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Temer decide retirar servidores da Previdência: “samba do crioulo doido”?

A decisão tomada na noite de ontem (21), sobre a retirada dos servidores estaduais e professores do projeto da reforma da previdência, gerou mais uma situação desconfortável.

Sob o enfoque político, tudo indica tratar-se de uma saída estratégica bem articulada do partido que lidera o poder no planalto. Desse modo, a pressão das bases é redirecionada para os palácios estaduais, liberando o poder central de possíveis responsabilidades, inclusive, de possíveis prejuízos políticos, se a pretensão do partido do atual presidente da república é — e parece que é — a continuidade no comando político da nação brasileira.

Para o deputado João Campos (PRB-GO), na presidência da bancada evangélica, conforme publicado na Folha de S. Paulo:

“a decisão do presidente Michel Temer de retirar da reforma previdenciária os servidores estaduais e municipais vai transformar a Previdência no ‘samba do crioulo doido'” e

“O governo muda radicalmente. Vamos ter múltiplos regimes próprios de servidor público, de cada Estado, municípios e do governo federal. Vai virar o samba do crioulo doido”

Sob o enfoque econômico, é bom para o planalto e para alguns estados asseguram os analistas econômicos, considerando que déficit da previdência privada seria de R$ 80 bi, enquanto que o dos estados totaliza R$ 90 bi. Mas, ainda sim, o problema é muito mais político do que econômico. Isso porque o poder e o foco da pressão subsequente saem do planalto e vão para a porta dos palácios, conforme ressaltou Carlos Alberto Sardenberg, no Linha Aberta desta manhã.

Para os governos estaduais com a situação financeira normalizada, os resultados podem ser alvissareiros para ambas as partes. Os servidores públicos e professores ficarão felizes e os governantes colherão dividendos positivos no pleito de 2018. Àqueles estados com situações difíceis, somente o tempo mostrará como irão resolvê-las. É esperar pra ver.

Fonte: Folha de S. Paulo e CBN.

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Sobre o(a) Autor(a):

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Isaac de Souza

(1949 _ _ _ _) É Mineiro de Bom Despacho. Iniciou a carreira na PMMG, em 1968, após matricular-se, como recruta, no Curso de Formação de Policial, no Batalhão Escola. Serviu no Contingente do Quartel-General – CQG, antes de matricular-se, em 1970, e concluir o Curso de Formação de Oficiais – CFO, em 1973. Concluiu, também, na Academia Militar do Prado Mineiro – AMPM, os Cursos de Instrutor de Educação Física – CIEF, em 1975; Informática para Oficiais – CIO, em 1988; Aperfeiçoamento de Oficiais – CAO, em 1989, e Superior de Polícia – CSP, em 1992. Serviu no Batalhão de RadioPatrulha (atual 16º BPM), 1º Batalhão de Polícia Militar, Colégio Tiradentes, 14º Batalhão de Polícia Militar, Diretoria de Finanças e na Seção Estratégica de Planejamento do Ensino e Operações Policial-Militares – PM3. Como oficial superior da PMMG, integrou o Comando que reinstalou o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos, onde foi o Chefe da Divisão de Ensino de 92 a 93. Posteriormente secretariou e chefiou o Gabinete do Comandante-Geral - GCG, de 1993 a 1995, e a PM3, até 1996. No posto de Coronel, foi Subchefe do Estado-Maior da PMMG e dirigiu, cumulativamente, a Diretoria de Meio Ambiente – DMA. No ano de 1998, após completar 30 anos de serviços na carreira policial-militar, tornou-se um Coronel Veterano. Realizou, em 2003-2004, o MBA de Gestão Estratégica e Marketing, e de 2009-2011, cursou o Mestrado em Administração, na Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade FUMEC. É Fundador do Grupo MindBR - Marketing, Inteligência e Negócios Digitais - Proprietário do Ponto PM.