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Na proteção ambiental atribuída à Polícia Militar Brasileira, os desafios são cada vez maiores e urgentes

A existência da Mata Atlântica no território brasileira não é obra do acaso! Sua importância é singular para o desenvolvimento social, político e econômico. A história das localidades por ela abrigada, presente em 17 dos 27 estados brasileiros, confunde-se com a história brasileira.

De repente, tudo se esvai… A desproteção campeia. Os danos são cada vez mais significativos e irreversíveis.

À Polícia Militar dos 17 estados, onde se estende a Mata Atlântica, compete a proteção da fauna e flora, juntamente com outros órgãos e entidades responsáveis pela salvaguarda do meio ambiente.

A Mata Atlântica agoniza e clama aos protetores ambientalistas, aí incluídos os profissionais de #políciaostensivaepreservaçãodaordempública que atuam na polícia ostensiva ambiental, seus legítimos guardiães.

Deixar a Mata Atlântica desprotegida é o mesmo que consentir o extermínio paulatino das condições de vida para 60% da população brasileira. Não protegê-la é concordar com a extinção de toda essa gente.

É preciso agir, pois, o caos está mais próximo do que imaginemos, a continuar a situação descrita no editorial — Destruição de florestas — publicado nesta data, Jornal Estado de Minas.

Leia mais sobre o editorial transcrito a seguir:

Destruição de florestas

Causou grande apreensão o crescimento do desmatamento da Mata Atlântica, um dos principais biomas brasileiros – abriga espécies em risco de extinção. As queimadas nas florestas, a conversão de matas em pastagem e o avanço de atividades produtivas ao longo de todo o bioma estão deixando os ambientalistas em alerta. De acordo com levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), a devastação da cobertura vegetal cresceu 57,7% em apenas um ano, entre 2015 e 2016, quando a área perdeu 290 quilômetros quadrados, o equivalente a 29 mil campos de futebol.
Os números assustam, principalmente por causa do avanço do setor produtivo sobre as florestas do país, não só na Mata Atlântica, mas também nos outros principais biomas brasileiros. O que causa apreensão aos ambientalistas é que o incremento da ocupação das áreas de matas se deu depois das mudanças feitas no Código Florestal, provocando o desmonte da legislação ambiental nacional. Na avaliação do diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Montovani, pode estar ocorrendo o início de nova fase de crescimento do desmatamento, “o que não podemos aceitar”.

Outra questão que chama a atenção é o desrespeito ao documento assinado, em 2015, pelos secretários de Meio Ambiente dos 17 estados que abrigam o bioma, que prevê a ampliação da cobertura vegetal nativa e a busca do desmatamento ilegal zero até o final do ano que vem. O grave é que depois de dois anos que a carta Nova História para a Mata Atlântica foi firmada, apenas cinco unidades da Federação (Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro) estão no nível de desmatamento zero.

O estado campeão na devastação é a Bahia, com 12.288 hectares desmatados, 207% a mais do que no período anterior. Minas Gerais ficou em segundo lugar na lista, com 7.410 hectares, e o Paraná na terceira posição, com 3.545 hectares, entre 2015 e 2016. Em Minas, o que chama a atenção é que a região desmatada é conhecida, há décadas, pela produção de carvão com mata nativa e pelo reflorestamento com eucalipto, uma espécie importada da Austrália. Mais: o estado liderou a derrubada de florestas em sete das últimas nove edições do Atlas da Mata Atlântica.

O que está em jogo é a preservação de milhares de espécies da flora e fauna brasileira. Tem de se dar um basta nas tentativas de flexibilização do licenciamento ambiental por parte de deputados e senadores comprometidos com a produção agropecuária. Não se trata de prejudicar ou engessar setor fundamental para a economia do país, mas sim de promover a consciência da necessidade de preservação de áreas como a Mata Atlântica, como legado para as futuras gerações.

Fonte: Jornal Estado de Minas.

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