“Joaquim”, O Tiradentes, na Berlinale de 2017.

Iniciado na segunda quinta-feira (9), e encerrada neste domingo (19), de fevereiro, aconteceu o 67º Festival Internacional de Cinema de Berlin. O Brasil teve participação marcante, “com o longa histórico ‘Joaquim’”, do cineasta pernambucano Marcelo Gomes e equipe, exibido nesta última quinta-feira (19). Trata-se de mais um filme “sobre a vida do mártir Tiradentes, enforcado e esquartejado por ter participado da Inconfidência Mineira contra a soberania de Portugal”. Segundo a RFI, “Marcelo deu asas à ficção”, ao afirmar que: “O filme foi inspirado em fatos históricos mas, na verdade, o que se tem de documento sobre o nosso Tiradentes é a certidão de batismo e o processo de julgamento dele, que é o auto de devassa. Sobre esse momento de mudança de paradigma, em que ele era um soldado da coroa e se torna um rebelde da coroa, não existe nenhum documento histórico. E eu queria falar desse momento de mudança de paradigma“, observa o diretor, que concorda que deu asas à imaginação, mas se apropriando de fatos reais: “Ele era um soldado, ele era um dentista, ele perdeu a cabeça, ele participou da Inconfidência”. Não há muita clareza, na notícia divulgada, na explicação do cineasta, quando afirma que “o enredo não chegou até a Inconfidência, propositadamente. Para ele, uma das motivações de Tiradentes mudar de campo pode ter sido a descoberta de que era tão marginalizado quanto os escravos, os índios e os mestiços”. No dizer de Marcelo, “[…] ninguém nasce herói. ‘São contingências da vida, problemas profissionais, frustrações afetivas e reflexões sobre a própria vida que levam você a tomar um ato heroico’”. O lançamento de “Joaquim”, no Brasil, é esperada “em uma data simbolicamente escolhida: 21 de abril, dia de Tiradentes e feriado nacional. E “o cineasta espera que os brasileiros recebam o filme com o coração aberto”: “Acho que a gente vive um momento no Brasil que é um “Fla-Flu” muito grande. Se você é do amarelo não quer ninguém do azul, se voce é do azul não quer ninguém de vermelho, acho que a gente tem que parar com isso porque se a gente ama o nosso país, a gente tem que entender melhor o passado, as fraturas sociais do passado para compreender melhor o presente, e dentro do presente o passado está mais vivo do que nunca. E a partir daí apontar soluções para o futuro, e parar com esse “Fla-Flu”!, enfatiza Gomes, concluindo que espera que “todas as torcidas vejam o filme”(sic). A notícia sobre as declarações do cineasta, no Jornal O Globo, há mais clareza, na intenção do cineasta, quanto à mudança de direção no enredo do filme, diferente dos anteriores. É preciso ver o filme e entender sua mensagem. Vamos aguardar. A história pode ser vista de diferentes ângulos. Sobre a história do Alferes Tiradentes — O Patrono Cívico Brasileiro e Patrono das Polícias Civis e Militares brasileiras — há os que se posicionam, de um lado, para valorizá-lo e, do outro lado, para desmoralizá-lo. No Livro, A Polícia Militar Através dos Tempos — Dos primórdios aos Regimento Regular de Cavalaria, há informações históricas que enaltecem o Joaquim José da Silva Xavier — O Tiradentes. Mas, há muitas outras estratégias utilizadas, para desconstruir o herói e torná-lo em mito. Como explicar? Enquanto isso, são oportunas as palavras de Paulo da Costa e Silva — Jornalista da Revista de História da Biblioteca Nacional: O ideal não é desconstruir o mito, mas procurar compreender sua construção, como se forjou Tiradentes como salvador da pátria, como a figura mais importante de nossa História, com direito inclusive a um feriado, o 21 de abril”. E acrescenta Paulo da Costa e Silva: Na opinião de Márcio Jardim, Tiradentes não pode ser encarado apenas como um mito: “É um personagem real da História do Brasil. A circunstância de Tiradentes ser considerado mito deriva do fato de sua figura histórica ter sido apropriada ao longo da História do Brasil, tanto no Império como na República, e ainda no século XX ter sido usada indistintamente, tanto pela esquerda – como símbolo de revolta contra os opressores e dominadores – como pela direita, como símbolo de herói militar nacionalista. Na verdade, Tiradentes não precisa ser elogiado ou diminuído, mas entendido como homem iluminista, racional e radicalmente imbuído da convicção de que era melhor para o Brasil tornar-se independente de Portugal. Não deve haver releitura negativa ou positiva, mas tão-somente interpretação documental, segundo as características de sua época, e não de acordo com as do nosso tempo. Os documentos sobre Antônia Maria e Joaquina em nada diminuem ou elevam a figura pessoal ou histórica de Tiradentes. Apenas ajudam a situá-lo como homem comum que foi, distante de um personagem idealizado”. Com as informações da RFI.
Horário de Verão termina hoje, à meia noite.
Termina hoje (19), à meia noite, o horário de verão iniciado em 16 de outubro de 2016. Nesse período, as pessoas que se encontravam, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul,aproveitaram um pouco mais da luz do calor e contribuíram, de certa forma, na redução de consumo de energia elétrica, com resultados positivos para a economia brasileira. A previsão do Ministério de Minas e Energia era que o horário de verão 2016/2017 mantivesse a média de redução do consumo no horário de pico em 4,5% e diminuísse em 0,5% o consumo geral de energia. O balanço final da economia durante esses meses, no entanto, só será divulgado na próxima semana. Apesar de parecer pouco, a energia que deixa de ser consumida nesse período é suficiente para atender a uma cidade como Brasília, que tem 2,8 milhões de habitantes. No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase meio ano – de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932. No verão seguinte, a medida foi reeditada e durou o mesmo tempo da primeira versão. Desde 1985, o horário de verão vigorou no país todos os anos, mas no passado houve anos em que a medida não foi adotada. A duração também varia, mas, em média, tem sido de 120 dias nos últimos 20 anos. A partir de um decreto 2008, o horário de verão passou a ter caráter permanente. Em 2016/2017, o horário de verão foi adotado nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo, além do Distrito Federal. O horário de verão de 2017/2018 começa no dia 15 de outubro.
Carlos Velloso não será o Ministro da Justiça e Segurança Pública
Carlos Mário da Silva Velloso — natural de Entre Rios de Minas, em Minas Gerais — é filósofo, advogado, professor, escritor, magistrado e jurista brasileiro e ex-ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal. Cogitado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, recusou o convite do Presidente Temer. O Portal G1 publicou matéria, nesta sexta-feira (17) destacando que Velloso diz que compromissos profissionais e éticos o impediram de assumir Justiça Foi noticiado também o seguinte “Comunicado à imprensa”: Comuniquei, hoje, ao Sr. Presidente da República, a impossibilidade de aceitar o seu convite para ocupar o honroso cargo de Ministro de Estado da Justiça. Não obstante meu desejo pessoal de contribuir com o país, neste momento tão delicado, compromissos de natureza profissional e, sobretudo, éticos, levam-me a adotar esta decisão. É que acredito no adágio “pacta sunt servanda” (o contrato é lei entre os contratantes), pilar do princípio da segurança jurídica. Continuarei à disposição do Presidente Temer, amigo de cerca de 40 anos, para auxilia-lo de outra forma, na missão que o destino conferiu ao consagrado constitucionalista de recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento econômico, com justiça social. 51 anos de serviço público e, dentre estes, 40 de magistratura, deixam-me seguro de que dei a minha cota de serviço à causa pública. Brasília, DF, 17 de fevereiro de 2017. Carlos Velloso
Ameaça norte-coreana forçará os EUA usar arma nuclear?
O teste norte-coreano, com o míssil balístico Pukguksong-2, realizado no domingo (12), motivou reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU. Aquele colegiado decidiu, por unanimidade, aplicar, à Coreia do Norte, a sexta sanção expressa numa resolução. A primeira, foi em 2006. No ano passado, duas. Conforme noticiado, a liderança daquele país, sob o regime de Kim Jong-un, desconsiderou a decisão da ONU, a exemplo de outras vezes, a penalidade aplicada. Essa situação preocupa os Estados Unidos. Primeiro, porque o teste teria sido considerado uma ofensa ao Governo Trump. Depois, pelo interesse dos Estados Unidos, no controle bélico nuclear e na proteção devida aos parceiros mais próximos da Coreia do Norte: a Coreia do Sul e o Japão. De certa forma, o projétil disparado, após percorrer uma distância de 500 km, caiu no mar do Japão. “Foi disparado de uma rampa móvel e não de um local fixo, tornando-o uma arma mais difícil para os Estados Unidos e seus aliados neutralizarem.” “Determinados” na proteção da Coreia do Sul e Japão, Os Estados Unidos valerá da dissuasão nuclear, declarou “nesta quinta-feira (16) o novo secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson“. Essa declaração de “ameaça foi feita durante a reunião e cúpula do G20, o primeiro compromisso internacional do chefe da diplomacia”, na cidade de Bonn — Alemanha. Nela, encontravam-se, conforme mostrado na foto acima, “Rex Tillerson entre os ministros das Relações Exteriores do Japão, Fumio Kishida (e) e da Coreia do Sul, Yun Byung-Se (d)”. Posteriormente, os representantes daqueles países voltaram “a pedir à Coreia do Norte que “abandonasse seu programa nuclear e balístico de forma completa, verificável e irreversível”, ressaltando que “essa ‘é a única forma de a Coreia do Norte ser aceita como membro responsável da comunidade internacional”. Porém, “declaração mais forte veio do secretário de Estado norte-americano”. Quando “Tillerson disse que ‘os Estados Unidos continuam comprometidos com a defesa de seus aliados, a República da Coreia e o Japão, inclusive oferecendo uma dissuasão ampliada, apoiada por toda a gama de suas capacidades de defesa, nuclear e convencional’. É certo que “a comunidade internacional condena testes da Coreia do Norte”. E “o presidente norte-americano, Donald Trump, já tinha mencionado o desejo de aumentar recursos antimísseis de seu país ante as ameaças norte-coreana e iraniana”. Fonte: RFI.
Policiais Femininos do Pará Comemoram o 35° Aniversário.
Nesta quarta-feira (15), na parte da manhã, os profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública comemoraram o 35° aniversário de ingresso da Mulher, na Instituição Militar Estadual (IME) do Pará. A solenidade comemorativa foi realizada no auditório da edificação sede do Comando Geral daquela IME. Foi presidida pelo “Coronel Marco Antônio Rocha, Chefe do Departamento Geral de Administração, representando o Comandante Geral, Coronel Roberto Campos”. Houve um tempo de “celebração religiosa realizada pelo Sargento Vieira, que ressaltou a importância das mulheres junto aos interesses” da IME do Pará. No evento comemorativo, marcaram presença “aproximadamente 100 policiais feminino, além de oficiais masculinos convidados e da banda de música da Polícia Militar”. Foram relembrados os 35 anos, vencidos pela destemida “turma de 45 moças”, ocupando espaços, até então ocupados somente por homens. Agora, olhando para um tem que passou, são declaradas vencedoras! Superaram todas as dificuldades, consequentes de muitas adversidades. Foi assim com a Coronel Ivone Mendes, diretora do Fundo de Saúde da PM e policial há 25 anos, lembrou que a trajetória não foi fácil. Ela contou um pouco de sua história e das dificuldades encontradas ao longo do caminho, ressaltando que não chegou ao seu posto sozinha e agradecendo a todas as mulheres inspiradoras que abriram espaço para o efetivo feminino: “Se não tivesse dado certo, nós não estaríamos aqui”, declarou. E de modo semelhante com a Coronel Telma Susi, que aproveitou a cerimônia para anunciar sua passagem para a reserva remunerada após 31 anos de serviços prestados à Corporação. A Coronel comentou, com orgulho, sobre sua luta para a valorização das mulheres na PM e disse que sempre acreditou que elas podiam mais. Marcaram presença também A Tenente Coronel Ana Izabel Campos, Diretora do Ambulatório Médico Central; a Capitã Aílse, a Tenente Bernadete e a Soldado Laudicéia, componentes do primeiro Pelotão de Polícia Feminino. Bem humorada, a Tenente Bernadete revelou que para ela é uma honra ser uma das pioneiras. “Nós queríamos naquela época, em 1982, sermos profissionais, somente; termos uma renda no final do mês. Mas depois que os nossos horizontes foram se abrindo e que fomos galgando as graduações, muitas coisas afloraram na nossa vida. Hoje eu vejo que isso aqui é um marco, é um desfecho de todo um sonho realizado”. […] a Tenente Bernadete chamou a atenção para a indispensabilidade da policial feminino atualmente. “Em todas as ocorrências, em todos os eventos, sempre a policial feminino vai ser necessária. Na nossa época, nós fomos escolhidas para cuidar de idosos, de criança, de aeroportos, nós éramos um cartão de visita. Hoje não, as policiais feminino estão implantadas em todos os quartéis, elas são uma presença marcante e necessária”. Ao encerrar as atividades programadas para a cerimônia, “O Coronel Rocha ressaltou […] que hoje todas as mulheres, independente de posto ou graduação, podem ascender na instituição, tal qual os homens, o que é uma grande conquista. Ele lembrou também que as policiais atuam tanto no setor administrativo, quanto no policiamento preventivo e repressivo, o que demonstra que a instituição vem reconhecendo a importância do trabalho feminino. Para o Coronel, os 35 anos da mulher na PM devem ser celebrados não apenas como uma data, mas como um ano comemorativo. Afinal, “disciplinada e corajosa”*, a policial feminino merece mais que um dia de celebração. *Trecho da “Canção da Policial Militar Feminino da PMPA”, composta pela Sargento Francivone, componente do primeiro pelotão de Polícia Feminino.
Controles sistemáticos nas fronteiras externas da União Europeia.
A partir desta quinta-feira (16) ficará mais difícil o acesso aos países da União Europeia (UE). A medida ora estabelecida visa dificultar principalmente a entrada de europeus, após “terem se radicalizado com extremistas no Iraque ou na Síria”, noticiou a RFI. A motivação do estabelecimento da medida teria sido as informações do “relatório divulgado em dezembro de 2016 pelo coordenador da UE contra o terrorismo”, pois: entre 2.000 e 2.500 europeus foram para a Síria ou o Iraque lutar ao lado de grupos extremistas e podem, potencialmente, voltar para seus países de origem. Afim de controlar o retorno desses cidadãos ao bloco, o Parlamento Europeu adotou uma nova legislação visando o que as autoridades locais chamam de “combatentes estrangeiros”. Anteriormente, somente “os cidadãos vindos de países que não fazem parte da UE” eram controlados e “os membros do grupo eram submetidos somente a uma simples verificação de seu documento de identidade ao entrar na União Europeia”. A nova legislação foi aprovada por 469 votos a favor, 120 contra e 42 abstenções e entrará em vigor 20 dias após a publicação no Diário Oficial da UE. As novas regras serão aplicadas aos cidadãos que saírem da zona de controle do bloco e dos “países nos quais é aplicado o Código de Fronteiras de Schengen“. Isso significa que os do “Reino Unido e Irlanda” não alcançados pelo acordo. Haverá uma flexibilização da regra: Porém, algumas exceções são foram previstas. Em caso de formação de longas filas nas fronteiras marítimas e terrestres, os Estados podem decidir aplicar apenas controles ditos “direcionados”, de apenas alguns passageiros. Já no caso das fronteiras aéreas, os países poderão adotar um sistema intermediário, controlando apenas alguns cidadãos, durante os primeiros seis meses de entrada em vigor do dispositivo.
Para Aprender, é Preciso viver?
Nos últimos dias, na Folha de S. Paulo, há muitas notícias valiosas com valiosas lições, para os governantes e os profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. Nelas, há conformidade e muita transparência, principalmente nos dados expostos, se prestados com correção e lisura. Há, também, opiniões que enriquecem ou empobrecem o debate. Uma delas é a declaração de “Arthur Trindade Costa, professor da UnB (Universidade de Brasília) e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública”, quando afirma que “No geral, o salário é só a ponta do iceberg”. Outra, digna de melhor reflexão, é a de que “Uma das principais queixas são as diferenças salariais dentro da corporação: os oficiais chegam a ganhar até cinco vezes mais que os praças, que atuam no policiamento ostensivo”. E, outra, de “Rafael Alcadipani, professor da FGV-SP”, ao afirmar, segundo aquele jornal, que o “O militarismo é um sistema bom para deixar muitos ganhando pouco e poucos ganhando muito”. Mas, o que não se explica plausivelmente, tem sido o posicionamento equivocado dos governantes, principalmente os que lideram os executivos estaduais. Nesta última quarta-feira (15) foi divulgado o Viver é Aprender, com duas lições a todos eles. Será que leram as opiniões das fontes indicadas? Provavelmente, não. Estavam ocupados, segundo a notícia de que: “Oito governadores e três vice-governadores reunidos na residência oficial do Distrito Federal nesta quarta-feira (15) assinaram uma nota pedindo que o governo federal e o Congresso não aprovem nenhum tipo de anistia a policiais militares que tenham sido punidos por atos inconstitucionais, como a paralisação dos PMs no Espírito Santo”. Estavam presentes na “reunião os vice-governadores do Espírito Santo, César Colnago, de São Paulo, Márcio França, e do Amazonas, José Henrique Oliveira, além dos governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, do Tocantins, Marcelo Miranda, do Amapá, Waldez Góes, do Piauí, Wellington Dias, do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, de Goiás, Marconi Perillo, e do Pernambuco, Paulo Câmara”. Do conteúdo da “nota” ou do “texto” mencionado pela Folha de S. Paulo, foram evidenciados os seguintes: “Os governadores solicitam ao governo federal e ao Congresso Nacional para que não seja aprovada qualquer tipo de anistia aos policiais militares que tiverem sido punidos pelos atos considerados inconstitucionais”. “Neste momento de instabilidade e insegurança, é preciso agir com firmeza para que situações semelhantes não se expandam para outras regiões do país” “[…] a postura dos PMs é ‘ inaceitável e ilegal’”. “É imperioso, também, que o governo federal aprofunde as discussões com todos os governos estaduais e implemente o Plano Nacional de Segurança Pública. Esse conjunto de medidas deve conter ações e estratégias que garantam não só a segurança nas cidades, mas o controle das nossas fronteiras, de forma a combater, principalmente, o tráfico de drogas e de armas”. Será que um plano nacional de segurança público, quando o desejável é que se tenha um plano municipal de segurança pública, já que a “guerra urbana” é travada no território municipal, resolveria um problema de ordem social e econômico? Não seria mais fácil analisar os infográficos publicados, onde os dados mostram que, no período de 2012 a 2015, a infração variou 34%, segundo o IPCA, e que “Dos 19 Estados que responderam, 8 deram reajuste abaixo da inflação a PMs.”? Se os problemas dos estados, conforme noticiado, têm sido levados ao governo federal, por que os governadores não o solicitaram que decretasse, a partir daquela data, um reajuste das PMs correspondente, no mínimo, ao da inflação? Não é assim com todo trabalhador assalariado brasileiro? Além disso, há notícias indicativas da mobilização das associações que são reconhecidas pelos governos como representativas das categorias dos profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública e dos bombeiros militares. Em São Paulo, ontem, houve uma manifestação de familiares de policiais militares nas imediações do Palácio Bandeirantes. As informações destacam que: “Representantes de oito associações de policiais militares de São Paulo se reuniram com o secretário da Segurança Pública, Mágino Barbosa, na tarde desta quarta-feira (15), para discutir uma série de reivindicações. Os principais pontos de discussão da categoria são sobre previdência e reajuste salarial.” Para Minas Gerais, são noticiadas as possibilidades de movimentações, quando se lê que: “Nesta semana, marcaram uma manifestação para o dia 7 de março na praça da Assembleia Legislativa.” “Na terça (14), entidades e deputados definiram como reivindicações a retomada do pagamento integral no quinto dia útil e a reposição da inflação referente a 2015 e 2016, de cerca de 18%. Em calamidade financeira, Minas vem parcelando salários desde o início do ano passado. Outra reunião, com mulheres de PMs, acontece na sexta (17).” Não seria interessante, para os governos desses estados, à guisa de cumprimento do dever constitucional de proteger as pessoas e seus patrimônios; anteciparem e evitarem situações desfavoráveis, cumprirem tão somente o que está estabelecido na Lei, ao invés de buscar o socorro do governo federal?
Paris Saint-Germain humilha Barcelona.
A espetacular vitória do Paris Saint-Germain, classificado praticamente para as quartas-de-finais, da Liga dos Campeões, humilhou o Barcelona, com a goleada de 4 a 0, nesta quarta-feira (14), na cidade de Paris. Além disso, merece destaque “uma das melhoras façanhas desportivas do clube parisiense na história do futebol francês”, segundo a RFI. Mas, “a notícia caiu como uma bomba” para o clube espanhoul, “o poderosíssimo Barcelona”, derrotado em casa, anteriormente, nas oitavas de final da Liga dos Campeões, pelo PSG. A noite foi igualmente espetacular para o argentino Di María que marcou dois dos quatro gols, no dia em que completou 29 anos. Draxler e Cavani fizeram os outros gols para a equipe parisiense, dirigida pelo espanhol Emery. Antes do próximo jogo, no dia 8 de março, há um prenúncio de uma crise sobre a possibilidade de Luís Enrique continuar na direção dos treinamentos do clube, considerando que há um “clima de desconfiança com os jogadores chaves”. Breve, veremos, o que acontecerá.
Decisão da ONU é Rejeitada pela Coreia do Norte
A Coreia do Norte rejeitou categoricamente, nesta quarta-feira (15), a Resolução do Conselho de Segurança da ONU, em consequência do lançamento do tiro balístico de míssil realizado no último domingo (12) O lançamento balístico foi considerado uma provocação ao novo governo americano. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu uma resposta “firme ao regime de Pyongyang. A RFI noticia que as resoluções da ONU proíbem Pyongyang de desenvolver programas militares ou balísticos. A decisão do Conselho de Segurança, na última segunda-feira (13), condenou por unanimidade o teste do míssil, julgando que se tratava de uma “grave violação” das resoluções do órgão, ameaçando o regime de novas medidas significativas. Esta última decisão do Conselho de Segurança da ONU é a sexta daquele órgão, considerando que a primeira foi tomada no ano de 2006 e, duas delas, no ano passado. Neles, foram lançados vinte mísseis. As informações evidenciam que “o objetivo de Pyongyang é que as armas tenham alcance suficiente para atingir o território americano”. As decisões têm o propósito de convencer “o líder Kim Jong-Un a abandonar seus projetos militares”. Por outro lado, a KCNA, agência oficial do governo norte-coreano, declara que a decisão da ONU “é um questionamento ao direito de um Estado soberano à legítima defesa”. Além disso, alerta sobre a necessidade de a ONU “olhar de frente os progressos norte-coreanos e assegurar a posição estratégica do país como uma potência nuclear”.
Viver é aprender!
Temos 20 anos em que greves de policiais militares acontecem no país. E ao longo da História brasileira tivemos greves de forças policiais desde o Império. O Exército já se amotinou, várias forças já foram extintas e recriadas por causa de conflitos entre elas e com o governo. Parece que desaprendemos a lidar com isso – e esse desaprender é intencional. O que eu vejo são cálculos oportunistas. A ideia do “quanto pior, melhor” tem favorecido péssimos governantes. Jacqueline Muniz – Fonte. Devem ser lidas, analisadas e refletidas — principalmente pelos profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública —, as considerações de Jaqueline Muniz, à BBC, e de Elio Gaspari, na sua coluna, na Folha de S. Paulo, nesta data, e transcrita abaixo. No último editorial do Pontopm, alertou-se a respeito, com uma série de indagações, agora, parcialmente, respondidas. Mas, aos textos ora indicados, a maior atenção deve ser da liderança executiva dos policiais militares brasileiros, principalmente, no momento da decisão para ocupar cargo de poder decisório. Na maioria das vezes, uma carreira é construída com muito sacrifício, para ser encerrada — e até esquecida — quando as escolhas são equivocadas. É preciso pensar muito bem, pois o verdadeiro poder pertence aquele executivo que tem a chave do cofre. De resto, só o gerenciamento do conflito, com muita sabedoria e cuidado, para não cometer erros, especialmente injustiças. Leia, por favor, o texto de Elio Gaspari, e reflita! Somando-se todos os seus mandatos, Paulo Hartung governou o Espírito Santo por dez anos e trabalhou duro no seu saneamento financeiro. Encarnou o respeito à Lei da Responsabilidade Fiscal e aquilo que chama de “o caminho capixaba”. O motim da Polícia Militar do Estado mostra a necessidade da busca de algo impossível, uma lei da responsabilidade social. O prometido paraíso fiscal levou o Espírito Santo a viver dias de inferno social. Enfrentando o motim da PM, o governo de Hartung seguiu um modelo comum aos governadores que esticam a corda e, quando despertam, pedem socorro às Forças Armadas. Em 2012, num motim muito parecido com o capixaba, o governador Jacques Wagner chamou o Exército. Seis governadores já chamaram a tropa e 22 Unidades da Federação já expulsaram policiais militares e bombeiros. Parecem grandes defensores da lei e da ordem, mas é tudo teatro. Entre 2011 e agosto passado, o Congresso votou duas anistias para policiais e bombeiros que se meteram em pelo menos 33 greves e motins. Nas duas, o PMDB de Temer e Hartung apoiou as iniciativas (curiosidade: um militar que sofreu uma sanção disciplinar enquanto sua tropa estava mobilizada para conter um motim continua com a ficha suja. O PM foi anistiado). Noutro motim, o dos bombeiros do Rio, o governador Sérgio Cabral foi o paladino da lei e da ordem. Hoje ele está em Bangu. Pezão, seu vice e herdeiro, também chamou o Exército, depois de detonar a responsabilidade fiscal, a social e, quem sabe, a penal. Hartung sustenta que não atende as reivindicações da PM pois não tem dinheiro. Algum dia se saberá quanto custou a mobilização da tropa federal de 3.000 homens. A desordem que acompanhou o motim custou dezenas vidas e cerca de R$ 500 milhões à economia. Esse aspecto fiscalista das desordens não é o único. Nesses motins e na forma como os governos estaduais reagem, há uma irresponsabilidade social, impossível de ser legislada, mas possível de ser percebida. Os governadores não se previnem e, quando o caldo entorna, chamam o Exército. Quando tudo volta ao normal, deixam a anistia passar no escurinho do Congresso. A doce figura de Milton Campos (1900-1972) governava Minas Gerais quando estourou uma greve provocada por salários atrasados e um de seus secretários anunciou que mandaria um trem com soldados para a área. “Não seria melhor mandar o trem pagador?”, perguntou o governador. Seria um exemplo de tibieza, mas esse adjetivo jamais poderá ser associado ao general Ernesto Geisel. Em 1975, ele enfrentava uma greve de fome de presos políticos por melhores situações carcerárias e dois dos seus generais cuspiam fogo. (Entre os presos estavam dois condenados à prisão perpétua, três sequestradores e um dos terroristas que mataram um marinheiro inglês cujo navio visitava o Rio de Janeiro.) Geisel estudou a situação e informou: “Ceder a uma greve é duro, mas eu prefiro ceder”. Se fosse possível redigir uma lei da responsabilidade social, os governantes seriam punidos quando criassem situações caóticas. Em nome da responsabilidade fiscal, Hartung acha que faz o certo, assim como Michel Temer acredita que deve reformar a Previdência e a legislação trabalhista de acordo com as tabelas de seus sábios. Planilha de excel qualquer um faz. Administrar uma sociedade é bem outra coisa.
