de Castro, coloca o “Louros sob Espinhos” — outra preciosa e mui bem elaborada obra literária — à disposição do público brasileiro, mais especificamente aos policiólogos de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. Nas primeiras páginas, o autor de Louros sob Espinhos assim se manifesta: Ofereço este Livro à imagem autêntica e legítima da Polícia Militar Brasileira, especialmente ao melhor desempenho da Força Pública da Paz Social de Minas Gerais. Há, também, no Louros sob Espinhos uma apresentação do saudoso Coronel Saul Alves Martins — Ensaísta, Professor, Folcrorólogo e Profesor da Universidade Federal de Minas Gerais. Daquele Professor-Doutor, destacamos, aqui, os parágrafos inicial e final: A realidade não é o que nos parece ser, e só a pesquisa confere sabedoria: pesquisa-se para conhecer; conhecer para prever; prever para controlar. Humanize-se o policial militar, e, com certeza o reconhecimento da sociedade se fará presente. Recuar é raro na história da raça humana, parar é comum, é a estagnação. O importante não é progredir depressa, é não cessar de ir sempre em frente. Coube ao Coronel PM Ari de Abreu — Bacharel em Direito, ex-Comandante da Academia Militar do Prado Mineiro e integrante da Academia de Letras “João Guimarães Rosa” — prefaciar o “Louros sob Espinhos“.Sobre o autor e a obra, o Coronel Ari de Abreu destacou:”Considero o PROFESSOR JOÃO BOSCO DE CASTRO dono de NOTÓRIO SABER, com base em seu maciço cabedal em LITERATURA COMPARADA (ESTUDOS LITERÁRIOS), com rigorosa e escorreita metodologia científica e extraordinária autoridade literocultural, nítido e comprovado na Pesquisa Acadêmica […]. Para o Coronel Ari, a obra: […] obtém e expõe ao juízo filosófico científico e até ao senso moral a imagem de polícia militar e seus agregados congêneres, segundo a óptica da Literatura Brasileira (acrescida de elaborações intelectuais de conteúdo antropológico, histórico, filosófico, jornalístico e sociológico) em diversos estilos de época e padrões de cultura. Vale a pena conferir!
Crime e Gratidão em Nova York
Crime e Gratidão em Nova York foi o título do Editorial sobre a criminalidade, publicado no Jornal The New York Times, no último dia 7 de janeiro. O Editorial ressalta que, naquela maior cidade do Estados Unidos, a taxa de criminalidade decresce, ano a ano, inclusive, no último ano (2016), quando teria sido verificado crescimento em outras localidades. Na coletiva de imprensa, no dia 4 de janeiro, o Prefeito Bill de Blasio e o Comissário de Polícia James O’Neil alcançaram altos pontos. Foram 1.000 tiros a menos, um recorde de queda, considerando os 5.000 registrados 25 anos atrás, destacou Blasio, enfatizando o horizonte de tempo. Menos 17 homicídios dos 335 registrados em 2016 contra os 352 de 2015, além da diminuição nos crimes de estupros, furtos e roubos. O total de crimes registrados também diminuiu em 4.315, considerando que em 2015 foram 105.921, e, 101.606, em 2016. O mais impressionante, destacou o editorial, é como a criminalidade diminuiu quando as políticas policiais e de justiça criminal mudaram drasticamente. A criminalidade caiu quando os policiais da cidade de Nova York registraram centenas de milhares de abordagens todos os anos, e caiu quando foi abandonada a política injusta – no ano de 2016, foram abordados 10.000 nova iorquinos. A criminalidade caiu mesmo quando Nova York abandonou políticas antigas e duras contra a criminalidade, reduzindo acentuadamente a quantidade de prisões e espaços de encarceramentos. Uma pesquisa realizada em Harvard Kennedy School evidenciou queda de 58%, nas prisões e encarceramento, e, 58%, nos crimes violentos. Isso indica, ressalta o Editorial, que Nova York não é apenas a maior e mais segura cidade americana, mas também a que tem o menor número de encarceramentos proporcional ao seu tamanho. Houve queda na criminalidade depois que a Câmara Municipal aprovou uma reforma na legislação sobre o processo de convocação e suavização do uso da maconha e outras violações menores. Ele continuou caindo mesmo quando os críticos de Blasio insistiram que sua eleição tinha condenado a cidade a voltar aos dias de tiroteios, pichações, incêndios culposos e arrastões. A notícia é boa, mas 335 homicídios em uma cidade com mais de 8,5 milhões de pessoas causam muita tristeza humana. O Jornal The Times passou o último ano verificando cada homicídio registrado na 40ª Delegacia no Sul de Bronx, um dos vários bairros tumultuados por gangs, drogas e armas, onde a violência e a pobreza e a desconfiança são resistentes à polícia. Os nova-iorquinos não compartilham o dividendo de paz que a cidade como um todo goza. A série Times observou que bairros fora de Manhattan não conseguem os mesmos recursos que aqueles de lá para fazer face a criminalidade. Verificou que as equipes de detetives, na área de responsabilidade da 40ª, perderam 8 profissionais entre 2001 e 2015. Enquanto a criminalidade diminuiu um terço naquele período, a taxa verificada para a área da 40ª permaneceu inalterada. O trabalho do Departamento de Polícia é o mesmo em toda a cidade; seus métodos e seu compromisso com a prevenção da criminalidade também devem ser os mesmos. O desafio para o Prefeito Blasio e o Comissário O’Neil é continuar diminuindo a violência nos pontos críticos, empregando os recursos o mais justo e eficazmente possível. Uma descrição comum do Prefeito Blasio – alimentada por seus críticos e amplificada por notícias sensacionalistas e televisivas – e que ele negligencia a governança de grande importância enquanto persegue inepta ambições motivadas pelo ego. Alguns apontam para problemas como a falta de moradia, um desastre sem solução, de câmara lenta sob o prefeito, como prova de sua incompetência. Mas a persistência da queda da criminalidade conta uma outra história. Nova York é mais segura e mais tranquila do que a maioria de nós pode se lembrar. A sua taxa de criminalidade é uma inveja para outras cidades americanas – mais tragicamente Chicago, mas também Detroit, Phoenix, Dallas, Memphis, Las Vegas, San Francisco, Honolulu, Boston e outras, onde as taxas de homicídios são crescentes. O Prefeito Blasio e seus comissários, William Bratton e agora O’Neil, bem como os 36.000 policiais do departamento, merecem muito crédito, e a gratidão da cidade.O Prefeito Blasio e seus comissários, William Bratton e agora O’Neil, bem como os 36.000 policiais do departamento, merecem muito crédito, e a gratidão da cidade.
A Polícia Militar Através dos Tempos
“A história está repleta de pessoas que, como resultado do medo, ou por ignorância, ou por cobiça de poder, destruíram conhecimentos de imensurável valor que em verdade pertenciam a todos nós. Nós não devemos deixar isso acontecer de novo.”CARL SAGAN A importância da história ora evidenciada por Carl Sagan é motivo de reflexão de todo(a) cidadão(ã). Conhecer as raízes da localidade, onde se vive, das instituições públicas e privadas, é uma das formas de compreensão da cultura, da social demografia, da realidade histórica, política e econômica e do desenvolvimento sustentável. As situações favoráveis ou desfavoráveis emergentes de cada uma dessas atividades refletem significativamente nas ações individuais e coletivas das forças de proteção da localidade considerada. Consequentemente, permita-me questioná-lo(a): Você, profissional de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, conhece as raízes históricas da organização a que pertence? Com o objetivo de orientá-lo(a) nesse desafiante mister, indico-lhe o Livro “A Polícia Militar através dos tempos – dos Primórdios ao Regimento Regular de Cavalaria” — da autoria do Coronel Leozitor Floro. Nele, além do Prefácio do saudoso Coronel Welther Vieira de Almeida — ex-Comandante Geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) —, você, caro(a) leitor(a) encontrará preciosas lições explicitadas no Laudo de Crítica Historiológica (Análise por Interdisciplinaridade e Intertextualização) da autoria do Escritor e Professor de Português e Jornalista deste Pontopm — João Bosco de Castro. A respeito desse autor, o renomado Escritor e Professor de Português — Coronel PM Jair Barbosa da Costa — escreveu: O Coronel Leozitor Floro, talento vocacionado para a pesquisa histórica desde os tempos de Cadete da Academia Militar, vem-se debruçando em vasta bibliografia sobre a PMMG. Como Oficial já Mestre em História, não só aprofundou e dilatou diacronicamente seu campo de busca na exploração do tema, como também escreveu sobre ele e participou de debates com reconhecidas autoridades no assunto. Era de esperar que, mais tarde, o historiador transformasse em livro todo esse trabalho. Aqui se tem, pois, A Polícia Militar através dos tempos — dos Primórdios ao Regimento Regular de Cavalaria (volume I) que se resume de forma soberba esse empenho na procura da verdade acerca de determinados fatos históricos como, por exemplo, a origem da criação da PMMG, sua data real, compleição física do Alferes Tiradentes. O ideal, a perseverança, a escolha do objeto stricto sensu a ser pesquisado, a responsabilidade e ousadia para enfrentar desafios – tudo isso, como se vê no curso desta obra, contribuiu para o resultado final, diga-se vitorioso, do pesquisador, ou seja, a oficialização da verdadeira data de nascimento da Polícia Militar de Minas Gerais. A consagração desse feito vem consubstanciada no Decreto estadual nº 33.438, de 20 de março de 1992, assinado pelo Governador. Esse fato, por si só, justificaria as 256 páginas deste primeiro volume que ainda registra, entre outros assuntos e quatro anexos, a polêmica do Autor sobre Tiradentes em contracena com o renomado professor Waldemar de Almeida Barbosa. A historiografia de Minas e do Brasil está enriquecida com mais contribuição de Leozitor Floro. Assista as cenas do enforcamento de Tiradentes, no seriado Liberdade Liberdade da Rede Globo de Televisão.
Ciências Jurídicas
Afinal, quem protegerá nossos policiais?
Verificou-se que foi realizada uma pesquisa de vitimização e percepção de risco entre profissionais do sistema de segurança pública, nos meses de junho e julho de 2015, com os seguintes destaques: A ficha técnica destacada indica que pesquisadores brasileiros e estrangeiros cuidaram das atividades coordenadora, supervisão metodológica e execução da pesquisa, apoiada institucionalmente pelas Segurança Nacional de Segurança Pública, do Ministério da justiça, e Letra certa estratégia e tática em comunicação e Urbania (sem maiores referências). A realização da pesquisa ficou a cargo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; do Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas e Segurança Nacional de Segurança Pública, do Ministério da justiça. Os dois primeiros executores foram assim identificados: O Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP é uma organização não-governamental que tem como missões principais a promoção do intercâmbio, da cooperação técnica para o aprimoramento da atividade policial e da gestão da segurança pública no Brasil. O FBSP faz uma aposta radical na aproximação de segmentos, na transparência e na prestação de contas como ferramentas de modernização da segurança pública. NEOP de Estudos em Organizações e Pessoas é um grupo vinculado à Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP). A missão do Núcleo é gerar e disseminar conhecimento aplicado a questões relevantes da prática gerencial, da gestão de organizações e de pessoas. O NEOP pretende promover o diálogo entre academia, organizações e sociedade – Núcleo. A pesquisa teria sido realizada: Por meio do cadastro de policiais e demais profissionais da segurança pública registrados na Rede de Ensino à Distância da SENASP/MJ, foram enviados convites individuais para participação na pesquisa através do preenchimento de formulário eletrônico. Desses, obtivemos 10.323 retornos válidos entre 18 de junho e 08 de julho de 2015. A amostra foi ponderada por instituição policial e regiões. Não existem dados disponíveis regionalizados para a PF e PRF, de modo que estimamos a distribuição regional destes efetivos supondo que eles guardam alguma relação com a população de cada região. Com ilustrações infográficas, o relatório indica que a pesquisa teria sido estruturada em “1. Perfil dos respondentes”; “2. Situações de vitimização ao longo da carreira como profissional de segurança pública”; “3. Hábitos”; “4. Percepção de Risco e “5. Fatores de insegurança no trabalho”. Os resultados projetados, segundo as informações anteriores, dão conta de que: 1. No perfil dos respondentes, foi destacada a participação de 10.323 participantes, assim distribuídos: a) Os pesquisados eram homens “85,1%” e mulheres “14,9%”; b) Com idade variando entre “18 a 24 anos” (1,6%); “25 a 40 anos” (54,8%); “41 a 54 anos” (40,1%); “55 a 64 anos” (3,3%) e “18 a 24 anos” (1,6%) “65 ou mais anos” (0,2%); c) Quanto a “Cor/raça”, eram “46,6% (Branca)”; “9% (Preta)”; “42,8% (Parda)”; “0,8% (Amarela)”; “0,4% (Indígena)” e “1,4% (Prefiro não responder)”; d) Serviam na: “Polícia Militar 44,5%”; “Polícia Civil 21,2%”; “Polícia Rodoviária Federal 5,8%”; “Polícia Federal 5,4%”; “Corpo de Bombeiros 6,5%” e “Guarda Municipal 16,6%”. 2. Nas “situações de vitimização ao longo da carreira como profissional de segurança pública”: a) Os “profissionais de segurança pública foram alvo de ameaça”, “em serviço 75,6%” e “53,1% fora de serviço”; b) “61,9% tiveram algum colega próximo vítima de homicídio em serviço”. “Entre PMs”, foram “73%”; c) “70,0% tiveram algum colega próximo vítima de homicídio fora de serviço”. “Entre PMs”, foram “77,5%”; d) Dentre os “profissionais de segurança pública que foram alvo de ameaça”, “75,6%” foi “em serviço” e, “53,1%”, “fora de serviço”; e) “63,5% Foram vítimas de assédio moral ou humilhação no ambiente de trabalho”; f) “36,7% já sofreram acusação injusta de prática de ato ilícito”; g) “15,6%” foram “diagnosticado(a) com algum tipo de distúrbio psicológico (sic) e h) “Considerando-se um efetivo aproximado de 700.231, pelo menos 109.236 profissionais do sistema de segurança pública já foram diagnosticados com algum tipo de distúrbio psicológico no Brasil”; i) “Já passaram por dificuldade de garantir o sustento da própria família 50,4%”; j) “65,7% foram discriminados por serem profissionais do sistema de segurança pública”. “Entre PMs” foram “73,8%”; k) “33,6% tiveram pelo menos um familiar vítima de violência ou ameaça pelo fato de serem profissionais de segurança pública”; l) “26,7% tiveram pelo menos um familiar vítima de violência ou ameaça motivada por retaliação”; 3. Quanto aos “Hábitos”: a) “61,8% evitam usar o transporte Coletivo”; b) “44,3% escondem a farda ou o distintivo no trajeto entre a casa e o trabalho; c) “39,1% declararam que limitam o círculo de amizade e convívio aos colegas de trabalho”; d) “35,2% escondem de conhecidos o fato de que são policiais/guardas/agentes prisionais” 4. Na “Percepção de Risco”: a) “67,7%” responderam ter “temor alto ou muito alto de ser vítima de homicídio em serviço”; b) “68,4%” responderam ter “temor alto ou muito alto de ser vítima de homicídio fora de serviço”; c) Quanto ao item “Você acredita que corre MAIS risco de ser morto… (%)”, as respostas totalizaram: “Em serviço 38,4”; “Fora de serviço 29,6”; “No exercício de outras atividades profissionais 1,2” e “Mesmo risco, serviço, fora de serviço ou no exercício de outras atividades profissionais 30,8”; d) “75% das mortes de policiais registradas em 2013 ocorreram fora de serviço*. * Dados do VIII Anuário Brasileiro de Segurança Pública”; e) “Têm receio alto ou muito alto de adquirir sequelas físicas incapacitantes 59,9%”; f) “59,6% Têm receio alto ou muito alto de adquirir algum tipo de distúrbio psicológico”. 5. Diante dos “Fatores de insegurança no trabalho”: a) Dentre “Os itens mais citados como fatores de insegurança na atuação profissional (%)”, destacaram-se: “Impunidade 64,5”; “Falta de apoio da sociedade 59,7”; “Falta de apoio do comando 55,1” e “Falta de equipamentos pessoais de proteção 54,5”; b) “51% têm receio alto ou muito alto por falta de diretrizes claras sobre como conduzir ações específicas (abordagem, prisão por drogas, uso da força, etc.). Entre policiais federais 70,5”; c) Quanto a “Sanções e investigações (%)“, os respondentes afirmaram que: “temem ser investigados pela ouvidoria 22,6”; “temem ser investigados pela corregedoria 24,8”; “temem enfrentar
Como medir o desempenho de uma organização policial moderna?

A propósito da insegurança, cumpre sublinhar que os dados estatísticos das polícias dão conta apenas do que se pode chamar de (in)segurança objetiva, o que tem a ver pura e simplesmente com a quantidade das ocorrências criminais. Não dão conta da (in)segurança subjetiva, também conhecida como sentimento de insegurança, que, independentemente dos dados objetivos, pode ser ampliada por inúmeros fatores, mas principalmente pelo impacto emocional destas ou daquelas ocorrências em função de quem seja a vítima ou o local onde tenham ocorrido. Ana Paula Miranda – Antropóloga – Fonte. A utilização da informação no planejamento da atividade policial se coloca como uma das principais questões no debate sobre os paradigmas de segurança pública contemporâneos. Ana Luísa Vieira de Azevedo – Administradora – Fonte Medindo o desempenho em uma organização policial moderna é um dos temas da série de estudos sobre Novas Perspectivas Para o Policiamento. Publicado em março de 2015, integra, igualmente, ao Program in Criminal Justice Policy and Management, de Haward Kennedy School e do National Institute of Justice (NIJ). Conduzido por Malcolm K. Sparrow, o estudo contém orientações atualizadas de interesse de todos os profissionais da polícia ostensiva e preservação da ordem pública que atuam neste Século XXI. Mas, a principal motivação é, certamente, alertar aquele(a)s que lideram as funcionalidades policiais, de apoio e operacionais. Devem atentar-se para as questões específicas de mensuração dos respectivos desempenhos, individuais e organizacionais, das unidades que comandam. O estudo chama a atenção para a possibilidade de haver, pelo menos, duas situações consequentes do hiato de tempo. A primeira, relacionada com a época da elaboração e estabelecimento das orientações funcionais de mensuração. A outra, se os atuais gestores operacionais, no exercício da liderança operacional, leram ou conhecem de fato quais são os objetivos reais da mensuração pretendida. São destacadas duas pesquisas. Uma, realizada em 1999, financiada pelo National Institute of Justice (NIJ) e pelo Office of Community Oriented Policing Services (COPS). Recebeu o título de Measuring What Matters. Consolidada em 15 ensaios e com opiniões divergentes, os especialistas envolvidos se dividiram, de um lado — sobre o modelo CompStat, do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) (com seu foco rigoroso e quase centrado nas reduções no crime relatado como a “linha de fundo” do policiamento) —, e do outro lado, os que defendiam concepções mais expansivas da missão policial, pressionando a favor de abordagens mais inclusivas e mais matizadas para a medição do desempenho. A segunda pesquisa, realizada em 2002, de autoria Mark H. Moore e Anthony Braga, foi publicada pelo Fórum Executivo de Pesquisas da Polícia (PERF). Em 2003, foi, igualmente, consolidada num documento do PERF, denominado The Bottom Line of Policing: What Citizens Should Value (and Measure!) in Police Performance. A crítica evidenciada no estudo questiona: por que a liderança de muitas organizações policiais, a despeito das informações atualizadas e disponíveis, insiste em permanecer estreitamente focadas nas mesmas categorias de indicadores superados? Foram destacados os seguintes: (A) Reduções no número de crimes graves relatados, mais comumente apresentados como comparações locais contra um período imediatamente anterior. (B) Taxas de depuração. (C) Tempos de resposta. (D) Medidas de produtividade da execução (por exemplo, números de prisões, citações ou buscas de “pare e fale”). Na busca de procedimentos atualizados, Sparrow (2015) ressalta a prática de pesquisas de satisfação de algumas poucas unidades policiais. Demonstra algumas limitações verificadas nos últimos 20 anos, e possivelmente comuns nas unidades brasileiras de polícia ostensiva e preservação da ordem pública , assim ressaltadas: categoria (a) tende a dominar, pois é a medida mais próxima de uma verdadeira medida de controlo do crime. A categoria (b) tende a receber menos ênfase do que as outras três porque as taxas de depuração são geralmente difíceis de medir de forma padronizada e objetiva. As categorias (c) e (d) são úteis para mostrar que a polícia está recebendo chamadas rapidamente e trabalhando arduamente, mas não revelam se o serviço é prestado de forma inteligente, com a utilização de métodos apropriados e se causam impacto positivo. Outro ponto relevante do estudo e de interesse também da liderança gestora da avaliação de desempenho, são alguns aspectos comuns, encontráveis na maioria das unidades policiais, assim destacados por Sparrow (2015): (1) O foco é estreito porque o controle do crime é apenas um dos vários componentes da missão policial. (2) O enfoque em crimes graves é ainda mais estreito, uma vez que as preocupações da comunidade muitas vezes giram em torno de outros problemas e padrões de comportamento. (3) A pressão implacável para baixar os números, sem pressão equivalente para preservar a integridade dos sistemas de registro e relatório, convida a manipulação de estatísticas criminais – supressão de relatórios e classificação errada de crimes – e outras formas de corrupção. (4) O foco no crime relatado negligencia crimes não declarados. Os índices globais de vitimização são geralmente duas a três vezes mais altos do que as taxas de criminalidade relatadas. As taxas de relatório particularmente baixas se aplicam aos roubos de casas, estupro, outras agressões sexuais, crimes contra jovens de 12 a 17 anos, crimes violentos cometidos em escolas e crimes cometidos por Alguém que a vítima sabe bem. (5) A pressão para reduzir os números é contraproducente quando se trata de crimes invisíveis (crimes clássicos não declarados ou sub relatados, como crimes dentro da família, crimes de colarinho branco, crimes consensuais como tráfico de drogas ou suborno e crimes envolvendo intimidação). As campanhas bem-sucedidas contra esses tipos de crimes envolvem, muitas vezes, tentativas deliberadas de expor o problema, primeiramente elevando as taxas de relatório, não diminuindo. (6) O foco na redução da taxa de criminalidade não considera os custos ou efeitos colaterais das estratégias utilizadas para alcançá-los. (7) Enfatizar comparações com períodos de tempo anteriores oferece uma perspectiva de curto prazo e muito local. Pode dar à unidade policial a chance de se vangloriar, mesmo enquanto suas taxas de criminalidade permanecem péssimas em comparação com outras de localidades diferentes. Por outro lado, os melhores desempenhos (com baixas taxas de criminalidade em geral) podem parecer ruins quando flutuações aleatórias
Dicas
As melhores e mais preparadas polícias do mundo.
No website wonderslist há muitas curiosidades. Dentre as relacionadas com as forças policiais, retiramos as seguintes informações: O Japão, seguido por EUA, depois Itália, Reino Unido, França, Austrália, Alemanha, China, Países Baixos e Canadá são os 10 países que mantêm, nessa ordem, as melhores forças policiais do mundo. A Agência Nacional de Polícia (NPA), do Japão, seguida pelo (Departamento de Polícia de New York (NYPD, depois a Polícia Estadual Italiana (Polizia Di Stato), Polícia da Nova Zelândia, Polícia Nacional da França, Polícia Federal Australiana, Polícia Federal da Alemanha (AFP), Polícia Armada Popular da China, Agência Policial Nacional dos Países Baixos e a Real Polícia Montada Canadense (RCMP) são as 10 forças policiais, na ordem indicada, com a melhor performance de treinamento. As dez melhores forças policiais do mundo são, na seguinte ordem, a Polícia islandesa (Islândia), Guarda de Paz (Irlanda), Polícia Federal da Áustria, Polícia da Nova Zelândia, Polícia Armada Popular da China (China), Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) – EUA, Polícia Federal Australiana – AFP – Austrália, Serviço de Polícia Metropolitana – Inglaterra, Real Polícia Montada Canadense – Canadá e a Polícia Rodoviária da Califórnia (EUA). Cinco das forças policiais anteriores encontram-se em países da União Europeia; um deles (Inglaterra) teria sido o berço da polícia moderna e outro (França) o berço de algumas forças policias brasileiras. Mas, o que essas organizações policiais fizeram – ou fazem – para alcançar esses resultados? Esta não é uma questão fácil de ser respondida. Há, certamente, muitas respostas relacionadas aos aspectos culturais, sociais, econômicos, políticos, tecnológicos, ambientais, dentre outros. Porém, uma resposta pode ser afirmada. São polícias que convivem sistematicamente com feed back dos cidadãos a quem servem. Uma das formas de a força policial de determinada localidade buscar a opinião pública com vistas à melhoria contínua pode ser a utilização do Barômetro Policial (BP). Mas, o que é e como deve ser desenvolvido um BP? Um BP é uma pesquisa que pode ser realizada com o propósito de explorar as opiniões dos cidadãos sobre as ações individuais e coletivas. A liderança da polícia ostensiva e preservação da ordem pública pode avaliar as possibilidades de avaliar a atuação individual ou coletiva dos respectivos profissionais.É recomendável que os trabalhos sejam desenvolvidos a cada dois anos. A Finlândia utilizou sistematicamente o BP, por decisão do Ministério do Interior. Foram realizados nove BP, entre 1999 e 2016. Normalmente, são entrevistados cerca de mil pessoas finlandesas com idades compreendidas entre os 15 e os 79 anos e residentes na Finlândia continental. Os cidadãos são convidados a fornecer os seus pontos de vista sobre a polícia e a eficácia dos serviços de polícia. Eles também são convidados a relatar suas experiências pessoais de segurança e da criminalidade. O BP fornece aos cidadãos e à polícia informações que de outra forma seriam difíceis de obter. Ao suplementar as estatísticas da criminalidade e outros registros, essas informações ajudam a construir um quadro geral melhor do crime. Os resultados do barómetro também podem ser usados para avaliar a extensão do crime não declarado. Cada BP é conduzido por um dos institutos de pesquisas que atuam no mercado de pesquisas, na Finlândia. Uma das formas práticas para efetivar-se a inteligência de polícia ostensiva e preservação da ordem pública pode ser a utilização do BP. Uma pesquisa realizada segundo as orientações científicas, com a utilização das ferramentas adequadas, pode coletar muitas informações que bem analisadas indicarão decisões coerentes e sem “achismos”.
