Conscientização Ambiental salvará de extinção o Soldadinho-do-Araripe.
Uma iniciativa notável que animará, certamente, os profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública da Polícia Militar do Estado de Pernambuco. Apoiar a iniciativa ora destacada constitui um dever daqueles policiais militares que se empenham na polícia ostensiva ambiental e que tem, na missão precípua da nobilitante função, o compromisso de proteger a fauna e a flora regional. Sugere-se, portanto, aos que militam na polícia ostensiva ambiental, nas mais diversas regiões brasileiras, conhecerem sobre o projeto descrito em seguida. As “bombas do bem”, como tem sido chamada, constitui um projeto de revitalização, “na cidade do Crato, região do Cariri, no sul do Ceará”. O objetivo é o reflorestamento das áreas que “é considerado o habitat do Soldadinho-do-Araripe, ave que está em risco crítico de extinção”, informou a “consultora do Núcleo de Educação Hidroambiental do órgão, Ana Cristina Diogo, responsável pela parte educacional do projeto”. A fórmula da receita é muito simples. “Junte um pouco de barro e esterco com água, faça uma bolinha de mais ou menos 5 centímetros de diâmetro. Abra-a, coloque sementes dentro, refaça a bolinha e coloque-a para secar ao sol […]. Na receita da bomba de sementes, segundo a consultora, entram essências florestais nativas”. Trata-se de uma “tecnologia social, de origem japonesa e utilizada na permacultura”. Tem sido “disseminada pela Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato (Saaec) em escolas e comunidades da cidade, com o objetivo de ‘formar formadores’, expressão usada” por Ana Cristina. Além disso, utilizar a técnica ora destacada “tem uma importância muito grande. Se não tivermos pressa, vamos perder o Soldadinho-do-Araripe em 15 anos”, alerta. “A gente planta uma árvore para colher água, porque é a árvore que garante a permanência da água subterrânea”, explicou. Além das sementes, também foram plantadas mudas de árvores oriundas da mata úmida, como o jatobá. Atividades já realizadas e perspectivas do projeto No dia 22 de março, Dia Mundial da Água, 10 mil bombas de sementes feitas por estudantes foram lançadas, de um helicóptero, na encosta da Chapada do Araripe, próximo à nascente da Caiana. No dia 24, houve novo lançamento de bombas – desta vez durante uma trilha de 2,5 quilômetros com estudantes na área da nascente da Preguiça. De acordo com Ana Cristina, a nascente deságua em outra nascente, a da Batateira, que é fonte da água que abastece a cidade do Crato e cuja vazão está diminuindo. “A bombinha de semente virou um ícone, o símbolo da preservação do momento. Queremos que essa experiência seja sustentada, que não seja só pontual”, afirmou a consultora Ana Cristina. O projeto também criou uma revista em quadrinhos que trata da origem da água do Cariri e da importância da preservação das nascentes e do uso consciente de água. A perspectiva da Saaec é produzir e lançar na encosta da Chapada do Araripe 1 milhão de bombas de sementes, até o fim do ano, mas Ana Cristina ressaltou que o órgão quer aproveitar o período chuvoso, que vai até maio, para lançar o maior número possível de sementes. Segundo ela, esse é o melhor período, pois a água quebra a casca de barro e esterco e infunde as sementes no solo. Além do lançamento das bombas de sementes, a iniciativa da Saeec inclui o monitoramento dos locais onde elas foram lançadas, para ver o resultado da ação. Esse trabalho também vai envolver os estudantes que participaram da confecção das bolinhas. No fim de abril, eles irão ao local onde foram lançadas as primeiras 10 mil bombas, acompanhados de um engenheiro florestal. Fonte: texto (Agência Brasil) e foto (Portal G1).
Há 30 anos, a “PMMG deu asas ao cavalo de Tiradentes […]”.
“[…] a PMMG deu asas ao cavalo de Tiradentes, demonstrando o mesmo compromisso que nosso alferes tinha com a liberdade, com a proteção e com a segurança de seu povo […].” Coronel Severo. Nessa sexta-feira (31), foi divulgado, no portal da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), um texto sobre a história da polícia ostensiva aérea praticada pela Instituição Militar Estadual. O tempo testemunhou os desafios superados. Passo a passo, formaram-se os profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, adquiriram-se as aeronaves, firmaram-se as parcerias de apoio mútuo e ampliaram-se a capacidade operacional da PM mineira. Nesses 30 anos, os policiais militares, distribuídos em equipes aerotransportadas, atenderam as mais diversas ocorrências, desde o apoio tático às operações terrestres de alta complexidade até o resgate de pessoas em localidades de difícil acesso, a exemplo do que é mostrado no vídeo destacado. Leia o texto publicado no portal da PMMG e conheça parte do conteúdo da história: A primeira experiência da Polícia Militar de Minas Gerais com emprego de aeronaves remonta à década de 1920, quando a Força Pública de Minas Gerais adquiriu um avião biplano modelo “AVRO” 504 para observação aérea. Os primórdios da aviação da Polícia Militar tiveram como palco o antigo campo de aviação do prado mineiro, hoje ocupado pela Academia de Polícia Militar. Os anos de 1921 e 1923 remontam os projetos embrionários da PMMG em adquirir aeronaves para as primeiras atividades aéreas no cumprimento da missão institucional de segurança pública. Foi um avião modelo AVRO 504 a compor a frota inicial da força pública estadual, chegando à cidade de Belo Horizonte desmontado, transportado por via férrea na então Estrada Férrea Central do Brasil. Posteriormente, em 1951, a PMMG recebeu a título de doação um avião modelo PIPER de fabricação americana, doado pela então primeira dama do país, Sra. Darcy Vargas, através da fundação Getúlio Vargas. Desde aquela época longínqua, muita coisa mudou. A sociedade evoluiu e com ela, os modos de se pensar e fazer polícia, atendendo aos anseios da comunidade e combatendo os avanços da criminalidade. Em 1986, o então Comandante-Geral da PMMG, Coronel PM Leonel Archanjo Afonso, juntamente com o Chefe do EMPM, Coronel PM Klinger Sobreira de Almeida, incumbiram os Majores PM Uberto e Edson Wagner, a produzir um estudo sobre a implantação de uma unidade de radiopatrulhamento aéreo no Estado de Minas Gerais. Findado em 1986, o processo de formação e qualificação dos oficiais pilotos e com o objetivo de aumentar a mobilidade operacional da Polícia Militar, diminuindo o tempo de resposta nas ocorrências que apresentassem um elevado risco à população do Estado, bem como elevar o nível de eficácia de suas ações, foi criado, através da Resolução nr 1665, em 28 de janeiro de 1987, o Comando de Radiopatrulhamento Aéreo da PMMG (CORPAer). O dia 28 de janeiro de 1987 representa um marco histórico na evolução da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, com a criação do Comando de Radiopatrulhamento Aéreo, o CORPAer. Desde sua instalação, em 28 de janeiro de 1987, através da Resolução nr 1665, a Unidade vem desempenhando um valoroso e relevante papel no campo da segurança pública, contribuindo sobremaneira para a manutenção da paz social em todo território mineiro. Sua criação foi uma das medidas do alto-comando da instituição consubstanciada na reformulação da gestão pública estadual que visava a aplicação do princípio da eficiência nos serviços públicos. Atualmente, a denominação da Unidade Aérea da PMMG é Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer), cuja responsabilidade é a execução no Estado de Minas Gerais e até mesmo em outros Estados da Federação, mediante convênio ou situação emergencial, das atividades de radiopatrulhamento aéreo, em observância as normas da Corporação e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). É importante relacionar esse momento da criação da unidade com o cenário histórico daquela época. No campo da ordem pública, assistia-se a várias crises caracterizadas pelos movimentos sindicais cada vez mais sólidos e representativos, como a exemplo, a famosa greve da construção civil em 1979, exigindo assim, uma tecnologia avançada para dar apoio às operações terrestres. A primeira aeronave a compor a frota do CORPAer foi doada à PMMG pelo Governador em exercício Hélio Garcia. Tratava-se de um helicóptero modelo Jet Ranger 206-III, prefixo11 PT-HSL, fabricado pela empresa norte-americana Bell Helicopter, o qual recebeu o codinome de Pegasus 01. Houve, à época, a intenção de se criar um codinome para os helicópteros da PMMG. Assim foi rebuscado junto à história o policiamento realizado essencialmente a cavalos. Percebe-se que gostariam de atrelar cultura e tradição da polícia com o recurso tecnológico de ponta. Surge então o codinome Pégasus, advindo da mitologia grega “Cavalo Alado”. Conceitualmente, afirma o Coronel Severo durante a solenidade comemorativa dos 20 anos do Btl Rp Aer “[…] a PMMG deu asas ao cavalo de Tiradentes, demonstrando o mesmo compromisso que nosso alferes tinha com a liberdade, com a proteção e com a segurança de seu povo […].” O Pégasus 01 protagonizou várias missões no Estado de Minas Gerais, sendo a principal aeronave de nossa corporação por vários anos. Inicialmente empregado nas missões policiais, no decorrer do tempo passou a fazer operações de salvamento, apoio na prevenção e combate a incêndios florestais. Com a chegada das aeronaves modelo Esquilo AS-350, fabricados pela Empresa Francesa Aeroespatiale e montado pela Empresa Helibrás, o Btl RpAer buscou a padronização da manutenção dos helicópteros, bem como o treinamento de seus pilotos. Desta forma, o Pegasus 01 passou a ser utilizado prioritariamente para instrução de pilotos e em alguns vôos de reconhecimento com órgãos governamentais, devido a alguns fatores, tais como baixo custo de vôo, melhor visibilidade e a limitação de potência do motor. Em 22 de maio de 2001, o helicóptero Jet Ranger se envolveu em incidente durante simulação de pane de auto-rotação2 com os pilotos da unidade, permanecendo indisponível até 14 de março de 2003, quando então foi soerguido, retornando às atividades. Lamentavelmente, em 01 de fevereiro de 2006, esta aeronave sofreu novo acidente, durante um cheque inicial de piloto. Devido
2 de Abril: Dia Mundial de Conscientização do Autismo
Assista ao vídeo e aprenda, com o Doutor Drauzio Varella, sobre o autismo.
“Polícia Militar faz evento sobre o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo em Curitiba”.
No portal da Polícia Militar do Estado do Paraná, há uma notícia informando que: A sede do Regimento de Polícia Montada (RPMon), no bairro Tarumã, em Curitiba, recebeu um público diferente na manhã deste sábado (01/04): crianças e adolescentes puderam conhecer o quartel e participar de atividades junto com os policiais militares. A atividade faz parte do envolvimento da Polícia Militar do Paraná no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado no dia 2 de abril para promover a inclusão desse público na sociedade. O evento, que já está na segunda edição nos quartéis da PM, é uma parceria entre o Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), o Regimento de Polícia Montada (RPMon) e o Batalhão de Polícia Ambiental (BPMA) em promover a inserção de crianças, adolescentes e adultos na sociedade por meio de visitação à unidades da Polícia Militar, estimulando o diálogo e a proximidade com a corporação. A Banda de Música também se engajou na ação e se fez presente por meio de um quarteto de saxofones e encantou o público com a melodia dos instrumentos. “Não poderíamos deixar que esse dia de comemoração ao autismo passasse em branco e trouxemos essas pessoas para o quartel, afinal, nada mais justo do que fazer a inserção delas na Polícia Militar. Num trabalho de parceria com a Clínica SELF, constamos a necessidade de dotar nossos policiais de conhecimento para agir de maneira correta com essas crianças, por isso há três anos foi feita a união entre a comunidade e a Polícia Militar através do BPEC, decidindo promover eventos”, disse o Comandante do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), tenente-coronel Ronaldo de Abreu. Atuantes no meio educacional, os policiais militares do BPEC também acompanham e desenvolvem atividades voltadas ao público autista com o carinho e a simpatia que merece. Foram convidados os alunos da clínica SELF, da União dos pais Autistas, dos alunos das escolas municipais Presidente Pedrosa (bairro Portão) e José de Anchieta (bairro Sítio Cercado), bem como filhos e familiares de militares estaduais. O capitão reformado da PM, Luiz Frederico da Motta Figueiredo, engajou-se nesse trabalho de inclusão social e busca a cada ano fazer o melhor para que os autistas possam ter mais espaço e respeito na sociedade. “o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é uma data definida pela Organização as Nações Unidas (ONU) para nos lembrar e informar sobre o transtorno do espectro autista e a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas voltadas para as necessidades dessas pessoas”, explicou. O oficial mencionou que a falta de informação sobre o assunto pode fazer com que uma pessoa que tenha um determinado comportamento não receba a devida atenção e possa ser um autista. “São pessoas que esteticamente não detém a deficiência e muitas vezes o autismo acaba sendo confundido pelas famílias mau comportamento ou teimosia e estamos fazendo essa ação integrada com a Polícia Militar para evitar o preconceito e incluir esses cidadãos à sociedade”, ressaltou. EQUOTERAPIA – Além da atividade promovida em razão da data comemorativa, a PM já possui programas de inclusão de pessoas com necessidades especiais como a Equoterapia, praticada no Regimento de Polícia Montada (RPMon) há 10 anos e auxilia centenas de pessoas a terem melhor qualidade de vida. Hoje, as crianças puderam ter contato com os cavalos e passear com os equinos treinados especificamente para a atividade terapêutica. “O Regimento contribui com a inserção social e com a Equoterapia atendemos os pacientes diariamente. Percebemos ao longo das sessões a evolução de cada um e a alegria da família ao perceber essa mudança”, disse o instrutor do programa, soldado Lorenço Aquino Dias. Luciano Dezotti trouxe toda a família para participar do evento, mesmo não tendo familiar diagnosticado com autismo. O objetivo foi apoiar a causa e trazer os filhos para terem contato com as crianças que possuem o espectro para que tenham respeito e carinho por elas. “A Polícia Militar abriu espaço e está ajudando a sociedade, a qual precisa aprender a receber essa comunidade que passa muitas dificuldades. Embora não tenha essa situação na família, temos que acolhê-los, participar e trazer os filhos para que entendam que o autismo não é um problema”, afirmou.
Polícia Militar Ambiental do Tocantins na “Rota Segura”.
A Polícia Militar de Tocantins (PMTO), por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, em conjunto com o Ibama e a Polícia Rodoviária Federal finalizaram, nessa sexta-feira (31) a Operação Rota Segura. Citada operação foi desencadeada, no período de 25 a 31 de março, no Posto Rodoviário Federal na BR-153, em Paraíso. O objetivo foi “a fiscalização de veículos que transportam cargas perigosas como combustíveis e produtos químicos, já que esse tipo específico deve seguir a rigorosa normatização das Leis Ambientais”. Operação Rota Segura A Operação Rota Segura é executada em nível nacional com o objetivo de abordar veículos de cargas que trafegam em rodovias federais, bem como inibir o cometimento de ações em desacordo com a legislação de trânsito como ultrapassagens indevidas, casos de embriaguez e irresponsabilidades no trânsito. Os resultados da operação, conforme constou no portal da PMTO, indicaram que: Os agentes promoveram ainda a conscientização dos motoristas sobre o transporte de produtos perigosos e a responsabilidade de condução de veículos. […] foram contabilizadas 19 autuações por falta de autorização ambiental para o transporte de produtos perigosos cujos valores em multas totalizaram R$ 475.200,00 mil e mais uma autuação por transporte ilegal de carne de animal silvestre no valor de 500 reais. Durante a operação, ainda foram lavrados diversos Termos de Apreensão e Depósito de Veículos envolvidos no transporte ilegal de produtos perigosos. Fonte: PMTO.
Violência, violências: mais agredidas ou mais atentas?
“Violência, violências: mais agredidas ou mais atentas?” é um relatório de uma pesquisa, apresentado por Sílvia Ramos — Cientista social e coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, e do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania – CESEC. O marco inicial da pesquisa teria sido a quantidade de casos de violência contra mulheres registrada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, no período do Carnaval de 2017. À busca de maiores esclarecimentos do fenômeno, pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha ouviram homens e mulheres em 103 cidades do Brasil. Os resultados apresentados no texto seguinte, foram surpreendentes, de acordo com o relatório de Sílvia Ramos. Violência, violências: mais agredidas ou mais atentas? Centro de Estudos de Segurança e Cidadania – CESEC Sílvia Ramos Cientista social e coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. A Polícia Militar do Rio de Janeiro divulgou um balanço do Carnaval de 2017 e revelou que 2.154 pessoas chamaram o 190 para denunciar casos de violência contra mulheres entre a sexta-feira, dia 26 de fevereiro, e a quarta-feira, dia 1 de março. Uma agressão a cada três minutos. A bióloga Elisabeth Henschel, de 23 anos, estava em um bar no centro do Rio de Janeiro quando foi apalpada por um homem. Ao procurá-lo para tirar satisfações, levou dois socos no rosto. Elisabeth, que disse ter saído fantasiada de diaba usando um maiô em que se lia ‘feminist’ justamente para fazer alusão “aos xingamentos feitos às feministas”, precisou receber três pontos no nariz e relatou o caso em seu Facebook: “desde o momento em que pisei fora de casa, os homens começaram seus ataques, desde olhares lascivos às gracinhas mais absurdas. Vários tentaram encostar em meu corpo sem meu consentimento1”. Uma entidade carioca que fazia a campanha Carnaval sem Preconceito teve que trocar as mulheres por homens, porque mulheres que distribuíam folhetos contra o assédio nos blocos ouviram xingamentos e foram ofendidas verbal e fisicamente2. Que realidades estão guardadas por trás dessas notícias e desses números? Que dinâmicas cotidianas acontecem abaixo da linha mais visível de violências explícitas nas ruas e que moldam – ainda em parte – nossa cultura de relações possíveis entre homens e mulheres dentro de casa, entre casais, ex-parceiros, familiares e vizinhos? Para entender isso, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Datafolha ouviram homens e mulheres em 103 cidades do Brasil. Duas mil e setenta e três pessoas pararam para dar entrevistas em pontos de fluxo e responderam perguntas sobre violência contra as mulheres. Como algumas perguntas poderiam ser íntimas ou constrangedoras, 833 mulheres responderam a um bloco de questões preenchendo elas mesmas as respostas num tablete – uma técnica que coloca um padrão especial nas pesquisas de “vitimização” contra mulheres. Os resultados confirmam padrões que não param de nos surpreender – como o fato de que 30% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência pessoal e direta apenas no último ano e nada menos do que 66% de todos os entrevistados admitiram ter presenciado alguma cena de violência contra mulheres no próprio bairro no último ano. Ao lado disso, a pesquisa traz revelações inesperadas, ou ao menos instigantes. Jovens no mundo do trabalho com maior escolaridade e maior renda Um resultado surpreendente da pesquisa foi a incidência de vivências de agressões e violência entre as mulheres jovens de 16 a 24 anos. As com renda maior (mais de 2 salários mínimos), as solteiras e as inseridas na população economicamente ativa (PEA) também relataram mais experiências de violência do que as mais velhas, menos escolarizadas e fora do mercado de trabalho. Mais surpreendente ainda: não só as mais jovens relataram ter sofrido mais agressões, mas também presenciaram mais cenas públicas de agressões contra mulheres nos últimos 12 meses, chegando a 80% das entrevistadas, contra 55% das entrevistadas mais velhas. 30% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência pessoal e direta apenas no último ano É certo que mulheres jovens, inseridas no mercado, circulam mais pela cidade e estão mais expostas a sofrer e testemunhar cenas de violência, assédios, ofensas e ameaças, especialmente em locais públicos. Mas também é provável que mulheres mais jovens estejam hoje mais atentas ao decodificar como “violência” uma cantada agressiva, uma proximidade corporal forçada e também estejam mais dispostas a ressignificar como assédio aquele convite insistente do chefe ou do professor que tinha ficado na memória apenas como um momento ruim vivido na solidão e em geral na culpa. Com certeza, a chamada “quarta onda do feminismo”, que envolveu especialmente mulheres jovens nas redes e nas ruas principalmente a partir de 2015, influenciou os resultados das respostas das mais jovens para a pesquisa. Carla Rodrigues mostra que “aprimaveradasmulheres veio embalada pelas manifestações de 2013, pela criação de coletivos de mulheres e pela retomada das ruas desde 2011, quando começou a se espalhar, a partir do Canadá, a Marcha das Vadias. Fomos gritar #foracunha e protestar contra o Projeto de Lei 5069; as negras exibiram seus cabelos no #orgulhocrespo e organizaram a Marcha Nacional das Mulheres Negras; ocupamos as redes para denunciar #meuprimeiroassedio; intelectuais ganharam espaço na campanha #agoraéquesãoelas; a #partidA se organizou como um novo movimento feminista (…) o Think Olga liderou a mobilização #chegadefiufiu para dar um basta na naturalização do assédio, da violência sexual e da cultura do estupro; o transfeminismo confrontou o essencialismo das feministas radicais, as radfems [radical feminists], e reivindica espaço legítimo no movimento de mulheres (…) Tudo isso acontece ao mesmo tempo, formando a quarta onda feminista. Ou seria a terceira? (…)3”. Violência, violências: nossos velhos “conhecidos” Um complicador na discussão sobre violência contra a mulher é que os fenômenos de agressão não são únicos nem correspondem a dinâmicas simples ou idênticas para todos os casos. A percepção de que certos comportamentos públicos masculinos agora são inaceitáveis, como cantadas e insinuações, continua convivendo com a violência a portas fechadas onde o agressor é o “conhecido” marido, ex-cônjuge, pai, irmão ou vizinho (61% dos casos
Policiais Militares do Pará encerraram o 1° Curso de Ações Preventivas Especializadas.
Os profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública integrantes da Companhia Independente Especial de Polícia Assistencial (CIEPAS), da Polícia Militar do Estado do Pará (PMPA), participaram do encerramento do 1° Curso de Ações Preventivas Especializadas (CAPE), nessa sexta-feira (31) no Teatro Brigadeiro Camarão pertencente a Escola Tenente Rego Barros, informou a nota publicada no portal da Instituição Militar Estadual. Após participarem daquela atualização qualificadora para o exercício de polícia ostensiva, os membros do CIEPAS terão melhores condições decisórias sobre as intricadas situações que enfrentam diuturnamente. Leia a nota descrita a seguir, para conhecer mais do evento destacado. O Curso teve como finalidade qualificar policiais militares para o policiamento assistencial especialmente voltado para a atuação com crianças e adolescentes. Estiveram presentes o Comandante do Policiamento Especializado, Coronel Arthur Moraes; a Presidente da Corregedoria do CPE, Tenente Coronel Francimar Pinheiro; o Comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária, Tenente Coronel Sérgio Fialho, o Comandante da CIEPAS, Major Ricardo Varela, e a Coordenadora do PRO PAZ Mulher, a senhora Raquel Cunha. Também compareceram comandantes das unidades subordinadas ao CPE, oficiais, praças, convidados civis, familiares dos concluintes e a Banda de Música da PMPA. O curso teve 29 alunos concluintes e uma carga horária de 155 horas para as seguintes disciplinas: Fundamentos do Policiamento Assistencial da CIEPAS; Direitos Humanos Aplicado a Atividade da CIEPAS; Legislação Básica sobre Uso Diferenciado da Força; Gerenciamento de Crises; Prevenção e Combate a Exploração de Crianças e Adolescentes; Relações Humanas e Interpessoais, dentre outras. Os alunos também tiveram instruções para o uso da arma Taser e de agentes químicos. Segundo a Coordenadora do PRO PAZ Mulher, a senhora Raquel Cunha, “O maior beneficiário é a sociedade, através da qualificação do policial militar, que é encarregado de garantir direitos ao cidadão e em especial quando se trata de crianças e adolescentes, assunto em que fico sensibilizada, pois é um público bem vulnerável”. Para a Cabo Rafaela Pedroso, primeira colocada do curso, “Através deste curso poderemos dar um melhor atendimento às ocorrências, e atendermos de maneira adequada este público infantojuvenil. Além disso, o curso aproximou os outros órgãos que trabalham em conjunto formando uma rede mais integrada”. Para o Comandante da CIEPAS, Major Ricardo Varela, “É um marco para a CIEPAS, no que se refere a qualificação da tropa. Neste ano de 2017, demos o pontapé inicial e pretendemos continuar capacitando o efetivo policial para as nossas operações diárias. Agradeço também a Subcomandante da Unidade, a Capitã Verena Nascimento, pelo grande empenho, a todos instrutores do curso que dispuseram de tempo e conhecimento e a todos que estiveram ligados direta e indiretamente para que o 1° Curso de Ações Preventivas Especializadas tivesse seu encerramento com Louvor”. Fonte: PMPA.
“Homem é preso com duas cabeças de onça em mochila”.
No portal da Polícia Rodoviária Federal, há um destaque com indícios de crimes praticados contra o meio ambiente brasileiro. O episódio teria acontecido no município de Boa Vista, que é a capital do Estado de Roraima. Leia o texto a seguir, para inteirar-se da ação bem sucedida dos policiais da PRF. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou um homem transportando duas cabeças de onça e os rabos dos animais dentro de uma mochila, na noite de ontem (23), em Boa Vista. O homem era passageiro de um carro parado em uma fiscalização de rotina na BR-174. Pelas características, os policiais suspeitam que as cabeças pertenciam a uma onça adulta e um filhote. O crime foi descoberto quando os policiais verificaram as bagagens dos ocupantes do veículo. Na mochila de um dos passageiros, estavam as e outras partes de animais silvestres, como o rabo. O passageiro confessou que era o dono do material, mas os demais ocupantes disseram que não sabiam o que tinha na mochila. Ele foi encaminhado para a polícia judiciária em Boa Vista, onde deverá responder por crime contra a fauna.
Governo do Acre reconhece o valor dos policias militares inativos!
O notável exercício da política de pessoal, aos acrianos, tem sido reconhecido no atual governo, conforme tem sido divulgado amplamente pela mídia local e não destacada na grande mídia nacional. As ações governamentais têm alcançado os profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública da Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC). Alcançaram, também, aqueles que, na inatividade, contribuíram de forma digna e honrada na proteção dos cidadãos e comunidades acrianas, conforme se vê na nota publicada pelo portal da Instituição Militar Estadual. O reajuste equivalente a R$ 651, correspondente à gratificação operacional – antiga etapa alimentação – paga aos militares inativos da Polícia Militar do Acre (PMAC), já consta na folha de pagamento deste mês. O benefício voltou a ser pago aos militares graças à aprovação de um Projeto de Lei (PL) de autoria do governador Tião Viana. A sanção governamental do PL beneficia até 1.129 policiais militares inativos que têm garantida a incorporação do valor da Etapa Alimentação à Gratificação Operacional. O impacto financeiro será de cerca de R$ 13 milhões por ano. O pagamento da etapa alimentação aos inativos havia sido interrompido no passado, devido a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que editou a Súmula Vinculante nº. 55, que tratava do direito a este auxílio. “Esse é um compromisso do comando com os nossos militares da reserva que foi honrado graças à sensibilidade do governador e apoio da PGE que encontrou uma alternativa legal para que o Estado mantenha esse benefício à nossa tropa”, disse o comandante-geral da PMAC, coronel Júlio César. As razões da edição resumem-se no fato de que tal auxílio possuía natureza indenizatória, razão pela qual, quando o servidor o recebia na atividade, não utilizava esse benefício como base de cálculo para a contribuição previdenciária. Desta forma, receber o auxílio alimentação na inatividade feriria o princípio da contributividade, e o servidor estaria recebendo por algo que não contribuiu para tanto. Outro ponto relevante levantado pelo STF é de que essa verba estaria intrinsecamente ligada à atividade do servidor, motivo pelo qual não seria adequado seu pagamento àquele que não mais estivesse em efetivo exercício. Sendo assim, em cumprimento a decisão do STF, o Estado suprimiu essas verbas dos inativos. Mas a postura recém-adotada pelo governo, para a valorização destes militares reservistas, que inclusive podem vir a ser chamados para atividade em algumas hipóteses, visou uma solução jurídica adequada para restabelecer a verba, sem que houvesse prejuízo para os cofres públicos e aos cofres da previdência estadual. Fonte: PMAC.
Ações de polícia comunitária da Polícia Militar do Amazonas: prevenção contra o uso de drogas!
Ações de polícia comunitária têm sido desenvolvidas pelos profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, da Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM), quando se observa a palestra realizada com o “tema ‘Drogas – Se fosse bom não teria esse nome’”. São iniciativas estratégicas, que cooperam com os demais órgãos e entidades públicos e privadas, no ingente esforço de proteção da vida e da prevenção do crime. Observe, na nota publicada no portal da PMAM, os detalhes sobre o desenvolvimento da ação comunitária destacada. A Polícia Militar do Amazonas por meio da 1º Companhia Interativa Comunitária (CIPM) promoveu as partir das 20 horas ontem, quinta-feira, (30), palestra sobre os malefícios do uso de drogas focando, principalmente, o público jovem entre 8 e 18 anos, que moram na comunidade Vila Mamão, bairro São Francisco, zona Sul de Manaus. A palestra teve como tema “Drogas – Se fosse bom não teria esse nome”, nesta primeira edição foi voltada para as crianças e adolescentes da referida comunidade. Segundo seus organizadores mais de 60 jovens da comunidade e proximidades, contando ainda com a presença de pais e responsáveis, tiveram ativa participação nos debates apresentando alternativas e recebendo informações sobre um assunto que, durou o tempo necessário para esclarecer e apresentar alternativas como forma de combater e evitar no meio familiar e escolar o contato dos jovens com as drogas. Segundo o Capitão PM Charles Guimarães Prestes, Comandante da 1ª CICOM, ainda neste primeiro semestre, estão previstas mais edições da palestra por toda a área de abrangência de sua unidade militar “Pretendemos atingir toda a comunidade dos bairros da Cachoeirinha, Praça 14 de janeiro e São Francisco, levando informações e esclarecendo sobre o perigoso mundo das drogas, os males e as destruições que veem desse mal que, infelizmente, vem crescendo de modo absurdo e assustador no meio de pessoas de todas as esferas sociais”, esclareceu. Entre as metas dos organizadores do evento, cerca de 13 escolas públicas e particulares da região da 1ª CICOM, assim como as Igrejas e Associações serão visitadas pela equipe coordenada pelo Aspirante PM Ruy Vasconcelos, que também é o Palestrante, com o fito de, por meio de possíveis ações cívicas em conjunto com essas entidades, iniciar o resgate de adolescentes e jovens envolvidos com o tráfico. Fonte: PMAM.
