Viver é aprender!
Temos 20 anos em que greves de policiais militares acontecem no país. E ao longo da História brasileira tivemos greves de forças policiais desde o Império. O Exército já se amotinou, várias forças já foram extintas e recriadas por causa de conflitos entre elas e com o governo. Parece que desaprendemos a lidar com isso – e esse desaprender é intencional. O que eu vejo são cálculos oportunistas. A ideia do “quanto pior, melhor” tem favorecido péssimos governantes. Jacqueline Muniz – Fonte. Devem ser lidas, analisadas e refletidas — principalmente pelos profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública —, as considerações de Jaqueline Muniz, à BBC, e de Elio Gaspari, na sua coluna, na Folha de S. Paulo, nesta data, e transcrita abaixo. No último editorial do Pontopm, alertou-se a respeito, com uma série de indagações, agora, parcialmente, respondidas. Mas, aos textos ora indicados, a maior atenção deve ser da liderança executiva dos policiais militares brasileiros, principalmente, no momento da decisão para ocupar cargo de poder decisório. Na maioria das vezes, uma carreira é construída com muito sacrifício, para ser encerrada — e até esquecida — quando as escolhas são equivocadas. É preciso pensar muito bem, pois o verdadeiro poder pertence aquele executivo que tem a chave do cofre. De resto, só o gerenciamento do conflito, com muita sabedoria e cuidado, para não cometer erros, especialmente injustiças. Leia, por favor, o texto de Elio Gaspari, e reflita! Somando-se todos os seus mandatos, Paulo Hartung governou o Espírito Santo por dez anos e trabalhou duro no seu saneamento financeiro. Encarnou o respeito à Lei da Responsabilidade Fiscal e aquilo que chama de “o caminho capixaba”. O motim da Polícia Militar do Estado mostra a necessidade da busca de algo impossível, uma lei da responsabilidade social. O prometido paraíso fiscal levou o Espírito Santo a viver dias de inferno social. Enfrentando o motim da PM, o governo de Hartung seguiu um modelo comum aos governadores que esticam a corda e, quando despertam, pedem socorro às Forças Armadas. Em 2012, num motim muito parecido com o capixaba, o governador Jacques Wagner chamou o Exército. Seis governadores já chamaram a tropa e 22 Unidades da Federação já expulsaram policiais militares e bombeiros. Parecem grandes defensores da lei e da ordem, mas é tudo teatro. Entre 2011 e agosto passado, o Congresso votou duas anistias para policiais e bombeiros que se meteram em pelo menos 33 greves e motins. Nas duas, o PMDB de Temer e Hartung apoiou as iniciativas (curiosidade: um militar que sofreu uma sanção disciplinar enquanto sua tropa estava mobilizada para conter um motim continua com a ficha suja. O PM foi anistiado). Noutro motim, o dos bombeiros do Rio, o governador Sérgio Cabral foi o paladino da lei e da ordem. Hoje ele está em Bangu. Pezão, seu vice e herdeiro, também chamou o Exército, depois de detonar a responsabilidade fiscal, a social e, quem sabe, a penal. Hartung sustenta que não atende as reivindicações da PM pois não tem dinheiro. Algum dia se saberá quanto custou a mobilização da tropa federal de 3.000 homens. A desordem que acompanhou o motim custou dezenas vidas e cerca de R$ 500 milhões à economia. Esse aspecto fiscalista das desordens não é o único. Nesses motins e na forma como os governos estaduais reagem, há uma irresponsabilidade social, impossível de ser legislada, mas possível de ser percebida. Os governadores não se previnem e, quando o caldo entorna, chamam o Exército. Quando tudo volta ao normal, deixam a anistia passar no escurinho do Congresso. A doce figura de Milton Campos (1900-1972) governava Minas Gerais quando estourou uma greve provocada por salários atrasados e um de seus secretários anunciou que mandaria um trem com soldados para a área. “Não seria melhor mandar o trem pagador?”, perguntou o governador. Seria um exemplo de tibieza, mas esse adjetivo jamais poderá ser associado ao general Ernesto Geisel. Em 1975, ele enfrentava uma greve de fome de presos políticos por melhores situações carcerárias e dois dos seus generais cuspiam fogo. (Entre os presos estavam dois condenados à prisão perpétua, três sequestradores e um dos terroristas que mataram um marinheiro inglês cujo navio visitava o Rio de Janeiro.) Geisel estudou a situação e informou: “Ceder a uma greve é duro, mas eu prefiro ceder”. Se fosse possível redigir uma lei da responsabilidade social, os governantes seriam punidos quando criassem situações caóticas. Em nome da responsabilidade fiscal, Hartung acha que faz o certo, assim como Michel Temer acredita que deve reformar a Previdência e a legislação trabalhista de acordo com as tabelas de seus sábios. Planilha de excel qualquer um faz. Administrar uma sociedade é bem outra coisa.
Penitenciária Inglesa num documentário da BBC
A RFI noticiou, nesta terça-feira (14), que a divulgação de um documentário do canal de TV BBC provocou uma grande polêmica. Isso porque foi revelada a situação caótica da prisão de Northumberland, situada no nordeste da Inglaterra, uma das mais importantes do Reino Unido. A notícia informa que o jornalista Joe Fenton teria passado dois meses como agente penitenciário naquela unidade penal e, com uma câmera escondida, teria realizado as filmagens para o documentário. Dentre os episódios destacados, o documentário mostra que: As imagens revelam uma realidade preocupante. O número de funcionários é insuficiente, os carcerários perdem frequentemente o controle da situação e o uso de drogas é generalizado e as condições mínimas de segurança não estão asseguradas. Sobre as questões envolvendo o tratamento penitenciário, o jornalista teria constatado que: os alarmes de várias portas consideradas estratégicas estão quebradas e o tráfico na cadeia é bem organizado. Fenton também presenciou o uso de uma substância conhecida como Spice. Vários prisioneiros foram achados jogados em suas camas depois de consumir o psicotrópico. Um agente penitenciário tomado por convulsões depois de ter inalado a droga por acidente. Muitos funcionários revelaram que não têm mais “coragem” de intervir nas brigas entre os presidiários ou vasculhar os pavilhões mais violentos. Foi noticiado também que o Ministério da Justiça “anunciou a abertura de um inquérito para analisar a situação na prisão onde vivem atualmente pouco mais de 1300 prisioneiros”. A RFI informou que “o documentário também é uma crítica velada ao governo conservador de Theresa May, que fez diversos cortes no setor desde sua chegada ao poder”. A superpopulação carcerária é considerado um dos problemas principais, pois, em 30 anos, aproximadamente, o número de detentos teria aumentado de 42 000 para 85 000. Para o partido de oposição trabalhista é preciso remediar o problema com penas de prisão mais curtas e aumentar o esforço na reinserção dos egressos. Por outro lado, a ministra da Justiça de Theresa May, Lizz Truss, não é favorável a essa estratégia. Sua pretensão é: aumentar a pena de detentos acusados de crimes sexuais e violência doméstica. Por outro lado, ela também anunciou que investirá € 120 milhões por ano em programas de reinserção e inspeções mais severas nas penitenciárias. As medidas são consideradas insuficientes pelos funcionários, que apelam para novas contratações que evitariam o caos completo em estabelecimentos à beira da explosão.
Acidente Ferroviário na França.
Nesta terça-feira (14), às 9h (6h de Brasília), aconteceu uma grave acidente em Düdelingen, entre Zoufftgen, na França, e a estação de Bettembourg, no Grão-Ducado. A foto mostra o resultado da colisão entre um trem de carga e um trem de passageiros. Consta que o maquinista do trem de passageiros, que estava vazio, não teria respeitado o sinal vermelho. A Companhia Ferroviária de Luxemburgo (CFL) comunicou que: “os registros do sistema de gerenciamento do tráfego mostram que o trem de passageiros com destino a Thionville, envolvido no acidente, ultrapassou um sinal de pare”. Ainda de acordo com a CFL, “as causas para esta ultrapassagem ainda precisam ser determinadas pela investigação em curso”. Informações divulgadas pelas autoridades locais indicam que o maquinista luxemburguês não teria respeitado a sinalização. Conduzia o trem de passageiros, que partiu de Luxemburgo sem passageiros a bordo, mas não sobreviveu ao choque com o outro trem, procedente da França. O acidente também deixou um ferido leve, o funcionário responsável por verificar as passagens do trem de passageiros. Na coletiva com a imprensa, o ministro dos Transportes de Luxemburgo, François Bausch, visivelmente comovido com a morte do funcionário CFL, declarou que: “O maquinista do trem de carga, de nacionalidade francesa, correu para a parte de trás da locomotiva e, graças a isso, conseguiu sobreviver” O tráfego ferroviário continua suspenso entre Luxemburgo e Thionville (nordeste da França). Vários ônibus foram disponibilizados para garantir o transporte de milhares de passageiros que utilizam a linha para chegar a Luxemburgo. As autoridades mobilizaram cerca de 100 homens para as operações de socorro. Fonte: RFI
7O anos de sucessos da — Dior — Moda Francesa.
No último domingo, a maison de alta-costura — Christian Dior — comemorou os 70 anos do primeiro desfile, realizado em 12 de fevereiro de 1947. O evento foi marcado por uma exposição, uma coletânea de livros e resultados de vendas em alta, segundo a RFI. O ano de 1947 foi um marco fixado pelo costureiro francês Christian Dior, que se tornou uma lenda no mundo da moda, graças a uma silhueta que conquistou as mulheres após a Segunda Guerra Mundial. Em apenas um desfile, com a ajuda do empresário do setor têxtil Marcel Boussac, o tímido galerista de 33 anos balançou o universo comportado da alta-costura. Bettina Ballard, jornalista da revista Vogue americana, foi uma das testemunhas do evento. “A primeira modelo entra com passos largos, um rebolado provocador, dá meia-volta em uma sala lotada e derruba os cinzeiros com a barra de sua longa saia. Sentados na beira de suas cadeiras, os espectadores esticavam o pescoço para não perder nenhum segundo daquele momento histórico”, conta em sua autobiografia intitulada In my fashion, livro dos anos 1960 praticamente esgotado em inglês, mas que ganhou uma versão francesa em 2016. Relembrando o ano de 1947, o local do evento comemorativo foi no: 30 avenue Montaigne – que continua sendo o endereço da sede da Dior – os presentes ficam impressionados com a performance das modelos, que tinha um lado meio teatral, mas também pela audácia da coleção. A amplitude de alguns vestidos, que chegavam a consumir 25 metros de tecido, era vista como uma afronta para alguns, que ainda tinham em mente os anos de penúria impostos pela guerra. Mas para outros, o desfile foi um golpe de mestre do ponto de vista do estilo. Com uma silhueta em forma de ampulheta, marcando a cintura e valorizando os seios, o costureiro virava de vez a página dos uniformes militares e das roupas com formas masculinas que marcaram a Ocupação. Do evento de 1947, uma expressão que ganhou o mundo: “Meu querido Christian, seus vestidos são um New Look”, disse, eufórica, a editora-chefe da revista Harper’s Bazaar, Carmel Snow, ao parabenizar o costureiro no final do desfile. Um jornalista da agência de notícias Reuters gostou da expressão e a usou em sua matéria, que fez a volta ao mundo. Um exemplo clássico de globalização: Em apenas alguns anos, metade das exportações francesas de alta-costura eram realizada pela maison da avenue Montaigne. Lançou licenças de vários produtos, exportou para os Estados Unidos, abriu escritórios na América Latina e no Japão, e Christian Dior se tornou o primeiro costureiro a aparecer na capa da prestigiosa revista norte-americana Time. Estilistas renomados marcaram presença porque: A carreira de Dior foi relativamente curta, pois dez anos após lançar o New Look o costureiro morreu vítima de uma crise cardíaca em uma clínica na Itália. Mas diante do sucesso da marca, que já era um símbolo da elegância francesa, os gestores decidiram continuar a saga e logo encontraram um substituto: Yves Saint Laurent, que, com apenas 21 anos, assumiu a direção artística e assinou seis coleções. Em seguida, Dior assistiu uma sucessão de estilistas. Desde os discretos Marc Bohan e Gianfranco Ferré, até os mais conceituais, como Raf Simons, sempre inspirado pela paixão de Christian Dior pelas flores. Sem esquecer o polêmico John Galliano, que, apesar dos escândalos, sabia como poucos valorizar, com muita ironia, os códigos da marca. A direção artística da Dior, desde 2016, está nas mãos de Maria Grazia Chiuri. Ex-estilista da Valentino, a italiana é a primeira mulher a dirigir o estilo da Dior e chegou na empresa tentando conquistar uma clientela mais jovem. Suas inspirações são diversas, mas as primeiras coleções foram marcadas por uma pegada poética, que também misturava um discurso quase engajado. Em seu desfile de estreia, em setembro de 2016, um dos modelos era composto por uma camiseta com a mensagem “We all should be feminist” (Todos nós devemos ser feministas). A estilista chegou a ser criticada pela falta de uma linha mais definina nas suas primeiras coleções. Porém, como lembra a Fériel Karoui, consultora de tendências da agência de estilo Promostyl, Dior sempre misturou códigos mais extravagantes (como Galliano) com uma preocupação de manter sua herança (como Raf Simons). Então, essa ideia de “usar a moda como um soft power deve ser vista muito mais como uma atitude do que uma verdadeira postura política”, lembra a especialista. Ou seja, ainda é cedo para dizer que Dior vai se tornar uma maison militante. A despeito das crises, os resultados da Dior confirmam o sucesso, mostrando que: Em 2016 as vendas cresceram 5% a taxas de câmbio constantes, alcançando € 1,9 bilhão. Grande parte dessa performance se deve à retomada da demanda chinesa, mas também ao aumento da atividade em Londres, provocada pela queda da libra, que favoreceu as compras dos turistas. As comemorações iniciaram: em dezembro passado, com o lançamento de uma espécie de “antologia Dior”, uma coletânea composta por sete livros, cada um dedicado a um dos estilistas que passaram pela marca. O primeiro deles, que homenageia o legado do fundador, entre 1947 e 1957, já está nas livrarias e os demais serão comercializados em diferentes datas até 2018. O projeto, da editora Assouline, é disponível em francês, inglês e chinês, provando, mais uma vez, que apesar de essencialmente francesa, Dior continua global. E continuam, pois, a: Dior prepara uma exposição no museu das Artes Decorativas de Paris, prevista para julho. Mais de 400 vestidos serão expostos em 3000 m², inclusive na nave do prédio, “algo inédito”, como lembra Olivier Gabet, diretor da instituição. “Além das roupas, serão apresentados objetos e obras de arte que dialogaram com a maison”, contou durante coletiva na capital francesa.
Conselho da ONU Condena Ação Bélica da Coreia do Norte.
As notícias da RFI e de Vivian Oswald, correspondente em Pequim, informam que continuam as discussões entre os Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão. O motivo é o 10° teste de míssil balístico realizado no último domingo (12) pela Coreia do Norte. Após o encontro do Conselho de Segurança da ONU, que condenou a ação do governo norte-coreano, o décimo desde abril do ano passado, foi realizada uma videoconferência de emergência, nesta terça-feira (14) entre os países contrários aos testes. Por isso, decidiram que intensificariam a troca de informações entre os respectivos órgãos responsáveis pelos serviços de inteligência. Na reunião de emergência realizada, nesta segunda-feira (13), o Conselho da ONU condenou, por unanimidade, a Coreia do Norte. Em nota, disse “deplorar as atividades de mísseis balísticos da República da Coreia do Norte, que contribuem para o desenvolvimento do sistema de armas nucleares do país e o aumento da tensão”. A Rússia e a China condenaram também os testes norte-coreanos. No caso da China, a situação é mais desfavorável à Corei do Norte. Isso porque 70% das exportações norte-coreanas são destinadas à China, o maior aliado da Coreia do Norte. Pequim ainda mantém um diálogo importante com os norte-coreanos, mas a China também parece estar perdendo a paciência com a situação. Ontem, por meio do seu porta-voz, o governo condenou os testes e reiterou que eles violam as resoluções da ONU. Pediu que todas as partes envolvidas evitassem movimentos que pudessem aumentar as tensões na região e disse que todos deveriam “buscar a contenção e manter em conjunto a paz e segurança na região”. O porta-voz afirmou ainda que a China vai participar de reuniões na ONU sobre o lançamento com “uma atitude responsável e construtiva”. A Coreia do Norte diz que está no seu direito soberano de se proteger. Afirmou também que que o novo teste míssil balístico de médio a longo alcance foi bem-sucedido e representa avanços no seu programa armamentista. A agência de notícias estatal norte-coreana KCNA disse que o líder do país, Kim Jong-un, supervisionou o teste do Pukguksong – (PUGUSON) 2, um novo tipo de arma estratégica capaz de carregar uma ogiva nuclear. Com o telefonema trocado, na semana passada, entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, cessaram as relações de incertezas entre os países. Aumentaram-se as possibilidades da reaproximação e firmeza de propósitos para o desenvolvimento de ambos os povos e para os demais parceiros das duas potências mundiais.
Michael Flynn, Conselheiro de segurança nacional de Trump, Pede Demissão.
Michael Flynn, o conselheiro de segurança nacional do presidente Trump, renunciou nesta segunda-feira (14). Ao que tudo indica, a principal motivação teria sido a consequência dos contatos potencialmente ilegais com o embaixador russo nos Estados Unidos e outras declarações enganosas. A decisão da renúncia, no final da tarde de ontem, comprovaria a advertência feita pelo Departamento de Justiça, à Casa Branca, no mês passado, quando Flynn ficaria vulnerável, em consequência de conversações com o diplomata russo. Na carta enviada a Trump, Flynn pede desculpas ao presidente e ao vice-presidente pelas inverdades que teriam sido ditas ao vice-presidente. O presidente Trump aceitou a carta de demissão de Flynn e designou Keith Kellogg, um tenente-general aposentado, como assessor nacional de segurança. A demissão de Flynn – após apenas 24 dias no cargo – não teria sido pressão da Casa Branca. A decisão foi exclusiva do tenente-general aposentado e oficial de inteligência que tinha uma respeitável carreira pública. Um oficial sênior da Casa Branca informou que Kellogg é um dos três candidatos Trump em condições de substituir permanentemente Flynn. Os outros dois são David H. Petraeus, ex-diretor da CIA e general aposentado, e vice-almirante Robert Harward, ex-vice-comandante do Comando Central dos EUA. A notícia completa sobre o pedido da demissão e outras análises poderão ser lidas no The Washington Post
O tiro saiu pela culatra?
Custoso e complexo, mas muito necessário, e cada vez mais exigido pela sociedade, o elo policial da segurança pública continua sendo um ingente desafio para os governantes brasileiros. Encontrar formas para superá-lo não tem sido tarefa fácil principalmente para o governo capixaba, nos últimos dias, diante do impasse conduzido pelo movimento das jovens esposas dos militares estaduais capixabas. Na entrevista ora concedida à Jornalista Miriam Leitão, da Rede Globo, tudo indica que o governo tinha informações sobre um provável episódio. Se esse episódio seria a paralisação dos militares estaduais, não há informações claras, mas foi, de fato, o que ocorreu? Não há, ainda, conexão sobre quem liderou ou lidera o propagado movimento? Porém, há outras perguntas sem respostas. O comandante geral, a exemplo dos demais secretários estaduais, é escolha pessoal do governador. É nomeado nos termos do § 4º do art. 131 da Constituição Estadual do Espírito Santo. Então, quem exonerou o Comandante Geral? O que ele teria dito, ou deixou de dizer, ao governador ou ao vice-governador, na titularidade do governo? O que sabe o comandante geral substituto e o qual a condição propôs para encerrar o movimento e colocar sua tropa na rua? Isso porque o comandante geral seria, em tese, a única autoridade capaz de encerrar o movimento. Por isso, ao seu comando é que se dirá se houve, ou não, indisciplina, quebra de hierarquia, após a apuração dos fatos, segundo as normas que regem a Instituição Militar Estadual (IME). Naquela entrevista, o Governador declarou sobre a regularidade das finanças públicas daquele estado. Essa situação parece que chegou ao domínio público pela via errada. E, se o governo sabia da possível paralisação de determinada categoria do funcionário público, por que não comunicou à população a real situação do Estado? Por que, antes de afastar para o tratamento de sua saúde, não comunicou ao funcionalismo público sobre a reestruturação pretendia para os serviços públicos, inclusive, a que beneficiaria os de polícia ostensiva e preservação da ordem pública? Parece que o governado sabia o que poderia acontecer, conforme se vê, nas respostas daquela entrevista e nas que foram feitas feita à Carolina Linhares – da Folha de S. Paulo – publicada nesta segunda-feira (13) . Daquelas respostas, ressai o entendimento de que o Governo do Espírito Santo é um dos poucos, no Brasil, que teria condições de sufocar qualquer movimento paredista do funcionalismo público. Outra dificuldade percebida, diante do impasse causado, é a postura daqueles que se posicionaram como negociadores. Para gerir conflito social, se não se tem uma vantagem, não é recomendável um posicionamento caudilho, arbitrário e prepotente. Negociação é encontrar decisões satisfatórias para as partes contendoras. Isso está claro no “Dilema do Prisioneiro”. Aprendemos, nesse caso quatro situações possíveis: ganha-ganha; ganha-perde; perde-ganha e perde-perde. A melhor delas é a primeira. Então, da negociação realizada entre governo, associações representativas dos militares e representantes das jovens esposas dos PMs, qual foi o resultado efetivo? Por que o movimento não encerrou? Assistidas pela imprensa televisiva e lidas nas publicações midiáticas, percebe-se que ainda persiste a atitude — nada humilde e ameaçadora — querendo encontrar um culpado. Isso foi observado nos representantes do governo federal, do governo estadual e do comandante geral substituto, mas o impasse, que poderia ter sido evitado, pelas evidências dos fatos, ainda continua. Qual é o papel das jovens senhoras e esposas dos PMs capixabas? O que significa o posicionamento delas à frente do quartel do comandante geral, como tem sido mostrado? Não estariam apenas demonstrando, à sociedade, que há, de fato, um clamor, outrora silencioso e sufocado, mas assim verbalizado pelo Secretário de Estado dos Direitos Humanos do Espírito Santo? Contra a sociedade que não valoriza o policial. Que tem um trabalho difícil, ganha mal e morre pela sociedade. Eles trabalham com regime disciplinar duríssimo, em que um policial pode ser preso porque não engraxou o sapato. Parece que o desafio maior do governo capixaba é ouvir o clamor que vem do recôndito dos lares dos guardiães valorosos da polícia ostensiva e preservação da ordem pública. Será que clamor das jovens senhoras e esposas dos PMs capixabas chegou às ruas? Como se esplica o panelaço dos capixabas, no momento da entrevista do governador licenciado? Ah! Esse clamor precisa ser ouvido por toda sociedade, que organizada, cobrará dos governos a manutenção de profissionais de segurança qualificados e satisfeitos. E a satisfação dos militares, a exemplo do que já foi cantada, em versos e prosas, nas organizações públicas e privadas, ao longo do nosso país, não é apenas salarial. As informações sobre o clamor, provavelmente, o comandante geral substituído as teriam. O substituto também. Analisá-las adequadamente e buscar as respostas indicativas é o que precisa ser feito. Não é possível esperar mais. Nelas, não haverá uma explicação plausível sobre por que o tiro saiu pela culatra? A história mostra, a exemplo de fatos anteriores e menos danosos à sociedade, que a má gestão de crise, envolvendo os profissionais da polícia ostensiva e preservação da ordem pública, causou dividendos políticos irreversíveis.
A Coréia do Norte Aciona O Conselho de Segurança da ONU?
Após assistir ao lançamento do míssil, neste domingo (12), segundo informação da RFI, o dirigente norte-coreano Kim Jong-Un teria dito estar: “satisfeito que a Coreia do Norte possua um outro meio de ataque nuclear que reforce a potência do país”, segundo uma declaração dada à agência oficial de imprensa, KCNA. O Ministério sul-coreano da Defesa teria noticiado que “o tiro percorreu 500 quilômetros em direção ao leste antes de cair no mar do Japão”. O teste belicoso foi “considerado pelo presidente americano Donald Trump como uma ‘provocação’do regime norte-coreano”. Por isso, “será discutido na noite desta segunda-feira pelo Conselho de Segurança da ONU”. Desde 2006, a Coreia do Norte desafia a determinação prevista na resoluções da ONU. Ao contrário, há continuidade dos norte-coreanos na implementação dos “programas nucleares ou balísticos”. No ano passado foram dois testes, quando foram lançados “vinte mísseis balísticos”, informou a RFI.
A noite das Estrelas.
A MDEMULHER divulgou, nesta segunda feira (13), o resultado do Grammy 2017. Eis a listagem dos vencedores: – R&B Música do Ano Beyoncé – “Formation” Adele – “Hello” Mike Posner – “I Took a Pill in Ibiza” Justin Bieber – “Love Yourself” Lukas Graham – “7 Years” Gravação do Ano Adele – “Hello” Beyonce – “Formation” Rihanna – “Work” Twenty-One Pilots – “Stressed Out” Lukas Graham – “7 years” Melhor Videoclipe Beyoncé – “Formation” Leon Bridges – “River” Coldplay – “Up & Up” Jamie xx – “Gosh” OK Go – “Upside Down & Inside Out” Artista Revelação Anderson Paak Chance the Rapper Maren Morris The Chainsmokers Kelsea Ballerini Melhor Filme sobre Música Steve Aoki – I’ll Sleep When I’m Dead The Beatles – The Beatles: Eight Days a Week The Touring Years Beyoncé – Lemonade Yo-Yo Ma & the Silk Road Ensemble – The Music of Strangers Various Artists – American Saturday Night: Live from the Grand Ole Opry Álbum do Ano Adele – 25 Beyoncé – Lemonade Drake – Views Justin Bieber – Purpose Sturgill Simpson – A Sailor’s Guide to Earth – Pop Melhor Performance Solo Adele – “Hello” Beyoncé – “Hold Up” Justin Bieber – “Love Yourself” Kelly Clarkson – “Piece by Piece” (“Idol” Version) Ariana Grande – “Dangerous Woman” Melhor Performance dupla ou grupo The Chainsmokers – “Closer” [ft. Halsey] Lukas Graham – “7 Years” Rihanna – “Work” [ft. Drake] Sia – “Cheap Thrills” [ft. Sean Paul] Twenty One Pilots – “Stressed Out” Melhor Álbum vocal Adele – 25 Justin Bieber – Purpose Ariana Grande – Dangerous Woman Demi Lovato – Confident Sia – This Is Acting Melhor Álbum Tradicional Andrea Bocelli – Cinema Bob Dylan – Fallen Angels Josh Groben – Stages Live Willie Nelson – Summertime: Willie Nelson Sings Gershwin Barbra Streisand – Encore: Movie Partners Sing Broadway – Rap Melhor Apresentação Chance the Rapper – “No Problem” [ft. 2 Chainz and Lil Wayne] Desiigner – “Panda” Drake – “Pop Style” [ft. The Throne] Fat Joe / Remy Ma – “All the Way Up” [ft. French Montana and Infrared] Schoolboy Q – “That Part” [ft. Kanye West] Melhor Colaboração – Vocal Beyoncé – “Freedom” [ft. Kendrick Lamar] Drake – “Hotline Bling” D.R.A.M. – “Broccoli” [ft. Lil Yachty] Kanye West – “Ultralight Beam” [ft. Chance the Rapper, Kelly Price, Kirk Franklin and The-Dream] Kanye West – “Famous” [ft. Rihanna] Melhor Música Fat Joe / Remy Ma – “All the Way Up” [ft. French Montana and Infrared] Kanye West – “Famous” [ft. Rihanna] Drake – “Hotline Bling” Chance the Rapper – “No Problem” [ft. 2 Chainz and Lil Wayne] Kanye West – “Ultralight Beam” [ft. Chance the Rapper, Kelly Price, Kirk Franklin and The-Dream] Melhor Álbum Chance the Rapper – Coloring Book De La Soul – and the Anonymous Nobody… DJ Khaled – Major Key Drake – Views Schoolboy Q – Blank Face LP Kanye West – The Life of Pablo – Música Alternativa Melhor Álbum: Bon Iver – 22, A Million David Bowie – Blackstar PJ Harvey – The Hope Six Demolition Project Iggy Pop – Post Pop Depression Radiohead – A Moon Shaped Pool R&B Melhor Performance BJ the Chicago Kid – “Turnin’ Me Up” Ro James – “Permission” Musiq Soulchild – “I Do” Rihanna – “Needed Me” Solange – “Cranes in the Sky” Melhor Performance Tradicional William Bell – “The Three of Me” BJ The Chicago Kid – “Woman’s World” Fantasia – “Sleeping with the One I Love” Lalah Hathaway – “Angel” Jill Scott – “Can’t Wait” Melhor Música PartyNextDoor feat. Drake – “Come See Me” Bryson Tiller – “Exchange” Rihanna – “Kiss It Better” Maxwell – “Lake By the Ocean” Tory Lanez – “Luv” – Música Contemporânea Melhor Álbum Beyoncé – Lemonade Gallant – Ology KING – We Are King Anderson .Paak – Malibu Rihanna – Anti Melhor Álbum BJ The Chicago Kid – In My Mind Lalah Hathaway – Lalah Hathaway Live Terrace Martin – Velvet Portraits Mint Condition – Healing Season Mya – Smoove Jones – Rock Melhor Performance “Joe” (Live From Austin City Limits) – Alabama Shakes “Don’t Hurt Yourself” – Beyoncé Featuring Jack White “Blackstar” – David Bowie “The Sound Of Silence” (Live On Conan) – Disturbed “Heathens” – Twenty One Pilots Melhor Música – Composição “Blackstar” – David Bowie “Burn The Witch” – Radiohead (Radiohead) “Hardwired” – James Hetfield & Lars Ulrich (Metallica) “Heathens” – Tyler Joseph (Twenty One Pilots) “My Name Is Human” – Rich Meyer, Ryan Meyer & Johnny Stevens (Highly Suspect) Melhor Álbum California – Blink-182 Tell Me I’m Pretty – Cage The Elephant Magma – Gojira Death Of A Bachelor – Panic! At The Disco Weezer – Weezer – Metal Melhor Performance “Shock Me” – Baroness “Silvera” – Gojira “Rotting In Vain” – Korn “Dystopia” – Megadeth “The Price Is Wrong” – Periphery – Dance Music/Música Eletrônica Melhor Gravação “Tearing Me Up” – Bob Moses “Don’t Let Me Down” – The Chainsmokers Featuring Daya “Never Be Like You” – Flume Featuring Kai “Rinse & Repeat” – Riton Featuring Kah-Lo “Drinkee” – Sofi Tukker Melhor Disco Skin – Flume Electronica 1: The Time Machine – Jean-Michel Jarre Epoch – Tycho Barbara Barbara, We Face A Shining Future – Underworld Louie Vega Starring…XXVIII – Louie Vega – Country Melhor Performance solo “Love Can Go to Hell” – Brandy Clark “Vice” – Miranda Lambert “My Church” – Maren Morris “Church Bells” – Carrie Underwood “Blue Ain’t Your Color” – Keith Urban Melhor Performance dupla ou grupo “Different for Girls” – Dierks Bentley featuring Elle King “21 Summer” – Brothers Osborne “Setting the World on Fire” – Kenny Chesney & P!nk “Jolene” – Pentatonix featuring Dolly Parton “Think of You” – Chris Young with Cassadee Pope Melhor Música “Blue Ain’t Your Color – Keith Urban “Die a Happy Man” – Thomas Rhett “Humble and Kind” – Tim McGraw “My Church” – Maren Morris “Vice” – Miranda Lambert Melhor Álbum Big Day in a Small Town – Brandy Clark Full Circle – Loretta Lynn Hero – Maren Morris
Coreia do Norte dispara novo míssil no Mar do Japão : provocação aos EUA ?
Notícia veiculada pela Rádio França Internacional destaca que: “A Coreia do Norte disparou um míssil balístico neste domingo (12), um lançamento considerado por Seul como uma ‘provocação’ e uma ação que visa testar o presidente americano Donald Trump. O míssil foi disparado às 7h55 locais deste domingo (12) (20h de sábado, em Brasília) a partir de uma base aérea localizada na região oeste da Coreia do Norte. Segundo a chancelaria da Coreia do Sul, trata-se de uma ‘versão melhorada’ do Musudan, projétil de alcance intermediário, projetado para cobrir uma extensão de 3 mil a 4 mil km. O míssil voou em direção ao leste durante 500 quilômetros caindo em seguida no Mar do Japão, segundo informações do Ministério da defesa sul-coreano. O premiê japonês Shinzo Abe, que passou o fim de semana na companhia de Donald Trump, na Flórida, não aprovou a ousadia norte-coreana e reagiu dizendo que o lançamento foi uma provocação ‘intolerável’. Já o presidente americano preferiu ignorar a operação militar da Coreia do Norte. No entanto, Trump fez questão de manifestar seu apoio ao Japão no episódio do míssil balístico deste domingo. ‘Quero que todos entendam e estejam cientes de que os Estado Unidos apóiam o Japão, seu maior aliado, a 100%’, afirmou o presidente americano. O lançamento do míssil norte-coreano deverá testar o compromisso de Donald Trump, que prometeu endurecer em relação ao regime de Kim Jong-un, que no ano passado testou mísseis nucleares e balísticos violando resoluções da ONU. Um membro da equipe do governo dos Estados Unidos informou que o ato ‘não é uma surpresa’ e sim uma ‘provocação’ da Coreia do Norte, algo que já era ‘esperado’ depois da posse de Donald Trump. ‘O líder norte-coreano gosta de chamar a atenção para momentos como este’, afirmou o funcionário americano. Ele declarou ainda que a Casa Branca vai estudar diferentes possíveis reações ao lançamento do míssil, mas, mas que a resposta deverá ser gradual para evitar uma escalada nuclear, uma vez que, segundo o Pentágono, o projétil era um míssil de ‘alcance médio ou intermediário’ e não um verdadeiro ICBM, a sigla que determina mísseis balísticos intercontinentais”.
