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ÀS VEZES, O AZAR RESPIRA SORTE!…

ÀS VEZES, O AZAR RESPIRA SORTE!… João Bosco de Castro*. Às 13h de 21 de outubro de 2017, sábado, Eu, minha Namorada Beatriz, minha Filha Bruna Dáphne e seu Namorado Tadeu Henrique participamos de agradável encontro socioassistencial na Liga Operária de Minas Gerais, sediada na Rua dos Tamoios, nº 930, Centro de Belo Horizonte, Capital do Estado, para almoço beneficente em favor da Associação das Obras Pavonianas de Assistência ─ AOPA. Vi lá coparticipação efetiva de Pessoas e Entidades engajadas na Felicidade Comunitária e Grandeza Humana, como a própria Liga Operária, a mencionada AOPA, Segmentos Religiosos e a Maçonaria Universal. Sem esses Salvadores, os Mais-Necessitados sempre ficam à mingua de socorro, pois em republiquetas da marca do Brasil, dirigidas por ratazanas políticas dos três poderes, os agentes impúblicos fantasiados de politicoides amorais elevam-se à gestão da Pátria Amada pelos degraus da escadaria construída no monturo, sob o pálio ignorante de eleitores míopes depauperados pelo desaviso crítico oriundo da falta de Escola de Qualidade e pressionados por desemprego gerador de fome e desespero. Em ambientes dessa laia maldita e acanalhada, fulminadora de oportunidades sociais e impeditiva de progresso moral e econômico, os recursos honestos enfiam-se na funda goela de larápios e até se espalham pelos ralos fétidos e mesquinhos da sistêmica e vergonhosa corrupção atrelada à indecência da concussão avassaladora da dignidade estatal e empresarial. Para Crianças, Adolescentes, Idosos e outros Seres desvalidos, a par de Desempregados e outras Vítimas do cancro sociopolítico, obterem algum alento de vida, até mesmo comida nutritiva, existem Maçons, Espíritas, Católicos, Protestantes, Vicentinos, Ligas Operárias e AOPAs. Ainda bem!… Na Liga Operária da Rua dos Tamoios, anfitriã e hospedeira do maravilho Evento beneficente, fomos cordialmente acolhidos pelo Secretário Márcio Viana de Paula, ardoroso Maçom, Pai de Tadeu Henrique, e Dona Idelma Macedo de Paula, Mãe do mesmo Tadeu. O nível do Encontro era elevado e irradiava alegria e paz, congraçamento e cordialidade, atenção humana e autodoação dadivosa, como convém aos melhores Artífices da Felicidade Alheia. Gostamos bastante de todos aqueles ares de Amizade e Elegância Espiritual. Tudo ali tinha jeito de aprazível e apaziguante Convivência, com espontaneidade e singeleza a serviço da Tranquilidade e Garantia da Vida Humana. Sorridente e expressiva, Dona Idelma ajudava a servir às filas de comensais varados de fome. Ela também fez docinhos esplêndidos e ofereceu-os a Todos. Quanta habilidade e ternura numa só e única Pessoa!… Almoçamos bem! Massas especiais e generosas, bem-servidas e regadas com sucos e refrigerantes. Quem gostasse de vinhos e cervejas, e disso bebesse em tal festança, pagasse mais por esses mimos. Sobremesa farta, bem-feita e bem-servida, ao guloso costume dos montanheses, até poderia comprometer os diabéticos ou aqueles mais redondinhos e fofos ornamentados com os perfeitos pneuzinhos da obesidade central. Tentei conter-me, porém não dei ouvidos aos clamores vigilantes dos arcanjos zeladores dos bons-modos da barriga-chapada!… Ao final da Confraternização adorável, surgiu animado sorteio de brindes. Minha Filha Bruna Dáphne ganhou sofisticados sabonetes da Natura. Meu número 46 foi o último a ser laureado. Eta coisa boa! Último número laureado naquele pródigo sorteio, sim, mas o primeiro voo da sorte a acertar-me na vida de azares, ao longo destes meus setenta anos. Ganhei um exemplar de O Planeta das Gêmeas: entre risadas e brincadeiras, de Melissa e Nicole, Editora Astral Cultural. Sempre apoiei moções de filantropia. Comprei e vendi rifas e quejandos da sorte, vida afora, contudo somente me visitava o azareio. Isso nunca me desgostou… Em fins de 1977, em Patrocínio-MG, quando e onde, como primeiro-tenente, Eu comandava a 2ª Companhia de Polícia Militar do Condor do Paranaíba, ali sediada, quase ganhei um fusca zerinho-zerinho, ano 1977, modelo bonito de 1978. Minha Loja Maçônica 31 de Março, recém-instalada, fazia campanhas diversas para o exercício filantrópico e, naquela ocasião, buscava recursos para a construção de seu majestoso Templo da Arte Real. Ainda aprendiz, incumbi-me da venda de cem bilhetes sem nenhuma numeração. Eram dez mil chaves de veículo: aquela, cujo talhe de segredo fizesse o dito-cujo funcionar, corresponderia ao bilhete premiado. Das cem chaves sob minha responsabilidade, vendi noventa e comprei dez… Vendi-as a Mim mesmo! Guardei-as em minha gaveta de comando, com toda a segurança, à espera do novo azareio. E o diabo me veio, com suas conhecidas e eficazes habilidades transformadoras de sorte em azar! A uma semana da data prevista para o sorteio, o Décimo Quinto Batalhão de Patos de Minas, o Condor do Paranaíba, reforçou-me o efetivo policial-militar de Patrocínio com dezesseis Soldados recém-formados no Curso de primeira qualificação. Recebi-os, com alegria e palestra de boa-chegada, ao início da manhã de chuvosa segunda-feira de dezembro. Após essa recepção, dois deles foram a meu Gabinete, atrás da boa-sorte. Queriam comprar uma chave-bilhete do sorteio do tal fusca zerinho-zerinho. A princípio, não quis dar-lhes atenção, pois, ao vender noventa, só me restavam as dez belas chaves reservadas à madura insistência de minha categoria de pé-frio. Eles tinham, contudo, argumento poderoso e lúcido ao qual me curvei: “─ Sô Tenente, o Senhor ainda fica dono de nove chaves… Queremos comprar só uma, ainda assim à-meia, porque nossa grana é pouca!…” Amoleci-me a convicção de cabeça-dura egoísta. Abri minha gaveta, retirei dela as dez chaves e deixei-os escolher uma… apenas uma. Os dois jovens Soldados embaralharam a penca e retiraram a deles. Pagaram-me Cr$ 2.000,00 (dois mil cruzeiros) com duas cédulas amarelinhas de Cr$ 1.000,00 (mil cruzeiros). Saíram satisfeitos com a conquista. Seis dias após essa bendita e bem-argumentada transação, a chave-bilhete deles fez o fusca funcionar. Levaram o bicho. Venderam-no. Com o dinheiro, cada um comprou o seu, também fusca, bem-bonzinho, apesar de desgastado pelo tempo e pelas refregas do uso. A tal chave-bilhete rendeu a transformação de um fusca zerinho-zerinho 1978 em dois fuscas 1966, ainda saudáveis. Não me entristeci com isso. Louvei a boa-sorte de meus dois Comandados. Continuei minha senda festiva de ajudador… Às vezes, o azar respira sorte!… Estive com O Planeta das Gêmeas em mão, por alguns poucos minutos, naquele fraterno almoço beneficente de 21 de outubro de 2017.

CANÇÃO DA TERRA (pensamentos por emoção).

CANÇÃO DA TERRA (pensamentos por emoção).   João Bosco de Castro. *   O Antropólogo-Folclorólogo Saul Alves Martins renovou, em 1998, sua poética e deleitosa Canção da Terra, dada a lume em 1955. Tal Livro dissemina encantamento entre os espíritos sensíveis à Beleza, mediante versos regozijantes e deliciosamente amenos. Saul Martins é Poeta, por agradável, não por versejador! Em prosa e em verso, Ele é maravilhoso, sugestivo e enfeitiçante, porque recriador, na voz de Teodoro de Cirene: “…, tornamo-nos agradáveis, servindo-nos de expressões novas… o pensamento é paradoxal e não está de acordo com a opinião (…) admitida.” Saul é Poeta em prosa, como n’O Catrumano, de Os Barranqueiros, mas refinadamente Poeta nos versos de Canção da Terra e Lagartas-de-Fogo: Poeta por realizador da alogicidade metafórica palpitante na coisa diferente e insinuada pela palavra plurissignificativa, por mestre no arranjo do presente-eterno embutido na a-historicidade irrefutável da conotação renovadora, e por hábil na arquitetura da abstração verbal contida na anarratividade implícita em estados de alma em vez de em acontecimentos ou ações. Em Canção da Terra, a singeleza das coisas torna excelsa e inexplicável a dimensão lírica da palavra estética, em sublime consórcio com a expressão musical esparsa em figuras de linguagem, cesuras, métricas, rimas e ritmos engenhados para fazer transmutações sensoriais do feio e nojento para o bonito e virtuoso, como em Arrudas: soneto lírico tecido em decassílabos entre heroicos e sáficos. A habilidade estética de Saul torna belo e delicioso o atual sujo e desagradável Ribeirão Arrudas, impiedosamente massacrado por esgotos fedorentos e podres da Capital Mineira. Eis o bucolismo concomitantemente zoomorfizador e antropomorfizador fulgente no primeiro terceto dessa dádiva poética: “Já não abrigas em teu seio a vida, Fogem-te os beijos da perdiz garrida E a frescura do verde palmeiral.”   Pelo “inutília trúncat” dos Árcades, o desejado Poeta-Coronel barranqueiro de Januária humaniza, com suavidade, a vida circunjacente ao ribeirão infectado por dejetos expulsos por esfíncteres do homem. O poder mágico da metáfora, na primeira quadra do primeiro dos três sonetos constitutivos do poema Flagelados, recria fenômenos cotidianos da existência: “A tarde era tão bela e bruscamente O manto azul do céu desaparece, O vento ladra, já raivosamente, E todo o firmamento se enegrece.”   Mesmo em canções heroicas, Saul Alves Martins mostra-se aprazivelmente lírico, à moda parnasiana de emprestar plástica individualista e emocional, com fulcro no presente-eterno, às situações historiosas e historiáveis da labuta humana, como o faz na última estrofe e estribilho da Canção do Lavrador: “Em casa, à noite, do labor cansados, Tocais viola, namorando a lua, Canta o vaqueiro, ao longe, além do prado, Descendo a estrada nua, A recolher o gado.   Multiplicai os campos verdejantes, De raça forte sois representantes!”   Em Canção da Terra, Saul Alves Martins reconsagra-se Poeta, com apurada e louvável sensibilidade artística e indiscutível técnica de urdidura do verso tradicional: métrica, escansão, harmonia vertical e horizontal (ritmo dos versos e das estrofes), cesura, rima, estrofação, eufonia e literariedade. Isso esplende em sonetos (inclusive com extensão linear de redondilhos maiores e dissílabos, numa geometria raríssima), acrósticos, poemas de variada estrutura (estrófica, métrica, melódica e frasal), canções e trovas. Ele faz, provavelmente como exercício estético-intelectual, alguns poemas tramados em versos livres, dentre os quais Saudação à Bandeira assume suprema grandeza: “Tu resumes toda a história do nosso povo, Seus anseios de independência E sonhos de liberdade.   Tremulaste gloriosa em frentes de batalha, Aqui E além…   (…) Bandeira do Brasil, Eu te saúdo!”   Canção da Terra ilustra e revigora a juventude literária de Saul Alves Martins: Poeta recriador da vida pela magia conotativa da linguagem e articulador da complexidade rítmico-emotivo-conceptual dos conteúdos da imaginação, fonte melhor do Belo, por meio de palavras sugestivas e polissêmicas. Hoje, quando se comemoram cem anos redondos e respeitáveis de seu nascimento “no chão da estrada velha do Pandeiro”, Freguesia norte-mineira de Januária, nosso Desejado Poeta, “lá do outro lado do caminho” da banda transversa da Terceira-Margem do Léthys, nas sensações estéticas e expressões grandiloquentes, continua sua revolução intelectual de agradar aos espíritos amantes da metáfora, eruditos ou brutos, com seara de versos originária da semeadura de pensamentos por emoção. Belo Horizonte-MG, 1º de novembro de 2017. ____________________________   *JOÃO BOSCO DE CASTRO: Professor de Línguas e Literaturas Românicas, Ciências Policiais, Ciências Militares da Polícia Ostensiva, Ética,  Historiografia de Polícia Militar e Crítica Textual aplicada às Ciências Militares. Oficial reformado da  PMMG. Romancista, contista, poeta, ensaísta e crítico literário. Jornalista do Pontopm. Rua Epídoto, nº 143 – Santa Teresa, CEP 31010-270  ̶  Belo Horizonte-MG. jbocastro@gmail.com   31-30827699, 31-984321539.

Dicas da Língua Portuguesa…Professor Pasquale Cipro Neto

  Nessa quarta-feira (27), o Professor Pasquale Cipro Neto, comentarista, na CBN, de “A Nossa Língua de Todo Dia”, foi o convidado do programa “Estúdio CBN”, quando tirou “dúvidas de ouvintes sobre a Língua Portuguesa.” Você poderá ouvir, em seguida, a brilhante aula do ilustre Professor Pasquale:     Fonte: CBN.

Posse do Poeta João Bosco de Castro na Cadeira Nº 329 da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais ─ AMULMIG.

O POETA JOÃO BOSCO DE CASTRO NA CADEIRA Nº 329 DA ACADEMIA MUNICIPALISTA DE LETRAS DE MINAS GERAIS ─ AMULMIG. Às 10h de 16 de setembro de 2017, na respectiva Sede situada na Rua Agripa de Vasconcelos, nº 81 (Alto das Mangabeiras, em Belo Horizonte-MG), a Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais ─ AMULMIG ─, sob a presidência do Escritor César Pereira Vanucci, em Sessão Solene de Posse, introduziu em seu notável Quadro de Acadêmicos Efetivos o Poeta João Bosco de Castro, como representante do Município de Bom Despacho-MG, sob a patronia do Protopoeta Bom-despachense José d’Avó Gontijo. Conduziu, brilhantemente, os trabalhos socioliterários a Cerimonialista Odontóloga Beatriz Campos de Paulo, de Bom Despacho, Namorada do Novo Acadêmico. A Mesa-Diretora da Sessão Solene compôs-se do Escritor César Pereira Vanucci, Presidente da AMULMIG, Escritora Elisabeth Fernandes Rennó de Castro Santos, Presidenta do Conselho Superior da AMULMIG, Poeta Luiz Carlos Abritta, Presidente Emérito da AMULMIG, Escritora Marilene Guzella Martins Lemos, Presidenta da Arcádia de Minas Gerais, Trovadora Dora Galinari, Presidenta da União Brasileira de Trovadores ─ Seção de Minas Gerais, Novo Acadêmico Poeta João Bosco de Castro, Senhora Jacira Madeira Gontijo, representante da Família d’Avó Gontijo e Neta do Patrono José d’Avó Gontijo, e Professora Samira Maria Araújo, representante do Município de Bom Despacho, como Diretora do CESEC e Assessora da Superintendência Educacional de Pará de Minas-MG. Outras Instituições fizeram-se representar no Magno Evento: Maçonaria Universal: Past-Master Antônio Viçoso Gérken Júnior e Venerável-Mestre Fábio Campos de Paulo; Portal Informativo Pontopm: Coronel e Policiólogo Isaac de Oliveira e Souza; Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais: Jornalista-Historiador Ozório José Araújo do Couto; Fundação Guimarães Rosa: Coronel Zílton Ribeiro do Patrocínio; Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano: Acadêmico Eduardo César Reis e Acadêmica Elza Maria de Magalhães; Academia de Letras João Guimarães Rosa: Acadêmico Sérgio Henrique Soares Fernandes; e Clínica Cardiológica: Major-Médico Álvaro Álvares da Silva. O Poeta João Bosco de Castro, ainda na situação de neoacadêmico, foi conduzido à Mesa-Diretora pela Comissão formada pelos Acadêmicos Luiz Carlos Abritta, Ângela Togeiro Ferreira e Marilene Guzella Martins Lemos. O Novo Acadêmico foi saudado em substancioso Discurso proferido pela Acadêmica Elisabeth Fernandes Rennó de Castro Santos, cujo texto assevera: “O nosso Neoacadêmico é o fundador da Academia Epistêmica de Mesa Mariano, dedicada aos estudos sobre Natureza e Cultura, a que pertenço. (…) O Professor João Bosco é romancista, contista, poeta, jornalista, policiólogo e camonólogo, entre as suas faces culturais. Professor de Língua e Literatura Românicas. Professor Titular de Ciências Militares, na área da Defesa Social, na Academia de Polícia Militar. Presidiu a Alliance Française, de 2010 a 2011. Sempre batalhou pela humanização do Policial Militar, introduzindo em seus currículos atividades sociais, leitura e apreciação de preceitos formativos, concernentes à Literatura, Filologia, História, Educação, Filosofia. Mestre consciente na formação global de seus alunos. Orador brilhante, sua palestra [de João Bosco de Castro] em homenagem a Camões e à Língua Portuguesa foi uma das mais brilhantes ouvidas na Universidade Livre da Academia Mineira de Letras. (…) Sentimo-nos honrados com esta aquisição representada pela posse de João Bosco de Castro, que vem iluminar e acrescentar valores e propósitos com seu cabedal de conhecimentos, sua experiência literária, didática e criativa aos quadros da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. É para mim completude dignificante recebê-lo em nossa comunidade literária, Acadêmico João Bosco de Castro. (Assinado…) Elizabeth Rennó.” A excelente Cerimônia de Posse foi magistralmente musicada pelo Tenor Marzo Sette Torres, com a apresentação do Hino Nacional Brasileiro, Oração de São Francisco de Assis e as árias Aquarela do Brasil, La Vie en Rose e Moon River. Três excertos literários de João Bosco de Castro foram esplendidamente oferecidos a Acadêmicos, Visitantes e Convidados pela expressiva leitura realizada pela Administradora Débora Lis Azevedo Castro Mota (filha do Novo Acadêmico), do poema Boifonia; pelo Estudante Arthur Azevedo Castro Mota (neto de João Bosco), da Recitação I. Fortuna Ecológica, no livro-poema Elogio à Criação; pela Professora Samira Maria Araújo (Diretora do CESEC em Bom Despacho), de sugestivas partes do romance O Mandachuva. O Presidente da AMULMIG, Escritor César Pereira Vanucci, em sua eloquência, louvou o primor de toda a Sessão de Posse, com ênfase concentrada na fala irrepreensível de Elisabeth Rennó em nome do Sodalício, na leitura impecável dos construtos literários de João Bosco de Castro por Débora, Arthur e Samira, e no Discurso-Panegírico lavrado e proferido pelo Novo Acadêmico em homenagem ao Município de Bom Despacho e ao Poeta José d’Avó Gontijo, Patrono da honorável Cadeira nº 329. Em referido Engenho de Oratória, João Bosco de Castro minuciou a importância de Bom Despacho em sua vida ─ particularmente na infância, adolescência e início de seus labores de Oficial da Polícia Militar e Professor ─, a marcante atuação de seus Pais e Professores ─ acentuadamente Maria de Lourdes d’Avó Gontijo, Nicolau Teixeira Leite e Geraldo Majela Melo Santos ─, o vigor da Vila Militar do Sétimo Batalhão de Infantaria, cujo Bangalô nº 20 ─ em poderoso e festejado Porão ─ serviu de sala de aula do Curso de Admissão ao Ginásio, de 1962 a 1965, sob a regência do imberbe João Bosco, professor prematuro, e a biografia do Protopoeta José d’Avó Gontijo e apresentação crítico-historiográfica da respectiva Obra Literária, de indiscutível mérito metafórico e sugestivo segundo os padrões do Romantismo e Romantismo-Realista, em cerca de trezentos poemas e alguma prosa. Por volta das 12h30min, encerraram-se as lides socioliterárias da Posse Academial de João Bosco de Castro e serviu-se a Acadêmicos, Visitantes e Convidados, na Esplanada da Sede da AMULMIG, lauto e saboroso Lanche Colonial, sob os cuidados de Sônia Ferreira e Lili. Clique aqui para acessar ao Cerimonial de posse acadêmica do Poeta João Bosco de Castro. Clique aqui para acessar ao Discurso de Posse do Poeta João Bosco de Castro.

Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais receberá em seu Quadro de Acadêmicos Efetivos o Poeta e Jornalista do Pontopm

AMULMIG EMPOSSARÁ REPRESENTANTE DE BOM DESPACHO. Às 10h de 16 de setembro de 2017, a Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais ─ AMULMIG, em sua Sede (Rua Agripa de Vasconcelos, nº 81, ao lado do nº 310, Alto das Mangabeiras, pertinho da Praça do Papa, em Belo Horizonte-MG), receberá em seu Quadro de Acadêmicos Efetivos o Poeta João Bosco de Castro, como representante do Município de Bom Despacho, em Cadeira Areopagítica a ser patroneada pelo Protopoeta Bom-despachense José d’Avó Gontijo, em Solenidade sob a presidência do Escritor César Pereira Vanucci. O Novo Acadêmico será homenageado por Discurso de Saudação aos cuidados socioliterários da notável Acadêmica Elisabeth Fernandes Rennó de Castro Santos: Presidenta do Conselho Superior da AMULMIG da qual é também Presidenta Emérita, Presidenta da Academia Mineira de Letras de cuja Universidade Livre é Reitora Emérita, Presidenta Emérita da Academia Feminina Mineira de Letras e Acadêmica-Honorária da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano ─ MesaMariano. Professora Emérita de Literatura Brasileira e Teoria da Literatura, Poeta e Prosadora de alto nível, com respeitável domínio da Crítica Literária, Elisabeth Rennó, ao lado do Trovador-Poeta Luiz Carlos Abritta, representa Minas Gerais e o Brasil na relevante Academia de Letras e Artes de Portugal, em Lisboa. João Bosco de Castro é Oficial Superior Reformado da Polícia Militar de Minas Gerais e Professor, além de tupinólogo, escultor-inscultor, armorialista, romancista, contista, camonólogo, poeta, palestrante, ensaísta, crítico literário e jornalista profissional. Registros Acadêmicos Especiais sobre João Bosco de Castro: 1. Professor de Língua Portuguesa, História do Brasil, Geografia e Matemática, em nível de Curso de Admissão ao Ginásio, em 1962-1965, no porão do Bangalô nº 20 da Vila Militar do 7º Batalhão de Infantaria, em Bom Despacho-MG. 2. Professor de Língua Portuguesa, Maneabilidade, Ordem-Unida, Legislação Básica de Polícia Militar, Controle de Distúrbios Civis e Técnicas Militares e Policiais, aos Cursos de Formação de Oficiais, e de Aperfeiçoamento de Sargentos, e de Formação de Sargentos, em 1970, no Departamento de Instrução do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG. 3. Professor de Língua Portuguesa e Educação Artística, ao Ensino de 1º Grau, e de Língua Portuguesa e Literatura, ao Curso Normal, na Escola Estadual Doutor Miguel Gontijo, em Bom Despacho-MG, em 1971-1973. 4. Professor de Língua Portuguesa e Educação Artística, ao Ensino de 1º e 2º Graus, no Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais, em Bom DespachoMG, em 1972-1973. 5. Professor de Português e Francês e Educação Artística, ao Ensino de 1º Grau, na Escola [Normal Oficial] Estadual de Itaúna-MG, em 1972. 6. Professor de Português, Francês e Educação Artística, ao Ensino de 1º Grau, na Escola Estadual Professor Zama Maciel, em Patos de Minas-MG, em 1975-1976, 19781982. 7. Professor de Português, Francês e Educação Artística, ao Ensino de 1º e 2º Graus, na Escola Estadual Dom Lustosa, em Patrocínio-MG, em 1976-1977. 8. Professor de Língua Portuguesa, Legislação Básica de Polícia Militar, Técnicas de Redação e Legislação de Pessoal da PMMG, aos Cursos de Formação de Soldados e de Formação de Cabos do 15º Batalhão de Polícia Militar, em Patos de Minas-MG, em 1975, 1978-1982. 9. Autor e organizador dos Processos de Criação e Instalação do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais em Patos de Minas, em 1977-1978. 10. Professor de Literatura Portuguesa e Etimologia da Língua Portuguesa, ao Curso de Letras, e de Língua Portuguesa, ao Curso de Pedagogia, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Patrocínio-MG, em 1976-1985. 11. Professor de Língua Portuguesa, Técnicas de Redação, Legislação Básica de Polícia Militar e Legislação de Pessoal da PMMG, ao Curso de Formação de Soldados da 2ª Companhia do 15º Batalhão de Polícia Militar, em Patrocínio-MG, em 1976-1977. 12. Professor de Língua Portuguesa, Técnicas de Redação, Legislação Básica de Polícia Militar e Legislação de Pessoal da PMMG, ao Curso de Formação de Soldados e de Formação de Cabos do 17º Batalhão de Polícia Militar, em Uberlândia-MG, em 19821984. 13. Professor de Língua Portuguesa, Técnicas de Redação, Legislação Básica de Polícia Militar e Legislação de Pessoal da PMMG, ao Curso de Formação de Soldados do Batalhão de Polícia Rodoviária, em Belo Horizonte-MG, em 1985-1986. 14. Professor de Língua Portuguesa, Técnicas de Redação, aos Cursos de Aperfeiçoamento de Sargentos e de Formação de Sargentos da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG, em 1985-2004. 15. Professor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Teoria da Literatura, aos Cadetes do Curso de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG, em 1985-2005. 16. Professor de Teoria da Comunicação Social, e Técnicas de Relações Públicas, ao Curso de Especialização [Pós-graduação lato-sensu] em Segurança Pública da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG, em 1995. 17. Professor de Teoria da Comunicação Social, e Técnicas de Relações Públicas, aos Cadetes do Curso de Formação de Oficiais e Alunos do Curso de Habilitação a Oficial da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG, em 19982000. 18. Professor de Teoria da Comunicação Social, e Técnicas de Relações Públicas, aos Alunos do Curso Especial de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, em 1998-1999. 19. Professor de Ética e Deontologia Policial-Militar ao Curso Superior de Tecnologia da Defesa Social do Centro de Estudo de Graduação da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG, em 2008-2012. 20. Professor de Ética e Doutrina Policial-Militar a Capitães e Oficiais Superiores do QOPM, e a Oficiais de Saúde (Médicos, Dentistas, Veterinários, Enfermeiros e Psicólogos) de todos os postos, no Treinamento Policial Básico do Centro de Treinamento Policial da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG, em 2005-2013. 21. Professor de História da Polícia Militar de Minas Gerais a futuros Oficiais de Saúde, no Centro de Pesquisa e Pós-graduação da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG, em 2005-2009. 22. Professor de Língua Portuguesa pela Totalidade Verbal, fundamentos e técnicas de redação, na Oficina Redatorial Guimarães Rosa, em Belo Horizonte-MG, em 1995-2017. 23. Professor de Língua Portuguesa pela

XXII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

A XXII reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo divulgação da Rádio França Internacional (RFI) será realizada, nesta quinta-feira (20), em Brasília, com tema “Agenda 2030: Avanços e Desafios”. Na capital brasileira, “os governantes da CPLP discutirão a aplicação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada pelas Nações Unidas, nos seus países.” O Anfitrião, “ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Aloysio Nunes”, receberá “os homólogos dos oito países-membros da CPLP (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste). Além do tema central da reunião, os “chefes da diplomacia da CPLP” debaterão a “situação política da Guiné-Bissau”. Para Maria do Carmo Silveira, secretária executiva da CPLP, “a Guiné-Bissau permanece dividida e nem a realização de novas eleições vai resolver o impasse político do país”, afirmando, à Agência Lusa, haver encontrado “um país muito dividido, em que há uma situação muito complicada, que exige que os principais actores políticos se sentem a mesa, dialoguem e encontrem uma saída”. Entre os assuntos que serão debatidos, encontram-se “três novas candidaturas de países que querem ser membros-associados da CPLP, a difusão da língua portuguesa, a elaboração de um vocabulário técnico para algumas profissões, a facilitação da circulação de estrangeiros nos países dos membros da CPLP” além da possibilidade de “o reconhecimento de diplomas entre as universidades” dos países-membros. Fonte: RFI.

Prêmio Coronel Alvino Alvim de Menezes de Ciências Militares da Polícia Ostensiva

  A Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano – Mesa Mariano e a Fundação Guimarães Rosa – FGR conferem, anualmente, o Prêmio Coronel Alvino Alvim de Menezes de Ciências Militares da Polícia Ostensiva a um Militar autor de Livro cuja totalidade epistêmica seja Obra Intelectual Escrita importante para o desenvolvimento e consolidação das Ciências Militares da Paz Social, com base em Regulamento específico a tal mister, cientificamente amparado pelo Parecer CES/CNE nº 1295/2001, exarado pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, em 6 de novembro de 2001.   O Autor Militar premiado recebe Diploma de Prócere Magistral em Ciências Militares da Polícia Ostensiva, com Chancela de Notório Saber nessa Área Epistêmica, ilustrado e guarnecido pela Medalha Cel. Alvim de Ciências Militares da Polícia Ostensiva e respectiva Réplica dourada para lapela.   O décimo segundo vencedor desse denso e expressivo Prêmio é o Coronel PMMG Sérgio Henrique Soares Fernandes, mercê do elevado nível da totalidade espistêmica de seu Livro FUNDAMENTOS DE PLANEJAMENTO PROSPECTIVO APLICADOS À POLÍCIA MILITAR, graças a cuja qualidade pesquísico-textual o Coronel Sérgio Henrique ascendeu a titular de relevante Cadeira Areopagítica da Academia de Letras João Guimarães Rosa da Polícia Militar de Minas Gerais.   Às 9h30min de 7 de julho de 2017, no Auditório da Fundação Guimarães Rosa (Rua das Chácaras, nº 210, Bairro Mantiqueira/Venda Nova, Belo Horizonte-MG), o Coronel PMMG Sérgio Henrique Soares Fernandes, como Policiólogo Eminente, sagrou-se Prócere Magistral em Ciências Militares da Polícia Ostensiva, com Notório Saber nessa majestática linha de pesquisa e conhecimento policial-militar, em festiva Sessão Academial presidida pelo Acadêmico Epistêmico-Fundador João Bosco de Castro, Corifeu da Academia Epistêmica de Mesa Capitão- Professor João Batista Mariano – MesaMariano e Curador do Prêmio Coronel Alvim.   Orador especial do Magno Evento, o Coronel Sérgio Henrique Soares Fernandes proferiu substancioso discurso-aula sobre seu premiado Livro e suas marcantes experiências de Preservador da Ordem Pública, Gestor Estratégico da Defesa Social e Professor da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro e outras respeitáveis Instituições de Educação Superior.   A Sessão de Outorga do Prêmio Coronel Alvim/2017 foi calorosamente prestigiada por familiares do novo Prócere, dentre os quais seu Pai Coronel Adílson Antônio Fernandes, Confrades e Confreiras da MesaMariano, Coronel Fernando Antônio Arantes (Chefe do Gabinete Militar do Governador, Coordenador Estadual de Defesa Civil), Amigos do Laureado, Oficiais e Praças da PMMG, Coronel BM Antônio Damásio Soares, Coronel  Ari de Abreu (ex-Comandante da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro) e Coronel Isaac de Oliveira e Souza (ex-Subchefe do Estado-Maior da PMMG e atuante Policiólogo Gestor e Organizador do Portal Pontopm).   Além do Presidente do Sodalício e do Autor premiado, falaram no Evento Magno o Coronel Fernando Antônio Arantes, como Chefe do Gabinete Militar e colega do novo Prócere, e o Coronel Pedro Seixas da Silva (Acadêmico Epistêmico, na Situação de Superintendente-Geral da Fundação Guimarães Rosa e Presidente do Conselho-Diretor da MesaMariano).   O Acadêmico Epistêmico-Fundador João Bosco de Castro, antes de encerrar os Trabalhos Academiais, realçou a importância do Portal Pontopm como suporte informativo-doutrinário da Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública no Brasil, e, no Quadro das Efemérides, celebrou o Vulto de Luís Vaz de Camões, Protopoeta da Língua Portuguesa, e historiou, com base em seu Dia, o 10 de Junho, importantes registros sobre a Comunidade Lusófona, a Raça Lusitana, o Herói Viriato da Serra da Estrela, a Batalha de Aljubarrota e o Forte de São Jorge como ponto-alto e marco-solene do domínio de Portus Cālli em favor da instituição do Estado Português e respectiva Língua, transladada para o Oriente, África e Novo Mundo a partir da “Ocidental Praia Lusitana”. Em tal fala, com ênfase no amor à Cultura fundada no Idioma, soergueram-se o Galaico-Português, o Cordel anterior à Trova de origem provençal da Langue d’Oc em oposição à Langue d’Oil, a Cantiga da Ribeirinha e outras produções trovadorescas, a Crônica de Fernão Lopes de Castanheda, o Monumento Classicista Camoniano de feição épica, lírica, dramatúrgica e epistolar… Os Lusíadas mereceram sobranceira referência no culto ao 10 de Junho!   Como homenagem ao Vencedor do Prêmio Coronel Alvim/2017, João Bosco de Castro declamou o belo soneto Língua Portuguesa, de Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac:   Língua Portuguesa.                                                            Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac. Última flor do Lácio, inculta e bela! És, a um tempo, esplendor e sepultura… Ouro nativo que, na ganga impura, A bruta mina, entre os cascalhos, vela! Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela, E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo… Amo-te, ó rude e doloroso idioma!, Em que da voz materna, ouvi: meu filho!, E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! De Bom Despacho-MG para Belo Horizonte-MG, 14 de julho de 2017.

“Comunicar-se não é falar bonito, mas ser compreendido”

“Uma carta ao ‘Dotô Adevogado’” foi publicada, na JusBrasil, por Eloy Banzi, com o seguinte teor: Caro Dotô. Lhe iscrevo purque tive arguma vergonha de fala pessoarmente, mas arguma coisa sucede e priciso disabafá. Dispois que falei meu causo, o sinhô disse que pricisava entrar com uma tar de ação. Pircebi que o sinhô intendia bem do que tava falando, purque sempre falô umas coisas bunita e difícil. Mas ai que tá, dotô. Fiquei tão basbacado com as palavra difíciu, que saí só sorriso do iscritório, mas quando cheguei em casa, pircibi que que saí rindo, mas num intendi nada de nada. A muié me pregunto como que foi com o Dotô, eu disse que foi tudo bem, que o dotô é muito bão e ia resorvê nossa pendenga. Mas aquilo fico dentro de mim, num intendi e resorvi lhe pregunta. Te liguei quele dia, lembra? Pidindo umas expricação. O sinhô falô bunito dinovo, otra veiz fiquei bobo, mas o pobrema, Dotô… É que num intendi nada traveis. O sinhô falô que pricisava fazê um tal de piticionamento, que ia despacha arguma coisa. Fiquei té preocupado, num sabia que o dotô mexia com essas coisa de despacho não. Então dotô, assim foi toda veiz que a gente se falava, o sinhô expricava e eu num intendia nadica. Pensei em ir ai traveis, mas imaginei que ia contecê dinovo. Ai eu resorvi te manda essa carta, purque anssim o sinhô pode se prepara mió pra lidá com eu. Discurpa a dificurdade dotô, mas vô gradece muito se o sinhô pudesse expricá mais simpres pra nóis. Sei que o sinhô sabe fala bunito por dimais, mas comigo num carece disso não… Priciso msm só sabê pra que serve essa tar de ação. – Caros colegas, vale muito a reflexão! Muitas vezes a profissão nos leva ao vício do “juridiquês”, esquecemos que o cliente não tem obrigação de entender a linguagem utilizada no universo jurídico. Por isso é tão importante sabermos falar da maneira mais clara possível. Comunicar-se não é falar bonito, mas ser compreendido. Fica o alerta aos profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública que, na prestação dos serviços públicos, têm, na comunicação, considerável parte. Fonte: texto (Jusbrasil) e foto (Buskaki)

Ao funcionário público ou privado, falar e escrever bem são indispensáveis!

“Seja qual for a nossa profissão – ensina mestre Aires da Mata Machado – sempre lidamos com a palavra, ora falando, ora escrevendo. E, quanto melhor o fizemos, maior será naturalmente a nossa eficiência.” O texto ora destacado é do Coronel PM, Professor e Escritor Jair Barbosa da Costa que nos legou ensinamentos preciosos sobre o falar e o escrever bem! São ferramentas indispensáveis a qualquer profissional que lida diretamente com o público. Ainda nesses tempos, em nosso meio, o dileto Professor Jair continua um incansável escritor. Cada livro seu, cada discurso, continua sendo fonte de lições importantíssimas para os profissionais de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. Uma dessas lições, transcrita a seguir, é, agora, compartilhada com o(a) leitor(a) comprometido(a) com o enriquecimento profissional por intermédio da nossa Língua Portuguesa. Linguagem e Público   A linguagem é a carta de apresentação, ou a fotografia de corpo inteiro de qualquer pessoa. Por isso, as empresas realizam entrevistas com candidatos a emprego, principalmente se o cargo envolve relacionamento direto com o público, a fim de avaliar seu desempenho na comunicação interpessoal. Costumamos referir-nos a uma repartição pública, oficial ou privada, conforme o tratamento espelhado na linguagem de seus funcionários. Não raro, tecemos elogios ao modo com que nos recebem os funcionários mais simples, e lamentamos a falta de lhaneza, sobretudo de linguagem, dos mais graduados. A estes, é comum a indisposição para o tratamento direto com o público. Falta-lhes essa afabilidade que nasce e emerge da linguagem articulada, no contexto falante-ouvinte, vivificado pela expressão fisionômica dos comunicantes – o estado de espírito vindo à flor dos olhos e do semblante como um convite ou um assentimento ao diálogo. “Seja qual for a nossa profissão – ensina mestre Aires da Mata Machado – sempre lidamos com a palavra, ora falando, ora escrevendo. E, quanto melhor o fizemos, maior será naturalmente a nossa eficiência.”(1) Vivemos, entanto, sob o império universal da informática e da prepotente comunicação visual. A primeira metamorfoseia todas as linguagens em se código específico, essencialmente numérico; a segundo, às vezes agressiva, reduz a imagens, o quanto pode, todo o processo comunicacional humano, com o fim de persuadir pelos sentidos. Eis os dois fatos geradores da frieza das relações entre os homens, embora as aparências demonstrem o contrário. É que o veículo televisivo, no comando do sistema comunicacional de massa, cria sobremodo entre os jovens, uma supra realidade, nutrindo o povo de frases feitas e falsos conceitos de paz, amor, liberdade, conforto, cultura, afirmação pessoal, produz clima emocional contagiante na juventude, principal agente-instrumento de consumo, para espetaculoso como o “Rock in Rio”. Em todo esse processo subjaz o ideológico, jamais preocupado com o vazio existencial das pessoas. Então, não há por que se admirar, em nossos dias, da pouca importância à palavra, seja qual for sua forma de expressão; da pressa inconsciente dos homens para a consecução de seus objetivos. Não se tem paciência para se ouvir o outro. O dedo indicador, quando tanto, costuma constituir a resposta de um funcionário a um consulente. Um exemplo gritante foi registrado pelo jornalista Paulo Francis, correspondente da “Folha de S. Paulo” em Nova Iorque, sobres a “entrevista” de um alto funcionário do Governo Federal acordando em torno da dívida brasileira com os banqueiros norte-americanos. Francis pede aos leitores sensíveis que saltem o parágrafo dos chulismos e palavrões utilizados por aquela autoridade de Governo, em missão mais diplomática do que comercial. O Jornalista diz que a imprensa, “por uma delicadeza do tempo das caravelas, transmite em linguagem educada o que os donos do mundo dizem. Na televisão – ressalta Francis – claro, adotam linguagem formal. É por isso que soam tão esquisitos.” (2) Respeita-se, de certo modo, a indiferença até mesmo de um tipo de indivíduo vezado em, assim que expõe seu ponto-de-vista, dar as costas para o amigo, ou simplesmente ouvinte, que fica “a ver navios”, em decepcionante solilóquio. Todavia, ao homem público, ao funcionário de uma empresa, não se admite o despreparo para o diálogo, em particular com pessoas estranhas a seu ambiente de trabalho, desobrigadas de conhecer suas fobas e neuroses. (1) In Escrever Certo (vol 1). São Paulo, Boa Leitura Editora S / A, s/d. (2) “Folha de S. Paulo”, 11-01-85. Fonte: COSTA. Jair Barbosa da, A força bruta da comunicação de massa: ideologias e linguagens – Belo Horizonte: Vigília, 1985, 70 p. Foto: Língua Portuguesa.

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