QUAL É A QUESTÃO MAIS CRÍTICA PARA O POLICIAMENTO EM 2025?

Perspectivas para 2025 – Fevereiro A nova proposta pela a Revista da IACF – POLICE CHIEF, no mês de fevereiro, procurou saber sobre a questão mais crítica para o policiamento em 2025. Destacam-se, em seguida, as respostas dos policiais: William D. Walsh, Capitão, Departamento de Polícia de Voorhees, Nova Jersey; Raj Mander, Inspetor, Serviço Policial de Surrey, Colúmbia Britânica; Faisal Mukhtar, Superintendente Sênior de Polícia, Polícia de Khyber Pakhtunkhwa, Paquistão e Patrick E. Orender Jr., Comandante de Vigilância – Capelão, Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. Para William D. Walsh: “O pessoal continuará sendo uma questão crítica no futuro previsível. Pessoal é um conceito amplo, mas a escolha da palavra é proposital. Primeiro, o funcionário tradicional de 25 a 30 anos que trabalha para sua aposentadoria e vê o policiamento como sua única paixão e fonte de renda familiar não existe mais na maioria da força de trabalho atual. Os funcionários de hoje querem ver seu trabalho cuidando deles e de suas famílias agora, não apenas na aposentadoria. Eles esperam que as agências se importem com sua segurança física e psicológica. Incentivos como rodízio de cargos, treinamento baseado em evidências para o aluno adulto versus um campo de treinamento ou abordagem de trote, justiça processual interna como parte da cultura da agência são vitais. Outros investimentos em uma organização saudável incluem reembolso de educação, flexibilidade e voz na programação, programação de saúde e bem-estar, instalações de condicionamento físico, licença parental e assistência infantil. Finalmente, o pessoal busca métricas de desempenho que estejam alinhadas com a missão da agência e as expectativas da comunidade com um foco genuíno no desenvolvimento e enriquecimento dos funcionários como parte do processo de avaliação. Os departamentos já entrevistaram os candidatos. A tendência agora é que os candidatos entrevistem o departamento. O pessoal atual que é responsável por recrutar, contratar e treinar (tanto em academias quanto em treinamento de campo) reconhecendo e aceitando essa mudança de paradigma ajudará as agências em esforços bem-sucedidos de recrutamento e retenção, ao mesmo tempo em que fará com que os membros da nossa equipe se sintam vistos e valorizados. Raj Mander opinou que: O bem-estar dos membros será uma das questões mais críticas que o policiamento enfrentará no próximo ano. Policiais e equipe de apoio enfrentam regularmente uma ampla gama de traumas e estressores, muitas vezes em altas frequências. Muitas agências em todo o mundo estão investindo no cuidado e bem-estar dos membros, empregando abordagens criativas e inovadoras. No entanto, as restrições de financiamento continuam sendo uma barreira significativa, pois os salários e outros custos fixos dominam os orçamentos do policiamento, deixando recursos limitados para o suporte da equipe. Como líderes policiais, devemos conscientizar e defender o aumento de recursos nessa área. Embora o recrutamento frequentemente ocupe o centro das discussões sobre prioridades policiais, acredito que o foco deve ser cuidar e reter nossos membros atuais. Sua experiência e bem-estar são inestimáveis para o futuro e a estabilidade da profissão. Por sua vez, Faisal Mukhtar, afirma que: O problema mais crítico que afeta todas as organizações policiais ao redor do globo será a crescente ameaça de crimes digitais. Os criminosos estão explorando cada vez mais os avanços técnicos para cometer crimes digitais. De acordo com a Cybercrime Magazine , com os custos do crime cibernético projetados para exceder US$ 10,5 trilhões até 2025, acima dos US$ 3 trilhões em 2015, o impacto das ameaças digitais é enorme. Elas introduziram uma gama totalmente nova de crimes, que eram desconhecidos há uma década. Para enfrentar esse desafio, a liderança policial deve ser proativa e inovadora, concentrando-se na alocação de recursos para ferramentas investigativas avançadas, adaptação a mudanças, aquisição de novas habilidades e colaboração com especialistas em tecnologia. Ao final, Patrick E., enfatiza que: No próximo ano, a questão mais crítica que a polícia enfrentará será garantir um suporte robusto para o pessoal. Os policiais enfrentam imenso estresse, de incidentes menores a grandes crises. Estabelecer uma equipe de suporte de resiliência forte e programas de assistência de pares é essencial. Esses programas fornecem uma rede de suporte para os policiais lidarem com estressores pessoais e profissionais, aumentando sua resiliência e eficácia. As agências com recursos limitados devem fazer networking com as vizinhas para compartilhar recursos. Ao investir em saúde mental e bem-estar, as agências demonstram seu comprometimento com sua força de trabalho, garantindo que os policiais permaneçam focados, engajados e prontos para servir suas comunidades de forma eficaz. Manter uma força de trabalho saudável é crucial não apenas para as operações atuais, mas também para melhorar a retenção e o recrutamento, pois um ambiente de apoio atrai e mantém profissionais resolutos. Fonte: IACP – Police Chief. Perspectivas para 2025 – Janeiro. Perspectivas para 2025 – Março.
AS GEOPOLÍTICAS DO PRESIDENTE DOS EUA, DONALD TRUMP.

Brasil é membro do BRICS, onde há países antagônicos aos EUA. Como isto afeta o agronegócio brasileiro? Dentre os decretos assinados pelo recém empossado presidente dos EUA, Donald Trump, três deles têm repercussões internacionais que podem afetar os interesses do Brasil, inclusive os do agronegócio. O primeiro é o favorecimento aos produtos e serviços “made in USA”. O que implica sobretaxar produtos importados pelos EUA. Neste aspecto, o setor rural brasileiro deve ficar atento ao movimento “Fazendas aqui, florestas lá” apoiadores da eleição de Trump. O segundo é o distrato da participação dos EUA ao Acordo de Paris e a desfiliação da OMS (Organização Mundial da Saúde). Significa que os EUA passam a realocar internamente os recursos que seriam gastos com reparações climáticas e com a gestão internacional da saúde. Na questão ambiental, a saída do Acordo de Paris significa a diminuição do Mercado de Carbono, pois os EUA seriam um dos maiores financiadores de projetos ambientais em outros países. O Brasil perde uma fonte importante de recursos. O terceiro é a utilização de forças militares para reprimir o fluxo imigratório ilegal. Neste caso, a necessidade da intervenção militar pode ser interpretada como um duro recado aos países que fecham os olhos às emigrações ilegais de seus cidadãos, contrariando as leis internacionais da obrigatoriedade da obtenção do visto de entrada a um outro país. Recentemente, o Brasil foi um dos países signatários da nota de protesto à política de deportação do governo Trump. O documento foi assinado durante a reunião sobre “Mobilidade Humana na Rota Norte do Continente” conjuntamente com o México, Venezuela, Haiti, Honduras, Cuba, Guatemala, El Salvador e Colômbia. O que pode passar a impressão de ser uma nação condescendente com a emigração não documentada. Geopolítica multipolarizada Ao priorizar os assuntos internos estadunidenses, o presidente Trump abandona de vez a Doutrina Truman. Instituída no pós-guerra para conter a expansão internacional do comunismo, a Doutrina é um conjunto de cooperações econômicas dos EUA com outros países. Foi muito utilizada para preservar os interesses estadunidenses no plano internacional por meio de compensações. A Doutrina fazia sentido enquanto a geopolítica mundial era bipolarizada entre os EUA e a URSS. Atualmente, com um mundo multipolarizado, os EUA dividem a atenção com os seguintes blocos geopolíticos: União Europeia, BRICS, a comunidade muçulmana internacional liderada pelo Irã, e os países de interesses avulsos, dominados por forças paramilitares do narcotráfico ou de viés terrorista. Apesar de o Brasil ser um país membro do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, bem como por outros membros recém-admitidos – Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, a diplomacia brasileira é reconhecida por ser pragmática, o que pode manter saudáveis as relações nacionais com os EUA. O BRICS, como sabemos, reúne, dentre seus países membros, o Irã, que tem os EUA e Israel como inimigos declarados. O grupo reúne também outros países com grandes poderes de influenciar as relações econômicas internacionais, tais como a China, a Rússia, a Índia e as nações árabes endinheiradas pelo petrodólar. Balança comercial Quanto ao comércio bilateral Brasil-Estados Unidos, por questões de interesses empresariais entre ambos os países, o volume das importações e das exportações deve se manter nos mesmos patamares. Atualmente, exportamos para aquele país petróleo, aço, ferro, café, carnes, suco concentrado de laranja e aviões. Os principais produtos importados dos EUA são adubos e fertilizantes, motores de avião, gás natural, gasolina, carvão mineral, óleos lubrificantes, medicamentos e produtos farmacêuticos. Em termos de valores, existe um equilíbrio entre o montante arrecadado com as exportações e o gasto nas importações. Quando se trata de investimentos diretos, os EUA são de longe o país estrangeiro que mais aplica recursos no Brasil, tanto no capital de empresas quanto em fundos de investimentos de risco. Big techs O decreto presidencial de proibição dos filtros de censura nas redes sociais utilizadas pelos norte-americanos, apesar de ter abrangência interna, reverbera em outros países. No Brasil, a política nacional de combate à desinformação, exige que as empresas detentoras de redes sociais, mantenham filtros que impeçam a replicação de assuntos considerados insufladores pelo governo. Essa exigência causou divergências entre a rede social X, de Elon Musk, e as esferas judiciárias brasileiras. Uma das consequências é o processo de substituição pelo governo brasileiro dos sistemas de acesso à internet via satélite da Starlink, de propriedade de Elon Musk, pela sua concorrente chinesa SapaceSail. Recentemente, Mark Zuckerberg se rendeu às exigências brasileiras e ordenou que o Facebook, WhatsApp e o Instagram mantivessem, no Brasil, os seus filtros controladores de desinformação. À exceção de Bill Gates da Microsoft, os principais investidores norte-americanos nas Big Techs (Google, Facebook, Amazon, além de Elon Musk) participaram efusivamente da posse de Trump, de quem ouviram a concessão de investimentos públicos no desenvolvimento da inteligência artificial, na exploração espacial e em moedas digitais. O fato de o empresário Elon Musk participar diretamente na equipe de gestão do governo Trump não significa oposição ao governo brasileiro, considerando que todo grande empresário toma atitudes pragmáticas. O agronegócio e o carbono internacional A geração de carbono decorrente de atividades rurais passou a ser um pretexto para impor restrições do acesso ao mercado internacional, tendo como alvo principal o Brasil. Apesar de praticamente não existir atividade produtiva isenta do lançamento de carbono na atmosfera, por razões geopolíticas, o setor rural passou a ser alvo de barganhas comerciais muitas vezes em detrimento do Brasil. Como terceiro maior produtor rural mundial, e diante das restrições à emissão do carbono agropecuário por alguns países, o Brasil passou a exportar para a região mais populosa do planeta, as nações localizadas na Ásia. O que mexeu com o xadrez geopolítico das nações hegemônicas. Desde a Doutrina Truman, os EUA fizeram da exportação de alimentos uma política de troca de interesses a título de ajuda humanitária. Assim, o governo dos EUA era os maiores compradores da produção agrícola local, o que deixou os agropecuaristas norte-americanos numa zona de conforto. Em tempos onde o carbono agropecuário virou moeda de
ASPIRANTES 1970 / PMMG: UMA TURMA ESPECIAL

Marcílio Fernandes Catarino (*) No já distante ano de 1967, um grupo de jovens sonhadores dos diversos rincões do Estado Mineiro e dos estados do Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, vencedores do certame para o Curso de Formação de Oficiais (CFO), davam início a uma longa jornada, que transformaria a vida de todos. Fora acesa, naquela época, a “Chama do Archote” que, no início, tremulava tênue e incerta. Vivia o país o terceiro ano do Regime Militar, quando o Exército, atendendo ao pujante apelo de praticamente toda a sociedade brasileira, impediu a instalação do Regime Comunista no país, que teve na pessoa do então Presidente da República João Goulart seu principal articulador. Esse movimento cívico-militar, cuja real história e motivação foram corrompidas e deturpadas pelas narrativas esquerdistas, contou com a atuação preponderante do governador do Estado de Minas Gerais, com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, da Igreja Católica, do setor empresariral e da grande mídia nacional. Cedendo às pressões que se seguiram, o Presidente João Goulart abandonou o cargo se exilando no Uruguai, pelo que foi declarada a vacância pelo Congresso Nacional, com as consequências que já são do conhecimento público. Foi nesse ambiente, com o país retomando o império da lei e da ordem, que a turma dos Aspirantes 1970, da qual sou honrosamente integrante, iniciou sua formação militar (literalmente), já que a ênfase na formação e treinamento nas Polícias Militares era voltada, prioritariamente, para a preparação seus efetivos como forças auxiliares reservas do Exército Brasileiro, nos termos da Carta Magna do país. Não seria um exagero afirmar-se que aquelas Polícias Militares, que tratavam com extremado rigor os preceitos disciplinares e hierárquicos, o culto aos mais sagrados valores éticos e morais e os memoráveis feitos de bravura e heroísmo de seus antepassados, já não mais existem, engolidas que foram pela inevitável modernização das sociedades e, especialmente, da tecnologia. Todavia, jamais se afastaram do culto à Hierarquia e a Disciplina, bem como aos mais elevados preceitos da ética e da moralidade. Nesse contexto, fomos preparados com esmero no domínio das matérias militares, como a Ordem Unida, a Maneabilidade, as Operações Militares diversas, a Preparação do Terreno nas ações de combate, o Armamento e Tiro (em que éramos desafiados a montar e desmontar um fuzil com os olhos vendados), entre outras, tudo visando nos preparar para “combater e neutralizar o inimigo”. O dia 02 de julho de 1969, pouco mais de um ano antes da nossa formatura, se revelou com uma grande surpresa: a publicação do Decreto-Lei 667, que tratava da reorganização das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, Territórios e do Distrito Federal, e outras providências. Como destaque principal, entre as diversas alterações para a área da Defesa Social, o aludido documento atribuía às PM a competência para o exercício da polícia ostensiva, COM EXCLUSIVIDADE. Extraordinária mudança de rumos para as Forças Públicas Estaduais…! De repente – não mais do que de repente – as PM se viram na contingência de mudar o foco da formação dos seus efetivos, preparando-os para a nova missão, a POLÍCIA COMUNITÁRIA, praticamente inexistente, mas que se podia notar ainda muito incipiente, de modo particular nas diversas frações destacadas nos municípios do Interior Mineiro. Faltava aos destacamentos, com raras exceções e na nossa modesta visão, não apenas uma doutrina de emprego consolidada, mas, sobretudo, uma interação entre os comandantes e os diversos segmentos representativos da sociedade local. As relações e contatos, quando exigidos pelas circunstâncias, eram tão somente protocolares. O que fazer, então, com o cabedal de conhecimentos auferido nos quatro anos do CFO, muitos se perguntavam…! Somente anos mais tarde constatamos que nenhum aprendizado se torna inútil ou se perde com o tempo. A higidez física, ética e moral, o profundo aprimoramento do conhecimento intelectual, aliados à força mental desenvolvida e ao compromisso com os resultados, valiosos legados da Antiga PM, foram fatores fundamentais para o sucesso da nossa atuação no campo da Polícia Ostensiva. Assim, praticamente às vésperas da nossa formatura, deixávamos de ser os “Soldados de Guerra”, para nos tornarmos os “Anjos da Guarda”, com a sagrada missão de proteger e socorrer “com qualidade e efetividade”. Com a nossa formatura, no dia 11 de dezembro de 1970, partimos para as Unidades em que fomos classificados, com o grande desafio de contribuirmos para com a implantação e consolidação de uma nova “Nova PM”. Da mesma forma e confiança com que iniciamos a carreira na “Antiga PM”, nos empenhamos na intensa busca de processos que contribuíssem para com o rápido aprimoramento da estrutura organizacional e a consolidação de uma doutrina de emprego da Nova Força Pública, que a tornasse compatível com as necessidades dos novos tempos. A ciência e a tecnologia, que experimentavam forte impulso desenvolvimentista à época, nos ofereceram um extenso campo de pesquisas e de suporte. Vários foram os Aspirantes 1970 que tiveram participação de destaque nesse esforço ingente, tanto no setor administrativo quanto no operacional, cujos avanços colocaram a Força Pública Mineira na vanguarda do processo de renovação institucional, que envolveu todas as Polícias Militares do país. Um momento extremamente importante no caminhar evolucionário da corporação, em que foram edificados os novos pilares que iriam sustentar a Corporação Renovada, bem como os inevitáveis avanços que, certamente, seriam exigidos futuramente. Ressalte-se como importante fruto desse esforço a inauguração do novo Centro de Operações Policiais Militares (COPOM), ainda na década de 1970, o primeiro inteiramente informatizado do continente Latino-Americano. Essa vivência num ambiente de verdadeira dicotomia nos permitiu a conquista de uma experiência “sui generis”, até então não experimentada por nenhuma outra turma. Conquista que, em absoluto, não nos tornou melhores do que as demais turmas, mas especialmente diferentes. A rica e bicentenária história da nossa gloriosa PMMG nos demonstra que, em cada época, ela sempre correspondeu aos elevados anseios da sociedade, o que lhe garantiu o honroso título que lhe foi prestado de “Patrimônio inalienável e reserva moral do povo mineiro”. Prova inconteste do valor e compromisso, sempre presentes, de
COMO CAPACITAR POLICIAIS PARA APOIAR E ATUAR COM JOVENS EM SUAS RESPECTIVAS COMUNIDADES?

Perspectivas para 2025 – Janeiro A Revista da IACF – POLICE CHIEF, propôs, para o mês de janeiro, o seguinte questionamento: Como capacitar Policiais para apoiar e atuar com Jovens em suas respectivas Comunidades? Foram selecionadas as respostas dos seguintes profissionais: Cecilia Ashe, Chefe de Polícia, Departamento de Polícia de Milford, Delaware; Dave Klug, Comandante, Departamento de Polícia de Irvine, Califórnia; Karonienhawi Thomas, Sargento Detetive – Divisão de Investigação Criminal, Departamento de Polícia Tribal Saint Regis Mohawk, Nova York; Jason Kew, Inspetor Chefe de Detetives (aposentado), Polícia de Thames Valley, Reino Unido e Shannon Blackamore, Capitão, Extensão Comunitária, Saúde Mental e Gestão de Emergências, Departamento de Polícia da Cidade de Madison, Wisconsin. No entendimento de Cecilia Ashe: “A base para capacitar os jovens começa com nossos agentes de recursos escolares. Nós construímos sobre esses relacionamentos para abordar imediatamente qualquer uma das necessidades dos nossos jovens. Nós colaboramos com as partes interessadas da comunidade para participar do engajamento dos jovens por meio de programas como Cops and Bobbers, um programa onde os policiais ensinam os jovens a pescar, bem como as habilidades de vida de paciência e resiliência. Nós capacitamos nossos jovens trabalhando com o Boys and Girls Club de Milford e ouvindo as preocupações dos nossos jovens, não presumindo saber quais são seus problemas. Finalmente, temos um forte programa de estágio com nosso distrito escolar local para formar futuros líderes, o que expõe nossos jovens às funções diárias de um departamento de polícia e aos recursos necessários para proteger a comunidade que servimos. Ao implementar essas estratégias, construímos relacionamentos mais fortes com nossos jovens e promovemos uma comunidade mais segura e solidária.” O Comandante Dave Klug, respondeu que: “Desafios antes típicos de estudantes do ensino médio agora estão impactando os alunos do ensino fundamental. As consequências do fechamento de escolas relacionadas à COVID-19 e a influência generalizada das mídias sociais levaram ao aumento da depressão, tendências suicidas e menor bem-estar emocional entre nossos jovens. O Departamento de Polícia de Irvine respondeu adaptando nosso programa SEAMS (Students Empowered at Middle School) para lidar com esses desafios do mundo real. Nossos policiais colaboram com a equipe do City of Irvine Youth Outreach para fornecer atividades interativas que criam confiança, melhoram a tomada de decisões e promovem a resiliência em jovens adolescentes que enfrentam desafios semelhantes aos de adultos. O SEAMS complementa nossos programas existentes para jovens, criando uma abordagem abrangente. Testemunhamos o SEAMS transformar vidas jovens e fortalecer os laços entre a comunidade e a polícia, reafirmando nosso compromisso de empoderar os jovens durante esses anos críticos e formativos.“ A Sargento Detetive Karonienhawi Thomas, manifestou-se, afirmando que: “Criamos lugares seguros onde os jovens se sentem ouvidos, acreditados, seguros e vistos. Somos testemunhas da turbulência do que a vida tem a oferecer e das dificuldades do que pode ocorrer em circunstâncias que não têm nada a ver com eles ou com suas escolhas, às quais são prejudicados, impactados e interrompidos. Nesses momentos delicados, os jovens precisam ser ouvidos, vistos e acreditados. Como caminhamos por esses tempos e espaços com eles será para sempre uma memória e a impressão que eles terão de nós como pessoas e de nossa profissão. É preciso um adulto de confiança para melhorar a taxa do fator de segurança o suficiente para fazer a diferença. Quando os valorizamos o suficiente para ouvir — para ouvir, sintonizar o suficiente para nos vermos em seus sapatos — fazemos o trabalho sem muito trabalho..” Jason Kew, Inspetor Chefe de Detetives (aposentado), respondeu, explicando que: “A linguagem importa! Até mesmo a palavra “juventude” dentro desta questão parece condescendente, até mesmo desdenhosa. Só podemos empoderar e apoiar os jovens juntos — com eles, não para eles, pois isso é patriarcal. Tenho experiência trabalhando em parcerias de segurança comunitária, um coletivo de autoridades eleitas e figuras seniores. A mudança só começou a ocorrer quando os jovens foram incluídos nesses ambientes estratégicos — sendo ouvidos e oferecendo críticas e soluções. A voz da criança é a voz mais importante que precisamos ouvir. Afinal, só podemos policiar com o consentimento do público, incluindo os jovens. Como podemos melhorar a vida de nossas comunidades e das gerações futuras quando excluímos involuntariamente aqueles que mais importam? Os jovens importam, eles cuidarão de nós em breve.” O Capitão Shannon Blackamore, entende que: “Empoderar e apoiar os jovens em nossa comunidade é baseado na fundação de transparência e consistência por agências policiais. A polícia empodera e apoia os jovens por meio de fortes parcerias comunitárias com partes interessadas e programação para jovens focada em respeito mútuo e vulnerabilidade. Fornecer programas interativos e culturalmente relevantes que envolvam os jovens em tópicos de conhecimento de seus direitos, interação com a polícia e forte tomada de decisão é fundamental para promover o empoderamento dos jovens, o que ajuda a remover o véu do medo, segredo e insegurança durante as interações policiais. Os policiais que se envolvem em divulgação para jovens e parcerias com a comunidade devem perceber que o empoderamento e os relacionamentos de confiança prosperam em nossa capacidade de fornecer programação e divulgação que sejam consistentes e relevantes. Finalmente, conversas corajosas sobre a profissão, lideradas por jovens, realmente os empoderam.” Fonte: IACP – Police Chief. Perspectivas para 2025 – Fevereiro. Perspectivas para 2025 – Março.
SONETO À FRATERNIDADE UNIVERSAL

Soneto à Fraternidade Universal. João Bosco de Castro.* Ano-Novo: primeiro de janeiro… Janela do Palácio do Amor-Vida, Oficina do Artista-Carpinteiro Para o Templo da Paz por Acolhida! Ano-Bom: do relógio o irmão ponteiro, Sol-Clarim desta Aurora bem-tecida Pelo Artesão-Maior do Mundo inteiro: O Sábio-Deus, Essência da Luz-Vida! Ano-Todo: carreira da Mão-Dia, Polegar — o tal Gênio da Mão-Faz: Saber-Sabedoria colossal!… Eis a Festa divina da Alegria: Chã mensagem de Fé, Amor e Paz — Monumento Fraterno-Universal!… Bom Despacho – MG, Hora Zero de 1º de janeiro de 2025. * João Bosco de Castro (1947—) : Carpinteiro de metáforas nas Barras do Capivari-Picão. Policiólogo Militar: Professor Titular e Emérito da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, autor do Livro-Poema Elogio à Criação e outras Obras. Presidente Ad-Vitam da Academia de Letras dos Militares Mineiros Capitão-Médico João Guimarães Rosa e Presidente da Academia Epistêmica MESAMARIANO (vinculada à Fundação Guimarães Rosa – FGR). Professor de Línguas e Literaturas Românicas e Ancestrais.
2025 – SEMEANDO ESPERANÇAS

Marcílio Fernandes Catarino (*) Encerra-se mais um ciclo de vida, para o florescer de um Ano Novo. Que seja de fato e verdadeiramente um Novo Ano, pois não há crescimento e evolução sem mudanças. Libertar-se de hábitos e preconceitos arraigados e de sistemas de crenças limitantes e manipuladores, que nos fizeram esquecer de quem realmente somos. É um momento muito especial, mágico e único, nunca vivenciado pela Humanidade, que sinaliza os momentos finais de uma Transição Planetária, que culminará com o momento apoteótico da Ascensão do nosso amado Berço Cósmico, o Planeta Mãe/Terra. A oportunidade nos convida à reflexão sobre o nosso papel no seio social; da contribuição Positiva que cada um pode dar para a consolidação de uma convivência verdadeiramente harmoniosa e pacífica. Creio que todos estão percebendo que a Nossa Casa Planetária, neste plano físico, está passando por grandes transformações, sobretudo nas áreas sociopolíticas e econômicas, sensivelmente agravadas por inúmeros fenômenos geofísicos e climáticos, de dimensões extraordinárias, que se manifestam mundo afora. Por mais dores e sofrimentos que elas possam nos causar, mister se faz entender que são transformações necessárias à limpeza do caos em que foi lançado o nosso belo planeta. Portanto, não como “castigo divino”, mas atraídas pelas nossas semeaduras equivocadas e infelizes, que coletivamente fizemos ao longo da vida. A semeadura é livre, mas a Colheita é obrigatória, nos alertou o Rabi Nazareno, nos seus ensinamentos de Luz e Amor. Não obstante, temos presenciado inúmeros irmãos caindo no desalento, no descrédito, na desesperança, deixando-se levar pela indignação e pela revolta estéreis, dando impulso a mensagens e atitudes não amorosas, em face dos acontecimentos do cotidiano, que só contribuem para com o aumento das dores e sofrimentos. Insistimos, por oportuno, que manifestar indignação e revolta aumenta ainda mais o caos que já se manifesta no mundo, alimentando uma onda energética densa e extremamente negativa, que repercute no campo eletromagnético e frequencial de todos nós. Façamos, pois, de 2025 um ano de ESPERANÇAS, que seja de fato melhor do que o ano que ora se finda. Não do verbo “ESPERAR”, de ficar inerte à espera de milagres que não vão acontecer. Mas do verbo “ESPERANÇAR”, que nos impulsiona às mudanças que nos tornem, em cada amanhecer, melhores do que o fomos no dia que passou. No íntimo profundo de cada um de nós existe a mesma Força Criativa de Vida. Somos em essência Centelhas Divinas, irmãos e filhos da mesma Fonte Criadora, Deus/Pai/Mãe, que AMA a todos indistintamente, razão por que TODOS SOMOS UM. Amor que, como o Criador Supremo, devemos doar mesmo àqueles de quem momentaneamente possamos divergir, por estar seguindo caminhos deferentes. Espalhemos, portanto, a LUZ que somos nos espaços de nossas convivências. JUNTOS podemos fazer, não apenas um Ano Melhor, mas um Mundo Melhor. Sejamos Semeadores Divinos a espalhar sempre pelos caminhos que percorrermos Amor, Compaixão, Perdão e Respeito. FELIZ 2025! (*) Coronel Veterano PMMG / Aspirante 1970
O ESPÍRITO DO NATAL

Marcílio Fernandes Catarino (*) É dezembro…! Momento em que milhões de pessoas nos quatro cantos do planeta comemoram o Natal, o (re)nascimento do Menino Jesus, do Sublime Peregrino, cujas mensagens de luz e amor transformaram o mundo para sempre. Ensinamentos milenares que, ainda hoje, não conseguimos entender adequadamente e internalizar a essência. Pelo contrário, grande parte da humanidade os corromperam e renegaram, hoje caminhando sem rumo, desesperada, desorientada e perdida. Olho pela janela do tempo e me vejo criança na pequena Caetanópolis, meu torrão natal. Minha mãe e minhas irmãs, alegres e agitadas, cuidando da montagem do presépio, uma tradição na cidade, comum a quase todos os lares naqueles tempos que já vão distantes. Sobre a prateleira o rádio Phillips, único elo de ligação com o mundo, a tocar músicas de época o dia inteiro. Em toda a cidade pairava um ar de magia, como se a vida se transformasse repentinamente, enchendo os corações de alegria e sentimentos fraternos. Ao entardecer, pelos alto-falantes da Matriz de Santo Antônio, soavam os acordes maviosos dos cânticos natalinos. O Adeste Fidelis e o Noite Feliz eram os meus preferidos. Foi nessa época que, aos oito anos de idade -se não me falha a memória- conheci a Capital Mineira, conduzido pelas mãos amorosas de meus saudosos pais. Que deslumbramento…! Nas ruas do centro comercial a mesma alegria e empolgação da minha cidade e, dos alto-falantes dos estabelecimentos comerciais, ouvíamos sem parar as alegres músicas de Natal, executadas pela harpa magistral de Luiz Bordon. À noite, então, todo o centro comercial se transformava num palco de luzes coloridas, com cada loja se esmerando na sua ornamentação, que a todos seduzia e hipnotizava. Ao longo dos anos pude vivenciar esse clima mágico dos dias de dezembro, com o coração enternecido e embalado pelos cânticos e músicas natalinas, como o “Happy Xmas”, gravada pelo beatle John Lennon em 1971, por muitos anos eleita a música da época, cantada em todo o mundo. Embalado por esses pensamentos, resolvi passear pelo centro comercial da nossa Capital, na esperança de reviver aquele encanto e reencontrar o Espírito do Natal, de cuja ausência meu coração de criança tanto ressente. Com profunda tristeza, percebi que o ar perdera aquela magia e no semblante das pessoas não mais se notava a alegria e o sentimento de fraternidade. Nas ruas, a multidão caminhando apressada em todas as direções, em meio ao infernal trânsito de veículos. Não se ouvem mais as músicas e cânticos natalinos. Dos alto-falantes das lojas apenas sons estranhos e anúncios de promoções de produtos, convidando todos ao consumismo. Aos poucos fui constatando que, na verdade, não se festeja mais o Natal. Ao que parece, o Menino Jesus, o aniversariante do dia, o mensageiro da Luz e do Amor, perdeu a importância e o lugar para o Papai Noel, aquele velhinho bonachão e caridoso que, na verdade, também perdeu a identidade original, transformado pela modernidade no arauto do consumo desenfreado, para a satisfação de necessidades irreais e gáudio do capitalismo selvagem. Dez/2024. (*) Coronel Veterano PMMG/Aspirante 1970
FORMATURA DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO, NA PMAP

A Escola Militar Professor Antônio Messias Gonçalves da Silva é uma das escolas dos ensinos fundamentais e médios dirigidas pela Polícia Milita do Amapá (PMAP). Criada em 2002, no ano de 2017, foi a primeira Escola a integrar ao Sistema de Ensino daquela Instituição Militar Estadual (IME). Na direção do Capitão Jorge Lee Leal Sacramento, auxiliado por professores, técnicos, além do apoio de profissionais militares e civis, a escola desenvolve admirável ensino de qualidade aos seus alunos. O resultado vitorioso do empreendimento hora citado veio com a formatura de 85 alunos concludentes do Ensino Médio. Aconteceu, no Quartel do Comando-Geral, no último dia 13/12, sexta-feira, a cerimônia cívico-militar de conclusão daquele curso. Presidida pelo Comandante-Geral da IME — Coronel Costa Júnior —, contando, ainda com as presenças do Subcomandante-Geral — Coronel Carlos Augusto —, do Diretor da Escola Militar Antônio Messias — Capitão Leal — e dos familiares e amigos dos formandos. Na sua mensagem, a oradora da turma, aluna Camilly Victória Carvalho Pantoja, agradeceu as presença ilustres e homenageou os professores e a patrona da escola, 3º Sargento — Auxiliadora Carla Corrêa da Silva —, que receberam comendas pelos bons serviços prestados. Fonte: Diretoria de Comunicação da PMAP.
JOÃO BOSCO DE CASTRO RECEBE HOMENAGEM DO 15º BPM

O Tenente-Coronel Luciano Antônio dos Santos — comandante do Sétimo Batalhão de Polícia Militar (7º BPM), Unidade de Execução Operacional (UEOp) da Sétima Região de Polícia Militar (7ª RPM), da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) — noticiou os eventos festivos realizados na manhã da última segunda-feira (23). O Primeiro, foi a visita do seu colega do Curso de Formação de Oficiais (CFO) Tenente-Coronel — Adhynan Alves Rodrigues dos Santos — comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar (15º BPM), da PMMG. O outro evento foi a homenagem prestada pelo comandante visitante e comitiva a João Bosco de Castro, Oficial Superior Veterano da PMMG e Premiado Escritor e renomado Poeta. Os eventos realizados têm significados especiais para ambas as UEOp, além de reencontro dos seus comandantes, oficiais da Turma de Aspirantes de 2001 da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro. Deslocando-se, de Patos de Minas (sede do 15º BPM), seu comandante foi a Bom Despacho com o propósito de entregar, ao Oficial Superior Veterano, uma réplica do Estandarte de sua UEOp. Saiba mais sobre o Estandarte do 15º BPM, no vídeo abaixo, segundo a narrativa de João Bosco de Castro: Motivações semelhantes unem as UEOp e os homenageados citados. O Tenente-Coronel R. Santos “é filho do saudoso Subtenente R. Santos, que foi Chefe de Instrução do Tiro de Guerra 040006.00” e foi aluno do Colégio Tiradentes de Bom Despacho e recebeu das mãos do Colega comandante visitado uma réplica do Machado de Prata que simboliza o 7º BPM. João Bosco de Castro foi Diretor daquele Educandário, é, também, o Autor Intelectual do Estarndarte do 15º BPM, reconhecida Obra de Arte, e é o Jornalista-Responsável deste PontoPM, um dos sites do Grupo MindBR. Com as informações do 7º BPM / 7ª RPM.
MOÇÃO DE APLAUSOS E RECONHECIMENTO A MARCÍLIO CATARINO

Nessa segunda-feira (2/9), na Câmara Municipal de Caetanópolis, aconteceu distinta homenagem ao Coronel da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) – Marcílio Fernandes Catarino. Coube à Vereadora Raquel Esteves e Oliveira Sobrinha, firmar, ao Militar Veterano, a Moção de Aplausos e Reconhecimento, no dia 5 de agosto de 2024, pelos relevantes serviços prestados, à PMMG, desde o ano de 1966. Ao evento, compareceram além de Marcílio Catarino, amigos, parentes e colegas de farda que servem naquele município. O ilustre homenageado é um dos articulistas deste PontoPM. Isso é motivo de muito alegria para todos nós. Assim, a Equipe PontoPM registra, mediante as imagens destacadas a seguir e com muita satisfação, seus agradecimentos pela iniciativa daquela operosa Casa Legislativa Caetanopolitana:
