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Sonhar com o Jogo de Xadrez

Na última noite sonhei que aprendia o Jogo de Xadrez. Encontrava-me assentado, numa sala iluminada, a pouca luz, maior que 70 m2 e menor que 100 m2. Vi uma pessoa assentada, no lado oposto ao meu. Usava uma roupa azul real. Era uma roupa de passeio…. Não via o seu rosto, apenas ouvia sua voz.

Disse-me, então:

– Você sabe jogar xadrez?! Ah! Claro que sim, mas vou avivar sua memória…

Tentei visualizar o rosto daquela voz, debalde. Pela tonalidade da voz, tranquila e bem articulada, parecia ser de homem, ou, quem sabe, de alguma locutora ou cantora de voz um pouco mais grave.

Em seguida, falou-me, sobre qual é:

A Ambiência do Jogo de Xadrez?

No Jogo de Xadrez, o embate enxadrístico, ocorre num espaço, delimitado por quatro linhas, semelhante ao que você vê. A iluminação vinda de baixo, mostrou-me um enxadrezado de cores (claras e escuras) intercaladas. É denominado tabuleiro e contém 64 quadrados de medidas semelhantes. São 32 quadrados, na cor clara, e, outros 32, na cor escura.

Na ambiência enxadrística, assim como estamos, dois enxadristas se confrontam, por vez, em meio a um regramento claro e específico. Cada um com 16 peças (nas cores clara e escura). São denominadas de peões (8), torres (2), cavalos (2), bispos (2), mais uma rainha e um rei.

Nas quatro linhas do tabuleiro, há os deslocamentos distintos e limitados das respectivas peças. Os peões são movidos para frente, rumo aos espaços ocupados pelos oponentes. Ocupam, respectivamente, um quadrado por vez. Exceto no movimento inicial da partida, ou para capturar uma peça oponente.

No movimento das demais peças, há mais flexibilidade e liberdade. Seja para capturar uma peça oponente, ou para ocupar os quadrados desocupados. Rumam-se, sempre, ou não, na direção do reinado oponente, dependendo da ocasião. As torres são movimentadas de forma similar, à frente ou aos lados.

Os cavalos são movimentados, nas diversas direções, em forma de “L invertido”. O movimento inicia no quadrado ocupado pela peça. Depois, contam-se mais dois quadrados, à frente, e termina naquele desocupado, à direita ou à esquerda. Os cavalos são as únicas peças que podem “saltar” os quadrados ocupados por outras.

De igual modo, nas quatros linhas do tabuleiro, há a movimentação dos bispos. Ocorrem à frente ou para atrás, sempre na diagonal, e capturam outra peça que estiver na direção do movimento indicado. A rainha tem mais liberdade e grande capacidade de capturar outras peças. Seus movimentos sãos ilimitados, em qualquer direção, nos limites do tabuleiro.

No entanto, os movimentos do rei, nas quatros linhas de Jogo de Xadrez, têm limites. Tal qual o peão, desloca-se de quadrado a quadrado por vez.  A vantagem do rei sobre o peão é a de deslocar-se a qualquer direção. Esse, não capturado, após alcançar a última linha do tabuleiro, será trocado por outra peça capturada, inclusive a rainha, retornando-a à defesa de seu reino.

Após tal descrição, disse-me a pessoa, com a tonalidade bastante animada:

– Então, vamos lá?! Antes de minha resposta, perguntou-me: 

Você sabe o que é Ambiência de Governança de um País?

Explicou-me que, num país livre e democrático, há governança saudável. Isso ocorre quando há regramento, claro e específico, inserido na Norma Maior. Se é cumprida, conforme estrita descrição, considera, com igualdade, todas as pessoas, suas respectivas relações, pessoais e sociais, concede todos os direitos que lhes são devidos e exigem de todos o cumprimento dos deveres estabelecidos.

Ato contínuo, ouvi uma música, orquestrada, no ritmo de bossa nova fossa! Vi, também, ordenada movimentação de pessoas. Cada uma delas ocupou um dos 32 quadrados, pintados no chão daquela sala. Dezesseis vestiam roupas na cor de “limão-siciliano”. Era “limão-galego” verde, a cor da roupa das outras dezesseis pessoas.

De repente, ligeira “queda de energia”! Com a nova iluminação, percebi que a sala ficou arredondada! O novo tabuleiro era circular. Pisquei várias vezes… Confirmadíssimo!

– Sim, o Tabuleiro é Circular, vamos jogar? Disse meu oponente naquele Jogo de Xadrez.

E agora, pensei com os meus botões!? Vi, ainda, que cada uma das pessoas tinha, em suas mãos, um Livro de capa azul oceano. Tentei ler o título, debalde! Enxerguei apenas o dístico “Nov”! Então, ouvi os esclarecimentos novos!

As pessoas serão nossas peças do jogo.  Os peões são o Povo. Os cavalos, bispos e torres constituem os Poderes da República. O rei e rainha são a Governança entre eles. Os poderes asseguram as Leis, as Forças de proteção e a Justiça. Se há Lei e Ordem, então, a Interlocução reinou, entre todos. Se, aquelas são observadas, então, os Poderes se respeitam, cada um faz e sabe o que deve ser feito. Se assim é, a Governança é saudável! Há ética, moral, espírito público legítimos e singulares.

Ouvi, mais uma vez, a voz dizer:

– Vamos começar o Jogo?

Olhei, outra vez, aquelas Pessoas e aos Livros, em suas mãos. Pensei e pensei e pensei. Então respondi:

–  Melhor não! Vou acordar…

O sonho acabou … não acabou(?)!

Em 2023, vou jogar mais Xadrez Circular! Feliz 2023!

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Crédito das imagens e dicas:

SILVA, Marcos Henrique de Paula Dias da. O curioso xadrez circular. In: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Zero – Blog de Ciência da UnicampVolume 5. Ed. 1. 1º semestre de 2021. Campinas, 09 maio 2021. Disponível https://www.blogs.unicamp.br/zero/2915/. Acesso em: <data-de-hoje>.

4 respostas

  1. Senhor Coronel Isaac, bom-dia! Nós nos acostumamos ao trivial, ao movimento mais favorável ao nosso domínio mental, mas tal qual o veículo de rolamentos quadrados não devemos nos esquecer que uma circunferência é uma sucessão de retas, cabe a nós compatibilizarmos o ajuste cerebral ao novo que se apresenta a partir do hoje. Mantenhamo-nos no caminho.

    1. Muito correta sua análise, Caro Carlos Braga, sobre a compatibilização das ideias à realidade ora vigente. Isso significa maturidade conquistadora, independente dos desafios apresentados. Aprender, aprender e aprender é o lema praticado pelos vitoriosos.

  2. Quem disse que metáforas são construídas por sentenças não conhece o senso universal apurado do autor, que tenho tido a satisfação de dividir alguns minifúndios literários.

    A metáfora do xadrez para a vida política é realidade enfática.

    Persevere em nos brindar com textos que nos forjam seres melhores.

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Sobre o(a) Autor(a)

Isaac de Souza

Isaac de Souza

(1949 _ _ _ _) É Mineiro de Bom Despacho. Iniciou a carreira na PMMG, em 1968, após matricular-se, como recruta, no Curso de Formação de Policial, no Batalhão Escola. Serviu no Contingente do Quartel-General – CQG, antes de matricular-se, em 1970, e concluir o Curso de Formação de Oficiais – CFO, em 1973. Concluiu, também, na Academia Militar do Prado Mineiro – AMPM, os Cursos de Instrutor de Educação Física – CIEF, em 1975; Informática para Oficiais – CIO, em 1988; Aperfeiçoamento de Oficiais – CAO, em 1989, e Superior de Polícia – CSP, em 1992. Serviu no Batalhão de RadioPatrulha (atual 16º BPM), 1º Batalhão de Polícia Militar, Colégio Tiradentes, 14º Batalhão de Polícia Militar, Diretoria de Finanças e na Seção Estratégica de Planejamento do Ensino e Operações Policial-Militares – PM3. Como oficial superior da PMMG, integrou o Comando que reinstalou o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos, onde foi o Chefe da Divisão de Ensino de 92 a 93. Posteriormente secretariou e chefiou o Gabinete do Comandante-Geral - GCG, de 1993 a 1995, e a PM3, até 1996. No posto de Coronel, foi Subchefe do Estado-Maior da PMMG e dirigiu, cumulativamente, a Diretoria de Meio Ambiente – DMA. No ano de 1998, após completar 30 anos de serviços na carreira policial-militar, tornou-se um Coronel Veterano. Realizou, em 2003-2004, o MBA de Gestão Estratégica e Marketing, e de 2009-2011, cursou o Mestrado em Administração, na Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade FUMEC.