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A Imprensa Brasileira da República

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Neste 15 de Novembro de 2022, quando se comemora o 133º aniversário da Proclamação da República, não há muitas publicações. Este fato, passado, não é notícia, na imprensa brasileira da República. No entanto, dois chamam atenção dos atentos leitores: viagem do candidato a Presidente do Brasil e reunião dos ministros da alta corte brasileira em New York.

Em consequência disso, nesses tempos permeados de questionamentos, há de se indagar: o que é Ética? O que é Moral? No dia da Proclamação da República, qual é o cenário ético e moral vigentes?

Fatos publicados na imprensa brasileira da República.

Um vespertino brasileiro noticiou a viagem do candidato a Presidente do Brasil. Embarcado num avião de amigo de 12 anos, rumaram-se à 27ª sessão da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas.

Naquele veículo da imprensa brasileira, deveria ter sido questionada a situação Moral, do fato em si, e não a Ética. Assim, das lições preciosas de nosso Jornalista responsável – João Bosco de Castro – e respeitado Oficial Veterano da Polícia Militar Mineira, retiramos:

Moral é natural, embutida na Essência Humana, é Condição: comum a todas os Povos, Tribos e Classes. Ética é cultural, embutida na Existência Humana, é Situação: divergente entre Povos, Tribos e Classes, embora exista a Ética Dominante ou Prevalente.

Por isso, a Moral é única, mas a Ética, não. Existem a Ética do Bem e a Ética do Mal.

A Ética é a socialização sistematizada da Moral…

Há muito que se aprender, inclusive nos momentos de Fla-Flu, Coelho-Galo, Gre-Nal e outros de alegres e descontraídos! A despeito disto, foi publicada, num jornal da imprensa brasileira, a discordância de dois especialistas. Um a favor e outro contra! Tem base!?

O segundo fato foi a reunião dos ministros da alta corte brasileira em New York. Uma pergunta que não quer calar: os magistrados brasileiros participam de reunião, naquela metrópole, com que propósito? No site do Supremo Tribunal Federal, encontra-se o seguinte:

Algumas lições, aos profissionais da Imprensa Brasileira da República

É importante ressaltar, que há lições de Rui Barbosa, aos brasileiros, sobre a Imprensa; Imprensa e Presidencialismo; A moral dos povos livres e o Código Penal.

Ei-las:

“A imprensa 

A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alveja, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça. 

Sem vista mal se vive. Vida sem vista é vida no escuro, vida na soledade, vida no medo, morte em vida: o receio de tudo; dependência de todos; rumo à mercê do acaso; a cada passo acidentes, perigos, despenhadeiros. Tal a condição do país, onde a publicidade se avariou, e, em vez de ser os olhos, por onde se lhe exerce a visão, ou o cristal, que lhe clareia, é a obscuridade, onde se perde, a ruim lente, que lhe turva, ou a droga maligna, que lhe perverte, obstando-lhe a notícia da realidade, ou não lhe deixando senão adulterada, invertida, enganosa. 

Já lhe não era pouco ser o órgão visual da nação. Mas a imprensa, entre os povos livres, não é só o instrumento da vista, não é unicamente o aparelho do ver, a serventia de um só sentido. Participa, nesses organismos coletivos, de quase todas as funções vitais. É, sobretudo, mediante a publicidade que os povos respiram. 

Todos sabem que cada um de nós tem na ação respiratória, uma das mais complexas do corpo, e uma das em que se envolvem maior número de elementos orgânicos. A respiração pulmonar combina-se com os tecidos, para constituir o sistema de ventilação, cuja essência consiste na troca incessante dos princípios necessários à vida entre o ar atmosférico e o sangue, da circulação do qual vivemos. Nos pulmões está o grande campo dessas permutas. Mas os músculos também respiram, e o centro respiratório se encontra, bem longe do aparelho pulmonar, nesse bulbo misterioso, que lhe preside à respiração, e lhe rege os movimentos. 

Da mesma sorte, senhores, nos corpos morais, nas sociedades humanas, essa respiração, propriedade e necessidade absoluta de toda célula viva, representa, com a mesma principalidade, o papel de nutrição, de aviventação, de regeneração, que lhe é comum em todo o mundo orgânico, animado ou vegetativo. (…)”

“Imprensa e presidencialismo 

A expressão dominante desses costumes é a imprensa, que, nos governos dessa fórmula constitucional, substitui, como órgão da opinião pública, o mecanismo da responsabilidade ministerial nos países parlamentares.

Era mister, pois, inutilizar a imprensa, tirando-lhe a virilidade, emasculando-a n’alma, jarretá-la de pés e mãos, para não atacar, nem resistir, avezá-la a pôr loja de algibebe e casa de encobrideira, onde os governos sobrevestissem os rebuços de suas mascaradas, e encantoar, com as presas dos seus crimes, a verdade dos seus atos (…)”.

“A moral dos povos livres 

Nenhum país salva a sua reputação com os abafos, capuzes e mantilhas da corrupção encapotada.

Durante a campanha da Criméia, em 1854, o Times,  o jornal dos jornais europeus, não hesitou em romper na mais tremenda hostilidade contra a administração militar da Grã-Bretanha, sustentando que o seu serviço era ‘infame, infamous’, que os soldados enfermos não achavam nem camas, onde jazessem, que o exército, gasto, desmoralizado e miserando, não tinha, em Balaclava, nem onze mil homens, capazes de entrar em combate. 

Russell, o famoso correspondente desse jornal britânico no teatro da guerra, perguntava, em carta, a Delane, o célebre diretor do grande órgão: ‘Que hei de fazer? dizer estas coisas, ou calar?’ Mas o interrogado não hesitou na resposta. As instruções, em que lhe deu, recomendaram-lhe, com energia, ‘falar verdade, sem indulgência, nem receio’. O Times, declaravam elas, o Times não admitia ‘véus'(…)”

“O código penal 
 
Mas as despesas referidas com tão rematada simpleza e segurança de ânimo num documento de tão alta solenidade estão positivamente capituladas como criminosas na legislação brasileira, onde o Código Penal, no art. 221, qualifica de peculato o ‘subtrair, consumir ou extraviar dinheiros da Fazenda Pública’, entregues ‘à guarda ou administração’ de quem os extravia, consome ou subtrai, e a lei de responsabilidade do presidente da República averba, em delinquência contra a guarda constitucional dos dinheiros públicos, os atos presidenciais, que ‘dissiparem os bens da União, ordenando despesas não autorizadas por lei’ (…).” Importante citar que o art. 221 foi simplesmente revogado pela Lei Nº 11.106, de 28 de Março de 2005. Será por quê?

São essas considerações que compõem a opinião ora publicada.

Excertos citados foram retirados do Livro de Ruy Barbosa A Imprensa e o Dever da Verdade (p. 18, 22-23, 32-33). [Documento Eletrônico]. Montecristo Editora. Edição do Kindle.

Com as informações do Valor Econômico e Supremo Tribunal Federal.

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Você pode ler também:

Valor do Relatório Técnico

Perspectiva do Pacto Federativo

6 respostas

  1. Senhor Coronel Isaac, boa-tarde! A quem serve a carapuça, enfia-a à sua própria cabeça, mas a soberba que se levanta despe a moral que se amolda à sociedade contemporânea e aquilo que um dia moral foi, hoje moral não mais é. Se se alegra a imprensa de manipular inúteis mentes, esquece-se que tudo muda e os inúteis se tornam miseráveis e apenas legitimam o poder que não têm, mas que tem o Poder de se proteger deles. Do progresso à barbárie , seja neste ou em passado tempo, os que sofrem são sempre os mesmos, aqueles que nada têm, pois os que têm deixando de o ter, pior será a vida dos outros – aqueles mesmos os inúteis que se deixam levar pela imprensa.

    1. De fato, Caro Carlos Braga, Camarada de jornadas atuais.
      Os valores são, aos poucos, substituídos.
      Se há uma nova ordem mundial, abjeta, desvairada e irresponsável, procurará, então, o prevalecimento ignóbil e derrotado.
      O certo é que os valores cristalizados, no sadio âmago das sociedades, serão vencedores!
      Quem viver, verá!

  2. Boa pergunta coronel! Com qual intuito esses magistrados foram se reunir fora do país? Num momento em que se questiona a lisura do resultado das urnas eles foram se esbaldar em hotel de luxo em NY, certamente gastando dinheiro público, comemorando talvez a vitória fraudulenta…
    Mesmo para pessoas leigas como eu, a atitude desses senhores é no mínimo afrontosa! Porém, não estão preocupados com o pensar da população , estão sim, decididos a calar a voz do povo.

    1. Vamos aguardar, Estimada Prima Eliana!
      Continuemos esperançosos de mudanças valorizadas por sentimentos grandiosos.
      Por enquanto, fica a desprezível certeza de que há o esmorecimento de instituições outrora respeitadas e admiradas.

  3. Excelente e relevante matéria! Quando se pensa que a crise moral e ética do país, chegou ao nível mais baixo, percebe-se que ainda tem muito mais o que afundar. Esse momento que o país vive, é decisivo para o nosso futuro de longo prazo, muito longo prazo. Ou continuamos lutando e acreditando nas pouquíssimas instituições sérias da nação ou viveremos uma miséria econômica e social, jamais vista, num país que tem tudo para ser um grande protagonista internacional.

    1. É certa sua análise, Caro Luiz Fernando.
      Vivemos tempos de exceção e muita fluidez e de extrema incerteza!
      Anima-nos a certeza dos valores que nos restam.
      Firmamo-nos neles, pois, não sucumbirão!
      Vencerão!
      Isso porque estão estribados na Ética e na Moral. São edificadas em legítimos princípios, tais como Bondade, Justiça e Verdade!

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Sobre o(a) Autor(a)

Isaac de Souza

Isaac de Souza

(1949 _ _ _ _) É Mineiro de Bom Despacho. Iniciou a carreira na PMMG, em 1968, após matricular-se, como recruta, no Curso de Formação de Policial, no Batalhão Escola. Serviu no Contingente do Quartel-General – CQG, antes de matricular-se, em 1970, e concluir o Curso de Formação de Oficiais – CFO, em 1973. Concluiu, também, na Academia Militar do Prado Mineiro – AMPM, os Cursos de Instrutor de Educação Física – CIEF, em 1975; Informática para Oficiais – CIO, em 1988; Aperfeiçoamento de Oficiais – CAO, em 1989, e Superior de Polícia – CSP, em 1992. Serviu no Batalhão de RadioPatrulha (atual 16º BPM), 1º Batalhão de Polícia Militar, Colégio Tiradentes, 14º Batalhão de Polícia Militar, Diretoria de Finanças e na Seção Estratégica de Planejamento do Ensino e Operações Policial-Militares – PM3. Como oficial superior da PMMG, integrou o Comando que reinstalou o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos, onde foi o Chefe da Divisão de Ensino de 92 a 93. Posteriormente secretariou e chefiou o Gabinete do Comandante-Geral - GCG, de 1993 a 1995, e a PM3, até 1996. No posto de Coronel, foi Subchefe do Estado-Maior da PMMG e dirigiu, cumulativamente, a Diretoria de Meio Ambiente – DMA. No ano de 1998, após completar 30 anos de serviços na carreira policial-militar, tornou-se um Coronel Veterano. Realizou, em 2003-2004, o MBA de Gestão Estratégica e Marketing, e de 2009-2011, cursou o Mestrado em Administração, na Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade FUMEC.