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Homenagem ao Cabo PM Marcos Marques da Silva

São muitas as manifestações para o Cabo PM Marcos Marques da Silva, tombado covardemente durante o cumprimento do seu dever.

Numa simples pesquisa ao google” encontram-se “Aproximadamente 398.000 resultados (0,49 segundos).

Mas, há um jornal brasileiro, com enorme circulação no solo brasileiro, que não publicou uma linha sequer sobre o episódio cruento de Santa Margarida, um pacato e enlutado município brasileiro.

Quanto ao citado jornal, nada a acrescentar! O tempo passa, e o consideramos, por demais precioso!

Quanto ao município de Santa Margarida, agora muito conhecido em âmbito nacional ou além das fronteiras, restou-lhe o luto pela perda de dois profissionais protetores das vidas e dos bens materiais e patrimoniais das pessoas que ali vivem e desenvolvem suas diversificadas atividades.

A despeito de não ter sido lembrado pelo portentoso jornal-empresa, o que não é estranho, ao Cabo PM Marcos Marques da Silva, dedicaram-se o muitas lembranças. Algumas silenciosas e agoniadas. Outras estrondosas, mas igualmente contristadas, sufocadas e chorosas.

Veja, por exemplo a manifestação:

 

Do Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

 

Da MM Juíza de Direito, da 2a Vara de Tóxicos, de Belo Horizonte/MG, Drª Andrea Miranda Costa, no seu FaceBook :

“Como tomba o abeto solitário da encosta ao passar do furacão, assim o guerreiro misterioso do Crissus caia para não mais se erguer”. Peço emprestadas as palavras de Alexandre Herculano, extraída da obra “Eurico, o Presbítero”, para narrar a morte heroica do policial militar MARCOS MARQUES DA SILVA, covardemente morto por verdadeira Besta do Apocalipse. Aquela mesma da visão de João, o Discípulo de Jesus, de sete cabeças e dez chifres, o Anticristo. O sangue derramado na pequena Santa Margarida servirá, queira Deus, para que haja reflexão sobre os rumos que a sociedade pretende. Continuarão a defender cegamente os bandidos ou se postarão ao lado dos homens de bem? Defender essa aberração chamada de “audiência de custódia “, por exemplo? Defender que os direitos do réu estão acima do bem e do mal? Na luta diária pela aplicação da lei, sempre respeitei os direitos do réu, mas também os da vítima e/ou seus familiares. Eu e tantos outros que lutamos a mesma luta somos tratados quase como párias da sociedade. Existe uma completa inversão de valores e essa inversão perdura até que o defensor ardoroso dos “direitos humanos” seja vítima da criminalidade. Com certeza seu discurso mudará, mas o estrago de sua defesa já foi feito. Qual o verdadeiro propósito da “audiência de custódia “? Indagar do réu se ele foi torturado pela polícia. Pergunto para os defensores dessa aberração: o que indagar da besta do apocalipse que puxou o gatilho contra o policial? Você foi agredido??? Por óbvio que não defendo aqui a tortura ou cessar os direitos dos réus. Devem ser preservados, sim, mas dentro de uma lógica, com limites ao excesso, ao absurdo. Nós, Juízes de Direito, Procuradores e Promotores de Justiça e policiais estamos sentados no banco dos réus assistindo, boquiabertos, os defensores dos direitos humanos se insurgirem contra nós, acusando-nos de tortura e abuso de autoridade, deixando a mercê da própria sorte a sociedade indefesa e que, infelizmente, não se deu conta do que está acontecendo. Ouço relatos diários de bandidos se vangloriando de seus crimes e nos ridicularizando, dizendo: “nos vemos na rua e será seu fim “. Intimidação? Menosprezo pela Justiça? Impunidade? O destaque dessa tragédia recairá , por certo, sobre as bestas travestidas de bandidos que morreram no confronto com a polícia. Se referirão a eles como aquelas “vítimas de chacina perpetrada pela polícia “. Para as bestas sobreviventes? Poucos anos de cárcere e logo, embaladas pelos ardorosos defensores dos direitos humanos, sairão às ruas a caça de novas vítimas. Quiça eu, quiça você. Saiba honrosa Corporação de Tiradentes que nós, homens de bem, jamais a abandonaremos. Lutaremos juntos, nem que sejamos a última trincheira. Que o sangue derramado do PM Marcos não seja em vão. Como diz a letra da canção da PMMG, “Fortes marchemos, eia soldados! Os passos desses heróis são faróis que segurança nos dão e razão, seguiremos”. Descanse em paz “descendente do bravo Alferes, o Tiradentes”, o seu sangue será meu alimento da alma para seguir adiante, sem depor a minha Toga.

E a do Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais:

Prezados Policiais Militares,

É com grande pesar que comunico aos integrantes da família Policial Militar que hoje, por volta das 9h, em Santa Margarida, área do 11º BPM, o nº 149.314-7, Cb PM Marcos Marques da Silva, faleceu em decorrência de confronto com marginais, ao intervir numa ocorrência de assalto a banco.

Tão logo fomos informados do fato, disponibilizamos todos os recursos operacionais possíveis – aeronaves do COMAVE, militares do BOPE – para viabilizar a prisão dos marginais e dar uma resposta efetiva à população e à família do militar, mesmo diante da tragédia ocorrida. Até o momento, foram presos três marginais; um ainda está foragido. As operações de captura prosseguem na região.

Recomendamos a uma equipe da DEEAS e ao serviço de psicologia do 11º BPM que acompanhem a família e ofereçam todo o suporte possível para suavizar este momento difícil.

Consternados pela perda de um companheiro de farda, desejamos força à família do Cb Marcos, um militar de grande valor e um homem honrado que muito engrandeceu o nome da Polícia Militar de Minas Gerais.

Concito os bravos policiais militares de Minas Gerais a não esmorecerem, a seguirem em frente, firmes no propósito de combater o crime e impedir que a criminalidade avance sobre o nosso Estado.

(a) HELBERT FIGUEIRÓ DE LOURDES, CORONEL PM

Há, nas mídias sociais, muitas outras manifestações de apreço e carinho de dezenas de pessoas para o Cabo PM Marcos, que é referido como um novo herói, a ser lembrado!

Aos queridos familiares do Cabo Marcos, estimamos o conforto Divino!

Aos companheiros de farda, nossos estímulos. Continuem firmes. Tombem, se for o caso, mas com absoluta dignidade. A exemplo do Cabo PM Marcos Marques da Silva que será, certamente, incluído no Pelotão dos heróis comandado pelo bravo Alferes Tiradentes!

Fonte: Foto (pixabay) textos (PMMG e Facebook)

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Sobre o(a) Autor(a)

Isaac de Souza

Isaac de Souza

(1949 _ _ _ _) É Mineiro de Bom Despacho. Iniciou a carreira na PMMG, em 1968, após matricular-se, como recruta, no Curso de Formação de Policial, no Batalhão Escola. Serviu no Contingente do Quartel-General – CQG, antes de matricular-se, em 1970, e concluir o Curso de Formação de Oficiais – CFO, em 1973. Concluiu, também, na Academia Militar do Prado Mineiro – AMPM, os Cursos de Instrutor de Educação Física – CIEF, em 1975; Informática para Oficiais – CIO, em 1988; Aperfeiçoamento de Oficiais – CAO, em 1989, e Superior de Polícia – CSP, em 1992. Serviu no Batalhão de RadioPatrulha (atual 16º BPM), 1º Batalhão de Polícia Militar, Colégio Tiradentes, 14º Batalhão de Polícia Militar, Diretoria de Finanças e na Seção Estratégica de Planejamento do Ensino e Operações Policial-Militares – PM3. Como oficial superior da PMMG, integrou o Comando que reinstalou o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos, onde foi o Chefe da Divisão de Ensino de 92 a 93. Posteriormente secretariou e chefiou o Gabinete do Comandante-Geral - GCG, de 1993 a 1995, e a PM3, até 1996. No posto de Coronel, foi Subchefe do Estado-Maior da PMMG e dirigiu, cumulativamente, a Diretoria de Meio Ambiente – DMA. No ano de 1998, após completar 30 anos de serviços na carreira policial-militar, tornou-se um Coronel Veterano. Realizou, em 2003-2004, o MBA de Gestão Estratégica e Marketing, e de 2009-2011, cursou o Mestrado em Administração, na Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade FUMEC.