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OUTRA BAIXA DE CAMARADA IRMÃO-DE-FARDA

A fatídica ação criminosa de outro fora da lei (alcunha dos pistoleiros do Oeste Americano do Norte) ocasionou mais uma baixa na Gloriosa Polícia Militar do Alferes Tiradentes. Tornou-se outra gravíssima ofensa ao Povo Mineiro e, se é verdade que Minas são muitas, não é menos verdade que há muitos mineiros entristecidos, com a execução sumária de outro camarada irmão-de-farda, segundo notícias publicadas.

Há muitas manifestações de pesar na “mídia nacional”. Mas, menos de dez publicadas pela “mídia sensacionalista”, como soe acontecer, numa rápida pesquisa do buscador google. No entanto, desperta atenção aquela publicada pela Revista Oeste, com o seguinte título:

“Pacheco lamenta a morte de sargento da PM e diz que lei da ‘saidinha’ pode ser apreciada no Senado.”

A notícia aponta ao Twitter daquela autoridade, onde se encontra, na data de hoje (08/01/2024), a seguinte postagem:

“O crime cometido contra o policial Roger Dias da Cunha é de gravidade acentuada e gerou a todos grande perplexidade e tristeza. Meus sentimentos à sua família e à Polícia Militar de Minas Gerais.”

O próprio autor associa, à sua postagem, outras três:

“Assim como ele, a policial civil Milene Bagalho também foi assassinada por um cidadão que a recebeu a tiros num bairro nobre de SP. O delegado da PF Thiago Selling Cunha levou um tiro na cabeça, ao cumprir mandado de busca e apreensão no Guarujá, mas felizmente não morreu.”

“Policiais estão morrendo ou sendo feridos com gravidade no cumprimento de sua função e isso nos obriga a reagir. Armas estão nas mãos de quem não tem condição de tê-las, e a liberdade para usá-las garantida a quem não devia estar em liberdade.”

“Embora o papel da segurança pública seja do Executivo, e o de se fazer justiça, do Judiciário, o Congresso promoverá mudanças nas leis, reformulando e até suprimindo direitos que, a pretexto de ressocializar, estão servindo como meio para a prática de mais e mais crimes.”

A autoridade afirma que “policiais estão morrendo (…) e isso nos obriga a reagir. Armas estão nas mãos de quem (…) não devia estar em liberdade”. No entanto, a reação mencionada nasceu dentro do próprio Senado. Isso é comprovado, desde 2013, quando se vê que a Câmara dos Deputados certifica ter:

“Recebido o Ofício nº 2235/2013, do Senado Federal, que encaminha, a fim de ser submetido à revisão da Câmara dos Deputados, nos termos do art. 65 da Constituição Federal, o Projeto de Lei do Senado nº 7, de 2012, de autoria da Senadora Ana Amélia, constante dos autógrafos em anexo, que “Altera os arts. 123 e 124 da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução Penal). para restringir o beneficio da saída temporária de presos”.” (sic)

Após dez anos de tramitação naquele Parlamento, a proposta de equacionamento — da desejada reação do Senador mineiro e ocupante da Mesa da Presidência — retornou ao Senado conforme registro do Primeiro-Secretário do Senado Federal. Desde então, completam-se, no próximo dia 11 janeiro de 2024, um ano e três meses da conclusão dos trabalhos da Câmara dos Deputados. Salienta-se que, nessa casa legislativa, o projeto, oriundo do Senado, foi aprovado pelos representantes do Povo Brasileiro, com 311 votos favoráveis e 98 contrários.

Buscaram-se as informações sobre a consequente tramitação do material enviado pelo ofício citado no link anterior. Não se conseguiu, até o fechamento desta postagem, acessar ao site do Senado Federal. Cabe então, ao Presidente do Senado, responder o porquê do atraso dos trabalhos devidos à sociedade brasileira. Será que a reação, manifestada na postagem twieteira do Senador, será concretizada nos próximos dez anos?

Enlutados, os camaradas irmão-de-farda do Sargento PM Roger Dias da Cunha, lamentam sua partida precoce. Que Deus conforte e console seus familiares, com os corações doídos pela inesquecível perda. A todos nós, anima-nos a certeza de que o camarada irmão-de-farda cumpria seu dever-de-ofício, diante dos riscos de morte e outras dificuldades, mesmo com o sacrifício da própria vida, para proteger a sociedade mineira.

Que o dia de sua morte e de seu sepultamento sejam lembrados por todos os mineiros!

Que sua coragem e intrepidez de Servidor Militar Mineiro sirvam de exemplo a outros mineiros que são, igualmente, servidores públicos.

Com as infomações da Rádio Itatiaia (imagem destacada) e da Revista Oeste1” e “2” e o vídeo da câmera que filmou o trágico momento..

2 respostas

  1. Situação muito triste ,lei que beneficia bandidos e sacrifica policiais que tem o objetivo de proteger a sociedade . Leis que nos faz andar para trás e nunca avançar e ainda somar baixas na linha de frente que promove a proteção e justiça .

    1. Verdade Maria Josina, os momentos são de muita tristeza aos familiares enlutados. Resta-nos clamar a Deus para que conforte seus corações, cobrindo-os com Esperança, Fé e Amor!

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Sobre o(a) Autor(a)

Isaac de Souza

Isaac de Souza

(1949 _ _ _ _) É Mineiro de Bom Despacho. Iniciou a carreira na PMMG, em 1968, após matricular-se, como recruta, no Curso de Formação de Policial, no Batalhão Escola. Serviu no Contingente do Quartel-General – CQG, antes de matricular-se, em 1970, e concluir o Curso de Formação de Oficiais – CFO, em 1973. Concluiu, também, na Academia Militar do Prado Mineiro – AMPM, os Cursos de Instrutor de Educação Física – CIEF, em 1975; Informática para Oficiais – CIO, em 1988; Aperfeiçoamento de Oficiais – CAO, em 1989, e Superior de Polícia – CSP, em 1992. Serviu no Batalhão de RadioPatrulha (atual 16º BPM), 1º Batalhão de Polícia Militar, Colégio Tiradentes, 14º Batalhão de Polícia Militar, Diretoria de Finanças e na Seção Estratégica de Planejamento do Ensino e Operações Policial-Militares – PM3. Como oficial superior da PMMG, integrou o Comando que reinstalou o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos, onde foi o Chefe da Divisão de Ensino de 92 a 93. Posteriormente secretariou e chefiou o Gabinete do Comandante-Geral - GCG, de 1993 a 1995, e a PM3, até 1996. No posto de Coronel, foi Subchefe do Estado-Maior da PMMG e dirigiu, cumulativamente, a Diretoria de Meio Ambiente – DMA. No ano de 1998, após completar 30 anos de serviços na carreira policial-militar, tornou-se um Coronel Veterano. Realizou, em 2003-2004, o MBA de Gestão Estratégica e Marketing, e de 2009-2011, cursou o Mestrado em Administração, na Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade FUMEC.