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MILITAR RESPEITÁVEL, HISTORIÓGRAFO AUTÊNTICO…

Conheci-o, em 1966, como Tenente do Departamento de Instrução do Prado Mineiro, quando me iniciei no Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais. Ele foi meu Professor de História Militar, História da Polícia Militar de Minas Gerais e Cerimonial Militar — especialmente sobre o Regulamento de Continências, Honras e Sinais de Respeito, R Cont… Explícito e excelente em tudo quanto fazia e ensinava!… Dava gosto ver e ouvir suas verbosas explosões de entusiasmo profissional e retidão de caráter. A partir de 1968, já Capitão, Ele continuou meu Professor e recebeu o cargo de Comandante da Terceira Companhia de Alunos do citado e notável DI, à qual pertencia minha turma de Cadetes. Convivemos bem e intensamente. Sempre lhe apreciei os modos e os meios corretíssimos e exemplares de ser Oficial, Professor e Líder. Sua postura e seus jeitos de compostura encantavam-me, principalmente porque sua palavra, sempre me ensejava confiança inquebrantável e inegociável, e irradiava sólida manifestação de justiça e capacidade cristalina de convencer por meio da linguagem dos bons exemplos. Frenético e vibrante, Ele nunca me deixou na encruzilhada escura…

Refiro-me àquele jovem e esguio Oficial Leozítor Floro da enfumaçada Década de 1960.

Concluí meu C.F.O., vigorosamente militarista, em 5 de dezembro de 1969. Como Aspirante a Oficial, classificaram-me no próprio Departamento de Instrução do Prado Mineiro, como Professor dos Saberes Militares e de outro sublime Saber, até então ainda obscuro às mentes brasileiras: Policiamento, Polícia, Teoria de Polícia, Ciências Policiais, Policiologia. Os revolucionários Decretos-Lei nº 317/1967 e nº 667/1969 impunham mudanças profundas às Polícias Militares Brasileiras para o conhecimento e a prática de Coisas de Polícia, e o Departamento de Instrução do Prado Mineiro decidiu, a partir do Ano Letivo de 1970, priorizar as Malhas Curriculares dos Cursos de Formação de Oficiais e de Formação de Sargentos assentadas nos conceitos de Polícia e seus múltiplos e intricados correlatos. Aos Aspirantes classificados no D.I., em 1969, competia desbravar e aplainar tal Floresta Jurídico-Epistêmica.

A essa Revolução Institucional, intra e extra-Departamento de Instrução, mais praticamente ao longo de todas as Unidades da Corporação, de 1967 a 1996 (?…) chamei O Estouro do Casulo, em meu Livro homônimo, lançado em 1998 e republicado em 2009, já sob o pálio do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro.

Como verdolengo Professor do D.I., a partir de 1970, sob as novidades policiais brasileiras, continuei a conviver com o Capitão Leozítor Floro.

Em 1972, Ele publicou o excelente Manual de História Militar, com base no qual, em 2004, convidei-o para o provimento de Cadeira Areopagítica na Seção de História da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PMMG. Ele não se decidiu a isso, de pronto. Reformulei-lhe tal convite, em 2012. Ele o aceitou e ocupou, com denodo e valor pesquísico, a Cadeira Areopagítica nº 4 do dito Silogeu Rosiano, sob os auspícios do Patrono Coronel-Historiador Antônio Augusto de Lima Júnior.

Em 2015, o Coronel Leozítor Floro — Historiógrafo de mão-cheia e pesquisador respeitável — publicou A POLÍCIA MILITAR ATRAVÉS DOS TEMPOS — DOS PRIMÓRDIOS AO REGIMENTO REGULAR DE CAVALARIA (volume I), sobre cujo autêntico e legítimo conteúdo, fundado em inatacável pesquisa, expedi e assinei Laudo de Análise Historiológica.

Toda essa riqueza historiográfica de cunho academial levou-me a conduzir o Coronel Leozítor Floro aos pódios gloriosos de Pesquisador Benemérito Notável da Polícia Militar de Minas Gerais, Excelência em Pesquisa em Defesa Social, Prêmio Coronel Alvim de Ciências Militares (com o título de Prócere Magistral em Ciências Militares da Polícia Ostensiva e chancela de Notório Saber) e Acadêmico-Honorário da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano FGR —MesaMariano.

Em 18 de fevereiro de 2018, à noite, o Coronel-Acadêmico Leozítor Floro foi chamado para o outro lado agostiniano do caminho, para brilhar nas Constelações do Hemisfério da Sabedoria Eterna.

Louvor e Paz a tão notável e profícuo Pesquisador! Militar respeitável, Historiógrafo autêntico…

Bom Despacho-MG, 27 de fevereiro de 2018.

João Bosco de Castro,

Presidente da MesaMariano,

Jornalista do Pontopm,

Professor Emérito da APM Pra.Min.,

Editor-Associado da Revista O Alferes…

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Sobre o(a) Autor(a):

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João Bosco de Castro, Jornalista e Professor

(1947 ____) é Oficial Superior Veterano da PMMG. Poeta, contista e ensaísta, romancista, cronista e heraldista, jornalista profissional, tupinólogo e filólogo honóris-causa, palestrante, comunicólogo e inscultor-escultor, crítico literário, redator-revisor, camonólogo e carpinteiro. Professor de Línguas e Literaturas Românicas. Professor Titular e Emérito da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro. Pesquisador Benemérito Notável da PMMG. Especialista em Polícia Militar, em Gestão Estratégica da Segurança Pública, em Linguística Geral e em Comunicação Social (CEPEB). Policiólogo: Mestre, Doutor e Livre-docente, por Notório Saber, em Ciências Militares da Polícia Ostensiva e em Historiografia de Polícia Militar (História da Polícia Militar de Minas Gerais), de acordo com as páginas 49-65 do BGPM/PMMG nº 70, de 13 de setembro de 2012. Publicou doze Livros (escreveu outros vinte e sete) e mais de duzentos Ensaios (dentre filológicos, policiológicos e críticos). Tem quinhentos e vinte quatro prêmios obtidos em concursos literários e epistêmicos. Integra trinta e oito Academias (ou Institutos) de Letras, História e Cultura. Presidente Ad-Vitam da Academia de Letras Capitão-Médico João Guimarães Rosa da PMMG, Presidente da Alliance Française de Belo Horizonte (2010-2011) e Presidente da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano ─ MesaMariano. Veja, também, a SÚMULA CREDENCIAL do Autor.