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Causas e consequências

A Amazónia querida apresenta-se aos olhos do mundo com todo o seu esplendor, o seu drama e o seu mistério. Deus concedeu-nos a graça de a termos presente de modo especial no Sínodo que se realizou em Roma de 6 a 27 de outubro de 2019, concluindo com o Documento Amazónia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral SANTO PADRE FRANCISCO. Li, recentemente, no Pontopm, um texto versando sobre a Igreja Católica Apostólica Romana nos tempos atuais. Não pretendendo analisar as questões levantadas naquela publicação. Porém, com o foco nas causas e consequências, cuido apenas de analisar o texto produzido pelo Vaticano para poder entender as condicionantes da construção da Exortação Apostólica  pós-sinodal  denominada “Querida Amazônia”. Tudo leva a crer tratar-se de um documento oficial, pois se encontra hospedado no sítio do Estado do Vaticano. Isso indica que o conteúdo do documento é oficial, sustentado pelo Direito Internacional e Direito Público daquele País. O documento evidencia uma preocupação específica com os povos amazonianos, esquecendo-se dos demais do Estado Brasileiro e explicita a lhes dar aquilo que não lhes pertence. Isso porque, a parte da Amazônia, circunscrita nos limites legais do Brasil, faz parte do Estado Brasileiro, está sujeita à lei do Estado Brasileiro. Este, nos moldes do Estado do Vaticano, é Soberano e sua soberania extende-se às outras regiões brasileiras, inclusive, na Amazônia Brasileira.  Os povos que habitam a Amazônia Brasileira são tutelados pelo Estado Brasileiro. Têm seu Território Indígena demarcado e assegurado pela Constituição Federal. Apesar de existirem, na Amazônia Brasileira, várias etnias, estabelecidas em territórios singulares, aquelas não constituem um Estado independente. Ao contrário, aquelas comunidades são tuteladas pela União, segundo legítimos mandamentos jurídicos brasileiros. Contam com a proteção diuturna e devida pois falta a eles soberania – ademais o povo brasileiro ocupa o espaço territorial brasileiro na Amazônia  e faz, através das Forças Armadas e Forças de Segurança Pública, a defesa interna e territorial do Estado Brasileiro.         O documento revela-se a nós como algo fora de sintonia, a precoupação com os povos da Amazônia restringe-se a situações que não abordam adequadamente a questão.  Antes que façam qualquer comentário, tendendo ao meu descrédito, vale ressaltar que fui designado para a formação das Forças de Segurança no Estado de Roraima, como Oficial da PMMG, nos anos de 1989 e 1990 e que trabalhei  como professor dos Cursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP na Academia de Polícia Integrada de Roraima e na Fundação Ajuri da Universidade Federal de Roraima, trabalhando também nas Forças de Segurança do Estado de Roraima e do Município de Boa Vista – RR, como Oficial da Reseva, nos anos de 2005 a 2008,  Ressalte-se ainda,  que fiz a viagem de  Patos de Minas – MG a Boa Vista – RR, no ano de 2005 por vias rodoviárias e fluviais: até a cidade de Porto Velho – RO por via rodoviária; de Porto Velho – RO a Manaus – AM por via fluvial; e de lá até Boa Vista -RR por via rodoviária. Também passei pelo Território Indígena Waimiri-Atroari, cujos limites físicos da reserva indígena fica encerrado ao cidadão brasileiro das 18:00h às 06:00h. Por via rodoviária estive na Guiana – antiga Guiana Inglesa – e cortei a Venezuela até o mar do Caribe. Frise-se que parte do Estado de Roraima, no Brasil,  são campos naturais, as chamadas savanas . Na Guiana e Venezuela, temos a cobertura formada por campos naturais, as chamadas savanas e o restante, na parte fronteiriça com o Brasil,  floresta Amazônica.   O documento dá-nos uma dimensão da inserção proposital da Igreja Católica nos assuntos do Estado Brasileiro. Mostra-se tendencioso ao falar apenas da Amazônia a partir do Brasil e esquece-se que os índios atacados e mortos por milícias no ano de 2019, foram no Estado Ditatorial Venezuelano. Esquece-se que historicamente o massacre de nativos se deu em possessões espanholas – vide Eduardo Galeano em Veias Abertas da América Latina – e que o massacre de nativos no Brasil se deu pelos Holandeses – frise-se que essas vítimas das atrocidades holandesas, no território Brasileiro, foram considerados martíres em processos da própria Igreja Católica.   O documento sob o manto do dirscurso ecológico, demonstra claramente que a Igreja Católica busca agradar aos jovens com discurso de Ecologia, mas esquece-se que esses jovens, na sua maioria, são de nações cuja matriz religiosa é de vertente protestante. Busca, nas entrelinhas, desconsiderar o Estado Brasileiro e reveste-se de algo inédito na história da Igreja Católica, o posicionamento político sobre uma questão nebulosa: a Ecologia. Questão nebulosa porque o que acontece no planeta Terra, aumento das áreas de pastagens e aumento das áreas de produção de alimentos, são consequências do aquecimento global, pois se estivéssemos numa era glacial, essas mesmas áreas – de produção animal e vegetal – seriam impróprias para as atividades já descritas. Devemos lembrar que nos países do norte os animais são criados confinados e os alimentos produzidos em estufas. Todas essas atividades econômicas acabam por atender aos mais pobres, pois universaliza o acesso aos alimentos, em função do aumento da produtividade e consequente redução dos preços finais. Obviamente que a degradação da água é de suma importância e nem é o caso do Brasil, mas o é da África e aqui não vemos referências à África, afinal o discurso que nada acresce ao povo e apenas cria firulas, através do politicamente correto, em nada corrige as mazelas no continente africano, pois a imprensa se incumbe de fazer o papel da retórica do politicamente correto. É absurdamente errôneo o discurso que interpreta consequências como causa e não  se admite que a Igreja Católica incorra em tais erros de interpretações, seus quadros são capacitados e chega até nós a infeliz conclusão de que o texto é ideológico e não religioso é retórico e não filosófico, é proselitismo e não ortodoxia. Trazendo essa falácia interpretativa de causas e consequências, volta-se às questões das cegonhas e das taxas de natalidades. Por exemplo seria como alguém dizer que o excesso de velocidade é

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