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 CRER PARA VER 

Marcílio Fernandes Catarino (*)  Não obstante pressentir que o tema que ora abordo, nesta modesta crônica, possa suscitar controvérsias, considerei pertinente e oportuno compartilhá-lo com os livres pensadores.  Considero-me um espírito inquieto e de buscador insistente, mas ainda balbuciando as primeiras letras do alfabeto espiritual. Dos meus momentos de reflexões, muitas perguntas sem respostas persistem. Constantemente me deparo com registros e narrativas que divergem frontalmente da formação e educação com que fui criado, em especial nos períodos de infância e adolescência. Não por deficiência ou negligência paternas, a quem devo um espírito forjado nos mais elevados valores éticos e morais, mas pelas lacunas e até contradições, que ainda perpetuam na História e na cultura oficiais.  Creio que a expressão “Ver para crer”, registrada no Canon Bíblico (João 20:29) e que nos traz à memória a figura de São Tomé, talvez seja do conhecimento da grande maioria da humanidade, que cada grupo interpreta segundo seu entendimento e convicções. No nosso modesto entendimento, revela insegurança de como nos conduzir ou dar prontas respostas nos momentos de dúvidas e incertezas.  Essa passagem bíblica, também interpretada como uma bem-aventurança (“Bem-aventurados os que não viram e creram”), revela em si a essência do “sentimento da fé” que, em particular para os cristãos, adquire contornos mais profundos, pois não se trata apenas de acreditar, mas da certeza sobre aquilo em que se crê.  A frase do Divino Instrutor poderia, talvez, parecer contraditória para muitos, sugerindo a pregação de uma “fé cega”. No entanto, creio que ela nos exorta à reflexão de que cada um de nós, criados à imagem e semelhança do Criador Supremo, já traz potencialmente, nas profundezas da sua Consciência, os registros que nos conduzem às respostas, que não podem ser encontradas em nenhum livro ou religião. Como compreender e muito menos aceitar aquilo que desconhecemos, pergunto-me?  Mergulhado nessas reflexões, procuro entender a caótica realidade em que vive a humanidade hodierna, em que campeia a mentira e a manipulação, a disseminação do medo e do pânico, os violentos conflitos sociais, a ânsia de poder e dominação, coloridos nos noticiários da mídia mundial com os recursos inimagináveis da Inteligência Artificial. Situação que poderia ser revertida ou mitigada com o fortalecimento e atuações mais efetivas das organizações internacionais para o progresso da Humanidade, também denominadas Organizações Intergovernamentais, praticamente todas comprometidas com interesses ideológicos e afetadas pela corrupção.  Aos olhos superficiais de muitos, parece que o mundo está cada vez pior. Para outros, influenciados por conceitos religiosos limitantes e manipuladores, que a humanidade está caminhando celeremente em direção ao Armagedon, também registrado no Canon Bíblico acima mencionado (5º Livro – Apocalipse).  Ambos os grupos são constituídos, ao meu juízo, de grande parte das pessoas que nos parecem alienadas, incapazes de refletir com a própria cabeça, quem sabe dominada por processos complexos e sutis de hipnose coletiva, engendrados por mentes sombrias.  Para os mais despertos – segundo afirmam diversos estudiosos espiritualistas de variadas fontes, cujos estudos e mensagens se encontram amplamente divulgados na Internet – a linha de tempo do Armagedon foi definitivamente extinta, exatamente em razão da expansão da consciência de uma massa crítica da humanidade necessária para ancorar a Luz Criadora na nossa Casa Planetária. Reação de uma parte da humanidade que ousou em questionar e não mais aceitar o draconiano regime imposto pelo poderoso “establishment”, lutando pela consolidação do império da liberdade e da justiça, da convivência harmoniosa e pacífica entre os povos.  Como fontes que abordam essas questões, que considero mais confiáveis, cito, entre outros, o pesquisador russo Zecharia Sitchin, o escritor e pesquisador Junior Legrazie, o psicoterapeuta reencarnacionista Vital Frosi, o escritor e pesquisador Rogério de Almeida Freitas (que se apresenta com o pseudônimo Jan Val Ellan) precursor da Revelação Cósmica, que aprofunda temas contidos nas Revelação Psíquica e Revelação Espiritual, promovidas em tempos passados na Índia, por Kapila e Sidarta Gautama, e na França, por Alan Kardec, respectivamente) e, finalmente, o médium mineiro Robson Pinheiro. Este último, em particular, já lançou, através da psicografia, inúmeros livros sobre o tema, como a trilogia “A Política das Sombras”.  Oportuno ressaltar, que ao pesquisador russo supra citado é atribuída a tradução das milenares tabuletas sumérias, em cuja obra literária o diretor cinematográfico John Gress produziu o polêmico filme “Anunnaki”, termo que significa “aqueles que vieram do céu”, que deveria ser lançado em 2006, mas que foi rechaçado pela mídia mundial, caindo no esquecimento.  Segundo os estudos de Zecharia Sitchin, os Anunnaki seriam seres altamente evoluídos e poderosos vindos das estrelas, que chegaram a utilizar a Engenharia Genética para modelar o DNA dos humanoides, que então habitavam o Planeta Terra, para a “criação do Homo Sapiens”, não por benevolência, mas para escravidão.  Recentemente, sem autoria identificada, o filme foi descoberto e divulgado na Internet, revelando um rico relato da intervenção extraterrestre na evolução das civilizações aqui existentes, em particular os Sumérios, há cerca de 450 mil anos.  Em termos de Humanidade, os despertos acima mencionados ainda seria uma minoria, ressalte-se, cujas reformas íntimas e abertura consciencial os levaram a buscar um estilo mais elevado de vida, voltado para a colaboração, a compaixão e o Amor Incondicional, dentro de uma frequência vibratória superior compatível com a Nova Terra que está por surgir, da qual seriam os herdeiros (“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” – Mateus 5:5 e “Parábola do Joio e do Trigo” – Mateus 13:24-30).  Defendem tais estudiosos que todos esses acontecimentos, que eclodem no planeta, seriam as “dores do parto” mencionadas no Grande Livro, a sinalizarem a completa e sistemática derrocada dos “velhos sistemas” (econômico, financeiro, político, religioso, educacional, e tantos outros), movimento este que alguns estão denominando GESARA (sigla que, em inglês, sinteticamente significa Lei de Segurança e Reforma Econômica Global).  Seria um profundo e extraordinário processo de transformação, jamais visto ou imaginado, que se iniciaria a partir de um “Reset global” (interrupção de todos os sistemas de  comunicação), com duração de determinados dias, em que seriam preparados os novos sistemas a serem implantados, sob o impulso da Energia Quântica em

A VERDADADE SOBRE O ESCÂNDALO DO INSS

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Imagine descobrir que há mais de 30 anos sua aposentadoria está sendo saqueada por mãos invisíveis. Que, todos os meses, um valor silenciosamente some do seu benefício. E que, por trás disso, não está um hacker ou uma fraude isolada — mas uma estrutura institucionalizada, com CNPJ, carimbo oficial, assinatura digital e o aval de quem deveria te proteger. Agora, imagine que o único presidente que tentou colocar fim a isso é justamente quem a esquerda está tentando acusar. Essa é a verdade brutal por trás do escândalo que estourou no INSS. A mídia repete, como um mantra: “a fraude começou em 2019”. Mas o que eles não te contam — e o que muda tudo — é que 2019 foi o ano em que Jair Bolsonaro tentou parar essa máquina de desvio. Logo nos primeiros meses de governo, ele assina a Medida Provisória 871, que rapidamente é convertida na Lei 13.846/2019. Essa lei criou filtros inéditos contra abusos nos descontos associativos. Pela primeira vez, exigir autorização expressa, confirmar vínculo real e auditar convênios virou regra. Durante três anos, o esquema, que vinha crescendo desde os anos 90 sob governos anteriores, foi travado. Sim, travado. Os sanguessugas foram contidos. A torneira foi parcialmente fechada. Mas o sistema não esquece, nem perdoa. Em 2022, já no final do governo Bolsonaro, o Congresso — pressionado por bancadas sindicais e entidades interessadas — derruba os principais dispositivos da lei. E quando o novo governo assume em 2023, não apenas não restabelece os filtros, como mantém os convênios e permite que o esquema avance em escala industrial. A bomba explode em 2025. Estimam R$ 6,3 bilhões desviados nos últimos cinco anos. Mas isso é só a crista da onda. Um cálculo conservador — com base no crescimento real do esquema desde 1995 — revela algo muito pior: o rombo acumulado pode ultrapassar R$ 56 bilhões. Isso mesmo. Mais de cinquenta e seis bilhões de reais drenados, em trinta anos, dos aposentados brasileiros. E tudo isso sem que a maioria sequer soubesse que estava pagando uma mensalidade para uma associação da qual nunca ouviu falar. E o mais perverso? Agora tentam convencer o povo de que Bolsonaro foi o culpado. O único que tentou parar tudo. O único que, por escrito, assinou uma Medida Provisória, converteu em lei, e enfrentou o sistema. Não há um indício de que ele tenha participado, facilitado ou ignorado a fraude. Ao contrário: ele bateu de frente. Mas como ousou desafiar o sistema, tornou-se alvo do próprio sistema. Hoje, querem que você acredite que o incêndio começou no momento em que o bombeiro chegou com o extintor. Essa inversão de culpa é a tática preferida de uma elite burocrática que nunca viveu da verdade, mas do controle da narrativa. Eles sabem que o povo esquece rápido, que manchetes moldam julgamentos, e que repetir uma mentira basta para transformá-la em “versão oficial”. Mas não desta vez. O que temos diante de nós não é apenas um escândalo. É uma revelação de como o Brasil foi lentamente assaltado por dentro do próprio Estado, por décadas. De como o silêncio institucional virou cúmplice, de como a indignação seletiva da mídia poupa os amigos e crucifica os opositores, e de como o sistema preferiu retomar a corrupção do que admitir que alguém fora da engrenagem poderia ter acertado. Não, o esquema não começou em 2019. O que começou em 2019 foi uma tentativa de libertação. E o que temos agora é a prova de que quando um governo tenta enfrentar a podridão do sistema, ele se torna o inimigo número um dos que sempre lucraram com ela. O rombo existe, sim. Mas o verdadeiro escândalo é o esforço coordenado para atacar quem tentou impedir — e proteger quem deixou continuar.

DIA 21 DE ABRIL É O DIA DE TIRADENTES?

O dia 21 de abril é o dia de Tiradentes. Esta foi a resposta de um respeitado site de tecnologia, dada ao questionamento de um leitor, querendo saber: se 21 de Abril era ponto facultativo ou feriado. Se você verificar a Lei 10.607, de 19.12.2002, verá que ela alterou o art. 1º da Lei 662/1949, acrescentando-lhe o dia “21 de abril”. Nessas, dentre outras normas, não há, de fato, informação sobre o que aconteceu naquele dia 21 de abril de 1792. O 21 de abril de 1792 foi o dia de execução do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, oficial da sexta companhia da Cavalaria de Minas: célula-tronco da Polícia Militar de Minas Gerais. Aquele fatídico dia encontra-se descrito  no tópico nono do  Capítulo II, da Terceira Parte do Livro: TIRADENTES –  A ÁSPERA ESTRADA PARA A LIBERDADE. Trata-se de robusta pesquisa histórica realizada, na Década de 70, pelo Promotor de Justiça e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de São Paulo. Nas 456 páginas do compêndio histórico, o Dr. Luiz Wanderlei Torres, expõe, com muita clareza, o resultado de sua busca em documentos (…) sobre a Vida de Tiradentes. Transcreve-se, a seguir, sobre o dia 21 de abril de 1792, as considerações do citado autor, no tópico citado, e as derradeiras palavras da parte conclusiva:  “9.  21 de abril de 1792 Todos os réus tinham sido julgados. Ia ter começo a última fase do processo: a execução para os que tinham sido condenados. E esta se iniciaria pelo Alferes Tiradentes. Desde ante-manhã que se ouvia pelas ruas o tropel dos cavalos do regimento de Moura, comandado pelo Coronel José Vitorino Coimbra, que se vieram postar em frente ao Palácio do Vice-Rei, próximo à cadeia. O Coronel José da Silva dos Santos manobrou o bravo Regimento de Artilharia e foi estacionar no Largo de São Francisco de Paula, enquanto o Brigadeiro Pedro Alves de Andrade cuidava de dispôr da melhor forma os três Regimento[s] sob o seu comando: o de Estremos, o 1º e o 2º, do Rio. Vozes enérgicas, seguidas do ressoar dos tambores, ecoavam fortemente os largos e nas ruas, enquanto o galopar dos cavalos ajaezados de fitas nas crinas, dava à cena das manobras o ritmo de parada espetacular. Do regimento de Moura foram destacados entre “corpos” comandados por oficiais, incumbidos de manter a ordem, pois o povo acorria sem cessar para ver a passagem do réu. Em frente ao presídio se estirava a rua da cadeia que ia dar no Largo da Carioca, Rua do Piolho e finalmente Campo de São Domingos. As duas ruas ficaram “bordadas” de um lado e doutro, de soldados, para que o povo não interrompesse a procissão fúnebre (como era considerada a última marcha dos condenados à fôrca). Em frente à cadeia permanecia postado o esquadrão de guardas do Vice-Rei. D. Luís de Castro Benedito, filho do Conde de Resende, e seu ajudante de ordens, inspecionavam a tropa, acompanhados do Brigadeiro, de dois soldados da cavalaria e de mais 2 sargentos-mores. Tanto o cavalo do Comandante como o de D. Luís atraíam os olhares pela profusão de prata nos arreios e o colorido das mantas. Bem cedo entravam no cárcere nove frades da Irmandade da Misericórdia. Iriam compor o cortejo. Meirinhos, juízes de fora, pessoas gradas, formavam um respeitoso ajuntamento nas vizinhanças. ‘Os meirinhos guardavam o réu executor… Ia o juiz de fora montado em brioso cavalo; era de prata a ferragem dos arreios e as clinas iam trançadas e rematadas com laço de fita côr-de- rosa. Apostava o ouvidor da comarca no asseio, riqueza e melindre de sua cavalgadura com o juiz de fora. Sôbre todos aparecia o desembargador ouvidor-geral do crime; os arreios de seu vistoso cavalo eram de prata dourada, de veludo escarlate e franjas de ouro gualdrapas e os estribos nos arreios.’ O povo presenciava a movimentação das tropas, como se se estivessem movimentando o cenário de um palco imenso para uma tragédia que em breve iria ter começo. Brados quase histéricos e rápidos movimentaram um esquadrão que veio formar um largo e espaçoso triângulo em tôrno da fôrca, no campo de São Domingos. “as janelas das casas estão vindo abaixo de tanto mulherio”, diz o confessor, escrevendo à vista da ocorrência. ‘… E foi tal a compaixão do povo da infelicidade temporal do réu, que para lhe apressarem a eterna, ofereceram voluntàriamente esmolas para dizer em missas por sua alma; e só nessa passagem tirou o irmão da bôlsa cinco dobras.’ Às 7 horas estava montado o cenário para a execução daquele drama sinistro. Era um sábado. Entrou no recinto do Oratório o negro Capitania (filho da Capitania do Espírito Santo), algoz escolhido para realizar o enforcamento. Era um célebre criminoso, temido pelos seus crimes. Vinha acompanhado por dois meirinhos, e se aproximou de Tiradentes. Trazia enrolados no braço uma enorme corda e uma espécie de camisolação branco, de algodão, conhecido pelo nome de alva dos condenados. Parou diante do Alferes por um instante, como se hesitasse, para a seguir lhe pedir perdão da morte. Era a Justiça e não sua vontade, quem lhe movia os braços. Tiradentes viu na humildade daquele negro, que exercia o terrível ofício com uma pena para os seus crimes anteriores, mas o que é um gesto costumeiro, uma sincera e emocionante súplica, e voltou-se “placidamente” para dizer: ‘Ó meu amigo! deixe-me beijar-lhe as mãos e os pés. E assim o fez talvez se lembrando que a Igreja lava também os pés dos humildes.’ Quando foi ordenado que se despisse para vestir a alva, tirou voluntariamente a camisa. Voltou-se para os que o cercavam e disse: “Meu Salvador morreu também assim nu, por meus pecados!” Os que estavam ali, se entreolharam. Em vez da lamúria costumeira, uma resolução, um desembaraço, uma altivez cheia de dignidade. Como se tornaram pequeninos os que o acusaram! Nenhuma palavra de socorro ou de misericórdia saía dos seus lábios, dirigida à Soberana que ia matá-lo. Nem um gesto de arrependimento. Não era contra

SOMOS UM PAÍS DE NÉSCIOS?

Ah!, se somos um país de néscios, nossos comunicantes são o quê? Não estamos mais para  expectadores de mentiras deslavadas, oficialmente publicadas, com autoria de autoridades sob manifestas suspeições? Vamos mentir e mentir e mentir… Todo dia: é dia de mentira! Mentira: de todas as cores, de todas: as maneiras e de todas as praças. Mais oficiais e nada privadas… Correm a céu aberto, rumo ao abismo do nada! Parece-me que vale a pena ler a transcrição do texto abaixo, da autoria do Rodrigo Constantino, neste — 01/04/2025 às 13:41 —, referindo-se ao Jornal mencionado: Não é de hoje que o Estadão demonstra certa bipolaridade. Tem o dia do Dr. Jackyll e tem o dia do Mr. yde. O jornal tucano é capaz de tecer críticas pontuais ao STF, mas nunca de questionar a essência de seus atos, principalmente quando o alvo é Jair Bolsonaro. Se o tema é o ex-presidente, o jornal se perde nas emoções e não consegue mais fazer uma análise minimamente imparcial. No editorial de hoje, o jornal diz que Bolsonaro considera o Brasil um país de néscios. Afinal, o ex-presidente “quer que acreditemos que ter consultado chefes militares sobre medidas de exceção para impedir a posse de Lula é algo tão inocente e trivial quanto falar de futebol”. Ora bolas, pela mesma lógica, podemos afirmar que o Estadão trata o Brasil como um país de néscios ao fingir que tivemos eleições normais! Será que precisamos refrescar a memória do Estadão quando ao inquérito das Fake News, que completou seis anos e foi criado com base num artigo do regimento interno que permite investigações para um eventual ataque às dependências da instituição? É como se Lula tivesse vencido Bolsonaro numa disputa justa e o ex-presidente, do nada, não tivesse aceitado o resultado. Bolsonaro, em vez disso, tentou provar a fraude e avaliar mecanismos constitucionais para reagir. O jornal ignora, de propósito, todo o contexto. Ou o Estadão não lembra mais que Lula estava preso e inelegível, após nove juízes e desembargadores identificarem “provas sobradas”, e que foi solto e ficou elegível por um malabarismo supremo com base no CEP? Será que precisamos refrescar a memória do Estadão quando ao inquérito das Fake News, que completou seis anos e foi criado com base num artigo do regimento interno que permite investigações para um eventual ataque às dependências da instituição? Ele foi criado pelo ex-advogado do PT, Dias Toffoli, e a relatoria foi dada sem sorteio para o ex-tucano Alexandre de Moraes. Esse inquérito, desde então, tem servido para uma única missão: perseguir bolsonaristas. Tudo normal aqui, não? O Estadão tem algo a dizer sobre o “missão dada, missão cumprida” do senhor Salomão, ministro do STJ indicado por Lula? O que o jornal pensa sobre a postura do TSE durante a eleição, proibindo jornais centenários como a Gazeta do Povo de fazer reportagens sobre os elos históricos de Lula e ditadores comunistas? O Estadão não viu a perseguição aos comentaristas da Jovem Pan, culminando em demissão e tudo – e não por falta de audiência, como no próprio Estadão? O editorial fala do artigo 142 da Constituição como se a interpretação bolsonarista para resgatar a ordem fosse golpista ao extremo, mas ignora que juristas renomados como Ives Gandra Martins abordaram a questão com alinhamento a tal interpretação. O jornal vai fingir que não era um tema debatido pelo país justamente pelos absurdos cometidos por uma Corte Suprema totalmente politizada? O jornal tucano nada tem a falar sobre Bolsonaro não ter podido mostrar imagens do 7 de setembro ou na visita à Inglaterra? Sobre inserções nas rádios nordestinas, o jornal não pretende dizer absolutamente nada? E temos muitas, muitas outras coisas para refrescar a memória do editorialista sobre como foram as eleições “normais” que levaram Lula de volta à Presidência, ou como seu próprio vice diria, recolocaram o ladrão na cena do crime. Mas nada disso é necessário. Basta uma só menção, para avaliar se o Estadão é um jornal sério, como pretende ser, ou um total engodo: Barroso, que presidiu o TSE e preside o STF, num convescote de comunistas da UNE, vangloriou-se: “Nós derrotamos o Bolsonarismo”. Pergunta bem básica ao Estadão: é isto postura de juiz imparcial ou de jogador? E o Estadão quer que todos finjam que houve eleição normal no Brasil de 2022? O Estadão pensa que o Brasil é um país de néscios? Então, o que você achou? Comente abaixo:

“O PAÍS DOS MEUS SONHOS NÃO É ESTE QUE ESTÁ AÍ”

“O país dos meus sonhos não é este que está aí” intitula a postagem de Mozart Fosquete, publicada no respetivo FaceBook. Por razões óbvias, concordo com a autoria do respeitável conterrâneo. Além disso, vivi considerável tempo que ele evidenciou muito bem, e tenho a convicção de que que o Brasil, assegurado pela Constituição — definida por muitos de: Cidadã — é o país dos sonhos da maioria dos brasileiros. Pena que, no tempo de sua vigência, tantos e tantas, desprezando-na, em favor próprio, em prejuízo da maioria. Cada tempo, descrito por Mozart Fosquete, evidencia o descaso dos governantes com a brava gente brasileira, vilipendiada em prosa e cantigas desairosas. Mais recentemente, como se não bastasse os acontecimentos, desde 6 de outubro de 1988, foi abandonada por aqueles que juraram defendê-la. Por isso, transcrevo in totum o seguinte texto, recomendando sua leitura. “Meus caros, raros e fieis leitores, Desde jovem sempre imaginei que o Brasil um dia se tornaria um grande país. Um país próspero, onde todos teriam um bom emprego e uma boa renda e onde as pessoas seriam sempre alegres como já foram no passado. A nossa seleção de futebol e nossos craques continuariam sendo os melhores e nosso carnaval o mais popular do mundo. Teríamos uma educação de excelência e uma sistema de saúde que atendesse todos os brasileiros a tempo e a hora. O país gozaria de uma democracia estável, com plena liberdade de ir e de vir e de se expressar. Infelizmente, já não somos o melhor futebol do mundo nem temos o carnaval mais popular. A seleção já não nos desperta o interesse de antigamente e o carnaval virou show de TV. Nossa educação é das piores do mundo e nosso sistema de saúde é simplesmente calamitoso. O país deixou de ser próspero e a pobreza se espalha por todas as cidades. A política – ah, a política – criou uma dicotomia “direita x esquerda”, com cada lado cada vez mais radical, obstaculizando todas as políticas públicas. Temos, hoje, sem dúvida, a pior classe política de todos os tempos. Os homens do Poder criaram um novo conceito de democracia: a “democracia relativa” onde cabe à Suprema Corte definir e decidir o que podemos ou o que não podemos dizer ou fazer. Na Coreia do Norte, na China, na Nicarágua também é assim. O país patina. Não é este o país de meus sonhos. No país de meus sonhos, não há espaço para um governo liderado por um tipo como Lula – o ex-corrupto – um governo sem rumo, o governo do atraso, com ideias dos anos 80. E acima de tudo, um retorno da quadrilha de corruptos ao Poder. A corrupção permeia toda a administração pública em seus vários níveis e setores. No país de meus sonhos, a corrupção continuaria sendo crime e os corruptos seriam condenados e estariam atrás das grades como há poucos anos atrás. A Lava-Jato até que andou dando um pouco de esperança aos brasileiros de que “agora o país vai melhorar!” Ledo engano. Os corruptos são muito mais empoderados que um juizinho de nome Sérgio Moro e um procuradorzinho chamado Dellagnol poderiam imaginar. No país de meus sonhos nossa Suprema Corte seria apolítica, exclusivamente voltada para a conformidade das leis, regulamentos e os atos do governo para com a Constituição Federal. Neste meu país não haveria espaço para os Barrosos, os Gilmar Mendes, os Tóffolis, os Flávios Dinos e muito menos os Alexandre de Moraes da vida. No país de meus sonhos, não existiriam os José Dirceus, as Gleisys Hoffmann, os Lewandosvkis, os Boulos, os Sérgios Cabral, os Lulas e outros tantos salafrários corruptos que andam por aí livres, leves e soltos. No país de meus sonhos, não existiriam esses artistas de esquerda como Chico Buarque, Caetanos Veloso, Daniela Mercury, Marieta Severo, Cláudia Raia e tantos outros porque, tal como dizia o saudoso Millôr Fernandes, não me agradam pessoas que se locupletam e lucram com seus ideais, às custas de nossos impostos. No país de meus sonhos, o governo ofereceria o “bolsa-família” mas cadastrando todos os beneficiários num sistema tipo SINE com cada um declarando o que sabe fazer ou sua especialidade. À medida que surgirem demandas por empregados, o beneficiário seria chamado por esse “SINE” para oferecer-lhe o emprego. Caso recusasse, perderia o benefício. Não se pode conceber que um indivíduo pobre se conforme em ser pobre para sempre, dependente exclusivamente da ajuda financeira do Estado. Tal como está hoje, continuaremos criando um bando de malandros e preguiçosos que se contentam em viver com o baixo valor do “bolsa-família”. No país de meus sonhos, ao contrário do que ocorre hoje, as vítimas dos crimes teriam mais direitos e mais assistência do governo e do Poder Judiciário do que os bandidos. No país de meus sonhos, também ao contrário do que ocorre hoje, os ricos pagariam mais impostos do que a classe média e mesmo que a classe pobre. Haveria imposto sobre dividendos – a principal fonte de renda dos ricos. No país de meus sonhos, a escolha dos ministros para o STF e outros Tribunais Superiores não seria feita pelo Presidente da República e, sim, por um colegiado especialmente criado para esse fim. E esses ministros teriam um mandato por, no máximo, dez anos. O mesmo se aplica aos Tribunais de Contas, federal ou estatuais. No país de meus sonhos, não haveria inúmeros partidos políticos como há hoje no Brasil – o que torna o Congresso Nacional um templo de negociatas. Haveria no máximo cinco partidos com características de centro, de direita e de esquerda. O país se tornaria mais governável. Ah, não poderia esquecer: no país dos meus sonhos não haveria o Bonner do “Jornal Nacional” que, com uma disfarçatez desavergonhada, distorce as notícias ou deixa de dá-las de acordo com a conveniência do governo que aí está – seu patrocinador. E também não haveria a “Globo News” – o programa do pensamento e da opinião únicos, todos com viés esquerdista. Na verdade, no país de meus sonhos

AS GEOPOLÍTICAS DO PRESIDENTE DOS EUA, DONALD TRUMP.

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Brasil é membro do BRICS, onde há países antagônicos aos EUA. Como isto afeta o agronegócio brasileiro?   Dentre os decretos assinados pelo recém empossado presidente dos EUA, Donald Trump, três deles têm repercussões internacionais que podem afetar os interesses do Brasil, inclusive os do agronegócio. O primeiro é o favorecimento aos produtos e serviços “made in USA”. O que implica sobretaxar produtos importados pelos EUA. Neste aspecto, o setor rural brasileiro deve ficar atento ao movimento “Fazendas aqui, florestas lá” apoiadores da eleição de Trump. O segundo é o distrato da participação dos EUA ao Acordo de Paris e a desfiliação da OMS (Organização Mundial da Saúde). Significa que os EUA passam a realocar internamente os recursos que seriam gastos com reparações climáticas e com a gestão internacional da saúde. Na questão ambiental, a saída do Acordo de Paris significa a diminuição do Mercado de Carbono, pois os EUA seriam um dos maiores financiadores de projetos ambientais em outros países. O Brasil perde uma fonte importante de recursos. O terceiro é a utilização de forças militares para reprimir o fluxo imigratório ilegal. Neste caso, a necessidade da intervenção militar pode ser interpretada como um duro recado aos países que fecham os olhos às emigrações ilegais de seus cidadãos, contrariando as leis internacionais da obrigatoriedade da obtenção do visto de entrada a um outro país. Recentemente, o Brasil foi um dos países signatários da nota de protesto à política de deportação do governo Trump. O documento foi assinado durante a reunião sobre “Mobilidade Humana na Rota Norte do Continente” conjuntamente com o México, Venezuela, Haiti, Honduras, Cuba, Guatemala, El Salvador e Colômbia. O que pode passar a impressão de ser uma nação condescendente com a emigração não documentada.   Geopolítica multipolarizada Ao priorizar os assuntos internos estadunidenses, o presidente Trump abandona de vez a Doutrina Truman. Instituída no pós-guerra para conter a expansão internacional do comunismo, a Doutrina é um conjunto de cooperações econômicas dos EUA com outros países. Foi muito utilizada para preservar os interesses estadunidenses no plano internacional por meio de compensações. A Doutrina fazia sentido enquanto a geopolítica mundial era bipolarizada entre os EUA e a URSS. Atualmente, com um mundo multipolarizado, os EUA dividem a atenção com os seguintes blocos geopolíticos: União Europeia, BRICS, a comunidade muçulmana internacional liderada pelo Irã, e os países de interesses avulsos, dominados por forças paramilitares do narcotráfico ou de viés terrorista. Apesar de o Brasil ser um país membro do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, bem como por outros membros recém-admitidos – Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, a diplomacia brasileira é reconhecida por ser pragmática, o que pode manter saudáveis as relações nacionais com os EUA. O BRICS, como sabemos, reúne, dentre seus países membros, o Irã, que tem os EUA e Israel como inimigos declarados. O grupo reúne também outros países com grandes poderes de influenciar as relações econômicas internacionais, tais como a China, a Rússia, a Índia e as nações árabes endinheiradas pelo petrodólar.   Balança comercial Quanto ao comércio bilateral Brasil-Estados Unidos, por questões de interesses empresariais entre ambos os países, o volume das importações e das exportações deve se manter nos mesmos patamares. Atualmente, exportamos para aquele país petróleo, aço, ferro, café, carnes, suco concentrado de laranja e aviões. Os principais produtos importados dos EUA são adubos e fertilizantes, motores de avião, gás natural, gasolina, carvão mineral, óleos lubrificantes, medicamentos e produtos farmacêuticos. Em termos de valores, existe um equilíbrio entre o montante arrecadado com as exportações e o gasto nas importações. Quando se trata de investimentos diretos, os EUA são de longe o país estrangeiro que mais aplica recursos no Brasil, tanto no capital de empresas quanto em fundos de investimentos de risco.   Big techs O decreto presidencial de proibição dos filtros de censura nas redes sociais utilizadas pelos norte-americanos, apesar de ter abrangência interna, reverbera em outros países. No Brasil, a política nacional de combate à desinformação, exige que as empresas detentoras de redes sociais, mantenham filtros que impeçam a replicação de assuntos considerados insufladores pelo governo. Essa exigência causou divergências entre a rede social X, de Elon Musk, e as esferas judiciárias brasileiras. Uma das consequências é o processo de substituição pelo governo brasileiro dos sistemas de acesso à internet via satélite da Starlink, de propriedade de Elon Musk, pela sua concorrente chinesa SapaceSail. Recentemente, Mark Zuckerberg se rendeu às exigências brasileiras e ordenou que o Facebook, WhatsApp e o Instagram mantivessem, no Brasil, os seus filtros controladores de desinformação. À exceção de Bill Gates da Microsoft, os principais investidores norte-americanos nas Big Techs (Google, Facebook, Amazon, além de Elon Musk) participaram efusivamente da posse de Trump, de quem ouviram a concessão de investimentos públicos no desenvolvimento da inteligência artificial, na exploração espacial e em moedas digitais. O fato de o empresário Elon Musk participar diretamente na equipe de gestão do governo Trump não significa oposição ao governo brasileiro, considerando que todo grande empresário toma atitudes pragmáticas.   O agronegócio e o carbono internacional A geração de carbono decorrente de atividades rurais passou a ser um pretexto para impor restrições do acesso ao mercado internacional, tendo como alvo principal o Brasil. Apesar de praticamente não existir atividade produtiva isenta do lançamento de carbono na atmosfera, por razões geopolíticas, o setor rural passou a ser alvo de barganhas comerciais muitas vezes em detrimento do Brasil. Como terceiro maior produtor rural mundial, e diante das restrições à emissão do carbono agropecuário por alguns países, o Brasil passou a exportar para a região mais populosa do planeta, as nações localizadas na Ásia. O que mexeu com o xadrez geopolítico das nações hegemônicas. Desde a Doutrina Truman, os EUA fizeram da exportação de alimentos uma política de troca de interesses a título de ajuda humanitária. Assim, o governo dos EUA era os maiores compradores da produção agrícola local, o que deixou os agropecuaristas norte-americanos numa zona de conforto. Em tempos onde o carbono agropecuário virou moeda de

O REI E SEU POMAR – UMA FÁBULA

Marcílio Fernandes Catarino (*) Em um reino não muito distante, sinais de deterioração em quase todos os segmentos do tecido social ameaçavam a ordem, o progresso e o bem-estar dos súditos, trazendo ao Rei sérias razões para preocupações. Não obstante manifestar as suas apreensões ao seu numeroso quadro de assessores, recomendando maior empenho no combate aos males do Reino, o Rei percebia que os problemas não apenas permaneciam, mas também se tornavam mais graves e complexos. Grande parte dos administradores do Rei, apesar de viver nababescamente, recebendo polpudas remunerações, não correspondia no exercício de suas funções, omitindo-se de suas responsabilidades e, muitas vezes, desviando, criminosamente, os recursos destinados às obras públicas e sociais. Através de posturas e atitudes debochadas, mostrava-se inteiramente avessa aos interesses coletivos, legislando em causa própria e concorrendo para o enfraquecimento e desmoralização dos poderes constituídos. À medida em que o tempo passava, com o consequente agravamento dos problemas, gerando mais pobreza, mais desemprego e insegurança, mais miséria e maior injustiça social, esses assessores do Rei se envolviam em intermináveis conflitos pessoais, na defesa de interesses corporativos e na esterilidade das acusações recíprocas. Enquanto isso, eram os súditos mantidos confusos e desorientados, através de informações contraditórias e da manipulação maquiavélica de alguns organismos da imprensa do Reino que, em conluio criminoso com administradores corruptos, veiculavam notícias distorcidas, com o propósito exclusivo de  encobrir a verdade e confundir a opinião pública. As riquezas do Reino se concentravam nas mãos dos integrantes de uma minoria privilegiada e desonesta que, em parceria com organizações criminosas, se mostrava inteiramente insensível e refratária às necessidades e aos anseios mais elementares da grande massa de plebeus. O caos ameaçava dominar todos os setores produtivos do Reino, inclusive o grande Pomar, que sempre fora motivos de orgulho do Rei. Até mesmo os diversos integrantes da assessoria real eram favoráveis a que se destruíssem determinadas árvores frutíferas, sob o controvertido pressuposto de serem velhas e improdutivas, contaminadas que estariam por ervas daninhas. Certa noite, o Rei viu-se visitado, em sonho, por um Grande Sábio de reino distante. De repente, estavam ambos a visitar o Grande Pomar que, na realidade, se estendia por todo o Reino. O Rei, orgulhosamente, apresentava ao Grande Sábio cada árvore do seu Pomar. Esta, dizia ele, chama-se Judiciária e seus frutos possuem alta capacidade nutritiva e de correção dos desvios e desequilíbrios orgânicos. Mas, veja, está totalmente atacada de pragas e, nos rincões mais distantes, onde o solo é mais árido e os recursos mais escassos, quase não produz frutos. No entanto, acrescentou, meus assessores garantem que, em todo o reino, ela pode ser recuperada, reformulando-se a estrutura do seu código genético. Esta outra se chama Política, a mais atacada e deteriorada pelas pragas, mas que também pode ser regenerada, afiançavam os assessores. Trata-se de uma árvore de suma importância para a sobrevivência do Reino, quando se desenvolve sadia. Os seus frutos, cuja produção é abundante, garantem o alimento a todos os súditos do Reino, desde os mais ricos até os mais pobres, fomentando a estabilidade, a saúde e a harmonia da vida no Reino. Mas, doente como está, quase não produz frutos, para a tristeza, o desalento e a fome em todo o aglomerado social. No entanto, frisava o Rei diante do Grande Sábio, temos esperanças de que as reformas planejadas para dar um novo tratamento à árvore sejam de fato implementadas, de forma a promover a recuperação desta importante peça integrante do Pomar. E assim, o Rei ia apresentando ao Grande Sábio as demais árvores, tais como a Educanda, a Cultural, a Administração, a Força Federal, e tantas outras, todas  atacadas indistintamente por ervas daninhas. Mas, como as anteriores, passíveis de recuperação caso tratadas adequadamente, insistia a assessoria real. Uma delas, contudo, mereceu um destaque especial por parte do Rei e que despertou maior atenção do Grande Sábio. Seu nome: Força Pública que, segundo afiançou o governador real, há mais de dois séculos e meio vem produzindo frutos abundantes. No entanto, quanto a esta, afirmam os assessores do Rei, está irremediavelmente contaminada pelas pragas, sem condições de recuperação, pelo que deve ser extinta do Pomar. Insinuam que, destruindo a Polícia Militar, estarão eliminando as ervas daninhas conhecidas como a Violência Arbitrária, o Fascismo, o Despreparo, entre outras pragas, que seriam uma exclusividade daquela espécie. Mas, ela não vem produzindo frutos abundantes, inquiriu o Grande Sábio? Esclarecendo melhor, respondeu o Rei que, além de produzir frutos o ano todo, é uma árvore extremamente resistente, sendo nos recantos mais longínquos e inóspitos do Reino o único exemplar do Pomar a existir e a manter-se produtiva. Apesar de muitas vezes receber tratamento inadequado pela administração do Reino, ela sobrevive e mantém a sua produção frutífera que, naqueles rincões do Reino, são os poucos – senão os únicos – de que os súditos dispõem para saciar a fome. Acrescente-se que a madeira de seus troncos tem sido usada ao longo dos anos, pelos diversos setores do Reino, para a construção de obras nas áreas de Assistência Social, Saneamento Básico, Defesa Civil, Meio Ambiente, entre outras, e de estruturas de apoio e cobertura às atividades desenvolvidas pelos Poderes Constituídos do território real. Finalmente, verifica-se que a maior parte da sua produção frutífera se destina às classes mais carentes do Reino, sendo os seus frutos distribuídos em domicílio, inteiramente grátis e sem nenhuma burocracia, através de um telefonema, também gratuito, ou de um aceno de mão dirigido a qualquer de seus cuidadores. Então, por que exterminá-la e não buscar a sua regeneração como as demais, perguntou o Grande Sábio? Em resposta, disse o Rei que os seus assessores julgaram melhor extirpá-la do Pomar, enxertando os seus genes com os de outra espécie da mesma família, na esperança de se obter um resultado híbrido de melhor qualidade, igual aos que teriam sido alcançados por outros reinos distantes. Alertando o Rei, o Grande Sábio chamou a atenção para os enormes riscos de tal experiência genética, questionando se os assessores tinham o pleno domínio do assunto, sobretudo

CRISE MORAL SEM PRECEDENTES NA HISTÓRIA BRASILEIRA

Um cachorro morre durante um voo e se torna manchete de primeira página em toda a imprensa, autoridades, artistas influenciadores mostram indignação nos espaços possíveis. Milhares de pessoas estão ilhadas, morrendo afogadas, famintas, desabrigadas na maior tragédia climática do Rio Grande do Sul e o que vemos são manchetes exaltando a “explosão de liberdade” em um show pornográfico transmitido ao vivo em rede nacional e sem limite de idade – é assim que protegem nossas crianças? O presidente da nação visita o Estado e disse que vai torcer pelos times de futebol locais. Em seguida faz um sobrevoo por algumas regiões, regressa a Brasília e envia 3 mil homens das forças armadas (média de 5 militares por regiões devastadas) para auxiliar na tragédia, note-se que são 300 mil militares na ativa. Havia mais funcionários públicos envolvidos no show da Madonna do que auxiliando na tragédia. A definição de prioridades nas operações de socorro definidas pela defesa civil RS, é um espanto: 9 pacientes morreram em um hospital depois de passarem mais de 8 horas aguardando socorro, enquanto presos da penitenciária de Charqueadas eram transferidos para locais seguros. Operações especiais da receita estadual estão impedindo a entrada de carretas com auxílio para as vítimas, porque não possuem nota fiscal (a maioria é DOAÇÃO). Donos de postos de gasolina e estabelecimentos comerciais aumentam os preços para tirar proveito da situação. Aviões e helicópteros particulares, Jipeiros, trilheiros, motociclistas, jetskys, mateiros e outras vertentes da sociedade organizada se amontoam nas operações de socorro, enquanto autoridades e forças de segurança estadual e nacional batem cabeça totalmente descoordenadas e atordoadas e por mais abjeto que seja, o governador do estado pede envio de Pix para ajudar nas ações sob responsabilidade pública. Perdemos totalmente noções básicas de civilidade, organização moral ou solidariedade, enquanto somos conduzidos ao cadafalso por políticos inescrupulosos, corruptos e vis. Governantes mal-intencionados não investem em educação, ao contrário, procuram destruir e eliminar quaisquer atividades básicas para a informação e formação do caráter infantojuvenil, porque têm a certeza de que o conhecimento LIBERTA O POVO. Triste sorte, triste sina… “e la nave va”!

LIBERDADE AINDA QUE TARDIA

O Povo Brasileiro é paciente e esperançoso, mas não é frouxo, a despeito das demonstrações de frouxidão de sua liderança executiva, judiciária e parlamentar! Procuram desmerecê-lo, irritá-lo, na certeza de que o faz de idiota. Pobres coitados, àqueles que se empreendem nessa jornada inglória, dificultando-lhe a liberdade ainda que tardia! Tem sido assim, desde os anos de 1537. Começou na colonização iniciada pelos portugueses, com as subsequentes mazelas praticadas, ao redor do mundo, seguida com a escravização e deportação dos africanos. Havia liberdade, aos primeiros moradores, legítimos donos da terra, perseguidos e eliminados na movimentação conquistadora dos novos entrantes. A riqueza do solo brasileiro despontou, à flor d’águas, na Capitania caixa-d’água da Colônia mais importante do além-mar. Descobriram-se as muitas preciosidades, abrindo-se os olhos e os interesses gananciosos dos povos poderosos ao domínio daqueles do aquém-mar. Confirmadas as disputas dos bens-sem-donos, proliferaram-se em mil e uns conflitos, em cada quilômetro quadrado existente. A historiografia brasileira enriqueceu muito, com os preciosos relatos de variados e renomados pesquisadores, de fora e de cá. Neles, encontram-se expostas milhares de páginas sobre as políticas e suas consequentes refregas brasileiras, nunca dantes vistas. Tornaram-se públicos, dalém dos palácios pomposos, engrossando o questionamento: como conter os desmandos politiqueiros e desqualificados, sustentados e endossados pelas lides judiciais descabidas e nada honrosas? Os desmandos politiqueiros e desqualificados A quem pertenciam os bens gerados na gratuita natureza, foi a causa inquietadora do sono de muito governante, honesto ou desonesto? A indagação, originada no oriente distante, firmou-se consolidadora de motivos causadores de discórdia entre os homens de variados tempos. Percorreu distâncias inimagináveis, transpôs oceanos, chegou à América Portuguesa. Aqui, e em outras partes do mundo, ocorreu, no período Setecentista, a movimentação rumo à liberdade. As diversas dificuldades – entre elas, as distâncias, parcas mobilidades e meios de comunicações – foram superadas. Os libertários esperavam, que surgiriam, com certeza, no horizonte, os primevos pigmentos de uma luz grandiosa… Chegaram, noutras plagas, vitoriosos e radiante… menos aos brasileiros. Na ambicionada e rica terra, vicejavam os desgovernos e as vergonhosas ações gestoras, unidos num propósito ganancioso. Violências hediondas grassaram em muitos cantos do solo pátrio brasileiro, notadamente na Região Sudeste, ao menos em duas épocas distintas. Nos áureos anos setecentistas, segundos registros historiográficos, ocorreu uma delas, descritos em seguida: (…) Abreu Vieira, português natural de Braga e tenente-coronel da cavalaria auxiliar de Minas Novas era, por sua vez, protetor e padrinho da filha ilegítima do alferes Joaquim José da Silva Xavier, comandante do importante destacamento que, no princípio do decênio de 1780, patrulhava a estrada para o Rio de Janeiro, sobre a serra da Mantiqueira – entre Mathias Barbosa e Igreja Nova.[1](56) Silva Xavier, apelidado Tiradentes devido a ocupar-se, secundariamente, de remover dentes e colocar novos feitos de osso, tinha, antes de ingressar na carreira militar em 1775, sido um malsucedido mineiro em Minas Novas. Aspirava unir-se em matrimônio à sobrinha de Oliveira Rolim (…) [2](57) (Maxwell, 1973, p. 164). Vencidos os tempos, entre disputas inglórias e outras vitoriosas, aproximávamos do segundo milênio, em meio a muitos mitos e bugs. As conquistas científicas da última metade do Século XX sinalizavam a superação de muitos desafios e novidades de tempos melhores à qualidade de vida mundial. As Tecnologias das informações e das comunicações (Tics) patrocinaram nova realidade aos habitantes da terra, com a aproximação, visual e audível, das pessoas distantes, no contexto da desejada globalização. No Brasil, buscava-se adaptar à realidade vigente, diante das possibilidades do avizinhamento favorável ao desejado desenvolvimento. Na perspectiva brasileira, o reordenamento constitucional fazia-se necessário, em consequência das muitas conquistas almejadas. Promulgada em 5 de outubro de 1988, a sétima e mais palavrosa de todas as constituições passou a viger, iniciando-se a Nova República. Nos trinta e seis anos de vigência da Constituição Cidadã, assistiu-se ao crescimento do Estado Brasileiro, carente de reformas emergentes, sob a batuta politiqueira e desqualificada. Nos cinco primeiros anos, na era dos planos econômicos, os brasileiros amarguraram, às duras penas, situações inflacionárias jamais vistas. Houve ligeira calmaria, política e econômica, após a renúncia do primeiro presidente eleito pelo povo e a efetividade da nova moeda – o Real – equiparada ao Dólar Americano. Desde a última década do Século XX e nesses anos do Século XXI, diversas atitudes de governantes da Nova República tornaram-se, publicamente questionáveis, e a multiplicidade de partidos políticos ampliou a corrupção política. Com o surgimento da Lava-Jato, estimava-se a existência de quadrilhas constituídas por políticos brasileiros, na maioria das Unidades da Federação. Ao lado disso, surgia ao redor do mundo o denominado ativismo judiciário, situação desfavorável à sustentação saudável de uma República harmônica e coesa. Cúmplices e devedores, os membros dos Poderes da República se inquietaram, após um processo de impeachment da Chefe do Executivo e prisões de líderes políticos brasileiros. Renascia a expectativa de fortalecimento do Estado à condição de agente da Sociedade Brasileira. Ampliou-se, ainda mais, após a eleição e constituição de um dos melhores governos da Nova República, em meio à fatídica pandemia mundial. Vivenciamos, desde janeiro de 2023, situações caóticas, diante de muitas incertezas. Não se vislumbra um cenário crescimento, ao contrário, há possibilidades nada alvissareiras, na perspectiva do Dólar Americano valendo R$5,20. Há insegurança diversificada e muita, muita mentira, propagada nos ares brasileiros. A sustentação e o endosso das lides judiciais descabidas e nada honrosas A despeito dos distintos momentos politiqueiros e desqualificados, havia expectativas de tempos melhores e adequadas condições de vida à desejada felicidade das pessoas. Com o tempo, esperava-se – principalmente, dos praticantes da desejável Justiça, qualificados no seu cânon sagrado – a proteção devida. Não foi o que aconteceu naqueles anos setecentistas, no julgamento dos acusados de conspiradores. De volta aos registros historiográficos citados anteriormente, é oportuno expor, neste 21 de abril de 2024, como foi a sentenciamento daqueles que aspiravam a Liberdade ainda que tardia. Eis os registros do 21 de abril de 1792: (…) Todas as sentenças, salvo a do alferes Silva Xavier, foram comutadas em banimento.[3](81). O espetáculo estava quase no fim. Na manhã de 21 de abril

ATUALIZANDO O TREM-BALA DE JAIR BOLSONARO

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Por Neimar Fernandes – Jornalista Parece que o “trem-bala” conduzido por Jair Messias Bolsonaro, vulgo Johnny Bravo, continua ultrapassando barreiras, mas os apitos e barulhos ficam por conta dos descontentes. Se o Tarcísio Gomes de Freitas não parar, agora é São Paulo que vai passar todo o Chile em infraestrutura. Se o Paulo Guedes não parar de assessorar, informalmente o Milei, nossa economia, em breve estará pedindo ajuda a Argentina, que com apenas 2 meses já atingiu o primeiro superavit dos últimos 12 anos. Se Ricardo Salles não parar de gritar, espernear e continuar a brilhante atuação como deputado federal, o mundo entenderá COMO respeitar a natureza de fato deixando os ambientalistas desesperados. Se Damares Alves não parar, pedófilos e estupradores entrarão em extinção…. todas as crianças terão a sua infância protegida e respeitada….e vamos ser referências mundiais no verdadeiro significado de Direitos Humanos. Marajó, nunca mais! Se Tereza Cristina não parar de lutar no senado, o agro vai conseguir respirar e vencer essa covardia oficial instalada. Se Jair Messias Bolsonaro não parar, ele fará toda a diferença em 2024 e em 2026, arrastando multidões para desespero dos manipuladores. Se o povo não parar de apoiar o Jair Messias Bolsonaro, teremos uma Direita liderando o conservadorismo mundial emparedando os globalistas. A Caravana passa., mas os cães já não são temidos e mordem cada vez menos. Eis que a esperança ressurge no coração da nação brasileira. 25 de fevereiro FOI GIGANTE e mostrou-se IRREVERSÍVEL. Tomara que seja pelo bem, para contradizer o dito popular. A mão armada e o braço forte, estão contundidos, mas começando a sentir um misto de dor e necessidade de cura. Na obra de Hannah Arendt, o momento em que a ficção construída pelo regime se torna mais visível é justamente quando o movimento encontra seu fim. Sem a força da organização totalitária, a artificialidade do movimento se torna evidente.

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