pontopm
Generic selectors
Somente correspondências exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors

O Brasil e a busca da paz social

 

Informações sobre o Brasil e a busca da paz social são encontradas no Índice de Paz Global 2018 (GPI – 2018). Nesse relatório, dois aspectos iniciais, chamam atenção. O primeiro ressalta que o nível médio de tranquilidade global diminuiu pelo quarto ano consecutivo, caindo 0,27% em 2017. No segundo, os resultados mostram que, entre os países pesquisados, 71 melhoraram e 92 pioraram.

Numa ligeira observação sobre os números publicados, encontra-se Portugal, na quarta posição do Ranking Mundial, atrás da Islândia (1ª), Nova Zelândia (2ª) e Áustria (3ª). A Espanha ocupa a 30ª posição.

Desse modo, se considerarmos que a Espanha e Portugal foram os países europeus que colonizaram a América Sul, indaga-se: por que a maioria dos países sul-americanos, segundo o GPI – 2018, ocupam melhor posição que o Brasil? As informações do GPI-2018, sobre o Brasil e Portugal, falam por si!

Sobre o Brasil, há os seguintes destaques

A América do Sul também tem a maior taxa de homicídios de qualquer região, exceto a América Central e o Caribe. A corrupção e a criminalidade se tornaram profundamente desestabilizadoras na América do Sul, como está sendo visto no escândalo brasileiro Lava Jato, ou os subornos pagos pela gigante da construção Odebrecht, que envolveu políticos em sete nações sul-americanas.

A América do Sul fornece outra ilustração de que uma boa política pode superar a geografia. Tanto o Chile (28) quanto o Uruguai (36) estão no top 50 das nações para a tranquilidade geral, apesar de sua proximidade com o Brasil (106).

A Argentina foi seguida pelo Brasil e pela Colômbia. Apesar de uma onda de escândalos de corrupção, sinais de uma recuperação da recessão de três anos no Brasil levantaram o clima no país. Isso coincide com uma melhora acentuada em sua pontuação no terror político, após o fim dos protestos em massa contra a corrupção em 2016, que tiraram a presidente Dilma Rousseff do poder. No entanto, o nível de instabilidade política continua elevado, e as alegações de corrupção contra pessoas próximas ao atual presidente Michel Temer estão aumentando.

Na América do Sul, o Brasil, o Chile e a Venezuela tiveram as maiores deteriorações na Paz Positiva de 2013 a 2016, enquanto a Colômbia teve a melhora mais significativa.

O Brasil, o maior país da América do Sul, respondendo por mais de 49% da população da região, deteriorou-se em 5,3% desde 2013, com a maior deterioração ocorrendo no Pilar das Boas Relações com os Vizinhos. O principal determinante dessa deterioração foi uma mudança no indicador de hostilidade contra estrangeiros, que se deteriorou substancialmente em 2014. A América do Sul teve uma pequena deterioração no Pilar de Aceitação dos Direitos dos Outros, espelhando a tendência global. Todas as regiões do mundo tiveram uma deterioração neste Pilar entre 2013 e 2016.

Sobre Portugal, há os seguintes destaques

A Islândia continua a ser o país mais pacífico do mundo, uma posição que ocupa desde 2008. É seguida pela Nova Zelândia, Áustria, Portugal e Dinamarca. A Síria continua sendo o país menos pacífico do mundo, uma posição que ocupou nos últimos cinco anos.

A Espanha, o Reino Unido, Portugal, a Dinamarca, a Suíça, a França, a Itália e a Alemanha, todos obtiveram tranquilidade ao longo do ano.

A melhoria da Paz Positiva tem sido alcançada, desde 2013, pelos seguintes países: Portugal, Geórgia, Costa do Marfim, Noruega e Peru. Esses países alcançaram melhorias em vários indicadores. Noruega e Portugal já estavam entre os países mais pacíficos em 2013. Peru, Geórgia e Costa do Marfim estavam em 122º, 130º e 150º no GPI em 2013, respectivamente.

Uma conclusão muito simples

As respostas ao questionamento anterior são muitas. Mas, uma delas, muito simples, partiria de uma nova indagação: qual é o alvo do olhar para o Brasil e a busca da paz social ? Ampliar nossa visão, é preciso! Cuidar-se de que distorções ocorrem, a exemplo do que já foi ressaltado neste Pontopm.

Porém, se analisarmos a maioria das afirmações dos especialistas brasileiros, no contexto da segurança e da proteção, verificaremos que o olhar brasileiro é voltado ao norte, focado no Continente Americano. O Europeu, na maioria das vezes, é ignorado. Por quê? É mais velho, mais ou menos experiente. Então, se a fonte da colonização brasileira  vem da Europa, ou melhor, de Portugal, por que não desviar o olhar.

Afinal, somos, ou não, um País Lusófono?

Uma resposta

  1. O brasileiro adotou o estilo americano de vida, com uma diferença significativa: sua moeda não lhe garante competitividade na aquisição de produtos e serviços ligados à qualidade de vida, coisa que o dólar proporciona. Já o olhar Europeu está centrado na coletividade, nas comunidades e nas populações , o foco são as massas e não a individualidade, opção típica do americano.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sobre o(a) Autor(a)

Isaac de Souza

Isaac de Souza

(1949 _ _ _ _) É Mineiro de Bom Despacho. Iniciou a carreira na PMMG, em 1968, após matricular-se, como recruta, no Curso de Formação de Policial, no Batalhão Escola. Serviu no Contingente do Quartel-General – CQG, antes de matricular-se, em 1970, e concluir o Curso de Formação de Oficiais – CFO, em 1973. Concluiu, também, na Academia Militar do Prado Mineiro – AMPM, os Cursos de Instrutor de Educação Física – CIEF, em 1975; Informática para Oficiais – CIO, em 1988; Aperfeiçoamento de Oficiais – CAO, em 1989, e Superior de Polícia – CSP, em 1992. Serviu no Batalhão de RadioPatrulha (atual 16º BPM), 1º Batalhão de Polícia Militar, Colégio Tiradentes, 14º Batalhão de Polícia Militar, Diretoria de Finanças e na Seção Estratégica de Planejamento do Ensino e Operações Policial-Militares – PM3. Como oficial superior da PMMG, integrou o Comando que reinstalou o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos, onde foi o Chefe da Divisão de Ensino de 92 a 93. Posteriormente secretariou e chefiou o Gabinete do Comandante-Geral - GCG, de 1993 a 1995, e a PM3, até 1996. No posto de Coronel, foi Subchefe do Estado-Maior da PMMG e dirigiu, cumulativamente, a Diretoria de Meio Ambiente – DMA. No ano de 1998, após completar 30 anos de serviços na carreira policial-militar, tornou-se um Coronel Veterano. Realizou, em 2003-2004, o MBA de Gestão Estratégica e Marketing, e de 2009-2011, cursou o Mestrado em Administração, na Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade FUMEC.