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O Tempo e a Validação do Conhecimento

O Tempo é a dimensão mais própria à validação do Conhecimento, o Tempo é uma criação do homem para comprovar a sua própria existência, o Tempo só é necessário ao homem, pois ao Universo a dimensão Tempo não é essencial, as leis do Universo se equilibram pelos arranjos físicos e químicos que evitam a sua falência, ao contrário do homem que apenas com os arranjos físicos e químicos não se sustenta.

O Tempo, na descrição como o entendemos, só tem validade para o homem, a partir do referencial estático, ou seja, quando perguntamos a alguém quantas horas dura um dia, certamente esse alguém responderá que o dia dura 24:00 horas. Do ponto de vista da lógica, a resposta é correta, no entanto, do ponto de vista do ser humano alocado no planeta Terra, o dia não dura penas 24:00 horas, o dia dura 47:00 horas.

Mas como isso é possível? Tomemos como exemplo o dia 01 de janeiro de um ano qualquer, esse dia civil no mundo, não dura apenas as 24:00 horas de um dia para alguém que se encontra em posição estática, basta lembrar que o planeta Terra é uma esfera, que fisicamente podemos dizer que tem 360⁰, que a duração de um dia, na posição estática do ser humano, dura 24:00 horas, que dividindo 360/24, teremos 15⁰, isso quer dizer que a cada 15⁰ de distância de um meridiano para o outro, teremos 01:00 hora de distância, ou seja, o planeta Terra tem 24 posições de nascer do Sol, que começa na posição 00:00 hora e vai até a posição 23:00 horas, pois a posição 24:00 horas é coincidente com a posição 00:00 hora o fim de um dia e o nascimento do dia seguinte.

Assim, na posição 23:00 horas em relação ao dia que teve início na posição 00:00 hora estará nascendo o mesmo dia 01 de janeiro de um ano qualquer e que dali a 01:00 hora, estará terminando o dia 01 de janeiro de um ano qualquer que começou na posição 00:00 hora alusiva ao nosso primeiro meridiano. Somando as 23:00 horas que o dia 01 de janeiro de um ano qualquer ainda terá pela frente, em relação ao meridiano 23:00 hora, concluímos que o dia civil terá 47:00 horas e isso é apenas para informar ao seu cérebro que a sua análise do tempo é apenas uma interpretação estática do mundo, que o dia e a noite só existem porque existe a luz e que a luz é o resultado de um processo físico-químico de radiação solar, que o seu cérebro constrói essa descrição do ambiente para validar a sua existência, para datando, comprovar que existe passado, presente e futuro.

O Tempo influencia diretamente na sua capacidade de produzir Conhecimento, o seu cérebro só consegue produzir um novo conhecimento quando tem o tempo necessário para observar o ambiente e cruzando as novas informações assimiladas com as informações pretéritas já acumuladas é capaz de apropriar-se de um conjunto de informações que possam entender como um novo Conhecimento que permitirá ao homem uma interpretação mais adequada ao evento apresentado e a tomada de decisão mais acertada.

Efetivamente, como isso pode ser demonstrado? Como na prática, podemos de forma prática, permitir que uma simulação demonstre a influencia do Tempo na capacidade de produzir Conhecimento? Pode até parecer difícil o exercício, mas não o é. Seria a diferença entre a lógica e a matemática, entre o acúmulo de informação e a tomada de decisão, entre pensamento e ação, entre segundos e milésimos de segundos.

Basta apenas que pensemos na objetiva de uma máquina fotográfica e o zoom dessa mesma máquina, quando temos um ponto no horizonte e em milésimos de segundos aproximamos esse ponto do nosso cérebro com o zoom da máquina fotográfica, focamos única e exclusivamente no ponto e desconsideramos todas as informações periféricas. Seria como se dirigindo uma viatura aumentado a velocidade de deslocamento deixamos de levar em consideração as informações à nossa volta, buscando apenas o ponto no infinito. O ponto no infinito não nos permitir validar as informações que medeiam o nosso espaço pois o nosso cérebro não consegue descrever objetivamente o ambiente observado no nosso entorno e, portanto, passa a desprezar informações essenciais. Ao desprezar informações essenciais, o nosso cérebro age de forma lógica e não produz conhecimento e não produzindo conhecimento, corre o risco de incorrer em interpretação equivocada do ambiente causando sério dano ao Conhecimento e mais grave corre o risco de validar uma informação a partir de um referencial teórico espaço-tempo não apropriado.

Mas o que vem a ser o referencial teórico espaço-tempo não apropriado? É quando criamos no nosso cérebro uma informação – não validada – sobre determinada realidade. Por exemplo: quando levamos as pessoas para um ambiente fictício e vamos condicionar as pessoas a determinadas atividades que demandam conhecimento de espaço, tempo e mobilidade, sem, no entanto, proporcionar às pessoas essas condicionantes pretéritas. É como levar uma criança para uma cidade fictícia e ensiná-la a atravessar a rua, num ambiente totalmente controlado, com dimensões não compatíveis com as vias urbanas, com os veículos estruturalmente diferentes e as velocidades desenvolvidas monitoradas. Essa criança, ao desenvolver a sua capacidade de travessia da via, com base no seu tempo, seu espaço e sua mobilidade, construídos na cidade fictícia, corre sério risco de óbito ao se ver em ambiente real, pois as condicionantes da cidade fictícia não são compatíveis com o ambiente real.

Os ambientes fictícios não permitem ao homem construir conhecimento, mas apenas condicionar a determinada situação, desde que esse ambiente seja compatível com o ambiente que será presentada durante a sua vida. Não adianta ao homem treinar para uma maratona num ambiente virtual e depois ir para a rua para efetivamente realizar a sua prova. O ambiente virtual está deslocado das condições físico-químicas além do distanciamento da questão fisiológica do homem.

Lembre-se: O que torna o homem capaz de se superar, criar novas tecnologias, agregar informações e ao final produzir um novo Conhecimento é o Tempo, a única variável que efetivamente comprova a sua existência dentro dos conceitos de Conhecimento que dispomos hoje.

Leia Também:

Construindo a Descrição do Conhecimento

Clarificando o Conhecimento

Validação do Conhecimento

Aplicação do Conhecimento

O Conhecimento, a Descrição Teórica e Operacional e a Relação Tempo e Espaço

Conhecimento Consequente da Produção das Informações

5 Responses

  1. Agora fiquei confuso sobre a real (ou fictícia) duração do dia.
    Excelente texto.

  2. Caro Antônio Roberto de Sá, obviamente que o objetivo do texto é gerar dúvidas e com as dúvidas buscarmos o aprofundamento do Conhecimento. Obrigado pela participação.

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Sobre o(a) Autor(a):

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Carlos Alberto da Silva Santos Braga

Major PM Carlos Alberto da Silva Santos Braga, natural de Bom Despacho - MG é Aspirante-a-Oficial da Turma de 1987. Ingressou na PMMG no ano de 1982, no Batalhão de Polícia de Choque, onde fez o Curso de Formação de Soldados PM. É Especialista em Trânsito pela Universidade Federal de Uberlândia e Especialista em Segurança Pública pela Fundação João Pinheiro. Durante o serviço ativo como Oficial na PMMG - 1988 a 2004 - participou de todos os processos estruturantes do Ensino, Pesquisa e Extensão. Nos anos de 1989 e 1990 participou da formação profissional da Polícia Militar do então Território Federal de Roraima durante o processo de efetivação da transformação em Estado. Foi professor da Secretaria Nacional de Segurança Pública nos Cursos Nacionais de Polícia Comunitária. A partir de 2005, na Reserva da PMMG, trabalhou como Vice-Diretor da Academia de Polícia Integrada de Roraima - Projeto da SENASP - foi Membro do Conselho Estadual de Trânsito de Roraima, Membro do Conselho Diretor da Fundação de Educação Superior de Roraima - Universidade do Estado de Roraima, Coordenador do Curso Superior de Segurança e Cidadania da Universidade do Estado de Roraima. Foi Superintendente Municipal de Trânsito de Boa Vista, Superintendente da Guarda Civil Municipal de Boa Vista, Assessor de Inteligência da Prefeitura Municipal de Boa Vista e professor nos diversos cursos daquela Prefeitura. Como reconhecimento aos serviços prestados ao Município de Boa Vista e ao Estado de Roraima foi agraciado com o Título de Cidadão Honorário de Boa Vista - RR e com a Medalha do Mérito do Forte São Joaquim do Governo do Estado de Roraima. Com dupla nacionalidade - brasileira e portuguesa - no período de fevereiro de 2016 a outubro de 2022, residiu em Braga - Portugal onde desenvolveu projetos de estudos na área do Conhecimento. Acadêmico-Correspondente da Academia Maranhense de Ciências Letras e Artes Militares - AMCLAM.