EDMAR DE BRITO TRAJANO – SAUDADE.

Vivemos um turbilhão de emoções a cada segundo, nosso cérebro não descansa, a cada segundo um novo pensamento, a cada pensamento inúmeras memórias e de cada memória uma infinitude de saudades. Saudade é a palavra que me valho, para qualificar o sentimento que se aflora neste momento. Saudade da pessoa que me permitiu, construir memórias e hoje, sentado num canto do meu quarto, no silêncio da minha casa e sentindo a doce brisa que arrefece o calor, de forma memorável, me permitir sentir a frescura do Tucunaré, às margens do Rio Tacutu, no Estado de Roraima, fronteira do Brasil com a Guiana. Sim, foi lá que eu conheci, no mês de novembro de 1990, o destinatário desta saudade, seu nome Edmar de Brito Trajano. Homem sexagenário, com traços da vida entalhados no rosto. Cuja lida diária se fez numa região, que sempre exigiu esforços hercúleos, na criação da família e na manutenção da sua propriedade. Brincava eu, comigo próprio, de ter um propósito em vê-lo e a cada encontro, estabelecer um prazo e um trato de o reencontrar. Sei que era um trato tolo, não somos senhores da nossa vida, mas sei que isso me deixava alegre. Não era importante , para mim, apenas o encontrar, mas ver nele a alegria da vida. De aprender, de sorrir, de se fazer presença e, sobretudo, de me permitir estar naquele local. Nele, o Senhor Edmar, encontrei pessoas ímpares. Passei por momentos incomparáveis. Senti sensações indescritíveis. Vivo um turbilhão de emoções. Sim, na pessoa do Senhor Edmar de Brito Trajano, fui acolhido por muitos e por apenas um – o um que se manifesta na gênese. A origem que aglutinou, aglutina e por gerações continuará aglutinando, pois, enquanto um dos seus e daqueles, que como eu, se sente pertencido a ele, não haverá morte. Há ausência física, mas nunca ausência de amor, princípios e retidão. O exemplo é eterno. Em cada um de nós que aqui fica, ficam as memórias, as presenças, os pensamentos e a certeza de que a todos amou. Não amou apenas como filho, neto, afilhado, irmão, primo, padrinho, cunhado, esposo, genro, pai, sogro, avô, tio, bisavô ou qualquer outro relação de proximidade. Ele amou como amigo, como alguém que quer o bem, como alguém que socorre, serve de exemplo e se serve da amizade para fazer o bem. Não, eu não estou sendo benevolente, eu estou sendo sincero. Eu,minha esposa Rosângela e minhas filhas Clarissa e Melissa tivemos a alegria de conhecer o Senhor Edmar de Brito Trajano, usufruímos da sua hospitalidade, do seu carinho, da sua atenção, dos seus exemplos e dos seus casos. Sentimos a sua dor na relação com a vida, convivemos com as pessoas que ele amava, que amavam a nós e nós a elas. Sabemos da dor deste momento. Sabemos que a sua Páscoa se reveste de saudades. Sabemos que todos nós,sem exceção, estamos partilhando deste momento como corolário da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, na certeza de que Nossa Senhora nos cobre com o seu manto sagrado e de que a Paz de Deus é conosco. À sua esposa, apenas uma palavra: obrigado. Aos seus filhos apenas um conselho: Amem como o seu pai os amou. Aos parentes um abraço e a todos nós a Paz. Obrigado pela oportunidade de ser parte da história do Senhor Edmar de Brito Trajano e que Deus, na sua infinita bondade, acolha a alma do nosso querido Edmar de Brito Trajano e tenha misericórdia das nossas almas.
Ao Tio Adelfo – Uma homenagem póstuma.

Um dia eu me levantei e percebi que tudo quanto eu mais amava deixou de existir. Não existe mais materialmente, virou energia, a mesma energia que no café da manhã na minha casa, se transformava num dobrado. A energia que relatava com pormenores os fatos da vida e os vivia intensamente. A energia que era sempre gratidão, nunca se revoltava ou o mal dizia, esperava e acreditava que algo seria melhor, é apenas o momento, não é a rotina. A energia que agradecia a cada momento ao Criador e que amava a cada um dos seus. A energia que cresceu, batalhou, recebeu, ajudou, se fez presente e nunca se esqueceu de nós. A energia que brincava, sorria, cantava, tocava o seu instrumento e em essência, encantava. A energia que mesmo não completamente amparada – não falo da sua esposa, era alegre, pensava e agia de forma positiva. A energia que relatava os tempos passados, falava de amor e procurava entregar o que de melhor havia em seu coração. A energia que nunca será esquecida e enquanto um de nós, que convivemos com ele, se lembrar, estará presente em nossas memórias, nas nossas alegrias e nos nossos corações. Hoje meu tio Adelfo, levantei-me e só há uma palavra a dizer – saudade. Meu tio Adelfo, aplaine os nossos caminhos, faça o que sempre fez, deixe o ambiente com o mesmo amor, paz e graça que dedicou aos seus pais, irmãos, filhos, sobrinhos, cunhados e sogros e de forma diferenciada o seu padrasto e irmãos de criação. No meu coração, a luz da sua presença nunca se apagará, porque a Estrela que me guia é o Amor que demonstrou em toda a sua vida. Te amo meu tio, jamais me esquecerei de ti. Que Deus conforte o coração de todos nós e nos proporcione a paz e o entendimento do que se passa neste momento. Essas são as palavras que o seu sobrinho, Carlinhos da Maria do Galdino, encontra para agradecer o pouco tempo de convivência e as alegrias das memórias que se farão presença. Deus é conosco.
A quarta geração de Tiradentes

No dia de hoje, 21 de abril, data em que se comemora o Suplício do Protomártir da Independência do Brasil e ícone da Inconfidência Mineira, fiz uma visita à Maria Amélia Gonzaga Braga, a quarta geração de Tiradentes após o salgar a casa. Salgar a casa, nos dizeres de Costa Val e Viana (2008), é por sua vez uma simbologia de não permitir que sobressaiam vestígios do condenado e de seus atos, ressaltados pelo erguimento dos padrões que representavam a condenação. Após a condenação de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, pelo Tribunal de Alçada, nos termos da sentença aplicou-se o salgar a casa, o apagamento da memória do supliciado. Com o apagamento da memória, não há que se falar em herdeiros e, conforme o direito da época os bens passariam ao Estado, o Juízo do Fisco e da Inconfidência, foi instaurado para se fazer o levantamento dos bens do supliciado. Não era mais permitido usar o nome XAVIER pelos descendentes de Tiradentes, os quais passaram a assinar o nome GONZAGA. A família GONZAGA fixou residência na localidade da Boa Vista, atualmente um distrito do município de Martinho Campos, próximo aos Rios Lambari e Capivari, na bacia hidrográfica do Baixo Rio Pará. Uma das mulheres da família Gonzaga contraiu matrimônio com um dos homens da família Braga da Silva, que residia na trabanda do Rio Capivari em Córrego Areado e Barreiro no município de BomDespacho. O nome da mulher é Maria Amélia Gonzaga Braga, esposa do meu primo José Braga Sobrinho, filho da minha tia Alice Braga da Silva. Na pessoa de Maria Amélia Gonzaga Braga, fica a minha reverência e respeito ao nome TIRADENTES.
Uma Mulher e seus parentes militares.

Nos seus oitenta e oito anos de vida, Graciosa teve esplêndida convivência com muitas pessoas, familiares ou não. Mas, na sua vida, conviveu muito com os militares mineiros. Tornou-se então, uma mulher e seus parentes militares. Neste Dia Internacional da Mulher, conheça a homenageada, desde o nascimento, infância, adolescência, casamento, família e o parentesco com militares e suas atividades acadêmico-literárias. O nascimento e a infância de uma mulher e seus parentes militares. Graciosa veio ao mundo, no dia 10 de setembro, no ano de 1929. Em seguida, veio uma das Primaveras mais floridas de Itapecerica, cidade aprazível da Região Geográfica Imediata de Divinópolis. Os anos passaram, dia após dia, naquele tempo festivo e aumentava a alegria dos pais, irmãos, tios e primos. Tempos depois, Graciosa mudou-se, com os queridos familiares, para Bom Despacho. Nessa cidade, edificaram-se as instalações da Estrada de Ferro Paracatu (EFP), que tornou-se o Ramal Paracatu da Rede Mineira de Viação (RMV), criada em 1931. Naquele ano, editou-se o Decreto-Lei n° 9.969, de 09 de Julho, criando o 7° Batalhão de Caçadores Mineiros da Força Pública do Estado de Minas Gerais, atual 7º BPM. Um de seus tios ingressou nessa unidade, tornando-se sobrinha de militar. Na infância, Graciosa viveu momentos de alegria, com as outras duas irmã. Houve, porém, um momento de tristeza, com o falecimento de uma delas. Veio-lhes, no entanto, o tempo de conquistas! Ambas as irmãs realizaram o Ensino Primário no Grupo Escolar de Bom Despacho. Não houve, contudo, a continuidade dos estudos, na Escola Normal, própria para moças daquela época. Isso implicaria na mudança de cidade e custeios elevados. A adolescência e o casamento uma mulher e seus parentes militares. Novo tempo de conquistas chegou às irmãs adolescentes da Cidade-Sorriso. Qualificaram-se para o acesso ao trabalho, na Companhia Industrial Aliança Bom-despachense (CIAB), fundada em 1938. Graciosa e a irmã trabalharam, naquele empreendimento, conhecido pelos Bom-despachenses de “fábrica de tecidos”. Sentiram-se, novamente, vencedoras. Alcançaram a possibilidade de independência, com os ganhos financeiros, ainda que pequenos. Às moças e aos moços abastados, favoreciam-lhes as escolas internas, nas cidades maiores das cercanias. Aos filhos dos ferroviários, da RMV, e dos militares, do 7º BPM, restavam-lhes, tão somente, alcançar uma das vagas disponíveis, na carreira ferroviária ou militar. A família de uma mulher e seus parentes militares. Primeira e segunda gerações de militares Além do seu tio, um de seus irmãos ingressou naquela Unidade da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). De igual modo, aquele que seria seu esposo, ingressou-se no 4º Batalhão de Uberaba. Com isso, Graciosa — que era sobrinha de militar — tornou-se irmã e mulher de militar, após se casar, no dia 8 de fevereiro de 1947, na Assembleia de Deus de Bom Despacho. Possivelmente, o Tu és divina e Graciosa…, do cancioneiro popular, som do clarinete, tocado pelo jovem esposo, soava-lhe melodicamente. A música uniu o jovem casal. Tornaram-se músicos e apaixonados e tementes da Deus. Foram abençoados, com a chegada dos filhos. Alcançaram, pois, nova conquista, com o ingresso do irmão do esposo e e marido de sua irmã, na PMMG. Graciosa se tornou cunhada , por duas vezes, e prima-irmã de militares, após um de seus primos-irmãos ingressar, no 7º BPM, e um outro matricular-se no Curso de Formação de Oficiais, no Departamento de Instrução (DI – da PMMG). Terceira Geração de militares O tempo passava e Graciosa ousou ir mais longe. Mudou-se com os filhos, a Belo Horizonte. Ficaria perto do esposo que, na Capital do Estado, realizava o Curso de Formação de Oficiais de Administração. Depois, mais uma vez, prima-irmã e tia de militares, um primo-irmão e um de seus sobrinhos ingressarem na PMMG. Seguiram-lhes, na carreira militar, outro primo-irmão e seus dois filhos mais velhos. Graciosa tornou-se, respectivamente, pela primeira vez, prima-irmã e tia e mãe de militares. Pouco tempo depois, a filha mais velha casou. O genro de Graciosa era Repórter da ex-Rádio Guarani, mas ingressou-se, também, na PMMG. Pela ela primeira vez, foi sogra de militar. Depois, Graciosa tornou-se, numa terceira vez, cunhada de militar. Contudo, outros dois sobrinhos, seguiram os exemplos dos pais — um irmão e outro cunhado de Graciosa. Tornou-se, pela primeira vez, tia de militares. Novamente, foi prima em segundo grau e mãe e tia de militares, após os filhos de dois dos seus primos-irmãos e mais um de seus filhos, e dois sobrinhos, e uma de suas filhas ingressarem na PMMG. Quarta geração de militares De igual modo, Graciosa ficou muito feliz, quando soube que um de seus sobrinho-neto e um de seus netos e o esposo de uma de suas sobrinhas-netas ingressaram, também, na PMMG. Um de seus netos casou uma militar. Foi pela primeira vez, avó e tia-avó de militares. Depois, uma de suas filhas casou-se com um militar. Graciosa se tornou sogra de militar, pela segunda vez.O casal foi abençoado por Deus. Geraram dois filhos. Esses seguiram os passos dos pai, ingressaram no Corpo de Bombeiros Militares — CBM-MG. Assim, Graciosa foi, pela segunda e terceira vezes, avó de militares. Foi, ainda, pela segunda e terceira vez, tia-avó de militar. Profissionalização e despedida deste mundo Em meio a tais acontecimentos, no princípio da Década de 90, Graciosa cursou o Ensino Supletivo dos 1º e 2º graus. Aprovada no Concurso do Vestibular, graduou-se em Pedagogia, na Faculdade Belo Horizonte, atual Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Especializou-se em Supervisão Escolar e escreveu os Livros Adolescentes Bem-Sucedidos e Vitoriosos e A História de Henrique (no prelo). Após uma vida de muitas lutas e de conquistas, a Vitoriosa Graciosa, denominada — mais de uma vez e publicamente — de Mulher Virtuosa, deixou-nos. Partiu ao encontro do Deus Único e Vivo que ela creu, e ensinou isso aos seus queridos familiares. Em suma, deixou-nos, no final da manhã do dia 18 de janeiro de 2018. Encontrava-se internada, no Hospital da Polícia Militar, onde ganhara os cinco filhos caçulas. Eis, afinal, o porquê da Homenagem do PontoPM, neste Dia Internacional da Mulher, à uma mulher e seus parentes militares.
OS OITENTA E OITO ANOS DA NOBRE ESCOLA DO PRADO MINEIRO: RELEMBRANÇAS E DECLARAÇÕES.

João Bosco de Castro. A Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro completou seus oitenta e oito anos de criação, em 3 de março de 2022, mas só os comemorou, em razão de protocolos anticovídicos, na Formatura Vespertina de 12 de abril de 2022, com pauta necessariamente extensa, tal a diversidade riquíssima de seu conteúdo histórico, policial-militar, sociocultural, político, educacional, epistêmico e cívico-militar. Em referida Cerimônia, conferiram-se a muitos Agraciados certificação, medalhas e a Moeda Comemorativa da Escola Aniversariante, em categorias diversas, como homenagem e reconhecimento de mérito. Dentre os Integrantes do PontoPMMindBR ─ Portal dedicado às Forças Públicas de Países Lusófonos, prioritariamente à querida Polícia Militar de Minas Gerais ( a mais antiga do mundo) ─, fomos laureados eu ─ Jornalista-Coordenador de tão relevante Veículo de Comunicação ─, com o Título de Professor Emérito da Nobre Escola do Prado Mineiro e o Coronel Veterano Isaac de Oliveira e Souza ─ CEO (Gestor Principal) do mesmo Portal ─, como Colaborador Benemérito de nossa Casa do Saber e da Doutrina. A Historiografia do Sistema de Educação Tecnoprofissional Policial-Militar de Minas Gerais é pujante e respeitável, segundo registros lavrados, a partir de 1912, pelas portentosas lições de Roberto Drexler (Capitão suíço comissionado no posto de Coronel da Corporação) e seu filho Rodolfo Drexler (Tenente helvético também, e comissionado como nosso Capitão), criadores da Escola de Instrução e Corpo Escola, instalados já no Prado Mineiro; em 1927, pela valorosa Escola de Sargentos do Tenente José Carlos de Campos Christo, colocado à disposição da Força Pública por nosso Exército Nacional, também instalada no Prado Mineiro, em favor da qualificação de Sargentos para exercício do Oficialato, com promoção ao posto de Segundo-Tenente, na forma do Decreto 7.712/1927, do Presidente do Estado, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada; e, em 1929-1933, pela criação do Curso Militar e Propedêutico (1932), graças à Didática Magistral do Professor João Batista Mariano ─ o qual, por dadivosa colaboração, lecionava, de graça, no Quartel do 5º BCM/Belo Horizonte/Santa Teresa , a Oficiais e Sargentos Noções de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Conhecimentos Gerais (com prática de Redação) e Cartotopografia, até ser surpreendido, no dito Quartel, em 15 de maio de 1932, pelo Presidente-General Olegário Dias Maciel ( Corifeu do Poder Executivo Mineiro), e ser por ele nomeado Professor Complementar da Força Pública, e dele receber encargos de elaboração de programas e estudos para institucionalização, criação e instalação de Escola Militar indispensável à melhor qualificação dos Quadros da Força Pública, principalmente de Sargentos e Oficiais. O tal Curso Militar e Propedêutico, juntamente com o citado Curso de Cartotopografia Militar, e as relevantes Disciplinas ensinadas no Quartel do 5º BCM, estruturaram o Instituto Propedêutico da Força Pública Mineira, instalado, também, no Prado Mineiro, por Maciel, em 1932, e consolidado por atividades curriculares, logo após a Revolução Constitucionalista, mais efetivamente no início de 1933, como embrião do D.I. , parte integrante dos anseios militares e políticos do Chefe do Palácio da Liberdade. O emblemático Departamento de Instrução ─ D.I. ─, do qual é honorável precursor o Professor João Batista Mariano, seria criado e instalado pelo próprio Olegário Dias Maciel ─ o verdadeiro Arquiteto da elevada Sistematização de nossos Cursos e Programas de Qualificação de Oficiais e Sargentos, pensados e desenhados pelo futuro Capitão-Professor João Batista Mariano. Todo esse progresso educacional revigorava-se pelo entusiasmo e adesão do Professor-Comandante-Geral Gustavo Capanema Filho e muitos Oficiais, como os Coronéis José Vargas da Silva, Alvino Alvim de Menezes, José Gabriel Marques, Octávio Campos do Amaral, Edmundo Lery Santos e Luiz de Oliveira Fonseca. Infelizmente, Maciel ─ colhido por morte súbita, aos setenta e oito anos de idade, no banheiro do Palácio da Liberdade, em 5 de setembro de 1933 ─ não teve o gosto de realizar seu majestático projeto de criar e implementar a por ele sonhada e encomendada Escola Militar. Isso coube ao Interventor Federal no Governo Mineiro, o patafufo Benedicto Valadares Ribeiro, por meio do Decreto nº 11.252, de 3 de março de 1934. Em 16 de abril do mesmo ano, já instalado, e sob o comando do ínclito e impertérrito Coronel José Vargas da Silva ( o primeiro Oficial Combatente da Corporação a titular-se em Educação Superior Civil, como graduado em Direito, em 1933, na Universidade de Minas Gerais, atual UFMG, na gloriosa Turma de nosso Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro), o Departamento de Instrução do Prado Mineiro iniciava suas atividades educacionais com a primeira Turma do Curso de Formação de Oficiais ─ C.F.O. ─, sob orientação técnica gerida pelo Alemão Henrique Schmidtz ─ Supervisor Pedagógico da Escola Normal de Dores do Indaiá, transferido para os Quadros do incipiente Educandário Militar, guindado a Tenente-Coronel da Força Pública. O 3 de Março de 1934 reluz, em plena vida seivosa do Exército Estadual das Alterosas, como Almenara da Educação de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública de Minas Gerais. Isso é motivo de honra e alegria para quem enverga a Farda Bege dos Guerreiros da Felicidade Pública e Defesa Social. Contudo, minhas asas historiológicas voam para os píncaros iluministas do dia 1º de julho de 1775, quando se instalou, efetivamente, em Cachoeira do Campo de Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar, nossa Corporação atuante e heroica, então rotulada de Regimento Regular de Cavalaria da Capitania Real das Minas do Ouro, criado, em 24 de janeiro de 1775, em Lisboa ─ Salvaterra dos Magos ─, Capital da Monarquia Portuguesa. Naquela data de instalação e naquele abençoado Chão da Liberdade, esta nossa Corporação ─ formada de jovens Mineiros, inclusive o respectivo Comandante, Tenente-Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, com seus vibrantes vinte e quatro anos ─ acolhia o único português de seu efetivo, madurão de quarenta e nove anos e Oficial do Exército Lusitano: o Sargento-Mor (correspondente ao Major de nossos dias) Pedro Affonso Galvão de São Martinho, designado Subcomandante do Regimento e bem-versado nas Ciências Militares e Técnicas Militares urdidas e ensinadas pelo General anglo-alemão Conde de Lippe (Frederico Guilherme Ernesto de Eschaumburgo-Lipa), a serviço do Exército Português, por ato do Primeiro-Ministro Sebastião José de
88º Aniversário da Academia Militar do Prado Mineiro.

O Sistema de Ensino da Polícia Militar de Minas Gerais – SE-PMMG – comemorou o 88º aniversário da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro (APM-PM). Naquele evento magnânimo, foram homenageados o nosso Gestor Principal – Coronel PM Veterano Isaac de Oliveira e Souza – e o Jornalista e Professor – Tenente Coronel Veterano João Bosco de Castro. Distinguidos com a Moeda Comemorativa de referida Escola Policial-Militar, esses oficiais superiores veteranos receberam, respectivamente os certificados de Colaborador Benemérito e de Professor Emérito. A APM-PM, organizou uma Formatura Vespertina Militar muito expressiva e rica de Conteúdo Histórico, Filosófico, Educacional e Humanístico digno de apreço e respeito. Para Isaac de Oliveira e Souza, “a inesquecível confraternização favoreceu a reunião festiva dos membros – dos níveis: estratégico, tático e operacional do SE-PMMG – que se uniram aos convidados e familiares queridos. Celebraram a grandiosidade e importância da Unidade Mater Educacional (de Formação, Especialização, Pós-Graduação e do Treinamento Policial-Militar), na comemoração do comemorou do 88º aniversário da Academia de Polícia Militar. Honra-me sobremaneira ser incluído, entre os valorosos agraciados, e homenageados na condição de Colaboradores Beneméritos.É justa a distinção aos militares mineiros – homens e mulheres –, professores e profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. É a certeza da missão cumprida, ao longo das últimas cinco décadas, na Bicentenária Corporação de Tiradentes.” “Estou valorizado com tudo, especialmente com o Título de Professor Emérito da Escola Superior à qual ofereci, ao longo de quatro décadas, meus efetivos serviços de Docência e Pesquisa, com sistematização e produção de Conhecimento, a par da eficaz e esmerada Qualificação Tecnoprofissional de Oficiais, Sargentos e Soldados. Sinto-me feliz e plenamente realizado em duas Profissões importantíssimas: a de Oficial da Polícia Militar e Professor”, disse João Bosco de Castro. Destacamos com Nota Dez com Tinta Azul: ao Coronel Eugênio Pascoal da Cunha Valadares, Comandante da Nobre Escola do Prado Mineiro, pelo discurso proferido, em elegância formal, densidade comunicativa, expressividade e Conteúdo assombrosamente relevante e indispensável à História de nossa Força Pública e à de nossa Insuperável Escola do Prado Mineiro! Na ocasião, ficaram evidentes a erudição ampla e notável preparo tecnoprofissional, a revivescência dos altos feitos de Próceres deste Educandário Militar, como Drexler, Campos Cristo e Mariano, José Vargas da Silva, Edmundo Lery Santos e Egydio Benício de Abreu, Henrique Schmidtz (Alemão Supervisor Pedagógico da Escola Normal de Dores do Indaiá, trazido para a melhor saúde propedêutica do novel D.I. Tutor-Decano…), Oswaldo de Carvalho Monteiro e Saul Alves Martins, Alberto Teixeira dos Santos Filho, Nivaldo Reis e Augusto César Brina Vidal…; ao surpreendente e garboso Desfile Militar Misto de Ativos (dentre os quais Diretores e Comandantes) e Veteranos, sob o Comando dos Comandante-Geral, Chefe do Estado-Maior e Chefe do Gabinete Militar, como homenagem aos Veteranos! Expressão de Humanização Policial-Militar…; ao Comandante-Geral, Coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, por sua belíssima e espontânea Oração! Ele ainda, ao microfone, regeu e cantou o “Parabéns a Você…” aos Oitenta e Oito Anos da Nobre Escola, com acerto boa-afinação. Espetacular… Destacamos, ainda, Nota Zero com Tinta Roxa, à ausência da Canção da Academia de Polícia Militar… na pauta musculosa da Formatura Vespertina!
Homenagem aos Pais!

Homenagem no Dia Internacional da Mulher
Neste Dia Internacional da Mulher, foram muitas as homenagens dirigidas à Mulher. Fruto da criatividade de Deus e parte indissociável da criação da humanidade. Dela — a Mulher — e por meio dela, os seres humanos foram criados. Sem Ela, não seria possível o Nascimento do Ser Humano… a Família, as Comunidades, as Civilizações… Então, após criar o Universo e todas as coisas que nele há, Deus criou os seres humanos: Assim Deus criou os seres humanos; Ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher… Gênesis 1.27 (BíBlia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje). Associado à Mulher, há muitas datas comemorativas. Mas, o reconhecimento de que houvesse um dia específico que a homenageasse, aconteceu após muitas empreitadas iniciadas pela própria mulher. No limiar do surgimento do século passado, foram muitas lutas travadas e muitas conquistas… até o reconhecimento, em 1975, pela Organização das Nações Unidas (ONU) fixando, no dia 8 de março o Dia Internacional da Mulher! Resta-lhe, ainda, muitos reconhecimentos. Neste ano de 2020, a Google destacou, à Mulher, o seguinte Doodie: A Mulher policial militar é igualmente homenageada neste dia! Recebe o reconhecimento de suas respectivas instituições militares, conforme se vê nos vídeos publicados pela: Polícia Militar do Amazonas: Polícia Militar do Mato Grosso: Polícia Militar de Minas Gerais: Polícia Militar de Pernambuco: Polícia Militar do Estado de São Paulo: Para homenagear a Mulher, neste Dia Internacional da Mulher, publicamos o Poema “Mulher”, da autoria de João Bosco de Castro, Jornalista deste Pontopm.
15ª Região da Polícia Militar Mineira recebeu homenagens em Teófilo Otoni
Numa sessão solene, a Academia de Letras de Teófilo Otoni e Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri homenagearam a Décima Quinta Região de Polícia Militar. Trata-se de Unidade Tática e Integrativa de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, com responsabilidade territorial naquela Região do Nordeste Mineiro. Para discursar em nome das Entidades de Cultura Literofilológica e Historiográfica, foi distinguido um dos seus membros, o Professor e Tenente-Coronel PM João Bosco de Castro, Jornalista deste Pontopm. A evocação encomiástica foi realizada no Plenário da Câmara Municipal de Teófilo Otoni, às 19h30min de 15 de junho de 2019. Na ocasião, João Bosco evidenciou os Doze Anos de Criação, Instalação e Desempenho daquela 15ª RPM da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ressaltou, também, sua responsabilidade territorial de polícia ostensiva e preservação da ordem pública e das Unidades Operacionais subordinadas, naqueles territórios mineiros. Veja as fotos seguintes que destacaram os momentos naquela noite. A cerimônia solene foi abrilhantada com a participação dos policiais militares músicos. Os presentes aproveitaram momentos de enlevo musical. Vejam e ouçam trechos musicais — da Canção do Expedicionário e do Hino de Minas Gerais — mostrados nos seguintes vídeos: No seu Discurso, João Bosco de Castro enfatizou a importância da 15ª RPM. Salientou que, na constituição operacional daquela Unidade, há o 19º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Teófilo Otoni; 44º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Almenara; 24ª Companhia de Polícia Militar Independente, com sede Nanuque; 26ª Companhia de Polícia Militar Independente, com sede em Itaobim e a 15ª Companhia de Polícia Militar Independente de Meio-Ambiente e de Trânsito, urbano e rodoviário. Desse modo, as ações de polícia ostensiva e preservação da ordem pública convergem à proteção das pessoas e das comunidades residentes naqueles Vales Mineiros!
Policial Militar e Mãe: extraordinárias protetoras
As extraordinárias protetoras — policiais militares brasileiras e mães — têm sido homenageadas, neste Pontopm, com publicações alusivas ao Dia das Mães. O propósito visava enaltecer as homenagens realizadas por algumas Instituições Militares Estaduais (IME). Neste ano, ampliaram-se as informações, publicando as que foram publicadas pelas PMs localizadas nas Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Foi-se o tempo, quando as homenagens eram feitas às mães dos policiais militares! Atualmente, as IME do Brasil, responsáveis pela polícia ostensiva e preservação da ordem pública, abrigam, em seus quadros, as policiais militares. Da soldada à coronela, aquelas que são mães, neste dia especial, tornaram-se destinatárias dos mais efusivos cumprimentos. Nesse sentido, o Pontopm homenageia as mamães policiais militares, mediante o poema de Toninho Bondade, narrado por Cid Moreira.

