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A Igreja Católica Apostólica Romana nos tempos atuais

A Igreja Católica Apostólica Romana — ICAR — nos tempos atuais é uma Ordem Religiosa, cuja essência, se materializa na dimensão fé. Obviamente que para atingir a essência da sua existência como Ordem, ela necessita de se manifestar sobre os aspetos econômicos, sociais e políticos. Para adquirir uma personalidade de Direito Internacional, está instituída a partir do Estado do Vaticano, na cidade homônima, dentro dos limites físicos e administrativos da Capital do Estado Italiano, em Roma. 

O Chefe de Estado do Vaticano e o cabeça da ICAR é o Papa. É a representação da Religião Católica Apostólica Romana nos tempos atuais. É a Autoridade do Estado do Vaticano. É o responsável por tudo quanto se produz de informações dentro da ICAR, seja do ponto de vista da fé – a sua essência – sejam das manifestações políticas, econômicas e sociais. Tudo quanto a ICAR produz, a responsabilidade é solidária, ao Papa cabe determinar as correções necessárias e as aplicações decorrentes do Direito Canônico. Não cabe ao Papa a aplicação de legislação do mundo civil, não cabendo a ele, portanto, aplicar regras do direito civil, penal, ou qualquer outra legislação infra constitucional. A os membros da ICAR que exercem as atividades canônicas, nos diversos Estados-Nações, essas prerrogativas atendem ao sentido de autodeterminação dos povos e aos Estados individualizados, respeitando a soberania de cada povo.

É obrigação do Papa corrigir os desvios produzidos pelos membros afiliados à ICAR, naquilo que concerne à exata opinião do ICAR, principalmente na essência das manifestações que tratam da fé e do direito canônico. Assim, qualquer documento produzido a partir de um encontro de membros da ICAR, é na verdade uma opinião legítima dela e, se assim não for, compete ao representante da ICAR, nos Estados-Nações, providenciar a imediata correção dos textos produzidos e emitir notas à imprensa solicitando tornar públicas as correções necessárias ao exato entendimento e pensamento da ICAR.

Na data de 12 de fevereiro do corrente ano, o Papa Francisco se manifestou sobre uma proposta feita pelos Bispos do Sínodo da Amazônia, realizada em Outubro de 2019, onde os Bispos propuseram a permissão para a ordenação de homens casados em regiões remotas com o objetivo de remediar a escassez de sacerdotes, não recomendando a ideia.

Obviamente, outra decisão não seria plausível, até mesmo pela essência da Ordem Religiosa, que originariamente propiciou a criação de Ordens Militares Celibatárias – Ordem dos Cavaleiros Templários, Ordem de Cristo e outras – seus membros eram homens solteiros ou viúvos. A essência ainda é o celibato, não interessa, se o seu membro é homo ou hétero, mas sim, que se abstenha das atividades próprias do corpo.

O Papa Francisco não rechaçou a possibilidade, tampouco a recomendou. Recomendar é uma admoestação que não implica em proibir a possibilidade de se debater o assunto. Na sua exata posição, deveria determinar que o assunto fosse encerrado, pois a ICAR tem problemas maiores a debater. Por exemplo, os abusos de crianças e adolescentes; desvios de recursos da Igreja; utilização da Ordem para proveito próprio e de familiares. O religioso deve servir à Ordem Religiosa e não se servir da Ordem Religiosa para fins particularíssimos.

O Papa Francisco ao não recomendar a ideia, não agiu nas causas da escassez de sacerdotes, ele agiu nas consequências, não nas consequências decorrentes da escassez de sacerdotes, mas nas claras manifestações das sociedades europeias e americanas que sustentam a ICAR, seus membros em missões e seus projetos. Assim como Jesus Cristo não escolheu ladrões, salteadores, homicidas e prostitutas para seus seguidores e multiplicadores da Palavra – apesar de ter vindo para eles – não são os países miseráveis que sustentam a ICAR, na verdade são eles quem recebem recursos da ICAR, recursos com origens em grandes colaboradores que acreditam essência da fé.

O Papa Francisco sabe que uma vez possibilitado o discurso da ordenação de sacerdotes casados, mesmo não recomendando, politicamente a ideia vai perdurar dentro da ICAR, os atuais Bispos, num futuro,  serão Cardeais, pertencerão ao Colégio Cardinálico e escolherão o Papa e assim como na atualidade, onde um Papa foi alçado a partir de uma ex-colônia europeia, outro Papa, com menos sentido de Ordem Religiosa e com menos traços de pertencimento, pode levar a ICAR ao descrédito maior, voltando aos fatos que motivaram o estabelecimento da Cidade dos Papas em Avignon no Sul da França. Uma briga de poder de Reis e ICAR.

A ICAR nas Grandes Guerras Mundiais foi parceira da Europa e dos Estados Unidos, produziu e ainda continua a produzir informações no campo da Inteligência, foi e continua a ser um celeiro de produção de Conhecimentos. Nos grandes julgamentos, sempre se manteve intacta, ao não se manifestar de modo a produzir prejuízo ao homem, no momento é o que se aguarda dela, mais serenidade, menos política e mais ações sociais. A ICAR deve ter em mente que os financiadores existem para um projeto maior que se encerra na pacificação dos povos. O exemplo claro foi a captação de fundos para a Reconstrução da Catedral de Notre Dame de Paris.

A ICAR sabe do compromisso dos seus parceiros naturais e conta com o discernimento deles para o projeto de uma paz duradoura. Sabe claramente que seus parceiros jamais vão desacreditá-la. Sabe que não precisa se manifestar pois o compromisso com a parceria profícua pela paz é o mais importante. Tanto o sabe, que a Academia de Arte e Cinema de Hollywood – o glamour que encanta e vende o sonho americano – sequer mencionou o filme “Dois Papas”, pois os interesses americanos são maiores que estórias sem lastros na realidade fática, embasados apenas pela retórica de conjeturas e hipóteses dissociadas dos verdadeiros  valores que estabelecem as bases da Ordem Religiosa da Igreja Católica Apostólica Romana, nos dias atuais.

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Sobre o(a) Autor(a)

Carlos Alberto da Silva Santos Braga

Carlos Alberto da Silva Santos Braga

Major PM Carlos Alberto da Silva Santos Braga, natural de Bom Despacho - MG é Aspirante-a-Oficial da Turma de 1987. Ingressou na PMMG no ano de 1982, no Batalhão de Polícia de Choque, onde fez o Curso de Formação de Soldados PM. É Especialista em Trânsito pela Universidade Federal de Uberlândia e Especialista em Segurança Pública pela Fundação João Pinheiro. Durante o serviço ativo como Oficial na PMMG - 1988 a 2004 - participou de todos os processos estruturantes do Ensino, Pesquisa e Extensão. Nos anos de 1989 e 1990 participou da formação profissional da Polícia Militar do então Território Federal de Roraima durante o processo de efetivação da transformação em Estado. Foi professor da Secretaria Nacional de Segurança Pública nos Cursos Nacionais de Polícia Comunitária. A partir de 2005, na Reserva da PMMG, trabalhou como Vice-Diretor da Academia de Polícia Integrada de Roraima - Projeto da SENASP - foi Membro do Conselho Estadual de Trânsito de Roraima, Membro do Conselho Diretor da Fundação de Educação Superior de Roraima - Universidade do Estado de Roraima, Coordenador do Curso Superior de Segurança e Cidadania da Universidade do Estado de Roraima. Foi Superintendente Municipal de Trânsito de Boa Vista, Superintendente da Guarda Civil Municipal de Boa Vista, Assessor de Inteligência da Prefeitura Municipal de Boa Vista e professor nos diversos cursos daquela Prefeitura. Como reconhecimento aos serviços prestados ao Município de Boa Vista e ao Estado de Roraima foi agraciado com o Título de Cidadão Honorário de Boa Vista - RR e com a Medalha do Mérito do Forte São Joaquim do Governo do Estado de Roraima. Com dupla nacionalidade - brasileira e portuguesa - no período de fevereiro de 2016 a outubro de 2022, residiu em Braga - Portugal onde desenvolveu projetos de estudos na área do Conhecimento. Acadêmico-Correspondente da Academia Maranhense de Ciências Letras e Artes Militares - AMCLAM.